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Prévia do material em texto

CNPJ 28.9900481/0001-49 
 
 
 Bíbliologia 
 
 
 Coordenador Reverendo Bruno Gomes 
 
 
 
 
 [21]986762491 zap 
 
 
 
 
 
 
 
 Pastorbruno46@gmail.com 
 Seminariobiblicotm@gmail.com 
 
 
 
INTRODUÇÃO 
 
A disciplina Bibliologia - Estudo sobre a Palavra de Deus, é também conhecida 
como Isagoge (termo grego que significa conduzir para dentro), e tem como 
objetivo introduzir o estudante nos mistérios revelados pelo Senhor Deus 
através das Sagradas Escrituras. 
 
Dessa forma, Bibliologia é o estudo dos assuntos inerentes à Bíblia. 
 
Essa matéria auxilia o estudante a desvendar a Palavra de Deus, a obter 
compreensão sobre a Bíblia e, é indispensável a qualquer área da Teologia, 
elucidando inumeráveis fatos bíblicos. Um dos pontos mais importantes da 
Bibliologia é o estudo do milagre bíblico, ou seja, a forma impressionante com 
que os textos foram escritos, preservados e trazidos até os tempos atuais. 
 
Nas lições deste módulo estudaremos sobre como a Bíblia é rica em detalhes 
referentes aos fatos que nos revela. 
 
 A compreensão da riqueza dos fatos registrados na Bíblia ajuda o estudante a 
compreender melhor a vontade de Deus revelada em sua Palavra. 
 
Esperamos que a partir desse estudo, você possa ser beneficiado com o 
crescimento espiritual e sinta-se mais ansioso para permanecer saciando sua 
sede na infindável fonte que é a Bíblia Sagrada. 
 
Para melhor compreensão da Bíblia providencie um bom dicionário secular, um 
dicionário bíblico, uma chave (ou referência) bíblica, um livro de geografia 
bíblica e uma enciclopédia bíblica. 
 A maioria das Bíblias de Estudo vêm equipadas com chave e dicionário 
bíblico, além de notas de rodapé e mapas que auxiliam no estudo do texto 
sagrado. 
Além dos auxílios acima citados, a Bíblia é o livro que deve ser lido com 
reverência, em oração, para que o Espírito 
Santo, que é seu maior intérprete, possa atuar sobre cada um, nos dando a 
exata dimensão da vontade de Deus. 
 
 
 
BÍBLIA - O LIVRO 
Não encontramos o vocábulo “Bíblia” no texto das Sagradas Escrituras. Esse 
nome provém do grego, tendo como origem o termo “papiro”. 
 
A forma de escrita mais disseminada na Antigüidade era com o uso do papiro. 
Por sua vez, os gregos chamavam o papiro de biblos, um rolo de papiro era um 
bíblion e vários destes era uma “bíblia” ou livro. 
 
A palavra “bíblia” significa, assim, “livros pequenos” ou “coleção de 
livros pequenos”. Grande parte dos escritos sagrados nas sinagogas era 
escrita em papiro (Lc 4.17). 
 
O papiro foi um dos principais materiais usados para escrever os 
manuscritos bíblicos. 
 
O centro da indústria do papiro era o Egito, onde teve início a sua utilização. 
Antes do surgimento dos equipamentos gráficos os livros eram 
escritos a mão, em forma de rolos, em materiais como o papiro ou pergaminho. 
O papiro era uma planta que crescia junto aos rios. 
A entrecasca, depois beneficiada, formava rolos de grande extensão, 
permitindo a escrita. 
A Bíblia menciona o papiro diversas vezes: Ex 2.3; Jó 8.11; Is 18.2. Em 
algumas passagens, a Bíblia menciona junco, no lugar do papiro. Na verdade, 
o papiro era extraído de uma espécie de junco gigante. A palavra papel 
também é derivada de papiro. 
 
O uso desse material data do ano 3 mil antes de Cristo. 
 
