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HIV e AIDS Imagens do impacto da aids em nossa cultura – África do Sul Imagens do impacto da aids em nossa cultura - Moçambique Imagens do impacto da aids em nossa cultura - África do Sul Imagens do impacto da aids em nossa cultura - USA Imagens do impacto da aids em nossa cultura - Brasil O que é AIDS? Acquired ImmunoDeficiency Syndrome Identificada pela primeira vez em 1981 em 5 homens nos EUA www.cdc.gov/mmwr/PDF/wk/mm5021.pdf HIV e AIDS Doença rara aparecendo na comunidade homossexual que cursava com IMUNOSUPPRESÃO INFECÇÕES OPORTUNISTAS • Gay-Related Immune Deficiency (GRID) • Acquired Immune Deficiency Syndrome (AIDS) Agente causal (HIV-1) isolado em 1983, identificado como um retrovírus da subfamília lentivírus Nobel Prize 2008 Physiology or Medicine Françoise Barré-Sinoussi and Luc Montagnier Rambaut et al., Nature Reviews Genetics, 2004 A Epidemia Global Epidemia • HIV/AIDS é a principal causa de morte na África sub- Sahariana e a quarta principal causa no mundo todo • A maioria das novas infecções ocorrem em adultos jovens, 1/3 dos infectados pelo HIV possuem entre 15- 24 anos de idade •Ocorrem diariamente no mundo 7,000 novas infecções •Mais de 90% destas ocorrem em países em desenvolvimento •Em adultos, 48% destas infecções ocorrem em mulheres A Epidemia Tendências • Heterosexualização • Feminilização • Envelhecimento • Pauperização do doente 85% das infecções atualmente ocorre por transmissão sexual Grupos de risco X Comportamento de risco Latin America 1.7 million people [1.5 million–2.1 million] living with HIV. UNAIDS, Report on the Global Aids Epidemic, 2008 Status of the regional HIV epidemic A Epidemia Africa Sub-Sahariana •1 milhão de novos casos por ano •20 milhões de pessoas infectadas pelo HIV • AIDS é responsável pela redução da expectativa de vida e pelo aumento da mortalidade infantil. Impacto da AIDS sobre a expectativa de vida em cinco paises Africanos, 1970–2010 Life expectancy at birth (years) Source: United Nations Population Division (2004). World Population Prospects: The 2004 Revision, database. Botswana South Africa Swaziland Zambia Zimbabwe 1970–1975 1975–1980 1980–1985 1985–1990 1990–1995 1995–2000 2000–2005 2005–2010 70 65 60 55 50 45 40 35 30 25 20 4.1 O continente dos orfãos Country HIV prevalence among adults aged 15-49 years (%), 2005 Botswana 24.1 Cote d'Ivoire 7.1 Ethiopia N/A Guyana 2.5 Haiti 3.8 Kenya 6.1 Mozambique 16.1 Namibia 19.6 Nigeria 3.9 Rwanda 3.1 South Africa 18.8 Tanzania N/A Uganda 6.7 Vietnam 0.5 Zambia 17.0 Source: All HIV prevalence data are from the World Health Organization (WHO) Statistical Information System, http://www3.who.int/whosis/menu.cfm?path=whosis&la nguage=english. Origem do HIV Diferentes teorias apontam como cruciais eventos diferentes que contribuiram para a gênese da epidemia em humanos. O colonialismo europeu agressivo contribuiu para a fragmentação da sociedade africana até o início do século 20, perturbando de forma definitiva os costumes do povo africano, impondo trabalho escravo, violência. A teoria do uso de agulhas contaminadas teria a sua participação na década de 1950, a vacina de pólio entre 1950 e 1960. Ainda houve espaços para teorias conspiratórias de que o HIV teria sido criado pelo homem como uma arma biológica. A Origem do HIV : A vacinação contra Polio A origem da epidemia a partir da vacinação oral contra poliomiete se tornou popular através do livro de Edward Hooper chamado The River. No livro ele descreve em forma de crônica o desenvolvimento da vacina oral de polio pelo imunologista polonês Hilary Koprowski, e sua posterior administração entre 1957 e 1960 em 1 milhão de pessoas no Congo, Ruanda e Burundi. Koprowski teria cultivado o vírus vacinal em células