Imunologia Básica e Médica
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Imunologia Básica e Médica


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Imunologia Básica e Médica
PROFESSORES: ZULEICA E RONEI
RESPOSTA IMUNE
O homem desenvolveu um sistema que permitisse sua sobrevida e de sua prole: sistema imunológico resposta imune (reação aos desafios que estão na natureza, que permite que fiquemos em um estado saudável). 
LINHA DO TEMPO
No século XV, ocorre um processo onde chineses e turcos faziam com que crianças respirassem o pó derivado de feridas da varíola, deste modo iniciava-se uma forma primitiva da vacina, pois assim diminuíam a gravidade da doença, ou até mesmo não pegavam a doença.
Depois disso, em 1798, um médico inglês fez a vacina para a varíola, descoberta a partir do contato das mulheres com as vacas, e deste modo não eram contaminadas pela doença. Retiravam-se crostas das feridas das vacas, e junto a substancias criou-se a primeira vacina, e assim isso era aplicado na pele de algum voluntário. 
Somente um século depois, ocorre a projeção de uma vacina antirrábica e contra a cólera aviário.
Em 1886, com o desenvolvimento do microscópio, começou-se a enxergar microrganismos, e deste modo começou-se a entender a fonte de varias patologias. 
Em 1890, começou a ser utilizado o soro de pessoas que tivessem se curado a determinadas doenças a pacientes afetados pela mesma, e deste modo foi criada uma atividade antitóxica. 
Começou-se a ter informações, ainda em 1890, sobre macrófagos e fagócitos, aprimorando cada vez mais o conhecimento sobre a imunologia. 
Somente a partir da década de 70 que se começou a falar de linfócitos, antes só se falava de anticorpos. 
Ao contraio de outras ciências, a imunologia ainda é uma ciência em construção, pois ainda está sendo descoberto vários conceitos.
RESPOSTA IMUNE
Resposta coletiva e coordenada frente à introdução de substancias estranhas (microrganismos e macromoléculas = antígeno), envolvendo eventos celulares e moleculares com consequências fisiológicas (manutenção de saúde) ou patológicas. 
RECONHECIMENTO PRÓPRIO RECEPTORES MOLECULARES (TLR, MANR, CD14, SCAVENGER \u2013 INATA /BCR, TCR \u2013 ADAPTATIVA) NÃO PRÓPRIO GERAÇÃO DE RESPOSTA IMUNE
CONCEITOS BÁSICOS
a) Imunidade ativa: aquela em que o organismo, ao fazer contato com um antígeno, através de vacinas ou em natura, ele ativara células e moléculas do sistema imune para fazer uma resposta frente a uma infecção, produzindo dentro de semanas, células efetoras da resposta imunológica, que eliminarão a infecção, se recuperando e ganhando a imunidade. Gera memoria imunológica. (ex.: vacina). Deste modo, o próprio organismo produz suas células de defesa
b) Imunidade passiva: aquela em que organismo que está recebendo o material para torna-lo imune, não é responsável por produzir as células efetoras da resposta imune, recebendo isso pronto, como é o caso da soroterapia. Como não foi ele quem produziu, depois de um tempo este material será metabolizado, perdendo este estado de imunidade, não adquirindo a memoria imunológica. (ex.: soro antiofídico). 
Obs.: imunidade adotiva: dentro da imunidade passiva, na qual são transferidas células efetoras de um indivíduo para outro, sendo temporário. 
c) Imunidade inata (natural): ocorre uma reação em minutos após o desafio imunológico e atinge seu ápice em até 24 horas, depois essa resposta começa a decair, sendo assim rápida. Estarão envolvidas barreiras epiteliais, células dessa primeira frente de defesa, como os fagócitos, além disso as células NK (natural killer) e proteínas solúveis (sistema complemento, onde há uma sequência de proteínas que ativam umas às outras e geram no final da cascata de ativação moléculas biologicamente ativas), que são presentes inativas e são ativadas a partir do reconhecimento do próprio neutrófilo, o grupo de citocinas e quimiocinas, e que agem sobre outras células do sistema imune. Corresponde a 80% da resposta de defesa, decorrente da rapidez do processo e não exige multiplicação celular e com pouco consumo de energia. Barreiras: mecânicas, químicas, microbiológicas, celular e citocinas. É a primeira a ocorrer, pois já esta \u201cpronta\u201d. 
