Prévia do material em texto
DISFUNÇÕES DIGESTIVAS Prof. Erika Alencar Anatomia Digestiva SISTEMA GASTROINTESTINAL O sistema gastrointestinal consiste em: boca, esôfago, estômago, intestino delgado, intestino grosso e estruturas associadas. A estrutura da boca incluem lábios, dentes, gengiva, mucosa oral, língua, palato duro, palato mole e faringe. SISTEMA GASTROINTESTINAL ESÔFAGO O esôfago um tubo muscular estendendo-se da faringe para o estômago. Tubo passível de colabamento, tornando-se distendido quando o alimento o atravessa. As aberturas esofagianas incluem o esfíncter esofagiana superior (EES), ao nível do músculo cricofaringeal e o esfíncter esofagiano inferior(EEI), ou esfíncter cardíco. ESÔFAGO SISTEMA GASTROINTESTINAL ESTÔMAGO Estômago , uma bolsa muscular situada no abdômen superior sob o fígado e o diafragma. Bolsa distensível com capacidade de + ou – 1500 ml. Entrada do estômago – junção gastroesofágica, circundada por um anel denominado esfíncter esofágico inferior ou esfíncter a cárdia, que sob contração, isola o estômago do esôfago. O esfíncter pilórico regula o fluxo dos conteúdos do estômago para dentro do duodeno. ESTÔMAGO SISTEMA GASTROINTESTINAL INTESTINO DELGADO O intestino delgado, um tubo em espiral com aproximadamente 6,6 m de comprimento e 2,5 cm de diâmetro, estende-se do esfincter pilórico até a válvula ileocecal no intestino grosso, incluem o duodeno, o jejuno e o íleo. INTESTINO DELGADO SISTEMA GASTROINTESTINAL INTESTINO GROSSO O intestino grosso, um tubo curto, largo de 1,5 a 1,8 m de comprimento, e de 5 a 6,2 cm de diâmetro, inicia-se na válvula ileocecal e termina no ânus, consiste em ceco, cólon, reto e ânus. INTESTINO GROSSO SISTEMA GASTROINTESTINAL A função do sistema gastrointestinal é a digestão dos alimentos e líquidos, com absorção dos nutrientes para dentro da corrente sanguínea e eliminação dos metabólicos através da defecação. Sinais e Sintomas das Disfunções do SGI Dor; Indigestão; Gás intestinal; Náuseas e vômitos; Alterações nos hábitos intestinais e características fecais. SISTEMA GASTROINTESTINAL ESOFAGITE É a inflamação da mucosa esofagiana pode ser agudas ou crônicas. A esofagite resulta, mais comumente, do refluxo recorrente dos conteúdos gástricos para dentro do esôfago distal. O refluxo pode resultar de esfincter esofagiano inferior (EEI) incompetente, úlceras gástricas ou duodenais e entubação nasogástrica prolongada. ESOFAGITE SISTEMA GASTROINTESTINAL As manifestações clínicas são: Azia; Regurgitação ácida; Vômito; Disfagia (dificuldade de deglutição); Dor esofageana (pela pressão intra abdominal, devido sangramento, tensão, obesidade ou gravidez). SISTEMA GASTROINTESTINAL Cuidados de enfermagem: Promover a ingestão nutricional adequada; Comer refeições pequenas e frequentes; mastigar bem os alimentos antes de deglutir; beber líquidos; evitar alimentos condimentados, álcool, cafeína e cigarro (irritantes); não deitar após as refeições; Elevar a cabeceira do leito para minimizar o refluxo. SISTEMA GASTROINTESTINAL HÉRNIA DE HIATO a abertura no diafragma através da qual o esôfago atravessa torna-se dilatada, e devido ao alargamento deste espaço, uma parte do estômago desliza em direcção ao tórax, o que se denomina hérnia de hiato. SISTEMA GASTROINTESTINAL Manifestações Clínicas Azia; Regurgitação; Eructações (arrotos); Disfagia; Dor subesternal. 