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MARKETING VERDE E RESPONSABILIDADE SOCIAL AULA 4 Profª Cora Catalina 2 CONVERSA INICIAL Um exemplo histórico para o marketing, a respeito dos impactos que podem ocorrer na ausência de normativas e regras entre o fabricante e a cadeia de fornecedores, aconteceu com a Nike. Em 1996, ao ser publicada numa revista internacional a fotografia de uma criança paquistanesa costurando bolas da marca, a imagem Nike ficou marcada pelo uso de trabalho infantil. Em 2013, o prédio de uma fabricante de roupas desabou em Bangladesh, matando 1.100 pessoas de uma só vez. Para a sorte da Nike, menos de um mês antes desse acidente, a empresa havia se retirado do país porque não via segurança nas instalações. Desde então, a empresa mudou sua estratégia, planeja a escolha de fornedores, segue normas e colabora para o desenvolvimento de políticas públicas de prevenção e erradicação do trabalho escravo. (Exame, 2014) Nesta aula apresentaremos a importância das certificações e normas na gestão da responsabilidade social (RS). Apresentaremos a ISO 14001 de gestão ambiental e a ISO 26000 de RS, ambas normativas internacionais. O terceiro tema será sobre a SA 8000, também voltada à gestão da RS, focada, principalmente, em fornecedores e distribuidores. E apresentaremos a NBR 1600, a única norma brasileira que certifica em RS. Selos verdes e rotulagens ambientais serão abordados. E, no último tema, conheceremos qual é a importância do Código de Defesa do Consumidor. TEMA 1 – IMPORTÂNCIA DAS CERTIFICAÇÕES E NORMAS As certificações ambientais e a padronização de normas se constituem, cada vez mais, na garantia dos atributos ambientais e socialmente responsáveis divulgados pelas empresas. A padronização da produção verde, requisitos de desempenho, qualidade, tecnologia e inovação, as formas de comunicação são alguns dos exemplos de benefícios obtidos com a normatização de bens e serviços. Para o consumidor é a certeza de estar adquirindo um produto ou serviço de qualidade para si, para o ambiente e com respeito às questões sociais. Para os stakeholders que se relacionam com a empresa certificada, possibilita a identificação com a maneira de fazer negócios e ganho de visibilidade mútuo. Nas últimas décadas, muitas organizações sem fins lucrativos realizam parcerias com as indústrias como forma de monitorar e influenciar nas decisões 3 do negócio para direcionamentos que atendam interesses da sociedade e meio ambiente. O Instituto Chico Mendes, por exemplo, “tem como objetivo a promoção do desenvolvimento sustentável” e desenvolve o Programa Selo Verde, conferido a órgãos públicos, entidades do terceiro setor e empresas, “dentro de critérios que levam em consideração o potencial de poluição e grau de utilização de recursos naturais”. Na gestão da responsabilidade social, as normas são de uso voluntário, isto é, não são obrigatórias por lei. Segundo o Inmetro, “as certificações voluntárias são aquelas em que a empresa define se deve ou não certificar o seu produto, de acordo com o disposto em uma norma técnica, a partir dos benefícios que identifique que essa certificação pode trazer ao seu negócio”. Os principais benefícios da aplicação de normas e certificações são: “tornar a fabricação e o fornecimento de produtos e serviços mais eficientes; facilitar o comércio mais justo entre países; fornecer aos governos uma base técnica para saúde, segurança e legislação ambiental; atender à reivindicação da sociedade” (ABNT). As grandes empresas, que gerenciam multimarcas, têm adotado normas de certificações, principalmente, com os stakeholders da cadeia de suprimentos, visando que a garantia de fornecimento, transporte, armazenamento etc., estejam em sintonia com os padrões da sustentabilidade e RS. Para facilitar a leitura relacionada às certificações que veremos durante esta aula, observemos o quadro. Quadro 1 – Normas de certificações NORMA ANO TEMA ISO 14001 1996 1a edição 2015 2a edição Gerenciar o risco ambiental, reduzindo o consumo de recursos naturais