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10 
 
 
 1 INTRODUÇÃO 
 
A educação é um processo contínuo, e que se desenvolve no ambiente familiar 
e social, por isso é de suma importância analisar a situação atual dos pais e suas 
dificuldades em acompanhar o processo educativo dos seus filhos. 
A Lei de Diretrizes de Base da Educação - LDB 9394/96 traz o conceito de 
educação como sendo além da educação formal, pois, é na família que a criança 
conhecerá e construirá valores que serão incorporados ao longo de sua vida. E é na 
família que ocorre o primeiro processo de socialização que irá permitir traçar um 
caminho para o futuro. 
A família sempre foi e será a instituição-chave onde acontece a socialização da 
criança com outros indivíduos. Depois passa a conviver na escola, e lá se insere 
num processo social que vai desenrolar ao longo de sua vida. A necessidade da 
interação entre essas duas instituições é fundamental, pois as transformações que 
estão ocorrendo na sociedade moderna, que exigem uma compreensão e respostas 
condizentes. 
Falar de parceria de família e escola com foco na contribuição da 
aprendizagem implica seguir por um caminho desafiador que envolve processos de 
mudanças de paradigmas e de novas concepções quanto ao formato de famílias 
existentes no cenário atual. 
Segundo Carvalho (2008, p.30) “escola e família são instituições educativas, 
com finalidades distintas, contextos específicos e limites definidos”. (2008, p.30), a 
relação entre família e escola começa a se distinguir exatamente diante dessa 
determinação do que pertence ao âmbito do privado, no processo educativo das 
crianças. Pensar sobre essa questão pode conduzir a uma primeira definição do 
papel da escola e do papel da família na educação das crianças. Conforme as 
palavras de Sayao: 
 
Em casa, os pais educam seus filhos para que eles aprendam a viver, 
convivendo no espaço privado que é a família, e isso supõe amores, 
ódios, expectativas e conflitos. Na escola, os professores educam os 
alunos a exercitar a cidadania no espaço coletivo (2003, p.218). 
 
 
 
Para tanto, é preciso estar atentos à contribuição que estes grupos sociais 
podem exercer no desenvolvimento do indivíduo. 
11 
 
 
O interesse por essa temática surgiu a partir da realidade encontrada no 
exercício de vários professores compartilhado no cotidiano escolar. Percebe-se que 
na atualidade vive-se numa sociedade onde os valores e a ética estão se 
desintegrando e muitas vezes ficam de fora da formação do indivíduo. Nesse sentido 
a escola e a família não podem deixar de contribuir de forma correta no resgate e na 
recuperação desses valores. 
Por isso essa pesquisa tem como objetivo geral analisar a interação 
família/escola no processo de aprendizagem dos alunos da Escola João Cavalcanti, 
Filho no município de chã de Alegria. E como objetivos específicos conhecer as 
formas de participação da família na aprendizagem da criança e identificar os 
principais resultados trazidos pela participação dos pais na escola. 
Para discutir sobre essa questão a pesquisa foi sistematizada em cinco 
capítulos: O primeiro descreve o aspecto introdutório da pesquisa, as motivações da 
escolha pelo o tema, a problemática e os objetivos. O segundo apresenta uma 
abordagem sobre parceria família – escola uma contribuição no processo 
aprendizagem. O terceiro aborda a metodologia, o campo de atuação e como a 
pesquisa foi organizada. O quarto capítulo investiga a participação da família na 
aprendizagem dos alunos da escola João Cavalcanti Ferraz Filho e faz a análise dos 
resultados. E o quinto capítulo conclusão, faz as considerações finais descrevendo a 
percepção do pesquisador frente à temática e suas contribuições para novas 
pesquisas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
12 
 
 
2. PARCERIA FAMÍLIA-ESCOLA: UMA CONTRIBUIÇÃO NO PROCESSO 
APRENDIZAGEM 
 
A função de educar é divergente entre família e escola, já que a primeira se 
encarrega da tarefa de socialização do indivíduo, ensinando-o valores e 
comportamentos passíveis de aceitação pela sociedade, enquanto que a segunda é 
responsável por oferecer conhecimentos sociais de acordo com o contexto social 
vigente e preparar o indivíduo para conviver nesse meio. Entendemos, assim, que 
escola e família apresentam características comuns ao desempenharem a tarefa de 
formar o indivíduo para viver em sociedade, mas, ao mesmo tempo, são instituições 
com pontos divergentes, pois os objetivos da tarefa de ensinar são totalmente 
distintos, embora muitos não tenham consciência dessa diferença. 
Uma educação pautada na qualidade, só será possível com a participação 
dos pais na vida escolar, para que a criança sinta-se apoiada e tenha um 
desenvolvimento completo, visando à conquista da aprendizagem. 
Este capítulo é destinado a apresentar uma abordagem acerca da parceria 
família-escola: uma contribuição no processo de aprendizagem na perspectiva de 
contribuir para a pesquisa de forma significativa. 
Parceria em sua tradução significa envolvimento, cooperação, mas é possível 
perceber que há um limite na ordem de sua ação. Significa contribuir para uma ação 
desenvolver-se com maior qualidade sem confundir os papéis. No contexto escolar a 
parceria é vista como responsabilidades a determinadas funções e ou papéis que 
são desenvolvidos por cada ator que compõem o espaço de aprendizagem. 
Elaborar uma abordagem sobre família, escola e aprendizagem é perceber 
com clareza os desafios presentes na realidade atual da escola. 
 