O pergaminho foi o outro material usado para escrever os manuscritos bíblicos. 
Esse nome está relacionado com Pérgamo, cidade que ficou famosa pela 
fabricação de pergaminhos, cuja matéria-prima era de peles de animais, 
sendo material bem mais durável e resistente que o papiro para a escrita (2 Tm 
4.13). O pergaminho é um material de 
uso mais recente, aplicado a partir do Novo Testamento. 
Mais recentemente, no final da Idade Média, foi inventada a imprensa. O 
primeiro livro impresso foi a Bíblia, em 
1452, em alemão. 
 A partir de então, a difusão dos ensinos bíblicos tornou-se mais rápida e 
eficiente. Hoje a Bíblia é divulgada de diversas formas, inclusive por meio de 
gravação (áudio), vídeos, programas de computadores aplicativos , Internet e 
outros meios. 
 
Os estudiosos no assunto afirmam que a expressão Bíblia foi primeiramente 
adotada por João Crisóstomo, patriarca de Constantinopla, no V século de 
nossa era. 
 
Alguns outros nomes pelos quais a Bíblia é conhecida: Escrituras (Mt 21.42); 
Sagradas Escrituras (Rm 1.2); Livro do 
Senhor (Is 34.16); A Palavra de Deus (Mc 7.13; Hb 4.12); Os oráculos de Deus 
(Rm 3.2) 
A arqueologia moderna tem sido a maior fonte científica que comprova a 
infalibilidade do Livro Sagrado. A história 
da Bíblia, como chegou até nós, é encontrada em seus manuscritos. 
Manuscritos são livros da antiga literatura, 
escrito à mão. 
 
 
A ESTRUTURA DA BÍBLIA 
 
A Bíblia divide-se em duas partes principais: o Antigo e o Novo 
Testamento, tendo ao todo 66 livros, 39 no Antigo 
Testamento e 27 no Novo. Esses livros foram escritos no período de 16 
séculos e tiveram cerca de 40 escritores. 
Foram pessoas de diversas épocas, diversas línguas, profissões 
diferentes, mas revelando uma mesma mensagem: 
aquela que o Supremo Autor desejou passar. Aqui está o grande milagre 
da Bíblia. 
Testamento vem do grego “diatheke” e significa aliança ou concerto. Hoje, 
testamento é um documento que contém a vontade de uma pessoa quanto a 
distribuição de seus bens após a morte. Essa duplicidade de sentido ensina 
que a morte do testador (Cristo) ratificou ou selou a Nova Aliança, o que nos 
garante toda a sua herança (Hb 9.15-17). 
O termo Antigo Testamento foi usado pela primeira vez por Tertuliano e 
Orígenes. 
 