de chimpanzés infectados por um ancestral do HIV. Porém pessoas administradas com a vacina não desenvolveram aids, amostras de vacina encontradas em estoque testaram negativamente para o HIV, e datas da introdução do vírus na espécie humana antecedem as datas da vacinação. CUT HUNTER THEORY Características da evolução SIV/HIV • Intensa transmissão entre espécies • Elevada taxa evolutiva • Recombinação • A ação predatória entre os diferentes primatas e diferentes subespécies de chimpanzés • Favorece a transmissão entre espécies seguida de recombinação * Gag Pol1 Pol2 Env * SIVgsn SIVmus SIVmon SIVsyk * * * * SIVdeb * SIVden * SIVgri SIVtan * HIV-2 SIVsm SIVgsn SIVsyk SIVdeb * * SIVmnd2 SIVdrl* * SIVsab * SIVrcm SIVrcm * * * SIVcpz SIVcpz SIVsun SIVlho SIVmnd1 SIVcol * * * * * * * * * * * * SIVgsn SIVgsn SIVmus SIVmon SIVmon SIVsyk SIVsyk SIVdeb SIVdeb HIV-2 SIVden SIVsm * * * * * * * * * SIVrcm SIVrcm SIVmnd2 SIVdrl SIVcpz SIVcpz SIVsab SIVgri SIVtan SIVsun SIVlho SIVmnd1 SIVcol * * * * * * * * * * * * * * * * * * SIVgsn SIVgsn SIVmus SIVmon SIVmon HIV-2 SIVsm SIVsun SIVlho SIVmnd1 SIVgri SIVtan SIVrcm SIVrcm SIVmnd2 SIVdrl SIVcpz SIVcpz SIVsab SIVdeb SIVdeb SIVsyk SIVsyk SIVden SIVcol * * * * * * * * * * * * * * * ** * * ** SIVgsn SIVgsn SIVmus SIVmon SIVmon SIVcpz SIVcpz SIVdeb SIVdeb SIVden SIVsyk SIVsyk SIVgri SIVsab SIVtan SIVrcm SIVrcm HIV-2 SIVsm SIVmnd2 SIVdrl SIVsun SIVlho SIVmnd1 SIVcol SIVs- intensa recombinação Muitas diferenças na ordenação dos ramos de acordo com a região do genoma analisada As origens do HIV? HIV-1(chimpanzés 3 eventos) • Grupo M – distribuição global (subtipos A-K) • Grupo N – muito raro • Grupo O - raro HIV-2 (macaco fugilento 8 eventos) • Grupo A – epidêmico no Oeste Africano • Grupo B - epidêmico no Oeste Africano • Grupos C-H – casos únicos Divergência na proteína Env: HIV-1 v. HIV-2: 60% HIV-1 M v. O: 50% HIV-1 subtipos M : 30% Origem do HIV-1 HIV-1 Origin of SIVcpz Gag Pol1 Pol2 Env * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * ** * * * * * * * * * * * * * * * SIVsm SIVrcm SIVrcm SIVgri SIVtan SIVgsn SIVgsn SIVmus SIVmon SIVsyk SIVsyk SIVdeb SIVdeb SIVden SIVcpz SIVcpz * SIVsm SIVrcm SIVrcm SIVgri SIVtan SIVcpz SIVcpz SIVgsn SIVgsn SIVmus SIVmon SIVmon SIVsyk SIVsyk SIVdeb SIVdeb SIVden SIVsm SIVrcm SIVrcm SIVgri SIVtan SIVcpz SIVcpz SIVgsn SIVgsn SIVmus SIVmon SIVmon SIVdeb SIVdeb SIVsyk SIVsyk SIVsyk SIVsyk SIVden SIVsm SIVrcm SIVrcm SIVgri SIVtan SIVgsn SIVgsn SIVmon SIVmon SIVmus SIVcpz SIVcpz SIVdeb SIVdeb SIVden SIVsmSIVsmSIVsmSIVsm SIVcpz: mosaico entre SIVrcm e SIVgsn/mon/mus A origem híbridado genoma SIVcpz/HIV-1 vpu SIVgsn – greater spot-nosed monkey SIVmus – mustached monkey SIVmon – mona monkey SIVrcm – red capped mangabey O HIV-1 veio dos chimpanzés? Primeiro SIVcpz (Gab1) descrito em 1990 Segundo SIVcpz (Ant) descrito em 1996 Dúvidas sobre SIVcpz em chimpanzés: ????????? Apenas em animais em cativeiros Poderiam ser extremamente raros em animais selvagens Poderiam ter sido adquiridos de outros símios e não serem infecções naturais Origem do HIV-1 • Beatrice H. Hahn & Feng Gao of UAB: • Identifying a subspecies of chimpanzee (Pan troglodytes troglodytes) native to West-Central Africa as the natural reservoir for HIV-1 • They found that the natural habitat for Pan troglodytes troglodytes overlaps precisely with the region in West-Central Africa where all three groups of HIV-1(M, N, and O) were first recognized. • They found all known strains of HIV-1, including the major group M (responsible for the global AIDS epidemic) as well as groups N and O (found only in West-Central Africa), were closely related only to SIVcpz strains infecting Pan troglodytes troglodytes Amostragem não invasiva Amostras de fezes Obtidas de locais remotos no Oeste e Centro