Prévia do material em texto
10 1 INTRODUÇÃO A educação é um processo contínuo, e que se desenvolve no ambiente familiar e social, por isso é de suma importância analisar a situação atual dos pais e suas dificuldades em acompanhar o processo educativo dos seus filhos. A Lei de Diretrizes de Base da Educação - LDB 9394/96 traz o conceito de educação como sendo além da educação formal, pois, é na família que a criança conhecerá e construirá valores que serão incorporados ao longo de sua vida. E é na família que ocorre o primeiro processo de socialização que irá permitir traçar um caminho para o futuro. A família sempre foi e será a instituição-chave onde acontece a socialização da criança com outros indivíduos. Depois passa a conviver na escola, e lá se insere num processo social que vai desenrolar ao longo de sua vida. A necessidade da interação entre essas duas instituições é fundamental, pois as transformações que estão ocorrendo na sociedade moderna, que exigem uma compreensão e respostas condizentes. Falar de parceria de família e escola com foco na contribuição da aprendizagem implica seguir por um caminho desafiador que envolve processos de mudanças de paradigmas e de novas concepções quanto ao formato de famílias existentes no cenário atual. Segundo Carvalho (2008, p.30) “escola e família são instituições educativas, com finalidades distintas, contextos específicos e limites definidos”. (2008, p.30), a relação entre família e escola começa a se distinguir exatamente diante dessa determinação do que pertence ao âmbito do privado, no processo educativo das crianças. Pensar sobre essa questão pode conduzir a uma primeira definição do papel da escola e do papel da família na educação das crianças. Conforme as palavras de Sayao: Em casa, os pais educam seus filhos para que eles aprendam a viver, convivendo no espaço privado que é a família, e isso supõe amores, ódios, expectativas e conflitos. Na escola, os professores educam os alunos a exercitar a cidadania no espaço coletivo (2003, p.218). Para tanto, é preciso estar atentos à contribuição que estes grupos sociais podem exercer no desenvolvimento do indivíduo. 11 O interesse por essa temática surgiu a partir da realidade encontrada no exercício de vários professores compartilhado no cotidiano escolar. Percebe-se que na atualidade vive-se numa sociedade onde os valores e a ética estão se desintegrando e muitas vezes ficam de fora da formação do indivíduo. Nesse sentido a escola e a família não podem deixar de contribuir de forma correta no resgate e na recuperação desses valores. Por isso essa pesquisa tem como objetivo geral analisar a interação família/escola no processo de aprendizagem dos alunos da Escola João Cavalcanti, Filho no município de chã de Alegria. E como objetivos específicos conhecer as formas de participação da família na aprendizagem da criança e identificar os principais resultados trazidos pela participação dos pais na escola. Para discutir sobre essa questão a pesquisa foi sistematizada em cinco capítulos: O primeiro descreve o aspecto introdutório da pesquisa, as motivações da escolha pelo o tema, a problemática e os objetivos. O segundo apresenta uma abordagem sobre parceria família – escola uma contribuição no processo aprendizagem. O terceiro aborda a metodologia, o campo de atuação e como a pesquisa foi organizada. O quarto capítulo investiga a participação da família na aprendizagem dos alunos da escola João Cavalcanti Ferraz Filho e faz a análise dos resultados. E o quinto capítulo conclusão, faz as considerações finais descrevendo a percepção do pesquisador frente à temática e suas contribuições para novas pesquisas. 12 2. PARCERIA FAMÍLIA-ESCOLA: UMA CONTRIBUIÇÃO NO PROCESSO APRENDIZAGEM A função de educar é divergente entre família e escola, já que a primeira se encarrega da tarefa de socialização do indivíduo, ensinando-o valores e comportamentos passíveis de aceitação pela sociedade, enquanto que a segunda é responsável por oferecer conhecimentos sociais de acordo com o contexto social vigente e preparar o indivíduo para conviver nesse meio. Entendemos, assim, que escola e família apresentam características comuns ao desempenharem a tarefa de formar o indivíduo para viver em sociedade, mas, ao mesmo tempo, são instituições com pontos divergentes, pois os objetivos da tarefa de ensinar são totalmente distintos, embora muitos não tenham consciência dessa diferença. Uma educação pautada na qualidade, só será possível com a participação dos pais na vida escolar, para que a criança sinta-se apoiada e tenha um desenvolvimento completo, visando à conquista da aprendizagem. Este capítulo é destinado a apresentar uma abordagem acerca da parceria família-escola: uma contribuição no processo de aprendizagem na perspectiva de contribuir para a pesquisa de forma significativa. Parceria em sua tradução significa envolvimento, cooperação, mas é possível perceber que há um limite na ordem de sua ação. Significa contribuir para uma ação desenvolver-se com maior qualidade sem confundir os papéis. No contexto escolar a parceria é vista como responsabilidades a determinadas funções e ou papéis que são desenvolvidos por cada ator que compõem o espaço de aprendizagem. Elaborar uma abordagem sobre família, escola e aprendizagem é perceber com clareza os desafios presentes na realidade atual da escola. Quando se fala da participação da família no processo de ensino e aprendizagem, tem que se levar em consideração o contexto em que o aluno está inserido. Muitas famílias estão a mercê da sociedade, vivem desestimuladas, desempregadas, ameaçadas por situações de extrema pobreza. Precisando que ocorra neste sentido a situação inversa, que a escola seja sua parceira, que os ajude a construir a tão sonhada educação de seus filhos. As autoras Veronese e Costa contribuem com este pensamento relatando: “Outro fator preocupante é a ameaça de exclusão social, face ao aumento da pobreza, dos índices de desemprego, responsáveis pelo o desequilíbrio estrutural de muitas famílias”. (2006, p. 94). 