Antigo Testamento (AT) 
A expressão "Antigo Testamento" surgiu no II século d.C., tendo sido divulgada 
dessa forma pelos chamados "pais latinos da Igreja", quando procuravam 
diferenciar as escrituras hebraicas (os textos sagrados dos judeus, que até 
aquela época eram denominadas simplesmente de "escrituras"), dos escritos 
que os apóstolos e discípulos de Jesus passaram a escrever, que foram 
denominados de as "Escrituras gregas". 
Por sua vez, os judeus não denominam suas Escrituras de "Antigo 
Testamento", até mesmo porque se assim o fizessem, estariam reconhecendo 
a Jesus como o Cristo. Eles chamam o Antigo Testamento de 'TANACH", 
palavra formada das iniciais de Torah (Lei), Neviim (Profetas) e CHetuvim 
(Escritos), que é o conjunto dos escritos sagrados. Esta forma de denominar o 
Antigo Testamento foi utilizada por Jesus (Lc 24.44). 
A expressão AT tem sua origem na carta aos Hebreus (Hb 8.6-13) que, por sua 
vez, toma como base o profeta Jeremias (Jr 31.31-34). O texto de Jeremias, na 
versão grega da Septuaginta, usa a palavra grega "diatheke", que 
significa pacto ou testamento, tendo sido escolhida a expressão "testamento", 
já que na carta aos Hebreus estes pactos somente tiveram valor em virtude de 
derramamento de sangue (Hb 9.1-8,16,17). 
O Antigo Testamento foi produzido num ambiente histórico e cultural do Egito, 
da Mesopotâmia e nas nações historicamente relacionadas com essas terras, e 
escrito originalmente em hebraico, com alguns trechos em aramaico 
e em persa. Divide-se basicamente em quatro grupos de livros: Lei, História, 
Poesia e Profecia. 
a) Lei - São 5 livros: Gênesis, Êxodo, Levíticos, Números e Deuteronômio. 
Mais conhecidos como Pentateuco, esses 
livros tratam da origem de todas as coisas, da lei e do estabelecimento da 
nação israelita. 
b) História - São 12 livros: de Josué a Ester. Ocupam-se da história de Israel 
em seus diversos períodos, 
principalmente a Teocracia (governo de Deus, sob os Juízes); a Monarquia 
(governo de um único rei, sob Saul, Davi 
e Salomão); Divisão do reinos de Judá e Israel, sendo Israel levado cativo para 
a Assíriae Judá para a Babilônia; 
Pós-cativeiro (sob Zorobabel, Esdras e Neemias, em conjunto com os 
profetas). 
c) Poesia - São cinco livros, de Jó a Cantares de Salomão. O nome poético 
deve-se ao gênero de seu conteúdo, não 
significa que sejam fantasiosos e fictícios. São também chamados de 
devocionais ou “literatura de Sabedoria”. 
d) Profecia - São 17 livros, de Isaías a Malaquias. Podem ser divididos em 
Profetas Maiores (cinco livros, de Isaías a 
Daniel), sendo quatro autores, visto que o livro de Lamentações se atribui a 
Jeremias e, Profetas Menores (12 livros, 
de Oséias a Malaquias). O nome Profeta Maiores ou Menores não tem nada a 
ver com o mérito ou notoriedade do 
profeta, mas, principalmente, com a extensão do livro ou do ministério 
profético. 
A classificação dos livros bíblicos não obedece ordem cronológica, pois estão 
agrupados por assuntos. 
A forma como estão dispostos teve origem na Septuaginta, através da Vulgata. 
De acordo com os renomados mestres nesta área, a ordem cronológica do AT 
é a seguinte: 
Jó 1521 a.C. Amós 780 a.C. 
Gênesis 1521-1500 a.C. Oséias 760 a.C. 
Êxodo 1490 a.C. Isaías 745 a.C. 
Levítico 1489 a.C. Miquéias 740 a.C. 
Números 1451 a.C. Sofonias 639 a.C. 
Deuteron. 1451 a.C. Naum 630 a.C. 
Josué 1424 a.C. Jeremias 626 a.C. 
Juízes 1126 a.C. Lamentações 626 a.C. 
Rute 1050 a.C. Habacuque 606 a.C. 
1 Samuel 1050 a.C. Daniel 606 a.C. 
2 Samuel 1018 a.C. Ezequiel 592 a.C. 
1 e 2 Reis 1015 a.C. Obadias 586 a.C. 
Salmos 1050-975 a.C. Ageu 520 a.C. 
Cantares 1013 a.C. Zacarias 520 a.C. 1 e 2 Crôn. 1004 a.C. Ester 509 a.C. 
Provérbios 1000 a.C. Esdras 457 a.C. 
Eclesiastes 975 a.C. Neemias 434 a.C. 
Joel 840 a.C. Malaquias 432 a.C. 
Jonas 790 a.C. 
 
 
 
 
 REVERENDO PASTOR BRUNO GOMES . 
O Novo Testamento (NT) 
Logo depois da ressurreição de Cristo, aqueles que foram testemunhas 
oculares de sua glória saíram pregando o Evangelho, a todos os lugares. 
Isso era feito verbalmente. Com o passar dos anos, surgiu a necessidade de 
registrar aquilo que ensinavam. Foi aí que os livros do Novo Testamento 
começaram a ser escritos. É bom lembrar que, enquanto o Antigo Testamento 
levou cerca de 1046 anos para ser escrito, o Novo Testamento o foi em menos 
de 100 anos. 
O Novo Testamento tem 27 livros. Foi escrito em grego popular, 
conhecido como Koiné. 
 