Africano Anticorpos específicos contra o vírus RNA viral DNA do hospedeiro mtDNA (subespécie) microsatélite DNA fingerprints Origem do HIV-1 M - Sudeste da Rep. dos Camarões Kinshasa Origem • Quando o HIV surgiu? – O primeiro caso documentado molecularmente de uma infecção por HIV-1 em humanos vem de uma amostra de sangue coletada em 1959 de um homem em Leopoldsville agora Kinshasa, República Democrática do Congo Datando a origem do HIV-1 grupo M B RF A U455 C ETH2220 H VI991 K EQTB11 SIVcpz/Ant SIVcpz/Gab1 SIVcpz/Cam5 B LAI D 94UG114 D ELI A 92UG037 G SE6165 G 92NG083 J SE9280 J SE9173 C 92BR025 H 90CF056 F1 VI850 F1 93BR020 F2 MP255 F2 MP257 O MVP1580 N YBF30 N YBF106 SIVcpz/US O ANT70 K MP535 M N O ~1930 Sharp et al. (2000) Biochem.Soc.Trans. Korber et al. (2000) Science Salemi et al. (2001) FASEB J. Importante diversidade intersubtipo em Kinshasa já no início de 1960s sugerindo que a presença do HIV-1 em humanos é muito anterior a esta data. HIV-1group M experienced an extensive period of relatively slow growth in the first half of the twentieth century. This pattern, and the short duration between the first presence of urban agglomerations in this area and the timing of the most recent common ancestor of HIV-1 group M suggests that the rise of cities may have facilitated the initial establishment and the early spread of HIV-1. Hence, the founding and growth of colonial administrative and trading centres such as Kinshasa may have enabled the region to become the epicentre of the HIV/AIDS pandemic. HIV chegou nas Américas (Haiti ) entre 1966 e1972, e permaneceu desconhecido pelas autoridades de saúde pública por mais de uma década irradiando- se de lá para o resto do mundo HIV-1 classification A Composição da Pandemia Subtipos do HIV-1 (Linhagens) •Isolados do Grupo M do HIV-1 são os responsáveis pelo avanço da epidemia • Recombinantes únicos Inter-subtipo • Circulating Recombinant Forms (CRF) Mais de 45 HIV-1 Circulating Recombinant Forms A E U G B H K D F J gag pol vif tat vpu rev tat nef env LTR vpr LT R rev gag pol vif tat vpu rev tat nef env LTR vpr LT R rev gag pol vif tat vpu rev tat nef env LTR vpr LT R rev R gag pol vif tat vpu rev tat nef env LTR vpr LT rev gag pol vif tat vpu rev tat nef env LTR vpr LT R rev gag pol vif tat vpu rev tat nef env LTR vpr LT R rev C gag pol vif tat vpu rev tat nef env LTR vpr LT R rev CRF01_AE gag pol vif tat vpu rev tat nef env LTR vpr LT R rev gag pol vif tat vpu rev tat nef env LTR vpr LT R rev gag pol vif tat vpu rev tat nef env LTR vpr LT R rev CRF01_AE CRF12_BF CRF11_cpx CRF10_CD CRF08_BC CRF07_BC CRF06_cpx CRF05_DF CRF04_cpx CRF03_AB CRF02_AG gag pol vif tat vpu rev tat nef env LTR vpr LT R rev CRF13_cpx gag pol vif tat vpu rev tat nef env LTR vpr LT R rev gag pol vif tat vpu rev tat nef env LTR vpr LT R rev CRF14_BG Legend B / Bbz F F C C F HIV-1 Brazilian Subtypes Close to 50% of subtype B samples in Brazil harbor the GWGR motif on the top of the V3 loop. Distribution of HIV-1 subtypes in Brazil - Southeastern region → has the largest number of HIV-1 infected -patients - Subtype distribution → B 75% → F less than 10% → Subtype C, B/F and B/C recombinants 15% -Subtypes D and A → isolated cases - Increasing incidence of subtype C (30% in the Southern region) - URFs → mainly B/F (B/C in Southern region) - CRF28_BF and CRF29_BF → first brazilian CRFs (Sa Filho et al., 2006; Sanabani et al., 2006) - CRF31_BC (Santos et al. 2006), CRF39_BF and CRF40_BF (Guimaraes et al. 2008). -CRF46_BF1 CRF28_BF Reference strain BREPM12609 DQ085873, DQ085874 and DQ085872 CRF29_BF Reference strain BREPM 16704 DQ085876, AY455778 and DQ085871 CRF31_BC Reference strain: 04BR142Subtypes: B, C CRF31 was described by Santos et al. 2006. Complete genomes include 04BR137 (AY727526), 04BR142 (AY727527), and 110PA (EF091932), all from Brazil. CRF39_BF Reference strain: 03BRRJ103Subtypes: B, F Guimaraes et al. 2008 described two BF1 recombinants in Brazil, CRF39 and CRF40. CRF39 was defined based on 3 genome sequences: 03BRRJ103 (EU735534), 04BRRJ179 (EU735535) and 03BRRJ327 (EU735536). CRF40_BF Reference strain: 05BRRJ055Subtypes: B, F Guimaraes et al. 2008 described two BF1 recombinants in Brazil, CRF39 and CRF40. CRF40 was defined based on 4 genome sequences: 05BRRJ055 (EU735537), 04BRRJ115 (EU735538), 05BRRJ200 (EU735539) and 04BRSQ46 (EU735540). CRF46_BF Mecanismos de evolução viral Mutação altas taxas de incorporação de erros (1 substituição de base por Genoma por ciclo replicativo Genomas de tamanho reduzido Taxas replicativas extremamente rápidas em vírus RNA (tempo de geração do HIV = 1.5 dias Tamanho populacional extremamente elevado (108 a 1010 em indivíduos infectados pelo HIV) Recombinação viral 1 a 3 eventos de recombinação por genoma por ciclo de replicação HIV genetic diversity - Quasispecies model (Domingo et al., 1998) - No genetic drift → all allelic combinations are already exploited - Mutation x selection balance Peter Schuster, Molecular Insights into Life and Evolution, Schrödinger-Lecture: Trinity College Dublin, 1998 Taxa de mutação da transcriptase reversa : 3.4 x 10-5 /sítio/replicação Taxa de replicação viral: ~ 1.5 dias por ‘geração’ Taxa de substituição: ~ 5 x 10-3 substituições/sítio/ano • Partícula viral envelopada de 120 nm de diâmetro • Genoma composto por duascópias de RNA genômico de fita simples e polaridade positiva de 9746 nts • O RNA genômico está ligado à proteína do nucleocapsídeo p7 e à enzima transcriptase reversa • Envolto por um capsídeo cônico composto pela proteína viral p24 • A matrix composta pela proteína p17 envolve o capsídeo formando a conexão entre o capsídeo e o envelope e assegurando a estabilidade da partícula • O capsídeo e matrix estão envoltos pelo envelope viral que é constituído por uma modificação da membrana plasmática que originou a partícula • O envelope possui 72 espículas triméricas formadas pelas glicoproteínas de superfície gp120 e transmembrana gp41 associadas por pontes disulfeto • Presentes na partícula ainda estão as proteínas acessórias Vif, Vpr, Nef, a protease e integrase virais. Nome: Proteina: Função: MA Matrix proteina da matrix (gene gag); fixa o envelope, arcabouço do virion CA Capsídeo proteina do capsídeo (gene gag); protege o genoma; a proteina mais abundante na partícula viral NC Nucleocapsídeo Proteina do nucleocapsídeo (gene gag); protege o genoma PR Protease Essencial para a clivagem de gag durante a maturação RT Transcripase reversa Transcreve reversamente o genoma RNA em DNA de fita dupla; possui atividade RNAseH IN Integrase Codificada pelo gene pol promove a integração do provirus SU Glicoproteina de superfície Glicoproteina mais externa do envelope; fixa a partícula viral à célula alvo TM Proteina transmembrana Fixa a glicoproteina externa, ancora o complexo glicoproteico na membrana e fusão Proteinas retrovirais Os genomas dos retrovírus possuem características únicas: São os únicos vírus diplóides. São os únicos vírus de genoma RNA cujo genoma é sintetizado pela maquinaria transcripcional da célula (sem a participação de uma polimerase viral). São os únicos vírus cujo genoma requer um RNA específico celular (RNAt) para replicação. São os únicos vírus RNA de polaridade (+)cujo genoma não atua diretamente como um RNAm imediatamente após a infecção. A ordem dos genes em todos os retrovírus é invariante: 5' - gag - pol - env - 3‘ Alguns retrovírus possuem genes adicionais O genoma dos retrovírus: O genoma do HIV-1 Codifica para 6 genes adicionais além de, gag, pol e env, tornando-o um retrovirus complexo