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Olavo Bila c (no detal he) e seus colegas de Academia B rasileira de Letras, no Rio d e Janeiro, em foto d e 1901 Trichechus inungui, o peixe–boi da Amazônia, pode chegar aos 750kg e4,5 metros e vive entre as bacias dos rios Amazonas e Orinoco •• Matemática – Prismas e pirâmides pg. 02 •• Matemática – Sólidos circulares pg. 04 •• Física – Eletrodinâmica I pg. 06 •• Física – Eletrodinâmica II pg. 08 •• Português – Parnasianismo pg. 10 Prismas e pirâmides Prisma é um sólido geométrico delimitado por faces planas, no qual as bases se situam em planos paralelos. Quanto à inclinação das arestas laterais, os prismas podem ser retos ou oblíquos. Quanto à base, os prismas mais comuns estão mostrados na tabela: Seções de um prisma a) Seção transversal – a região poligonal obtida pela interseção do prisma com um plano paralelo às bases, sendo que esta região poligonal é congruente a cada uma das bases. b) Seção reta (seção normal) – É uma seção determinada por um plano perpendicular às arestas laterais. Princípio de Cavalieri – Consideremos um plano P sobre o qual estão apoiados dois sólidos com a mesma altura. Se todo plano paralelo ao plano dado interceptar os sólidos com seções de áreas iguais, então os volumes dos sólidos também serão iguais. Prisma regular É um prisma reto cujas bases são regiões poli- gonais regulares. Exemplos: Um prisma triangular regular é um 1. prisma reto cuja base é um triângulo equilátero. 2. Um prisma quadrangular regular é um prisma reto cuja base é um quadrado. 3. Um prisma é um sólido formado por todos os pontos do espaço localizados dentro dos planos que contêm as faces laterais e os planos das bases. As faces laterais e as bases formam a envoltória deste sólido. Esta envoltória é uma “superfície” que pode ser planificada no plano cartesiano. Tal planificação realiza-se como se cortássemos com uma tesoura esta envoltória exatamente sobre as arestas para obter uma região plana formada por áreas congruentes às faces laterais e às bases. A planificação é útil para facilitar os cálculos das áreas lateral e total. a) O volume de um prisma é dado por: V(prisma) = A(base).h b) A área lateral de um prisma reto que tem por base uma região poligonal regular de n lados é dada pela soma das áreas das faces laterais. Como nesse caso todas as áreas das faces laterais são iguais, basta tomar a área lateral como: A(lateral) = n . A(face lateral) – Uma forma alternativa para obter a área lateral de um prisma reto tendo como base um polígono regular de n lados é tomar P como o perímetro desse polígono e h como a altura do prisma. A(lateral) = P.h Aplicação Um prisma reto, de volume igual a 36cm3, tem como base um triângulo retângulo de hipotenusa igual a cm e como catetos números inteiros consecutivos, medidos em centímetros. Calcule, em centímetros, a altura H deste prisma. Solução: Catetos do triângulo: x, x + 1 x2 + (x + 1)2 = 13 , então x = 2. Logo os catetos são 2 e 3; Vp = Ab . H, então 36=3H, então H=12cm Cubo Um paralelepípedo retângulo com todas as arestas congruentes ( a= b = c) recebe o nome de cubo. Dessa forma, as seis faces são quadrados. Diagonais da base e do cubo Considere a figura a seguir: dc=diagonal do cubo db = diagonal da base Área lateral A área lateral AL é dada pela área dos quadrados de lado a: AL=4a 2 Área total A área total AT é dada pela área dos seis quadrados de lado a: AT=6a 2 Volume De forma semelhante ao paralelepípedo retângulo, o volume de um cubo de aresta a é dado por: V = a3 Paralelepípedo retângulo Seja o paralelepípedo retângulo de dimensões a, b e c da figura: Temos quatro arestas de medida a, quatro arestas de medida b e quatro arestas de medida c; as arestas indicadas pela mesma letra são paralelas. Diagonais da base e do paralelepípedo db = diagonal da base dp = diagonal do paralelepípedo Área lateral Sendo AL a área lateral de um paralelepípedo retângulo, temos: AL= ac + bc + ac + bc = 2ac + 2bc =AL = 2(ac + bc) 2 No próximo sábado, dia 8, às 17h, a UEA realiza o primeiro SIMULADÃO de 2007, com as disciplinas ministradas nos dois primeiros módulos: Português, Geografia e História. É uma oportunidade de você avaliar o aprendizado adquirido até agora e testar seus conhecimentos. Participe. A entrada é gratuita. Além disso, é uma chance para você tirar suas dúvidas com os próprios professores que ministraram as disciplinas. Ao término da prova, todas as questões serão analisadas por eles, e as respostas exibidas nos telões. Na página 11, você vai encontrar uma ficha que deve ser preenchida e entregue no dia do teste. O SIMULADÃO terá 30 questões, sendo 10 de Português e Literatura, 10 de História e 10 de Geografia. O gabarito oficial será publicado na Apostila número 23, que circula no próximo domingo, dia 16, encartada nos jornais Diário do Amazonas, O Estado do Amazonas, Jornal do Commercio e Amazonas em Tempo, podendo também ser acessado pelos sites e www.linguativa.com.br, onde você vai encontrar, também, números anteriores de apostilas e todas as informações sobre o Aprovar. Na contracapa desta apostila, você vai encontrar uma relação com os endereços das 13 escolas da capital onde será aplicado o SIMULADÃO. No interior, a prova será nos Núcleos e Centros da UEA e nas escolas que recebem regularmente as transmissões das aulas do Aprovar. Para os deficientes visuais, a prova será aplicada na Biblioteca Braille do Estado do Amazonas, instalada na Biblioteca Pública (Rua Barroso, 57, Centro). Mas é preciso agendar previamente com o sr. Gilson Pereira pelo telefone 3234-0588. Prepare-se e boa sorte! Sábado é dia de Simuladão Matemática Professor CLÍCIO Área total Planificando o paralelepípedo, verificamos que a área total é a soma das áreas de cada par de faces opostas: AT= 2(ab + ac + bc) Volume Como o produto de duas dimensões resulta sempre na área de uma face e como qualquer face pode ser considerada como base, podemos dizer que o volume do paralelepípedo retângulo é o produto da área da base AB pela medida da altura h: V =AB.h ⇒ V = abc Pirâmides Dados um polígono convexo R, contido em um plano αα, e um ponto V ( vértice) fora de αα, chamamos de pirâmide o conjunto de todos os segmentos VP, com P∈R. Elementos da pirâmide Dada a pirâmide a seguir, temos os seguintes elementos: • base: o polígono convexo R • arestas da base: os lados do polígono AB, BC, CD, DE, EA • arestas laterais: os segmentos VA, VB, VC, VD, VE. • faces laterais: os triângulos VAB, VBC, VCD, VDE, VEA • altura: distância h do ponto V ao plano Classificação Uma pirâmide é reta quando a projeção ortogonal do vértice coincide com o centro do polígono da base. Toda pirâmide reta, cujo polígono da base é regular, recebe o nome de pirâmide regular. Ela pode ser triangular, quadrangular, pentagonal, etc., conforme sua base seja, respectivamente, um triângulo, um quadrilátero, um pentágono, etc. Observações: 1.a Toda pirâmide triangular recebe o nome do tetraedro. Quando o tetraedro possui como faces triângulos eqüiláteros, ele é denominado regular (todas as faces e todas as arestas são congruentes). 