diabetes
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Sintomático: 
Sintomas típicos e sintomas relacionados às 
complicações crônicas 
RESISTÊNCIA INSULÍNICA \uf0e0 acantose nígricans: 
 
 
 
 
 
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Critérios diagnósticos para o diabetes: 
 
Rastreamento: 
Se glicemia normal: rastrear a cada 3 anos. 
Se glicemia alterada: realizar a segunda medida. 
 
 
A confirmação do diagnóstico de DM requer repetição dos exames alterados, idealmente o mesmo exame 
alterado em segunda amostra de sangue, na ausência de sintomas inequívocos de hiperglicemia.3 Pacientes com 
sintomas clássicos de hiperglicemia, tais como poliúria, polidipsia, polifagia e emagrecimento, devem ser 
submetidos à dosagem de glicemia ao acaso e independente do jejum, não havendo necessidade de confirmação 
por meio de segunda dosagem caso se verifique glicemia aleatória \u2265 200 mg/dL. 
 
 
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Neuropatia diabética 
 
As neuropatias diabéticas (NDs) constituem as complicações crônicas mais prevalentes entre 
indivíduos com diabetes mellitus, afetando mais de 50% dos pacientes. 
Fatores de risco: 
O controle glicêmico é importante na prevenção e 
tratamento da neuropatia diabética. Segundo estudo do The 
Diabetes Control and Complications Research Group o controle 
glicêmico previne neuropatia diabética 
em diabéticos tipo 1. 
\uf0b7 n = 1441 
\uf0b7 Follow-up médio 6,5 anos 
\uf0b7 Múltiplas aplicações de insulina ou Bomba de 
insulina versus 1-2 aplicações de insulina 
 
Esse efeito protetor persiste por um longo período 
devido a memória metabólica. 
 
Apresentações clínicas e diagnóstico: 
A polineuroparia simétrica distal é a forma mais comum (75%) 
\uf0fc Primariamente sensorial 
\uf0fc Apresentação distal em membros inferiores, com ascendência proximal com o tempo 
\uf0fc Quando ultrapassa terço médio das pernas, pode afetar as mãos 
\uf0fc Envolvimento motor ocorre tardiamente naqueles com alterações sensoriais extensas 
\uf0b7 Controle glicêmico 
\uf0b7 Idade 
\uf0b7 Altura 
\uf0b7 Duração do diabetes 
 
 
 
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\u201cPSD é uma polineuropatia sensorimotora simétrica atribuível a alterações metabólicas e 
microvasculares como um resultado da exposição crônica à hiperglicemia (diabetes) e a 
covariáveis de risco cardiovascular\u201d 
 
 
Consequencia de polineuropatia sensitiva: Pé de Charcot. 
\uf0b7 Perda da sensibilidade protetora (LOPS) 
\uf0b7 Alteração dos pontos de pressão plantar 
\uf0b7 Microlesões cumulativas 
\uf0b7 Deformidades 
\uf0b7 Ulcerações 
Diagnóstico da neuropatia: 
\uf0b7 Sintomas clínicos 
\uf0b7 Testes sensoriais quantitativos 
\uf0b7 Testes para Neuropatia autonômica 
\uf0b7 Score de Michigan 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Quando encaminhar para neuro? \uf0e0 Quanto for de componente predominante motor, tiver assimetria e 
rápida progressão. 
Diagnóstico diferencial: Hipotireoidismo, deficiência vitamínica, alcoolismo, paraproteinemias, neuropatias 
hereditárias... 
Considerar na avaliação inicial excluir condições comuns: 
1) Hipotireoidismo: coleta de TSH 
2) Paraproteinemias: eletroforese de proteínas plasmáticas 
3) Deficiência de vitamina B12: dosagem de vitamina B12 
4) Consumo abusivo de álcool 
 
 
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Apresentação clínica da polineuropatia autonômica: 
\uf0fc Hipotensão postural 
\uf0fc Diminuição da variabilidade de frequência cardíaca 
\uf0fc Taquicardia de repouso 
\uf0fc Morte súbita (arritmias graves) 
\uf0fc Gastroparesia diabética (gastropatia) 
\uf0fc Enteropatia diabética (diarréia) 
\uf0fc Hipomotilidade colônica (constipação) 
\uf0fc Cistopatia diabética (bexiga neurogênica) 
\uf0fc Disfunção erétil 
\uf0fc Disfunção sexual feminina 
 
