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MANUAL DE GESTÃO AMBIENTAL 
 
 
 
 
 
 
Sistema de Gestão Ambiental 
NP EN ISO 14001 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
APA – ADMINISTRAÇÃO DO PORTO DE AVEIRO, S.A. 
 
MGA - Manual de Gestão Ambiental – APA, S.A. – Versão 2 Capítulo 1-2/28 
SGA – NP EN ISO 14001 Setembro de 2007 
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ÍNDICE 
CAPÍTULO – PÁGINA 
1. POLÍTICA AMBIENTAL ...........................................................................................................1-3 
2. SOBRE O MANUAL DE GESTÃO AMBIENTAL ..................................................................2-4 
2.1. PROMULGAÇÃO..........................................................................................................................2-4 
2.2. OBJECTIVO ................................................................................................................................2-5 
3. APRESENTAÇÃO DA APA, S.A............................................................................................3-6 
3.1. A ADMINISTRAÇÃO DO PORTO DE AVEIRO – APA, S.A.............................................................3-6 
3.1.1. Enquadramento...................................................................................................................................3-6 
3.1.2. Área de Jurisdição .............................................................................................................................3-6 
3.1.3. Organização Administrativa e Recursos Humanos..................................................................3-7 
3.2. A COMUNIDADE PORTUÁRIA ......................................................................................................3-8 
3.3. INSTALAÇÕES PORTUÁRIAS ........................................................................................................3-8 
4. DESCRIÇÃO DO SISTEMA DE GESTÃO AMBIENTAL ....................................................4-11 
4.1. REQUISITOS GERAIS E ÂMBITO DO SGA.....................................................................................4-11 
4.2. POLÍTICA AMBIENTAL ..............................................................................................................4-12 
4.3. PLANEAMENTO.........................................................................................................................4-12 
4.3.1. Aspectos Ambientais .......................................................................................................................4-12 
4.3.2. Requisitos Legais e Outros............................................................................................................4-13 
4.3.3. Objectivos, Metas e Programa(s) ...............................................................................................4-14 
4.4. IMPLEMENTAÇÃO E OPERAÇÃO.................................................................................................4-15 
4.4.1. Recursos, Atribuições, Responsabilidades e Autoridade ...................................................4-15 
4.4.2. Competência, Formação e Sensibilização ...............................................................................4-17 
4.4.3. Comunicação......................................................................................................................................4-18 
4.4.4. Documentação ...................................................................................................................................4-19 
4.4.5. Controlo dos Documentos .............................................................................................................4-19 
4.4.6. Controlo Operacional .....................................................................................................................4-20 
4.4.7. Prevenção e Capacidade de Resposta a Emergências..........................................................4-21 
4.5. VERIFICAÇÃO ...........................................................................................................................4-22 
4.5.1. Monitorização e Medição...............................................................................................................4-22 
4.5.2. Avaliação da Conformidade .........................................................................................................4-23 
4.5.3. Não conformidades, Acções correctivas e Acções preventivas ........................................4-23 
4.5.4. Controlo dos Registos .....................................................................................................................4-24 
4.5.5. Auditoria Interna .............................................................................................................................4-25 
4.6. REVISÃO PELA GESTÃO ............................................................................................................4-26 
5. COLABORAÇÃO COM OUTRAS ENTIDADES ..................................................................5-27 
 
MGA - Manual de Gestão Ambiental – APA, S.A. – Versão 2 Capítulo 1-3/28 
SGA – NP EN ISO 14001 Setembro de 2007 
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1. POLÍTICA AMBIENTAL 
 
A APA – Administração do Porto de Aveiro, S.A., enquanto sociedade anónima de capitais 
exclusivamente públicos, tem por missão a exploração económica, conservação e 
desenvolvimento do Porto de Aveiro. Este será, no curto prazo, um dos portos mais dinâmicos 
e competitivos da Faixa Atlântica da Península Ibérica no transporte de curta e média 
distância e possuirá ainda um amplo pólo de desenvolvimento logístico e industrial. 
 
Ao mesmo tempo em que assume, com determinação, um papel relevante para o progresso da 
região em que se insere e da vasta comunidade que serve, esta Administração está também 
empenhada em constituir-se como indutora de práticas que respeitem o princípio do 
desenvolvimento sustentável e da preservação do meio ambiente. 
 
Assim, a Administração do Porto de Aveiro reafirma as suas responsabilidades ambientais e 
renova o compromisso da melhoria contínua, assente nos seguintes princípios: 
 
√ Promover a gestão racional e eficiente 
de recursos, nomeadamente, água e 
energia, com particular atenção para a 
redução dos consumos e para a 
utilização de energias renováveis; 
 
√ Prevenir a poluição e minimizar os 
impactes ambientais significativos 
associados às actividades desenvolvidas; 
 
√ Cumprir os requisitos legais aplicáveis 
à sua actividade e outros que a APA, 
S.A. subscreva; 
 
√ Estabelecer e rever periodicamente 
objectivos e metas, tendo em conta os 
aspectos ambientais significativos; 
 
√ Assegurar que os fornecedores, 
contratados e clientes cumprem os 
requisitos legais aplicáveis e outros 
estabelecidos em regulamentos 
internos; 
 
√ Promover o desenvolvimento pessoal e 
profissional dos colaboradores 
garantindo o seu empenho na gestão 
ambiental da empresa, desiderato que 
se estende a todos os operadores da 
Comunidade Portuária; 
 
√ Incentivar a Comunidade Portuária à 
melhoria constante do seu desempenho 
ambiental em todas as suas actividades, 
produtos e serviços; 
 
√ Cooperar e promover a comunicação 
com entidades externas, tais como 
instituições governamentais e do poder 
local, associações de defesa do 
ambiente e o público em geral; 
 
√ Divulgar a Política Ambiental 
adoptada a todos os que trabalham para 
a APA, S.A. ou em seu nome, mantendo-
a permanentemente acessível ao 
público. 
O Conselho de Administração disponibiliza os meios necessários para o pleno cumprimento das 
obrigações decorrentes da implementação do Sistema de Gestão Ambiental da APA, S.A., 
conforme a Norma NP EN ISO 14001. 
 
A Administração 
Dezembro de 2006 
 
 
MGA - Manual de Gestão Ambiental –APA, S.A. – Versão 2 Capítulo 2-5/28 
SGA – NP EN ISO 14001 Setembro de 2007 
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2.2. OBJECTIVO 
 
O Manual de Gestão Ambiental é o principal documento operacional do Sistema de Gestão Ambiental 
(SGA) da APA, S.A.. Por outro lado, assume-se como um elemento documentado que procura dar a 
conhecer o SGA a qualquer pessoa ou organização interessada ou afectada pelo desempenho 
ambiental da APA, S.A.. 
 
Contém a Política Ambiental da organização e descreve o SGA estabelecido, tendo como principal 
objectivo funcional constituir um permanente referencial para a aplicação e manutenção deste 
sistema. 
 
O Manual de Gestão Ambiental da APA, S.A. reflecte os requisitos da Norma Portuguesa “NP EN ISO 
14001:2004 – Sistemas de Gestão Ambiental – Requisitos e linhas de orientação para a sua 
utilização”, incluindo a Emenda 1:2006, e tem como objectivos: 
 
- Dar a conhecer a Política Ambiental da APA, S.A. a todos os colaboradores da organização; 
 
- Descrever o âmbito do Sistema de Gestão Ambiental; 
 
- Descrever os elementos essenciais do SGA da APA, S.A. e suas interacções; 
 
- Fornecer orientação sobre documentação relacionada; 
 
- Proporcionar a base documental para a realização de auditorias ao SGA; 
 
- Apresentar o SGA da APA, S.A. aos seus Clientes ou a outras partes interessadas para efeitos 
de demonstração da conformidade com os requisitos da norma de referência. 
 
 
 
 
 
MGA - Manual de Gestão Ambiental – APA, S.A. – Versão 2 Capítulo 3-6/28 
SGA – NP EN ISO 14001 Setembro de 2007 
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3. APRESENTAÇÃO DA APA, S.A. 
 
