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CENTRO UNIVERSITÁRIO DE VÁRZEA GRANDE FISIOTERAPIA – 6° SEMESTRE MATUTINO AVALIAÇÃO EM TRAUMATO – ORTOPEDIA DISCENTE: MICHELE BIANCA DA SILVA DOCENTE: ADRIANA BUOGO VÁRZEA GRANDE 2016 SUMÁRIO Ficha de Avaliação em Traumato-Ortopedia 03 Ombro 07 Cotovelo 17 Punho e Mão 22 Quadril 30 Joelho 38 Tornozelo e Pé 54 Avaliação Postural 65 Coluna 75 Marcha 98 REFERÊNCIAS 102 FICHA DE AVALIAÇÃO EM TRAUMATO-ORTOPEDIA HD CLÍNICO: nome da patologia, nome da doença principal PATOLOGIA CONCOMITANTE: Doenças associadas, hereditárias, EXAMES COMPLEMENTARES: Exames de raio-x, ressonância, densitometria, sangue, ... trazida pelo paciente, com ou sem laudo, servem como complemento do hd clínico MEDICAMENTOS: Estão associados á patologia que o paciente apresenta ANTECEDENTES CIRÚRGICOS: São todas as cirurgias realizadas pelo paciente. QUEIXA PRINCIPAL: o que mais impede o paciente de fazer as atividades diárias. DADOS VITAIS: verifica a instabilidade vital do paciente P.A___________ mmhg F.C___________ bpm F.R___________ rpm T_____________ ºC ANAMNESE: história geral do paciente, tudo que aconteceu, como aconteceu, porque aconteceu.... APRESENTAÇÃO DO PACIENTE: como ele chegou? Está lúcido? Andanado? Como? Acompanhado? INSPEÇÃO: observar como esta o local afetado, se há edema, inflamação, cirurgia, cicatriz, ... PALPAÇÃO: ÓSSEA: processos anatômicos ressaltados, palpar apenas onde esta a dor principal. MUSCULAR: ( m. palpáveis e m. não palpáveis) Origem, inserção, inervação e ação. Ao final dar o resultado dos músculos palpáveis, se há tumefação, edema, encurtamento, etc... AMPLITUDE DE MOVIMENTO: é o movimento até onde o paciente consegue chegar sem a dor. ATIVA: sem ajuda do fisioterapeuta, o paciente faz sozinho PASSIVA: com ajuda do fisioterapeuta GONIOMETRIA: mede a capacidade e grau de cada articulação, avalia o grau de ADM. OMBRO Abdução: 180º Adução: 30-45º Flexão: 180º Extensão: 45-50º Rotação int.: 110º Rotação ext.: 80º COTOVELO Flexão: 145-160º Extensão: 5-10º Supinação: 90º Pronação: 85º PUNHO Flexão palmar: 85º Flexão dorsal: 85º Desvio radial: 15º Desvio ulnar: 45º QUADRIL Flexão da coxa: 120-140º Extensão da coxa: 30º Abdução: 30-45º Adução: 20-30º Rotação Int.: 30-40º Rotação ext.: 45-60º JOELHO Flexão: 140-160º Extensão: 5-10º Rotação int.: 30-40º Rotação ext.: 45-60º TORNOZELO Flexão dorsal: 20-30º Flexão plantar: 30-50º Inversão do pé: 5º Eversçao do pé: 5º TESTES ESPECIAIS: são testes irritativos, especiais para cada articulação do corpo, podendo auxiliar no diagnóstico tento como resultado NEGATIVO ou POSITIVO. PERIMETRIA: avalia o volume de massa muscular para membros superiores e inferiores M.S DIREITO: A partir do acrômio – 1º Ponto________ 2º Ponto_________ 3º ponto_______ M.S ESQUERDO: A partir do acrômio - 1º Ponto________ 2º Ponto_________ 3º ponto_______ M.S DIREITO: A partir da linha articular do cotovelo - 1º Ponto_____ 2º Ponto______ 3º ponto_______ M.S ESQUERDO: a partir da linha articular do cotovelo - 1º Ponto_______ 2º Ponto_____ 3º ponto_____ M.I DIREITO: A partir da patela superior - 1º Ponto_______ 2º Ponto_________ 3º ponto_______ M.I ESQUERDO: A partir da patela superior - 1º Ponto________ 2º Ponto________3º ponto_______ M.I DIREITO: A partir da patela inferior do joelho - 1º Ponto________ 2º Ponto_______3º ponto___ M.I ESQUERDO: A partir da patela inferior do joelho - 1º Ponto_______ 2º Ponto_____3º ponto____ ESCALA DE KENDALL: Escala de força muscular. O fisioterapeuta deve aplicar uma resistência no membro a ser avaliado para detectar o grau de força presente. A força do paciente é classificada em uma escala de 0-5 (Medical research council-mrc) Grau 5: Força normal contra a resistência total. Grau 4: A força muscular é reduzida, mas há contração muscular contra a resistência Grau 3: A articulação pode ser movimentada apenas contra gravidade e sem resistência do examinador Grau 2: Há força muscular e movimentação articular somente se a resistência da gravidade é removida Grau 1: Apenas um esboço de movimento é visto ou sentido ou fasciculações são observadas no músculo. Grau 0: Nenhum movimento é observado 0= mobilização passiva 1= mobilização passiva 2= ativo assistido 3= ativo livre 4= ativo resistido(pequena carga) 5= ativo resistido(grande carga) COORDENAÇÃO: avalia a coordenação do paciente Estático: MMSS - Mingazzine, Raimist, Teste de queda de MS em adução MMII - Mingazzine, Barré, Teste de queda de MI em abdução Dinâmico: MMSS - índex-índex, índex-nariz, índex-orelha MMII – Calcanhar-joelho, calcanhar-tíbia EQUILÍBRIO: avalia o equilíbrio do paciente Estático: Romberg, Romberg sensibilizado Dinâmico: andar em linha reta, entre as linhas MARCHA: avalia o tipo de marcha do paciente POSTURA: avalia a postura global do paciente; observar se há desvios posturais; se caso houver, deve ser feita a ficha de AVALIAÇÃO POSTURAL. Deve-se observar o paciente em vista anterior, lateral e posterior. DIAGNÓSTICO FISIOTERAPEUTICO: alterações funcionais apresentadas no paciente Ex: ADM diminuida OBJETIVO DO TRATAMENTO: O processo onde sera feito o tratamento para melhorar o diagnóstico Ex: Aumentar ADM ORIENTAÇÕES: orientar ao paciente em hábitos gerais ou específicos. Ex: beber muita água, usar gelo 3X ao dia, repousar..... OBSERVAÇÕES: anotar em geral, tudo que vou observar no paciente em detalhes. PRESCRIÇÃO DO TRATAMENTO OU CONDUTA: prescrever o tratamento geral do meu paciente, tudo que ele irá precisar durante o período de tratamento. EVOLUÇÃO CLÍNICA: é a melhora do paciente, relatar a data, como ele chegou e a conduta feita no dia. Ex: 24/10/2015 – paciente chegou bem, colaborativa e alegre. Conduta: 2.3, 4.7, 1.6, ... OMBRO O ombro é responsável pela execução da maior parte da movimentação e posicionamento do membro superior no espaço. Graças as suas características anatômicas e funcionais, o ser humano consegue realizar tarefas que, do ponto de vista biomecânico e de integração neuromotora, são muito complexas. O ombro não é uma articulação única, mais sim um conjunto funcional que permite unir o membro superior ao tórax. Tal conjunto assegura - se de uma dupla função: • uma mobilização com grande amplitude do braço; • uma boa estabilidade. ANATOMIA FUNCIONAL DO OMBRO O ombro é constituído por um conjunto de cinco articulações, que funcionam em sinergia para posicionar o membro superior no espaço ao nosso redor, para fixá-lo rigidamente, contra o gradil costal nos momentos em que elevamos um objeto pesado ou nos apoiamos sobre os braços 'para regular a aceleração e a desaceleração do deslocamento angular do braço quando atiramos uma pedra ou nadamos, e para uma série infindável de outros gestos. Dentre as cinco articulações do ombro, três são do tipo sinovial e duas são do, na verdade, "mecanismo articular" que, apesar de não contarem com as características anatômicas próprias de uma articulação, funcionam, do ponto de vista biomecânico, como articulações importantes entre os segmentos da cintura escapular. PRINCIPAIS OSSOS: UMERO ESCÁPULA CLAVÍCULA ACROMIO ARTICULAÇÕES DO OMBRO * Articulação Glenoumeral ( 1 ) : - É a principal articulação do ombro. Funciona como fulcro dos movimentos do membro superior. Tem amplos graus de liberdade de movimento e é instável, do ponto de vista mecânico. A sua estabilidade é mantida por um “Sistema Passivo”, composto pelo complexo capsulo ligamentar Glenoumeral e um “Sistema Ativo”, representado pêlos músculos e tendões do manguito dos rotadores. As lesões sintomáticas podem ser originadas em vários dos seus componentes anatômicos. * Articulação acrômioclavicular ( 4 ) e esternoclavicular ( 5 ): - São articulação sinoviais de faces planas, que servem para permitir movimentos, ainda que limitados, entre a clavícula e o eixo axial (esternociavicular) e entre a clavícula e o acrômio (acromiclavícular). Ambas podem ser fontes de sintomas inflamatórios, degenerativos, traumáticos, etc... * Articulação subacromial ( 2 ): - Não é uma articulação verdadeira, porém, funciona como se fosse. É formada pelo arco coracoacromial, a bolsa subdeltóidea e os tendões do manguito rotador. Seu mecanismo de estabilização depende da ação dos sistemas estabilizadores da articulação glenoumeral e também dos músculos escapulotorácicos. É uma das principais fontes de processos dolorosos do ombro. * Articulação escapulotorácica ( 3 ): - Tal como a anterior, também não é uma articulação verdadeira. É representada pela escápula que constitui a base móvel sobre a qual, a raiz do membro superior se apóia e os arcos costais, contra os quais, ele é "fixada ", pêlos músculos escapulotorácicos, durante o movimento do ombro. Entre as costelas e a escápula existem bolsas sinoviais que podem ser alvo de processos inflamatórios e produzem dor. LIGAMENTOS A função dos ligamentos é limitar o movimento e proteger as estruturas articulares. Os ligamentos só limitam os movimentos no final da ADM, mas são ricos em mecanorreceptores, e participam da coordenação do movimento e postura. Ligamentos gleno umerais: superior, médio e inferior; Ligamento coracoacromial; Ligamento trapezóide e lig. Conóide Ligamento coracoclavicular; Ligamento transverso do úmero MÚSCULOS DO OMBRO Provavelmente, nenhuma outra articulação é mais dependente de seus músculos do que as que formam o ombro. Cavidades articulares planas, cápsulas articulares redundante, ou mesmo inexistentes, cargas elevadas criadas pelo simples ato de elevar o braço para apanhar um livro na estante que precisam ser dissipadas pêlos músculos e tendões, antes que incidam sobre os ligamentos glenoumerais, cuja resistência mecânica não seria suficiente para, por si só, neutraliza-Ias ...tudo faz com que o ombro dependa fundamentalmente de seus músculos para movê-lo, para estabilizá-lo e para protegê-lo. Sobrecargas produzidas por doenças profissionais, por excessos de utilização e por incordenação motora são algumas das situações que podem produzir sintomas musculares nos ombros. OS MÚSCULOS QUE ATUAM NO OMBRO MÚSCULO DELTOIDE: Fixação proximal: Terço lateral da clavícula, acrômio e espinha escapular Fixação Distal: Tuberosidade deltóidea do úmero Ação: Parte acromial: poderoso abdutor do braço Parte clavicular: flexão e rotação medial do braço Parte espinhal: extensão e rotação lateral do braço MÚSCULO SUPRA ESPINHOSO Fixação Proximal: Fossa supra espinhal da escápula Fixação Distal: Face superior do túberculo maior do úmero Ação: Abdução do braço Estabilizar a juntura do ombro MÚSCULO INFRA-ESPINHOSO Fixação Proximal: Fossa infra espinhal da Escápula Fixação Distal: Face média do túberculo maior do úmero Ação: Rotação lateral do braço Estabilizar a articulação do ombro MÚSCULO REDONDO MENOR Fixação Proximal: Parte superior da borda lateral da escápula Fixação Distal: Face inferior do tubérculo maior do úmero Ação: Rotação lateral do braço Ajuda a manter a cabeça do úmero em posição durante a abdução MÚSCULO SUBESCAPULAR Fixação Proximal: Fossa subescapular Fixação Distal: Túberculo menor do úmero Ação: Rotação medial do braço Estabilizador da articulação do ombro MÚSCULOS DO MANGUITO ROTADOR Sub-escapular Supra-espinhoso Infra-espinhoso Redondo menor. BOLSAS SINOVIAIS SUBDELTÓIDEA E SUBACROMIAL As bolsas sinoviais contém líquido sinovial que banha os ossos e tendões, tem a função de estabilizar e diminuir o impacto entre as articulações do ombro. Palpação Óssea MEMBRO SUPERIOR REGIÃO DO CÍNGULO DO MEMBRO SUPERIOR: Clavícula: Localizada na região ântero-superior da parede torácica; Situada entre o manúbrio do esterno, medialmente, e o acrômio da escápula, lateralmente; Aproximadamente 10 cm de comprimento; Osso longo em forma de “S”, quando visto de cima; Faces articulares revestidas por fibrocartilagem. Região anterior Escápula: Localizada na região póstero-superior da parede torácica; Osso triangular e plano, composto por 3 ângulos, 3 margens e 2 faces; Margem medial: situada aproximadamente 5 cm lateral aos processos espinhosos de T2 a T8; Processo coracóide: situado 3 cm abaixo da junção do dos terços lateral e médio da clavícula; Cavidade glenoidal: situada aproximadamente 3 cm abaixo e lateral ao processo coracóide. REGIÃO POSTERIOR: Extremidade superior do úmero; Situada verticalmente sob a margem lateral do cíngulo do membro superior; Tubérculo menor do úmero: projeção ligeiramente em ponta situada lateralmente ao processo coracóide; Tubérculo maior do úmero: responsável pela saliência arredondada da região do ombro. Região anterior MOVIMENTOS GLOBAIS DO OMBRO • Abdução • Adução • Flexão • Extensão • Rotação interna • Rotação externa. AVALIAÇÃO INICIAL DO PACIENTE COM PATOLOGIA DE OMBRO . Em que pese a grande diversidade de situações causadoras das doenças nos ombros, os sintomas que elas produzem, nunca são numerosos e, geralmente, se restringem á dor, instabilidade, limitação dos movimentos, paralisias e deformidades. Um mesmo paciente pode apresentar, simultaneamente, várias queixas acima, o que dificulta a realização do diagnóstico correio. A coleta minuciosa e atenta das informações fornecidas pelo paciente, a inspeção dos movimentos da cintura escapuiar e da região cervical, associadas a padronização e a interpretação correia de algumas manobras semiológicas especiais oferecem ao examinador, os meios necessários para adetecçâo de grande parte das doenças do ombro. CAUSA EXTRÍNSECA DE SINTOMAS REFERIDOS AO OMBRO Existem lesões que, apesar de acometer regiões afastadas do ombro, podem produzir sintomas que são percebidos pêlos pacientes como estando neles localizadas. A procura por essas doenças, que constituem o grupo das chamadas doenças extrínsecas de sintomas do ombro, representa uma parte importante do exame de rotina. Xe : artrose cervical, hérnia de disco, neurite do plexo, infarto colecistite pancreatite, dentre outras. Outras, podem ser localizadas em vísceras, cujo estímulos dolorosos são conduzidos pêlos nervo frênico, formado por fibras originárias das raízes C3, C4 e C5, as mesmas que inervam partes das estruturas do ombro. Todas podem produzir sintomas confundíveis com os causados pelas doenças localizadas no ombro. CAUSAS INTRÍNSECAS DE SINTOMAS NO OMBRO l - Relacionadas com a Síndrome do manguito rotador: • Pinçamento subacromial. • Síndrome de sobrecarga miotendínea • Envelhecimento biológico • Instabilidade glenoumeral oculta • Alterações do colágeno tendíneo (diabetes, A. R. , etc...) • Tendinite calcificante • Sinovites específicas (reumatóide, vilonocular, etc...) II - Relacionada com o deslocamento articular anormal: • Luxação recidivante de ombro • Subluxação glenoumeral • Luxação / Subluxação acrômioclavicular • Luxação / Subluxação esternoclavicular. Ill - Relacionada com Fraturas: • Fratura de extremidade proximal do úmero • Fratura da escápula • Fratura da clavícula IV - Relacionada com Tumores: • Tumores benignos • Tumores malignos V - Relacionadas com Artrose: VI - Doenças Neurológicas: • Seqüelas de lesões dos nervos periféricos • Neuromiopatias • Seqüelas de lesões medulares • Seqüelas de lesões medulares • Seqüelas de traumatismo crânio-encefáticos • Seqüelas de AVC. VII - Relacionadas com Distúrbios hereditários: • Ombro congelado • Síndrome de Milwauke HISTORIA CLINICA QUEIXA PRINCIPAL TEMPO DE EVOLUÇÃO DOS SINTOMAS TESTES ESPECIAIS Teste de Dawbarn - verifica inflamação na bolsa subacromial - paciente sentado, fisioterapeuta em pé atrás. Palpar anteriormente abaixodo acrômio e faz abdução passiva do braço. - paciente refere a dor, o teste é positivo. Teste de Ludington - verifica-se ruptura total do tendão do Plexo-Braquial - paciente sentado com as 2 mãos na nuca, fisioterapeuta solicitará contração do bíceps. - ocorre ausência de contração ( rompe o ligamento do bíceps). Teste de Gerber - O paciente coloca o dorso da mão em nível de L5 - Afasta ativamente das costas com leve resistência do fisioterapeuta - a dor na execução indica lesão do subescapular Teste de coçar de Apley - tendinite do 1º musculo do manguito rotador - paciente sentado, tenta colocar a mão no lado oposto da escápula afetada; mão na região inferior da escápula e na região superior. Teste sinal de apertar botão Subacromial - paciente sentado, aplicar uma força na bolsa Subacromial, abaixo do processo Subacromial - a dor é sugestiva de BURSITE ACROMIAL Teste de sinal de apreensão posterior - instabilidade posterior do ombro - o paciente fica em decúbito dorsal, com o ombro