 
Quando se fala da participação da família no processo de ensino e 
aprendizagem, tem que se levar em consideração o contexto em que 
o aluno está inserido. Muitas famílias estão a mercê da sociedade, 
vivem desestimuladas, desempregadas, ameaçadas por situações de 
extrema pobreza. Precisando que ocorra neste sentido a situação 
inversa, que a escola seja sua parceira, que os ajude a construir a tão 
sonhada educação de seus filhos. As autoras Veronese e Costa 
contribuem com este pensamento relatando: “Outro fator preocupante 
é a ameaça de exclusão social, face ao aumento da pobreza, dos 
índices de desemprego, responsáveis pelo o desequilíbrio estrutural 
de muitas famílias”. (2006, p. 94). 
13 
 
 
 Embora se fale que a família tem um papel importante na formação de seus 
membros, não podemos esquecer que muitas vezes o método de trabalho realizado 
pela escola, acaba afastando os pais de participarem da vida educacional de seus 
filhos. O ideal seria ter uma relação efetiva entre pais e escola, possibilitando um 
espaço de conquista a fim de esclarecerem possíveis dúvidas dos pais, quanto a 
alfabetização de seus filhos/alunos, enfim a respeito do trabalho realizado pela 
escola. Segundo Silva (2008, p. 01). 
Aí entra a parceria família/escola. Uma conversa franca dos professores com 
os pais, em reuniões simples, organizadas, onde é permitido aos pais falarem e 
opinarem sobre todos os assuntos, será de grande valia na tentativa de entender 
melhor os filhos/alunos. A construção desta parceria deveria partir dos professores, 
visando, com a proximidade dos pais na escola, que a família esteja cada vez mais 
preparada para ajudar seus filhos. Muitas famílias sentem-se impotentes ao 
receberem, em suas mãos os problemas de seus filhos que lhe são passados pelos 
professores, não estão prontas para isso. 
No processo de aprendizagem os primeiros anos de vida e de ensino cabem 
totalmente aos pais, ao passo que corresponde às crianças as funções de aprender. 
A partir da entrada na escola fundamentalmente os filhos começam a trazer 
ensinamentos obtidos na escola, que por sua vez serão transmitidos aos pais. São 
os pais que vão dar aos filhos base para a construção de sua personalidade. Pois é 
no lar que a criança aprende as regras, sejam elas sociais, culturais,religiosas, 
econômicas, morais ou outras, porque os pais são seus mestres naturais. 
Historicamente a Escola e a família são conhecidas como os pilares 
fundamentais para o processo de aprendizagem. Estes dois pilares têm o papel de 
desenvolver a socialização, a harmonia, a aprendizagem e as relações entre os 
indivíduos. No ambiente familiar a criança se desenvolve de acordo com a realidade 
vivida seja cultural ou social, preparando-se para com convívio na sociedade. 
 
A educação é o conjunto de ações, processos, Influências, estruturas 
que intervêm no desenvolvimento humano de indivíduos e grupo na 
relação ativa com o ambiente natural e social, num determinado 
contexto de relações entre grupos e classes sociais. (LIBÂNEO, 
2000, p. 22). 
 
 
14 
 
 
Desse modo a aprendizagem se inicia no lar com a atividade nas quais a 
família ensina. Ex. o respeito, o amor, e a solidariedade, que são elementos básicos 
para a convivência humana e social e para o equilíbrio dos impulsos de destruição 
internos e infantis. 
 PRADO (1981) faz uma reflexão, “A família como toda instituição social, 
embora apareçam as diferentes formas de conflitos é a única que engloba o 
indivíduo em toda a sua história de vida pessoal.” É nesse contexto familiar que a 
criança adquire suas primeiras experiências educativas e aprende a se harmonizar 
em diferentes ambientes, independente das normas que lhe são impostas, através 
da família, da escola ou qualquer que seja a realidade vivida na sociedade. 
O papel da família é ser a protagonista na educação dos filhos. Ela deve ser a 
maior responsável pela educação, devido o permanente contato com a criança no lar 
durante a fase de formação e desenvolvimento da personalidade. 
Tais responsabilidades não devem ser transferidas para outra instituição, 
principalmente para a escola que tem como dever dar continuidade ao processo 
começado pela família. Quando a família não desempenha o seu papel, na maioria 
das vezes provoca problemas na vida da criança, que poderá se transformar em um 
adulto problemático e até agressivo. 
Para PRADO (1981): “A família influencia positivamente quando transmite 
afetividade, apoio e solidariedade e negativamente quando impõe normas através de 
leis, dos usos e dos costumes”. Sem dúvidas é no seio familiar, que a criança 
aprende a socializar, dividir, compartilhar e conviver em grupo. 
 
Uma das principais funções da família é a função educacional e, esta 
é responsável por transmitir à criança os valores e padrões culturais 
do meio social em que está inserido. (OLIVEIRA, 1993, p. 92). 
 
 
Se a família desenvolve seu papel, quando a criança for inserida em uma 
nova realidade, que é escola esta não terá nenhuma dificuldade de socialização e 
adaptação com o meio onde foi inserido. Já a escola, tem que acolher este ser com 
muita responsabilidade, afeto e dedicação. Pois, a partir deste momento é 
responsabilidade da escola dar continuidade no processo que já foi iniciado pela 
família. Quando em casa não é oferecido à criança o limite, a educação e o respeito 
15 
 