2.a A reunião, base com base, de duas pirâmides regulares de bases quadradas resulta num octaedro. Quando as faces das pirâmides são triângulos eqüiláteros, o octaedro é regular. Secção paralela à base de uma pirâmide Um plano paralelo à base que intercepte todas as arestas laterais determina uma secção poligonal de modo que: a) as arestas laterais e a altura sejam divididas na mesma razão; b)a secção obtida e a base sejam polígonos semelhantes; c) as áreas desses polígonos estejam entre si assim como os quadrados de suasdistâncias ao vértice. VA’ VB’ VC’ VD’ VE’ h ––– = ––– = ––– = ––– = ––– = ––– VA VB VC VD VE H área A’B’C’D’E’ h2 –––––––––––––– = –––– área ABCDE H2 Relações entre os elementos de uma pirâmide regular Vamos considerar uma pirâmide regular hexagonal, de aresta lateral l e aresta da base a: a MC = ––––– 2 h2 = l2 – a2 a) A base da pirâmide é um polígono regular inscritível em um círculo de raio OB=R. b)A face lateral da pirâmide é um triângulo isósceles. é o apótema da pirâmide (altura de uma face lateral). Áreas Numa pirâmide, temos as seguintes áreas: a) área lateral (AL): reunião das áreas das faces laterais. b)área da base (AB): área do polígono convexo (base da pirâmide). c) área total (AT): união da área lateral com a área da base: AT = AL +AB. Para uma pirâmide regular, temos: bg AL = n. ––– AB =pa em que:2 b é a aresta; g é o apótema; n é o número de arestas laterais; p é o semiperímetro da base; a é o apótema do polígono da base. Volume O princípio de Cavalieri assegura que um cone e uma pirâmide equivalentes possuem volumes iguais: 3 z01. Calcule a área lateral de um prisma reto cuja base é um triângulo de lados medindo 4cm, 6cm e 8cm e cuja altura mede 2cm: a) 24cm2 b) 34cm2 c) 36cm2 d) 38cm2 e) 22cm2 02. Um prisma triangular regular tem cm de aresta da base. Sabendo que a medida da aresta lateral é o dobro da medida da aresta da base, calcule a área lateral do prisma. a) 18cm2 b) 32cm2 c) 22cm2 d) 16cm2 e) 26cm2 03. Um prisma triangular regular tem 60cm de perímetro da base. Se o volume do prisma é de 800 cm3, calcule a medida da altura. a) 6cm b) 10cm c) 4cm d) 8cm e) 12cm 04. Num paralelepípedo retângulo, o volume é 600cm3. Uma das dimensões da base é igual ao dobro da outra, enquanto a altura é 12cm. Calcule as dimensões da base desse paralelepípedo. a) 5cm e 10cm b) 7cm e 10cm c) 4cm e 7cm d) 5cm e 8cm e) 10cm e 12cm 05. Um paralelepípedo retângulo tem arestas medindo 5, 4 e k. Sabendo que sua diagonal mede , calcule k. a) k = 6 b) k = 7 c) k = 5 d) k = 9 e) k = 8 06. Calcule a área total de um prisma reto, de 6 metros de altura, tendo por base um retângulo de área 12m2 e cuja diagonal mede 5 metros. a) 96m2 b) 89m2 c) 67m2 d) 108m2 e) 112m2 07. Uma caixa-d’água tem forma cúbica com 1m de aresta. Quanto baixa o nível da água ao retirarmos 1 litro de água da caixa? a) 0,1cm b) 0,3cm c) 0,2cm d) 0,4cm e) 0,6cm 08. Calcule a área lateral de uma pirâmide triangular regular, cuja aresta lateral mede 13cm e o apótema da pirâmide mede 12cm. a) 100cm2 b) 110cm2 c) 140cm2 d) 160cm2 e) 180cm2 09. Determine o volume de uma pirâmide hexagonal regular, cuja aresta lateral tem 10m e o raio da circunferência circunscrita à base mede 6m. a) 144m3 b) 124m3 c) 134m3 d) 154m3 e) 104m3 Desafio Matemático Sólidos circulares 1. Cilindros O conceito de cilindro é muito importante. Nas cozinhas, encontramos aplicações intensas do uso de cilindros. Nas construções, observamos caixas d’água, ferramentas, objetos, vasos de plantas, todos eles com formas cilíndricas. Classificação quanto à inclinação Em função da inclinação do segmento AB em relação ao plano do “chão”, o cilindro será chamado reto ou oblíquo, respectivamente, se o segmento AB for perpendicular ou oblíquo ao plano que contém a curva diretriz. Principais elementos • Base: É a região plana contendo a curva diretriz e todo o seu interior. Num cilindro existem duas bases. • Eixo: É o segmento de reta que liga os centros das bases do "cilindro". • Altura: A altura de um cilindro é a distância entre os dois planos paralelos que contêm as bases do "cilindro". • Superfície Lateral: É o conjunto de todos os pontos do espaço, que não estejam nas bases, obtidos pelo deslocamento paralelo da geratriz sempre apoiada sobre a curva diretriz. • Superfície Total: É o conjunto de todos os pontos da superfície lateral reunido com os pontos das bases do cilindro. • Área lateral: É a medida da superfície lateral do cilindro. • Área total: É a medida da superfície total do cilindro. • Seção meridiana de um cilindro: É uma região poligonal obtida pela interseção de um plano vertical que passa pelo centro do cilindro com o cilindro. Classificação dos cilindros circulares • Cilindro circular oblíquo – Apresenta as geratrizes oblíquas em relação aos planos das bases. • Cilindro circular reto – As geratrizes são perpendiculares aos planos das bases. Este tipo de cilindro é também chamado de cilindro de revolução, pois é gerado pela rotação de um retângulo. • Cilindro eqüilátero – É um cilindro de revo- lução cuja seção meridiana é um quadrado. Volume de um “cilindro” Em um cilindro, o volume é dado pelo produto da área da base pela altura. V = A(base) h Se a base é um círculo de raio r, e π=3,141593..., então: V = ππ r² h Área lateral e área total de um cilindro circular reto Em um cilindro circular reto, a área lateral é dada por A(lateral)=2π.r.h, onde r é o raio da base, e h é a altura do cilindro. A área total corresponde à soma da área lateral com o dobro da área da base. At= 2Ab + Al At= 2.π. r 2 + 2.π. r. h At= 2.π .r (r + h) Aplicação (UFAM) O raio de um cilindro de revolução mede 1,5m. sabe- se que a área da base do cilindro coincide com a área da secção determinada por um plano que contém o eixo do cilindro. Então, a área total do cilindro, em m2, vale: a) 3π2/4 b) 9π(2 + π)/4 c) π(2 + π) d) π2/2 e) 3π(1 + π)/2 Solução: r = 1,5m AB = AS ⇒ π r 2 = 2rh ⇒ π r = 2h ⇒ h = 3π/4m AT = 2π r (r + h) AT = 2π.1,5.(1,5 + 3π/4) AT = 9π (2 + π )/4 2. Cones O conceito de cone Considere uma região plana limitada por uma curva suave (sem quinas), fechada e um ponto P fora desse plano. Chamamos de cone ao sólido formado pela reunião de todos os segmentos de reta que têm uma extremidade em P e a outra num ponto qualquer da região. Elementos do cone • Base: A base do cone é a região plana contida no interior da curva, inclusive a própria curva. • Vértice: O vértice do cone é o ponto P. • Eixo: Quando a base do cone é uma região que possui centro, o eixo é o segmento de reta que passa pelo vértice P e pelo centro da base. • Geratriz: Qualquer segmento que tenha uma extremidade no vértice do cone e a outra na curva que envolve a base. • Altura: Distância do vértice do cone ao plano da base. • Superfície lateral: A superfície lateral do cone é a reunião de todos os segmentos de reta que tem uma extremidade em P e a outra na curva que envolve a base. • Superfície do cone: A superfície do cone é a reunião da superfície lateral com a base do cone que é o círculo. • Seção meridiana: A seção meridiana de um cone é uma região triangular obtida pela interseção do cone com um plano que contem o eixo do mesmo. Classificação do cone Quando observamos a posição relativa do eixo em relação à base, os cones podem ser classificados como retos ou oblíquos. Um cone é dito reto quando o eixo é perpendicular ao plano da base, e é oblíquo quando não é um cone reto. Abaixo, apresentamos um cone oblíquo. 