fletido e rodado internamente, e com o cotovelo fletido e apoiado sobre o tronco. - uma força posterior é transmitida pelo examinador através do cotovelo do paciente. Teste de Empurrar – Puxar - Instabilidade posterior da articulação Glenoumeral - o indivíduo em decúbito dorsal, com ombros a 90º de abdução no plano escapular - o fisioterapeuta segura o punho do indivíduo com uma mão enquanto a outra é colocada anteriormente próximo a cabeça umeral. Ele traciona simultaneamente para cima através do eixo longitudinal do antebraço, enquanto empurra a cabeça do úmero. Teste de Feagem - instabilidade ântero-inferior do ombro - paciente em pé ou sentado, ombros a 90º de abdução, e o antebraço distal apoiado sobre o ombro do fisioterapeuta. - o terapeuta coloca a mão enganchada sobre a parte superior do úmero, próximo do paciente e exerce uma força ântero-inferior dirigindo ao úmero. Teste de Tendinite do Supra espinhoso - paciente sentado, com ombros a 90º de abdução e a articulação glenoumeral em rotação neutra. - o examinador proporciona uma resistência isométrica para abdução do ombro nessa posição. A seguir, o ombro do indivíduo internamente ( polegar para assoalho pélvico ), e aduzido horizontalmente em 30º no plano escapular. Teste de Speed - tendinite bicipital - paciente sentado, braço estendido a 45º de elevação em supinação, a mão do fisioterapeuta resiste isometricamente á flexão do ombro, com resistência aplicada ao antebraço. Teste de Lippman - tendinite do bíceps/ subluxação ou luxação do T. Biciptal - mover o tendão do Bíceps manualmente no sulco biciptal - a seguir, pede-se ao indivíduo que faça a contração e relaxe alternadamente o músculo Bíceps braquial. Teste de apreensão Anterior - Dor localizada indica luxação anterior - o paciente fica em Decúbito Dorsal, o fisioterapeuta realiza abdução passiva até 90º, e acrescenta uma rotação externa. Teste de queda de Braço - laceração do manguito rotador (SUPRA-ESPINHOSO) - paciente em pé ou sentado, com o ombro plenamente abduzido. Pede-se ao paciente que abaixe lentamente membro a partir da posição abduzida. Colocando-o novamente ao lado do corpo. Teste de Adson - plexo-braquial - a cabeça do indivíduo é estendida e rodada para o lado que esta sendo testado. - o examinador palpa o pulso radias enquanto estende e roda extremamente o ombro. - o indivíduo deve respirar profundamente enquanto o examinador continua palpando o pulso. *Pode ocorrer - diminuição ou desaparecimento do pulso radial - positivo para síndrome da abertura torácica superior. COTOVELO O cotovelo é uma articulação que parece uma simples dobradiça, mas quando a complexidade dos movimentos e interação do cotovelo com o antebraço e punho é entendida, fica fácil ver como as patologias do cotovelo podem trazer grande desconforto ao paciente. Para utilizarmos nossa mão no dia a dia, dependemos de um ombro e cotovelo móveis, estáveis e sem dor. ESTRUTURAS IMPORTANTES - Ossos e Articulações - Ligamentos e Tendões - Músculos - Nervos - Vasos Sanguíneos OSSOS E ARTICULAÇÕES O Cotovelo é composto por 3 ossos, o úmero (osso do braço), a ulna (osso mais largo do antebraço) e o rádio (osso do mesmo lado do polegar). Esta é uma articulação em dobradiça, com função principal de fletir e extender (dobrar). Mas existe uma segunda articulação dentro da articulação do cotovelo onde o rádio (cabeça do rádio) encontra com o úmero. Este articulação secundária do cotovelo é a responsável por rodarmos nosso antebraço com a palma da mão para cima ou para baixo. Este não é um movimento tão simples, é necessário que a cabeá do rádio rode sobre a ulna mas mantendo sua ligação com o úmero para manter a estabilidade. A articulação do cotovelo é um gínglimo ou articulação em dobradiça. Possui três articulações: úmero-ulnar, entre a tróclea do úmero e a incisura troclear da ulna, úmero-radial, entre o capítulo do úmero e a cabeça do rádio e rádio-ulnar proximal, entre a cabeça do rádio e a incisura radial da ulna. As superfícies articulares são reunidas por uma cápsula que é espessada medial e lateralmente pelos ligamentos colaterais ulnar e radial. Cápsula Articular - Circunda toda a articulação e é formada por duas partes: anterior e posterior. A parte anterior é uma fina camada fibrosa que recobre a face anterior da articulação. A parte posterior é fina e membranosa e consta de fibras oblíquas e transversais. Ligamento Colateral Ulnar - É um feixe triangular espesso constituído de duas porções: anterior e posterior, unidas por uma porção intermediária mais fina. Ligamento Colateral Radial - É um feixe fibroso triangular, menos evidente que o ligamento colateral ulnar. A articulação rádio-ulnar proximal é uma juntura trocóide ou em pivô, entre a circunferência da cabeça do rádio e o anel formado pela incisura radial da ulna e o ligamento anular. Ligamento Anular - É um forte feixe de fibras que envolve a cabeça do rádio, mantendo-a em contato com a incisura radial da ulna. Da borda inferior do ligamento anular sai um feixe espesso de fibras que se estende até o colo do rádio, denominado ligamento quadrado SUPERFÍCIE ARTICULAR Cartilagem articular é o tecido que recobre o osso em todas as articulações. A cartilagem é um tecido branco, brilhoso com consistencia emborrachada (muito parecida com a parte branca interna de um coco verde) e muito lisa, permitindo as superficies do ossos moverem umas contra as outras sem atrito e sem dano. LIGAMENTOS E TENDÕES Existem vários ligamentos importantes no cotovelo. Ligamentos são tecidos que conectam um osso a outro osso para manter estabilidade. Um conjunto de ligamentos ao redor de uma articulação forma a cápsula articular, formando uma bolsa firme ao redor da junta, mantendo o líquido sinovial (liquido lubruficante da articulação) e trazendo também estabilidade. No cotovelo temos dois importantes ligamentos, o ligamento colateral medial (na parte de dentro do cotovelo) e o ligamento colateral lateral (na parte de fora). Juntos estes ligamentos conectam o úmero com a ulna e mantem a estabilidade do cotovelo. Esles podem sofrer lesões nos casos de torções ou luxações (deslocamento) do cotovelo. Se eles não cicatrizarem corretamente o cotovelo pode ficar meio frouxo e instavél. Outro importante ligamento é o ligamento anular, uma banda de tecido que fica ao redor da cabeça do rádio mantendo-a em contato com a ulna. Apresenta uma forma de anel, circundando o rádio. Existem vários tendões importantes ao redor do cotovelo. O tendão do bíceps liga o músculo do bíceps que fica na parte anterior do braço ao rádio. Você pode sentir este tendão bem na região anterior do cotovelo, como uma corda. O tendão do tríceps conecta o músculo tríceps, que fica parte posterior do braço, a ulna (olécrano) e é reponsável pela força de esticar (extender) o braço. Os músculos do antebraço cruzam o cotovelo e ligam-se no úmero. Tantodo lado de fora como do lado de dentro existem duas pequenas formações ósseas chamadas de epicondilos (lateral e medial). A maioria dos músculos do antebraço responsáveis por extender o punho e os dedos juntam-se num único tendão em forma de "leque" e se ligam no epicondilo lateral. Na parte interna, o epicôndilo medial é o local de inserção dos músculos do antebraço responsáveis por fechar os dedos e fletir o punho. Estas duas áreas são importantes pois são áreas comuns de dor no cotovelo. NERVOS Todos os nervos que descem do braço e vão para o antebraço e mão passam pelo cotovelo. Existem 3 principais nervos, o nervo radial, nervo ulnar e nervo mediano. Estes nervos são responsáveis por levar os sinais (ordens) do cérebro aos músculos do braço para realizar os diversos movimentos. Estes nervos tambem carregam sinais sensitivos como toque, dor, temperatura. Algumas patologias do cotovelo podem ser na verdade patologias dos nervos. Cada um destes nervos passam por túneis que os protegem na região do cotovelo. Os movimentos constantes de flexão e extensão (dobrar e esticar) o braço pode levaar a irritação destes nervos ou eles podem ficar apertados dentro dos túneis gerando dor e fraqueza. VASOS SANGUINEOS Descendo junto com os principais nervos, temos tambem os principais vasos sanguíneos responsáveis pelo suprimento sanguíneo do braço. A artéria braquial é a principal artéria do braço e cruza o cotovelo bem abaixo do bíceps. PALPAÇÃO TESTES EPECIAIS Cozen: Paciente sentado, braço aduzido, cotovelo fletido, antebraço pronado, punho estendido e dedos fletidos (mão cerrada). Instruir o paciente a resistir ao movimento de flexão proporcionado pelo terapeuta. Se o paciente sentir dor na região do epicôndilo lateral o teste é positivo para epicondilite lateral. Mill: Paciente sentado, braço aduzido, cotovelo fletido, antebraço pronado, punho e dedos fletidos, terapeuta solicita uma supinação contra sua resistência. Se o paciente sentir dor na região do epicôndilo lateral o teste é positivo para epicondilite lateral Cotovelo de Golfista: Paciente sentado ou em pé, cotovelo fletido, braço aduzido, antebraço supinado com o punho estendido e dedos fletidos. Solicitar que o paciente realize a flexão do punho contra a resistência. Se o paciente sentir dor na região do epicôndilo medial o teste é positivo para epicondilite medial. Esforço em Abdução: Testa o ligamento colateral ulnar. É realizado com o paciente sentado ou em pé, terapeuta estabiliza o braço do paciente e com a outra mão segurando o antebraço realiza stress em valgo (abdução), se o paciente relatar dor, ou houver instabilidade, ou aumento do espaço articular, o teste é positivo. Esforço em Adução: Testa o ligamento colateral radial, paciente sentado ou em pé, terapeuta estabiliza o braço do paciente e com a outra mão segurando o antebraço realiza stress em varo (adução) se relatar dor, ou houver instabilidade, ou aumento do espaço articular, o teste é positivo. Teste de estresse em valgo: testa o ligamento colateral medial (ulnar). O cotovelo do indivíduo é fletido com o antebraço supinado. O fisioterapeuta coloca uma mão sobre a parte lateral a articulação do cotovelo e a outra medialmente sobre a porção medial ou distal do antebraço. Teste de estresse em varo: testa o ligamento colateral lateral ( radial ). O cotovelo do paciente é flexionado ligeiramente e o antebraço é supinado. Uma das mãos do fisioterapeuta é posicionado sobre a parte medial da articulação do cotovelo, enquanto a outra é colocada ao longo da parte radial do antebraço, em seu terço médio ou distal. Sinal de Tinel: testa a integridade do Nervo Ulnar (se localiza no sulco ulnar entre o olecrano e o epicôndilo medial). O fisioterapeuta golpeia o nervo Ulnar, onde se localiza no Sulco Ulnar. RESULTADO: sensação de formigamento, no antebraço ou na mão. Teste de Preensão em Pinça: Lesão do nervo interósseo anterior. Pede-se ao indivíduo que encoste a ponta do polegar na ponta do dedo indicador. Teste para Síndrome do Pronador Redondo: Aprisionamento do Nervo Mediano, pelo músculo Redondo Pronador. O paciente sentado, com cotovelo em 90º de flexão. O fisioterapeuta resiste a vigorosa á pronação do antebraço enquanto o cotovelo é estendido. Teste para Epicondilite Lateral (Cotovelo de Tenista): Inflamação na Musculatura. O antebraço é pronado e o cotovelo colocado em ligeira flexão. O Fisioterapeuta resiste de várias maneiras á extensão do punho e extensão dos dedos. Teste de Epicondilite Medial: inflamação nos tendões flexores. Paciente com cotovelo em ligeira flexão e o antebraço supinado. O Fisioterapeuta resiste a flexão do punho. Sinal de dor; o teste é positivo. PUNHO E MÃO O punho tem a função significativa de controlar a relação comprimento-tensão dos músculos multiarticulares da mão à medida que se ajustam as diversas atividades e formas de preensão. A mão é uma ferramenta valiosa, através da qual nós controlamos nosso ambiente e expressamos idéias e talentos. ESTRUTURA E FUNÇÃO DE PUNHO E MÃO PARTES ÓSSEAS - Punho: radio distal, escafóide, semilunar, piramidal, pisiforme, trapézio, trapezóide, capitato e hamato. - Mão: 5 metacárpicos e 14 falanges compõem a mão e 5 dígitos. ARTICULAÇÕES DO COMPLEXO DO PUNHO E SEUS MOVIMENTOS - COMPLEXO DO PUNHO O complexo do punho é multiarticular e feito por duas articulações compostas. É biaxial, permitindo flexão (flexão volar), extensão (dorsiflexão), desvio radial (abdução) e desvio ulnar (adução). - Articulação radiocárpica Está envolvida por uma cápsula frouxa, porém forte, reforçada por ligamentos também compartilhados com a articulação mediocárpica. - Articulação mediocárpica É uma articulação composta entre as duas fileiras de cárpicos. Tem uma cápsula que é também contínua com as articulações intercárpicas. Os movimentos fisiológicos dos punhos são: flexão, extensão, desvio radial e desvio ulnar. - Pisiforme O pisiforme é classificado como um osso do do carpo. Não é parte da articulação do punho, mas funciona como um osso sesamóide no tendãodo flexor ulnar do carpo. LIGAMENTOS A estabilidade e alguns movimentos passivos do complexo do punho dependem de numerosos ligamentos: o colateral ulnar e radial, o radiocárpico dorsal e volar (palmar), o ulnocárpico e o intercárpico. Ligamentos principais: a) Ligamento colateral radial do carpo b) Ligamento colateral ulnar do carpo c) Ligamento radiocárpico palmar d) Ligamento radiocárpico dorsal ARTICULAÇÕES DO COMPLEXO DA MÃO E SEUS MOVIMENTOS - Articulações Carpometacárpicas dos dígitos 2 a 5 As articulações são envolvidas numa cavidade articular comum e incluem as articulações de cada metacárpico com a fileira distal de cárpicos e as articulações entre as bases de cada metacárpico. Os movimentos fisiológicos dos metacárpicos são a flexão (arqueamento) e a extensão (achatamento). - Articulação capometacárpica do polegar; dígito 1 Essa articulação é uma articulação biaxial em formato de sela (selar) entre o trapézio e a base do 5º metarcápico.Tem uma cápsula frouxa e AM grande, o que permite que o polegar se mova para longe da palma da mão para atividades de oposição e preensão. Os movimentos fisiológicos do primeiro metacárpico são: flexão, extensão, abdução e adução. - Articulações metacarpofalângicas São articulações condilóides biaxiais coma a extremidade distal de cada metacárpico convexa e a falange proximal côncava, mantida por um ligamento volar e 2 colaterais. Os colaterais tornam-se tensos durante a flexão completa e restringem a abdução e adução nessa posição. Os movimentos fisiológicos da primeira falange são: flexão, extensão, abdução e adução. Articulações interfalângicas Existe uma articulação interfalângica proximal e uma distal para cada dedo, do 2 ao 5; o polegar tem somente uma articulação interfalângica. Os movimentos fisiológicos de cada falange são: flexão e extensão. FUNÇÃO DA MÃO- Relações comprimento-tensão A posição do punho controla o comprimento dos músculos extrínsecos dos dedos. - Arqueamento e achatamento Ocorre arqueamento da mão com flexão dos dedos e achatamento da mão com extensão. O arqueamento melhora a mobilidade da mão para uso funcional e o achatamento para largar objetos. - Mecanismo extensor Estruturalmente, o capuz extensor é feito pelo tendão do extensor comum dos dedos. Cada estrutura tem um efeito no mecanismo extensor. - Padrões de garra e preensão Garras de potências envolvem agarrar um objeto com dedos parcialmente fletidos contra a palma da mão, com contrapressão do polegar aduzido. Padrões de precisão envolvem manipulação de um objeto que não está em contato com a palma da mão entre o polegar abduzido e os dedos em oposição. Controle de Mão - Controle da mão sem carga (livre) Envolve fatores anatômicos, contração muscular e propriedades viscoelásticas dos músculos. MÚSCULOS DA MÃO MÚSCULOS DA MÃO: EMINÊNCIA TENAR m. abdutor curto do polegar m. flexor curto do polegar m. oponente do polegar m. adutor do polegar MÚSCULOS DA MÃO: EMINÊNCIA HIPOTENAR m. abdutor curto do dedo minimo m. flexor curto do dedo minimo m. oponente do dedo minimo MÚSCULOS PROFUNDOS: mm. lumbricais mm. interósseos palmares mm. interósseos dorsais PRINCIPAIS NERVOS SUJEITOS À PRESSÃO E TRAUMA NO PUNHO E MÃO - Nervo mediano Ao entrar na mão, esse nervo passa através do túnel cárpico no punho com os tensões flexores. O túnel cárpico é coberto por um ligamento transverso relativamente inelástico, espesso. - Nervo ulnar Entra na mão através de uma cava formada pelo osso pisiforme e o gancho do osso hamato, e é coberto pelo ligamento cárpico volar