Estes genes adicionais, referidos como acessórios e regulatórios controlam a expressão gênica viral, o transporte de componentes virais pela célula, além de neutralizar defesas do hospedeiro. • TAT: Trans-Activator of Transcription • REV: Regulator of Virion protein expression • NEF: Negative Regulatory Factor • VIF: Virion Infectivity Factor • VPU: Viral Protein U • VPR: Viral Protein R HIV : Genes Acessórios Gene Proteina Função tat Tat transativação da transcrição viral rev Rev regula o splicing do RNA viral nef Nef evasão imune ( MHC-I e CD4) vif Vif combate a ação das APOBEC3s vpu Vpu modula CD4, saída dos virions vpr Vpr parada do ciclo celular em G2 impt nucl 1. Fixação do virion a um receptor de superfície celular específico 2. Penetração do core do virion na célula 3. Transcrição reversa no interior da estrutura do core gerando um genoma DNA de fita dupla viral a partir do RNA genômico 4. Trânsito do DNA viral para o núcleo 5. Integração do DNA viral em locais do DNA celular para formar o provirus 6. Síntese do RNA viral pela RNA pol II celular usando o provirus como template 7. Processamento dos transcritos virais em moléculas genoma e RNAms 8. Síntese das proteínas do virion 9. Montagem e brotamento dos virions 10. Processamento proteolítico das proteínas capsídeo Ciclo de replicação HIV GAG (group specific antigens) Região genômica que codifica para as proteínas do capsídeo viral. O precursor é a proteína miristilada p55 que é processada pela protease viral em p17 (matrix), p24 (capsídeo), p7 (núcleo capsídeo), e p6. Gag se associa à parte interna da membrana plasmática onde a montagem viral acontece. ENV Glicoproteínas externas da partícula viral são produzidas como um precursor gp160, que é processado por enzimas celulares dando origem a um complexo não convalente entre a glicoproteína de superfície viral gp120 e a glicoproteína transmembrana gp41. Os complexos gp120-gp41 formam trímeros na superfície da partícula viral. A gp120 possui os sítios de ligação ao receptor CD4 e aos co-receptores de quimiocinas CXCR4 e CCR5. Entrada Membrane fusion gp120 ‘open’ CD4bs CD4bs Gp41 activation VIRUS gp120 ‘closed’ CD4 CKR CELL CD4bs POL Região genômica que codifica as enzimas protease, transcriptase reversa, e integrase. As enzimas são produzidas com uma poliproteína precursora Gag-Pol que é processada pela protease viral. O precursor Gag-Pol é produzido por frameshifting ribossomal perto do extremo 3' de gag. Muitos retrovirus induzem um frameshifting ribosomal durante a síntese das proteinas virais. e.g. HIV Modelo da replicação do HIV – Transcrição Reversa Retroviruses, Cold Spring Harbor Press; c1997 Clivagem pela a integrase através de ação endonucleotídica do dinucleotídeo TT terminal do extremo 3’. Esta molécula clivada é então inserida ao DNA celular. O resultado do processo é: 1. O provírus possui 1 ou 2 bases a menos no final de cada LTR. 2. Um fragmento de 4-6 bp do DNA celular flanqueando o provírus é duplicado. Uma vez integrado o provírus permanece assim pelo resto da vida da célula, não há nenhum mecanismo artificial ou natural através do qual o provírus pode ser excisado do genoma celular. A integração não é totalmente aleatória e ocorre preferencialmente em genes transcripcionalmente ativos. Integração: Catalisada pela enzima integrase viral IN. A integração é altamente específica do ponto de vista do provírus mas quase aleatória do ponto de vista do DNA celular. A forma linear do cDNA viral é alvo da integrase e não as formas circulares como antes pensado Intermediários de RNA e DNA no ciclo de replicação retroviral Figure 57-6 Estruturas dos terminais dos genomas virais RNA e DNA em vários momentos do ciclo de replicação viral. Letras referentes ao RNA estão indicadas em minúsculo, e do