4 Desafio Matemático 01. (MACK)Num cilindro, a alturaé igual ao raio da base. Sabe- se também, que a área lateral desse cilindro é 16cm2. Calcule a área total do cilindro. a) 32cm2 b) 22cm2 c) 16cm2 d) 30cm2 e) 32cm2 02. (FGV)Uma seringa tem a forma cilíndrica com 2cm de diâmetro por 8cm de comprimento. Quando o êmbolo se afastar 5cm da extremidade da seringa próxima à agulha,qual o volume,em ml,de remédio líquido que a seringa pode conter. a) 15ml b) 15,7ml c) 14ml d) 10ml e) 18,7ml 03. (FGV)Um retângulogira em torno de um dos seus lados, que mede 6cm.O volume do sólido gerado por esse retângulo é de 600cm3. Calcule a área total desse sólido. a) 1004,8cm2 b) 1032cm2 c) 1024cm2 d) 1122cm2 e) 1234cm2 04. (PUC)O raio de um cilindro circular reto é aumentado em 25%; para que o volume permaneça o mesmo, a altura do cilindro deve ser diminuída em k%. Então k vale: a) 36 b) 28 c) 25 d) 30 e) 32 05. (PUC)Uma caixa cúbica de aresta medindo 20cm está totalmente cheia de mercúrio. Despeja- se o seu conteúdo num tubo cilíndrico de 10cm de raio. A que altura chega o mercúrio no tubo? a) 20/cm b) 30/cm c) 40/cm d) 60/cm e) 80/cm 06. (UEA)A área lateral de um cone é 24πcm2 e o raio de sua base é 4cm. Qual é a área total do cone? a) 125,6cm2 b) 120,6cm2 c) 135,6cm2 d) 130,8cm2 e) 120,3cm2 07. (UFPA) Um cone e um prisma quadrangular regular retos têm bases de mesma área. O prisma tem altura 12 e volume igual ao dobro do volume do cone. Então, a altura do cone vale: a) 18 b) 16/3π c) 36 d) 24 e) 8 08. (UFMG) Um pedaço de cartolina possui a forma de um semicírculo de raio 20cm. Com essa cartolina um menino constrói um chapéu cônico e o coloca com a base apoiada sobre uma mesa. Qual a distância do bico do chapéu à mesa? a) b) c) d) 20 cm e) 10 cm Matemática Professor CLÍCIO Observações sobre um cone circular reto Um cone circular reto é chamado cone de revolução por ser obtido pela rotação (revolução) de um triângulo retângulo em torno de um de seus catetos A seção meridiana do cone circular reto é a interseção do cone com um plano que contem o eixo do cone. No caso acima, a seção meridiana é a região triangular limitada pelo triângulo isósceles VAB. Em um cone circular reto, todas as geratrizes são congruentes entre si. Se g é a medida de cada geratriz então, pelo Teorema de Pitágoras, temos: g2 = h2 + R2 A Área Lateral de um cone circular reto pode ser obtida em função de g (medida da geratriz) e R (raio da base do cone): ALat = ππ R g A Área total de um cone circular reto pode ser obtida em função de g (medida da geratriz) e R (raio da base do cone): ATotal = ππ . R . g + ππ R 2 Aplicação Os catetos de um triângulo retângulo medem b e c e a sua area mede 2m2. O cone obtido pela rotação do triângulo em torno do cateto b tem volume 16πm3. Determine o comprimento do cateto c. Solução: Como a área do triangulo mede 2m2, segue que (1/2)bc = 2, implicando que b.c = 4. V =(1/3) Abase h 16π R2 b 16π = (1/3) πc.c.b 16 = c(4/3) c = 12 m 3. Esferas Chamamos de esfera de centro O e raio R o conjunto de pontos do espaço cuja distância ao centro é menor ou igual ao raio R. Considerando a rotação completa de um semicírculo em torno de um eixo e, a esfera é o sólido gerado por essa rotação. Assim, ela é limitada por uma superfície esférica e formada por todos os pontos pertencentes a essa superfície e ao seu interior. Volume O volume da esfera de raio R é dado por: 4V = –– .πR33 Partes da esfera Superfície esférica A superfície esférica de centro O e raio R é o conjunto de pontos do espaço cuja distância ao ponto O é igual ao raio R. Se considerarmos a rotação completa de uma semicircunferência em torno de seu diâmetro, a superfície esférica é o resultado dessa rotação. A área da superfície esférica é dada por: S = 4.π.R2 Calota esférica É a parte da esfera gerada do seguinte modo: A área da calota esférica é dada por: S = 2.π.R.h Fuso esférico O fuso esférico é uma parte da superfície esférica que se obtém ao girar uma semi- circunferência de um ângulo (0< x <2π )em torno de seu eixo: A área do fuso esférico pode ser obtida por uma regra de três simples: As → 2π ⇒ Af= 2R 2 α (α em radianos) Af → α As → 360° πR 2 α ⇒ Af= ––––– (α em graus)90° Af → α Cunha esférica Parte da esfera que se obtém ao girar um semi- círculo em torno de seu eixo de um ângulo α (0< α <2π ): O volume da cunha pode ser obtido por uma regra de três simples: Aplicação Seja 36π o volume de uma esfera circunscrita a um cubo. Então, a razão entre o volume da esfera e o volume do cubo é: a) 8π/3 b) 2π/3 c) π/4 d) π e) π/2 Solução: 5 Desafio Matemático 01. (USP)A altura e o raio da base de um cone circular reto medem 4cm e 15cm, respectivamente. Aumenta- se a altura e diminui- se o raio da base desse cone, de uma mesma medida x, x ≠ 0, para obter- se outro cone circular reto, de mesmo volume que o original. Determine x em centímetros. a) 2cm b) 3cm c) 4cm d) 5cm e) 6cm 02. (USP)O volume de um cone é 400m3 e o raio de sua base é 5m. Calcule a área lateral desse cone. a) 230,5m2 b) 241,5m2 c) 225,5m2 d) 222,5m2 e) 240,5m2 03. (PUC-SP) Qual é o raio de uma esfera 1milhão de vezes maior (em volume) que uma esfera de raio 1? a) 100 000 b) 10 c) 10 000 d) 1 000 e) 100 04. (UFMG) Duas bolas metálicas, cujos raios medem 1cm e 2cm, são fundidas e moldadas em forma de um cilindro circular cuja altura mede 3cm. O raio do cilindro, em cm, é: a) 3/2 b) 2 c) 6 d) 2 e)2 05. (UFPE) Uma esfera de centro O e raio igual a 5cm é cortada por um plano P, resultando desta interseção uma circunferência de raio igual a 4cm. Assinale, então, a alternativa que fornece a distância de O a P. a) 10cm b) 5cm c) 2cm d) 1cm e) 3cm 06. (UFPA) O círculo máximo de uma esfera mede 6πcm. Qual o volume da esfera? a) 12πcm3 b) 24πcm3 c) 36πcm3 d) 72πcm3 e) 144πcm3 07. (UFRS) Uma panela cilíndrica de 20cm de diâmetro está completamente cheia de massa para doce, sem exceder a sua altura de 16cm. O número de doces em formato de bolinhas de 2cm de raio que se podem obter com toda a massa é: a) 300 b) 250 c) 200 d) 150 e) 100 Eletrodinâmica I Leis de OHM Corrente elétrica – É o movimento ordenado de portadores de carga elétrica, ou seja, um fluxo de portadores de carga num determinado sentido. Intensidade da corrente elétrica Seja Q a soma dos módulos de todas as cargas que atravessam uma seção transversal de um condutor, num certo intervalo de tempo: A intensidade i da corrente elétrica nesse condutor é definida por: Qi = –––∆t Unidade no SI: C/s = ampère = A. Uma intensidade de corrente de 10A, por exemplo, significa que passam 10C de carga pela seção em cada segundo. Sentido convencional da corrente elétrica O sentido que se convencionou para a corrente elétrica no condutor é o sentido dos potenciais decrescentes, como indica a figura anterior. Note que esse sentido é oposto ao sentido real do movimento dos elétrons livres. No caso de portadores móveis positivos (como íons positivos em soluções eletrolíticas), o sentido do movimento dos portadores coincide com o sentido convencional. Relação entre as correntes elétricas em um nó Nó é o ponto de um circuito elétrico em que mais de dois fios condutores estão interligados (ponto P da figura abaixo). Em qualquer intervalo de tempo, a quantidade de elétrons que chega ao nó é igual à que sai dele. Então, a soma das intensidades das correntes elétricas que chegam ao nó também é igual à soma das que dele saem: i1 + i2 = i3 + i4 Aplicação A figura mostra quatro fios condutores interligados no ponto P. Em três desses fios, estão indicados os sentidos (convencionais) das correntes elétricas: i1 = 20A, i2 = 15A e i3 = 21A (constantes). a) Qual a intensidade e o sentido da corrente elétrica i4 no fio 4? b)Quantos elétrons passam por uma seção transversal do fio 4 em cada segundo? (carga elétrica elementar = e = 1,6 . 