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1 INTRODUÇÃO 
A gravimetria, ou análise gravimétrica, é um método analítico quantitativo que envolve a separação e pesagem de um elemento (ou um composto do elemento) na forma mais pura possível. Através de uma quantidade conhecida da amostra, é feita a separação do elemento ou composto. A gravimetria reúne uma variedade de técnicas, onde a maioria envolve a transformação do elemento a ser determinado num composto puro e estável e de estequiometria definida, cuja massa é utilizada para determinar a quantidade do analito original. (HARRIS, 2012) 
	A análise gravimétrica baseia-se na medida indireta da massa de um ou mais constituintes de uma amostra. Entende-se por medida indireta a conversão de determinada espécie química em uma forma separável do meio em que está se encontra. Depois ela é recolhida e, através de cálculos estequiométricos, é determinada a quantidade real de determinado elemento ou composto químico, constituinte da amostra inicial. (HARRIS, 2012)
São vários os meios possíveis de separação do constituinte: precipitação química, eletrodeposi- ção, volatilização ou extração. (HARRIS, 2012)
	1.1 Gravimetria por precipitação
Na gravimetria por precipitação química, o constituinte a determinar é isolado mediante adição de um reagente capaz de ocasionar a formação de uma substância pouco solúvel (inicialmente, o item em análise encontra-se em uma forma solúvel em determinado meio). Em uma análise gravimétrica o produto ideal deve ser insolúvel, facilmente filtrável, muito puro e possuir composição conhecida. Apesar de poucas substâncias terem todos esses requisitos, outras técnicas podem auxiliar na análise gravimétrica. (HARRIS, 2012)
Em linhas gerais, a precipitação segue a seguinte ordem:
precipitação > filtração > lavagem > aquecimento > pesagem
Assim, para alcançar bons resultados, deve-se obter um precipitado “puro” e que possa ser recuperado com alta eficiência.
Características de um bom precipitado:
-Ter baixa solubilidade 
- Ser fácil de recuperar por filtração 
- Não ser reativo com o ar, a água 
- Ser algo onde o nosso analito seja apenas uma pequena porção do precipitado. (HARRIS, 2012)
2 OBJETIVO
	Determinar o teor de cloreto de sódio em água marítima.
3 MATERIAIS E MÉTODOS
3.1 Métodos 
Com o auxílio de uma pipeta volumétrica de 5mL, transferiu-se 5mL de água marítima para um béquer de 100mL, logo após colocou-se 40mL de solução de AgNO3 0,1mol/L ao mesmo e agitou-se a solução contida no béquer.
	Pesou-se o cadinho de Gooch de placa porosa n°3 vazio para a determinação do seu peso. Em seguida, filtrou-se no mesmo seco e tarado. O cadinho foi lavado com água destilada e álcool, para retirar os resíduos contido ainda no seu interior. Logo após deixou secar na estufa por uma hora á 120°C e deixou resfriando no dessecador. No dia seguinte, pesou-se o cadinho novamente para determinação da massa do precipitado. 
	Determinou-se a massa do NaCl através da estequiometria da reação. 
4 RESULTADOS E DISCUSSÃO
O íon cloreto (Cl-) do cloreto de sódio (NaCl) se transforma em um precipitado sólido de cloreto de prata (AgCl), este precipitado é insolúvel e por isso fica depositado no fundo do recipiente.
Equação do processo:
NaCl(aq)+ AgNO3(aq) → AgCl(s) + NaNO3(aq)
A equação permite demonstrar que o íon Cl- do NaCl é transferido para o AgCl durante a reação.
	Para a determinação da massa de NaCl na água marítima, utilizou-se os seguintes cálculos:
Massa AgCl = m2 – m1, sendo que m2 é a massa final (cadinho + AgCl) e m1 é o peso do cadinho vazio. 
Massa do AgCl = 30,66 – 29,76
Massa do AgCl = 0,9g
58,5g NaCl 	143,3g AgCl
 X 	0,9g 
143,3 X = 52,65
 X= 0,36g de NaCl
Através da massa obtida de NaCl na água marítima, pode-se calcular a concentração aproximada de NaCl com o seguinte cálculo:
5mL água marítima 0,36g NaCl
1000mL X 
 5 X = 360
X= 72g de NaCl CNaCl = 72g de NaCl
 L água marítima 
A composição química de sais na água do mar é a quantidade e os tipos de sais que se encontram dissolvidos no oceano na forma de íons. Em um quilograma de água do mar há em média 35 gramas por litros de compostos dissolvidos, chamados sais inorgânicos. Isso significa que a água do mar é constituída por 96,5% de água pura e 3,5% de sais. Os sais representam a maior parte das espécies químicas dissolvidas na água do mar, tendo como principais constituintes: Cl, Na, SO4, Mg, Ca, K e bicarbonato. Estes constituintes estão diretamente associados com uma propriedade da água do mar conhecida como salinidade. (SCHMIEGELOW, 2004) 
	Com base nos autores citados a cima, sabe-se que a concentração de NaCl juntamente com presenças de outros componentes químicos nas águas marítimas é aproximadamente 35g/L. No experimento realizado, pode-se obter uma concentração de 72g/L de NaCl, vê-se que a concentração obtida em laboratório é maior do que fala na literatura, pois a água marítima foi preparada no laboratório utilizando o NaCl em uma concentração maior. Na água do mar são encontrados além do NaCl outros componentes químicos que fazem com que a água fique salgada e por isso a concentração muda. 
5 CONCLUSÃO
	Conforme o experimento realizado, pôde-se determinar através do método de gravimetria a concentração de NaCl em água marítima e comparar o mesmo com base na literatura. 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Decicino, Ronaldo. Salinidade das águas: Sais dissolvidos tornam mares e oceanos salgados, 2007. Disponível em:  <http://educacao.uol.com.br/disciplinas/geografia/salinidade-das-aguas-sais-dissolvidos-tornam-mares-e-oceanos-salgados.htm> Acessado em 14 de maio de 2018 14:00
HARRIS, D.C. Análise química quantitativa. 8. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2012.
Schmiegelow, João Marcos Miragai. 2004. O planeta azul: Uma introdução às ciências marinhas. Interciência Ltda, Rio de Janeiro, 202p.

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