13 Embora se fale que a família tem um papel importante na formação de seus membros, não podemos esquecer que muitas vezes o método de trabalho realizado pela escola, acaba afastando os pais de participarem da vida educacional de seus filhos. O ideal seria ter uma relação efetiva entre pais e escola, possibilitando um espaço de conquista a fim de esclarecerem possíveis dúvidas dos pais, quanto a alfabetização de seus filhos/alunos, enfim a respeito do trabalho realizado pela escola. Segundo Silva (2008, p. 01). Aí entra a parceria família/escola. Uma conversa franca dos professores com os pais, em reuniões simples, organizadas, onde é permitido aos pais falarem e opinarem sobre todos os assuntos, será de grande valia na tentativa de entender melhor os filhos/alunos. A construção desta parceria deveria partir dos professores, visando, com a proximidade dos pais na escola, que a família esteja cada vez mais preparada para ajudar seus filhos. Muitas famílias sentem-se impotentes ao receberem, em suas mãos os problemas de seus filhos que lhe são passados pelos professores, não estão prontas para isso. No processo de aprendizagem os primeiros anos de vida e de ensino cabem totalmente aos pais, ao passo que corresponde às crianças as funções de aprender. A partir da entrada na escola fundamentalmente os filhos começam a trazer ensinamentos obtidos na escola, que por sua vez serão transmitidos aos pais. São os pais que vão dar aos filhos base para a construção de sua personalidade. Pois é no lar que a criança aprende as regras, sejam elas sociais, culturais,religiosas, econômicas, morais ou outras, porque os pais são seus mestres naturais. Historicamente a Escola e a família são conhecidas como os pilares fundamentais para o processo de aprendizagem. Estes dois pilares têm o papel de desenvolver a socialização, a harmonia, a aprendizagem e as relações entre os indivíduos. No ambiente familiar a criança se desenvolve de acordo com a realidade vivida seja cultural ou social, preparando-se para com convívio na sociedade. A educação é o conjunto de ações, processos, Influências, estruturas que intervêm no desenvolvimento humano de indivíduos e grupo na relação ativa com o ambiente natural e social, num determinado contexto de relações entre grupos e classes sociais. (LIBÂNEO, 2000, p. 22). 14 Desse modo a aprendizagem se inicia no lar com a atividade nas quais a família ensina. Ex. o respeito, o amor, e a solidariedade, que são elementos básicos para a convivência humana e social e para o equilíbrio dos impulsos de destruição internos e infantis. PRADO (1981) faz uma reflexão, “A família como toda instituição social, embora apareçam as diferentes formas de conflitos é a única que engloba o indivíduo em toda a sua história de vida pessoal.” É nesse contexto familiar que a criança adquire suas primeiras experiências educativas e aprende a se harmonizar em diferentes ambientes, independente das normas que lhe são impostas, através da família, da escola ou qualquer que seja a realidade vivida na sociedade. O papel da família é ser a protagonista na educação dos filhos. Ela deve ser a maior responsável pela educação, devido o permanente contato com a criança no lar durante a fase de formação e desenvolvimento da personalidade. Tais responsabilidades não devem ser transferidas para outra instituição, principalmente para a escola que tem como dever dar continuidade ao processo começado pela família. Quando a família não desempenha o seu papel, na maioria das vezes provoca problemas na vida da criança, que poderá se transformar em um adulto problemático e até agressivo. Para PRADO (1981): “A família influencia positivamente quando transmite afetividade, apoio e solidariedade e negativamente quando impõe normas através de leis, dos usos e dos costumes”. Sem dúvidas é no seio familiar, que a criança aprende a socializar, dividir, compartilhar e conviver em grupo. Uma das principais funções da família é a função educacional e, esta é responsável por transmitir à criança os valores e padrões culturais do meio social em que está inserido. (OLIVEIRA, 1993, p. 92). Se a família desenvolve seu papel, quando a criança for inserida em uma nova realidade, que é escola esta não terá nenhuma dificuldade de socialização e adaptação com o meio onde foi inserido. Já a escola, tem que acolher este ser com muita responsabilidade, afeto e dedicação. Pois, a partir deste momento é responsabilidade da escola dar continuidade no processo que já foi iniciado pela família. Quando em casa não é oferecido à criança o limite, a educação e o respeito 15 para com o próximo, o trabalho da escola fica limitado. Pois, tem que oferecer aquilo que já deveriam trazer de casa. Para Cury (2003) “O mundo não pode apostar em nossos filhos, mas jamais devemos perder a esperança de que eles se tornem grandes