10–19C). Solução: a)A soma das correntes que chegam ao nó é igualà soma das que saem dele. Saindo do nó temos: i2 + i3 = 15A+ 21A = 36A Chegando ao nó: i1 = 20A Então, pelo fio 4 deve chegar uma corrente i4 = 16A, para totalizar também 36A. b)16A = 16C/s 1,6 . 10–19C → 1 elétron 16C → n elétrons n = 1,0 . 1020 Gerador elétrico Diz-se de todo sistema capaz de gerar correntes elétricas, operando para converter alguma modalidade de energia não-elétrica em energia elétrica. Pilhas, baterias e usinas hidroelétricas são exemplos de geradores. Diferença de potencial elétrico (ddp) Considere o fio metálico representado abaixo, cujas extremidades estão ligadas ao pólo de um gerador. Entre elas, existe uma diferença de potencial (ddp) ou tensão elétrica, cujo valor absoluto vamos representar por U. A ddp indica: • a energia potencial elétrica que cada coulomb de carga entrega ao fio na forma de energia térmica, quando se desloca pelo fio, de uma extremidade à outra; Ou • a energia potencial elétrica que o gerador repõe em cada coulomb de carga que se desloca pelo gerador, de um terminal a outro. Se, num certo intervalo de tempo, o fio recebe do gerador uma quantidade de energia elétrica E, a potência elétrica Pot, consumida ou dissipada pelo fio (ou fornecida pelo gerador), é dada por: EPot =––––∆t Unidade no SI: J/s = watt = W. Uma lâmpada operando numa potência de 100W, por exemplo, consome 100J de energia elétrica em cada segundo. Por outro lado, se há uma ddp igual a U volts entre as extremidades do fio, isso significa que 1 coulomb de carga entrega ao fio U joules de energia. Se, num certo intervalo de tempo, passa uma carga de módulo Q coulombs pelo fio, a energia E entregue a ele será: 1 coulomb → U joules Q coulombs → E joules E = Q . U Então: E Q.U QPot =–––– = –––– = U. ––– ⇒ Pot = U. i∆t ∆t ∆t Quilowatt-hora (kWh) É uma importante unidade de medida de energia. Equivale à energia consumida, por exemplo, por um aparelho que opera com potência de 1kW durante 1h. 1kWh = 1kW . 1h = 103W . 3600s = 3,6 . 106J Resistência elétrica Considere um condutor submetido a uma diferença de potencial U e percorrido por uma corrente elétrica de intensidade i: 6 Física Professor CARLOS Jennings 01. (Desafio da TV) Um chuveiro de 2400W, funcionando 4 horas por dia durante 30 dias, consome a energia elétrica, em kWh, de: a) 288 b) 320 c) 18.000 d) 288.000 e) 0,32 02. (UFPE) Alguns cabos elétricos são feitos de vários fios finos trançados e recobertos com um isolante. Um certo cabo tem 150 fios e a corrente total transmitida pelo cabo é de 0,75A quando a diferença de potencial é 220V. Qual é a resistência de cada fio individualmente, em kΩ? 03. (Unifesp) A linha de transmissão que leva energia elétrica da caixa de relógio até uma residência consiste de dois fios de cobre com 10,0m de comprimento e seção reta com área 4,0mm2 cada um. Considerando que a resistividade elétrica do cobre é ρρ = 1,6 . 10-6Ω.m: a) calcule a resistência elétrica r de cada fio desse trecho do circuito. b) Se a potência fornecida à residência for de 3.300W a uma tensão de 110V, calcule a potência dissipada P nesse trecho do circuito. 04. (UFRS) Quando uma diferença de potencial é aplicada aos extremos de um fio metálico, de forma cilíndrica, uma corrente elétrica i percorre esse fio. A mesma diferença de potencial é aplicada aos extremos de outro fio, do mesmo material, com o mesmo comprimento mas com o dobro do diâmetro. Supondo os dois fios à mesma temperatura, qual será a corrente elétrica no segundo fio? a) i b) 2 i c) i / 2 d) 4 i e) i / 4 05. (Cesgranrio) O gráfico a seguir representa as intensidades das correntes elétricas que percorrem dois resistores ôhmicos R1 e R2 em função da ddp aplicada em cada um deles. Abaixo do gráfico, há o esquema de um circuito no qual R1 e R2 estão ligados em série a uma fonte ideal de 12V. Neste circuito, a intensidade, da corrente elétrica que percorre R1 e R2 vale: a) 0,8A b) 1,0A c) 1,2A d)1,5A e) 1,8A Desafio Físico Sua resistência elétrica R é definida por: UR = ––––i Unidade no SI: V/A = ohm = Ω. Se a resistência elétrica de um fio metálico é, por exemplo, igual a 5Ω, são necessários 5V para produzir cada ampère de corrente. Assim, no SI, a resistência informa quantos volts são necessários para produzir 1A nesse fio. Em esquemas de circuitos, a resistência elétrica é simbolizada por: Condutor ideal Diz-se de todo condutor cuja resistência elétrica é igual a zero. Seu símbolo em esquemas de circuitos é: Entre os terminais de um condutor ideal, a diferença de potencial é igual a zero, seja ele percorrido por corrente ou não. Mas é bom que se diga: excluindo o fenômeno da supercondutividade, não existe condutor ideal. Há, entretanto, condutores cujas resistên- cias podem ser desprezadas em relação a outras: os fios de cobre usados na instalação de uma lâmpada, por exemplo, têm resistências desprezíveis em comparação com a da lâmpada. Os fusíveis de proteção de circuitos e os interruptores também possuem resistências desprezíveis. Símbolos de um interruptor simples: Interruptor aberto (não passa corrente: i = 0). Interruptor fechado (passa corrente: i ¹ 0). Símbolo de um fusível: Se um fusível for de 30A, por exemplo, ele deverá queimar quando passar ele uma corrente i superior a 30A. Ao queimar, o circuito ficará aberto e teremos i = 0. Valores nominais Valores nominais de um aparelho elétrico (lâmpada, chuveiro, ferro de passar roupa, etc.) são os valores de tensão e potência especifica- dos pelo seu fabricante para que funcione corretamente. Considere, por exemplo, uma lâmpada cujos valores nominais são: 100W – 220V. Isso significa que ela opera com potência de 100W desde que seja ligada a 220V. CONDUTORES ÔHMICOS Primeira Lei de Ohm Para alguns condutores (metais e grafite, por exemplo), mantidos em temperaturas constantes, a ddp U e a intensidade de corrente i são diretamente proporcionais. A constante de proporcionalidade é a sua resistência R: U––– = constante = Ri Podemos escrever também: U = R . i (sendo R constante em temperatura constante). Curva característica de um condutor ôhmico Gráfico que relaciona a intensidade de corrente i no condutor com a ddp U entre seus terminais. Resistores São condutores em que a energia elétrica converte-se exclusivamente em energia térmica. Essa conversão (dissipação) é denominada efeito Joule. Em esquemas de circuitos, um resistor é simbolizado por: A potência dissipada no resistor é a energia elétrica que nele se converte em energia térmica por unidade de tempo. Como já sabemos, essa energia é dada por: Pot = U . i Mas como U = R . i: Pot = R . i . i ⇒ Pot = R . i2 U Como i = –––: R U U2 Pot = U. ––– = ⇒ Pot =––– R R Segunda Lei de Ohm Considere um condutor de comprimento L e seção transversal uniforme de área A. A resistência elétrica R desse condutor é diretamente