e custos operacionais. ISO 26000 ABNT-NBR ISO 26000 2010 Genebra, Suíça 2010 São Paulo, BR Diretrizes sobre Responsabilidade Social Corporativa SA 8000 1997 1a edição 2014 2a edição Responsabilidade Social e stakeholders internos-cadeia de suprimentos ABNT-NBR 16001 2004 1a edição 2012 2a edição Responsabilidade Social Sistema da Gestão 4 TEMA 2 – CONHECENDO A NORMA ISO 14001 E ISO 26000 A avaliação do desempenho das indústrias, principalmente em relação à geração de emissões atmosféricas, resíduos sólidos, efluentes industriais, esgotos, ruídos, sob a ótica da sustentabilidade, leva em conta, notadamente, padrões de certificação adotados. Um dos mais renomados instrumentos internacionais de certificação de abrangência micro e privada são as Normas ISO de gestão ambiental e responsabilidade social. A International Organization for Standardization (ISO), com sede em Genebra, na Suíça, tem como associados organismos de normalização de aproximadamente 160 países. A ISO tem a função de criar normas que facilitem o comércio e as boas práticas de gestão, além de disseminar conhecimentos, tecnologias e inovação. A ISO-14001 é uma norma certificadora que orienta o gerenciamento e estabelece cinco princípios de um Sistema de Gestão Ambiental (SGA): 1. Comprometimento e governança: da alta administração para o estabelecimento de uma política ambiental; 2. Planejamento: envolve a formulação de um plano para cumprir a política ambiental estabelecida e um Programa de Gestão Ambiental (PGA); 3. Implantação: aporte de recursos de infraestrutura, financeiros e capacitação de equipes para alcance de objetivos e metas; 4. Medição e avaliação: trata da medição e do monitoramento do desempenho ambiental, possibilitando prevenção de riscos, ações corretivas e a gestão da informação; 5. Análise crítica e melhorias: gerencia modificações do sistema. No Brasil são aproximadamente vinte certificadoras que auditam e concedem certificação de Sistema de Gestão Ambiental (SGA), segundo critérios da ISO 14001. A empresa Heineken, por exemplo, comunica em seu relatório de sustentabilidade que: desde 2003 aplica a ISO 14001, além de outras certificações e normas. A visão de longo prazo e o posicionamento de marketing a ser alcançado, é “ser a cervejaria mais verde do mundo”. A HEINEKEN Brasil figura entre as subsidiárias que mais reciclam resíduos sólidos resultantes da produção das operações: 99,7%. Focada na conscientização dos empregados para a importância do reaproveitamento e ações de separação dos resíduos industriais, o envio de papelão para recicladores e o uso do bagaço de cevada para a produção de alimentação animal. Em relação à diminuição de poluentes atmosféricos, o nível de emissão de carbono que a HEINEKEN Brasil atingiu em 2012, foi de 6,8 kg CO2/hL, abaixo da média global de 8,4 kg CO2/hL. Esses resultados foram voltados, 5 principalmente, à redução no consumo de energia térmica e elétrica. (Heineken, 2012) A ISO 26000 – Diretrizes sobre Responsabilidade Social (RS), publicada em novembro de 2012 na Genebra, Suiça, foi elaborada com a participação de 99 países e 42 organizações, dentre elas, Global Reporting Initiative (GRI), Pacto Global da Organização das Nações Unidas (ONU), Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). A ISO 26000 está completamente alinhada às diretrizes da RS que incluem os impactos sociais provocados pelo mercado de produção de bense consumo no planeta, principalmente, sobre direitos humanos e trabalhistas. Também considera tratados internacionais de grande legitimidade, indo de encontro a uma economia globalizada, na qual as grandes marcas transitam por diversos países, tanto na fase de produção como de circulação de mercadorias. A ISO 26000 pode ser aplicada por qualquer tipo de organização. “A ISO 26000 não é uma norma certificadora, diferentemente da ISO 9001 de gestão da qualidade e da ISO 14001, de gestão ambiental. A ISO 26000 é uma norma Internacional que complementa a nacional porque traz orientações e diretrizes, enquanto que a ABNT NBR 16001 é uma norma de requisitos obrigatórios para quem declarar segui-la”. Saiba mais Acesse o site ISO 26000 Instituto Observatório Social e leia mais sobre essa importante norma. Disponível em: <http://www.observatoriosocial.org.br/sites/default/.../07-01-2011_08- norma_iso_26000.pdf>. Acesso em: 7 jun. 2018. Sugerimos também assistir ao vídeo “ISO 26000 A norma de Responsabilidade Social”. O vídeo exibe os valores e crenças da norma e do que se propõe a ser. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=kYV5ZYdx2L4#action=share>. Acesso em: 7 jun. 2018. TEMA 3 – NORMA SA 8000 E NBR 16001 A SA8000 é a norma internacional que certifica organizações em todo o mundo. Em 1997 a Social Accountability International publicou sua primeira edição, como uma iniciativa multi-stakeholder. Desde 2014, edição atual, orienta as organizações certificadas para o tratamento justo dos trabalhadores. 6 A SA8000 tem validade de três anos, podendo ser renovada de acordo com resultados de auditoria e monitoria contínuas, que medem o desempenho social em nove áreas importantes, por intermédio de um sistema de gerenciamento de melhoria contínua para a responsabilidade social focado nas seguintes áreas: trabalho infantil; trabalho forçado ou obrigatório; saúde e segurança; liberdade de associação e direito à negociação coletiva; discriminação; práticas disciplinares; horas de trabalho; remuneração; sistema de gestão. A exemplo da relevância da SA8000 nas organizações brasileiras, destaca-se o cenário atual sobre direitos humanos: O Brasil não cumpriu o objetivo de erradicar o trabalho infantil até 2016 e tem risco de não conseguir acabar com essa prática até 2025, mostra relatório sobre o tema, elaborado pelo Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (FNPETI) e pelo Ministério Público do Trabalho. (Agência Brasil, 2017) Segundo o relatório, ainda havia 2,67 milhões (4,5%) de meninos e meninas desempenhando alguma atividade laboral em 2015. No aspecto do marketing e gestão sustentável, a SA8000 é uma certificação apreciada por marcas e líderes da indústria por sua abordagem rigorosa para garantir a mais alta qualidade de conformidade social em suas cadeias de suprimentos. A ABNT NBR-16001 é a norma brasileira de RS voltada para o sistema da gestão da responsabilidade social. Ela, ao contrário da ISO 26000, certifica as organizações por intermédio do Inmetro. Utiliza o conceito associado ao desenvolvimento sustentável, nas três dimensões: econômica, ambiental e social. ABNT NBR 16001 exige que as partes interessadas da organização (stakeholders) sejam consultadas e envolvidas no processo de auditoria. Segundo o Inmetro: “esta norma brasileira difere da norma internacional ISO 26000 porque enquanto esta última traz orientações e diretrizes, a ABNT NBR 16001 é uma norma de requisitos obrigatórios para quem declarar segui- la. Estes requisitos possibilitam a verificação do cumprimento à Norma”. No Brasil, o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, é responsável pela gestão do Programa Brasileiro de Certificação em Responsabilidade Social (PBCRS) e pela definição dos requisitos de certificação, que estabelece a forma da avaliação. A principal referência normativa do PBCRS é a norma ABNT NBR 16001. 7 TEMA 4 – SELOS ECOLÓGICOS, SOCIAIS E ROTULAGEM AMBIENTAL Os selos ecológicos, agora denominados “selos verdes”, estão cada vez mais popularizados junto aos consumidores. Eles comunicam de maneira fácil os atributos ambientais e funcionam como uma chancela de aprovação da marca. A imagem de um selo, com destaque na embalagem de um produto, é fator-chave na comunicação de marketing, pois precisa estar disponível e levar boas informações durante diferentes etapas da jornada do consumidor. No escopo de selos ambientais, de acordo com a classificação ISO, são voluntários e existem três tipos de rotulagem: Tipo I: rótulos ambientais certificados – são baseados em considerações do ciclo de vida do produto e se estabelecem segundo a norma NBR ISO 14024. O objetivo é a redução de impactos