 
para com o próximo, o trabalho da escola fica limitado. Pois, tem que oferecer aquilo 
que já deveriam trazer de casa. 
Para Cury (2003) “O mundo não pode apostar em nossos filhos, mas jamais 
devemos perder a esperança de que eles se tornem grandes seres humanos”. Sabe-
se que hoje praticamente todos os membros da família trabalham fora de casa, na 
maioria das famílias o comando é dado somente por mães, devido o casal ser 
separados e muitas dessas famílias trabalhadoras não têm condições de 
acompanhar o processo de aprendizagem dos filhos. 
A escola tem a função educativa, que vai servir para o aprendizado do 
individuo. É necessário que os pais também entendam que não basta ser pai ou 
mãe para saberem educar crianças ou adolescentes, mas precisa de um reforço, 
uma orientação maior e que pode vir serem ofertado pelos professores, 
psicopedagogos, psicólogos e outros profissionais que são formados para auxiliarem 
também na instituição escolar, já que os pais na maioria das vezes não estão 
preparados para lidar com determinadas situações. 
A escola deve pensar o seu currículo de forma contextualizada, ampliada e 
dinâmica acarreta, em primeiro lugar, uma abertura dos canais possíveis de diálogo 
entre o mundo da escola e o mundo da família, permitindo não apenas o 
estreitamento desta parceria, mas igualmente, e principalmente, a possibilidade de 
repensá-la a partir de outras bases. 
Para haver uma ampla relação entre a família e a escola, é necessária cada 
uma, como já foi dito cumprir seus deveres sem procurar culpados, mais unirem-se 
com o único propósito de ajudar a criança, procurando soluções para o problema 
que a mesma possa apresentar, sendo justamente isso o que a escola tem que 
entender, logo, o erro não se encontra somente na família, mas em muitas atitudes 
dos profissionais da instituição escolar, que muitas vezes se apresentam como 
superiores, detendo todo o conhecimento sobre a criança, sem esquecer que se 
mostram despercebidos, tratando os pais friamente quando se fazem presentes na 
escola. 
Muitos educadores reclamam e se questionam da presença imperceptível da 
família na escola, mas não entendem e muitas vezes não aceitam que é devido à 
falta de atitude e desconhecimento dos mesmos e dos demais profissionais da 
instituição, que não disponibilizam sua atenção para a família. 
16 
 
 
Eventualmente, a escola cumpre o papel de resgatar junto ao seu aluno alguns 
valores da sua formação. Os lares desestruturados não costumam serem ambientes 
favoráveis para a realização dos filhos. 
Desse modo a escola, já não cabe apenas o papel da transmissão teórica do 
currículo formal, nem o de ser um produto da demanda de mercado, pois a escola, 
assim como a família, envolve a infância, a juventude e, em muitos casos, a fase 
adulta do indivíduo. Portanto, sua responsabilidade social amplia-se a termos que 
supera os preceitos acadêmicos e inserem-se nas dimensões afetivas do ser. 
Escola e família têm suas funções específicas, mas ao mesmo tempo são 
instituições que se complementam. Uma vez que compartilham a função de educar, 
ainda que utilizem metodologias diferenciadas, não é possível supor tais instituições 
como independentes, sem dar importância as suas correlações. 
 
 
2.1 Conceituando Família 
 
 
Nos dias atuais assistimos profundas mudanças no contexto familiar e na sua 
estrutura internas e externas. 
A família durante toda a sua existência é vista como o primeiro espaço vital 
das produções humanas. Ela é o organismo vivo que opera por meio de padrões 
transacionais. Ela também é a estrutura social básica, com diferentes papéis, 
integrada por pessoas que convivem por um tempo prolongado. É na família que as 
primeiras experiências educacionais acontecem. Depois de nascer, a criança 
começa a sofrer influencias familiares, vão aos poucos modelando seu 
comportamento. A maior das influencias que os pais exercem sobre seus filhos são 
inconscientes. 
É preciso considerar que o treino que os pais submetem seus filhos nem 
sempre produz os resultados esperados. Parte desse treino tem explicação na forma 
pela qual eles encaram a aprendizagem escolar. 
Quando falamos de família, queremos dizer que ela e a base de qualquer ser, 
pois os participantes dela precisam adquirir o sentimento de pertença. Nela há 
necessidade da existência de sentimentos que contemple todo o desenvolvimento 
17 
 
 
de todos os envolvidos. Os laços de afetividade é um conjunto desses sentimentos. 
E através de todos esses sentimentos a família se torna mais humanas aprendendo 
a viver em sociedade. 
É importante a necessidade de uma conscientização grande de todos para que 
possam estar envolvidos nestas mudanças no processode constante educar os 
filhos. 
Nesse sentindo, destacamos também que a família tem que desempenhar um 
papel decisivo na educação formal e informal de seus filhos, pois é nesse espaço 
que é absorvido os valores éticos, humanitários e de solidariedade. É também em 
suas vivências internas que se constroem as marcas entre as gerações no qual são 
observados valores culturais. 
Segundo a resolução n° 2.542 da Assembleia Geral da ONU, apud 
(VERONESE e COSTA, 2006 p.88). Diz que: 
 
A família, enquanto elemento básico da sociedade é o meio natural 
para o crescimento e bem-estar de todos os seus membros, em 
particular das crianças e jovem. Deve ser promovida, ajudada e 
protegida, a fim de que possa assumir plenamente suas 
responsabilidades no seio da comunidade. Por isso, quando falamos 
em “família”, estamos questionando o papel importante que a mesma 
tem na educação de seus filhos, bem como a responsabilidade diante 
dos aspectos físico, psíquico e social das crianças. 
 