3.1. A ADMINISTRAÇÃO DO PORTO DE AVEIRO – APA, S.A. 
 
3.1.1. Enquadramento 
 
A APA – Administração do Porto de Aveiro, S.A. (APA, S.A.), é uma sociedade anónima de capitais 
exclusivamente públicos, que visa a exploração económica, conservação e desenvolvimento do porto 
de Aveiro. 
 
3.1.2. Área de Jurisdição 
 
A área de jurisdição da APA – Administração do Porto de Aveiro, S.A., abrangida pelos concelhos de 
Aveiro e Ílhavo, integra: 
 
A faixa da costa, dentro do limite da largura máxima legal do domínio público marítimo, 
compreendida entre o paralelo + 108 000 (cerca de 80 metros a sul do Molhe Sul) e 50 metros a 
norte do Molhe Norte; 
Os terraplenos afectos à exploração e de expansão do porto de Aveiro, que incluem o Terminal Sul, 
o Terminal Norte, o Terminal de Granéis Sólidos, o Terminal de Granéis Líquidos, o Terminal Roll-
On/Roll-Off e Contentores, o Porto de Pesca Costeira e o Porto de Pesca do Largo.; 
Os canais de navegação adjacentes aos terraplenos de exploração e expansão e respectivas margens, 
dentro do Domínio Público Marítimo: 
- No canal de Mira – situados a Norte da ponte da Barra; 
- No canal de S. Jacinto – situados a Sul do cais da Pedra; 
- No canal de Ílhavo – situados a Norte da ponte da EN 109-7; 
- No canal principal de navegação, no concelho de Aveiro – a poente do vértice nascente da 
marinha Moleira; 
- Na cale do Espinheiro – situados a Sul de uma linha que une o vértice sul da marinha Garras 
e o vértice norte da marinha Cancela do Mar ou Cancela do Sudoeste. 
 
 
 
 
 
 
MGA - Manual de Gestão Ambiental – APA, S.A. – Versão 2 Capítulo 3-7/28 
SGA – NP EN ISO 14001 Setembro de 2007 
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3.1.3. Organização Administrativa e Recursos Humanos 
 
 
Organização 
A APA, S.A., enquanto sociedade anónima, é gerida por um Conselho de Administração, composto 
por um Presidente e dois Vogais, tendo, ainda, como órgãos sociais a Assembleia Geral e o Fiscal 
Único, cujas competências se encontram definidas pormenorizadamente nos estatutos publicados no 
Decreto-Lei n.º 339/98, de 3 de Novembro. 
 
Organicamente, a APA, S.A. encontra-se hierarquizada em 6 grandes áreas funcionais representadas 
esquematicamente em organigrama e que agregam um conjunto de serviços destinados a dar cabal 
cumprimento às atribuições funcionais de cada área de actividade, dispondo, ainda, esta 
Administração de 4 órgãos de assessoria e apoio à gestão. 
 
Decorrente da implementação do SGA, realça-se o enquadramento orgânico de um Responsável do 
Ambiente, nomeado pelo Conselho de Administração, bem como de um Grupo de Ambiente e de um 
Grupo de Auditores Ambientais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Recursos Humanos 
Ao nível de Recursos Humanos, a APA, S.A. detém, a 1 de Setembro de 2007, 121 trabalhadores. 
Esta Administração tem vindo, no âmbito da política marítimo-portuária, a alterar a sua forma de 
funcionamento e organização, assumindo funções predominantemente coordenadoras, 
MGA - Manual de Gestão Ambiental – APA, S.A. – Versão 2 Capítulo 3-8/28 
SGA – NP EN ISO 14001 Setembro de 2007 
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administrativas e fiscalizadoras e assegurando o papel de garante do interesse público. Assume-se, 
assim, uma indispensável aposta na formação de cada trabalhador, por forma não só a valorizar as 
suas actuais competências, mas igualmente a solidificar bases para a expansão de conhecimentos, 
potenciando a sua valorização profissional e pessoal. 
 
 
3.2. A COMUNIDADE PORTUÁRIA 
 
No porto de Aveiro interagem múltiplos agentes, que constituem a Comunidade Portuária. Esta 
divide-se em vários grupos dos quais se destacam, pela sua importância para o SGA, as entidades 
inspectoras e/ou fiscalizadoras; os agentes de navegação e respectiva associação; as empresas de 
estiva e a Associação de Trabalho Portuário (ETP) de Aveiro e, por fim, as empresas 
importadoras/exportadoras de mercadorias e transportes. 
 
A maioria destas entidades encontram-se interligadas no Sistema de Gestão Portuária (Centro de 
Despacho de Navios – CDN), tornando-o, cada vez mais, numa poderosa ferramenta de comunicação, 
permitindo a desburocratização e simplificação dos procedimentos que dizem respeito às operações 
portuárias. 
 
Na zona portuária existem também instalações privadas com contrato de concessão ou 
arrendamento, cuja ocupação se encontra autorizada pela Administração Portuária. Sem detrimento 
de outras licenças a que estas estejam obrigadas, estas entidades encontram-se sujeitas às 
recomendações e normas impostas pela APA, S.A., cabendo-lhes a responsabilidade do seu 
cumprimento integral. 
 
Importa ainda referir que o Terminal Sul se encontra concessionado à empresa Socarpor – Sociedade 
de Cargas Portuárias (Aveiro), S.A., a Lota e a Fábrica de Gelo, do Porto de Pesca Costeira, à 
Docapesca – Portos e Lotas, S.A. e a actividade de reboque de embarcações à empresa Tinita, 
Transportes e Reboques Marítimos, S.A., prevendo-se que o leque de concessões de serviço público 
venha a ser alargado nos próximos anos. 
 
 
3.3. INSTALAÇÕES PORTUÁRIAS 
 
O Edifício da sede da Administração do Porto de Aveiro, localiza-se no Forte da Barra, numa zona 
administrativa que inclui um conjunto de outros edifícios ocupados por entidades e empresas que 
MGA - Manual de Gestão Ambiental – APA, S.A. – Versão 2 Capítulo 3-9/28 
SGA – NP EN ISO 14001 Setembro de 2007 
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trabalham directamente com o porto de Aveiro. Para além destas áreas administrativas, existem 
ainda instalações de apoio à APA, S.A., tais como as oficinas, a garagem e o armazém. 
 
A fim de movimentar os diversos tipos de mercadorias, o porto de Aveiro dispõe de diferentes 
terminais vocacionados para carga geral, granéis sólidos, granéis líquidos, carga roll-on/roll-of, 
contentores e pescado. Em torno destes terminais existem ainda áreas complementares, tais como, 
a áreada ZALI – Zona de Actividades Logísticas e Industriais de Aveiro, a qual ocupará 130 hectares 
e disporá de 1.080 metros de cais de acostagem, com fundos à cota -12,00 m (Z.H.); a zona de 
depósito e venda de inertes; e as áreas ocupadas com os estaleiros navais. O acesso rodoviário às 
infra-estruturas portuárias será, a breve prazo, complementado com o acesso ferroviário. 
 
Terminal Norte – Dispõe de um cais acostável de 1150 metros de comprimento, fundos à cota de 
–12,00 m (Z.H.) e 360 000 m2 de terraplenos. 
A área de armazenagem a coberto é constituída por oito armazéns, sendo dois deles para recepção e 
armazenagem de cimento a granel, bem como uma unidade de ensacamento. 
Este terminal encontra-se vocacionado para a movimentação de carga geral, tendo como perfil de 
mercadorias: cimento, cereais, pasta de papel, perfilados metálicos, aglomerados de madeira e 
argilas. 
 
Terminal Roll-On/Roll-Of e Contentores– Este terminal consta de um cais com 450 metros de 
comprimento, fundos à cota de –12, 00 m (Z.H.), 138 000 m2 de terraplenos devidamente equipados 
para instalações de serviços de valor acrescentado . 
 
Terminal Sul – A exploração comercial da operação neste terminal encontra-se concessionada, em 
regime de serviço público, à empresa Socarpor – Sociedade de Cargas Portuárias (Aveiro), S.A.. 
Trata-se da instalação portuária mais próxima da cidade de Aveiro. Dispõe de um cais acostável com 
400 metros de comprimento, fundos à cota de –7,00 m (Z.H.) e cerca de 47 000 m2 de terraplenos. 
A área de armazenagem a coberto é constituída por um telheiro e três armazéns, sendo dois deles 
para recepção e armazenagem de cimento a granel. 
Este terminal movimenta sobretudo produtos metalúrgicos, cimento, pasta de papel e produtos 
agro-alimentares. 
 
