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Aula 4 – Desvio intelectual, deficiência mental e altas habilidades.

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Aula 4 – Desvio intelectual, deficiência mental e altas habilidades.
Introdução
Ao longo dos anos, os termos “desvio intelectual”, “deficiência mental”, “oligofrenia”, “retardado”, “mongoloide”, entre outros, eram utilizados para se referir à pessoa com qualquer tipo de deficiência mental. 
Esses termos eram carregados de preconceito e tratavam como anormais todas as pessoas que necessitavam de ajuda diferenciada.
Desta forma, vamos discutir nesta aula as distinções entre tais termos.
Deficiência intelectual
Os termos universalmente utilizados para diferenciar as pessoas que possuíam algum atraso cognitivo eram conceitos passados e institucionalizados como tal. Tais termos simplesmente não permitiam os questionamentos necessários para uma mudança na visão das pessoas.
Ou seja, esses paradigmas institucionalizados impediam o pleno desenvolvimento de políticas de atenção às pessoas com necessidades especiais.
Por muito tempo, os movimentos buscavam a normalização. Esta universalização permeou os anos 1950, 60 e 70, quando era muito comum tratar a todos como excepcionais.
Em 1973, a Associação Americana de Deficiência Mental começa a pontuar a questão da deficiência intelectual. 
Mas as mudanças culturais só viriam dali a alguns anos, conforme veremos.
Anos 1980: mudança cultural
A mudança cultural começa nos anos 1980. O ano de 1981 é declarado o Ano Internacional da Pessoa com Deficiência pela ONU (Organização das Nações Unidas), que culminou com o programa mundial de ação para pessoas com deficiência, em 1982.
Para entendermos a confusa caminhada da deficiência e desvio intelectual, percebemos concretamente o status que tanto um quanto outro trazia em seu significado.
Porém, significativamente, as definições de desvio e deficiência perpassam ideias que indicam o atraso cognitivo e mental que dificulta o pleno desenvolvimento.
As características não são diferenciadas. O que difere é a forma de entendimento, atenção, receptividade e cuidado à pessoa com deficiência.
Novas nomenclaturas
Os anos se passam, novas nomenclaturas são criadas, assim como novos critérios psicométricos de avaliação da inteligência, mas os diagnósticos devem passar por critérios estabelecidos de diagnósticos psicológicos que utilizam as entrevistas em seus vários tipos (direta ou indireta), a aplicação de testes psicológicos e ainda as avaliações de desenvolvimento psicomotor.
Em 1992, junto com o DSM IV (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais), conceitua-se a deficiência mental como uma redução intelectual inferior à média.
Segundo Mazzotta, a AAMD se refere à deficiência intelectual como: “(...) funcionamento geral significativamente abaixo da média, associado ao déficit no comportamento adaptativo, evidenciado durante o período de desenvolvimento” (Mazzotta, 1987, p. 10).
O autor afirma que, segundo alguns autores, há distinção entre ambas as nomenclaturas sobre deficiências mentais.
Desconhecimento e preconceito: os piores impeditivos
Devemos pensar que tais questões não mudaram as ações sobre a deficiência. O que mais impede o pleno desenvolvimento das pessoas é o preconceito, gerado pelo desconhecimento do assunto.
Quando Binet foi convidado para discutir o tema inteligência e criar o teste de coeficiente intelectual (QI), não imaginava a segregação e as dificuldades que aconteceriam após sua descoberta.
Essa “marginalidade” da pessoa com deficiência intelectual afastava e dificultava um melhor acompanhamento, visando o pleno desenvolvimento da pessoa com deficiência.
Termos como “acima da média” ou “abaixo da média” serviram apenas para criar salas e orientações especiais.
Categoria especial
Ao falarmos de deficiência, falamos de um sujeito que vive à margem da sociedade, com quem, muitas vezes, a sociedade e a família não sabiam o que fazer.
Hoje, considera-se a deficiência mental não mais como um traço absoluto, mas uma categoria especial, que pode se apresentar de diversas formas.
Assim, fala-se de aspectos sociais e ainda da própria formação, educação e escolarização dos sujeitos.
Segundo Telford e Sawrey (1988), “é óbvio que a identificação do indivíduo mentalmente retardado envolve a aceitação de certos critérios. Já indicamos que, na prática, são correntemente usados múltiplos critérios” (p. 233).
Síndrome de Angelman
É um distúrbio genético-neurológico nomeado em homenagem ao pediatra inglês Dr. Harry Angelman, que foi quem descreveu a síndrome pela primeira vez em 1965.
Caracteriza-se por atraso no desenvolvimento intelectual, dificuldades na fala, distúrbios no sono, convulsões, movimentos desconexos e sorriso frequente.
Síndrome de Edwards
Ela foi descrita inicialmente pelo geneticista britânico John H. Edwards.
As características principais da síndrome são: atraso mental, atraso do crescimento e, por vezes, malformação grave do coração. 
O crânio é excessivamente alongado na região occipital e o pavilhão das orelhas apresenta poucos sulcos. 
A boca é pequena e o pescoço geralmente muito curto.
Síndrome de Down
A síndrome é caracterizada por uma combinação de diferenças maiores e menores na estrutura corporal. 
Geralmente a síndrome de Down está associada a algumas dificuldades de habilidade cognitiva e desenvolvimento físico, assim como de aparência facial. 