 
 
Responsável pela sobrevivência física, psíquica das crianças, constituindo-se 
o primeiro grupo de mediação do individuo com o mundo social, onde acontecem os 
primeiros aprendizados dos hábitos, costumes, da cultura e a socialização primária. 
Devemos, portanto destacar a importância da participação da instituição escolar no 
desenvolvimento e na formação do ser humano. 
Hoje são inúmeros os casos onde se diz que a família está se omitindo do seu 
papel, a mudança de conceito de “família” talvez seja a justificativa dessa mudança. 
Pois sabemos que muitas crianças e adolescentes vivem somente com a mãe, ou só 
com o pai, muitas vezes criado pelos avós e assim por diante. Diante disso, muitas 
vezes a família não exerce seu papel, ou transfere suas obrigações à escola, devido 
à condição em que ela se encontra. A família é principal responsável pelo o 
processo educativo dos seus filhos. 
 
18 
 
 
2.2 Conceituando Escola 
 
 
O ato de ensinar é sem duvida uma das atividades mais importantes a serem 
desenvolvidas na vida em sociedade. Desse modo alguns autores deixam evidente o 
significado da escola. Freire na sua extrema sabedoria sobre o ato de educar e o 
ambiente favorável à aprendizagem reflete em seu texto de forma muita profunda 
diz: 
 
A Escola é o lugar onde se faz amigos. Não se “trata só de prédios, 
salas, quadros, programas, horários, conceitos”. Escola é, sobretudo, 
gente, gente que trabalha que estuda que se alegra se conhece se 
estima. O diretor é gente, O coordenador é gente, o professor é 
gente, o aluno é gente, cada funcionário é gente. E a escola será 
cada vez melhor na medida em que cada um se comporte como 
colega, amigo, irmão. Nada de ‘ilha cercada de gente por todos os 
lados’. Nada de conviver com as pessoas e depois descobrir que não 
tem amizade a ninguém nada de ser como o tijolo que forma a 
parede, indiferente, frio, só. Importante na escola não é só estudar, 
não é só trabalhar, é também criar laços de amizade, é criar ambiente 
de camaradagem, é conviver, é se ‘amarrar nela’! Ora, é lógico. numa 
escola assim vai ser fácil estudar, trabalhar, crescer, fazer amigos, 
educar-se, ser feliz. (1996, p.62) 
 
 
Não há conceito mais ilustres e preciso do que este elaborado pela 
experiência de um grande educador que em sua prática procurou não apenas 
compreender de didáticas e métodos, mas elaborou uma percepção sobre espaço e 
fatores que inspira aprendizagem. O autor deixa evidente que a escola é lugar das 
relações, das surpresas e das descobertas do novo. 
Rubens Alves outro grande pensador apresenta um grande conceito sobre 
escola numa excelente afirmação filosófica: 
 
 
Há escolas que são gaiolas e há escolas que são asas. Escolas que 
são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do 
voo. Pássaros engaiolados são pássaros sobre controle. Engaiolados, 
o seu dono pode levá-los para onde quiser. Pássaros engaiolados 
sempre têm um dono. Deixaram de serem pássaros. Porque a 
essência dos pássaros é o voo. Escolas que são asas não amam 
pássaros engaiolados. O que elas amam são pássaros em voo. 
Existem para dar aos pássaros coragem para voar. Ensinar o voo, 
isso elas não podem fazer, porque o voo já nasce dentro dos 
pássaros. O voo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado. 
(2002. p. 29-30). 
19 
 
 
Esta afirmação identifica a escola como o espaço de liberdade. A criança livre 
apresenta maior condição de aprender. Os pensamentos aprisionados não 
favorecem a aprendizagem. A escola tem que oferecer aos alunos a possibilidades 
de aprender e apreender. Assim como cada professor apresenta expectativas e 
atitudes diferenciadas ao lidarem com alunos. Os alunos também estão cheios de 
expectativas. Os professores devem variar suas didáticas e metodologias 
considerando que tudo é valido na perspectiva de favorecer a curiosidade e o 
interesse do aluno pelo o seu saber. 
Nessa perspectiva CUNHA (2006) compara a escola com uma orquestra. 
 
 
Se a escola fosse uma orquestra, seria possível ouvir-se a sinfonia da 
compreensão humana? Como haver sinfonia se cada músico está 
com seu instrumento em um tom? Onde está o autor da sinfonia? Ou 
será que a orquestra é que não quer tocá-la? A orquestra está 
desafinada. E o maestro? Deve ser responsabilizado pelo insucesso? 
E os ouvintes, por que não gritam? Estão mudos? Não; não sabem 
gritar. Gritam, às vezes, buscando em outro músico o fracasso 
advindo do tom desafinado que emitem. E você? Também é músico 
nesta orquestra? A escola nunca será orquestra, se cada músico não 
se afinar. Os músicos devem interpretar a partitura da compreensão 
humana, para atender a cada ouvinte na sua individualidade. Não 
basta simplesmente tocar. A harmonia entre os músicos e os ouvintes 
é a compreensão, o respeito, a doação, o "assumir", é a 
responsabilidade, o envolvimento com o trabalho. Reaja diante da 
música. Se um tom soa-lhe desafinado, pare! O ponto de espera é 
calmo e longo; com sua ajuda virá outra música. Com certeza será o 
início de uma verdadeira orquestra onde todos possam entoar a 
música da Paz, da Harmonia, da Colaboração, do Respeito Mútuo. 
(2006, p. 56) 
 
 
 A escola deve possibilitar ao discente a sua autonomia. A autonomia é uma 
das metas fundamentais da educação. Há, portanto, em sala de aula, uma carência 
contumaz que os alunos trazem e que demanda a atuação coletiva, a aprendizagem 
espontânea; que move uma teia de desejos e aspirações que reforçam a ideia de 
mudança nos conteúdos curriculares e nas instrumentações pedagógicas. O que 
ocorre é um movimento de afetos e sonhos que deseja expandir-se para dentro da 
escola, com a articulação de diversos atores, com produções individuais, mas 
fazendo múltiplas conexões com o mundo, como os instrumentos de uma orquestra 
seguindo os compassos da música, cada um em sua autonomia, exercendo a 
coletividade. 
20 
 
 
Decerto, o aluno não é um ser solitário compondo uma música que só ele 
ouve. Ele faz parte dessa orquestra, cujo maestro é o seu desejo, pois é para este 
que ele sempre olha. E o professor? O professor é o músico que dá vida ao ritmo 
que sustenta a música até o final. 
Além dos pais a escola deve contribuir de alguma forma maneira, na 
construção do ser humano e de sua personalidade, considerando os diversos 
elementos inseridos nos relacionamentos interpessoais que acontecem na escola 
nesses vínculos são reveladas as expressões emocionais. 
 