e músculo palmar curto. - Nervo radial Entra na mão como nervo radial superficial, que é somente sensorial. PALPAÇÃO ÓSSEA Piramidal e pisiforme: ossos do carpo que podem ser palpados imediatamente distais à cabeça da ulna; Face lateral do escafóide, trapézio (ossos do carpo) e base do primeiro metacarpo: situados distalmente ao processo estilóide do rádio; Extremidades inferiores do rádio e da ulna: concavidade que permite o encaixe do escafóide, semilunar e piramidal; Fileira proximal do carpo: concavidade que permite o encaixe do trapézio, trapezóide, capitato e hamato. Região palmar Processo estilóide da ulna: pequena projeção situada na região póstero-medial da cabeça da ulna; Tubérculo dorsal do rádio: situado na região posterior da extremidade distal do rádio. Região dorsal TESTES ESPECIAIS - Phalen Invertido: paciente deve estender o punho; o terapeuta deve fazer uma compressão sobre o túnel do carpo. Formigamento nos dedos (polegar, indicador, médio e metade lateral do anular) pode indicar uma compressão do nervo medial do túnel do carpo pela inflamação do retináculo flexor, luxação do osso semilunar artríticas ou tenossinovite dos tendões flexores dos dedos. - Phalen: flexionar ambos os punhos e encostá-los, mantendo por 60 segundos. Se o paciente sentir queimação, dor , ou parestesia nos 3 primeiros dedos, o terapeuta suspeitará de uma compressão do nervo mediano ( síndrome do túnel do carpo). - Allen: para verificar a irrigação das artérias radial e ulnar, solicitar ao paciente que abra e feche a mão algumas vezes e liberar uma artéria de cada vez, observando a coloração da palma da mão. - Finkelstein: testa o tendão abdutor longo do polegar e extensor curto do polegar. Fechar o punho e forçá-lo medialmente. Dor distal ao processo estilóide do rádio é indicativo de tenossinovite estenosante do tendão do polegar (doença de de Quervain). - Tríade do túnel ulnar: inspecionar e palpar o punho do paciente, procurando dor à palpação em cima do túnel ulnar, garra do dedo anular e atrofia hipotenar. Se der positivo estes sinais, indicará compressão do nervo ulnar, possivelmente no túnel de Guyon ( síndrome de Guyon). - Teste do pinçamento: pedir ao paciente para pinçar um pedaço de papel entre os dedos do polegar, indicador e médio por 1min. enquanto o terapeuta tenta tirá-lo. Com a compressão do nervo mediano, o paciente poderá, se o teste for positivo, referir entorpecimento e/ou caimbras dos dedos daquela região. -Teste de Watson: Foi descrito para avaliar instabilidade no escafóide. Pressiona-se com o polegar sobre a tuberosidade, pressiona-se o escafóide enquanto movimenta-se o punho de ulnar para radial, levando a subluxação do escafóde, dor e um estalido doloroso. O exame deve ser feito bilateralmente para descartar frouxidão ligamentar constitucional QUADRIL Com o intuito de alertar os profissionais de educação física e outros sobre a importância dos achados clínicos das lesões do quadril mais comuns relacionadas à prática esportiva, faz-se necessária uma revisão literária sobre as condutas mais assertivas na identificação e tratamento destas lesões. Os profissionais necessitam compreender a anatomia funcional e os mecanismos anátomo-fisiopatológicos dessa articulação, buscando não somente o tratamento, mas a prevenção. Este informativo não tem a intenção de esgotar o assunto, mas sim, instigar à busca constante pela informação científica. ANATOMIA DO QUADRIL A cintura pélvica (ílios, ísquios e púbis), devido a sua coordenação com fêmur e coluna vertebral, propicia maior amplitude de movimentos (A.D.M) aos M.I. Devemos ter em mente que a articulação coxofemoral é alvo de grandes compressões devido às forças internas e externas chegando a mais ou menos 500% do peso corporal numa corrida (Hall, 200; Gould III, 1900), superando 870% do peso corporal ao cambalear (Hall, 2000). Estrutura óssea Ílio, ísquio e púbis, unindo-se anteriormente na sínfise púbica e posteriormente com o sacro, formando a pelve A cabeça convexa do fêmur articula-se com a concavidade do acetábulo para formar uma articulação sinovial multiaxial do tipo esferóide. Funções: movimento (participa das articulações com o sacro e o fêmur), e de sustentação (transmite aos membros inferiores o peso de todos os segmentos do corpo situados acima dele) OSSOS DO QUADRIL FÊMUR *Trocanter maior *Trocanter menor *Cabeça *Colo MÚSCULOS São inúmeros os músculos envolvidos na cinemática desta articulação (Hall, 2000; Moore, 1990): AÇÃO MÚSCULOS Flexão Íliopsoas / Sartório / Reto Femoral / Tensor da fáscia lata / Adutor magno Extensão Glúteo máximo / Semitendinoso / semimembranoso / Bíceps femoral / Adutor magno Abdução Tensor da fáscia lata / Sartório / Glúteo médio / Glúteo mínimo / Piriforme / Obturador interno / Gêmeos superior e inferior Adução Pectíneo / Adutor longo, curto e magno / Grácil Rotação interna Glúteo máximo e mínimo / Tenso da fáscia lata Rotação externa Glúteo máximo / Piriforme / Obturador interno / Quadrado da coxa / Gêmeo superior e inferior LIGAMENTOS DO QUADRIL A cápsula fibrosa do quadril é reforçada ANTERIORMENTE pelo ligamento ílio-femoral: IMPEDE a HIPEREXTENSÃO excessiva A cápsula é reforçada inferior e anteriormente pelo ligamento PUBO-FEMORAL: IMPEDE a ABDUÇÃO excessiva. O ligamento da cabeça do femur é fraco e de pouca importancia no reforço do quadril. Cápsula Articular - A cápsula articular é forte e espessa e envolve toda a articulação coxo-femoral. É mais espessa nas regiões proximal e anterior da articulação, onde se requer maior resistência. POsteriormente e distalmente é delgada e frouxa. Ligamento Iliofemoral - É um feixe bastante resistente, situado anteriormente à articulação. Está intimamente unido à cápsula e serve para reforçá-la. Ligamento Pubofemoral - Insere-se na crista obturatória e no ramo superior da pube; distalmente, funde-se com a cápsula e com a face profunda do feixe vertical do ligamento iliofemoral. Ligamento Isquiofemoral - Consiste de um feixe triangular de fibras resistentes, que nasce no ísquiodistal e posteriormente ao acetábulo e funde-se com as fibras circulares da cápsula. Ligamento da Cabeça do Fêmur - É um feixe triangular, um tanto achatado, inserindo-se no ápice da fóvea da cabeça do fêmur e na incisura da cavidade do acetábulo. Tem pequena função como ligamento e algumas vezes está ausente. Orla Acetabular - É uma orla fibrocartilagínea inserida na margem do acetábulo, tornando assim mais profunda essa cavidade. Ao mesmo tempo protege e nivela as desigualdades de sua superfície, formando assim um círculo completo que circunda a cabeça do fêmur e auxilia na contenção desta em seu lugar. Ligamento Transverso do Acetábulo - É uma parte da orla acetabular, diferindo dessa por não ter fibras cartilagíneas entre suas fibras. Consiste em fortes fibras achatadas que cruzam a incisura acetabular. ESTABILIDADE DAS ARTICULAÇÕES Depende de 3 fatores principais: 1- Da forma, do tamanho e do arranjo das faces articulares 2- Ligamentos 3- Tônus muscular em torno da articulação ARTICULAÇÕES Articulação Sacroilíaca Articulação Lombossacra Articulação Sínfise Púbica Articulação Fêmur e quadril PALPAÇÃO ÓSSEA Membro Inferior - Quadril Crista ilíaca: crista óssea localizada na região da cintura, delimitada anteriormente pela Espinha Ilíaca Ântero-Superior e, posteriormente, pela Espinha Ilíaca Póstero-Superior; Margem anterior da pelve menor: crista óssea situada aproximadamente 4 cm acima da genitália, cuja depressão central abrange a união dos ossos púbicos; Trocânter maior do fêmur: situado aproximadamente 10 cm abaixo da região mais lateral da crista ilíaca; Face lateral do sacro: forma o componente medial da incisura isquiática, fazendo trajeto inferior e lateralmente, terminado no cóccix; Tubérculos articulares: pequenos tubérculos situados lateralmente aos processos espinhosos do sacro, alinhados aos processos articulares das vértebras acima; Túber isquiático: situado ântero-lateral à face lateral do sacro e póstero-medial ao trocânter do fêmur. Região anterior Região posterior TESTES ESPECIAIS TESTE DE GILLET Finalidade : Avaliar a mobilidade da artic. Sacro-ilíaca Execução: Paciente em pé - Avaliador palpa as EIPSs (ou palpa uma EIPS e a crista sacral) – Pedir para pac. flexionar o quadril – observar movimentação da EIPS e EIPS do lado fletido. Interpretação: Senão se mover ou subir – teste positivo. O normal é ocorrer rotação póstero inferior. TESTE DE THOMAS Finalidade: Avaliar contratura dos flexores do quadril Execução: Paciente em D.D. – Observar a lordose lombar (aumentada quando há encurt. Dos flexores do quadril) – Flexionar um dos quadris ao máximo. (para testar reto femoral – joelho fora da maca) Interpretação: Teste positivo se a coxa elevar-se da maca. Se houver abdução (sinal do “j”), há retesamento do trato iliotibial. TESTE DE OBER Finalidade: Diagnosticar o encurtamento do trato iliotibial. Execução: Paciente em DL com MI a ser avaliado para cima. Realizar passivamente abdução e extensão de quadril (máximas). Pode ser com o joelho fletido ou estendido. Interpretação: Se o quadril permanecer abduzido, teste positivo. Se houver dor no trocanter, investigar bursite. TESTE DE PATRICK FABERE Finalidade: Diagnosticar disfunção sacroilíaca ou espasmo do psoas. Execução: Cruzar uma perna sobre a outra e ir aumentando a abdução lentamente. Interpretação: Teste positivo se a abdução for pequena permanecendo acima da outra perna, ou dor sacroilíaca. SINAL DE TRENDELENBURG Finalidade: Avaliar estabilidade do quadril e a capacidade dos abdutores para estabilizarem a pelve. Execução: Pedir para paciente assumir apoio unipodal. Fazer primeiro do lado saudável. Interpretação: Se a pelve inclinar para baixo, o teste será positivo para glúteo médio fraco ou quadril instável (luxação). TESTE PARA SÍNDROME DO PIRIFORME Finalidade: Diagnosticar síndrome do piriforme Execução: Pac. em DL; flexão do quadril de 60º. com o joelho completamente fletido. Uma mão estabiliza o quadril e a outra empurra o joelho para baixo. Interpretação: Dor glútea e irradiada para região póstero lateral da coxa e perna = teste positivo. MANOBRA DE GRAVA Finalidade: Diagnosticar Pubeíte (pubalgia) Execução: Paciente em D.D.. Apoiar a planta do pé de um dos lados na face medial do joelho oposto que estará estendido sobre o divã e posicionar as mão atrás da cabeça. Avaliador estabiliza a pelve do lado estendido com uma das mãos sobre a EIAS e a outra na face interna do joelho ou coxa contralaterais. Solicita ao paciente que realize força para adução do quadril e simultaneamente realize uma contração concêntrica de reto abdominal contra ação da gravidade. Interpretação: Dor na região pubiana = teste positivo MENSURAÇÃO REAL E APARENTE Finalidade: Avaliar se a diferença no comprimento dos MMII é real (óssea) ou somente aparente. Execução: 1º. Comprimento Real: com fita métrica, mensurar a distância entre a EIAS até o maléolo medial do mesmo lado. 2º. Comprimento Aparente: medir a partir da cicatriz umbilical ou xifóide até maléolo medial. Interpretação: Diferenças entre 1 e 1,5 cm é normal em ambas as mensurações, contudo podem causar sintomas. Diferenças maiores do que esta referência na mensuração real, sugerem diferença no comprimento dos membros. Se os valores das mensurações forem maiores apenas na aparente, a causa pode ser posição assimétrica do umbigo ou xifóide, atrofias, obesidade, escoliose, entre outras SINAL DE ORTOLANI Finalidade: Diagnosticar luxação congênita do quadril. Execução: Lactente em DD. Flexionar o quadril segurando as pernas com os polegares na face medial dos joelhos e os outros dedos externamente às coxas e nádegas. Realizar tração delicada + abdução + pressão sobre os trocanteres. Interpretação: Estalido audível ou palpável = teste positivo. SINAL DE GALEAZZI Finalidade: Luxação congênita unilateral do quadril. Execução: Criança em DD, joelhos fletidos, quadril fletido a 90º. com os pés apoiados na maca. Interpretação: Um joelho mais alto que o outro indica teste positivo. SINAL DA TELESCOPAGEM Finalidade: Luxação congênita do quadril. Execução: Criança em DD, quadril e joelho em 90º.; empurrar o fêmur para posterior e em seguida tracioná-lo. Interpretação: Mobilidade excessiva = teste positivo. TESTE DE ELY Posição do paciente: decúbito ventral com o joelho em flexão máxima. Descrição do teste: o terapeuta irá passivamente conduzir o movimento de flexão máxima do joelho até tentar encostar o calcanhar na nádega do paciente. Caso o paciente apresente contratura da musculatura flexora do quadril (reto femoral especificamente) o mesmo irá compensar realizando uma flexão do quadril, elevando a sua pelve, na tentativa de reduzir a tração sobre o músculo reto femoral. Sinais e sintomas: o paciente sentirá desconforto e alteração na face decorrente do estiramento da musculatura anterior. JOELHO A epífise distal do fêmur é formada por dois côndilos assimétricos de forma oval, posteriormente são separadas por uma fossa intercondilar claramente visível. Na frente, os côndilos estão unidos entre eles da mesma área que é uma única superfície articular. Nas laterais, existem duas saliência óssea (epicôndilos) assim chamadas porque eles estão acima dos côndilos femorais. Os côndilos são as superfícies articulares do fêmur, enquanto os epicôndilos não são. O tíbia tem como caracteristica uma cabeça mais larga, há também a turberosidade da tíbia que você pode facilmente encontrar tocando a perna na frente. Na parte superior existe a tuberosidade tibial que é a inserção do ligamento patelar. A Patela situa-se na parte inferior do tendão do quadríceps. Este tendão tem uma parte superior e uma inferior chamada de ligamento patelar que se insere na tuberosidade tibial. A patela é em forma de uma castanha, na área externa é enrugada com estrias verticais, enquanto a superfície interna é lisa e coberta por cartilagem articular.A patela está incluída na cápsula articular. O fêmur e a tíbia formam um gínglimo, ou seja uma articulação em que o único movimento possível é a flexão-extensão no plano sagital; com o joelho dobrado também pode ser feito um movimento de rotação porque a superfície articular tibial não é exatamente complementar à do fêmur e não tem uma concavidade importante que bloqueia alguns movimentos. As superfícies articulares do fêmur são os côndilos, que tem uma forma convexa. A tíbia articula-se com a parte superior do osso com dois côndilos; o anel interno é côncavo, o anel externo é convexo. OS MENISCOS Meniscos vistos de cima Os meniscos são como dois rolamentos de fibro-cartilagem com forma semelhante a um “C”, inseridos entre os dois ossos. A espessura dessas duas estruturas é maior ao externo do que do lado medial. O menisco externo tem uma forma circular quase fechada e adere à cápsula articular por quase toda a sua extensão com exceção de uma pequena área em que corre o tendão do músculo poplíteo. Os cornos dos meniscos têm aproximadamente o mesmo volume. O menisco medial adere à cápsula para toda a sua extensão e tem os cornos diferentes entre eles, aquele anterior é mais estreito e mais baixo do que o posterior. As funções do menisco são: Absorver os choques. Transmitir o peso do corpo sobre a área do platô tibial; se não houvesse, o peso seria suportado por uma área de amplitude menor, a conseqüência é um maior desgaste do joelho. Espalha o líquido sinovial, a fim de tornár o movimento mais fluido porque diminui o atrito. Melhora a congruência das articulações entre a tíbia e o fêmur. Limita a rotação da tibia. O menisco externo dá mobilidade ao joelho, enquanto aquele interno torna mais estável a articulação. Em flexão, o menisco externo é puxado para trás pelo músculo poplíteo e o interno move-se menos, para a acção do músculo semimembranoso. No movimento de extensão entra em sua sede anatômica movido pelos ligamentos que unem os meniscos a rótula. A patela é um osso sesamóide entre o fêmur e o tendão patelar, serve para proteger a articulação do joelho, centralizar as forças exercidas e facilitar a extensão da perna. Todas as superfícies articulares desses ossos são cobertos por cartilagem lisa que serve para reduzir o atrito durante o movimento e fazer umo movimento da articulação suave e indolor. Durante o movimento, a cartilagem é recolhida e o líquido sinovial é empurrado em direção a cápsula, em vez disso quando a articulação não está mais sob carga ou pare, o tecido