seres humanos”. Sabe- se que hoje praticamente todos os membros da família trabalham fora de casa, na maioria das famílias o comando é dado somente por mães, devido o casal ser separados e muitas dessas famílias trabalhadoras não têm condições de acompanhar o processo de aprendizagem dos filhos. A escola tem a função educativa, que vai servir para o aprendizado do individuo. É necessário que os pais também entendam que não basta ser pai ou mãe para saberem educar crianças ou adolescentes, mas precisa de um reforço, uma orientação maior e que pode vir serem ofertado pelos professores, psicopedagogos, psicólogos e outros profissionais que são formados para auxiliarem também na instituição escolar, já que os pais na maioria das vezes não estão preparados para lidar com determinadas situações. A escola deve pensar o seu currículo de forma contextualizada, ampliada e dinâmica acarreta, em primeiro lugar, uma abertura dos canais possíveis de diálogo entre o mundo da escola e o mundo da família, permitindo não apenas o estreitamento desta parceria, mas igualmente, e principalmente, a possibilidade de repensá-la a partir de outras bases. Para haver uma ampla relação entre a família e a escola, é necessária cada uma, como já foi dito cumprir seus deveres sem procurar culpados, mais unirem-se com o único propósito de ajudar a criança, procurando soluções para o problema que a mesma possa apresentar, sendo justamente isso o que a escola tem que entender, logo, o erro não se encontra somente na família, mas em muitas atitudes dos profissionais da instituição escolar, que muitas vezes se apresentam como superiores, detendo todo o conhecimento sobre a criança, sem esquecer que se mostram despercebidos, tratando os pais friamente quando se fazem presentes na escola. Muitos educadores reclamam e se questionam da presença imperceptível da família na escola, mas não entendem e muitas vezes não aceitam que é devido à falta de atitude e desconhecimento dos mesmos e dos demais profissionais da instituição, que não disponibilizam sua atenção para a família. 16 Eventualmente, a escola cumpre o papel de resgatar junto ao seu aluno alguns valores da sua formação. Os lares desestruturados não costumam serem ambientes favoráveis para a realização dos filhos. Desse modo a escola, já não cabe apenas o papel da transmissão teórica do currículo formal, nem o de ser um produto da demanda de mercado, pois a escola, assim como a família, envolve a infância, a juventude e, em muitos casos, a fase adulta do indivíduo. Portanto, sua responsabilidade social amplia-se a termos que supera os preceitos acadêmicos e inserem-se nas dimensões afetivas do ser. Escola e família têm suas funções específicas, mas ao mesmo tempo são instituições que se complementam. Uma vez que compartilham a função de educar, ainda que utilizem metodologias diferenciadas, não é possível supor tais instituições como independentes, sem dar importância as suas correlações. 2.1 Conceituando Família Nos dias atuais assistimos profundas mudanças no contexto familiar e na sua estrutura internas e externas. A família durante toda a sua existência é vista como o primeiro espaço vital das produções humanas. Ela é o organismo vivo que opera por meio de padrões transacionais. Ela também é a estrutura social básica, com diferentes papéis, integrada por pessoas que convivem por um tempo prolongado. É na família que as primeiras experiências educacionais acontecem. Depois de nascer, a criança começa a sofrer influencias familiares, vão aos poucos modelando seu comportamento. A maior das influencias que os pais exercem sobre seus filhos são inconscientes. É preciso considerar que o treino que os pais submetem seus filhos nem sempre produz os resultados esperados. Parte desse treino tem explicação na forma pela qual eles encaram a aprendizagem escolar. Quando falamos de família, queremos dizer que ela e a base de qualquer ser, pois os participantes dela precisam adquirir o sentimento de pertença. Nela há necessidade da existência de sentimentos que contemple todo o desenvolvimento 17 de todos os envolvidos. Os laços de afetividade é um conjunto desses sentimentos. E através de todos esses sentimentos a família se torna mais humanas aprendendo a viver em sociedade. É importante a necessidade de uma conscientização grande de todos para que possam estar envolvidos nestas mudanças no processode constante educar os filhos. Nesse sentindo, destacamos também que a família tem que desempenhar um papel decisivo na educação formal e informal de seus filhos, pois é nesse espaço que é absorvido os valores éticos, humanitários e de solidariedade. É também em suas vivências internas que se constroem as marcas entre as gerações no qual são observados valores culturais. Segundo a resolução n° 2.542 da Assembleia Geral da ONU, apud (VERONESE e COSTA, 2006 p.88). Diz que: A família, enquanto elemento básico da sociedade é o meio natural para o crescimento e bem-estar de todos os seus membros, em particular das crianças e jovem. Deve ser promovida, ajudada e protegida, a fim de que possa assumir plenamente suas responsabilidades no seio da comunidade. Por isso, quando falamos em “família”, estamos questionando o papel importante que a mesma tem na educação de seus filhos, bem como a responsabilidade diante dos aspectos físico, psíquico e social das crianças. Responsável pela sobrevivência física, psíquica das crianças, constituindo-se o primeiro grupo de mediação do individuo com o mundo social, onde acontecem os primeiros aprendizados dos hábitos, costumes, da cultura e a socialização primária. Devemos, portanto destacar a importância da participação da instituição escolar no desenvolvimento e na formação do ser humano. Hoje são inúmeros os casos onde se diz que a família está se omitindo do seu papel, a mudança de conceito de “família” talvez seja a justificativa dessa mudança. Pois sabemos que muitas crianças e adolescentes vivem somente com a mãe, ou só com o pai, muitas vezes criado pelos avós e assim por diante. Diante disso, muitas vezes a família não exerce seu papel, ou transfere suas obrigações à escola, devido à condição em que ela se encontra. A família é principal responsável pelo o processo educativo dos seus filhos. 