 
2.3 Interação entre Família e Escola 
 
 
Historicamente foi possível constatar que a família é a principal responsável 
pela formação dos filhos. Na família a criança forma as atitudes que lhe são 
fundamentais para a vida humana. Essa formação primeira à criança aprende ainda 
de maneira informal, através dos pais ou de qualquer responsável pelasua 
formação. 
Família e escola constroem no indivíduo os universos da sua autoestima, 
confiança, emoções, sentimentos e atributos que personificam suas estruturas 
pessoais e seus vínculos afetivos. Escola e família não podem estar dissociadas 
uma da outra, pois são ligadas pelos veios afetivos do educando. Portanto, os 
processos de aprendizagem não se bastam sem a colaboração de ambas as partes. 
Não se explicam sem uma compreensão que abarque o sujeito e os seus núcleos de 
convivência, nos quais, ele conquista sua identidade. 
A escola e a família garantem a unidade dos seus conjuntos, ao mesmo 
tempo em que promovem a descoberta da individualidade. A criança perceber-se, ao 
mesmo tempo, como um ser único e participante de um grupo. Este é o 
desenvolvimento natural que não deve ser cerceado. 
Não é de admirar hoje se ouvir expressões tais como: “os pais perderam a 
autoridade perante os filhos”. “Os filhos não têm mais respeitos sobre os pais”. “As 
crianças de hoje não obedecem mais a ninguém”. Essas deixam evidente o papel 
dos pais frente à educação dos filhos. 
21 
 
 
 No contexto histórico atual esse papel estar sendo cada dia mais cobrado 
devido a presente mudança comportamental das crianças. Há de fato uma mudança 
acentuada dos novos modelos de relações existentes e presentes na família e 
escola atual. 
Pensando nestas questões que tem se tornado algo preocupante para 
educadores e educadoras da educação básica é que o presente trabalho tem por 
finalidade colaborar com a discussão e reflexão acerca da necessidade da relação 
família-escola no processo de ensino e aprendizagem dos filhos. 
 
 
Os pais são os responsáveis legais e morais pela educação de seus 
filhos. Como a educação escolar não exime dessa responsabilidade, 
a participação dos pais é flagrantemente necessária para que 
continuem a exercer seu papel de principais educadores de seus 
filhos (LOPEZ, 2002, p.75). 
 
 
Procurar entender essa realidade visa buscar orientações que possam 
fortalecer essa relação, diminuindo assim a distância observada entre essas duas 
instituições educacional. O fato é que não é fácil definir o papel que cabe aos pais 
na escola e no conjunto do sistema educacional. Cada um tem papeis importante, 
porém diferenciados. 
 Olhando o contexto histórico a escola e a família tem passado por profundas 
transformações ao longo de seu processo evolutivo, interferindo assim, na estrutura 
e na dinâmica escolar, de forma que a família em muitas circunstâncias vem 
transferindo para a escola funções que deveriam ser sua. Pois como diz PARO: 
 
 
Assim, a escola que toma como objetivo de preocupação levar o 
aluno a querer aprender precisa ter presente a continuidade entre a 
educação familiar para sua tarefa de desenvolver educandos atitudes 
positivas educadoras com relação ao aprender ao estudar. PARO 
(2007,16) 
 
 
 Portanto uma boa relação entre família e escola deve estar presente em 
qualquer trabalho educativo que tenha como principal alvo o aluno. A escola deve 
também exercer sua função educativa junto aos pais, discutindo, informando, 
22 
 
 
orientando sobre os mais variados assuntos, para que em reciprocidade, escola e 
família possam proporcionar um bom desempenho escolar e social ás crianças. 
 Pois, é aqui entra a questão da participação da população na escola. 
Dificilmente será conseguida alguma mudança senão se partir de uma postura 
positiva da instituição com relação aos usuários, em especial pais e responsáveis 
pelos estudantes, oferecendo ocasiões de convivência verdadeiramente humana, 
numa palavra de participação na vida da escola. 
 Portanto, é importante que a família esteja engajada no processo ensino-
aprendizagem para que a criança se sinta protegida dentro do ambiente escolar. 
Segundo PARO: 
 
Levar o aluno a querer implicar um acordo tanto com educadores 
,fazendo –os sujeitos, quanto com pais, trazendo –os para o 
convívio da escola, mostrando-lhe quão importante é sua participação 
e fazendo uma escola pública de acordo com seus interesses de 
cidadãos. (PARO, 1995, p. 10). 
 
