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BIOMECÂNICA PÉ E TORNOZELO Prof. Me. Willian de C. Nunes O pé é considerado como uma das mais importantes articulações do corpo, pois além de possuir importantes funções no suporte de peso e na marcha, ele é causa de várias patologias, instabilidades ou desequilíbrios em todo o sistema músculo-esquelético O pé é composto de 26 ossos e 30 articulações Articulação do Tornozelo Tornozelo: Complexo articular distal do MMII Articulação Tibio-társica Articulação Subtalar Articulação Medio-társica Articulação Tibio-társica Articulação em dobradiça Para medir os graus de amplitude de movimento do tornozelo, o joelho deve estar flexionado. Com o joelho fletido, o tornozelo pode ser dorsifletido cerca de 20º, já com o joelho estendido , essa amplitude diminui para 15º, isso devido a maior ou menor tensão do músculo gastrocnêmio. A amplitude de movimentação em flexão plantar do tornozelo é de aproximadamente 45º Articulação Subtalar Inversão é um movimento combinando supinação, adução e flexão plantar. Eversão é um movimento combinando pronação, abdução e dorsiflexão. Função primordial de permitir a rotação da perna no plano transverso durante a marcha. A rotação do talo sobre o calcâneo torna o pé um transmissor direcional e um conversor do torque para a cadeia cinética. Articulação Medio-társica Adução é o movimento do antepé em direção medial. Abdução é o movimento do antepé na direção lateral. Desta maneira, pode-se concluir que o complexo articular do tornozelo possui movimentos nos 3 planos: sagital, frontal e transverso. Articulações do Pé ART. SUBTALAR (TALOCALCÂNEA) ART. MEDIOTÁRSICA (TRANSVERSA DO PÉ) ART. TARSOMETATÁRSICA ART. METATARSOFALANGEANA ART. INTERFALANGEANA Pé – Arcos Plantares São arcos formados pelos pontos de apoio do pé, são importantes para a distribuição de peso de forma adequada na planta do pé. Arco Longitudinal Medial Arco Longitudinal Lateral Arco Transverso Pé – Arcos Plantares Arco Longitudinal Medial Pé – Arcos Plantares Arco Longitudinal Lateral Pé – Arcos Plantares Arco Transverso Pé Retro-pé (calcâneo e tálus) Medio-pé (Ossos do tarso – Estruturas ósseas: Navicular, Cubóide, 1º,2º,3º Cuneiformes) Ante-pé (metatarso e falanges) Anatomia e Biomêcanica de pé e tornozelo MOVIMENTOS - RETROPÉ Articulações - Mediopé Estruturas ósseas: Navicular, Cubóide, 1º,2º,3º Cuneiformes Possui 2 eixos Oblíquo: pequena amplitude de movimento, sendo maior nos planos transversal (ABD /ADD) e sagital • (flexãoplantar e dorsiflexão). A orientação do eixo é de 52˚ à partir do plano horizontal e 57˚ do plano sagital. Longitudinal: possui uma direção ântero-posterior, quase reta. Está orientado apenas 15˚ no plano transversal e 9˚ no sagital (predominam os movimentos de inversão e eversão). Articulações - Antepé Formado pelos ossos metatársicos e falanges e as articulações; Função: Manter o arco metatársico transverso e longitudinal Lado medial mais alto = supinação; Lado medial abaixo do plano neutro = pronação; Movimento da articulação tarsometatársica; Articulação metatarsofalangiana Movimentos de flexão, extensão, adução e abdução; Função primária: apoio sobre os dedos Articulações Interfalangeanas Classificação Sinovial Dobradiça – Gínglimo Movimentos (Flexão-Extensão) Graus 0-20 Articulações Interfalangeanas Articulações interfalangeanas Do 2º ao 5º dedos Interfalangeana proximal, média e distal Hálux Interfalangeana proximal e distal Movimentos das interfalangeanas Flexão das IFP Flexor longo e curto dos dedos Flexão das IFD Flexor longo dos dedos Flexão do Hálux Flexor longo e curto do hálux Extensão das IFP Lumbricais e Extensor longo e curto dos dedos Extensão das IFD Lumbricais e Extensor longo dos dedos Extensão do Hálux Extensor longo e curto do hálux Ligamentos Ligamento colateral medial 1)Talotibial (anterior e posterior) Obs: profundos com pouca importância biomecânica 2)Deltóide (muito importante – protege de entorse em eversão) A tensão dos ligamentos varia com a posição do tornozelo. Em dorsiflexão, os feixes posteriores estão tensionados e os anteriores estão relaxados. Na flexão plantar ocorre o contrário. Ligamentos Ligamento colateral lateral 1)Talofibular (anterior e posterior) – fixam-se na fíbula (maléolo lateral) e no talus. Lesão: Entorse em inversão do tornozelo 2) Calcaneofibular (médio) – parte do maléolo lateral e dirigi-se para baixo e para trás fixando-se no calcâneo Lesão : Entorse em inversão do tornozelo Estrutura muscular do tornozelo • O tornozelo exerce uma função primordial na locomoção do ser humano. Além de sustentar o peso corporal do indivíduo, deve adaptar-se para absorver forças e acomodar-se frente a superfícies irregulares. Com essa quantidade de tensão, é melhor que o corpo humano tenha um grande sistema de apoio muscular, ajudando os ligamentos a estabilizar a articulação. Vários músculos apoiam o tornozelo e o sistema esquelético do pé inteiro. Eles são responsáveis pela atividade normal