Os livros são classificados em quatro grupos, conforme o assunto, ou seja: 
Biografia, História, Epístolas e Profecia. 
a) Biografia - São os quatro Evangelhos. Descrevem a vida terrena de Jesus e 
seu ministério. Os três primeiros 
Evangelhos são chamados de Sinópticos devido ao paralelismo existente entre 
eles. Os Evangelhos são os livros 
mais importantes da Bíblia. Os demais livros são uma preparação para a vinda 
de Cristo ou uma explicação sobre a 
doutrina de Cristo. 
b) História - É o livro de Atos dos Apóstolos. Registra a história da Igreja 
primitiva. 
c) Epístolas - São 21 cartas, e vão de Romanos a Judas. Elas contém a 
doutrina da Igreja. Podem ser divididas da 
seguinte forma: (I) Nove são dirigidas a igrejas (de Romanos a 2 
Tessalonicenses); (II) Quatro são dirigidas a 
indivíduos (duas a Timóteo, uma a Tito e outra a Filemon); (III) Uma é dirigida 
aos hebreus cristãos; (IV) Sete são 
dirigidas a todos indistintamente (Tiago, 1 e 2 Pedro, 1, 2 e 3 João e Judas). 
Estas são também chamadas universais, 
ou gerais, mesmo duas delas serem dirigidas a pessoas (2 e 3 João). d) 
Profecia - Trata-se do livro de Apocalipse ou 
Revelação. Esse Livro aborda os eventos finais referentes ao universo, a terra, 
a igreja e ao destino da humanidade. 
No entender cronológico, a ordem dos livros do NT seria: 
1 Tessalon. 51 d.C. Atos dos Apóstolos 64 d.C. 
2 Tessalon. 52 d.C. 1 Timóteo 64 d.C. 
1 Coríntios 56 d.C. 1 Pedro 64 d.C. 
2 Coríntios 57 d.C. Tito 65 d.C. 
Gálatas 57 d.C. Mateus 65 d.C. 
Romanos 58 d.C. 2 Pedro 64/65d.C. 
Marcos 59/60 d.C. 2 Timóteo 67 d.C. 
Efésios 61 d.C. Judas 70 d.C. 
Tiago 61 d.C. João (Ev) 85 d.C. 
Filipenses 62 d.C. 1 João 90 d.C. 
Colossen. 62 d.C. 2 João 90 d.C. 
Filemom 62 d.C. 3 João 90 d.C. 
Lucas 63 d.C. Apocalipse 96 d.C. 
Hebreus 63 d.C. 
 REVERENDO PASTOR BRUNO GOMES 
 
 
- AS ÉPOCAS BÍBLICAS 
Os livros, na Bíblia, não seguem uma ordem cronológica, pois são agrupados 
conforme o assunto que abordam. 
Devido a isso, algumas pessoas podem se confundir com a seqüência da 
leitura do texto bíblico. 
Para facilitar, estaremos apresentando em síntese a cronologia do texto bíblico, 
ou seja, a seqüência histórica em que os fatos bíblicos aconteceram. Não 
pretendemos aprofundar aqui o estudo da cronologia bíblica, mas apenas 
apresentar uma idéia de como os fatos aconteceram. 
Na seqüência, os livros serão apresentados na ordem cronológica, até onde se 
conhece na atualidade. 
 
Època Adâmica 
período do Edem onde o homem estava no Jardim do Edem e tenha plena 
comunhão com Deus . 
 
Época Noética . 
Período Antes e pós diluvio até a chamada de Abrão . 
 
 
Época Abraâmica 
Trata-se do primeiro período de narrativa bíblica, estando dividido em duas 
partes: o Período Antediluviano e do Dilúvio a Abraão. a) Período 
Antediluviano: período de Adão ao Dilúvio. 
Contém o relato da origem de todas as coisas, terminando no capítulo seis de 
Gênesis. 
Esse período registra fatos ocorridos nas imediações do Jardim do Éden, no 
vale do Rio Eufrates. Por lá estiveram também Abraão e Noé. Para conhecer 
bem as civilizações primitivas que viveram naquela região recomenda-se o 
estudo do capítulo 10 de Gênesis. 
As cidades mencionadas neste capítulo eram cidades-reinos, com governo 
próprio. 
Destaca-se nesse período a presença de homens de Deus como Abel, Sete, 
Noé e Enoque. 
A vida extraordinariamente longa desses homens se explica principalmente 
pelos seguintes motivos: a) as conseqüências do pecado ainda eram pequenas 
sobre o homem; b) a maldição devido a queda do homem estava 
apenas começando; c) as condições climáticas eram outras; d) a capacidade 
da terra de produzir alimentos era bem melhor; e) a longevidade era necessária 
ao povoamento da terra; f) temos que considerar a misericórdia de Deus para 
com uma raça humana ainda ineficiente. 
 