cartilaginoso reabsorve a sinóvia, atuando como uma esponja. OS LIGAMENTOS Vista Anterior Joelho vista anterior com o tendão patelar transparente O joelho tem ligamentos fortes que são fundamentais para a biomecânica e a fisiologia. Os ligamentos cruzados a o papel de “Pivô Central”, ou seja o pivô em que move a articulação. O ligamento cruzado anterior (LCA) ao nível da tíbia se insere antes da espinha tibial e termina na face medial do côndilo externo. O LCA não é muito vascularizado e é definido frágil porque está sujeito a lesão mais freqüentemente do LCP. Desempenha um papel fundamental em manter estável a articulaçao limitando a rotação interna e a hiperextensão, durante a flexão reduz a deslocação para a frente da tíbia em relação aos côndilos femorais. O ligamento cruzado posterior origina-se na cavidade intercondilar tibial e se insere no côndilo medial do fêmur sobre o lado interno, tem uma boa perfusão e é muito mais robusto do LCA. O LCA é fundamental no controle da rotação e durante a extensão reduz o deslocamento posterior da tíbia em relação aos côndilos femorais. Os ligamentos cruzados são em forma de um “X” cruzados sobre todas as três dimensões do espaço. Externamente no joelho existem dois ligamentos: Colateral lateral e Colateral medial(LCM). O primeiro tem inserção no epicôndilo lateral do fêmur e se insere na parte externa da cabeça fibular, tem uma forma semelhante a uma corda. A LCL é dividido em uma camada profunda e uma superficial e não se junta a cápsula ou ao menisco. O ligamento colateral medial tem inserção na superfície externa do côndilo medial e insere-se na superfície interna da tíbia. O LCM é mais fino do LCL e tem a forma de um elástico. Localizado dentro da cápsula, é junto ao menisco medial e é mais longo do que o colateral lateral. Os colaterais são importantes porque eles bloqueiam os movimentos de inclinação lateral da tíbia no joelho. As extremidades dos dois ligamentos chega a máxima tensão ao joelho estendido, enquanto durante a flexção não têm tensão. Na parte anterior do joelho é situado o ligamento transverso do joelho que conecta os meniscos entre eles e o menisco medial com a aréa intercondilar. Ao lado da rotúra estão os retináculos, na parte lateral existe o retináculo externo e na parte medial existe o interno, sua tarefa é evitar o excessivo deslocamento lateral da patela. Na parte de trás do joelho,o ligamento menisco-femoral posterior conecta a face medial do corno posterior do menisco lateral à face externa do côndilo femoral lateral e tem uma orientação oblíqua. Ao nível da patela existem extensões fibrosas provenientes dos músculos vasto medial e lateral que se inserem ao bordo extermo da patela. Esse tecido continua até o colateral lateral e o côndilo tibial do mesmo lado do joelho. ARTICULAÇÃO Existe o encontro de 2 importantes ossos: Femur e Tíbia Articulação fêmur-tibial A CÁPSULA E A MEMBRANA SINOVIAL A cápsula fibrosa é uma membrana conjuntiva que envolve a articulação como um manguito; nasce na parte posterior do fêmur mais acima da cartilagem articular. Anteriomente se conecta aos lados da patela e abaixo se insere na superfície articular da tíbia. A cápsula é mais espessa em alguns trechos onde se conecta ao ligamento do joelho. Na parte anterior do joelho, a cápsula aumenta de espessura e forma o ligamento patelar que une a patela à tíbia. A membrana sinovial é em contato com a superfície interna da cápsula e é composta por um tecido conjuntivo fibroso, é muito útil porque produz o líquido sinovial que nutre a cartilagem e lubrifica a articulação para reduzir o atrito durante o movimento. Na articulação do joelho, profundamente ao tendão existem numerosos bursas (bolsas) sinovial ou seja saco de liquído sinovial entre a pele e os ossos ou entre os ligamentos e os músculos. A maior situa-se na parte anterior do joelho entre a pele e a patela, é chamada de bursa sinovial pre-patelar, entre o tendão do quadríceps e o fêmur é situada a bolsa patelar, entre o ligamento patelar e a tibia existe e bursa infra-patelar. Essas estruturas são pequenas almofadas localizadas no interior de uma articulação, entre os músculos e tendões, as bursas reduzem o atrito entre os tecidos. MUSCULOS PATA DE GANSO Entre os músculos da parte posterior medial , três são os que têm um tendão comum chamado “pata de ganso” que se insere na superfície interna da epífise proximal da tíbia. Estes músculos são o sartório, o músculo semitendíneo e o grácil. Esse enorme grosso tendão age junto ao colateral medial na estabilização do joelho e evita uma excessiva rotação externa. GORDURA DE HOFFA O corpo de Hoffa é um tecido adiposo abaixo do ligamento patelar e tem uma dupla função para amortecer os choques e facilitar o movimento, reduzindo o atrito. MÚSCULOS DO JOELHO MÚSCULO TENSOR DA FÁSCIA LATA É um músculo longo e estreito que está localizado na parte externa da coxa. Origina da SIAS (espinha ilíaca anterior superior) e se insere sobre o côndilo externo da tíbia, é biarticolar porque cruza e controla duas articulações: quadril e joelho. O tendão que se insere na tíbia é muito longo, começa logo abaixo da linha pectínea do fêmur e a tuberosidade glútea e junta-se a fáscia lata ou femoral formando o trato iliotibial. A ação do tensor da fáscia lata é a abdução da coxa, também ajuda no movimento de extensão da perna sobre a coxa. MÚSCULO SARTÓRIO É o músculo mais longoque temos, tem uma forma a “S” e corre superficialmente ao quadríceps. Origina-se da SIAS (espinha ilíaca anterior superior) insere -se na face medial da tuberosidade da tíbia, juntando-se aos tendões do grácil e semitendíneo que formam uma estrutura firme chamada de “pata de ganso”. O sartório é um músculo que permite de assumir a posição tipica do alfaiate com as pernas cruzadas, daí seu nome; na verdade, dobra, roda externamente e faz a abdução, MÚSCULO QUADRÍCEPS FEMORAL É o mais importante extensor do joelho e é fundamental para caminhar. Está localizado na parte frontal da coxa, é um músculo formado de quatro cabeças: Vasto lateral Vasto intermediário Vasto medial Músculo reto da coxa. O reto femoral é biarticolar e origina da SIAI (espinha ilíaca anterior inferior) e da parte superior da circunferência do acetábulo, o vasto lateral origina-se do lado lateral do grande trocanter e da linha áspera, o vasto intermediário tem sua inserção na face ântero-lateral da diáfise femoral e o vasto medial tem sua inserção na parte medial da linha áspera. Estes quatro músculos estão progredindo em direção do tendão patelar, formando um tendão comum chamado tendão do quadríceps que se insere na patela, algunhas fibras continuam anteriomente a patela, e terminam na tuberosidade da tíbia. O quadríceps cobre toda a parte anterior do fêmur, serve para estender a perna, com o reto femoral contribui para a flexão da coxa. Em ambos os lados da patela, o tendão do quadríceps é reforçado por dois retináculos, ou seja fibras de tecido conjuntivo fibroso que ligam a rótula aos côndilos tibiais. Os músculos quadríceps da direita deve ser igual aquiles da esquerda ou quase, enquanto os braços têm uma diferença mais pronunciada. OS ÍSQUIOTIBIAIS São três músculos da região posterior da coxa: o bíceps femoral, o semimembranoso e o semitendínoso, são todos biarticolares, têm em comum a inserção na tuberosidade isquial, a ação de flexão da perna sobre a coxa e a extensão do quadril. Eles têm um papel muito importante na cinemática do joelho porque eles protegem o ligamento cruzado anterior das lesões. Bíceps femoral Como o nome indica, é evidente que este músculo tem duas cabeças, a longa insere-se na tuberosidade isquial juntamente com o músculo semimembranoso e a breve tem sua inserção na metade distal da linha áspera e do septo intermuscular lateral. Depois de cobrir a parte traseira e lateral da coxa, se insere na cabeça da fíbula e no côndilo lateral da tíbia. A ação do bíceps femoral é a flexão da perna sobre a coxa e a rotação externa, é o único músculo que age como um rodador externo do joelho, também estende a coxa. SEMITENDÍNEO O semitendíneo tem sua inserção na tuberosidade isquiática, mas em comparação com outros ísquio-tibiais se encontra na posição superior e externa. Faz parte da parte posterior e medial da coxa e se insere na fáscia medial do côndilo medial da tíbia. A ação do semitendinoso é a flexão e rotação interna da perna sobre a coxa. semimembranoso O semimembranoso tem sua inserção na tuberosidade isquiática juntamente com o bíceps femoral, está localizado na parte posterior e medial da coxa, distalmente o tendão se dividide em três fáscias: o ramo”descendente” termina sobre a fáscia posterior do côndilo medial da tíbia, o ramo “recorrente” continua através do côndilo lateral femoral constituindo o ligamento poplíteo oblíquo e o ramo “anterior” que se insere na face anterior do côndilo interno da tíbia. A ação do semimembranoso é a flexão e rotação interna da perna sobre a coxa e a extensão da perna. GRÁCIL Como o nome sugere, este músculo é pequeno e apertado, situa-se na região medial da coxa. Origina-se da aréa anterior do ramo ísquio-púbico e se insere na fáscia medial e anterior do côndilo medial da tíbia com o músculo Sartório e o semitendíneo, formando a pata de ganso. O grácil aduz à coxa, dobra e gira internamente a perna sobre a coxa. MÚSCULO POPLÍTEO O músculo poplíteo é um músculo fino e triangular que está localizado na parte de trás da perna. Origina-se da área externa do côndilo femoral lateral e insere-se na parte superior da linha oblíqua e sobre a área posterior da tíbia. O músculo poplíteo flexiona e roda medialmente na perna. O GASTROCNÊMIO Consiste em duas cabeças de músculo simétrico, um medial que surge a partir do côndilo femoral interno e da posição interna da cápsula e um lateral que origina-se do côndilo femoral lateral externo e da parte externa da cápsula, é um músculo biarticular. Se insere com o resistente tendão do Aquiles na área póstero-superior do calcâneo. A ação do gastrocnêmio é a flexão plantar do pé e a rotação interna, também contribui para a flexão da perna sobre a coxa. PALPAÇÃO DO JOELHO Neste tópico iremos abordar as técnicas de palpação do joelho das partes ósseas relacionadas abaixo: (EPI)CÔNDILO LATERAL – paciente em DD com o joelho fletido e pé apoiado na maca; terapeuta em pé, ao lado e de frente para o paciente. A estrutura é diretamente acessível à palpação; é a saliência óssea mais proeminente na região distal e lateral do fêmur. NOTA: Sua porção posterior apresenta uma depressão que é o local de inserção do ligamento colateral fibular ou lateral. (EPI)CÔNDILO MEDIAL – paciente em DD com o joelho fletido e pé apoiado na maca; terapeuta em pé, ao lado e de frente para o paciente. É a estrutura mais proeminente medial do fêmur. Daí, do ápice do côndilo medial do fêmur parte o ligamento colateral tibial ou medial. TÍBIA - Tuberosidade da Tíbia - paciente em DD com o joelho fletido ou estendido. É uma estrutura diretamente acessível à palpação na região anterior proximal da perna, abaixo da patela com superfície triangular e ápice distal. A tuberosidade da tíbia separa na frente o côndilo lateral e medial da tíbia, é a inserção do tendão quadriciptal. FÍBULA - Cabeça da Fíbula - paciente em DD com o joelho fletido a 90º, perna em posição neutra. Terapeuta de frente para o paciente, uma das mãos segura o pé do paciente na sua região lateral. Executa-se uma rotação medial da perna e a palpação se faz atrás e abaixo do tubérculo de Gerdy. Esta manobra permite que a estrutura pesquisada se desloque para trás e para fora. NOTA: O nervo fibular comum contorna essa estrutura posteriormente antes de atingir a perna (importante para a marcha). PATELA - Patela - Paciente em DD com o joelho estendido e quadríceps relaxado. Terapeuta de frente para o paciente. Osso triangular em ápice distal e base proximal localizado anteriormente no joelho. Apresenta 2 bordas ou margens (medial e lateral). TESTES ESPECIAIS - Membros Pendentes: paciente em DV com as pernas para fora da maca observar o tensionamento dos ísquios tíbiais. - Flexão e Extensão (ativa e passiva): observar o grau de força muscular, sempre testando primeiro ativamente e depois passivamente. - Patela : verificar se há liquido em excesso; teste do rechaço (percutir com 2 dedos em cima da patela e observar se ela vai flutuar). Observar também o movimento dela (passivamente), se há crepitação ou hipersensibilidade. - Teste para Joelho de Saltador: impõem-se resistência contra o movimento de extensão do joelho, detecta tendinite patelar (infra, supra) ou do quadríceps (acima de 3 dedos). - Teste da Gaveta Anterior: detecta instabilidade anterior do joelho. O paciente deita em DD com o joelho fletido a 90o. O examinador senta-se sobre o ante-pé do paciente. Com o pé do paciente em rotação neutra, o examinador puxa para frente segurando na parte proximal da panturrilha. Ambos os membros inferiores são testados. O teste é positivo se houver movimento anterior excessivo da tíbia em relação ao fêmur. - Teste Cruzado: detecta instabilidade ântero-lateral do joelho. Com o paciente em pé e com a perna não afetada cruzada sobre a perna de teste, o examinador firma o pé da perna de teste pondo o seu próprio pé cuidadosamente sobre ele. O paciente roda o dorso superior parao lado oposto da perna lesada aproximadamente 90o. Nesta posição o paciente é solicitado a contrair os músculos do quadríceps. Se a contração produzir uma sensação de “falha” no joelho, então o teste é positivo. - Teste de Godfrey: detecta frouxidão do LCP. Paciente DD, segura-se a perna do paciente distalmente em 80o. Teste positivo se houver um deslizamento da tíbia posteriormente. - Childress: detecta lesão meniscal. Paciente irá agachar-se com uma perna fletida e a outra estendida. Pedir para ele se levantar; caso haja lesão meniscal o paciente irá relatar dor neste movimento. - Teste de Hugston (sinal de solavanco): identifica a presença de instabilidade rotatória ântero-lateral do joelho. O paciente deita em DD com o joelho fletido em 90o. O examinador segura o pé do paciente com uma mão enquanto a outra mão apóia-se sobre a face lateral proximal da perna distalmente ao joelho. Uma força em valgo é aplicada no joelho e a tíbia é rodada internamente enquanto o joelho é lentamente estendido. O teste é positivo se, quando o joelho é gradualmente estendido, entre 30o e 40o de flexão o platô tibial lateral repentinamente subluxa para frente com uma sensação de solavanco. - Teste de Lachman: identifica lesão no ligamento cruzado anterior (LCA). O paciente deita-se em DD e o examinador estabiliza o fêmur distal com uma mão e segura a tíbia proximal com a outra mão. Com o joelho mantido em flexão leve, a tíbia é movimentada para frente sobre o fêmur. O teste é positivo quando há uma sensação final macia e um movimento excessivo da tíbia. - Teste de Pivô Shift: deslizamento do pivô ( platô tibial) em relação ao fêmur. Realiza-se uma rotação interna (inversão) com flexão da..... . Detecta lesão do LCA. - Teste de Losee: identifica instabilidade rotatória ântero-lateral do joelho. Com o paciente em DD e relaxado, o examinador apóia o pé do paciente de modo que o joelho fique fletido a 30o e a perna externamente rodada e encostada no abdômen do examinador. Mão na fíbula + extensão da perna + rot. int.