Terminal de Granéis Líquidos – Terminal especializado, destina-se exclusivamente ao tráfego de 
granéis líquidos. Oferece 6 postos de acostagem: 3 postos à cota –12,00 m (Z.H.) e outros 3 à cota 
-7,00 m (Z.H.). As suas instalações são exploradas por diversas entidades privadas que se dedicam à 
MGA - Manual de Gestão Ambiental – APA, S.A. – Versão 2 Capítulo 3-10/28 
SGA – NP EN ISO 14001 Setembro de 2007 
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movimentação de produtos químicos (cloreto de vinilo, anilinas, MDI, metanol, etc.) produtos 
vitivinícolas, produtos petrolíferos e biodiesel. 
 
Terminal de Granéis Sólidos – este terminal dispõe de 750 metros de cais, com fundos à cota de 
–12,00 m (Z.H.), estando 450 metros dedicados a granéis diversos e 300 metros direccionados para o 
segmento agro-alimentar. Este terminal oferece 151.000 m2 de terraplenos devidamente equipados 
para instalações de serviços de valor acrescentado. 
 
Porto de Pesca do Largo – Este terminal consta de uma regularização marginal na extensão de 
1950 m, à qual estão ligadas 18 pontes-cais com fundos à cota de – 7,00 m (Z.H.). 
Este sector serve fundamentalmente os armadores de pesca do largo e as indústrias de 
processamento de pescado. 
 
Terminal Especializado de Descarga de Pescado – Este terminal especializado encontra-se inserido 
no Porto de Pesca do Largo, tem 160 metros de comprimento e uma plataforma onde está 
implantado o edifício e restantes infra-estruturas necessárias ao funcionamento de uma unidade 
desta natureza. 
 
Porto de Pesca Costeira – Este sector dispõe de um conjunto de infra-estruturas terrestres e 
marítimas que permitem a descarga de pescado, efectuada por embarcações de pequeno porte que 
se dedicam à faina diária, assim como à armazenagem e comercialização desse mesmo pescado. 
A lota e a fábrica de gelo encontram-se concessionadas à empresa Docapesca, Portos e Lotas, S.A.. 
 
Porto de Abrigo para Pequena Pesca – Situado junto ao Porto de Pesca Costeira, consta de uma 
protecção marginal envolvente, à qual estão ligados dois passadiços flutuantes, com capacidade 
para 136 embarcações. 
As infra-estruturas terrestres incluem 1 edifício de apoio e 72 armazéns de aprestos. 
 
 
MGA - Manual de Gestão Ambiental – APA, S.A. – Versão 2 Capítulo 4-11/28 
SGA – NP EN ISO 14001 Setembro de 2007 
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4. DESCRIÇÃO DO SISTEMA DE GESTÃO AMBIENTAL 
 
4.1. REQUISITOS GERAIS E ÂMBITO DO SGA 
 
O SGA da APA, S.A., foi inicialmente implementado de acordo com os requisitos da norma de 
referência utilizada, a norma portuguesa NP EN ISO 14001:1999. Posteriormente, com a publicação 
da nova versão da Norma, este sistema transitou para a NP EN ISO 14001:2004 + Emenda 1:2006, 
adiante designada por NP EN ISO 14001, e a qual se baseia num modelo traduzido de acordo com a 
figura seguinte: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Na fase inicial, de definição do âmbito do SGA, considerou-se não haver interesse na exclusão de 
quaisquer das actividades desenvolvidas por esta Administração Portuária, nem de quaisquer áreas 
sob jurisdição portuária, pelo que o SGA foi concebido de modo a abranger a total actividade desta 
Administração em toda a sua área de jurisdição, conforme definida em 3.1.2. 
 
Assim, o SGA implementado tem como âmbito a “Exploração económica, conservação e 
desenvolvimento do Porto de Aveiro, incluindo toda a sua área de jurisdição”. 
 
 
 
 
 
Melhoria Contínua 
Revisão pela 
Gestão 
Política Ambiental
Planeamento
Verificação 
Implementação
e operação 
MGA - Manual de Gestão Ambiental – APA, S.A. – Versão 2 Capítulo 4-12/28 
SGA – NP EN ISO 14001 Setembro de 2007 
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4.2. POLÍTICA AMBIENTAL 
 
A Administração da APA, S.A. procedeu à revisão 
deste documento, tendo elaborado e aprovado, 
em 13 de Dezembro de 2006, a nova Política 
Ambiental. Esta encontra-se transcrita no 
Capítulo 1 – Página 3, deste Manual e expressa a 
posição do Conselho de Administração no que se 
refere ao relacionamento da empresa com o 
Ambiente. 
 
A Política Ambiental pode ser revista e alterada 
se o Conselho de Administração da APA, S.A., 
assim o entender. 
 
Considerando a importância que o SGA tem para a organização e para diferentes partes 
interessadas, a Política Ambiental é sempre disponibilizada por escrito ao público e é activamente 
comunicada a todos os colaboradores e público em geral. 
 
 
4.3. PLANEAMENTO 
 
4.3.1. Aspectos Ambientais 
 
A identificação e avaliação dos Aspectos e 
Impactes Ambientais da APA, S.A., constitui o 
primeiro passo na fase de planeamento do SGA. 
Este processo é realizado de acordo com um 
procedimento escrito (P01 – Aspectos 
Ambientais) e resulta no conhecimento 
permanente e actualizado dos Aspectos 
Ambientais Significativos das actividades, 
produtos e serviços que a APA, S.A. pode 
controlar e influenciar. Os aspectos ambientais, 
positivos ou negativos, são classificados de 
“A Gestão de topo deve definir a política 
ambiental da organização e garantir que, no 
âmbito definido para o seu sistema de gestão 
ambiental, esta política: 
a) é adequada à natureza, à escala e aos impactes 
ambientais das suas actividades, produtos ou 
serviços; 
b) inclui um compromisso de melhoria contínua e 
de prevenção da poluição; 
c) inclui um compromisso de cumprimento dos 
requisitos legais aplicáveis e de outros requisitos 
que a organização subscreva relativos aos seus 
aspectos ambientais; 
d) proporciona o enquadramento para estabelecer 
e rever os objectivos e metas ambientais; 
e) está documentada, implementada e mantida; 
f) é comunicada a todas as pessoas que trabalham 
para a organização ou em seu nome; e 
g) está disponível ao público. ” 
NP EN ISO 14001 
 
“A organização deveestabelecer, implementar e 
manter um ou mais procedimentos para: 
a) identificar os aspectos ambientais das suas 
actividades, produtos e serviços, no âmbito definido 
para o sistema de gestão ambiental, que pode 
controlar e aqueles que pode influenciar, tendo em 
consideração desenvolvimentos novos ou planeados, ou 
actividades, produtos e serviço novos ou modificados; 
e 
b) determinar os aspectos que têm ou podem ter 
impactes(s) significativo(s) sobre o ambiente (i.e. 
aspectos ambientais significativos). 
 A organização deve documentar esta informação e 
mantê-la actualizada. 
A organização deve assegurar que os aspectos 
ambientais significativos são tomados em consideração 
no estabelecimento, implementação e manutenção do 
seu sistema de gestão ambiental.” 
 NP EN ISO 14001 
MGA - Manual de Gestão Ambiental – APA, S.A. – Versão 2 Capítulo 4-13/28 
SGA – NP EN ISO 14001 Setembro de 2007 
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acordo com as suas características e podem estar ou ser: 
 
- decorrentes da normal laboração da APA, S.A., 
- induzidos por situações de emergência, 
- associados a futuros projectos ou actividades, 
- passivos ambientais resultantes de práticas passadas e já inexistentes, 
- indirectamente gerados por actividades que a APA, S.A. não pode controlar mas apenas 
influenciar. 
 
A sua significância é definida em função de uma metodologia rigorosa, baseada em critérios 
objectivos tais como forma de controlo e impacte ou efeito no meio ambiente. 
 