 
 
b) Do dilúvio a Abraão - após o dilúvio (Gn 6 a 11), muitas cidades antigas 
foram reconstruídas. A arca de Noé 
repousou em um dos montes da cordilheira de Ararate, perto das cabeceiras do 
Eufrates, mas Noé retornou a sua terra primitiva - Sinar, mais tarde chamada 
de Babilônia (Gn 11.2). Cerca de 100 anos após o Dilúvio, aconteceu a 
dispersão das raças por causa da confusão das línguas na Torre de Babel (Gn 
11). 
Em Gênesis 10 podemos ver uma descrição detalhada de como estavam 
distribuídas as nações após o Dilúvio. 
A família de Abraão vivia na cidade de Ur, que na época era capital da 
Suméria. 
 
Abraão foi fiel a Deus em um ambiente influenciado pela idolatria. Alguns 
teólogos afirmam que Sem foi contemporâneo de Abraão durante 150 
anos, e pode ter transmitido a ele os ensinamentos divinos. 
 
A Época de Israel 
Trata-se do período histórico de Israel, um dos centros da narrativa bíblica, pois 
foi de Israel que nasceu Cristo, tema central da Bíblia. 
a) Período Patriarcal: esse período vai de Abraão a José, de Canaã ao Egito. É 
com Abraão que começa a história de Israel como povo eleito. É ele o pai da 
raça hebréia (Sl 105.6; Jo 8.56). Abraão vivia em Ur, onde recebeu o 
chamado de Deus para fundar uma nação escolhida. Com isso, ele segue para 
Canaã, parando em Harã. Abraão era homem de grandes posses, bem 
relacionado com os reis e pessoas influentes da época. 
 
Quando Abraão chegou a Canaã, a terra era habitada por nações 
excessivamente ímpias. A terra precisava ser 
conquistada. Deus revela seus planos a Abraão, mostrando que toda aquela 
terra seria de sua descendência.O cumprimento da promessa aconteceu muitos anos mais tarde. 
b) Israel no Egito: esse período vai da morte de José ao Êxodo, abrangendo a 
escravidão de Israel no Egito. 
 
 
O período começa com a ida de Israel para o Egito, relatada nos primeiros 12 
capítulos de Êxodo, por ocasião da fome em toda a terra. 
 
Após a morte de José, Israel teve cerca de 60 anos de paz, antes de começar 
a escravidão. Depois de muito sofrimento, no tempo oportuno, Deus levantou 
Moisés para retirar seu povo do Egito. c) Israel no Deserto: trata-se de um 
período de 40 anos, tempo que Israel gastou desde a saída do Egito até a 
entrada em Canaã. 
A viagem poderia ter sido feita em bem menos tempo, mas o povo foi rebelde. 
Deus precisava prepará-lo melhor para a nova vida, na Terra Prometida. 
Durante a viagem, a nação de Israel foi fundada, as leis foram criadas e os 
mandamentos divinos foram revelados. 
 
O povo, que antes era escravo do Egito, aprendeu a conviver com a presença 
de Deus. Todas as ordenanças do deserto apontavam para Cristo como a 
perfeita expiação do pecado. Destacam-se como líderes nesse período Moisés 
e Josué (civis) e Arão e Eleazar (religiosos). 
 
Moisés não pisou em Canaã, mas antes de morrer avistou a terra e a dividiu 
entre as tribos de Israel. 
d) A Conquista de Canaã: esta fase da História de Israel está descrita no livro 
de Josué. 
 
Sob o comando de Josué, Israel cruza o rio Jordão e acampa-se em Gilgal, 
onde montou sua base de operações para a conquista de Canaã. 
Essa conquista aconteceu em três fases: a fase sul, a fase central e a fase 
norte. 
Durante a conquista, o Tabernáculo é montado em Siló, permanecendo lá até o 
tempo dos Juizes. A conquista somente não foi bem sucedida porque Israel 
não destruiu os povos vizinhos conforme determinação de Deus. 
Era preciso realizar essa destruição para que o povo de Israel se mantivesse 
livre da influência pecaminosa daquelas nações. 
 
Enquanto Israel obedeceu a Deus, venceu aos inimigos. Mas quando deixou de 
obedecê-lo, ficou enfraquecido e sofreu derrotas. 
O livro de Josué vai até a sua morte, cobrindo um período de 23 anos. 
 