proporcional ao seu comprimento L, e inversamente proporcional à área A. Sendo ρρ uma constante de proporcionalidade denominada resistividade elétrica ou resistência específica do material que constitui o condutor, temos: L R = ρ. –––– A Ao se estabelecer uma corrente no condutor, L é a distância percorrida pelos portadores de carga livres, e A é a área através da qual eles fluem. Numericamente, no SI, o valor de ρρ é igual ao da resistência de um condutor em que L = 1m e A = 1m2. Da expressão anterior, temos: Aρ = R. –––– L Unidade de ρ no SI: Ω . m2/m = Ω . m Unidade prática de ρ: Ω . mm2/m Reostato É um resistor de resistência variável (ajustável mecanicamente). Por exemplo, quando giramos o potenciômetro de volume de um rádio,aumen- tamos ou diminuímos uma certa corrente elétrica, e, assim, aumentamos ou diminuímos o volume do som. Veja detalhes internos de um potenciô- metro: O cursor é uma pequena haste metálica em contato com a película de grafite. Dependendo da posição do cursor, a corrente elétrica percor- rerá uma parte mais longa ou menos longa dessa película. Assim, para cada posição do cursor, o potenciômetro terá uma resistência elétrica diferente. Em esquemas de circuitos, um reostato é simbolizado por: 7 Caiu no vestibular 01. (UEA) Um chuveiro submetido a uma tensão U = 220V opera com potência Pot = 4400W. Calcule: a) a intensidade de corrente no chuveiro; b)a resistência elétrica do resistor do chuveiro em funcionamento; c) a energia elétrica E consumida pelo chuveiro em 15 minutos de funcionamento, em J e em kWh. Solução: a)Pot = U . i 4400 = 220 . i ⇒ i = 20A b)U = R . i 220 = R . 20 ⇒ R = 11Ω Ou: Pot = R2 . i 4400 = R . 202 ⇒ R = 11Ω Ou ainda: U2 Pot =––– R 2202 4400 = –––– ⇒ R = 11Ω R c)Pot = 4400W = 4,4kW ∆t = 15min = 900s = 1/4 h E Pot = –––– ∆t E = Pot . ∆t E = 4400W . 900s = 3,96 . 106J Ou: E = 4,4kW . 1/4 h = 1,1kWh Observe que é muito mais simples calcular o consumo em kWh. 02. (UEA) Um fio de cobre sem a cobertura isolante (desencapado) tem seção transversal de área A = 6,0mm2 e é percorrido por uma corrente elétrica de intensidade i = 30A. O cobre possui resistividade ρ = 1,8 . 10-2Ω. mm2/m. Considere dois pontos, P e Q, desse fio, separados por 10cm: Calcule a diferença de potencial entre P e Q. Solução: A resistência elétrica entre P e Q, aplicando a Segunda Lei: L RPQ = ρ. ––––A 10.10–2m RPQ = 1,8.10 –2mm2/m. –––––––––– 6,0mm2 RPQ = 3,0 . 10 4 Ω Agora, calculemos UPQ pela Primeira Lei: UPQ = RPQ . i = 3,0 . 10 4 . 30 UPQ = 9,0 . 10 –3V Caiu no Vestibular Eletrodinâmica II Associação de Resistores 1. Em série: Resistores estão associados em série quando estão interligados de modo a estabelecer um único caminho para a corrente elétrica. Assim, a corrente que passa por um deles é a mesma que passa pelos demais. Esse tipo de associação é freqüentemente utilizado na iluminação de árvores de natal. Consideremos n resistores de resistências R1, R2, ..., Rn associados em série. Estabelecendo uma ddp U entre os terminais A e B da associação, os resistores são percorridos por uma mesma corrente de intensidade i e ficam submetidos à ddp U1, U2, ..., Un, respectivamente, sendo cada uma delas uma parte de U. Resistência equivalente à da associação (Req) é aquela que um único resistor deveria ter para que a mesma ddp U produzisse nele uma corrente de mesma intensidade. Então: A intensidade de corrente i é igual em todos os resistores. U = U1 + U2 + ...+ Un Req . i = R1 . i + R2 . i+ ...+ Rn . i Req = R1 + R2 + ...+ Rn (resistência equivalente entre os pontos A e B). 2. Em paralelo: Resistores estão associados em paralelo quando estão interligados de modo a se submeterem a uma mesma ddp U, estabelecendo mais de um caminho para a corrente elétrica. Esse tipo de associação é usado, por exemplo, na iluminação de uma residência. Consideremos n resistores de resistências R1, R2, ..., Rn associados em série. Estabelecendo uma ddp U entre os terminais A e B da associação, a ddp será igual a U em todos os resistores, e neles serão estabelecidas correntes elétricas de intensidades i1, i2, ..., in: Então: A ddp U é igual em todos os resistores. i = i1 + i2 + ... + in U U U U–––– = –––– + –––– + ... + –––– ⇒Req R1 R2 Rn 1 1 1 1 ⇒ –––– = ––– + –––– + ... + ––––Req R1 R2 Rn Essa expressão dá a resistência equivalente entre os pontos A e B. Anote aí: • Cálculo prático para apenas dois resistores em paralelo: R1.R2Req = –––––––––R1 + R2 • n resistores de resistências iguais a R, em paralelo: RReq = –––– n • A resistência equivalente à de uma associação de resistores em paralelo é menor que a menor das resistências associadas. 3. Associação mista: Associação mista é aquela em que existem resistores associados em série e em paralelo, como na associação esquematizada abaixo: Curto-circuito Dois pontos estão em curto-circuito quando existe um condutor ideal conectado entre eles. A ddp entre esses dois pontos é igual a zero. Por isso, em cálculos de circuitos, os dois pontos podem ser considerados coincidentes. GERADOR ELÉTRICO EM CIRCUITOS Grandezas características de um gerador elétrico Quando um gerador não participa de um circuito, ou seja, quando ele não é percorrido por uma corrente elétrica, existe entre seus terminais (pólos), A e B, uma ddp εε, denominada “força” eletromotriz (fem). No caso das pilhas comuns, εε = 1,5V, e, no caso de baterias de automóvel, εε = 12V. É bom que se diga: a denominação de “força” eletromotriz é inadequada, pois não se trata de força, mas de energia por unidade de carga. Como todo condutor real, o gerador apresenta uma resistência elétrica r, denominada resistência interna do gerador. Circuito simples Assim denomina-se um circuito em que um gerador alimenta um resistor. O gerador estabelece entre os terminais do resistor uma ddp U que é menor que a força eletromotriz εε, como veremos adiante. Note que o sentido (convencional) da corrente é de (–) para (+) dentro do gerador, e de (+) para (–) fora dele, ou seja, é de (+) para (–) no resistor. Generalizando a informação: Elementos em que a corrente passa de (–) para (+) estão fornecendo energia elétrica (são os geradores). Elementos em que a corrente passa de (+) para (–) estão recebendo energia elétrica (são os resistores e os receptores). Anote aí: quando um gerador alimenta dois ou mais resistores, temos um circuito que pode ser reduzido a um circuito simples, bastando calcular a resistência equivalente à da associação dos vários resistores alimentados. 