50% dos pacientes mostram-se assintomáticos SISTEMA GASTROINTESTINAL Cuidados de enfermagem: Orientar alimentação em pequenas quantidade e frequentes; Orientar o paciente a não se reclinar durante 1 hora depois de comer; Elevar a cabeceira ou orientar a utilização de travesseiros mais altos e/ou colocar pequenos calços na cabeceira da cama; Prepara para cirurgia se necessário. SISTEMA GASTROINTESTINAL APENDICITE É uma inflamação do apêndice. O apêndice é um pequeno anexo semelhante a um dedo com cerca de 10 cm de comprimento, ligado ao ceco logo abaixo da válvula ileocecal. O apêndice enche-se de alimento e esvazia-se regularmente no ceco. SISTEMA GASTROINTESTINAL Como ele se esvazia insuficientemente e a luz é pequena, está propenso a tornar-se obstruído e é particularmente vulnerável a infecção. SISTEMA GASTROINTESTINAL A obstrução da luz do apêndice causa aumento na pressão intraluminal, e ativa um processo inflamatório que pode levar a infecção, necrose ou perfuração. Maior incidência em indivíduos entre os 10 e 30 anos. A perfuração pode causar peritonite que é uma complicação. SISTEMA GASTROINTESTINAL Manifestações Clínicas mais comuns: Dor abdominal aguda, geralmente no quadrante inferior direito; Sensibilidade local é notada no ponto de McBurney quando é aplicada uma pressão, sensibilidade de rechaço pode estar presente; Localização do ponto de McBurney , situado dois terços da distância do umbigo à espinha ilíaca ântero - superior direita Blumberg Esse sinal é investigado da seguinte maneira: pressionamos com a mão a região inferior direita do abdômen e perguntamos ao paciente se ele sente dor. Em geral a resposta é sim. Em seguida, retiramos de forma súbita a mão que pressionava a barriga e observamos o comportamento do paciente. Quando há uma apendicite, com irritação do peritônio, essa rápida retirada da mão provoca uma intensa dor no local, bem mais forte que a dor provocada pela compressão do abdômen. Outros Sinais e testes Sinal do obturador = com o paciente em decúbito dorsal, o profissional faz a abdução da perna direita, o que causa dor e desconforto ao paciente. Sinal do m. psoas = com o paciente em decúbito dorsal, o profissional estende a perna do paciente, sem fletir o joelho e comprime a fossa ilíaca direita, o que causa dor no paciente. SISTEMA GASTROINTESTINAL Náusea e vômito; Febre baixa. SISTEMA GASTROINTESTINAL Se o apêndice foi rompido , a dor torna-se mais difusa; desenvolve distensão abdominal como resultado do íleo paralítico, e a condição do paciente piora. A principal complicação da apendicite é a perfuração do apêndice, o que pode levar a peritonite. A incidência de perfuração é de 10 a 32%. A incidência maior em crianças novas e em idosos. Pâncreas • Exócrino: digestão pela secreção de enzimas no duodeno proximal; • Endócrino: insulina e glucagon. PANCREATITE A pancreatite é uma inflamação do pâncreas. O pâncreas é uma glândula grande que se localiza atrás do estômago e junto ao duodeno. O pâncreas secreta enzimas digestivas para o intestino delgado através de um canal chamado de ducto pancreático. Estas enzimas ajudam na digestão das gorduras, proteínas e carboidratos dos alimentos. O pâncreas também libera os hormônios insulina e glucagon na corrente sanguínea. Classificação da pancreatite Pode ser aguda ou crônica A pancreatite aguda ocorre subitamente e dura por um curto período de tempo e geralmente melhora. A pancreatite crônica não melhora por si só e conduz a uma destruição gradativado pâncreas Sinais e sintomas da pancreatite Dor abdominal Abdome distendido e sensível Náuseas Vômitos Febre Pulso rápido Casos graves podem causar desidratação e queda da pressão sanguínea. Se ocorrer hemorragia no pâncreas, o choque e algumas vezes pode seguir-se até mesmo de morte. Causas da pancreatite A pancreatite aguda geralmente é causada por pedras na vesícula. As principais causas de pancreatite crônica são: Alcoolismo; Ducto pancreático estreitado ou bloqueado em virtude de traumatismo ou formação de pseudocisto; Hereditária; Causa desconhecida (idiopática). Outros Transtornos Digestivos Problemas de bexiga (incontinência e bexiga hiperativa) Constipação Diarréia Hemorroida (varizes no reto ou ânus) Síndrome do Intestino Irritável (dores no abdómen ou sensação de desconforto, produzido por espasmos, inchaço, formação de gases, diarréia e / ou retenção das fezes estão presentes) DÚVIDAS?????