 
 A família em parceria com a escola e vice-versa, são peças fundamentais ao 
desenvolvimento da criança. Entretanto, para conhecer a família é necessário que a 
escola abra suas portas, intensificando e garantindo sua permanência através de 
reuniões mais motivadoras. 
 À medida que a escola abrir espaços e criar mecanismo para atrair a família 
para o ambiente escolar, novas oportunidades com certeza irão surgir para que seja 
desenvolvida uma educação de qualidade sustentada Justamente por esta relação. 
(FAMILIA-ESCOLA). 
 É preciso convencer-se de a participação, diferenciada conforme o papel que 
cabe a cada setor da comunidade educacional constituir mesmo tempo uma 
democracia social e a garantia de qualidade. De certo não se pode confundir a 
participação com a qualidade que cada instituição escolar deve ter, porque a 
qualidade se refere aos resultados alcançados pela escola, enquanto que a 
participação é apenas um meio. Contudo trata-se de um meio fundamental, porque a 
educação não depende de si mesma, mas em grande parte do que a família faz 
dentro e fora da escola. 
 Sem dúvida quando tratamos de família e escola compreendemos que: 
23 
 
 
A família é vista socialmente como a mola que dar movimento preciso a vida 
dos filhos. Quando esta deixa de exercer seu papel há uma espécie de 
decrescimentos. Na analises feita por Maria Montessori ela observa que: 
 
A família, antes de fazer parte da escola, faz parte da sociedade. Daí, 
o cuidado com a personalidade humana cindir-se, mesmo em lares 
estruturados. De um lado, a família, parte da sociedade, do outro, a 
escola, também parte da sociedade, no meio, concepções 
dissimilares na formação do indivíduo para a sociedade. Não existe 
uma concepção única no entorno das questões educativas. No 
mundo globalizado, onde as coisas aglutinam-se em focos comuns, a 
educação torna-se um eixo desatento aos presságios do tempo. 
(MONTESSORI, 2004, p. 35) 
 
 
A significativa relação da família na escola é entendida como práticas que 
introduzem o indivíduo, já socializado, ao convívio com outros grupos e setores do 
mundo objetivo da sociedade. A escola pode ter o papel de segundo ambiente de 
socialização que vai ajudar a criança a promover e/ou fortalecer habilidades 
inicialmente estimuladas no ambiente familiar. Tais As funções constrói a estrutura 
do grupo familiar e variam de uma sociedade para outra. 
Não se esquecendo de ressaltar que hoje se atribui à escola a finalidade de 
preparar a criança para a complexa vida, por meio da transmissão de 
conhecimentos acumulados, promovendo estimulações ao desenvolvimento infantil 
por meio do ensino, do estabelecimento de regras, da integração do sujeito, em 
grupos sociais diversificados. Ou seja, a escola é entendida como a promotora da 
educação mais sistematizada, apresentando finalidades próprias para o 
desenvolvimento do ser humano e para a constituição de sua personalidade. 
Entendendo este desenvolvimento enquanto acadêmico e social. 
Ao analisarmos a educação da criança, na família e na escola, é possível 
compreender algumas diferenciações que as pesquisas relatam quanto às práticas 
educativas que cada uma dessas instituições exerce. Dentre elas podemos 
mencionar que na família as práticas educativas são desenvolvidas no cotidiano e, 
na escola, configura-se uma intensa programação de procedimentos e atividades 
elaboradas, segundo diretrizes educacionais, planejadas. A aprendizagem da 
criança, na instituição familiar, faz-se na relação com os membros do grupo 
doméstico. Na escola, essa aprendizagem envolvemomentos programados com 
pessoas específicas. 
24 
 
 
 É importante salientar que a educação familiar e a educação escolar 
constituem-se como momentos do processo educativo que, para os educandos 
vivencie, e efetivam-se de maneira única, mas com propósitos diversificados. Ou 
seja, escola e família apresentam-se no processo educativo como momentos 
contínuos em algumas ações e também descontínuos, quanto a seus fins 
específicos. 
 
 
3 METODOLOGIA 
 
 
Esta pesquisa tem como tema Família e Escola: uma contribuição na 
aprendizagem. Para obter um subsídio favorável no andamento do projeto de 
pesquisa, foi realizada uma diagnose onde foram colhidas informações do campo a 
ser pesquisado. Essas informações sobre o tema abordado facilitou a exploração da 
temática, traçando os objetivos, e assim buscando métodos para a realização da 
pesquisa. 
Quanto ao procedimento da pesquisa, foi de ordem qualitativa, por que busca 
a contribuição da família no cotidiano escolar da criança. Segundo Oliveira (2007, 
p.37): 
 
Conceituamos abordagem qualitativa ou pesquisa qualitativa como 
sendo um processo de reflexão e análise da realidade através da 
utilização de métodos e técnicas para compreensão detalhada do 
objeto de estudo em seu contexto histórico e/ou segundo sua 
estruturação. 
 
 
O autor evidencia que a pesquisa deve ser realizada a partir de uma reflexão 
considerando a analises das realidades diversas fazendo-se necessário a 
observação criteriosa e o olhar contextualizado. 
A pesquisa foi desenvolvida em uma escola pública municipal, localizada em 
Chã de Alegria – PE. A Escola João Cavalcanti Ferraz Filho, situada à Rua Siqueira 
Campos. Funciona em três turnos: manhã, tarde e noite. Conta com um efetivo de 
830 alunos e 35 professores. 
25 
 
 
Neste processo, foram utilizados instrumentos de pesquisas como: 
questionário, palestras. As palestras foram apresentadas para os pais num 
quantitativo de dez (10) pais ou responsáveis pelos alunos. Outra atividade foi 
realizada com os professores. Foi feito momentos reunião, reflexão e questionário 
com dez (10) professores aplicado por dois (02) coordenadores escolar para buscar 
estratégias de acompanhamento da aprendizagem, com o objetivo de analisar como 
é a participação dos pais no cotidiano escolar de seus filhos, é fundamental a 
presença dos pais no ambiente escolar. O questionário, segundo Gil (1999, p.128) 
 