DNA em maiúsculo. A estrutura do genoma RNA no virion está acima. A transcrição reversa do RNA logo após a infecção gera a duplicação e translocação de u5 e u3, resultando na formação de uma molécula de DNA de fita dupla contendo dois LTRs. A integração ocorre apartir dos terminais do genoma viral DNA, estabelecendo o provirus que é colinear ao DNA preintegrativo. A transcrição do provirus se inicia na borda de U3/R do provirus; os RNAs são clivados e poliadenilados na borda r/u5, recriando o genoma RNA (em baixo) idêntico ao RNA infectante. Possuindo portanto, os RNAm virais, o mesmo início e fim. Fields Virology 4th edition, 2002, Chapter 57, Lippincott, Williams and Wilkins, 2002 Fig. 5706 3 HIV-1 RNA species Full length unspliced RNA (gag/pol, genomic) Incompletely spliced RNA (env/vif/vpr/vpu) Completely spliced RNA (tat/nef/rev) ~9 kb ~4 kb ~2 kb HIV-1 proviral DNA Montagem e Brotamento Montagem da Partícula • A poliproteína de Gag é central na montagem da partícula doHIV. Ela recruta a polimerase e as fitas de RNA genômico para a estrutura da capsídeo na porção interna da membrana plasmática • O produto primário do gene gag GAG é uma poliproteína de 55kD (Gag) que se associa à porção interna da membrana plasmática Montagem da partícula • A montagem acontece em uma série de etapas: – A poliproteína de Gag (p55) forma complexos multiméricos – Multímeros de poliproteína de Gag se ligam à duas moléculas de RNA genômico – Os multímeros Gag-Gag se ligam às poliproteínas Gag-Pol em uma razão de 20 para 1. Montagem • RNA genômicos formam dímeros através de pareamento de bases em região complementar próxima do extremo 5’ de cada RNA– motivo DIS • O domínio básico de NC que contém um motivo dedo de zinco se liga ao genoma através do domínio - que é a principal porção do sinal de empacotamento • CA se liga a proteína do hospedeiro ciclofilina A, o domíno p6 se liga a Vpr – p6 é um domínio tardio sendo responsável pelo brotamento da partícula viral – Vif – é incorporado ao virion e impede a entrada de APOBEC 3F e 3G ao levá-las à degradação proteossomal • Dímeros Gag-Pol se formam e sofre autoclivagem para gerarem a protease que cliva Gag e forma o virion maduro Montagem HIV http://pathmicro.med.sc.edu/lecture/hivexit1.gif Gag (MA, CA, NP) Gag-Pol (MA, CA, NP + PR, IN, RT) PR Maturação • O HIV brota da membrana, na forma de um donut – gag e gag-pol estão localizados na porção externa do perímetro. • A formação do cone maduro é o resultado da clivagem proteolítica de Gag pelo domínio Pol da poliproteína Gag-Pol • A poliproteína Gag-Pol sofre autoproteólise, liberando a protease. – a protease é um dímero e se origina de um dímero Gag-Pol. Egresso/maturação a.Montagem/Brotamento b.Virion Imaturo (donut) c. Virion Maduro (cone) VPR Vpr (viral protein R) é uma proteína que é incorporada ao virion através de interação com a proteína p6 de Gag. Vpr possui localização nuclear e entre as suas funções propostas estão a importação nuclear do complexo pré- integrativo, parada do ciclo celular em G2, promoção de apoptose na célula infectada e em células vizinhas. Complexo Pré-integrativo • Após a transcrição reversa, o complexo pré- integrativo se move através dos microtúbulos para o núcleo • Capaz de entrar no núcleo através de poros do envelope nuclear, outros retrovírus necessitam que a célula esteja em mitose. • O HIV chega ao núcleo de células em repouso e macrófagos • Presença de sinais de localização nuclear nas proteínas MA, Vpr e IN O Transporte para o núcleo TAT Transativador da expressão gênica viral. Tat se liga ao elemento TAR no RNA viral ativando a elongação da transcrição a partir do promotor LTR, impedindo a terminação prematura da transcrição. É o único fator de transcrição eucarioto capaz de interagir com RNA