d) Imunidade adaptativa (adquirida): resposta que se demora mais para aparecer, ocorrendo a partir de 22 horas, ocorrendo a síntese proteica. O ápice da resposta só ocorre a partir do 8º dia após o primeiro contato com o antígeno. Se houver a memoria imunológica, a resposta pode ocorrem em 4 dias. As células centrais são os linfócitos B (geram anticorpos e fazem a resposta humoral) e T (geram células T efetoras e fazem a imunidade celular, se associando a outras células e eliminando antígenos), que se juntam a células da resposta inata como os macrófagos para fazer a resposta final de eliminação do antígeno. Ocorre também a presença de citocinas e quimiocinas, que se diferem da resposta inata. Composta por 5 fases, uma fase inicial (reconhecimento do antígeno), na qual as células apresentadoras de antígenos apresentam estes aos linfócitos. 
Será escolhido um linfócito B e/ou um T que reconhece especificamente aquele antígeno. O que tiver o receptor molecular será ativado. 
Selecionado que vai reagir, esses linfócitos sofrem um processo de ativação, que compreende na multiplicação das células escolhidas (expansão clonal), sendo caracterizada a segunda fase. 
Sofrem diferenciação em células efetoras, que irão funcionar para eliminar o antígeno, o linfócito B torna-se uma célula produtora de anticorpos e a T se torna ativada. 
Fase de eliminação do antígeno ocorre em seguida, por meio de anticorpos (resposta imune) ou por meio de resposta dos linfócitos T (resposta celular).
Após a eliminação do antígeno, ocorre a contração, onde as células que não forem usadas morrerão por apoptose, e simultaneamente outras células que não se tornaram em efetoras não serão eliminadas e nem utilizadas, sendo estas as células responsáveis pela resposta imune, que serão armazenadas nos órgãos linfoides, dentre outras partes do corpo. 
Quando ocorre uma infecção do mesmo tipo, a resposta é mais rápida pois já tem algumas células efetoras prontas e um maior número de células que tem o receptor. 
TEORIA DA SELEÇÃO CLONAL
Todos nos teremos um conjunto de células chamadas de precursores de linfócitos, e essas células vão dar origem a vários linfócitos, isso vai ocorrer na medula óssea, onde eles já saem de células hematopoiéticas.
Esses precursores se multiplicarão em várias células de linfócitos, e esses serão morfologicamente semelhantes entre si, porem serão diferentes quanto a capacidade de reconhecer antígenos, gerando a especificidade. 
Nos órgãos linfoides, ocorrera o abrigo de vários tipos de linfócitos (população que tem receptores moleculares distintos), e o antígeno apresentado somente ativara um tipo de linfócito, que terá o receptor correto, e é ele que faz a fase do reconhecimento, expansão clonal, e a depois produção de anticorpos. 
DOENÇAS DE ORIGEM IMUNOLÓGICA
Falência ou deficiência do sistema imune
Transformação maligna
Desregulação imunológica
Autoimunidade
Consequências adversas da resposta imune fisiológica
RELEVÂNCIA CLINICA
Síndromes de deficiência imune infecções características
Deficiência em resposta celular (LT)
Deficiência em resposta humoral (LB)
Deficiência em resposta de fagócitos
Deficiência em moléculas de adesão
Deficiência em componentes do sistema complemento
ÓRGÃOS LINFOIDES
Os tecidos linfoides são classificados como órgãos geradores, também denominados órgãos linfoides primários ou centrais, onde os linfócitos primeiro expressam os receptores de antígenos e atingem a maturidade fenotípica e funcional, e órgãos periféricos, também chamados de órgãos linfoides secundários, onde as repostas dos linfócitos aos antígenos estranhos são iniciadas e se desenvolvem. 
Órgão linfoides geradores: medula óssea (maturação células B) e timo (maturação células T).
Os linfócitos B parcialmente maduros na medula óssea entram na circulação, ocupam os órgãos linfoides secundários, incluindo baço e linfonodos, e completam sua maturação principalmente no baço. Os linfócitos T amadurecem no timo e,