8 Na montagem, temos três resistores de resistências R1 = 100Ω, R2 = 30Ω, R3 = 60Ω, um reostato de resistência R4 (variável de 0 a 80Ω) e um fio ideal F. a) Determine a resistência equivalente RAB entre os terminais A e B, considerando R4 = 80Ω. b)Determine a intensidade de corrente elétrica em R1, R2 e R3, quando é aplicada uma ddp U = 300V entre A e B, com R4 = 0. Solução: a) Como as extremidades de um fio ideal estão no mesmo potencial, associando uma letra a cada nó, cuidando para que nós interligados por um fio ideal recebam a mesma: Em seguida, marcamos todos os pontos que receberam letras, sem repetição, mantendo os terminais em posições extremas. Agora, redesenhamos o esquema, observando que (na figura 1) R1 está entre A e B, R2 está entre B e C, R3 está entre C e B, e R4, entre A e C. R2.R3 30.60RCB = –––––––– = –––––– ⇒ RCB = 20ΩR2 + R3 30+60 80Ω + 20Ω = 100Ω Essa resistência de 100Ω está em paralelo com R1, que também é igual a 100Ω : 100 100RAB = ––––– = ––––– ⇒ RAB = 50Ωn 2 b) R4 = 0 significa que o reostato tornou-se um condutor ideal: Redesenhando o esquema, temos: U = R1 . i1 → 300 = 100 . i1 → i1 = 3A U = R2 . i2 → 300 = 30 . i2 → i2 = 10A U = R3 . i3 → 300 = 60 . i3 → i3 = 5A Física Professor CARLOS JenningsCaiu no Vestibular Equação do gerador U = εε – r . i U = ddp aproveitada pela lâmpada. εε = ddp gerada. r . i = ddp “perdida” dentro do gerador. Potências no gerador Potd: é a potência elétrica desperdiçada pelo gerador, em razão de sua resistência interna. Significa quantos joules de energia elétrica são dissipados inutilmente dentro do gerador, em cada segundo. Potd = r . i 2 Potu: é a potência elétrica útil do gerador, ou seja, a potência que o gerador fornece a quem ele alimenta. Significa quantos joules de energia elétrica o gerador efetivamente fornece, em cada segundo. Potu = U . i Pott: é a potênciaelétrica total produzida pelo gerador, obtida pela soma da potência útil com a desperdiçada. Significa quantos joules de algum tipo de energia (química, no caso das pilhas) são transformados em energia elétrica, em cada segundo. Pott = Potu + Potd = U . i + r . i 2 Pott = (U + r . i) . i → Pott = εε . i Rendimento elétrico de um gerador É a grandeza adimensional (sem unidade, porque resulta da razão entre grandezas de mesma natureza) ç que informa qual a fração da potência total é aproveitada como potência útil. Potu U.i Uη = –––– = –––– = –––– (0 ≤ η < 1)Pott εε .i εε Intensidade de corrente elétrica num circuito simples Num circuito simples, temos: No gerador: U = εε – r . i No resistor: U = R . i Então: εε – r . i = R . i → εε = (R + r) . i εε = Σ Resistências . i A resistência R pode ser a resistência equivalente à associação de uma quantidade qualquer de resistores. Aplicação Um gerador de fem εε = 12V, e resistência interna r = 1Ω está ligado a um resistor de resistência R = 3Ω. Calcule: a) a intensidade da corrente elétrica no circuito; b)a ddp U entre os terminais do gerador (ou do resistor, pois é a mesma); c) a potência útil do gerador; d)a potência desperdiçada dentro do gerador; e) a potência elétrica total gerada; f) o rendimento elétrico do gerador. Solução: a) εε = Σ Resistências . i 12 = (3 + 1) . i → i = 3A b)No gerador: U = εε – r . i = 12 – 1 . 3 = 9V Ou no resistor: U = R . i = 3 . 3 = 9V c)Potu = U . i = 9 . 3 = 27W (poderia ser também R . i2 ou U2/R) d)Potd = r . i 2 = 1 . 32 = 9W e) Pott = εε . i = 12 . 3 = 36W (poderia ser também Potu + Potd) Potu 27f) η = ––––– = ––– = 0,75 = 75% (poderia ser Pott 36 Utambém η = –––)εε Gerador ideal Diz-se de um gerador hipotético cuja resistência interna r é igual a zero. É simbolizado por: Nesse gerador não há desperdício de energia, por isso, seu rendimento é igual a 1, ou seja, 100%. Anote aí: na resolução de exercícios, muitas vezes somos obrigados a considerar o gerador ideal, quando não temos informação sobre sua resistência interna. Associação de geradores 1. Em série: O pólo positivo de um gerador é ligado ao pólo negativo do gerador seguinte. Considere n geradores de forças eletromotrizes εε1, εε2, ..., εεn, e resistências internas r1, r2, ..., rn, respectiva- mente, associados em série: Sendo εεeq e req a força eletromotriz e resistência interna do gerador equivalente à associação, temos: εεeq = εε1 + εε2 + ...+ εεn req = r1 + r2 +... + rn 2. Em paralelo: Os pólos positivos dos geradores são ligados juntos, o mesmo ocorrendo com os pólos negativos. Considere n geradores iguais, cada um deles com força eletromotriz εε e resistência interna r, associados em paralelo. Sendo εεeq e req a força eletromotriz e resistência interna do gerador equivalente à associação, temos: εεeq = εε rreq = –––n Anote aí: na prática, não é comum associar, em paralelo, geradores de diferentes forças eletromotrizes, porque podemos ter geradores alimentando outros geradores. Os alimentados funcionariam como receptores elétricos. Vantagens e desvantagens das associações de geradores Nas associações (I) e (II), cada pilha tem "força" eletromotriz e e resistência interna r. Vamos discutir a vantagem e a desvantagem de cada uma: Em (I), as pilhas estão associadas em série. Então: εεeq = εε1 + εε2 + ...+ εεn εεeq = εε + εε + εε → εεeq = 3εε (vantagem: multiplica a força eletromotriz). req = r1 + r2 +... + rn req = r + r + r → req = 3r (desvantagem: aumenta a resistência interna). Em (II), as pilhas estão associadas em paralelo: εεeq = εε (desvantagem: mantém a força eletromotriz dos geradores associados). r rreq = ––– → req = ––– (vantagem: diminui an 3 resistência interna). 9 01. Determine o gerador equivalente entre os pontos A e B: Caiu no vestibular Calcule a resistência R para que a resistência equivalente entre A e B seja RAB = 35Ω. Solução: As resistências de 10Ω, 20Ω e 30Ω estão em série, uma vez que são atravessadas pela mesma corrente elétrica. Essas resistências equivalem a: 10Ω + 20Ω + 30Ω = 60Ω As resistências de 40Ω e 60Ω estão em paralelo porque se ligam aos mesmos pontos, C e D, estando submetidas à mesma ddp. A resistência equivalente é dada por: 1 1 1 –––– = ––– + –––– ⇒ RCD = 24Ω RCD 40 60 Poderíamos também usar o cálculo prático para dois resistores em paralelo: 40.60 2400 RCD = ––––––– = –––––– ⇒ RCD = 24Ω 40+60 100 As três resistências que restaram estão em série: RAB = R + 24 + 1 Como RAB = 35Ω: 35 = R + 24 + 1→ RAB = 10Ω Desafio Físico 10 Parnasianismo 1. ASPECTOS GERAIS Cronologia – Cronologicamente, o Parnasia- nismo dura no Brasil de 1880 a 1893. A influência do movimento, entretanto, ultrapas- sa a primeira fase do Modernismo (1922 a 1930). Início no Brasil – As primeiras obras do Par- nasianismo brasileiro são: a) Sonetos e Rimas (poesias, 1880), de Luís Guimarães Júnior. b) Fanfarras (poesias, 1882), de Teófilo Dias. Poesia realista – A denominação “poesia realista” não vinga. Por influência européia, dá-se o nome Parnasianismo à produção poética do Realismo-Naturalismo. Oposição ao Romantismo – As manifesta- ções poéticas durante a vigência do Realis- mo-Naturalismo opõem-se radicalmente ao Romantismo. Origem – O movimento parnasiano surge na França, com a publicação de uma série de antologias denominada Parnaso Contempo- râneo. Por meio delas, prega-se um modo novo de fazer poemas: sem a emoção e sem o subjetivismo da época romântica. Origem do nome – O nome Parnasianismo é inspirado na mitologia grega. Parnaso é o monte consagrado a Apolo (o deus da bele- za) e às musas (divindades inspiradoras da poesia). Cultura grega – Tomando a cultura grega como modelo, os parnasianos retornam à época clássica. Fugem, assim, da influência romântica e adotam uma linguagem menos brasileira, com gosto por termos rebuscados e eruditos. Influência duradoura – A poesia com gosto refinado, mostrando perfeição, agrada o pú- blico leitor brasileiro da época. Prova disso é a extensão da influência parnasiana: não desaparece nem com as primeiras manifes- tações modernistas. 