e não DNA. O promotor LTR contém sítios de ligação para vários fatores de transcrição celulares incluindo fatores como SP1 e TBP, e NF- kappa B. Ativação da transcrição viral Expressão gênica • O promotor funcional na região U3 do LTR, é capaz de recrutar a RNA pol II celular. • A atividade basal deste promotor é fraca e resulta em uma transcrição limitada do provírus pela RNA polimerase II. Expressão gênica • Tat pode aumentar a transcrição viral de 50- 100 vezes em relação a taxa transcripcional basal do promotor. • Associação de Tat e da ciclina T1 ao TAR coordena a ligação de CDK9 que leva à fosforilação da cauda carboxi da RNA polimerase II • O complexo transcripcional se torna competente REV Rev liga-se ao elemento responsivo de Rev, RRE e promove a exportação nuclear de RNAm virais não processados ou parcialmente processados que ainda contém RRE. Muda o padrão de expressão gênica do HIV. • Rev favorece a síntese de proteínas estruturais virais e enzimas e assegura o fornecimento de RNAms genômicos para serem incorporados às novas partículas virais A proteína Rev : • NEF O produto do gene nef corresponde a uma proteína multifuncional. Nef é uma proteína citoplasmática que pode estar associada à membrana celular através de um resíduo de ácido mirístico. NEF Nef reduz a expressão de moléculas de CD4 e MHC classe I na superfície celular. Interage com componentes do sistema de transdução de sinal celular. Nef contém motivos PxxP que se ligam a domínios SH de Src quinases. Proteína Nef protein: • Miristilada no seu N-terminal e ancorada à porção interna da membrana plasmática • Nef downregula a expressão de CD4 ao aumentar a sua endocitose e de MHC1 VPU Vpu é uma proteína exclusiva das linhagens de HIV-1, SIVcpz. Outras linhagens como HIV-2, SIV-SMM, e outros SIVs não possuem Vpu. Vpu é uma proteína de membrana que possui pelo menos duas funções; degradação de CD4 no retículo endoplasmático e aumento da liberação de partículas virais da membrana celular. Vpu possui um domínio N-terminal hidrofóbico para ancoragem em membrana e um domínio citoplasmático. O domínio citoplasmático possui duas alfa-hélices de polaridades opostas separadas por resíduos de serina que são fosforilados por caseina quinases. O domínio citoplasmático é importante para a degradação de CD4 no RE enquanto que o domínio âncora facilita a liberação da partícula viral por formar canais catiônicos de K e Na. Vpu forma complexos homo-oligoméricos de 5 moléculas que constituem a viropirina. VIF Vif é uma proteína citoplasmática que reduz a ação das deaminases celulares APOBEC-3 G e F que provocam a deaminação de citosinas em uracilas presentes no genoma viral. APOBECs3 Gu Y & Sundquist WI. Naure 424:21-22, 2003. Gene vif: O gene vif (Fator de infectividade viral) codifica uma proteína (Vif), que é produzida tardiamente durante a replicação viral e é capaz de aumentar a infectividade das partículas virais de 100 a 1.000 vezes. Vif interage com a proteína celular APOBEC-3G, impedindo que a mesma seja encapsulada junto com as novas partículas virais e ocasione destruição de parte do genoma viral via hipermutação. A proteína Vif impede/reduz este processo mutacional ao se ligar à APOBEC3G/3F e recrutar uma ligase de ubiquitina e promover a degradação da APOBEC3G/3F em proteassomas sendo portanto ela excluída das partículas em brotamento. Mecanismo A (hipermutação) MECANISMOS DE TRANSMISSÃO DE HIV SEXUAL SANGÜÍNEA VERTICAL Diagnóstico • ELISA - Triagem - anti gp120, anti gp41 e anti p24 • WESTERN-BLOT - Confirmatório - anti gp120, anti gp41, anti p24 - alta sensibilidade - alta especificidade MECANISMOS DE PERDA DE CÉLULAS CD4+ Lise direta (ação citopática viral) acúmulo de DNA viral não integrado brotamento viral junto à membrana Indução de