Pode ser definido “como a técnica de investigação composta por um 
número mais ou menos elevado de questões apresentadas por 
escrito às pessoas, tendo por objetivo o conhecimento de opiniões, 
crenças, sentimentos, interesses, expectativas, situações 
vivenciadas”. (1999, p.123) 
 
 
Assim, nas questões de cunho empírico, o questionário é uma técnica que 
servirá para coletar as informações da realidade, da pesquisa. 
Ao tratar das questões interrogativas e inerentes a família Parolin (2007, p.56) 
discute que: 
 
É em família que uma criança constrói seus primeiros vínculos com a 
aprendizagem e forma o seu estilo de aprender, nenhuma criança 
nasce sabendo o que é bom ou ruim e muito menos sabendo do que 
gosta e do que não gosta. A tarefa dos pais, dos professores e 
familiares é de favorecer uma consciência moral, pautada em como e 
porque está tomando determinados caminhos ou decisões. 
(PAROLIN 2007, p.56) 
 
 
Num olhar que insere a escolha do questionário, mostra que os pontos fracos 
apresentados devem servir não para desestimular o uso de tal técnica, mas, sim, 
para melhor direcionar a condução dela, tanto na escolha de questões, como de 
universo dos pesquisados Já vimos que a pergunta é até mais importante que a 
resposta. Tendo isto em mente, deve-se voltar especial atenção à construção das 
perguntas que comporão o questionário, pois é delas que se conseguirá, ou não, 
obter os corretos dados para a confecção do Antes de expor as técnicas de 
confecção das perguntas faz-se citação de trecho em que Marconi e Lakatos (1999, 
p. 100) destacam que: “Junto” com o questionário deve-se enviar uma nota ou carta 
26 
 
 
explicando a natureza da pesquisa, sua importância e a necessidade de obter 
respostas, tentando despertar o interesse do recebedor para que ele preencha e 
devolva o questionário dentro de um prazo razoável. 
O que parece algo dispensável pode ser a dica prática a trazer maior 
envolvimento dos participantes. Poderá ser a chave para o sucesso do trabalho de 
coleta do projeto de pesquisa. 
 
 
4. A PARTICIPAÇÃO DA FAMÍLIA NA APRENDIZAGEM DOS ALUNOS DA 
ESCOLA JOÃO CAVALCANTI FERRAZ FILHO 
 
4.1 Análises dos Resultados 
 
 
A análise dos dados foi obtida com a análise dos questionários obtida nas 
observações do campo da pesquisa. Depois foi desenvolvido um paralelo com os 
dados coletados na pesquisa descritiva para verificar se os objetivos programados 
foram alcançados. 
 
Questionários realizados com os pais 
 
Os dados da pesquisa revelam que diretores e professores, sentem 
dificuldades no relacionamento com família (pais). As estratégias realizadas, não 
são suficientes para aproximar a escola da família, por sua vez os pais não acham 
necessário um contato constante no âmbito escolar. 
Diante da pesquisa feita com os pais, a maioria demonstra interesse regular, 
algumas vezes procuram interagir com a escola para saber dos filhos. Se caso for 
apresentado um comportamento fora dos padrões estabelecidos pelo sistema de 
ensino, eles não conseguem agir de maneira adequada com seu próprio filho, 
revelando que não tem controle e não sabem resolver ou auxiliar de forma 
adequada, para que não interfiram no processo ensino-aprendizagem. 
Neste sentido afirma Pileti: 
 
27 
 
 
Partes da influência dos pais provêm da maneira como eles encaram 
a aprendizagem escolar. No caso da leitura, por exemplo, os pais 
podem estranhar o atraso do filho nessa atividade. Podem pensar 
consigo mesmos; ‘Mas como? Se sempre estimulamos nosso filho 
para que lesse? Chegamos até comprar livrinhos de histórias para ele 
(PILETI, 2008, p. 276). 
 
 
 Segundo as ideias do autor compreende-se que o atraso do filho pode estar 
relacionado com a atitude dos pais em relação à leitura. Não basta comprar livros 
dizer os filhos que leia. Portanto se os pais não leem, o filho não aprendeu em casa 
uma atitude positiva em relação a leitura. 
 
Momentos de reflexão dos professores com a gestão escolar. 
 
Os resultados deixam evidente que os pais não são participativos no processo 
de aprendizagem dos filhos. O fato da não participação contribui para o 
comportamento indisciplinar. A escola por sua vez sente a necessidade de avaliar 
sua estratégia na qual um grupo de professores entende que as aplicadas são 
atrativas para o aluno. Embora a grande maioria diga que as estratégias não 
respondem a necessidade do aluno hoje. Sobre o assunto os autores Bock, Furtado 
e Teixeira afirmam que: 
 
A escola criada e sustentada pela sociedade com a finalidade de 
preparar o individuo par viver na sociedade cujos elementos são 
todos advindos do meio social – conhecimentos, técnicas, desafios-, 
passa ser pensada nas teorias pedagógicas como instituição isolada 
deste meio, como se nele não tivesse imergido. (2009, p.264). 
 