Por último, é de particular relevância o facto de qualquer colaborador da APA, S.A., ou outra parte 
interessada, poder contribuir para a identificação de novos aspectos ambientais a tratar no âmbito 
do SGA. 
 
 
4.3.2. Requisitos Legais e Outros 
 
A importância fundamental para a APA, S.A. 
de conhecer e cumprir todos os requisitos 
legais e outros que a organização subscreva, 
justifica a existência de um procedimento 
documentado (P02 – Requisitos Legais e 
Outros) que permite em qualquer altura 
evidenciar de forma sistemática o 
conhecimento e cumprimento destes 
requisitos. 
 
Os requisitos legais aplicáveis apresentam-se agrupados por descritores ambientais, de modo a 
facilitar a sua associação /aplicação aos aspectos ambientais. 
 
A execução deste procedimento considera como fontes de informação o Diário da República, I e II 
Séries, bem como o Jornal Oficial da União Europeia e implica uma colaboração estreita entre a 
Assessoria Jurídica e o Responsável de Ambiente da APA, S.A.. 
 
“A organização deve estabelecer, implementar e 
manter um ou mais procedimentos para: 
a) identificar e ter acesso aos requisitos legais 
aplicáveis e a outros requisitos que a organização 
subscreva, relacionados com os seus aspectos 
ambientais; e 
b) determinar como estes requisitos se aplicam aos 
seus aspectos ambientais. 
A organização deve assegurar que estes requisitos 
legais aplicáveis e outros requisitos que a organização 
subscreva são tomados em consideração no 
estabelecimento, implementação e manutenção do 
seu sistema de gestão ambiental.” 
NP EN ISO 14001 
MGA - Manual de Gestão Ambiental – APA, S.A. – Versão 2 Capítulo 4-14/28 
SGA – NP EN ISO 14001 Setembro de 2007 
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4.3.3. Objectivos, Metas e Programa(s) 
 
Os Objectivos e Metas ambientais da APA, 
S.A., são definidos por um conjunto de 
colaboradores, de diferentes áreas 
funcionais da empresa, integrados no 
Grupo de Ambiente. Os diferentes 
Objectivos e Metas são definidos tendo em 
consideração a Política Ambiental, 
incluindo os compromissos relativos à 
prevenção da poluição, ao cumprimento 
dos requisitos legais, e outros, aplicáveis à 
APA, S.A. e à melhoria contínua. Tem 
ainda em conta os aspectos ambientais 
significativos, bem como os requisitos 
legais aplicáveis e outros requisitos que 
tenham sido subscritos pela empresa. São 
também considerados os pareceres das partes interessadas, os requisitos financeiros, operacionais e 
de negócios. 
 
A prossecução dos Objectivos e Metas aprovados constitui um instrumento de planeamento 
fundamental no sentido da melhoria contínua e da prevenção da poluição. Dada a sua importância, 
estes são definidos para as funções e níveis pertinentes, estão documentados no Programa de Gestão 
Ambiental e são, no âmbito deste Programa, objecto de aprovação pela Administração. 
 
O Grupo de Ambiente concretiza ainda no Programa de Gestão Ambiental as diferentes acções a 
desenvolver pela empresa para atingir os seus Objectivos e Metas, sendo definidos os prazos, as 
responsabilidades, os recursos humanos, materiais, tecnológicos e financeiros e os pareceres, caso 
existam, de partes interessadas. 
 
O Programa de Gestão Ambiental é aprovado pela Administração e pode ser revisto em qualquer 
momento, mediante proposta do Grupo de Ambiente, sempre que o aparecimento ou alteração de 
qualquer uma das circunstâncias que estão na base da elaboração deste Programa justifique a sua 
revisão. 
 
“A organização deve estabelecer, implementar e manter 
objectivos e metas ambientais documentados, a todos os 
níveis e funções relevantes dentro da organização. 
Os objectivos e metas devem ser mensuráveis, sempre que 
possível, e consistentes com a política ambiental, incluindo os 
compromissos relativos à prevenção da poluição, ao 
cumprimento dos requisitos legais aplicáveis e outros 
requisitos que a organização subscreva, e à melhoria contínua. 
Ao estabelecer e rever os seus objectivos e metas, a 
organização deve ter em conta os requisitos legais e outros 
requisitos que a organização subscreva, e os seus aspectos 
ambientais significativos. Deve também considerar as suas 
opções tecnológicas e os seus requisitos financeiros, 
operacionais e de negócio, bem como, os pontos de vista das 
partes interessadas. 
Para atingir os seus objectivos e metas, a organização deve 
estabelecer, implementar e manter um ou mais programas. 
Este(s) programas(s) deve(m) incluir: 
a) a designação das responsabilidades para atingir os 
objectivos e metas, aos níveis e funções relevantes da 
organização; e 
b) os meios e prazos de realização. 
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MGA - Manual de Gestão Ambiental – APA, S.A. – Versão 2 Capítulo 4-15/28 
SGA – NP EN ISO 14001 Setembro de 2007 
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Apesar de alguns Objectivos poderem ter como prazo limite de cumprimento, um período superior a 
um ano, o Programa de Gestão Ambiental é contudo revisto e actualizado anualmente. 
 
O Responsável de Ambiente da APA, S.A. acompanha a execução deste programa, devendo 
comunicar à Administração qualquer desvio ao seu cumprimento, bem como por desencadear 
qualquer correcção, acção correctiva ou preventiva de acordo com o procedimento P11 – Não 
Conformidade, Acções Correctiva e Preventiva. 
 
 
 
 
4.4. IMPLEMENTAÇÃO E OPERAÇÃO 
 
4.4.1. Recursos, Atribuições, Responsabilidades e Autoridade 
 
A APA, S.A. estabeleceu em procedimento 
escrito, P03 – Estrutura e Responsabilidade, 
a forma de definir, documentar e 
comunicar as funções, responsabilidades e 
as autoridades dos colaboradores 
envolvidos no SGA de forma a facilitar a sua 
eficácia. 
 
A Direcção Administrativa e Financeira da 
APA, S.A. é responsável pela elaboração de 
um Manual de Responsabilidades, onde são 
claras as funções/atribuições, 
responsabilidades e autoridades de todos os 
seus colaboradores, em particular em 
relação ao SGA. 
 
Este documento é aprovado pela 
Administração e é mantido actualizado pela 
DAF, que tem também a responsabilidade 
de comunicar aos colaboradores o seu conteúdo.“A Gestão deve garantir a disponibilidade dos recursos 
indispensáveis para estabelecer, implementar, manter 
e melhorar o sistema de gestão ambiental. Estes 
recursos incluem os recursos humanos e aptidões 
específicas, as infra-estruturas da organização e os 
recursos tecnológicos e financeiros. 
As atribuições, as responsabilidades e a autoridade 
devem ser definidas, documentadas e comunicadas, de 
forma a proporcionar uma gestão ambiental eficaz. 
A Gestão de topo da organização deve nomear um ou 
mais representantes específicos que, 
independentemente de outras responsabilidades, 
deve(m) ter atribuições, responsabilidades e autoridade 
definidas, para: 
a) assegurar que o sistema de gestão ambiental é 
estabelecido, implementado e mantido, em 
conformidade com os requisitos da presente Norma; 
b) relatar à Gestão de topo o desempenho do sistema 
de gestão ambiental, para efeitos de revisão, incluindo 
recomendações para melhoria.” 
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A estrutura funcional e orgânica da APA, S.A. pode ser vista e claramente entendida no Organigrama 
também existente no Manual de Responsabilidades da empresa. 
 
A entrada de um novo colaborador merece também no âmbito do SGA uma atenção particular, 
nomeadamente através de um processo de acolhimento que visa integrar qualquer novo colaborador 
no sistema de gestão em funcionamento. 
 