sincício Citotoxicidade por células CD8+ e NK Apoptose (indução por proteínas virais, citocinas) LISE DE LINFÓCITOS T CD 4 POR CITOTOXICIDADE LISE DE LINFÓCITOS T CD 4 POR BROTAMENTO VIRAL Resposta imune à infecção aguda pelo HIV dias 0 10 20 30 40 50 80 70 60 exposição viremia (infectividade) HIV RNA plasma HIV DNA PBMC Ag p24 Anticorpos Anti-HIV Marcadores para o HIV-1 durantea Infecção aguda Fonte: Busch et al, Am. J. Med, 1997 Infecção pelo HIV/AIDS Perfis de progressão Quais os fatores associados à progressão ? (colapso do sistema imune) • Incapacidade de controlar adequadamente a replicação viral • Aparecimento de isolados citopáticos (SI) • Aumento da diversidade genética viral RELAÇÃO ENTRE PROGRESSÃO CLÍNICA E MARCADORES LABORATORIAIS V = Carga Viral Dd =CD4 Mecanismos de evolução viral Mutação altas taxas de incorporação de erros (1 substituição de base por Genoma por ciclo replicativo Genomas de tamanho reduzido Taxas replicativas extremamente rápidas em vírus RNA (tempo de geração do HIV = 1.5 dias Tamanho populacional extremamente elevado (108 a 1010 em indivíduos infectados pelo HIV) Recombinação viral 1 a 3 eventos de recombinação por genoma por ciclo de replicação Domingo et al. Quasispecies and RNA Virus Evolution, 2001 Latência do HIV e reservatórios Activated T DAYS macrophage WEEKS Naïve/memory T cell MONTHS/YEARS Monitoramento •Contagem de CD4+ - Citometria de Fluxo •Carga Viral - Biologia Molecular Contagem da sub-população CD4 + •A contagem de linfócitos CD4 possui um papel importante, pois é o melhor marcador para se avaliar o sistema imune no paciente HIV + •Com este parâmetro sabe-se quando iniciar o tratamento profilático e a manutenção dos pacientes sintomáticos, além de fornecer um segundo parâmetro no controle da eficácia do tratamento Estratégia clínica moderna “Manter a carga viral o mais baixo possível pelo maior período de tempo possível” Terapia anti-retroviral combinada HUMAN IMMUNEDEFICIENCY VIRUS Highly Active Anti Retroviral Treatment (HAART) •Redução da mortalidade em 40-70% •Redução da hospitalização em 80 % •Aumento da qualidade e tempo de vida Tratamento Anti-viral •Análogos de nucleosídeos inibidores TR (ITRN) •Inibidores da TR não nucleosídeos (ITRNN) •Inibidores de Protease (PI) •Inibidores de Integrase •Inibidores de entrada (CCR5 e fusão) Terapia profilática Risco de soroconversão em mucosa 0,1%, pele íntegra <0,1% Protocolo Ministério da Saúde; deve ser avaliado o risco do paciente fonte estar infectado ou não, gravidade da exposição, benefício da terapia Duas a três drogas administradas Até duas horas após exposição Duração 4 semanas Colher material da fonte e receptor na hora do acidente avaliação do estado sorológico inicial Acompanhamento sorológico 6 semanas, 3 meses, 6 meses A taxa de transmissão vertical do HIV, sem qualquer intervenção, situa-se em torno de 25,5%. Diversos estudos demonstram a redução da transmissão vertical do HIV para níveis entre zero e 2%, por meio de: o uso de anti-retrovirais combinados (promovendo a queda da carga viral materna para menos que 1.000 cópias/ml ao final da gestação) o parto por cirurgia cesariana eletiva o uso de quimioprofilaxia com o AZT na parturiente e no recém-nascido a não-amamentação O recém-nascido deve receber zidovudina solução oral, preferencialmente ainda na sala de parto logo após os cuidados imediatos, ou nas primeiras 2 horas após o nascimento, devendo ser mantido o tratamento durante as primeiras 6 semanas de vida (42 dias). • Vírus de grande importância na medicina. • Melhoria no tratamento e monitoramento. • Terapia Antiretroviral Altamente Ativa (HAART). • Obstáculo: reservatórios virais e rápida aquisição resistência • Impossibilidade até o momento de formulação de uma vacina protetora ou terapêutica