18 2.2 Conceituando Escola O ato de ensinar é sem duvida uma das atividades mais importantes a serem desenvolvidas na vida em sociedade. Desse modo alguns autores deixam evidente o significado da escola. Freire na sua extrema sabedoria sobre o ato de educar e o ambiente favorável à aprendizagem reflete em seu texto de forma muita profunda diz: A Escola é o lugar onde se faz amigos. Não se “trata só de prédios, salas, quadros, programas, horários, conceitos”. Escola é, sobretudo, gente, gente que trabalha que estuda que se alegra se conhece se estima. O diretor é gente, O coordenador é gente, o professor é gente, o aluno é gente, cada funcionário é gente. E a escola será cada vez melhor na medida em que cada um se comporte como colega, amigo, irmão. Nada de ‘ilha cercada de gente por todos os lados’. Nada de conviver com as pessoas e depois descobrir que não tem amizade a ninguém nada de ser como o tijolo que forma a parede, indiferente, frio, só. Importante na escola não é só estudar, não é só trabalhar, é também criar laços de amizade, é criar ambiente de camaradagem, é conviver, é se ‘amarrar nela’! Ora, é lógico. numa escola assim vai ser fácil estudar, trabalhar, crescer, fazer amigos, educar-se, ser feliz. (1996, p.62) Não há conceito mais ilustres e preciso do que este elaborado pela experiência de um grande educador que em sua prática procurou não apenas compreender de didáticas e métodos, mas elaborou uma percepção sobre espaço e fatores que inspira aprendizagem. O autor deixa evidente que a escola é lugar das relações, das surpresas e das descobertas do novo. Rubens Alves outro grande pensador apresenta um grande conceito sobre escola numa excelente afirmação filosófica: Há escolas que são gaiolas e há escolas que são asas. Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do voo. Pássaros engaiolados são pássaros sobre controle. Engaiolados, o seu dono pode levá-los para onde quiser. Pássaros engaiolados sempre têm um dono. Deixaram de serem pássaros. Porque a essência dos pássaros é o voo. Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. O que elas amam são pássaros em voo. Existem para dar aos pássaros coragem para voar. Ensinar o voo, isso elas não podem fazer, porque o voo já nasce dentro dos pássaros. O voo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado. (2002. p. 29-30). 19 Esta afirmação identifica a escola como o espaço de liberdade. A criança livre apresenta maior condição de aprender. Os pensamentos aprisionados não favorecem a aprendizagem. A escola tem que oferecer aos alunos a possibilidades de aprender e apreender. Assim como cada professor apresenta expectativas e atitudes diferenciadas ao lidarem com alunos. Os alunos também estão cheios de expectativas. Os professores devem variar suas didáticas e metodologias considerando que tudo é valido na perspectiva de favorecer a curiosidade e o interesse do aluno pelo o seu saber. Nessa perspectiva CUNHA (2006) compara a escola com uma orquestra. Se a escola fosse uma orquestra, seria possível ouvir-se a sinfonia da compreensão humana? Como haver sinfonia se cada músico está com seu instrumento em um tom? Onde está o autor da sinfonia? Ou será que a orquestra é que não quer tocá-la? A orquestra está desafinada. E o maestro? Deve ser responsabilizado pelo insucesso? E os ouvintes, por que não gritam? Estão mudos? Não; não sabem gritar. Gritam, às vezes, buscando em outro músico o fracasso advindo do tom desafinado que emitem. E você? Também é músico nesta orquestra? A escola nunca será orquestra, se cada músico não se afinar. Os músicos devem interpretar a partitura da compreensão humana, para atender a cada ouvinte na sua individualidade. Não basta simplesmente tocar. A harmonia entre os músicos e os ouvintes é a compreensão, o respeito, a doação, o "assumir", é a responsabilidade, o envolvimento com o trabalho. Reaja diante da música. Se um tom soa-lhe desafinado, pare! O ponto de espera é calmo e longo; com sua ajuda virá outra música. Com certeza será o início de uma verdadeira orquestra onde todos possam entoar a música da Paz, da Harmonia, da Colaboração, do Respeito Mútuo. (2006, p. 56) A escola deve possibilitar ao discente a sua autonomia. A autonomia é uma das metas fundamentais da educação. Há, portanto, em sala de aula, uma carência contumaz que os alunos trazem e que demanda a atuação coletiva, a aprendizagem espontânea; que move uma teia de desejos e aspirações que reforçam a ideia de mudança nos conteúdos curriculares e nas instrumentações pedagógicas. O que ocorre é um movimento de afetos e sonhos que deseja expandir-se para dentro da escola, com a articulação de diversos atores, com produções individuais, mas fazendo múltiplas conexões com o mundo, como os instrumentos de uma orquestra seguindo os compassos da música, cada um em sua autonomia, exercendo a coletividade. 