(inversão) + apoio em valgo no joelho. - Teste MacIntosh (deslocamento pivô lateral): identifica instabilidade rotatória ântero-lateral. O examinador segura a perna com uma mão e coloca a outra mão sobre a face lateral proximal. Com o joelho em extensão, aplica-se uma força em valgo e roda-se internamente a perna enquanto o joelho é fletido. Entre 30o a 40o de flexão, observa-se um salto repentino quando o platô tibial lateral, o qual tinha subluxado anteriormente em relação ao côndilo femoral, repentinamente se reduz. - Teste Slocum ALRI: identifica instabilidade rotatória ântero-lateral. O paciente deita-se em DL sobre a perna não afetada, com os quadris e joelhos fletidos a 45o. O pé da perna de teste é apoiado sobre a mesa em rotação medial com o joelho em extensão. O examinador aplica uma força em valgo no joelho enquanto o flete. O teste é positivo se a subluxação do joelho é reduzida entre 25o e 45o. - Teste de Slocum: identifica lesão ântero-lateral do joelho. O paciente é posicionado em DD, com o joelho fletido a 90o e o quadril fletido a 45o. o examinador senta-se sobre o pé do paciente, o qual está rodado internamente a 30o. o examinador segura a tíbia e aplica sobre ela uma força direcionada anteriormente. O teste é positivo se o movimento tibial ocorre primeiramente do lado lateral. O teste também pode ser usado para identificar instabilidade rotatória ântero-medial. Esta versão do teste é feita com o pé rodado lateralmente a 15o; o teste é positivo se o movimento tibial ocorre primariamente no lado medial. - Teste do Toque ou Deslizamento (esfregadela): identifica um derrame leve no joelho. Começando abaixo da linha articular na face medial da patela, o examinador desliza proximalmente a palma e os dedos até a bolsa suprapatelar. Com a mão oposta, o examinador desliza os dedos sobre a face lateral da patela. O teste é positivo se uma onda de líquido aparece como uma leve saliência na borda distal medial da patela. - Teste do Golpe Patelar: identifica derrame articular significativo. O joelho é fletido ou estendido até o desconforto e o examinador bate levemente sobre a superfície da patela. O teste é positivo se o examinador sentir flutuação da patela. - Teste de Estresse da Adução (varo): o examinador aplica um estresse varo no joelho do paciente enquanto o tornozelo está estabilizado. O teste é feito com o joelho do paciente em extensão completa e então com 20o a 30o de flexão. Um teste positivo com o joelho estendido sugere um rompimento importante dos ligamentos do joelho, enquanto que um teste positivo com o joelho fletido é indicativo de lesão de ligamento colateral lateral. - Teste de Estresse da abdução (valgo): o examinador aplica um estresse valgo no joelho do paciente enquanto o tornozelo está estabilizado. O teste é feito primeiramente com o joelho em extensão completa e depois repetido com o joelho a 20o de flexão. O movimento excessivo da tíbia distanciando-se do fêmur indica um teste positivo. Os achados positivos com o joelho em extensão completa indicam um rompimento importante dos ligamentos do joelho. Um teste positivo com o joelho fletido é indicativo de lesão do ligamento colateral medial. - Teste de compressão de Apley: detecta lesões meniscais. O paciente deita-se em DV com os joelhos fletidos a 90o. O examinador aplica uma força compressora na planta do pé e faz uma rotação interna e externamente. O teste é positivo se o paciente relata dor em qualquer lado do joelho, sendo indicador de lesão meniscal no respectivo lado. - Teste de Desvio à Palpação de Steinman: com o paciente em DD, flexionar o quadril e o joelho a 90 graus. Colocar os dedos polegar e indicador sobre as linhas articulares medial e lateral do joelho respectivamente. Com a mão oposta, pegar o tornozelo e alternadamente , flexionar e estender o joelho enquanto você palpa a linha articular. Quando o joelho é estendido, o menisco move-se para frente; e quando é flexionado, o menisco move-se para trás. Se o paciente sentir a “dor” mover-se anteriormente na extensão, ou posteriormente quando o joelho é flexionado; então é suspeitada uma ruptura ou lesão do menisco. - Teste de tração de Apley: detecta lesão ligamentar. O paciente na mesma posição do teste acima, só que se fazendo uma tração no lugar de uma compressão. O teste dará positivo se o paciente relatar dor. - Teste de Retorno: identifica lesões meniscais. O paciente deita-se em DD e o examinador segura o calcanhar do paciente com a palma da mão. O joelho do paciente é fletido totalmente e então estendido passivamente. Se a extensão não for completa ou apresentar uma sensação elástica (“bloqueio elástico”), o teste é positivo. - Teste de Helfet: identifica lesões meniscais. O mecanismo de “parafuso” é observado durante a extensão completa. Com um menisco lacerado e bloqueado a articulação, o tubérculo tíbial permanece levemente medial em relação à linha média da patela, impedindo o ;limite final da rotação externa. - Teste da Plica de Hughston: identifica uma plica suprapatelar anormal. O paciente em DD o examinador flete o joelho e roda medialmente a tíbia com braço e mão enquanto que, com a outra mão, a patela é levemente deslocada medialmente com os dedos sobre o curso da plica. O teste é positivo se um “pop” é provocado na plica enquanto o joelho é fletido e estendido pelo examinador. - Teste de McMurray: identifica lesões meniscais. Com o paciente em DD, o examinador segura o pé com uma mão a palpa a linha articular com a outra. O joelho é fletido completamente e a tíbia movimentada para frente e para trás e então mantida alternadamente em rotação interna e externa enquanto o joelho é estendido. Um clique ou crepitação pode ser sentido na linha articular no caso de lesão meniscal posterior, quando o joelho é estendido. - Teste de O’Donogue: detecta lesões meniscais ou irritação capsular. O paciente deita-se em DD e o examinador flete o joelho em 90o, roda-o medialmente e lateralmente2 vezes e então o flete completamente e roda-o novamente. O teste é positivo se a dor aumentar na rotação. - Teste de Wilson: identifica osteocondrite dissecante. O paciente senta-se com a perna na posição pendente. O paciente estende o joelho com a tíbia rodada medialmente até a dor aumentar. O teste é repetido com a tíbia rodada lateralmente durante a extensão. O teste é positivo se não houver dor quando a tíbia estiver rodada lateralmente. - Teste de Apreensão: identifica deslocamento da patela. O paciente deita-se em DD com o joelho em 30o de flexão. O examinador cuidadosa lentamente desloca a patela lateralmente. Se o paciente parece apreensivo e tenta contrair o quadríceps para trazer a patela de volta à posição neutra, o teste é positivo. - Sinal de Clarke: identifica a presença de condromalácia da patela. O paciente deita-se relaxado com os joelhos estendidos enquanto o examinador pressiona proximalmente à base da patela com a mão. O paciente então solicitado a contrair o quadríceps enquanto o examinador aplica mais força. O teste é positivo se o paciente não consegue completar a contração sem dor. - Teste de Perkin: para sensibilidade patelar, com o joelho apoiado em extensão completa, as bordas das facetas medial e lateral são palpadas enquanto a patela é deslocada medial e lateralmente. No caso de condromálacia, esta manobra revela graus variáveis de sensibilidade. - Teste de Waldron: identifica condromalácia da patela. O paciente faz diversas flexões lentas e acentuadas do joelho enquanto o examinador palpa a patela. O teste é positivo no caso de dor e crepitação durante o movimento. - Teste de Recurvatum na Rotação Externa: detecta instabilidade rotatória póstero-lateral do joelho. Existem 2 métodos para esse teste. Ambos são feitos com o paciente em DD: Primeiro Modo: o examinador eleva as pernas do paciente segurando no hálux do paciente. O teste é positivo se o tubérculo tibial roda lateralmente enquanto o joelho faz um recurvatum Segundo modo: o examinador flete o joelho a 30o ou 40o. O joelho então é lentamente estendido enquanto a outra mão do examinador segura a face póstero lateral do joelho para palpar o movimento. O teste é positivo no caso de hiperextensão e rotação lateral excessiva no membro lesado. - Teste de Gaveta Póstero lateral de Hughston: detecta a presença de instabilidade rotatória posterolateral do joelho. O procedimento é semelhante ao teste postero-medial de Hughston, exceto que o pé do paciente é levemente rodado lateralmente. O teste é positivo se a tíbia roda posteriormente em demasia sobre a face lateral quando o examinador a puxa posteriormente. - Teste da Gaveta Póstero medial de Hughston: identifica instabilidade rotatória posteromedial do joelho. O paciente em DD com o joelho fletido a 90o. O examinador fixa o pé em leve rotação TORNOZELO E PÉ O tornozelo propriamente dita é um gínglimo (dobradiça) formada pela extremidade distal da tíbia e fíbula. ligamento transverso inferior e o tálus. Os ossos são ligados pela cápsula articular e pelos seguintes ligamentos: deltóide, talofibular anterior, talofibular posterior e calcaneofibular ANATOMIA VISTA SUPERIOR VISTA LATERAL VISTA POSTERIOR ARTICULAÇÃO DO TORNOZELO OU TALOCRURAL É uma articulação sinovial em gínglimo que se forma quando a extremidade distal da tíbia e seu maléolo, o maléolo da fíbula e o ligamento tibiofibular anterior, que em conjunto formam o encaixe que recebe a extremidade convexa superior do Tálus e suas faces articulares. Os movimentos que o tornozelo é capaz de fazer são muito amplos e se constituem pelo somatório de extensão, flexão, inversão e eversão do pé. Os ligamentos que unem esta articulação são: Ligamento deltóide: tem forma de triângulo e une o maléolo medial ao osso calcâneo. Ligamento talofibular anterior: une o maléolo lateral ao tálus. Ligamento talofibular posterior: é o mais forte ligamento do tornozelo, fixa o maléolo lateral ao osso tálus pela face posterior. Ligamento calcaneofibular: é uma corda fina e longa que une o maléolo fibular ao tubérculo do calcâneo. Ligamento Talofibular Anterior - Dirige-se anterior e medialmente da margem anterior do maléolo fibular para o talo, anteriormente à sua faceta articular lateral. Ligamento Talofibular Posterior - Corre quase horizontalmente da depressão na parte medial e posterior do maléolo fibular para um tubérculo proeminente na face posterior do talo, imediatamente lateral ao sulco para o tendão do flexor longo do hálux. Ligamento Calcaneofibular - É um cordão estreito e arredondado que corre do ápice do maléolo fibular para um tubérculo na face lateral do calcâneo. Os três ligamentos acima descritos são colateralmente referidos como Ligamento Colateral Lateral. Ele sustenta o aspecto lateral do tornozelo, impedindo o movimento de inversão. O Ligamento Anterior e o Calcaneofibular são os mais freqüentemente lesionados nas torções em inversão do tornozelo. Isso porque com o pé em flexão plantar, o tálus é mais instável no encaixe do tornozelo, e portanto mais dependente do suporte ligamentar. Distalmente às articulações estudadas acima, encontramos ainda as articulações intertársicas, tarsometatársicas, intermetatársicas, metatarsofalangeanas e articulação dos dedos. ARTICULAÇÕES DO PÉ Articulações do Tarso A articulação Tálus-calcânea é uma sinovial tropóide-esferóide combinada. Permite movimentos de supinação e pronação. Todas as demais articulações são sinoviais planas que permitem a acomodação do arco plantar ao solo. Articulações Tarsometatarsais Alguns autores consideram como anfiartroses. No livro - Henry Gray (1821–1865). Anatomy of the Human Body; 1988 - essa articulação é descrita como sinovial plana. Os ossos que formam essa articulação são o primeiro, o segundo e o terceiro cuneiformes, alem do cubóide; que se articula com as bases dos ossos do metatarso. O primeiro osso do metatarso se articula com o primeiro cuneiforme; o segundo metatarso é profundamente cravado entre o primeiro e o terceiro cuneiforme; o terceiro metatarso se articula com o terceiro cuneiforme; o quarto metatarso com o cubóide e o terceiro cuneiforme; e finalmente o quinto metatarso com o cubóide. Confuso,não? Mais fácil olhando na figura. Esses ossos estão conectados pelos ligamentos: dorsal, plantar e interósseo. Articulações Intermetatarsais A base do primeiro metatarso não está unida com a base do segundo metatarso por qualquer ligamento; a este respeito o dedão do pé lembra o polegar. As bases dos outros quatro metatarsos são conectadas pelo ligamento dorsal, plantar e interósseo. Articulações Metatarsofalângicas São articulações sinoviais esferóides funcionalmente limitadas. Formadas pela união da cabeça do metatarso com as cavidades rasas nas extremidades das primeiras falanges dos dedos do pé. Essas articulações também são consideradas sinoviais condilares por alguns autores. Permitem somente os movimentos de flexão e extensão dos dedos e estão fixadas pelos ligamentos colaterais e plantares. Articulações Interfalângicas São articulações sinoviais em gínglimo que permitem flexão e extensão dos dedos. Cada uma dessas articulações possuem dois ligamento colaterais e um ligamento plantar. O arranjo desses ligamentos é similar ao encontrado nas articulções metatarsofalângicas. Como nos dedos da mão, o tendão do músculo extensor dos dedos substitui o ligamento dorsal. A articulação do tornozelo ou tíbio-tarsiana é a articulação distal dos MMII Tíbia – Fíbula – Tálus Suporta todo o peso do corpo. AS ARCADAS Os ossos no pé formam arcadas. Existem 5 arcadas nos pés mas, para termos práticos vamos falar de três: A arcada que toda a gente conhece chama-se arcada longitudinal interna ou medial, que corre desde o calcanhar até ao inicio dos dedos, é mais elevada do que a arcada lateral (externa). A outra é a metatársica ou transvérsica, que corre através da largura do pé. ESTABILIDADE ARTICULAR A estabilizaçãoda articulação do tornozelo se dá graças aos ligamentos (est. Passiva) e tendões dos músculos que ali passam (est. Ativa); Possui maior estabilidade óssea em dorsiflexão. ESTABILIZAÇÃO ATIVA A estabilidade do tornozelo é completada pelas ações musculares (est. Ativa) que adaptam a pinça ao produzirem movimentos: Fibular longo, fibular curto, extensor longo do hálux e tibial posterior. O abaixamento do maléolo lateral da fíbula melhora o encaixe das superfícies. MÚSCULOS E TENDÕES As restantes camadas de tecido são constituídas pelos músculos e tendões. Os músculos são tecidos de ligação que permitem a contracção. Os tendões são tecidos de ligação que estão ligados ao músculo e a outra zona que transmitem a força exercida pelo músculo. Outro ponto importante no pé é a fáscia plantar que é uma zona de tecido de conecção desde o calcâneo e os metatársos. Movimentos dos músculos Os músculos do membro inferior fazem quatro movimentos básicos (e as suas combinações): Iversão é a rotação interna como que fazendo as plantas dos pés virarem para fora. Eversão é a rotação externa como que fazendo as solas dos pés tocarem-se. Flexão dorsal consiste em apontar os dedos para cima como que caminhando sobre os calcanhares. Flexão plantar consiste em apontar os dedos para baixo como que caminhar em bicos de pés. PELE E TECIDO Os outros tecidos moles relacionados com os pés são: A bolsa de gordura do calcanhar: Localizada debaixo do calcâneo é o primeiro amortecedor natural do corpo durante a caminhada, esta bolsa torna-se mais densa e fina com a idade. MUSCULOS E AÇÕES Movimentos Agonistas Antagonistas Flexão Dorsal M Tibial Anterior M. Extensor longo dos dedos M. Fibular Terceiro M. Extensor longo do Halux M. Triceps Sural (Gastrocnemio cabeca medial e lateral, soleo) M. Tibial Posterior M. Flexor longo dos dedos M. Flexor longo do halux Flexão Plantar M. Triceps Sural (Gastrocnemio cabeca medial e lateral, soleo) M. Tibial Posterior M. Flexor longo dos dedos M. Flexor longo do halux M Tibial Anterior M. Extensor longo dos dedos M. Fibular Terceiro M. Extensor longo do Halux Inversão M. Tibial Anterior M. Tibial Posterior M. Fibular Longo M. Fibular curto M. Fibular Terceiro Eversão M. Fibular Longo M. Fibular curto M. Fibular Terceiro M. Tibial Anterior M. Tibial Posterior MÚSCULOS EXTRÍNECOS GRUPO POSTERIOR: Gastrocnêmico, sóleo e Plantar GRUPO POSTERIOR PROFUNDO: Flexor longo do Hálux, Flexor longo dos dedos, Tibial posterior GRUPO ANTERIOR: Tibial anterior MÚSCULOS INTRÍNSECOS Esses músculos não realizam ações complexas, pois ficam entre os ossos Lumbricais interósseos PALPAÇÃO OSSEA TORNOZELO Maléolos medial e lateral: delimitam a linha da articulação do tornozelo, sendo que entre suas respectivas faces anteriores se localiza a cabeça do tálus. Região anterior Astrágalo: crista horizontal do sustentáculo do tálus, situada 1 cm abaixo da ponta do maléolo medial; Sulco maleolar: situado posteriormente às margens posteriores dos maléolos medial e lateral. REGIÃO POSTERIOR PÉ Navicular: situado à frente da cabeça do tálus, cuja grande tuberosidade se projeta para baixo e medialmente, ficando aproximadamente 2,5-3 cm para baixo e à frente da ponta do maléolo medial; Tubérculo da fíbula: situado 1 cm abaixo e anteriormente à ponta do maléolo lateral. Região dorsal Calcanhar: região mais posterior do calcâneo, delimitada pelos processos medial e lateral da tuberosidade do calcâneo. Região plantar FÁSCIA PLANTAR Corre do calcâneo até as falanges proximais. Atua como um tirante, impedindo que o calcâneo e o tálus se separem da parte anterior. NERVOS NERVO PLANTAR MEDIAL NERVO PLANTAR LATERAL MOVIMENTOS