No que se refere especificamente à função Ambiente, a existência de um SGA implementado e em 
funcionamento implica necessariamente o envolvimento de todos os colaboradores num esforço 
contínuo e sem o qual todo o sistema fica esvaziado de conteúdo ou sentido. Contudo, algumas 
funções assumem particular importância e merecem um destaque, nomeadamente: 
 
- Existe um vogal do Conselho de Administração directamente incumbido e responsável pelo 
acompanhamento de todo o SGA, 
 
- Existe uma área de Ambiente, na dependência da DGEA – Direcção de Gestão de Espaços e 
Ambiente, que é responsável por: 
 
- Garantir a melhoria da qualidade do ambiente na área portuária; 
- Assegurar o cumprimento das normas legais aplicáveis; 
- Acompanhar e promover ao nível ambiental os estudos, projectos e obras da 
APA, S.A.; 
- Acompanhar e promover ao nível ambiental as actividades portuárias; 
- Produzir e divulgar a informação necessária ao cumprimento das normas 
ambientais aplicáveis e ao conhecimento do estado do ambiente na sua área de 
jurisdição, etc. 
 
- A Administração nomeou um Responsável de Ambiente, como representante específico da 
Administração para o SGA. Este elemento, independentemente de outras responsabilidades, 
tem funções, responsabilidades e autoridade definidas para: 
 
- assegurar que o SGA é estabelecido, implementado e mantido, em conformidade 
com os requisitos da Norma NP EN ISO 14001; 
- relatar à Administração o desempenho do Sistema de Gestão Ambiental, para 
revisão, ou como base para a melhoria do mesmo. 
 
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- Por último destaca-se a existência de um órgão de carácter consultivo, o Grupo de 
Ambiente, que sendo constituído por colaboradores de reconhecido mérito e experiência nas 
suas áreas de actividade dentro da APA, S.A., contribui para a elaboração, discussão e 
análise de vários assuntos de carácter ambiental. 
 
 
4.4.2. Competência, Formação e Sensibilização 
 
A APA, S.A. utiliza um procedimento escrito, 
P04 – Formação, Sensibilização e 
Competência, de forma a assegurar que são 
periodicamente identificadas as necessidades 
de formação e que todo o pessoal cujo 
trabalho possa ter um impacte ambiental 
significativo tem formação adequada e possui 
competência. 
 
Este procedimento permite identificar 
periodicamente as necessidades de formação 
de todos os colaboradores da APA, S.A., com 
base nas quais é elaborado o plano de 
formação anual, aprovado pela 
Administração. 
 
Todas as formações, de carácter interno ou 
externo, são alvo de um registo em suporte 
próprio. Sempre que aplicável, é avaliada a 
eficácia das acções de formação que os 
colaboradores da APA, S.A. frequentam. 
 
O Manual de Responsabilidades da empresa também apresenta os requisitos mínimos para o 
desempenho de determinada função, em especial no que diz respeito a questões de carácter 
ambiental. 
 
 
“A organização deve assegurar que qualquer pessoa 
que execute tarefas para a organização ou em seu 
nome, que tenham potencial para causar impacte(s) 
ambiental(is) significativo(s) identificado(s) pela 
organização, é competente com base numa 
adequada escolaridade, formação ou experiência. 
A organização deve manter os registos associados. 
A organização deve identificar as necessidades de 
formação associadas aos seus aspectos ambientais e 
ao seu sistema de gestão ambiental. A organização 
deve providenciar formação ou desenvolver outras 
acções para responder a estas necessidades, e deve 
manter os registos associados. 
A organização deve estabelecer, implementar e 
manter um ou mais procedimentos para as pessoas 
que trabalham para a organização ou em seu nome, 
estarem sensibilizadas para: 
a) a importância da conformidade com a política 
ambiental, os procedimentos e os requisitos do 
sistema de gestão ambiental; 
b) os aspectos ambientais significativos e impactes 
relacionados, reais ou potenciais, associados ao seu 
trabalho, e para os benefícios ambientais 
decorrentes da melhoria do seu desempenho 
individual; 
c) as suas atribuições e responsabilidades para 
atingir a conformidade com os requisitos do sistema 
de gestão ambiental; e 
d) as consequências potenciais de desvios aos 
procedimentos especificados.” 
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O esforço de formação dos recursos humanos da APA, S.A. acompanha o normal desenvolvimento da 
organização e do seu desempenho ambiental. 
 
 
 
4.4.3. Comunicação 
 
A APA, S.A. desenvolveu e mantém um procedimento 
documentado, P05 – Comunicação, que visa assegurar 
internamente a comunicação ao nível do SGA, bem 
como assegurar a comunicação externa, quando 
relevante, a partes interessadas. 
 
Este procedimento define todas as formas de 
comunicação interna existentes na APA, S.A. que são 
utilizadas no âmbito do seu SGA e descreve o 
processo de recepção de uma comunicação externa 
de parte interessada, respectivo encaminhamento 
interno e resposta, quando a comunicação externa 
seja considerada relevante. 
 
Para além de toda a informação relevante, a APA, S.A. definiu mecanismos simplificados para 
disponibilizar a qualquer parte interessada, informação em relação aos aspectos ambientais 
significativos da organização e à Política Ambiental da empresa. 
 
Também a interface com os órgãos de comunicação social merece uma atenção especial, devendo 
ser veiculada pelo Presidente do Conselho de Administração ou pessoa por este designada para o 
efeito. 
 
Esta forma de estar e de comunicar é prova da relevância assumida quer a nível interno, quer a 
nível externo da comunicação enquanto mecanismo indissociável da eficácia e visibilidade da gestão 
ambiental na APA, S.A.. 
 
 
 
 
 
“No que se refere aos seus aspectos 
ambientais e ao seu sistema de gestão 
ambiental, a organizaçãodeve estabelecer, 
implementar e manter um ou mais 
procedimentos para: 
a) comunicação interna entre os diversos níveis 
e funções da organização; 
b) receber, documentar e responder a 
comunicações relevantes de partes 
interessadas externas. 
A organização deve decidir acerca da 
comunicação externa sobre os seus aspectos 
ambientais significativos e deve documentar a 
sua decisão. Se a organização decidir 
comunicar, deve estabelecer e implementar 
(um) método(s) para esta comunicação 
externa.” 
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4.4.4. Documentação 
 
O presente Manual de Gestão Ambiental descreve 
os elementos essenciais do SGA implementado na 
APA, S.A. e suas interacções, incluindo o âmbito 
do sistema, fornecendo também orientação sobre 
documentação relacionada. Pretende-se desta 
forma que exista sempre um referencial 
documentado e actualizado do SGA em vigor na 
organização. 
 
A responsabilidade da elaboração, revisão e 
distribuição deste manual é do Responsável de 
Ambiente, competindo à Administração a sua 
aprovação. 
 
 
 
4.4.5. Controlo dos Documentos 
 
Os documentos estabelecem, no âmbito de um 
SGA, situações de referência para a 
organização ou a forma de se realizar alguma 
actividade. 
 
De modo a controlar toda a documentação do 
SGA, a APA, S.A. mantém um procedimento 
documentado: P07 – Controlo de Documentos. 
Este procedimento tem como objectivo 
assegurar que todos os documentos 
relacionados com o SGA podem ser localizados, 
são periodicamente analisados e revistos, são 
emitidos, distribuídos e conservados de forma 
controlada. 
 
“A documentação do sistema de gestão 
ambiental deve incluir: 
a) a política ambiental, os objectivos e metas; 
b) uma descrição do âmbito do sistema de gestão 
ambiental; 
c) uma descrição dos principais elementos do 
sistema de gestão ambiental e suas interacções, 
e referências a documentos relacionados; 
d) documentos, incluindo registos, requeridos 
por esta Norma; e 
e) documentos, incluindo registos, definidos 
como necessários pela organização para 
assegurar o planeamento, a operação e o 
controlo eficazes dos processos relacionados com 
os seus aspectos ambientais significativos.” 
 