20 Decerto, o aluno não é um ser solitário compondo uma música que só ele ouve. Ele faz parte dessa orquestra, cujo maestro é o seu desejo, pois é para este que ele sempre olha. E o professor? O professor é o músico que dá vida ao ritmo que sustenta a música até o final. Além dos pais a escola deve contribuir de alguma forma maneira, na construção do ser humano e de sua personalidade, considerando os diversos elementos inseridos nos relacionamentos interpessoais que acontecem na escola nesses vínculos são reveladas as expressões emocionais. 2.3 Interação entre Família e Escola Historicamente foi possível constatar que a família é a principal responsável pela formação dos filhos. Na família a criança forma as atitudes que lhe são fundamentais para a vida humana. Essa formação primeira à criança aprende ainda de maneira informal, através dos pais ou de qualquer responsável pelasua formação. Família e escola constroem no indivíduo os universos da sua autoestima, confiança, emoções, sentimentos e atributos que personificam suas estruturas pessoais e seus vínculos afetivos. Escola e família não podem estar dissociadas uma da outra, pois são ligadas pelos veios afetivos do educando. Portanto, os processos de aprendizagem não se bastam sem a colaboração de ambas as partes. Não se explicam sem uma compreensão que abarque o sujeito e os seus núcleos de convivência, nos quais, ele conquista sua identidade. A escola e a família garantem a unidade dos seus conjuntos, ao mesmo tempo em que promovem a descoberta da individualidade. A criança perceber-se, ao mesmo tempo, como um ser único e participante de um grupo. Este é o desenvolvimento natural que não deve ser cerceado. Não é de admirar hoje se ouvir expressões tais como: “os pais perderam a autoridade perante os filhos”. “Os filhos não têm mais respeitos sobre os pais”. “As crianças de hoje não obedecem mais a ninguém”. Essas deixam evidente o papel dos pais frente à educação dos filhos. 21 No contexto histórico atual esse papel estar sendo cada dia mais cobrado devido a presente mudança comportamental das crianças. Há de fato uma mudança acentuada dos novos modelos de relações existentes e presentes na família e escola atual. Pensando nestas questões que tem se tornado algo preocupante para educadores e educadoras da educação básica é que o presente trabalho tem por finalidade colaborar com a discussão e reflexão acerca da necessidade da relação família-escola no processo de ensino e aprendizagem dos filhos. Os pais são os responsáveis legais e morais pela educação de seus filhos. Como a educação escolar não exime dessa responsabilidade, a participação dos pais é flagrantemente necessária para que continuem a exercer seu papel de principais educadores de seus filhos (LOPEZ, 2002, p.75). Procurar entender essa realidade visa buscar orientações que possam fortalecer essa relação, diminuindo assim a distância observada entre essas duas instituições educacional. O fato é que não é fácil definir o papel que cabe aos pais na escola e no conjunto do sistema educacional. Cada um tem papeis importante, porém diferenciados. Olhando o contexto histórico a escola e a família tem passado por profundas transformações ao longo de seu processo evolutivo, interferindo assim, na estrutura e na dinâmica escolar, de forma que a família em muitas circunstâncias vem transferindo para a escola funções que deveriam ser sua. Pois como diz PARO: Assim, a escola que toma como objetivo de preocupação levar o aluno a querer aprender precisa ter presente a continuidade entre a educação familiar para sua tarefa de desenvolver educandos atitudes positivas educadoras com relação ao aprender ao estudar. PARO (2007,16) Portanto uma boa relação entre família e escola deve estar presente em qualquer trabalho educativo que tenha como principal alvo o aluno. A escola deve também exercer sua função educativa junto aos pais, discutindo, informando, 22 orientando sobre os mais variados assuntos, para que em reciprocidade, escola e família possam proporcionar um bom desempenho escolar e social ás crianças. Pois, é aqui entra a questão da participação da população na escola. Dificilmente será conseguida alguma mudança senão se partir de uma postura positiva da instituição com relação aos usuários, em especial pais e responsáveis pelos estudantes, oferecendo ocasiões de convivência verdadeiramente humana, numa palavra de participação na vida da escola. Portanto, é importante que a família esteja engajada no processo ensino- aprendizagem para que a criança se sinta protegida dentro do ambiente escolar. Segundo PARO: Levar o aluno a querer implicar um acordo tanto com educadores ,fazendo –os sujeitos, quanto com pais, trazendo –os para o convívio da escola, mostrando-lhe quão importante é sua participação e fazendo uma escola pública de acordo com seus interesses de cidadãos. (PARO, 1995, p. 10). A família em parceria com a escola e vice-versa, são peças fundamentais ao desenvolvimento da criança. Entretanto, para conhecer a família é necessário que a escola abra suas portas, intensificando e garantindo sua permanência através de reuniões mais motivadoras. À medida que a escola abrir espaços e criar mecanismo para atrair a família para o ambiente