A síndrome de Down é geralmente identificada no nascimento. Pessoas com síndrome de Down podem ter uma habilidade cognitiva abaixo da média, geralmente variando de retardo mental leve a moderado.
Paralisia cerebral
É uma lesão de uma ou mais partes do cérebro, provocada muitas vezes pela falta de oxigenação das células cerebrais.
Acontece durante a gestação, no momento do parto ou após o nascimento, ainda no processo de amadurecimento do cérebro da criança. 
É importante saber que o portador possui inteligência normal (a não ser que a lesão tenha afetado áreas do cérebro responsáveis pelo pensamento e pela memória).
Autismo
O autismo é uma disfunção global do desenvolvimento.
É uma alteração que afeta a capacidade de comunicação do indivíduo, de socialização (estabelecer relacionamentos) e de comportamento (responder apropriadamente ao ambiente — segundo as normas que regulam essas respostas).
Síndrome de Prader-willi
A incidência da síndrome é entre 1 em 12.000 e 1 em 15.000 nascimentos. 
A distinção do cromossomo por origem parental é devido ao imprinting, e a síndrome possui uma síndrome-irmã, a síndrome de Angelman que afeta os genes "imprintados" maternalmente na região.
A síndrome de Prader-Willi é caracterizada por polifagia, pequena estatura e dificuldades de aprendizado.
Prevenção primária, secundária e terciária
Para a prevenção do atraso mental, postula-se, segundo Alfredo Fierro apud Coll, Marchesi e Palacios, a prevenção primária, secundária e terciária.
Primária - Implantação de medidas da gestação ao parto;
Secundária - Ações que minimizem os problemas apresentados;
Terciária - Consiste na reabilitação e na busca de melhorias.
Altas habilidades
Quando se fala de altas habilidades, não se entende o motivo de esta categoria estar atrelada à discussão da pessoa com deficiência.
 Ora, em conceitos negativos que tratam a pessoa com deficiência e as colocam no mesmo patamar que as pessoas com altas habilidades, como se dá tal diferenciação?
“A forma como a inteligência é definida constitui uma determinante parcial, pelo menos, do modo como o intelectualmente dotado ou excepcionalmente inteligente será definido” (Telford e Sawrey, 1988, p. 165).
Uma forma de identificação das crianças com altas habilidades é através dos testes de inteligência.
Uma pessoa que obtenha resultados brilhantes apresenta características sociais e pessoais especiais.
Desta forma, são vários os critérios de avaliação que surgiram recentemente, pois anteriormente as preocupações cercavam as crianças com deficiências mentais.
Tipos de altas habilidades
Segundo Maria Angela Monteiro Lima, há vários tipos de conceituações de altas habilidades, a saber:Intelectual
Apresenta flexibilidade, independência, fluência de pensamento, produção intelectual, julgamento crítico e habilidade para resolver problemas.
Acadêmico
Com capacidade de atenção, concentração, memória, interesse e motivação pelas tarefas e capacidade de produção.
Criativo
Com capacidade de encontrar soluções diferentes e inovadoras, facilidades de auto expressão, fluência, originalidade e flexibilidade.
Social
Revela capacidade de liderança, sensibilidade interpessoal, atitude cooperativa, sociabilidade expressiva, poder de persuasão, influência no grupo.
De talento especial
Que revelam destaque em artes plásticas, musicais, literárias e dramáticas, revelando especial e alto desempenho.
Lembrando que estas são as "tradicionais" e que nem todos apresentam todas as características.
Psicomotor
Que se destaca por sua habilidade e interesse por atividades físicas e psicomotoras, agilidade, força e resistência, controle e coordenação motoras.
Estas conceituações são universais, podendo apresentar ainda interação entre elas.
É importante também avaliá-las com testes de inteligência, entre outros, assim como avaliamos as pessoas que apresentam deficiência mental.
A adoção de políticas de atenção para a educação da pessoa com altas habilidades é extremamente importante.
Muitos podem pensar que, por apresentarem grande desenvolvimento, tais pessoas não necessitam de atenção.
Muito pelo contrário: as pessoas com altas habilidades necessitam de alternativas de atendimento, tanto que não nivelem tais pessoas a um nível abaixo do seu, como não influí-los a atender ou superar as expectativas da família ou da escola.
Implantação de políticas de atenção
Há uma grande necessidade de implantação de políticas de atenção às pessoas que necessitam de ajuda. 
Também é necessário criar materiais específicos, programas de atenção e programas educacionais, atividades escolares específicas, e para tal, recursos materiais adequados.
Em muitos momentos, fazem-se necessários processos intermediários de educação escolar, tais como a sala de recursos e ainda a inclusão propriamente dita.
Ou seja, que a comunidade local – seja a família, os amigos, professores e comunidades – possa aprender a fazer parte do seu mundo, que não criemos mundos paralelos e que não treinemos as pessoas com deficiência para se adequar e se integrar à realidade vigente.
A família faz parte deste processo. Trabalhar criança e escola sem a intervenção familiar se torna um processo difícil, visto que a pessoa com diferenças específicas deve ser vista de forma globalizada.
Assim, devemos perceber o sujeito em sua totalidade.
As políticas de identificação, diagnóstico e acompanhamento, ou seja, primária, secundária e terciária, fazem parte das políticas necessárias para o acompanhamento das pessoas com deficiências.
* Para reforçar seu conhecimento, analise o filme Gilbert Grape - Aprendiz de Sonhador, de 1993.

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