negativos causados no meio ambiente em todas as etapas do ciclo de vida dos produtos: extração de recursos, fabricação, distribuição, utilização e descarte. Esta Norma estabelece os procedimentos de certificação para a concessão do rótulo. Tipo II: auto declarações – baseadas “nos requisitos para auto declarações ambientais, incluindo textos, símbolos e gráficos, no que se refere aos produtos (ex.: símbolo Möbius da reciclagem)”. No cenário brasileiro têm ganhado destaque para embalagens em geral porque são a melhor interface com o consumidor. Os símbolos para embalagens plásticas, de papel, alumínio, aço, longa-vida e papel cartão, vidro. Campanhas anti-littering (“anti-lixo”) têm sido destaque com este tipo de selo porque, segundo o Cempre, “chamam a atenção para a necessidade de direcionar a embalagem pós-consumo para o destino adequado, a lata do lixo, cujos símbolos orientam onde colocar resíduos de vidros, papel, orgânicos, tóxicos, etc.”. Saiba mais Leia o artigo “A realidade da rotulagem ambiental”, do website Compromisso Empresarial para a reciclagem, e saiba mais sobre o assunto. Disponível em: <http://cempre.org.br/biblioteca/pesquisa/lista/v2/rotulagem /v1/all>. Acesso em: 8 jun. 2018. Tipo III: Declarações Ambientais do Produto (DAP): “baseiam-se em estudos de ACV – Avaliação do Ciclo de Vida (NBR ISO 14025) e 8 fornecem uma descrição detalhada de características ambientais de produtos ao longo do seu ciclo de vida (desde a extração das matérias- primas, processo de fabricação, uso e descarte). Principal destaque para alimentos e bebidas, onde as informações ao consumidor são cada vez mais necessárias”. As quatro regras de marketing para escolha de selos são: 1. Certifique-se que a organização certificadora aplica uma metodologia que tenha credibilidade. Analise se os padrões foram desenvolvidos adequadamente de acordo com organizações como a ISO, Inmetro, ABNT BR; 2. Com tantas marcas disponíveis, é possível que a sua se qualifique para mais de um selo ecológico ou RS e para mais de um atributo de produto, por exemplo, ingredientes, embalagem, fabricação. Certifique-se de que esses atributos sejam os mais relevantes para sua marca; 3. Explique aos consumidores a respeito dos critérios específicos nos quais seu selo se baseia. Por exemplo, se o selo se baseia em um único atributo, cuidado para não comunicar que o produto todo é “mais verde”. Esse tem sido um erro comum em estratégias de marketing. Compartilhe informações detalhadas em sites e redes sociais; 4. Muitos selos não são amplamente reconhecidos, por isso, ajude a criar a demanda para o seu Selo por meio de comunicações de marketing. TEMA 5 – O CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR Tentativas de regulamentar as vendas de petiscos com teoreselevados de gordura e refrigerantes em escolas nos Estados Unidos da América se tornaram quase uma causa célebre entre defensores antiobesidade e legisladores. E as regulamentações de marketing podem ser descritas como fragmentadas no que se refere às crianças, apontou o estudo realizado pela Organização Mundial da Saúde (Howkes, 2006). E, “embora as regulamentações sobre patrocínio e promoções de vendas sejam bastante comuns, pouquíssimos países têm regulamentações sobre essas questões específicas para o público infantil e/ou para alimentos”. A qualidade da informação nas relações de consumo representa uma das principais finalidades do Código de Defesa do Consumidor. O objetivo é inibir 9 possíveis ilicitudes decorrentes da atividade de fornecimento de mercadorias e serviços. É exemplo, o art. 37: “É proibida toda publicidade enganosa ou abusiva”. “Parágrafo 1° É enganosa qualquer modalidade de informação ou comunicação de caráter publicitário, inteira ou parcialmente falsa, ou, por qualquer outro modo, mesmo por omissão, capaz de induzir em erro o consumidor a respeito da natureza, características, qualidade, quantidade, propriedades, origem, preço e quaisquer outros dados sobre produtos e serviços”. Saiba mais Leia o Código de Defesa do