2. CARACTERÍSTICAS DO PARNASIANISMO Arte pela arte – É a arte pelo simples prazer de fazer arte, sem a influência dos sentimen- tos, das emoções. Perfeição formal – O poeta busca, a qual- quer custo, a perfeição exterior dos poemas. Passam a ter valor os seguintes aspectos: a) rimass ricas e raras; b) vocabulário erudito, às vezes técnico- científico; c) composição de soneto (2 quartetos e 2 tercetos); d) clareza e lógica; e) poesia descritiva; f) ausência de emoção. Retomada do Classicismo – Valoriza-ção da cultura grega, com referência a obras de arte e a nomes de deuses. Amor carnal e erótico – O amor, ao contrário da postura ingênua adotada no Romantismo, ganha o erotismo. Os poemas falam da nu- dez feminina, destacando partes do corpo da mulher cuja descrição era proibida no pe- ríodo anterior. Impassibilidade – O poeta tenta abster-se do sentimento, da emoção, preocupando-se mais com os aspectos técnicos da composição. 3. AUTORES E OBRAS ALBERTO DE OLIVEIRA Nascimento e morte – Antônio Mariano Alberto de Oliveira nasce em Palmital de Saquarema (RJ), em 28 de abril de 1857. Falece em Niterói (RJ), em 19 de janeiro de 1937. Popularidade – Alberto de Oliveira, demons- trando a um só tempo talento e técnica na arte de compor versos, torna-se um dos mais populares poetas da literatura brasileira. Atividades profissionais – Para sobreviver (a situação de escritor profissional é sonho na época), Alberto torna-se farmacêutico e professor. Diploma-se em Farmácia, em 1884, e cursa a Faculdade de Medicina até o tercei- ro ano, onde se tornaamigo de Olavo Bilac. Estréia – Em 1878, estréia em livro, com as Canções Romântiicas, mostrando-se ainda preso aos cânones do Romantismo. Melhor livro – Nas páginas de Meridionais (1884), está o seu momento mais alto no que concerne à ortodoxia parnasiana, concretizan- do-se o forte pendor pelo objetivismo e pelas cenas exteriores. Trindade parnasiana – Com Raimundo Cor- reia e Olavo Bilac, constitui a trindade parna- siana no Brasil. Príncipe dos poetas – No concurso organi- zado pela revista Fon-Fon, em 1924, é eleito “Príncipe dos Poetas Brasileiros”. OBRAS 1. Canções românticas (poesias,1878) 2. Meridionais (poesias, 1884) 3. Sonetos e poemas (poesias, 1885) 4. Versos e rimas (poesias, 1895) Sonetos famosos: 1. Vaso Grego 2. Vaso Chinês RAIMUNDO CORREIA Nascimento e morte – Raimundo da Mota de Azevedo Correia nasce em 13 de maio de 1859, a bordo do navio brasileiro São Luís, ancorado na baía de Mogúncia (MA). Falece em Paris, França, em 13 de setembro de 1911. Faculdade – Na Faculdade de Direito de São Paulo, conhece Raul Pompéia, Teófilo Dias, Eduardo Prado, Afonso Celso, Augusto de Lima, Valentim Magalhães, Fontoura Xavier – todos destinados a ser grandes figuras das letras, do jornalismo e da política. Estréia – Começa na literatura em 1879, com o volume de poesias Primeiros sonhos, expe- riência ainda romântica. As Pombas – Em 1883, publica as Sinfonias, em cujas páginas se encontra um dos mais conhecidos sonetos da língua portuguesa: As Pombas. OBRAS 1. Primeiros Sonhos (poesias, 1879) 2. Sinfonias (poesias, 1883) 3. Versos e Versões (poesias, 1887) 4. Aleluias (poesias, 1891) Sonetos famosos: 1. As Pombas 2. Mal Secreto 3. Anoitecer OLAVO BILAC Nascimento e Morte – Olavo Braz Martins dos Guimarães Bilac nasce no Rio de Janei- ro (RJ), em 16 de dezembro de 1865, onde Falece, em 28 de dezembro de 1918. Medicina – Matricula-se na Faculdade de Me- dicina do Rio de Janeiro, mas é expulso no quarto ano, acusado de necrofilia. Tenta, a Literatura Professor João BATISTA Gomes 01. (Desafio do Rádio) Identifique o autor do excerto de poema seguinte. Longe do estéril turbilhão da rua, Beneditino, escreve! No aconchego Do claustro, na paciência e no sossego, Trabalha, e teima, e lima, e sofre, e sua! a) Castro Alves b) Alberto de Oliveira c) Raimundo Correia d) Olavo Bilac e) Francisca Júlia 02. Leia as informações seguintes. Opte, depois, pela alternativa coerente. I Olavo Bilac, apesar de ser considerado um poeta parnasiano, apresenta pequenos traços românticos. II A fama de Raimundo Correia provém mais dos sonetos antológicos (As Pombas, Mal Secreto) do que do sucesso de obras poéticas publicadas. III Vicente de Carvalho ficou conhecido pelo epíteto de “Poeta do Mar”. a) Todas são verdadeiras. b) Todas são falsas. c) São verdadeiras apenas a I e a III. d) São verdadeiras apenas a I e a II. e) Apenas a I é verdadeira. 03. (Desafio da TV) Somente uma das afirmações abaixo não se aplica ao Parnasianismo. a) Concepção objetiva da vida. b) Busca da perfeição formal. c) Valorização de elementos da mitologia grega. d) Espiritualismo e misticismo. e) Apego excessivo à métrica e à rima. 04. Leia a estrofe seguinte: “Se se pudesse, o espírito que chora, Ver através da máscara da face, Quanta gente, talvez que inveja agora Nos causa, então piedade nos causasse!” (Raimundo Correia, Mal Secreto) Assinale a alternativa que exprime a oposição fundamental desse quarteto. a) Matéria versus espírito. b) Infelicidade versus felicidade. c) Piedade versus falsidade. d) Essência do ser versus aparência. e) Tristeza versus alegria. 05. A que período da Literatura Brasileira o texto seguinte faz referência? “A poesia com gosto refinado, mostrando perfeição, agradou o público leitor brasileiro da época. Prova disso é a extensão da influência do período: não desapareceu nem com as primeiras manifestações modernistas.” a) Pré-Modernimso. b) Simbolismo. c) Romantismo. d) Parnasianismo. e) Realismo. Desafio literário seguir, o curso de Direito em São Paulo, mas não passa do primeiro ano. Jornalista e poeta – Dedica-se, desde cedo, ao jornalismo e à literatura. Tem intensa par- ticipação na vida política do Brasil e em cam- panhas cívicas, das quais a mais famosa é em favor do serviço militar obrigatório. Perseguido por Floriano – Fazendo jornalis- mo político nos começos da República, é um dos perseguidos por Floriano Peixoto. Briga com Pompéia – Fica famosa a briga entre Olavo Bilac e Raul Pompéia. Os dois chegam a comparecer em praça pública para um duelo de espadas, que, felizmente, não acontece. Estréia – Publica a primeria obra em 1888, Poesias, tornando-se o mais típico dos parna- sianos brasileiros. Na obra, encontram-se os famosos sonetos de Via-Láctea e a antológi- ca Profissão de Fé, na qual codifica o seu credo estético, que se distingue pelo culto do estilo, pela pureza da forma e da lingua- gem e pela simplicidade como resultado do lavor. Poeta épico – Ao lado do poeta lírico, há em Bilac um poeta de tonalidade épica, de que é expressão o poema O Caçador de Esmeral- das, celebrando os feitos, a desilusão e a morte do bandeirante Fernão Dias Pais Leme. Príncipe dos poetas – Bilac é, no seu tempo, um dos poetas brasileiros mais populares e mais lidos, tendo sido eleito o “Príncipe dos Poetas Brasileiros”, no concurso da revista Fon-Fon (1913). Hino à Bandeira – Na linha patriótica, com- põe a letra do Hino à Bandeira. OBRAS 1. Poesias (poesias, 1888) 2. Crônicas e Novelas (prosa, 1894) 3. Sagres (poesias, 1898) 4. Poesias Infantis (poesias, 1904) Poemas famosos: 1. Ouvir Estrelas 2. Profissão de Fé 3. Língua Portuguesa Língua Portuguea Última flor do Lácio, inculta e bela, És, a um tempo, esplendor e sepultura: Ouro nativo, que na ganga impura A bruta mina entre os cascalhos vela... Amo-te assim, desconhecida e obscura. Tuba de alto clangor, lira singela, Que tens o trom e o silvo da procela, E o arrolo da saudade e da ternura! Amo o teu viço agreste e o teu aroma De virgens selvas e de