 
Assim sendo compreende-se que a escola acaba por ensinar um 
conhecimento fora da realidade social. Não é possível preparar o individuo para 
viver o cotidiano da sociedade, se os muros da escola os deixam fora dessa 
realidade. 
 Na pesquisa realizada a maioria dos professores afirmam que a escola 
trabalha com flexibilidade, mas que precisa avançar frente a realidade do alunos. 
Alguns apontam que a escola não conhece a realidade familiar. A ausência dos pais 
28 
 
 
gera também problemas de aprendizagem para os filhos,levando a índice de 
reprovação. 
Sobre assunto Pileti afirma: 
 
O que o professor ensina não é a única influência que o aluno recebe 
nem a mais importante. Fora da escola ele aprende muita coisa 
importante para a sua própria aprendizagem na escola, importante 
para a formação da sua personalidade, importante para toda a sua 
vida (2009, p.274) 
 
 
Neste sentido compreende-se que um dos espaços de aprendizagem da 
criança é na família. Se os pais não participam da vida escolar do seu filho, dificulta 
seu desenvolvimento cognitivo e aprendizagem dos conteúdos escolares. 
 Os professores entrevistados dizem que os espaços de plantões pedagógicos 
não são valorizados por parte dos pais. A ausência dos pais no ambiente escolar 
apresenta um à dura realidade para o professor que enfrenta um desafio no seu 
cotidiano. Com a distância no acompanhamento o aluno quebra o limite que precisa 
para acomodar a aprendizagem necessária a sua faixa etária. 
 
 
Os pais são os responsáveis legais e morais pela educação de seus 
filhos. Como a educação escolar não exime dessa responsabilidade, 
a participação dos pais é flagrantemente necessária para que 
continuem a exercer seu papel de principais educadores de seus 
filhos (LOPEZ, 2002, p.75). 
 
 
 
É importante que os pais participem de reuniões e plantões pedagógicos com 
a finalidade de apresentar os resultados dos desempenhos dos alunos. Se o filho 
está fraco numa disciplina e os pais tomam conhecimento, poderão traçar 
estratégias para que seu filho se motive e melhore os resultados obtidos na escola. 
 Na concepção dos alunos dessa pesquisa, eles compreendem que a escola é 
um espaço que ajuda no desenvolvimento das suas atividades. Nela recebem 
conhecimentos, apesar de considerarem as aulas no dia a dia pouca atrativa. 
Afirmam que seus pais não frequentam a escola, a não ser quando eles não 
estão bem no seu desempenho. 
 
29 
 
 
5. CONCLUSÃO 
 
 
A pesquisa refletiu sobre a importância da interação família- escola para o 
processo ensino aprendizagem das crianças. Sabemos que a parceria família e 
escola ainda são um grandioso desafio nos tempos atuais. Os pais não demonstram 
participação integral na vida dos filhos durante o processo de sua aprendizagem. 
Muitos pais vão à escola apenas porque são chamados. 
A relação família escola ainda encontra barreiras criadas por elas mesmas; 
para isto, nós educadores precisamos considerar a família como parte importante no 
processo ensino-aprendizagem, dando abertura à participação efetiva dos pais, pois 
se verificou que o que é desejável à escola é tornar o ambiente escolar um espaço 
propício para a família. 
Não é possível deixar de lado o fato de que os professores são elementos 
chaves no processo ensino-aprendizagem. Com a aproximação os professores 
podem passar a ter maiores informações a respeito de quem são os alunos, suas 
famílias, sua cultura, sua vida cotidiana, o que em ultima instância favorece a 
organização do trabalho a ser desenvolvido em benefício dos alunos e da 
comunidade, criando entre outras coisas, uma atmosfera que fortaleça o 
desenvolvimento e a aprendizagem da criança nesses dois ambientes 
socializadores. 
 Os pais podem e devem envolver-se com o processo escolar de seus filhos e 
exigir que a escola cumpra o papel que lhe cabe na educação das crianças sem 
fazer inversão de papéis. Relações mais estreitas com a escola podem ajudar os 
pais a compreender melhor o trabalho realizado pela escola, a se envolverem, na 
medida das suas possibilidades, no processo educacional de seus filhos, 
trabalhando de forma consoante com a necessidade educativa da vida e da 
participação do mundo atual. 
 
 
 
 
 
30 
 
 
REFERÊNCIAS 
 
 
ALVES. R Por uma educação romântica. 7ª Ed. Editora Campinas SP – Papirus/ 
2002 
 
 
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Pedagógica. Ed. WAK. 2012 
 
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1996/2001 
 
 
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______. Projetos de pesquisa. 3. ed. São Paulo: Atlas, 1996. 
 
 
 
Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional Lei n.º 9.394 de 20 de dezembro 
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São Paulo, 2002. 
 
 
 
MONTESSORI, M. Educação para a Paz. Ed. Papirus. 2004 
 
 
MARCONI, Maria de Andrade; LAKATOS, Eva Maria. Técnicas de pesquisa. 3. Ed. 
São Paulo: Atlas, 1999. 
 
 
OLIVEIRA, P. S. Introdução à sociologia da educação. -São Paulo: Ática, 1993. 
 
 
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PARO,V.H Gestão democrática da escola pública. 3. Ed. São Paulo; editora Ática, 
2004. 
 
 
PRADO, Danda. O que é família. 1 ed. São Paulo: Brasiliense, 1981. (Coleção 
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32 
 
 
APÊNDICES 
 
 
 
Questionário realizado com os professores 
 
1. Os pais são participativos no âmbito escolar? 
2. A ausência dos pais contribui na indisciplina? 
3. A escola utiliza estratégias para atrair a participação dos pais? 
4. A ausência dos pais ocasionam problemas na aprendizagem? 
5. O índice de reprovação é mais pelos alunos cujos pais são ausentes? 
6. A escola tem conhecimento do contexto familiar de seus alunos? 
7. A falta de participação dos pais no processo educacional altera na aprendizagem 
da criança? 
8. A escola é flexível diante da realidade de seus alunos? 
9. Os pais participam dos plantões pedagógicos? 
10. Como é o comportamento dos alunos quando os pais são mais ausentes?

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