NP EN ISO 14001 
“Os documentos requeridos pela sistema de gestão 
ambiental e pela presente Norma devem ser 
controlados. Os registos são um tipo específico de 
documentos e devem ser controlados de acordo 
com os requisitos constantes em 4.5.4. 
A organização deve estabelecer, implementar e 
manter um ou mais procedimentos para: 
a) aprovar os documentos quanto à sua adequação 
antes da respectiva emissão; 
b) rever e actualizar, conforme necessário, e 
reaprovar os documentos; 
c) assegurar que são identificadas as alterações e o 
estado actual da revisão dos documentos; 
d) assegurar que as versões relevantes dos 
documentos aplicáveis estão disponíveis nos locais 
de utilização; 
e) assegurar que os documentos permanecem 
legíveis e facilmente identificáveis; 
f) assegurar que os documentos de origem externa 
definidos pela organização como necessários ao 
planeamento e operação do sistema de gestão 
ambiental são identificados e a sua distribuição 
controlada; e 
g) prevenir a utilização involuntária de documentos 
obsoletos, e identificá-los devidamente caso estes 
sejam retidos por qualquer motivo.” 
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Da documentação controlada fazem parte, ao nível da documentação interna, a política ambiental, 
este manual de gestão ambiental e outros manuais, procedimentos, programas, planos, instruções 
de trabalho e modelos. Para além destes, existe ainda documentação externa à APA, S.A. que pela 
sua importância merece o mesmo tipo de controlo. 
 
A gestão destes documentos utiliza metodologias de codificação para facilitar a sua referência. Por 
outro lado a APA, S.A. mantém a documentação controlada tanto ao nível do papel impresso, como 
ao nível de documentação existente apenas em suporte digital. 
 
 
4.4.6. Controlo Operacional 
 
Através do procedimento P08 – Controlo 
Operacional, é possível identificar e planear as 
actividades associadas aos aspectos ambientais 
significativos da APA, S.A., incluindo a 
manutenção, de forma a garantir que estas são 
realizadas de forma controlada. 
 
Para todas as operações e actividades 
associadas a aspectos ambientais classificados 
como significativos, incluindo, entre outras, as 
operações de manutenção, a organização 
define um procedimento específico de controlo 
operacional. 
 
Sempre que a inexistência de procedimentos documentados possa conduzir a desvios da política 
ambiental, objectivos e metas da APA, S.A., é utilizada uma Instrução de Trabalho de Controlo 
Operacional para a respectiva operação ou actividade. Se este procedimento específico não ficar 
documentado, então é acompanhada a implementação de práticas que garantam o desenvolvimento 
destas operações ou actividades de forma controlada. 
 
Estas Instruções de Trabalho de Controlo Operacional devem conter, sempre que aplicável: 
- critérios operacionais de forma a que sejam claras as situações de desvio à situação de 
referência desejada; 
“A organização deve identificar e planear as 
operações que estão associadas aos aspectos 
ambientais significativos identificados, consistentes 
com a sua política ambiental e os seus objectivos e 
metas, de forma a garantir que estas operações são 
realizadas sob condições especificadas: 
a) estabelecendo, implementando e mantendo um ou 
mais procedimentos documentados para controlar as 
situações onde a sua inexistência possa conduzir a 
desvios à política ambiental e aos objectivos e metas; 
b) definindo critérios operacionais no(s) 
procedimento(s); e 
c) estabelecendo, implementando e mantendo 
procedimentos relacionados com os aspectos 
ambientais significativos identificados dos bens e 
serviços utilizados pela organização, e comunicando 
os procedimentos e requisitos aplicáveis aos 
fornecedores, incluindo subcontratados.” 
 
NP EN ISO 14001 
MGA - Manual de Gestão Ambiental – APA, S.A. – Versão 2 Capítulo 4-21/28 
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- figuras, desenhos, fluxogramas e outros elementos de carácter gráfico para facilitar o seu 
entendimento e execução. 
 
 
4.4.7. Prevenção e Capacidade de Resposta a Emergências 
 
A estrutura formal de gestão da segurança é 
bastante completa e documentada, de acordo 
com as particularidades e responsabilidades de 
uma entidade como a APA, S.A., existindo uma 
Divisão de Segurança, com competências no 
âmbito da segurança das instalações e resposta a 
emergências, e um Departamento de Pilotagem, 
responsável pela prevenção no âmbito da 
segurança da navegação. 
 
De forma a que a prevenção e capacidade de 
resposta a emergências já existente possa 
também assegurar a prevenção e redução dos 
impactes ambientais que lhe estão associados, a APA, S.A. desenvolveu e mantém um procedimento 
documentado – P09 - Prevenção e Capacidade de Resposta a Emergências, onde é feita a interface 
entre segurança e ambiente. 
 
Esta interface com a Divisão de Segurança e Departamento de Pilotagem é particularmente 
importante ao nível de: 
 
- Identificação de impactes ambientais decorrentes de potenciais acidentes ou situaçõesde 
emergência; 
- Colaboração nos procedimentos de prevenção e nas acções de resposta a estas situações, de 
forma a prevenir e reduzir os impactes ambientais inerentes; 
- Apoio nas práticas de revisão e actualização de documentação; 
- Registo de ocorrência de situações de emergência ou acidente; 
- Apoio no planeamento e realização de acções de simulacro. 
 
 
 
“A organização deve estabelecer, implementar e 
manter um ou mais procedimentos para 
identificar as situações de emergência potenciais 
e os acidentes potenciais que podem ter (um) 
impacte(s) no ambiente, e como dar resposta a 
estas situações. 
A organização deve responder às situações de 
emergência e aos acidentes reais, e prevenir ou 
mitigar os impactes ambientais adversos 
associados. 
A organização deve examinar periodicamente e, 
quando necessário, rever os seus procedimentos 
de preparação e resposta a emergências, em 
particular após a ocorrência de acidentes ou 
situações de emergência. 
A organização deve ainda testar periodicamente 
tais procedimentos, sempre que praticável.” 
 
 NP EN ISO 14001 
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4.5. VERIFICAÇÃO 
 
4.5.1. Monitorização e Medição 
 
A APA, S.A. mantém, de acordo o com 
procedimento documentado P10 - 
Monitorização e Medição, formas 
específicas e documentadas que 
permitem monitorizar e medir 
periodicamente as características das 
suas operações e actividades com um 
impacte significativo no ambiente. 
 
É feita uma distinção importante entre 
o conceito de monitorização, ou seja a utilização de técnicas instrumentais para obtenção de 
valores relativos a uma qualquer característica ambiental, como ruído ou poluentes em águas, e o 
conceito de medição, entendido como o acompanhamento de uma qualquer característica ambiental 
com recurso a metodologias de carácter numérico, contabilístico, observação directa e registo, por 
exemplo. 
 
Quer ao nível da monitorização como da medição, são estabelecidos indicadores ambientais que 
relacionam as características de carácter ambiental com outros elementos de gestão da APA, S.A., 
de forma a acompanhar a evolução do desempenho ambiental da organização. Estes indicadores são 
também utilizados para acompanhar o desempenho dos controlos operacionais relevantes e a 
conformidade com os objectivos e metas ambientais da organização. 
 
A monitorização ou medição ambiental de parâmetros relevantes para o SGA, que implique a 
utilização de equipamentos sujeitos a calibração ou manutenção, é feita recorrendo, por um lado, a 
fornecedores externos e, por outro lado, internamente. Assim, no primeiro caso a garantia de 
operacionalidade de equipamentos é solicitada aos prestadores deste tipo de serviço e os 
respectivos registos mantidos de acordo com o procedimento existente na APA, S.A. e já 
apresentado neste documento. No segundo caso é a APA, S.A. que mantém a sua operacionalidade 
de acordo com as regras do seu SGA. 
 
“A organização deve estabelecer, implementar e manter 
um ou mais procedimentos para monitorizar e medir, de 
uma forma regular, as características principais das suas 
operações que podem ter um impacte ambiental 
significativo. Este(s) procedimento(s) deve(m) incluir a 
documentação da informação para monitorizar o 
desempenho, os controlos operacionais aplicáveis e a 
conformidade com os objectivos e metas ambientais da 
organização. 
A organização deve assegurar que é utilizado equipamento 
de monitorização e medição calibrado ou verificado e que 
este é sujeito a manutenção, devendo manter os registos 
associados.” 
 
NP EN ISO 14001 
MGA - Manual de Gestão Ambiental – APA, S.A. – Versão 2 Capítulo 4-23/28 
SGA – NP EN ISO 14001 Setembro de 2007 
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4.5.2. Avaliação da Conformidade 
 
O cumprimento dos requisitos legais 
aplicáveis à APA, S.A., para além de 
especificamente controlado no âmbito da 
monitorização e medição, é também 
verificado sistematicamente em processo de 
auditoria interna. 
 
Para o efeito, é incluída no Programa Anual 
de Auditoria, uma auditoria específica para 
avaliação da conformidade dos requisitos 
legais e outros requisitos aplicáveis. 
 
A APA, S.A. procede à avaliação conjunta da conformidade dos requisitos legais e dos outros 
requisitos utilizando, como lista de verificação, uma cópia do ficheiro “Requisitos Legais e Outros – 
Avaliação de Conformidade”, o qual inclui todos os requisitos aplicáveis à APA, S.A. 
 
 
4.5.3. Não conformidades, Acções correctivas e Acções preventivas 
 
As não conformidades correspondem a 
situações de desvio de uma situação em 
relação a um referencial definido como, por 
exemplo, a Política Ambiental da APA, S.A., a 
documentação do seu SGA, a legislação 
aplicável ou a norma NP EN ISO 14001. 
 
Para sistematizar as responsabilidades e 
autoridade para investigar e tratar as não 
conformidades, tomar medidas para minimizar 
impactes causados, dar início e concluir 
acções correctivas ou preventivas, está 
estabelecido um procedimento documentado, 
“4.5.2.1 Em coerência com o seu compromisso de 
cumprimento, a organização deve estabelecer, 
implementar e manter um ou mais procedimentos 
para avaliar, periodicamente, a conformidade com os 
requisitos legais aplicáveis. 
A organização deve manter registos dos resultados 
das avaliações periódicas. 
4.5.2.2 A organização deve avaliar o cumprimento 
dos outros requisitos que subscreva. A organização 
poderá optar por combinar esta avaliação com a 
avaliação da conformidade legal referida em 4.5.2.1 
ou estabelecer um ou mais procedimentos separados. 
A organização deve manter registos dos resultados 
das avaliações periódicas.” 
NP EN ISO 14001 
A organização deve estabelecer, implementar e 
manter um ou mais procedimentos para tratar as não 
conformidades reais e potenciais e para implementar 
as acções correctivas e as acções preventivas. Este(s) 
procedimento(s) deve(m) definir requisitos para: 
a) a identificação e correcção da(s) não 
conformidade(s) e a implementação de acções para 
minimizar os seus impactes ambientais; 
b) a investigação da(s) não conformidade(s), a 
determinação da(s) sua(s) causa(s) e a 
implementação das acções necessárias para evitar a 
sua recorrência; 
c) a avaliação da necessidade de acções para 
prevenir não conformidade(s) e a implementação das 
acções apropriadas, destinadas a evitar a sua 
ocorrência; 
d) o registo dos resultados de acções correctivas e de 
acções preventivas implementadas; e 
e) a revisão da eficácia de acções correctivas e de 
acções preventivas implementadas. 
As acções implementadas devem ser adequadas à 
magnitude dos problemas e aos impactes ambientais 
identificados. 
A organização deve assegurar que são efectuadas 
todas as alterações necessárias à documentação do 
sistema de gestão ambiental.” 
NP EN ISO 14001 
MGA - Manual de Gestão Ambiental – APA, S.A. – Versão 2 Capítulo 4-24/28 
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P11 – Não Conformidade, Acções Correctiva e Preventiva. 
 
Este procedimento distingue entre não conformidades reais e potenciais, bem como entre as 
diferentes formas de as tratar, nomeadamente correcções, acções correctivas e acções preventivas. 
 
Um factor fundamental no tratamento de não conformidades é a identificação e actuação sobre a 
causa da sua ocorrência e a verificação da eficácia das medidas desencadeadas para a sua 
resolução. Pretende-secom esta metodologia evitar a ocorrência repetida da mesma não 
conformidade. 
 
Importa ainda salientar o facto de qualquer colaborador poder desencadear um tratamento de não 
conformidade, através da sua identificação e também o envolvimento possível de qualquer 
colaborador nas acções conducentes ao seu tratamento. 
 
Por último, é de referir que esta ferramenta do SGA permite também identificar e tratar eventuais 
oportunidades de melhoria, ainda que não estejam relacionadas com situações de não conformidade 
real ou potencial, as quais ficam registadas como observações. 
 
 
4.5.4. Controlo dos Registos 
 
Os registos de um SGA constituem a 
evidência objectiva da realização de uma 
qualquer actividade ou de uma 
determinada situação. 
 
A APA, S.A., definiu e mantém um 
procedimento, P12 – Controlo de 
Registos, com o objectivo de assegurar 
que todos os registos relacionados com o 
SGA estão identificados, compilados, organizados, podem ser localizados e, ainda, de estabelecer 
como são arquivados, mantidos e, por último, inutilizados. 
 
 
 
 
“A organização deve estabelecer e manter registos, na 
medida em que sejam necessários para demonstrar a 
conformidade com os requisitos do seu sistema ambiental 
e desta Norma, e para demonstrar os resultados obtidos. 
A organização deve estabelecer, implementar e manter 
um ou mais procedimentos para a identificação, o 
armazenamento, a protecção, a recuperação, a retenção 
e a eliminação dos registos. 
Os registos devem ser e manter-se legíveis, identificáveis 
e rastreáveis.” 
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4.5.5. Auditoria Interna 
 
As auditorias internas do ambiente constituem a 
mais importante forma de autocontrolar o 
funcionamento do SGA e são uma verdadeira 
alavanca da melhoria contínua. 
 
O procedimento P13 – Auditorias Internas permite 
planear e realizar auditorias internas, em 
intervalos definidos, para verificar a 
conformidade do SGA com os requisitos da norma 
NP EN ISO 14001 e sua eficácia. 
 
A exigência e complexidade da tarefa de realizar 
auditorias internas implica a existência de 
critérios claros para a qualificação de 
colaboradores ou pessoas externas à APA, S.A., 
como membros da Equipa Auditora que realiza 
este trabalho. Esta equipa utiliza metodologias 
próprias de auditoria e pugna sempre pela 
objectividade e isenção. 
 
A realização de auditorias internas ao SGA, ou sua parte, são sempre processos planeados e que 
podem envolver qualquer área ou colaborador da organização. Neste tipo de processo são 
identificadas não conformidades e observações, sendo elaborado um relatório de auditoria que 
também é objecto de divulgação interna. 
 
O sucesso das auditorias internas e a mais valia desta actividade é directamente proporcional, por 
um lado, à boa planificação das mesmas e, por outro, à colaboração de todos na sua execução, 
enquanto auditores ou auditados. 
 
“A organização deve assegurar que as auditorias 
internas ao sistema de gestão ambiental são 
realizadas em intervalos planeados para: 
a) Determinar se o sistema de gestão ambiental 
1) está em conformidade com as disposições 
planeadas para a gestão ambiental, incluindo os 
requisitos desta Norma; e 
2) foi adequadamente implementado e é 
mantido; e 
b) Fornecer à Gestão informações sobre os resultados 
das auditorias. 
O(s) programa(s) de auditorias deve(m) ser 
planeado(s), estabelecido(s), implementado(s) e 
mantidos(s) pela organização, tendo em conta a 
importância ambiental da(s) operação(ões) em 
questão e os resultados de auditorias anteriores. 
Devem ser estabelecidos, implementados e mantidos 
um ou mais procedimentos de auditoria de forma a 
considerar: 
- as responsabilidades e os requisitos para o 
planeamento e realização das auditorias, para relatar 
os resultados e para manter os registos associados; 
- a determinação de critérios, do âmbito, da 
frequência e dos métodos de auditoria. 
A selecção dos auditores e a realização de auditorias 
deve assegurar a objectividade e a imparcialidade do 
processo de auditoria.” 
NP EN ISO 14001 
MGA - Manual de Gestão Ambiental – APA, S.A. – Versão 2 Capítulo 4-26/28 
SGA – NP EN ISO 14001 Setembro de 2007 
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4.6. REVISÃO PELA GESTÃO 
 
A revisão do SGA da APA, S.A. é o último passo de 
um conjunto de fases já apresentadas no ponto 
4.1 deste Manual de Gestão Ambiental 
(Planeamento, Implementação e Operação, 
Verificação, Revisão pela Gestão) e traduz 
simultaneamente o fechar de um ciclo e o iniciar 
de um novo. É, consequentemente, um passo 
fundamental na prossecução do compromisso 
quanto à melhoria contínua. 
 
A revisão do SGA é um processo documentado, 
realizado pela Administração ao seu mais alto 
nível e com uma periodicidade mínima anual. 
Tem por objectivo permitir à Administração 
efectuar uma análise crítica do funcionamento do 
SGA, de forma a assegurar que continua 
adequado, suficiente e eficaz. 
 
Este processo de revisão é baseado num conjunto 
de informação preparado pelo Responsável de 
Ambiente. 
 
Esta informação deve necessariamente incluir: elementos que permitam avaliar o nível de execução 
dos diferentes Programas e Planos aprovados pela Administração, o estado das acções correctivas e 
preventivas, bem como as comunicações de partes externas interessadas; os resultados dos 
processos de auditoria; as acções de seguimento dos anteriores processos de revisão e informações 
relativas à alteração de circunstâncias, que influenciem o desempenho ambiental da APA, S.A. ou o 
funcionamento do SGA. Pode ainda englobar outros elementos que o Responsável de Ambiente ou o 
Grupo de Ambiente considerem relevantes para este processo. 
 
A Administração deve, no âmbito do processo de revisão, produzir um conjunto de orientações, 
fundamentadas sempre que possível, que permitam estabelecer os princípios orientadores de um 
novo ciclo funcional do SGA implementado. 
“A Gestão de topo deve rever o sistema de 
gestão ambiental em intervalos planeados, para 
assegurar a sua contínua adequação, suficiência 
e eficácia. Estas revisões devem incluir a 
avaliação de oportunidades de melhoria e a 
necessidade de alterações ao sistema de gestão 
ambiental, incluindo a política ambiental e os 
objectivos e metas ambientais. Devem ser 
mantidos registos das revisões pela Gestão. 
As entradas para as revisões pela Gestão devem 
incluir: 
a) os resultados das auditorias internas e 
avaliações de conformidade com os requisitos 
legais e com outros requisitos que a organização 
subscreva; 
b) as comunicações de partes interessadas 
externas, incluindo reclamações; 
c) o desempenho ambiental da organização; 
d) o grau de cumprimento dos objectivos e 
metas; 
e) o estados das acções correctivas e 
preventivas; 
f) as acções de seguimento resultantes de 
anteriores revisões pela Gestão; 
g) alterações de circunstâncias, incluindo 
desenvolvimentos nos requisitos legais e outros 
requisitos relacionados com os seus aspectos 
ambientais; e 
h) recomendações para melhoria. 
As saídas das revisões pela Gestão devem incluir 
quaisquer decisões e acções relativas a possíveis 
alterações da política ambiental, dos objectivos, 
das metas e de outros elementos do sistema de 
gestão ambiental, em coerência com o 
compromisso de melhoria contínua.” 
NP EN ISO 14001 
MGA - Manual de Gestão Ambiental – APA, S.A. – Versão 2 Capítulo 5-27/28 
SGA – NP EN ISO 14001 Setembro de 2007 
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O funcionamento de um Sistema de Gestão Ambiental, de acordo com a norma portuguesa NP EN ISO 
14001, é um esforço desenvolvido pela APA, S.A., em colaboração com diferentes intervenientes. 
 
Sendo um sistema de gestão desenvolvido e mantido de forma permanentemente orientada para um 
valor tão abrangente como o Ambiente, que não depende só da actividade da APA, S.A. e que 
extravasa o limite físico da sua área de jurisdição, são várias as situações que contam com a 
intervenção e colaboração de outras entidades, das quais importa destacar: 
 
Agência Portuguesa do Ambiente – responsável, ao nível nacional, pela gestão do ambiente, 
designadamente, nas áreas da qualidade do ar, avaliação de impacte ambiental, resíduos, prevenção 
de riscos graves, controlo integrado de poluição e educação ambiental. 
 
Autoridade de Saúde – responsável por determinar medidas de precaução para a minimização de 
efeitos do consumo de água, quando esta comporte riscos para a saúde humana. 
 
Câmaras Municipais (Aveiro e Ílhavo) – responsáveis pelo planeamento e ordenamento do território, 
incluindo a área portuária. Emitem parecer sobre projectos/obras de terceiros a licenciar na área de 
jurisdição da APA, S.A., abrangida pelos respectivos concelhos, e sobre os projectos de infra-
estruturas portuárias. Licenciam ainda o exercício de algumas actividades. 
 
Capitania do Porto de Aveiro – autoridade marítima local, interveniente no âmbito do Plano Mar 
Limpo em caso de poluição das águas marinhas, portos e estuários, por hidrocarbonetos e outras 
substâncias perigosas. Colabora, a pedido da APA, S.A. e no âmbito das suas atribuições, nas 
situações de emergência. Fiscaliza ainda o Domínio Público Marítimo. 
 
Centro Distrital de Operações de Emergência de Protecção Civil de Aveiro – entidade 
coordenadora regional em caso de emergência grave no Porto de Aveiro, sempre que as 
consequências de um eventual sinistro extravasem a área de jurisdição da APA, S.A.. 
 
Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDR-C) - responsável pela 
gestão da água na área de jurisdição portuária, procedendo ao licenciamento das captações de água 
e rejeições de águas residuais, e pela coordenação de alguns processos de Avaliação de Impacte 
Ambiental (AIA). Emite ainda pareceres relativos a diversas questões ambientais da sua 
competência, destacando-se a Reserva Ecológica Nacional e o ruído. 
MGA - Manual de Gestão Ambiental – APA, S.A. – Versão 2 Capítulo 5-28/28 
SGA – NP EN ISO 14001 Setembro de 2007 
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Comunidade Portuária – constituída por um vasto conjunto de entidades, associações e empresas 
que intervêm na actividade portuária, co-responsáveis pelos impactes ambientais resultantes da 
normal laboração do porto de Aveiro e que são influenciadas pelo SGA. Integram esta comunidade, 
entre outras, as entidades inspectoras, fiscalizadoras e/ou licenciadoras, os Agentes de Navegação e 
respectiva Associação, as Empresas de Estiva e Associação de Trabalho Portuário (ETP), os 
importadores/exportadores de mercadorias, as empresas de transporte de mercadorias, as empresas 
que detêm instalações privadas ou concessionadas no porto de Aveiro e as concessionárias de 
serviços públicos. 
 
Corporações de Bombeiros Voluntários – as Corporações de Bombeiros de Ílhavo e Aveiro (Velhos e 
Novos) são responsáveis pela intervenção em caso de acidente (resposta à emergência), mediante 
protocolo estabelecido entre estas entidades e a APA, S.A.. 
 
Fornecedores – entidades, devidamente licenciadas para as actividades que executam, envolvidas 
no esforço do SGA, nomeadamente empresas de gestão de resíduos, de avaliação de ruído, 
laboratórios de análises de águas, entre outras. 
 
Instituto da Conservação da Natureza (ICN) – emite parecer vinculativo sobre todos os projectos 
que se localizam na Zona de Protecção Especial (ZPE) da Ria de Aveiro. 
 
Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos (IPTM) – autoriza e controla, a nível nacional, as 
operações de dragagem e de imersão dos materiais dragados, no âmbito do disposto na Convenção 
de Oslo. Avalia e aprova os Planos de Recepção e Gestão de Resíduos dos portos, relativos aos 
resíduos originados nos navios ou provenientes das operações de carga. Realiza também as 
inspecções aos navios, no âmbito do Port State Control. 
 
Instituto Regulador de Águas e Resíduos (IRAR) – assegura, a nível nacional, a qualidade da água 
para consumo humano. 
 
Outras partes interessadas – há ainda um conjunto de outras entidades, como por exemplo Juntas 
de Freguesia, clubes náuticos, associações de defesa do ambiente e grupos de opinião que se 
interessam, ou são afectados, pelo desempenho ambiental da APA, S.A., nomeadamente naquilo que 
se refere à sua interacção com uma zona de elevado valor ambiental como é a Ria de Aveiro e que 
podem dar voz a interesses difusos de carácter ambiental.

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