oceano largo! Amo-te, ó rude e doloroso idioma, em que da voz materna ouvi: “meu filho!”, E em que Camões chorou, no exílio amargo, O gênio sem ventura e o amor sem brilho! VICENTE DE CARVALHO Nascimento e morte – Vicente Augusto de Carvalho nasce em Santos (SP), em 5 de abril de 1866. Falece em São Paulo (SP), em 22 de abril de 1924. Direito – Em 1882, aos 16 anos, ingressa na Faculdade de Direito, bacharelando-se aos 21 anos incompletos. Faz parte da chamada Boêmia Abolicionista, cujas reuniões muitas vezes se realizam nos bancos das praças públicas, impedidos que são pelas autoridades policiais de irem à sede. Estréia – Em 1885, publica seu primeiro livro de versos, Ardêntias, nome inspirado na fos- forescência das ondas. A obra faz sucesso, consagrando-o aos 19 anos. Muitas atividades – Em Santos, assume a chefia da imprensa republicana, militando em todos os jornais. Depois de casado, vira polí- tico, fazendeiro, empresário, mas faz carreira de verdade na área jornalística. Colabora, du- rante muitos anos, em O Estado de S. Paulo, em A Tribuna, e funda, em 1905, O Jornal. Sucesso literário – Publica, em 1908, o livro Poemas e Canções, com enorme sucesso. Apelido – Pela obsessão que tinha de falar do mar, ganha o apelido de “Poeta do Mar”. OBRAS 1. Ardêntias (poesias, 1885) 2. Relicário (pesias, 1888) 3. Rosa, rosa de amor (poesias, 1901). 4. Poemas e canções (poesias, 1908). Poemas famosos: 1. Velho Tema 2. Palavras ao Mar 3. Pequenino Morto (elegia) 4. A Flor e a Fonte FRANCISCA JÚLIA Nascimento e morte – Francisca Júlia nasce em Xiririca, hoje Eldorado (SP), em 1871. Mor- re em São Paulo (SP), em 1920. ESTRÉIA – Em 1895, publico sua primeira obra, Mármores,um livro de sonetos que cau- sa sensação nas rodas culturais de São Paulo e do Rio de Janeiro. Olavo Bilac faz-lhe elo- gios emocionados. Talento feminino – Num universo inteiramen- te dominado por poetas do chamado sexo forte, Francisca Júlia prova que mulher tam- bém sabe fazer poesia de qualidade. Cria ver- sos perfeitos, elevando-se ao nivel da “trinda- de parnasiana” (Olavo Bilac, Raimundo Cor- reia e Alberto de Oliveira), que são seus admi- radores e principais incentivadores. Última obra – Seu segundo e último livro de poesias, Esfinges, só vem a lume em 1903, merecendo os mesmos aplausos do primeiro. OBRAS 1. Mármores (poesias, 1895) 2. Esfinges (poesias, 1903) Poemas famosos: 1. Musa Impassível 2. Esfinges As Pombas Raimundo Correia Vai-se a primeira pomba despertada... Vai-se outra mais... mais outra... enfim [dezenas De pombas vão-se dos pombais, apenas Raia sanguínea e fresca a madrugada... E à tarde, quando a rígida nortada Sopra, aos pombais de novo elas, serenas, Ruflando as asas, sacudindo as penas, Voltam todas em bando e em revoada... Também dos corações onde abotoam, Os sonhos, um por um, céleres voam, Como voam as pombas dos pombais; No azul da adolescência as asas soltam, Fogem... Mas aos pombais as pombas [voltam, E eles aos corações não voltam mais... 1. ENJAMBEMENT – Processo poético de pôr no verso seguinte uma ou mais palavras que completam o sentido do verso anterior. O ter- mo francês pode ser substituído por caval- gamento ou encadeamento. No poema As Pombas, o processo em questão ocorre en- tre os versos 2/3 e 5/6 2. VERSOS DECASSÍLABOS – Todos os ver- sos do soneto têm dez sílabas métricas. Vamos verificar o 13.o verso: Fo/gem/... Mas/ aos/ pom/bais/ as/ 1 2 3 4 5 6 7 pom/bas/ vol/tam 8 9 10 3. RIMAS MASCULINAS – São masculinas as rimas que ocorrem entre palavras oxítonas ou monossílabas. Em todo o soneto, há apenas uma rima masculina: pombais/mais. 4. RIMAS RICAS – Ocorrem entre palavras de classes diferentes. Encontramo-las nos se- guintes pares de versos: 1/4 (despertada: adjetivo; madrugada: substantivo), 2/3 (deze- nas: numeral; apenas: advérbio), 6/7 (serenas: adjetivo; penas: substantivo) e 11/14 (pombais: substantivo; mais: advérbio). 5. SÍMILE – É figura que consiste em compa- rar, de maneira comum, coisas semelhantes. Note a comparação que o poeta faz entre o fenômeno que ocorre com as pombas (saem dos pombais, mas voltam) e o que ocorre no coração dos seres humanos (os sonhos saem e não voltam mais). Leitura obrigatória DESAFIO MATEMÁTICO (p. 3) 01. A; 02. B; 03. C; 04. D; 05. D;06. B; 07. C; 08. D; DESAFIO MATEMÁTICO (p. 4) 01. B; 02. E; 03. E; 04. B; 05. E;06. A; DESAFIO MATEMÁTICO (p. 5) 01. C; 02. C; 03. E; 04. C; 05. E;06. A; DESAFIO FÍSICO (p. 6) 01. III; 02. a) I – aumenta, II – diminui; b) A distribuição de cargas na esfera cria um novo campoelétrico 03. E; EXERCÍCIOS (p. 7) 01. E; 02. D; DESAFIO FÍSICO (p. 7)01. a) errada, b)certa, c)errada, d)errada e e)errada; 02. a) Q/3, b) FAC=0; 03. B; DESAFIO FÍSICO (p. 8) 01. P = 1,2 . 10-2N; 02. A; 03. a) “Saindo da partíicula; 2.105N/C, b) “Chegando” à partícula; 5.104N/C; 04. E; DESAFIO FÍSICO (p. 9) 01. 85V; 02. D; 03. E DESAFIO LITERÁRIO (p. 10) 01. D; 02. D; 03. D; 04. C; 05. E; Governador Eduardo Braga Vice-Governador Omar Aziz Reitor Lourenço dos Santos Pereira Braga Vice-Reitor Carlos Eduardo Gonçalves Pró-Reitor de Planejamento e Administração Antônio Dias Couto Pró-Reitor de Extensão e Assuntos Comunitários Ademar R. M. Teixeira Pró-Reitor de Pós-Graduação e Pesquisa Walmir Albuquerque Coordenadora Geral Munira Zacarias Rocha Coordenador de Professores João Batista Gomes Coordenador de Ensino Carlos Jennings Coordenadora de Comunicação Liliane Maia Coordenador de Logística e Distribuição Raymundo Wanderley Lasmar Produção Renato Moraes Projeto Gráfico – Jobast Alberto Ribeiro Antônio Carlos Aurelino Bentes Heimar de Oliveira Mateus Borja Paulo Alexandre Rafael Degelo Tony Otani Editoração Eletrônica Horácio Martins Encarte referente ao curso pré-vestibular Aprovar da Universidade do Estado do Amazonas. Não pode ser vendido. Este material didático, que será distribuído nos Postos de Atendimento (PAC) na capital e Escolas da Rede Estadual de Ensino, é base para as aulas transmitidas diariamente (horário de Manaus), de segunda a sábado, nos seguintes meios de comunicação: • TV Cultura (7h às 7h30); sábados: reprise às 23h Postos de distribuição: • Amazon Sat (21h30 às 22h) • RBN (13h às 13h30) reprise: 5h30 e 7h (satélite) • PAC São José – Alameda Cosme Ferreira – Shopping São José • Rádio Rio Mar (19h às 19h30) • PAC Cidade Nova – Rua Noel Nutles, 1350 – Cidade Nova I • Rádio Seis Irmãos do São Raimundo • PAC Compensa – Av. Brasil, 1325 – Compensa (8h às 9h e reprise de 16h às 16h30) • PAC Porto – Rua Marquês de Santa Cruz, s/n.° • Rádio Panorama de Itacoatiara (11h às 11h30) armazém 10 do Porto de Manaus – Centro • Rádio Difusora de Itacoatiara (8h às 8h30) • PAC Alvorada – Rua desembargador João • Rádio Comunitária Pedra Pintada de Itacoatiara Machado, 4922 – Planalto (10h às 10h30) • PAC Educandos – Av. Beira Mar, s/nº – Educandos • Rádio Santo Antônio de Borba (18h30 às 19h) • Rádio Estação Rural de Tefé (19h às 19h30) – horário local • Rádio Independência de Maués (6h às 6h30) • Rádio Cultura (6h às 6h30 e reprise de 12h às 12h30) • Centros e Núcleos da UEA (12h às 12h30) www.uea.edu.br e www.linguativa.com.br Endereço para correspondência: Projeto Aprovar - Reitoria da UEA - Av. Djalma Batista, 3578 - Flores. CEP 69050-010. Manaus-AM Confira as escolas onde será realizado o Simuladão do Aprovar UEA: