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diabetes

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Sintomático: 
Sintomas típicos e sintomas relacionados às 
complicações crônicas 
RESISTÊNCIA INSULÍNICA  acantose nígricans: 
 
 
 
 
 
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Julia Carolina L. Tessaro| ATM 2021/2 
Critérios diagnósticos para o diabetes: 
 
Rastreamento: 
Se glicemia normal: rastrear a cada 3 anos. 
Se glicemia alterada: realizar a segunda medida. 
 
 
A confirmação do diagnóstico de DM requer repetição dos exames alterados, idealmente o mesmo exame 
alterado em segunda amostra de sangue, na ausência de sintomas inequívocos de hiperglicemia.3 Pacientes com 
sintomas clássicos de hiperglicemia, tais como poliúria, polidipsia, polifagia e emagrecimento, devem ser 
submetidos à dosagem de glicemia ao acaso e independente do jejum, não havendo necessidade de confirmação 
por meio de segunda dosagem caso se verifique glicemia aleatória ≥ 200 mg/dL. 
 
 
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Julia Carolina L. Tessaro| ATM 2021/2 
 
 
Neuropatia diabética 
 
As neuropatias diabéticas (NDs) constituem as complicações crônicas mais prevalentes entre 
indivíduos com diabetes mellitus, afetando mais de 50% dos pacientes. 
Fatores de risco: 
O controle glicêmico é importante na prevenção e 
tratamento da neuropatia diabética. Segundo estudo do The 
Diabetes Control and Complications Research Group o controle 
glicêmico previne neuropatia diabética 
em diabéticos tipo 1. 
 n = 1441 
 Follow-up médio 6,5 anos 
 Múltiplas aplicações de insulina ou Bomba de 
insulina versus 1-2 aplicações de insulina 
 
Esse efeito protetor persiste por um longo período 
devido a memória metabólica. 
 
Apresentações clínicas e diagnóstico: 
A polineuroparia simétrica distal é a forma mais comum (75%) 
 Primariamente sensorial 
 Apresentação distal em membros inferiores, com ascendência proximal com o tempo 
 Quando ultrapassa terço médio das pernas, pode afetar as mãos 
 Envolvimento motor ocorre tardiamente naqueles com alterações sensoriais extensas 
 Controle glicêmico 
 Idade 
 Altura 
 Duração do diabetes 
 
 
 
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“PSD é uma polineuropatia sensorimotora simétrica atribuível a alterações metabólicas e 
microvasculares como um resultado da exposição crônica à hiperglicemia (diabetes) e a 
covariáveis de risco cardiovascular” 
 
 
Consequencia de polineuropatia sensitiva: Pé de Charcot. 
 Perda da sensibilidade protetora (LOPS) 
 Alteração dos pontos de pressão plantar 
 Microlesões cumulativas 
 Deformidades 
 Ulcerações 
Diagnóstico da neuropatia: 
 Sintomas clínicos 
 Testes sensoriais quantitativos 
 Testes para Neuropatia autonômica 
 Score de Michigan 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Quando encaminhar para neuro?  Quanto for de componente predominante motor, tiver assimetria e 
rápida progressão. 
Diagnóstico diferencial: Hipotireoidismo, deficiência vitamínica, alcoolismo, paraproteinemias, neuropatias 
hereditárias... 
Considerar na avaliação inicial excluir condições comuns: 
1) Hipotireoidismo: coleta de TSH 
2) Paraproteinemias: eletroforese de proteínas plasmáticas 
3) Deficiência de vitamina B12: dosagem de vitamina B12 
4) Consumo abusivo de álcool 
 
 
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Julia Carolina L. Tessaro| ATM 2021/2 
 
Apresentação clínica da polineuropatia autonômica: 
 Hipotensão postural 
 Diminuição da variabilidade de frequência cardíaca 
 Taquicardia de repouso 
 Morte súbita (arritmias graves) 
 Gastroparesia diabética (gastropatia) 
 Enteropatia diabética (diarréia) 
 Hipomotilidade colônica (constipação) 
 Cistopatia diabética (bexiga neurogênica) 
 Disfunção erétil 
 Disfunção sexual feminina 
 
Melhor manejo: prevenção! 
1) Controle glicêmico precoce 
- Melhor validado em diabetes tipo 1 
- Menor magnitude de benefício em 
DM 2 (heterogeneidade) 
 2) Modificação de estilo de vida 
- Exercício (supervisionado aeróbico ou 
de resistência) 
- Padrões dietéticos saudáveis 
- Controle do peso corporal 
 
 
 
 
 
Manejo da dor neuropática: 
1° escolha são anticonvulsivangtes como pregabalina e gabapentina (mas não tem no SUS). 
2° escolha são os antidepressivos tricíclicos: amitriptilina, nortriptilina (tem pelo sus, mas ficar atento aos EA’s) 
Opioides: tramadol, também é uma opção. 
 
O risco de precipitação da neuropatia 
hipoglicemia é significativo quando a 
taxa de declínio da HBa1c acontece 
muito rapidamente. 
 
 
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Doença Cardiovascular e Diabetes 
 
Acreditava-se que o risco de IAM em um diabético equivalia ao risco de IAM em pacientes sem 
diabetes, mas com infarto prévio. Essa hipótese era justificada fisiologicamente pelo fato de que havendo 
resistência insulínica já há processo de aterosclerose. Porém, em estudos mais recentes (2009), constatou-se 
que em pacientes dom DM2 o risco relativo de desfechos cardiovasculares foi 43% menor do que em pacientes 
sem DM2 com infarto prévio. Além disso, 80% dos diabéticos não têm doença coronariana. 
“Ter DM2 não significa ter alto risco cardiovascular!” 
Fatores de risco para doença cardiovascular no DM2: 
 Idade: Homens acima de 35 anos e mulheres acima de 45 anos. 
 Gênero: mulheres têm maior risco. 
 HF de doença arterial prematura: em homens antes dos 55 anos e mulheres antes dos 65 anos. 
 Tabagismo. 
 Duração do diabetes: duração maior que 10 anos aumenta o risco. 
 Diminuição da TFG e microalbuminúria: representam dano endotelial. 
 NASH (esteato hepatite não alcoolica). 
 Apneia do sono. 
 Síndrome metabólica. 
Estratificando o risco: 
No paciente diabético, as calculadoras baseadas no ASCVD e em Framingham (escore de risco global) têm 
limitações. Por isso, a estratificação do risco cardiovascular baseia-se em: 
Fatores de estratificação: com qualquer um deles a pessoa já é alto risco. 
 Idade > 49 anos para homens e > 56 anos para mulheres; 
 Diabetes mellitus com duração superior a 10 anos; 
 História familiar prematura de doença cardiovascular; 
 Presença de síndrome metabólica (critérios da IDF); 
 Hipertensão arterial sistêmica tratada ou não tratada; 
 
 
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 Tabagismo atual; 
 Taxa de filtração glomerular estimada < 60 mL/min; 
 Albuminúria > 30 mg/g de creatinina; 
 Neuropatia autonômica cardiovascular; 
 Retinopatia diabética. 
Pacientes com diabetes, assintomáticos, com evidência de aterosclerose subclínica detectada por meio 
dos marcadores biológicos referidos no Quadro 2, também são considerados de risco alto, 
independentemente da presença de fatores de estratificação. 
 
Pacientes que já apresentaram eventos vasculares, que foram submetidos a revascularização ou 
amputação não traumática de membros inferiores ou que tenham evidência de estenose arterial severa (> 
50%) em qualquer território vascular são considerados de risco muito alto. 
Avaliação do perfil lipídico: 
 
Tratamento: À exceção dos pacientes de risco baixo, pacientes de maior risco devem iniciar o uso de 
estatinas o mais cedo possível, se o LDL-c estiver acima da meta correspondente. O tipo e a potência da 
estatina devem adaptar-se à necessidade de redução inicial. Sabe-se que a resposta às estatinas é 
heterogênea; por isso, o paciente deve ser avaliado a cada 3 meses para garantir a manutenção das metas. 
 
 
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