DO PÉ -PlantiflexãoCIRCUNDUÇÃO - Dorsiflexção - inversão - eversão AVALIAÇÃO CLÍNICA Examina-se o paciente sem meia e sem sapatos, com e sem sustentação OBSERVAR - Pé chato - Artelhos em martelo - Pé cavo - Hálux Valgo - Artelhos em garra - Artelhos de Morton Observar não apenas o pé e tornozelo, mas sim todo o conjunto, como o quadril, pelve e joelhos. AVALIAÇÃO ESTÁTICA: Paciente em repouso, observar as estruturas AVALIAÇÃO DINÂMICA: Paciente andando, observar marcha. MOBILIDADE DO PÉ Realizar passivamente todos os movimentos do pé e posteriormente fazer o teste de KENDALL ( Força Muscular). TESTES ESPECIAIS TESTE DA GAVETA ANTERIOR E POSTERIOR Posição do paciente: sentado ou deitado com os pés para fora da maca. Descrição do teste: no teste da gaveta anterior para testar a integralidade do ligamento talofibular anterior e a porção ântero-lateral da cápsula articular, o terapeuta, segura firmemente com uma mão a tíbia e com a outra mão exerce uma tração anterior no nível de calcâneo e observa o grau de deslocamento. Para a realização do teste da gaveta posterior para testar a integralidade do ligamento talofibular posterior e porção posterior da cápsula articular, o mesmo procedimento deverá ser efetuado, mas agora a mão empurra o tálus no sentido posterior, mantendo com a outra mão a estabilidade da tíbia. Sinais e sintomas: no momento do teste é importante que o tornozelo não esteja muito edemaciado a fim de não comprometer o diagnóstico da instabilidade. O paciente sentirá leve dor e desconforto durante os testes de estresse anterior e posterior. O terapeuta sempre deverá comparar o grau de deslocamento com o membro oposto TESTES PARA TORNOZELO - Teste de Thompson: detecta rupturas no tendão de Aquiles. O paciente é colocado em DV ou de joelhos com os pés estendidos sobre a borda da cama. O terço médio da panturrilha é comprimido pelo examinador, e em caso de ausência de uma flexão plantar normal, deve-se suspeitar de ruptura do tendão de Aquiles. - Sinal de Homan: detecta a existência de Estenose Venosa Profunda, na parte inferior da perna. O tornozelo é dorsifletido passivamente observando-se qualquer aumento repentino de dor na panturrilha ou no espaço poplíteo. - Sinal de Gaveta Anterior: identifica instabilidade ligamentar do tornozelo. O paciente deita-se em DD e o examinador estabiliza a parte distal da tíbia e fíbula com uma mão enquanto segura o pé em 20o de flexão plantar com a outra mão. O teste é positivo se, ao trazer o talus para frente no encaixe do tornozelo, a translação anterior for maior do que a do lado não afetado. - Teste de Kleiger: detecta lesões no ligamento deltóide. O paciente está sentado com os joelhos em 90o. O examinador segura o pé do paciente e tenta abduzir o ante-pé. O teste é positivo se o paciente se queixar de dor medial e lateralmente. O examinador pode sentir o talus se deslocar levemente do maléolo medial. - Inclinação Talar: identifica lesões do ligamento calcaneofibular. O paciente está em DD ou em DL com o joelho fletido a 90o. Com o pé em posição neutra, o talus é inclinado medialmente. O teste é positivo se a adução do lado afetado for excessiva. Avaliação postural Postura é definida como a posição que nosso corpo adota no espaço, assim como a relação entre as suas partes e o centro de gravidade. Por isso que se diz que para ter uma boa postura é necessário o equilíbrio do sistema musculoesquelético (músculos e ossos). A postura é algo individual e cada indivíduo sofre diversas influencias do meio ao longo dos anos . Alguns fatores que influenciam na postura são: anomalias congênitas (o indivíduo nasce com a alteração), ou adquiridas, má postura no dia a dia (ex.: sentar sobre o sacro; curvar a coluna para frente – comum em adolescentes que ficam muito tempo em frente ao computador, etc), obesidade, alimentação inadequada (a falta de alguns nutrientes, principalmente na infância, favorece uma má formação dos ossos), atividades físicas sem orientação ou inadequada, distúrbios respiratórios (esse distúrbio gera alterações na musculatura respiratória que, por sua vez, alteram a estrutura óssea),desequilíbrios musculares (ex.: distúrbios neurológicos), frouxidão ligamentar e doenças psicossomáticas. A boa postura é aquelas que melhor ajusta nosso sistema musculoesquelético, equilibrando e distribuindo todo o esforço de nossas atividades diárias, favorecendo a menor sobrecarga em cada uma das partes. A avaliação postural é de extrema importância para mensurar os desequilíbrios e adequarmos a melhor postura de cada indivíduo, possibilitando a reestruturação completa das cadeias musculares e seus posicionamentos no movimento e na estática. A partir deste procedimento, estaremos promovendo a prevenção de muitos males causados inicialmente pela má postura. O objetivo da avaliação postural é tentar identificar aqueles desvios mais evidentes a fim de evitar a prescrição de exercícios que possam vir a agravá-los, além de encaminharmos o aluno a um desses especialistas quando percebermos que estes desvios parecerem importantes. Com a utilização do Simetrógrafo poderemos identificar os desvios posturais mais evidentes, por meio da observação de pontos anatômicos específicos que permitirão identificar possíveis assimetrias decorrentes desta alteração postural. Para utilizar esse aparelho basta colocar o avaliado (homens de sunga e mulheres de biquini) em pé, atrás dele, inicialmente na posição anterior, e identificamos a posição de alguns pontos anatômicos, como por exemplo: acrômios, cristas ilíacas, trocânteres, côndilos, maléolos etc; depois comparamos a altura dos pontos do lado esquerdo com os do lado direito em relação às linhas horizontais e verticais do aparelho e podemos observar as diferenças existentes com relação à simetria desses pontos. Na posição anterior poderemos observar assimetrias nos ombros, quadril, joelhos, tornozelos e pés. Quando é encontrado, por exemplo, uma assimetria entre os acrômios, direito e esquerdo e/ou entre as cristas ilíacas, direita e esquerda, isso pode ser indício de uma escoliose, que talvez mereça algum cuidado especial. Na seqüência colocamos o avaliado na posição lateral em relação ao aparelho e poderemos observar, também por meio da observação de pontos anatômicos, se o mesmo apresenta uma acentuação das curvaturas anatômicas da coluna vertebral, alterações posturais dos joelhos, tornozelos e pés “Postura é um composto das posições das diferentes articulações do corpo num dado momento” “A postura correta é a posição na qual um mínimo de estresse é aplicado em cada articulação” (Magee, 2002). POSTUA CORRETA Os principais desvios posturais, que possivelmente iremos encontrar em nossos avaliados são os seguintes: VISTA ANTERIOR: Escoliose é um desvio lateral da coluna vertebral que pode ser classificada em: Escoliose Simples Quando apresenta uma única curvatura em uma das regiões da coluna vertebral, e pode ser: 1. Escoliose Torácica destro convexa 2. Escoliose Torácica sinistro convexa 3. Escoliose Lombar destro convexa 4. Escoliose Lombar sinistro convexa Escoliose Total Quando apresenta uma única curvatura em mais de uma região da coluna vertebral, e pode ser: 1. Escoliose Total destro convexa 2. Escoliose Total sinistro convexa Escoliose Dupla Quando apresenta duas curvaturas opostas em regiões diferentes da coluna vertebral, e pode ser: 1. Escoliose Torácica destro convexa Lombar sinistro convexa 2. Escoliose Torácica sinistro convexa Lombar destro convexa Escoliose Tripla Quando apresenta três curvaturas, sendo uma em cada região da coluna vertebral, e pode ser: 1. Escoliose Cervical destro convexo Torácica sinistra convexa - Lombar destro convexo. 2. Escoliose Cervical sinistro convexa Torácica destro convexa Lombar sinistro convexa. Geno Varo: É um afastamento dos joelhos em relação ao plano sagital. Geno Valgo: É uma aproximação dos joelhos em relação ao plano sagital. Pé Abduto: É a projeção dos pés para fora em relação ao plano sagital. Pé Aduto: É a projeção dos pés para dentro em relação ao ao plano sagital. Pé Plano: É a diminuição ou perda total do arco plantar. Pé Cavo: É o aumento da curvatura do arco plantar. VISTA LATERAL: Hiperlordose Cervical: É a acentuação da curvatura da coluna cervical. Hipercifose Torácica: É a acentuação da curvatura da coluna dorsal. Hiperlordose Lombar: É a acentuação da curvatura da coluna lombar. Costa Plana: É a diminuição ou inversão de uma ou mais curvaturas da coluna vertebral. Geno Recurvato: É uma hiperextensão dos joelhos, projetando-os para trás em relação ao plano coronal. Geno Flexo: É a projeção dos joelhos para frente em relação ao plano coronal. Pé Eqüino: Estando o indivíduo em posição ortostática os calcanhares não tocam o solo. Pé Calcâneo: Estando o indivíduo em posição ortostática a porção anterior dos pés não toca o solo. VISTA POSTERIOR: Pé Varo: É a projeção do tendão calcâneo para fora da linha média do corpo. Pé Valgo: É a projeção do tendão calcâneo para dentro da linha média do corpo. DESVIOS POSTURAIS DE MEMBROS SUPERIORES A escoliose ocorre por um movimento de torção da coluna, não havendo o desvio no próprio eixo da coluna como ocorrer com as hipercifoses, hiperlordoses e retificações, mas sim um desvio lateral. Ela pode ter dois formatos a de um ‘C’ (curva simples para direita ou esquerda) ou de ‘S’ (curva dupla com desvio para ambos os lados). Também pode ser dividida em estrutural, nesse caso é irreversível com rotação das próprias vértebras e costelas para o lado convexo da curva. E temos a escoliose não-estrutural, também chamada de postural ou funcional e não apresenta rotação das vértebras e é reversível, normalmente desaparece quando se faz flexão do tronco. A escoliose pode ocorrer em qualquer nível da coluna, se ocorrer na transição da cervical para a torácica é denominada cervicotorácica, torácica, na transição da torácica pra lombar de tóracolombar, lombares ou ainda na transição da lombar para o sacro chamada de lombossacral. Existem diversos graus de gravidade da escoliose e esta é concedida por meio do ângulo da curvatura e rotação das vértebras. Tal angulação é obtida através do cálculo de Cobb após raio-x da coluna na região escoliótica. Escoliose leve: até 30° Escoliose Moderada: entre 30 e 50° Escoliose Grave: acima de 50° Um grau muito elevado da escoliose, acima de 50º compromete o bom funcionamento do sistema cardiorrespiratório, tendo em vista que a maior parte das escolioses se desenvolve na região torácica e tóraco-lombar. Nos casos mais graves há indicação cirúrgica onde a coluna é fixada, por meio da artrose, ocorrem a fusão das vértebras e consequente perda da mobilidade no nível da fixação. Essas alterações tridimensionais da coluna, não alteram somente a coluna vertebral, é muito comum ocorrer alteração do nível dos ombros, um mais alto que o outro ou mais a frente, o mesmo ocorre com a pelve podendo estar mais elevada ou mais, ou ainda ambas alterações em lados diferentes, depende da quantidade de curvas e do lado das curvaturas. A escoliose é uma alteração da coluna que ocorre pelas posturas adotadas no dia a dia e nesse caso podem ser revertidas através de alongamentos, fortalecimentos, mobilizações e reeducação da postura. Outras causas da escoliose são as mal formações e doenças congênitas, nesse caso as vértebras apresentam alteração estrutural e por vezes são necessárias intervenções cirúrgicas dada a sua gravidade. DESVIOS POSTURAIS DE MEMBROS INFERIORES JOELHO VALGO(OU GENO VALGO): é a projeção dos joelhos pra dentro da linha média do corpo, causada , geralmente, pela hipertrofia da musculatura lateral da coxa e/ou hipotonia da musculatura medial d coxa. Alterações (BRODY,2001): Rotação lateral do fêmur e da tíbia, hiperestensão dos joelhos e supinação dos pés. JOELHO VALGO: Fortalecer: Grácil, sartório, semitendinoso e semimembranoso, glúteo máximo, trato ílio-tibial e bíceps femoral. Alongar: glúteo máximo, trato ílio-tibial e bíceps femoral. E manutenção do pesoideal é desejável. COXA VALGA: Fortalecer: Pectíneo e adutores longo, curto e magno. Alongar: Piriforme (colocar o pé oposto em cima da coxa perto do joelho), obturador int., quadrado da coxa, gêmeos(sup e inf.) e glúteos médio e mínimo (fazer rotação interna do quadril) E manutenção do peso ideal é desejável. JOELHO VARO(OU GENO VARO): é a projeção dos joelhos para fora da linha média do corpo, causada, geralmente , pela hipertrofia da musculatura medial da coxa e /ou a hipotonia da musculatura lateral da coxa. Alterações (STROBEL E STEDTFELD,2000): Rotação medial do fêmur e da tíbia, hiperestensão dos joelhos e pronação dos pés. JOELHO VARO: Fortalecer: glúteo máximo, trato ílio-tibial e bíceps femoral(ou da coxa) Alongar: Grácil, sartório, semitendinoso e semimembranoso. Exercícios: Abdução de quadril no puxador duplo, andar no bordo interno dos pés,alongamento passivo com medicine-ball entre os tornozelos. COXA VARA: Fortalecer: Piriforme, obturador int., quadrado da coxa, gêmeos(sup e inf.) e glúteos médio e mínimo (fazer rotação externa do quadril) Alongar: Pectíneo e adutores longo, curto e magno. JOELHO HIPERESTENDIDO (OU GENO RECURVATO): é a projeção do joelho pra traz, fazendo com que a linha de gravidade passe bem à frente dos joelhos. É causado pela hipertrofia da musculatura extensora dos joelhos (reto femoral, vasto medial, vasto intermédio, vasto lateral) Posturas compensatórias(MAGEE, 2002): Báscula posterior de quadril e hipercifose torácica. Fortalecer: Flexores de joelhos (semitendinoso, semimembranoso, bíceps femoral e poplíteo), inclusive gastrocnêmio e sartório. Alongar: Quadríceps (reto femoral, vasto lateral, v.medial e v. intermédio) Fonte: KENDALL & COLS, 1995 Exercícios: Flexão de joelho na mesa flexora ou com caneleira, flexão concentrada dos joelhos no puxador baixo. JOELHO FLEXO( OU GENO FLEXO): Projeção dos joelhos pra a frente, fazendo com que a linha de gravidade passe por cima ou por traz dos joelhos. É causado pela hipertrofia da musculatura flexora dos joelhos (semitendinoso, semimembranoso, poplíteo, bíceps da coxa, plantar delgado, reto interno, gastrocnêmio, sartório). Fortalecer: Quadríceps (reto femoral, vasto lateral, v.medial e v. intermédio) Alongar: Flexores de joelhos (semitendinoso, semimembranoso, bíceps femoral e poplíteo), inclusive gastrocnêmio e sartório. Fonte: GUCCIONE, 2000 Exercícios: Extensão dos joelhos com mesa extensora ou caneleira. PÉ PLANO: Perda parcial ou total da curvatura do pé. Causado pela hipotonia da musculatura flexora dos dedos (peroneiro lateral longo, flexor comum dos dedos, flexor próprio do quinto dedo). Segundo Platzer (1987), ele ocorre quando os músculos plantares curtos não funcionam, mas devemos considerar o que Viladot (2003) coloca, que em repouso estes músuclos apresentam silêncio absoluto ao exame de eletromiografia. Como corrigir: fortalecer a musculatura acima citada. Exercícios: andar no bordo externo dos pés, andar na ponta dos pés, elevação do corpo na ponta dos pés, puxar um pano com a ponta dos pés, andar na areia fofa da praia. PÉ CAVO: Aumento da curvatura plantar do pé, causado pela hipertrofia dos músculos peroneiro lateral longo, flexor comum dos dedos e flexor próprio do quinto dedo. Ocorre uma descontinuidade na impressão plantar na passagem do retropé para o antepé(PLATZER, 1987). Ocorre também a flexão do pododactilus. Pé cavo-supinado-varo: alongar o tibial anterior, posterior e fibulares curto e longo. Como corrigir: fortalecer a musculatura flexora dorsal do pé ( peroneiro anterior , extensor comum dos dedos, tibial anterior). Exercícios: andar no bordo interno dos pés, flexão dorsal do pé, alongamento com o antepé apoiado no espaldar, andar para traz com o apoio dos calcanhares. PÉ VALGO: É a projeção do calcâneo pra fora do corpo, fazendo com que o Tendão de Aquiles se projete para a parte interna do corpo. Segundo Platzer (1987), o maléolo lateral fica mais inferiorizado do que no pé reto fazendo a pronação( segundo BRICOT, 1999, a pronação favorece a rotação medial da tíbia, o que irá produzir repercussões em todo o membro inferior). Os tornozelos vistos por traz podem se tocar facilmente ainda que o bordo medial dos pés estejam afastados. Consequências da pronação(HAMMER, 2003): A hiperpronação pode produzir tendinite de inserção do semimembranosos (faz a flexão de joelho e extensão de quadril). Observar a calosidade sob a cabeça do 1º metatarso devido a ação do fibular longo muito forte enquanto seu antagonista, o tibial anterior, está paralisado (corrigir: alongar fibular longo e curto e fortalecer o tibial anterior e posterior, para estimular a inversão (VILADOT, 2003). Como corrigir: Fortalecer os músculos tríceps sural, tibial anterior e posterior e quadrado plantar(VILADOT, 2003). Exercícios: Elevação do corpo na ponta dos pés, separando os calcanhares, andar no bordo externo do pé. PÉ VARO: é a projeção do Tendão de Aquiles para a parte externa do corpo, fazendo com que o calcâneo se projete pra dentro. Consequências da Supinação(JONES AND OWEN, 1996): Observar a calosidade sob a cabeça do 5º metatarso, devido a ação dos tibiais anteiror e posterior muito fortes enquanto os fibulares estão paralisados. Pode ocorrer a costa plana, retroversão do quadril e mau funcionamento do seguimento lombar. Como corrigir: Fortalecer os músculos extensores comuns dos dedos e peroneiro anterior. Exercícios: Andar no bordo interno dos pés, colocar uma fita passando pela planta dos pés a nível dos metatarsos. Fixar o lado interno do pé e puxar bem o lado externo. PÉ ABDUTO: Quando o indivíduo anda com os pés pra fora da linha do corpo Exercícios: Andar com os pés voltados para dentro da linha média do corpo. PÉ ADUTO: Quando o indivíduo anda com os pés voltados para dentro da linha média do corpo. Exercícios: Andar com as pontas dos pés voltadas para fora da linha média do corpo. PÉ EQUINO: Causado pelo encurtamento do Tendão de Aquiles. COLUNA A coluna vertebral, também chamada de espinha dorsal, estende-se do crânio até a pelve. Ela é responsável por dois quintos do peso corporal total e é composta por tecido conjuntivo e por uma série de ossos, chamados vértebras, as quais estão sobrepostas em forma de uma coluna, daí o termo coluna vertebral. A coluna vertebral é constituída por 24 vértebras + sacro + cóccix e constitui, junto com a cabeça, esterno e costelas, o esqueleto axial. Coluna Vertebral - Visão Geral Superiormente, se articula com o osso occipital (crânio); inferiormente, articula-se com o osso do quadril ( Ilíaco ). A coluna vertebral é dividida em quatro regiões: Cervical, Torácica, Lombar e Sacro-Coccígea. São 7 vértebras cervicais, 12 torácicas, 5 lombares, 5 sacrais e cerca de 4 coccígeas. Regiões e Vértebras da Coluna Vertebral Fonte: ADAM Curvaturas da Coluna Vertebral Numa vista lateral, a coluna apresenta várias curvaturas consideradas fisiológicas. São elas: cervical (convexa ventralmente - LORDOSE), torácica (côncava ventralmente - CIFOSE), lombar (convexa ventralmente - LORDOSE) e pélvica (côncava ventralmente - CIFOSE). Quando uma destas curvaturas está aumentada, chamamos de HIPERCIFOSE (Região dorsal e pélvica) ou HIPERLORDOSE (Região cervical e lombar). Numa vista anterior ou posterior, a coluna vertebral não apresenta nenhuma curvatura. Quando ocorre alguma curvatura neste plano chamamos de ESCOLIOSE. Coluna Vertebral - Curvaturas Funções da Coluna Vertebral Protege a medula espinhal e os nervos espinhais; Suporta o peso do corpo; Fornece um eixo parcialmente rígido e flexível para o corpo e um pivô para a cabeça; Exerce um papel importante na postura e locomoção; Serve de ponto de fixação para as costelas, a cintura pélvica e os músculos do dorso; Proporciona flexibilidade para o corpo, podendo fletir-separa frente, para trás e para os lados e ainda girar sobre seu eixo maior. Canal Vertebral O canal vertebral segue as diferentes curvas da coluna vertebral. É grande e triangular nas regiões onde a coluna possui maior mobilidade (cervical e lombar) e é pequeno e redondo na região que não possui muita mobilidade (torácica). Na imagem ao lado (vista superior da coluna vertebral), podemos observar o canal vertebral. Ele é formado pela junção das vértebras e serve para dar proteção à medula espinhal. Além do canal vertebral, a medula também é protegida pelas menínges, pelo líquor e pela barreira hemato-encefálica. As vértebras podem ser estudadas sobre três aspectos: características gerais, regionais e individuais. Características Gerais Características Regionais Características Individuais Na coluna vertebral encontramos também o sacro (cerca de quatro ou cinco vértebras fundidas - não móveis) e inferiormente ao mesmo, localiza-se o cóccix (fusão de 4 vértebras - não móveis). Articulações dos Corpos Vertebrais Os corpos vertebrais estão unidos pelos ligamentos longitudinais anterior e posterior e pelos discos intervertebrais. Ligamento Longitudinal Anterior - extenso e resistente feixe de fibras longitudinais que se estendem ao longo das faces anteriores dos corpos das vértebras do áxis (C2) até o sacro. Continua-se superiormente com o ligamento atlantoaxial anterior. Ligamento Longitudinal Anterior Ligamento Longitudinal Posterior - localizado no canal vertebral, nas faces posteriores dos corpos vertebrais de áxis (C2) até o sacro. Continua-se superiormente com a membrana tectória. Ligamento Longitudinal Posterior Disco Intervertebral Localizam-se entre as faces adjacentes dos corpos das vértebras, do áxis (C2) até o osso sacro. Variam em forma, tamanho e espessura no trajeto da coluna vertebral. Os discos vertebrais constituem cerca de 1/4 do comprimento da coluna vertebral. Cada disco é constituido por um disco fibroso periférico composto por tecido fibrocartilaginoso, chamado ANEL FIBROSO; e uma substância interna, elástica e macia, chamada NÚCLEO PULPOSO. Os discos formam fortes articulações, permitem vários movimentos da coluna vertebral e absorvem os impactos. Articulações dos Arcos Vertebrais Cápsulas Articulares - são finas e frouxas e inseridas nas facetas articulares dos processos articulares adjacentes. Ligamentos Amarelos - são ligamentos que unem as lâminas das vértebras adjacentes no canal vertebral de áxis (C2) até o primeiro segmento do sacro. Possui certa elasticidade que serve para preservar a postura vertical. Ligamentos Amarelos Ligamento Nucal - é uma membrana fibrosa que estende-se da protuberância occipital externa até a 7ª vértebra cervical (C7). Ligam Ligamento Supra-espinhal - corda fibrosa e resistente que une os ápices dos processos espinhosos a partir da 7ª vértebra cervical (C7) até o sacro. É considerado uma continuação do ligamento nucal. Ligamentos Interespinhais - finos e quase membranáceos, unem os processos espinhosos adjacentes. Ligamentos Supra-espinhal e Interespinhal Ligamentos Intertransversários - estão interpostos entre os processos transversos. Ligamento Intertransversal e Longitudinal Anterior Articulações Atlanto-Occipitais (C0 - C1) Essa articulação é formada pelas seguintes estruturas: Cápsulas Articulares - circundam os côndilos do occipital e as facetas articulares das massas laterais do atlas. Membrana Atlanto-occipital Anterior - larga e de fibras densamente entrelaçadas une a margem anterior do forame magno com a borda superior do arco anterior do atlas. Membrana Atlanto-occipital Posterior - é ampla e fina e está fixada na margem posterior do forame magno e à borda superior do arco posterior de atlas. Ligamentos Atlanto-occipitais Laterais - são porções espessadas das cápsulas articulares reforçados por feixes de tecido fibroso e obliquamente dirigidos superior e medialmente. Inserem-se no processo jugular do osso occipital e na base do processo transverso do atlas. Ligamentos Atlanto-Occipitais (C0 - C1) Ligamentos Occipito-Axiais (C0 - C2) Essa articulação é formada pelas seguintes estruturas: Membrana Tectórica - é uma faixa extensa e resistente que recobre o dente e seus ligamentos dentro do canal vertebral. É considerado o prolongamento do ligamento longitudinal posterior. Está inserido no corpo do áxis e superiormente no sulco basilar do occipital. Ligamentos Alares - começam de cada lado do ápice do dente do áxis e inserem-se na parte medial rugosa dos côndilos do occipital. Ligamento Apical do Dente - estende-se do ápice do dente do áxis até a margem posterior do forame magno, entre os ligamentos alares. Ligamentos Occipito-Axiais (C0 - C2) Articulações Atlanto-Axiais (C1 - C2) A articulação do atlas com o áxis compreende as seguintes estruturas: Cápsulas Articulares - são delgadas e frouxas e unem as margens das massas laterais do atlas às da face articular posterior do áxis. Ligamento Atlanto-axial Anterior - é uma membrana resistente, fixada na margem inferior do arco posterior do atlas e à face ventral do corpo do áxis. Ligamento Atlanto-axial Posterior - é uma membrana fina e larga inserida na borda inferior do arco posterior do atlas e na margem superior das lâminas do áxis. Ligamento Transverso do Atlas - é uma faixa espessa, resistente e arqueada que mantém o dente em contato com o arco anterior. Insere-se na parte basilar do occipital e na face posterior do corpo do áxis. O ligamento transverso do atlas junto com os fascículos longitudinais superior e inferior formam o ligamento cruciforme. Ligamentos da Região Cervical Alta Articulações Costovertebrais Essas articulações são divididas em duas partes: Articulação da cabeça da costela com o corpo vertebral; Articulação costotransversárica, onde o colo da costela articula com o processo transverso das vértebras torácicas. Articulação da Cabeça da Costela – é uma articulação plana formada pela articulação da cabeça da costela com o corpo vertebral das vértebras torácicas. Os ligamentos dessa articulação são: Cápsula Articular - é constituído por curtas e resistentes fibras unindo as cabeças das costelas às cavidades articulares formados pelas vértebras e discos intervertebrais. Ligamento Radiado da Cabeça da Costela - une as partes anteriores das cabeças das costelas aos corpos de duas vértebras e seus discos intervertebrais. Consta de três fascículos achatados que se inserem na parte anterior da cabeça das costela. Ligamento Intra-articular da Cabeça da Costela - é um feixe curto, achatado, inserido lateralmente na crista entre as facetas articulares e, medialmente, no disco intervertebral, dividindo a articulação (cada uma com sua membrana sinovial própria). Ligamento Radiado Articulação Costotransversais - é a articulação entre a faceta articular do tubérculo da costela e o processo transverso da vértebra correspondente. É formada pelas seguintes estruturas: Cápsula Articular - é fina e inserida na circunferência articular com um revestimento sinovial. Ligamento Costotransversário Superior - insere-se na borda superior do colo da costela e no processo transverso da vértebra acima. Ligamento Costotransversário Posterior - são fibras que se inserem no colo da costela e na base do processo transverso e borda lateral do processo articular da vértebra acima. Ligamento do Colo da Costela - são curtas e resistentes fibras que unem o dorso do colo da costela com o processo transverso adjacente. Ligamento do Tubérculo da Costela - é um fascículo curto, espesso e resistente que se dirige do ápice do processo transverso para a porção não articular do tubérculo da costela. Ligamentos Costotransversários Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000. ArticulaçõesEsternocostais - as articulações das cartilagens das costelas verdadeiras com o esterno são articulações planas, com excessão da primeira que é uma sincondrose. Os elementos de conexão são: Cápsula Articular - são fibras muito finas que circundam as articulações das cartilagens costais das costelas verdadeiras com o esterno. Ligamento Esternocostal Radiado - feixes finos e radiados que se irradiam adas faces anterior e posterior das extremidades esternais das cartilagens das costelas verdadeiras. Ligamento Esternocostal Intra-articular - constante apenas na segunda costela. Estende-se a partir da cartilagem da costela até a fibro cartilagem que une o manúbrio ao corpo do esterno. Ligamento Costoxifóide - ligam as faces anterior e posterior da sétima costela às mesmas no processo xifóide. Articulações Esternocostais Articulações Intercondrais - articulações entre as cartilagens costais. Articulações Costocondrais - articulações entre as costelas e as cartilagens costais. Articulações esternais: Manúbrio-esternal - entre o manúbrio e o corpo do esterno, é geralmente uma sínfise. Xifoesternal - entre o processo xifóide e o corpo do esterno, é geralmente uma sínfise. Articulações Lombossacrais São as articulações entre a 5ª vértebra lombar e o osso sacro. Seus corpos são unidos por uma sínfise, incluindo um disco intervertebral. Ligamento Ileolombar – inserido na face ântero-inferior da 5ª vértebra lombar e irradia na pelve por meio de dois feixes: um inferior, o ligamento lombossacral que insere-se na face ântero-superior do sacro e um feixe superior, a inserção parcial do músculo quadrado do lombo, passando para a crista ilíaca anterior à articulação sacroilíaca, continuando acima com a fáscia toracolombar. Ligamento Ileolombar Articulação Sacrococcígea Esta é uma sínfise entre o ápice do sacro e a base do cóccix, unidos por um disco fibrocartilagíneo. Ligamento Sacrococcígeo anterior - fibras irregulares que descem sobre as faces pélvicas tanto do sacro como do cóccix. Ligamento Sacrococcígeo posterior - superficial passa da parte posterior da Quinta vértebra sacral par o dorso do cóccix. Ligamento Sacrococcígeo lateral – liga um processo transverso do cóccix ao ângulo ínfero-lateral do osso sacro. Ligamentos Intercornais – unem os cornos do sacro e do cóccix. Articulação Sacrococcígea MÚSCULOS DA COLUNA VERTEBRAL Os músculos responsáveis pela estabilização antero-posterior são os abdominais (anteriores) e os eretores (posteriores). Tanto os abdominais como os eretores possuem funções que lhes possibilitam estabilizar a coluna no sentido latero-lateral. Para estabilizar a coluna cervical neste sentido, conta-se com os flexores frontais e os eretores da coluna cervical que possuem funções idênticas aos anteriormente citados MÚSCULOS PROFUNDOS Interespinhais (cervical e lombar) Intertransversais (cervical e lombar) Rotadores ( cervical, torácica e lombar) Sai do processo transverso- lamina suprajacente ou na 2˚ a cima. Elevadores das costelas ( torácica) processo transverso a costelas subjacentes. * Esses músculos realizam pequena amplitude, função maior de alinhamento das vertebras. MÚSCULOS INTERMÉDIOS Complexo transverso-espinhal: - Multífidios – vários feixes- divisão não clara- Sai dos processos transversos e se inserem medialmente em varios processos espinhos de todas as vertebras. * Mais espesso na região lombar - Semi- espinhal- Do tórax: 6 processos transversos inferiores aos processos espinhos das vertebras superiores toracicas e cervicais inferiores. Do pescoço: 6 processos transversos da toracicas superiores aos processos espinhosos da 3˚ a 5 ˚ cervicais inferiores. Da cabeça: processos transversos das cervicais a linha nucal no occipital. * ação extensora da coluna e da cabeça. MÚSCULOS SUPERFICIAIS Complexo sacro-espinhal: mais laterais Iliocostal- Cervical- tórax a cervical Torácico- região torácica Lombar- iliaco as costelas Dorsal longo= longuíssimo Longuíssimo do tórax Longuíssimo do pescoço Longuíssimo da cabeça FÁSCIA TORACOLOMBAR Espessa e muito firme. Se estende do ligamento da nuca ate as cristas iliacas, prendendo-se aos processos espinhosos e fundem ao quadrado lombar. MOVIMENTOS DA COLUNA VERTEBRAL Movimentos Agonistas Flexão MM. Obliquos abdominais e reto abdominal, quadrado lombar; psoas Extensão MM. Transverso vertebral; interespinhosos; epiespinhoso; sacrolombar ou ílio-costal. MM. Serrátil pósterosuperior e pósteroinferior; MM. Grande Dorsal; Inclinação Lateral Quadrado lombar; obliquo abdominal interno e obliquo abdominal externo; psoas. (ambos com contração do lado da inclinação) Rotacão Esquerda MM. Transverso vertebral; Obliquo abdominal externo direito e Obliquo abdominal interno esquerdo Rotação Direita MM. Transverso vertebral; Obliquo abdominal externo esquerdo e Obliquo abdominal interno direito. DERMÁTOMOS Quando estudamos neuroanatomia, aprendemos que os nervos espinhais são formados a partir das raízes nervosas dorsal (sensitiva) e ventral (motora) que se projetam para fora da medula. Pois bem, os músculos inervados por um único par de raízes motoras formam um miótomo, enquanto que as regiões da pele inervada por um único par de raízes sensitivas formam um Dermátomo. O grande lance dos dermátomos é que cada raiz dorsal (sensitiva) garante a sensibilidade de regiões previsíveis do corpo humano, desta forma é possível