Melhor manejo: prevenção! 
1) Controle glicêmico precoce 
- Melhor validado em diabetes tipo 1 
- Menor magnitude de benefício em 
DM 2 (heterogeneidade) 
 2) Modificação de estilo de vida 
- Exercício (supervisionado aeróbico ou 
de resistência) 
- Padrões dietéticos saudáveis 
- Controle do peso corporal 
 
 
 
 
 
Manejo da dor neuropática: 
1° escolha são anticonvulsivangtes como pregabalina e gabapentina (mas não tem no SUS). 
2° escolha são os antidepressivos tricíclicos: amitriptilina, nortriptilina (tem pelo sus, mas ficar atento aos EA\u2019s) 
Opioides: tramadol, também é uma opção. 
 
O risco de precipitação da neuropatia 
hipoglicemia é significativo quando a 
taxa de declínio da HBa1c acontece 
muito rapidamente. 
 
 
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Doença Cardiovascular e Diabetes 
 
Acreditava-se que o risco de IAM em um diabético equivalia ao risco de IAM em pacientes sem 
diabetes, mas com infarto prévio. Essa hipótese era justificada fisiologicamente pelo fato de que havendo 
resistência insulínica já há processo de aterosclerose. Porém, em estudos mais recentes (2009), constatou-se 
que em pacientes dom DM2 o risco relativo de desfechos cardiovasculares foi 43% menor do que em pacientes 
sem DM2 com infarto prévio. Além disso, 80% dos diabéticos não têm doença coronariana. 
\u201cTer DM2 não significa ter alto risco cardiovascular!\u201d 
Fatores de risco para doença cardiovascular no DM2: 
\uf0b7 Idade: Homens acima de 35 anos e mulheres acima de 45 anos. 
\uf0b7 Gênero: mulheres têm maior risco. 
\uf0b7 HF de doença arterial prematura: em homens antes dos 55 anos e mulheres antes dos 65 anos. 
\uf0b7 Tabagismo. 
\uf0b7 Duração do diabetes: duração maior que 10 anos aumenta o risco. 
\uf0b7 Diminuição da TFG e microalbuminúria: representam dano endotelial. 
\uf0b7 NASH (esteato hepatite não alcoolica). 
\uf0b7 Apneia do sono. 
\uf0b7 Síndrome metabólica. 
Estratificando o risco: 
No paciente diabético, as calculadoras baseadas no ASCVD e em Framingham (escore de risco global) têm 
limitações. Por isso, a estratificação do risco cardiovascular baseia-se em: 
Fatores de estratificação: com qualquer um deles a pessoa já é alto risco. 
\uf0b7 Idade > 49 anos para homens e > 56 anos para mulheres; 
\uf0b7 Diabetes mellitus com duração superior a 10 anos; 
\uf0b7 História familiar prematura de doença cardiovascular; 
\uf0b7 Presença de síndrome metabólica (critérios da IDF); 
\uf0b7 Hipertensão arterial sistêmica tratada ou não tratada; 
 
 
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\uf0b7 Tabagismo atual; 
\uf0b7 Taxa de filtração glomerular estimada < 60 mL/min; 
\uf0b7 Albuminúria > 30 mg/g de creatinina; 
\uf0b7 Neuropatia autonômica cardiovascular; 
\uf0b7 Retinopatia diabética. 
Pacientes com diabetes, assintomáticos, com evidência de aterosclerose subclínica detectada por meio 
dos marcadores biológicos referidos no Quadro 2, também são considerados de risco alto, 
independentemente da presença de fatores de estratificação. 
 
Pacientes que já apresentaram eventos vasculares, que foram submetidos a revascularização ou 
amputação não traumática de membros inferiores ou que tenham evidência de estenose arterial severa (> 
50%) em qualquer território vascular são considerados de risco muito alto. 
Avaliação do perfil lipídico: 
 
Tratamento: À exceção dos pacientes de risco baixo, pacientes de maior risco devem iniciar o uso de 
estatinas o mais cedo possível, se o LDL-c estiver acima da meta correspondente. O tipo e a potência da 
estatina devem adaptar-se à necessidade de redução inicial. Sabe-se que a resposta às estatinas é 
heterogênea; por isso, o paciente deve ser avaliado a cada 3 meses para garantir a manutenção das metas. 
 
 
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