escolar, novas oportunidades com certeza irão surgir para que seja desenvolvida uma educação de qualidade sustentada Justamente por esta relação. (FAMILIA-ESCOLA). É preciso convencer-se de a participação, diferenciada conforme o papel que cabe a cada setor da comunidade educacional constituir mesmo tempo uma democracia social e a garantia de qualidade. De certo não se pode confundir a participação com a qualidade que cada instituição escolar deve ter, porque a qualidade se refere aos resultados alcançados pela escola, enquanto que a participação é apenas um meio. Contudo trata-se de um meio fundamental, porque a educação não depende de si mesma, mas em grande parte do que a família faz dentro e fora da escola. Sem dúvida quando tratamos de família e escola compreendemos que: 23 A família é vista socialmente como a mola que dar movimento preciso a vida dos filhos. Quando esta deixa de exercer seu papel há uma espécie de decrescimentos. Na analises feita por Maria Montessori ela observa que: A família, antes de fazer parte da escola, faz parte da sociedade. Daí, o cuidado com a personalidade humana cindir-se, mesmo em lares estruturados. De um lado, a família, parte da sociedade, do outro, a escola, também parte da sociedade, no meio, concepções dissimilares na formação do indivíduo para a sociedade. Não existe uma concepção única no entorno das questões educativas. No mundo globalizado, onde as coisas aglutinam-se em focos comuns, a educação torna-se um eixo desatento aos presságios do tempo. (MONTESSORI, 2004, p. 35) A significativa relação da família na escola é entendida como práticas que introduzem o indivíduo, já socializado, ao convívio com outros grupos e setores do mundo objetivo da sociedade. A escola pode ter o papel de segundo ambiente de socialização que vai ajudar a criança a promover e/ou fortalecer habilidades inicialmente estimuladas no ambiente familiar. Tais As funções constrói a estrutura do grupo familiar e variam de uma sociedade para outra. Não se esquecendo de ressaltar que hoje se atribui à escola a finalidade de preparar a criança para a complexa vida, por meio da transmissão de conhecimentos acumulados, promovendo estimulações ao desenvolvimento infantil por meio do ensino, do estabelecimento de regras, da integração do sujeito, em grupos sociais diversificados. Ou seja, a escola é entendida como a promotora da educação mais sistematizada, apresentando finalidades próprias para o desenvolvimento do ser humano e para a constituição de sua personalidade. Entendendo este desenvolvimento enquanto acadêmico e social. Ao analisarmos a educação da criança, na família e na escola, é possível compreender algumas diferenciações que as pesquisas relatam quanto às práticas educativas que cada uma dessas instituições exerce. Dentre elas podemos mencionar que na família as práticas educativas são desenvolvidas no cotidiano e, na escola, configura-se uma intensa programação de procedimentos e atividades elaboradas, segundo diretrizes educacionais, planejadas. A aprendizagem da criança, na instituição familiar, faz-se na relação com os membros do grupo doméstico. Na escola, essa aprendizagem envolvemomentos programados com pessoas específicas. 24 É importante salientar que a educação familiar e a educação escolar constituem-se como momentos do processo educativo que, para os educandos vivencie, e efetivam-se de maneira única, mas com propósitos diversificados. Ou seja, escola e família apresentam-se no processo educativo como momentos contínuos em algumas ações e também descontínuos, quanto a seus fins específicos. 3 METODOLOGIA Esta pesquisa tem como tema Família e Escola: uma contribuição na aprendizagem. Para obter um subsídio favorável no andamento do projeto de pesquisa, foi realizada uma diagnose onde foram colhidas informações do campo a ser pesquisado. Essas informações sobre o tema abordado facilitou a exploração da temática, traçando os objetivos, e assim buscando métodos para a realização da pesquisa. Quanto ao procedimento da pesquisa, foi de ordem qualitativa, por que busca a contribuição da família no cotidiano escolar da criança. Segundo Oliveira (2007, p.37): Conceituamos abordagem qualitativa ou pesquisa qualitativa como sendo um processo de reflexão e análise da realidade através da utilização de métodos e técnicas para compreensão detalhada do objeto de estudo em seu contexto histórico e/ou segundo sua estruturação. O autor evidencia que a pesquisa deve ser realizada a partir de uma reflexão considerando a analises das realidades diversas fazendo-se necessário a observação criteriosa e o olhar contextualizado. A pesquisa foi desenvolvida em uma escola pública municipal, localizada em Chã de Alegria – PE. A Escola João Cavalcanti Ferraz Filho, situada à Rua Siqueira Campos. Funciona em três turnos: manhã, tarde e noite. Conta com um efetivo de 830 alunos e 35 professores. 