criar um mapa corporal. Esta característica tem grande importância para o fisioterapeuta, pois a partir destes mapas é possível estimar, por exemplo, quais raízes nervosas sensitivas foram afetadas em um paciente com TRM, ou identificar qual raiz nervosa sensitiva está sendo comprimida por uma hérnia de disco (radiculopatia). Em relação ao exame sensitivo, eu particularmente gosto de utilizar os pontos de referência recomendados pela ASIA (Associação Norte-Americana de Lesões da Coluna Vertebral) como forma de avaliação rápida. Obviamente, caso seja necessário, pode-se utilizar uma avaliação mais completa, pesquisando a descriminação de dor e temperatura. A descrição dos pormenores da avaliação sensitiva foge ao objetivo desta postagem, mas quem quiser aprender mais existe osite da Liga de neurocirurgia, com a descrição desta avaliação (acesso altamente recomendável!!!). Nos mapas, as fronteiras entre os dermátomos são geralmente bem definidas. No entanto estas fronteiras são apenas didáticas, pois existe uma considerável sobreposição de inervação entre dermátomos adjacentes. Além disso, é possível encontrar diferenças entre os mapas de dermátomos, mas de forma geral são diferenças discretas que não comprometem a acurácia da avaliação neurológica. . Veja o mapa aqui em cima. Em verde temos os dermátomos originados nas raízes da coluna cervical, em azul os originados na coluna torácica, em rosa, lombar e por último, os dermátomos sacrais em vermelho TESTES ESPECIAIS TESTES PARA REGIÃO CERVICAL O exame motor da musculatura intrínseca da coluna cervical indicam qualquer hipotonia muscular e determina a integridade do suprimento nervoso. O exame neurológico testa todo membro superior por níveis neurológicos. - Flexão: paciente sentado, fixe a parte superior do tórax (esterno) do paciente, com uma das mãos de modo a impedir a substituição a flexão do pescoço por flexão do tórax. Coloque a palma de sua mão que imprimirá resistência de encontro a testa do paciente, mantendo-a fixa de modo a estabelecer uma firme base de suporte. Em seguida peça ao paciente para fletir o pescoço vagarosamente. Quando ele o fizer, aumente gradativamente a pressão até determinar o máximo de resistência que ele é capaz de suportar. Correlacione seus achados com a tabela de eficiência muscular. Grau de Eficiência Muscular Grau de Força Muscular Descrição 0 - zero Não há evidência de contratilidade 1 – Dificultado Evidênciade pouca contratilidade, não havendo mobilidade articular 2 – Sofrível Movimento completo eliminando a gravidade 3 – Mediano Movimento completo contra a gravidade 4 – Bom Movimento completo contra a gravidade e uma pequena resistência 5 – Normal Movimentação completa contra a gravidade e contra resistência - Extensão: paciente sentado, antes de testar a extensão do pescoço, coloque sua mão estabilizadora sobre a linha média da face súpero posterior do tórax e da escápula para impedir uma falsa impressão de extensão. Espalme a mão que imprimirá resistência sob a região occipital, promovendo-a assim de uma firme base de suporte. Peça ao paciente para estender o pescoço. Enquanto ele o faz, aumente gradativamente a resistência até determinar o máximo de resistência que ele é capaz de vencer. Para avaliar o tônus do trapézio durante a construção, palpar com a mão destinada a fixação. - Rotação Lateral: ficamos de pé frente ao paciente e coloque sua mão estabilizadora sobre o ombro esquerdo do paciente, o que ira impedi-lo de substituir a rotação da coluna cervical por rotação da coluna toracolombar. Espalme a mão que oferecerá resistência ao longo da margem direita da mandíbula. Peça ao paciente para rodar a cabeça em direção a sua mão que impõem-se resistência máxima que ele é capaz de suportar. P/ examina ECM (D) e mandíbula contra. Lavoral, compare os resultados. - Inclinação Lateral: sua mão estabilizadora sobre o ombro direito do paciente, impedindo desta forma a substituição do movimento que se quer avaliar por elevação da escápula. Espalme a mão que imporá resistência por sobre a face direita da cabeça do paciente. Para obter uma firme base de resistência, a palma do examinador deverá se sobrepor à têmpora do paciente, com os dedos se estendendo posteriormente. Peça para o paciente inclinar a cabeça lateralmente em direção a sua palma, tentando encostar a orelha no ombro. Quando ele começar a inclinar a cabeça, vá gradativamente aumentando a pressão até determinar o máximo de resistência que ele é capaz de vencer. - Tração: a tração alivia a dor causada por estreitamento do forâme neural (o que resulta na compressão nervosa), é capaz de ampliar o forâme e alivia o espasmo muscular pois obtem o relaxamento da musculatura contraída. Coloque a mão espalmada sob o queixo do paciente, enquanto que a outra mão será colocada no occipital. Em seguida eleve (tracione) a cabeça removendo o peso que ela exerce sobre o pescoço. - Compressão: poderá auxiliar a localizar o nível neurológico da patologia que por ventura exista. Mas pode agravar a dor causada por estreitamento do forâme neural, pressão sobre e as superfícies articulares das vértebras ao a espasmo musculares. Pressione para baixo o topo da cabeça do paciente, que pode estar sentado ou deitado. Observara-se a dor é circunscrita a algum dos dermatomos. - Teste de Valsalva: este teste aumenta a pressão intratecal. Se o canal cervical estiver tomado por alguma lesão que ocupe espaço, como os tumores e hérnia de disco cervical, mo aumento da pressão fará com que o paciente se queixe de dor. A dor poderá se irradiar pela distribuição do dermatomo correspondente a nível neurológico da patologia da coluna cervical. Peça ao paciente para prender a respiração e fazer força como se quisesse evacuar em seguida, pergunta-se se houve agravamento da dor, e em caso afirmativo peça-lhe para descrever a localização. É um teste subjetivo, que requer do paciente respostas precisas. - Teste de Adson: serve para determinar a permeabilidade da artéria subclávia, que pode estar comprimida ou por contratura dos músculos escalenos. Não pode fazer tração. Palpe o pulso radial do paciente, continue palpando e abduza, estenda e rode externamente o braço do paciente. Em seguida, peça-lhe para prender a respiração e volver a cabeça em direção ao braço que está sendo examinado. No caso de houver compressão da artéria subclávia, o pulso radial diminuirá de amplitude, podendo até não ser mais percebido( síndrome do desfiladeiro cervical). - Teste para Avaliar Artéria Carótida: com os seus dedos indicador e médio, pressionar ligeiramente sobre a artéria carótida de encontro ao processo transverso da vértebra cervical. Palpar cada artéria individualmente e avaliar igualdade de amplitude. Uma diferença na força dos pulsos pode indicar estenose (estreitamento de qualquer canal ou orifício) ou compressão da artéria carótida. - Entorse X Distensão: Entorse é uma série de lesões variáveis segundo o tipo de articulação e a intensidade do traumatismo, é um mau que não chega a ocasionar luxação, resultando em traumatismo ligamentar. Distensão é uma tração excessiva e/ou violenta que provoca deslocamento ou repuxo. Com o paciente na posição sentada, o paciente irá realizar todos os movimentos da coluna cervical em toda sua amplitude de movimentos ativamente com o terapeuta impondo-lhe uma resistência, e a seguir os movimentos serão realizados de forma passiva. Dor durante os movimentos contra a resistência ou contração muscular isométrica significa distensão muscular. Dor durante a movimentação passiva pode indicar uma entorse de ligamentos. Obs.: esta manobra pode ser aplicada a qualquer articulação para determinar comprometimento ligamentar ou muscular. Lembrando-se de que durante um movimento contra a resistência a principal estrutura a ser testada é o músculo, e de que durante o movimento passivo a principal estrutura a ser testada é o ligamento. Deve-se conseguir determinar entre Distensão Muscular ou Entorse Ligamentar, ou uma combinação destas. TESTES PARA REGIÃO LOMBAR Dá mobilidade as costas, fornece sustentação a porção superior do corpo e transmite o peso a pelve e aos MMII. O paciente deve despir-se. A presença de sinais pilosos nas costas pode traduzir algum distúrbio na coluna. Observar se o paciente evita se curvar, torcer e promover outros movimentos. Se o paciente apresentar-se com lombalgia localizada sem nenhum componente radicular, então espasmo muscular lombar ou capsulite facetária poderá ser suspeitada. - Região Ciática: para avaliar se tem hérnia de disco ou uma lesão que ocupa espaço capaz de comprimir as raízes nervosas podendo sensibilizar o nervo. Ocorre verticalmente em direção descendente na linha media da coxa e seus ramos para o músculo tendinosos da coxa e divide-se em ramos terminais tíbial e fibulares. O examinador deve fletir o quadril do paciente e localizar o ponto médio entre as tuberosidades isquiaticas e os grandes trocanteres. Então irá pressionar firmemente, palpando o nervo que é de fácil palpação. - Flexão lateral : movimento contralateral, com dor no outro lado, tratar a cápsula articular. - Inclinação: detecta lesão ligamentar. Fixe a crista ilíaca do paciente e pede-se para que ele incline o tronco para direita e/ou para esquerda. Compare os dois lados. Para realizar o teste passivo de inclinação fixe a pelve do paciente e segure o ombro e inclina-o para direita e depois para a esquerda. Verificar os dois lados. - Rotação: coloque-se atrás do paciente e fixe a pelve colocando a mão sobre a crista ilíaca e outra sobre o ombro, em seguida fixe o tronco o que será conseguido rodando a pelve e o ombro posteriormente. Verificar os dois lados. - Teste de Lasegue modificado: flexão + adução + rot. int.( inversão) + elevação da perna. Se o paciente sentir dor, suspeitar-se-á de lombociatalgia (dor ciática verdadeira). STRESS NEURAL * Nervo Femural (L2, L3 e L4): paciente em pé apóia um dos joelhos (flexionado à 90o) em uma cadeira, então pede-se que faça a inclinação lateral do tronco. Dar-se- a positivo se houver dor. Se for local o problema é na cápsula; se for irradiada para o membro inferior o problema é no nervo. * Nervo Ciático (L4-S3): pode-se usar os testes de Lasegue (verdadeiro), Slump e Calço (paciente em pé e com o ante pé apoiado sobre um calço como por exemplo um livro, o terapeuta pede para que o paciente faça flexãodo tronco. Caso positivo haverá dor). * Nervo Mediano (C5 à T1): paciente em DD, com flexão de cotovelo e extensão de punho e obro abduzido. O terapeuta ira realizar uma extensão total de cotovelo e punho. O teste deve ser realizado primeiramente de forma passiva e depois feito ativamente. A cabeça deve estar rodada para o lado oposto ao teste. * Nervo Radial (C5 à T1): paciente em DD, com flexão de cotovelo e flexão de punho e obro abduzido. O terapeuta ira realizar uma extensão total de cotovelo e flexão total de punho. O teste deve ser realizado primeiramente de forma passiva e depois feito ativamente. A cabeça deve estar rodada para o lado oposto ao teste. * Nervo Ulnar (C7 à T1): paciente em DD, com extensão de cotovelo e extensão de punho e obro abduzido. O terapeuta ira realizar abdução total de ombro, uma flexão total de cotovelo e extensão total de punho. O teste deve ser realizado primeiramente de forma passiva e depois feito ativamente. A cabeça deve estar rodada para o lado oposto ao teste. MARCHA FASES E AÇÃO MUSCULAR O ciclo da marcha é o intervalo de tempo ou seqüência de movimentos que ocorrem entre dois contatos iniciais consecutivos do mesmo pé. Paara cada pé, o ciclo da marcha apresenta duas fases: fase de apoio (60 a 65% do ciclo), e fase de balanço (30 a 40% do ciclo). FASES DA MARCHA Fase do Apoio Ocorre quando o pé encontra-se em contato com o solo e sustenta o peso. Permite que o membro inferior suporte o peso e possibilita o avanço do corpo sobre o membro que está sustentado. Dividido em cinco fases: contato inicial, resposta a carga, apoio médio, apoio terminal e pré-balanço. Contato Inicial É o período de descarregamento ou aceitação do peso do corpo pelo membro inferior de apoio. Responsável pelos 10% iniciais do ciclo da marcha. Resposta a Carga e Apoio Médio Consistem no suporte único ou apoio sobre um membro inferior e representam 40% do ciclo da marcha. Durante esta fase, apenas um membro inferior sustenta o peso do corpo enquanto o outro entra na fase de balanço. Apoio Terminal e Pré-Balanço Constituem o período de transferência de peso e correspondem aos 10% seguintes do ciclo da marcha. O membro inferior de apoio transfere o peso corporal para o membro contralateral e prepara-se para a fase de balanço. Fase do Balanço Ocorre quando o pé não está mais sustentando o peso e se move para frente. Permite que os pododáctilos do membro saiam do solo e que ocorra o ajuste de comprimento do membro. Permite que o membro se mova para frente levando o corpo. Balanço Inicial ou Aceleração Ocorre quando o pé é elevado do solo. Ocorre a flexão do joelho e dorsiflexão do tornozelo permitindo que o membro acelere pra frente. Balanço Médio Ocorre quando o membro inferior encontra-se adjacente ao membro inferior que está sustentando o peso, o qual se encontra na subfase de apoio médio. Balanço Final ou Desaceleração Membro inferior desacelera, preparando-se para realizar o contato inicial com o solo. O músculo quadríceps controla a extensão do joelho e os posteriores da coxa controlam a flexão. LARGURA DA BASE É a distância entre os dois pés. Geralmente, é de 5 a 10cm. Base aumentada: - mau equilíbrio; - neuropatia periférica (perda de sensibilidade); - problema musculoesquelético (contratura de abdutores). AÇÃO MUSCULAR As ações musculares na marcha humana ocorrem para: aceleração dos segmentos, frenagem moderada de uma aceleração, amortecimento dos choques e vibrações, e garantia de estabilidade articular. A ação concêntrica dos músculos está presente tanto no início da fase de apoio como no início da fase de balanço. Serve para a impulsão e aceleração do segmento no inicio da oscilação e na transferência de peso durante a fase de duplo apoio. A maior parte das ações musculares na marcha são isométricas ou excêntricas. Elas ocorrem para equilibrar e desacelerar os deslocamentos dos segmentos corporais e do centro de gravidade. O trabalho permite a absorção e o armazenamento de energia elástica. Eretores da espinha Mantém uma atividade constante durante a marcha, com picos de contração nas fases de contato inicial e apoio médio. Glúteo máximo Começa ao toque do calcanhar ao solo, de forma isométrica, impedindo a flexão da pelve, e vai até a fase de apoio médio, de forma concêntrica, promovendo a extensão da pelve. Quadríceps Atuam isometricamente na fase de contato inicial. Já na fase de duplo apoio, atua excentricamente para frear a flexão de joelho. Atuarão de forma concêntrica na fase de desaceleração estendendo o joelho, para iniciar a fase de contato inicial. Isquiotibiais Começam a trabalhar isometricamente na fase de contato inicial, freando a flexão do quadril. Na fase de balanço atua flexionando o joelho na fase de aceleração até a oscilação média. A partir da oscilação média até a oscilação final irá atuar excentricamente, controlando a extensão do joelho e desacelerando o segmento. Abdutores Se contraem para estabilizar a pelve durante a fase de contato inicial e na fase de apoio único. Adutores Se contraem para estabilizar a pelve durante a fase de contato inicial e na fase de aceleração flexionando o quadril. Fibulares Possui atividade semelhante a do tríceps, com a contração iniciando na fase de apoio e indo ao máximo na elevação do calcanhar. Tibial anterior É ativado de forma isométrica. O maior pico de contração desse músculo é durante a fase de apoio inicial. Na fase de contato atua de forma excêntrica durante o aplanamento do pé. Na passagem para o apoio médio, vai atuar de forma concêntrica ajudando no avanço da tíbia. Na fase de balanço, para evitar que o pé caia, vai realizar contração isométrica para mantê-lo na posição neutra. Tríceps sural Sua atividade inicial acontece na fase de contato, com o pé plano, atuando excentricamente para retardar e controlar o avanço da tíbia. Na fase de elevação do calcanhar e propulsão, irão atuar de forma concêntrica para elevar o calcanhar do solo e iniciar a fase de aceleração e balanço REFERÊNCIAS PALMER, M. L. 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