Consumidor e entenda melhor seus direitos. Disponível em: <https://www.idec.org.br/codigo-de-defesa-do-consumidor>. Acesso em: 8 jun. 2018. O Código de Defesa do Consumidor é um documento importante para apoiar as decisões na comunicação de marketing. Um dos principais instrumentos de estímulo ao consumo é a publicidade. Assim, a comunicação publicitária tem como função principal persuadir o consumidor para que adquira mercadorias e serviços. “A publicidade possui fortes vinculações éticas na sua produção, na medida em que influencia a tomada de decisões. Os preceitos éticos precisam ser delineados por uma persuasão respeitosa com o consumidor” (Masso, 2009). Ao elaborar a estratégia de posicionamento de branding sustentável de empresas que praticam ou desejam aplicar diretrizes da sustentabilidade, deve se considerar as características dos produtos e a possível reação do consumidor, que pode ser emocional ou racional. Os atributos comunicados com informações baseadas em legislação são de caráter racional porque são predominantemente técnicas. Já os atributos comunicados com instrumentos da publicidade são baseados, principalmente, na emoção e motivação. Também é preciso estar atento ao praticar atos de publicidade porque, embora seja uma atividade que decorre da liberdade que a empresa tem para se posicionar no mercado, deve se respeitar limites e direitos previstos e defendidos constitucionalmente. 10 NA PRÁTICA A atividade a realizar é a busca de um bom exemplo de aplicabilidade de norma, certificação de RS ou selo ambiental. Para resolver, siga os 3 passos a seguir: 1. Escolha o exemplo realizado por uma organização; 2. Identifique qual é a norma, certificação de RS ou selo ambiental; 3. Observe se a forma de comunicação de marketing está adequada; Síntese de uma resolução 1. Pesquisar na internet e fazer a escolha; 2. Descreva se é uma diretriz ou uma certificação; 3. Avalie se a maneira como está divulgada a informação realmente fortalece a marca de maneira positiva. FINALIZANDO Ana Amélia de Conti, autora do livro Os diferentes tons da sustentabilidade (2016), ao fazer a análise sobre os controles internos das organizações afirma que não bastam códigos, normas de conduta, políticas internas, leis, regulamentos e certificações se não há mecanismos que verifiquem se todos os funcionários e colaboradores os conhecem e aplicam adequadamente. E recomenda investir em capacitação humanizada das equipes para alcançar o real comprometimento, ter um sistema de monitoramento contínuo para o cumprimento das normativas e tolerância zero com as transgressões. Para mim, autora deste material, quando a responsabilidade social está internalizada na “mente” e “coração”, se compreende que ser ético nas atitudes, sempre, é o melhor para o negócio, para as pessoas e para o planeta. Nesta aula, foram disponibilizadas informações sobre a importância da legislação e normas brasileiras. Focamos, principalmente, em algumas normativas da ISO e ABNT. Também vimos a importância dos selos verdes, a rotulagem ambiental e sua tipologia. Por último, abordamos a importância do Código de Defesa do Consumidor. 11 REFERÊNCIAS ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas. Normalização: definição. Disponível em: <http://www.abnt.org.br/normalizacao/o-que-e/o-que-e>. Acesso em: 8 jun. 2018. ASPECTOS estratégicos e operacionais da norma ISO 14001. Portal Educação. Disponível em: <https://www.portaleducacao.com.br/conteudo/artig os/direito/aspectos-estrategicos-e-operacionais-da-norma-iso-14001/27068>. Acesso em: 8 jun. 2018. BRASIL não cumpre meta de erradicar trabalho infantil até 2016, mostra relatório. Agência Brasil, 25 out. 2017. Disponível em: <http://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2017-10/brasil-nao- cumpre-meta-de-erradicar-trabalho-infantil-ate-2016-mostra-relatorio>. Acesso em: 8 jun. 2018. DIAS, R. Marketing ambiental: ética, responsabilidade social e competitividade nos negócios. 1. ed. São Paulo: Atlas, 2012. 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