25 Neste processo, foram utilizados instrumentos de pesquisas como: questionário, palestras. As palestras foram apresentadas para os pais num quantitativo de dez (10) pais ou responsáveis pelos alunos. Outra atividade foi realizada com os professores. Foi feito momentos reunião, reflexão e questionário com dez (10) professores aplicado por dois (02) coordenadores escolar para buscar estratégias de acompanhamento da aprendizagem, com o objetivo de analisar como é a participação dos pais no cotidiano escolar de seus filhos, é fundamental a presença dos pais no ambiente escolar. O questionário, segundo Gil (1999, p.128) Pode ser definido “como a técnica de investigação composta por um número mais ou menos elevado de questões apresentadas por escrito às pessoas, tendo por objetivo o conhecimento de opiniões, crenças, sentimentos, interesses, expectativas, situações vivenciadas”. (1999, p.123) Assim, nas questões de cunho empírico, o questionário é uma técnica que servirá para coletar as informações da realidade, da pesquisa. Ao tratar das questões interrogativas e inerentes a família Parolin (2007, p.56) discute que: É em família que uma criança constrói seus primeiros vínculos com a aprendizagem e forma o seu estilo de aprender, nenhuma criança nasce sabendo o que é bom ou ruim e muito menos sabendo do que gosta e do que não gosta. A tarefa dos pais, dos professores e familiares é de favorecer uma consciência moral, pautada em como e porque está tomando determinados caminhos ou decisões. (PAROLIN 2007, p.56) Num olhar que insere a escolha do questionário, mostra que os pontos fracos apresentados devem servir não para desestimular o uso de tal técnica, mas, sim, para melhor direcionar a condução dela, tanto na escolha de questões, como de universo dos pesquisados Já vimos que a pergunta é até mais importante que a resposta. Tendo isto em mente, deve-se voltar especial atenção à construção das perguntas que comporão o questionário, pois é delas que se conseguirá, ou não, obter os corretos dados para a confecção do Antes de expor as técnicas de confecção das perguntas faz-se citação de trecho em que Marconi e Lakatos (1999, p. 100) destacam que: “Junto” com o questionário deve-se enviar uma nota ou carta 26 explicando a natureza da pesquisa, sua importância e a necessidade de obter respostas, tentando despertar o interesse do recebedor para que ele preencha e devolva o questionário dentro de um prazo razoável. O que parece algo dispensável pode ser a dica prática a trazer maior envolvimento dos participantes. Poderá ser a chave para o sucesso do trabalho de coleta do projeto de pesquisa. 4. A PARTICIPAÇÃO DA FAMÍLIA NA APRENDIZAGEM DOS ALUNOS DA ESCOLA JOÃO CAVALCANTI FERRAZ FILHO 4.1 Análises dos Resultados A análise dos dados foi obtida com a análise dos questionários obtida nas observações do campo da pesquisa. Depois foi desenvolvido um paralelo com os dados coletados na pesquisa descritiva para verificar se os objetivos programados foram alcançados. Questionários realizados com os pais Os dados da pesquisa revelam que diretores e professores, sentem dificuldades no relacionamento com família (pais). As estratégias realizadas, não são suficientes para aproximar a escola da família, por sua vez os pais não acham necessário um contato constante no âmbito escolar. Diante da pesquisa feita com os pais, a maioria demonstra interesse regular, algumas vezes procuram interagir com a escola para saber dos filhos. Se caso for apresentado um comportamento fora dos padrões estabelecidos pelo sistema de ensino, eles não conseguem agir de maneira adequada com seu próprio filho, revelando que não tem controle e não sabem resolver ou auxiliar de forma adequada, para que não interfiram no processo ensino-aprendizagem. Neste sentido afirma Pileti: 27 Partes da influência dos pais provêm da maneira como eles encaram a aprendizagem escolar. No caso da leitura, por exemplo, os pais podem estranhar o atraso do filho nessa atividade. Podem pensar consigo mesmos; ‘Mas como? Se sempre estimulamos nosso filho para que lesse? Chegamos até comprar livrinhos de histórias para ele (PILETI, 2008, p. 276). Segundo as ideias do autor compreende-se que o atraso do filho pode estar relacionado com a atitude dos pais em relação à leitura. Não basta comprar livros dizer os filhos que leia. Portanto se os pais não leem, o filho não aprendeu em casa uma atitude positiva em relação a leitura. Momentos de reflexão dos professores com a gestão escolar. Os resultados deixam evidente que os pais não são participativos no processo de aprendizagem dos filhos. O fato da não participação contribui para o comportamento indisciplinar. A escola por sua vez sente a necessidade de avaliar sua estratégia na qual um grupo de professores entende que as aplicadas são atrativas para o aluno. Embora a grande maioria diga que as estratégias não respondem a necessidade do aluno hoje. Sobre o assunto os autores Bock, Furtado e Teixeira afirmam que: A escola criada e sustentada pela sociedade com a finalidade de preparar o individuo par viver na sociedade cujos elementos são todos advindos do meio social – conhecimentos, técnicas, desafios-, passa ser pensada nas teorias pedagógicas como instituição isolada deste meio, como se nele não tivesse imergido. (2009, p.264). Assim sendo compreende-se que a escola acaba por ensinar um conhecimento fora da realidade social. Não é possível preparar o individuo para viver o cotidiano da sociedade, se os muros da escola os deixam fora dessa realidade. Na pesquisa realizada a maioria dos professores afirmam que a escola trabalha com flexibilidade, mas que precisa avançar frente a realidade do alunos. Alguns apontam que a escola não conhece a realidade familiar. A ausência dos pais 28 gera também problemas de aprendizagem para os filhos,levando a índice de reprovação. Sobre assunto Pileti afirma: O que o professor ensina não é a única influência que o aluno recebe nem a mais importante. Fora da escola ele aprende muita