do tornozelo e por sua estabilização ativa. Dois tipos musculares atuam sobre o pé e o tornozelo: músculos extrínsecos e os músculos intrínsecos. Anteriores: Tibial anterior (dorsiflexão, adução e inversão do pé) Extensor longo dos dedos ( extensão do 2 ao 5 dedos) Extensor longo do hálux ( extensor do hálux, dorsiflexão e inversão do pé) Fibular anterior ( eversão do pé) Músculos extrínsecos Lateral: Fibular longo (Flexão plantar e eversão do pé) Fibular curto (Flexão plantar e eversão do pé) Posterior (superficial): Gastrocnêmio medial e lateral (Flexão do joelho e flexão plantar do tornozelo) Sóleo (Flexão plantar do tornozelo) Posterior (profundo): Flexor longo dos dedos (Flexão plantar e inversão do tornozelo, flexão do 2º ao 5º dedos) Flexor longo do hálux (Flexão do hálux, flexão plantar e inversão do tornozelo ) Tibial posterior (Flexão plantar e inversão do pé ) Músculos extrínsecos Músculos intrínsecos Extensor longo dos dedos Origem: Terço proximal da face anterior da fíbula. Inserção: Base das falanges distais dos 2, 3, 4 e 5 dedo. Ação: Extensão dos dedos. Inervação: Nervo tibial (L5, S1) Extensor Curto dos dedos Origem: Superior a tuberosidade do calcâneo. Inserção: Base das falanges proximais do 1, 2, 3 e 4 dedo. Ação: Extensão dos dedos Inervação: Nervo tibial ( L5, S1) Extensor Curto dos dedos Origem: Superior a tuberosidade do calcâneo. Inserção: Base das falanges proximais do 1, 2, 3 e 4 dedo. Ação: Extensão dos dedos Inervação: Nervo tibial ( L5, S1) Extensor longo do Hallux Origem: Inserção: Um terço médio da face anterior da fíbula. Base da falange distal do hallux. Ação: Extensão do hallux Inervação: Nervo tibial (L5, S1) Extensor curto do Halux Origem: Superfície superior do calcâneo anterior. Inserção: Base da falange proximal do hallux. Ação: Extensão do hallux. Inervação: Nervo tibial (L5, S1) Lumbricais Origem:Face lateral da falange media e base da falange distal. Inserção: Expansão do extensor dorsal. Ação: Extensão da interfalangeana e flexão da metatarso falangeana. Inervação:Nervo plantar lateral (S2, S3) Flexor curto do Halux Origem: Cuboide e cuneiforme lateral Inserção: Base da falange proximal do halux. Ação: Flexão do halux. Inervação: Nervo plantar medial (S2, S3) Flexor longo do Halux Origem: Terço medial da fibula Inserção: Base da falange distal dohalux. Ação: Flexão do halux. Inervação: Nervo Tibial (S2, S3) Flexor Longo do 2,3,4 e 5. Origem: Face posterior da tibia. Inserção: Base da falange distal do 2,3,4 e 5. Ação: Flexão do 2,3,4 e 5. Inervação: Nervo Tibial (S1,2) Flexor curto do 2,3,4 e 5. Origem: Tuberosidade posterior do calcaneo. Inserção: Base da falange media do 2,3,4 e 5. Ação: Flexão do 2,3,4 e 5. Inervação: Nervo Plantar medial (S2,3) Flexor curto do 5 dedo Origem: Base do 5 metatarso; Inserção: Base lateral da falange proximal. Ação: Flexão do 5 dedo. Inervação: Nervo Plantar superficial (S2,3) LESÕES DO TORNOZELO As entorses mais comuns podem envolver os ligamentos laterais e ligamentos mediais As entorses do tornozelo são classificadas em três graus: Grau I envolve uma lesão microscópica do ligamento. Grau II envolve uma lesão macroscópica. Grau III uma completa ruptura do ligamento. Sintomas: Dor, geralmente no lado exterior do tornozelo. A dor pode ser tão intensa que se tem dificuldade em andar ou que praticar desporto. Em alguns casos, a dor é constante e persistente; Dificuldade que anda em terreno irregular ou em saltos altos; Um sentimento de instabilidade; Inchaço; Rigidez; EXERCÍCIOS PARA FORTALECIMENTO MUSCULAR DA ARTICULAÇÃO DO TORNOZELO Anormalidades do pé e patologia mecânica clínica Anomalia Patologias 1) Fasciíte plantar = inflamação de um tecido fibroso conhecido como fásia plantar ( tecido que recobre a musculatura do pé e se estende do calcâneo até os dedos) associado a sobrepeso ou excesso de atividade física (corredores); dor no retro-pé (calcanhar); em pés pronados; dor irradia para o médio pé ; dor ao se levantar (primeiros passos)medicamentoso e melhor biomecânica do pé; Patologias 2) Esporão de calcâneo = É a degeneração do osso causada por artrose ou artrite resultando numa espícula óssea, que se desenvolve na parte anterior ou posterior do calcâneo ( esporão (galo) ósseo ao raios X) associada a uma fascite plantar. desenvolvimento de uma proeminência óssea na fácia plantar no calcâneo; ocorrem em pessoas com pé cavo ou plano; exame radiográfico; tratamento conservador (Alongamento do tendão de Aquiles e fáscia plantar; a utilização de palmilha de silicone é fundamental e cirúrgico; Testes especiais 1) Gaveta anterior e posterior Sentado com joelho fletido 90°; segura o calcanhar e traciona o pé em sentido anterior; a percepção de um “ clunk” (deslizamento anterior do talo) é sinal de positivo para TALOFIBULAR ANTERIOR 2) Ruptura do tendão de aquiles: decúbito ventral ; joelho a 90°, movimenta o tendão para realizar movimentos de flexão planta e dorsiflexão); positivo se não movimentar. Teste de Thompson