coisa importante para a sua própria aprendizagem na escola, importante para a formação da sua personalidade, importante para toda a sua vida (2009, p.274) Neste sentido compreende-se que um dos espaços de aprendizagem da criança é na família. Se os pais não participam da vida escolar do seu filho, dificulta seu desenvolvimento cognitivo e aprendizagem dos conteúdos escolares. Os professores entrevistados dizem que os espaços de plantões pedagógicos não são valorizados por parte dos pais. A ausência dos pais no ambiente escolar apresenta um à dura realidade para o professor que enfrenta um desafio no seu cotidiano. Com a distância no acompanhamento o aluno quebra o limite que precisa para acomodar a aprendizagem necessária a sua faixa etária. Os pais são os responsáveis legais e morais pela educação de seus filhos. Como a educação escolar não exime dessa responsabilidade, a participação dos pais é flagrantemente necessária para que continuem a exercer seu papel de principais educadores de seus filhos (LOPEZ, 2002, p.75). É importante que os pais participem de reuniões e plantões pedagógicos com a finalidade de apresentar os resultados dos desempenhos dos alunos. Se o filho está fraco numa disciplina e os pais tomam conhecimento, poderão traçar estratégias para que seu filho se motive e melhore os resultados obtidos na escola. Na concepção dos alunos dessa pesquisa, eles compreendem que a escola é um espaço que ajuda no desenvolvimento das suas atividades. Nela recebem conhecimentos, apesar de considerarem as aulas no dia a dia pouca atrativa. Afirmam que seus pais não frequentam a escola, a não ser quando eles não estão bem no seu desempenho. 29 5. CONCLUSÃO A pesquisa refletiu sobre a importância da interação família- escola para o processo ensino aprendizagem das crianças. Sabemos que a parceria família e escola ainda são um grandioso desafio nos tempos atuais. Os pais não demonstram participação integral na vida dos filhos durante o processo de sua aprendizagem. Muitos pais vão à escola apenas porque são chamados. A relação família escola ainda encontra barreiras criadas por elas mesmas; para isto, nós educadores precisamos considerar a família como parte importante no processo ensino-aprendizagem, dando abertura à participação efetiva dos pais, pois se verificou que o que é desejável à escola é tornar o ambiente escolar um espaço propício para a família. Não é possível deixar de lado o fato de que os professores são elementos chaves no processo ensino-aprendizagem. Com a aproximação os professores podem passar a ter maiores informações a respeito de quem são os alunos, suas famílias, sua cultura, sua vida cotidiana, o que em ultima instância favorece a organização do trabalho a ser desenvolvido em benefício dos alunos e da comunidade, criando entre outras coisas, uma atmosfera que fortaleça o desenvolvimento e a aprendizagem da criança nesses dois ambientes socializadores. Os pais podem e devem envolver-se com o processo escolar de seus filhos e exigir que a escola cumpra o papel que lhe cabe na educação das crianças sem fazer inversão de papéis. Relações mais estreitas com a escola podem ajudar os pais a compreender melhor o trabalho realizado pela escola, a se envolverem, na medida das suas possibilidades, no processo educacional de seus filhos, trabalhando de forma consoante com a necessidade educativa da vida e da participação do mundo atual. 30 REFERÊNCIAS ALVES. R Por uma educação romântica. 7ª Ed. Editora Campinas SP – Papirus/ 2002 CARVALHO, M.C.B. (Org.) A família contemporânea em debate. São Paulo: EDUC, 1995. CUNHA. E. Afeto e Aprendizagem - Relação de Amorosidade e Saber na Prática Pedagógica. Ed. WAK. 2012 FREIRE. P. Pedagogia dos sonhos possíveis. Ed. São Paulo. UNESP. 55-84. 1996/2001 GIL, Antônio Carlos. Métodos e técnicas de pesquisa social. 5. ed. São Paulo: Atlas, 1999. ______. Projetos de pesquisa. 3. ed. São Paulo: Atlas, 1996. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional Lei n.º 9.394 de 20 de dezembro de 1996 LIBÂNEO, José Carlos. Pedagogia e pedagogos, Para quê. 3 ed. São Paulo: Cortez, 2000. LOPEZ, Jaume Sarramona. Educação na família e na escola. Ed. Loyola, Brasil, São Paulo, 2002. MONTESSORI, M. Educação para a Paz. Ed. Papirus. 2004 MARCONI, Maria de Andrade; LAKATOS, Eva Maria. Técnicas de pesquisa. 3. Ed. São Paulo: Atlas, 1999. OLIVEIRA, P. S. Introdução à sociologia da educação. -São Paulo: Ática, 1993. 31 PARO,V.H Gestão democrática da escola pública. 3. Ed. São Paulo; editora Ática, 2004. PRADO, Danda. O que é família. 1 ed. São Paulo: Brasiliense, 1981. (Coleção Primeiros Passos). SILVA, Nelci de Cássia Prado et. al. Interação Escola-Família. Monografia (Especialização) Instituto JAPI de Ensino Superior. Jundiaí, 2006. 32 APÊNDICES Questionário realizado com os professores 1. Os pais são participativos no âmbito escolar? 2. A ausência dos pais contribui na indisciplina? 3. A escola utiliza estratégias para atrair a participação dos pais? 4. A ausência dos pais ocasionam problemas na aprendizagem? 5. O índice de reprovação é mais pelos alunos cujos pais são ausentes? 6. A escola tem conhecimento do contexto familiar de seus alunos? 7. A falta de participação dos pais no processo educacional altera na aprendizagem da criança? 8. A escola é flexível diante da realidade de seus alunos? 9. Os pais participam dos plantões pedagógicos? 10. Como é o comportamento dos alunos quando os pais são mais ausentes?