 
Destacam-se como profetas 
e) Os Juízes: esse período vai da morte de Josué ao fim do ministério de 
Samuel. Na mesma época foram escritos os livros de Rute e 1 Samuel 1 a 9. O 
governo de Israel era realizado diretamente por Deus (teocrático), por meio de 
juízes que eram escolhidos para resolver as questões junto ao povo. Foi uma 
época de grande apostasia, anarquia e guerra civil, onde o povo entregou-se 
ao pecado. Cada um fazia o que parecia reto aos seus olhos (Jz 21.25). O 
maior líder da época foi Samuel, o último dos juízes. Samuel também atuou 
como sacerdote e profeta. Também atuaram como profeta naquela época dois 
anônimos (Jz 6.8-10 e 1 Samuel 2.27-36) e Débora (Jz 4.4). 
f) Monarquia: esse período abrange os reinados de Saul, Davi e Salomão. 
Foram escritos nesse período os livros de 1 Sm 9 a 1 Rs 12, 1 Cr 10 a 2 Cr 10. 
Foi um período áureo e esplendoroso para Israel. Saul fixou a capital em 
Gibeá. 
Davi conquistou Jerusalém das mãos dos jebuseus e tornou-a sua capital. 
Deus faz a aliança com Davi, prometendo-lhe nunca faltar herdeiros para o 
trono. Isso se cumpriu com Jesus Cristo, descendente de Davi. 
O templo foi construído no reinado de Salomão. Foi uma obra imponente e 
magnificente, seguindo uma planta revelada pelo próprio Deus a Davi. 
A construção durou sete anos, e foi feita por 30 mil israelitas e 150 mil 
cananeus. 
Durante essa época houve diversos profetas não-literários (sua obra não foi 
escrita): um grupo, incluindo Saul (1 Sm 
10.10); Gade; Natã; Aías. g) O Reino Dividido: Esse período vai da divisão dos 
reinos à época do cativeiro. 
Salomão iniciou bem o seu governo, sendo temente a Deus e piedoso. Mas na 
velhice, afastou-se de Deus, entregando-se à 
idolatria e tendo inúmeras mulheres, a maior parte vinda dos povos pagãos. 
Por causa disso, Deus fez a divisão dos 
reinos. A divisão foi predita pelo profeta Aías e aconteceu no governo de 
Robão, um dos filhos de Salomão. 
Com a divisão, a parte do Norte chamou-se Israel. Teve 10 tribos. O primeiro 
rei foi Jeroboão I. 
A religião oficial foi o culto ao bezerro, religião que Jeroboão importou do Egito. 
Afundou-se noBaalismo, um culto indecente e desumano a Baal e Astarote. Os 
profetas Elias e Eliseu juntamente com o rei Jeú comandaram a luta contra 
esse tipo de culto. 
O reino de Israel (Norte) durou 250 anos, teve 19 reis sendo o último Oséias. 
Todos adoraram o bezerro. 
O pior deles foi Acabe, e o menos pior foi Jorão, que quebrou a estátua de Baal 
mas continuou adorando o bezerro. Nenhum dos 
19 reis procuraram levar o povo ao encontro com Deus. 
Foi então que os reis Tiglate-Pileses III e Sargão II, da Assíria, invadiram o 
reino do norte levando o povo de Israel 
cativo 722 a.C.. Sargão enviou seus súditos para povoar Samaria, capital do 
reino do norte, originando assim os samaritanos, gerando uma religião mista 
que se prolonga até os tempos de Cristo. 
Além de destruir o reino do Norte, a Assíria invadiu Judá, capturando todo o 
Judá, menos Jerusalém, devido a uma intervenção de Deus. O anjo do 
Senhor feriu 185 mil assírios em uma só vez. Posteriormente, a Assíria foi 
vencida por Babilônia. 
A partir dessa época, a cronologia bíblica se torna mais precisa. As olimpíadas 
gregas iniciadas em 776 a. C. e realizadas a cada quatro anos, são uma boa 
referência para o cálculo das datas. Além disso, o Império Romano 
deixou registros com datas bem precisas que servem de guia cronológico. 
 
O reino do Norte teve os seguintes profetas: (I) Não-literários - os dois 
anônimos já mencionados; Elias; um outro 
anônimo (1 Rs 20.13); Micaías; Eliseu e Obede; (II) Literários - Jonas; Oséias; 
Amós (profeta de Judá, mas com 
mensagem para Israel) e Miquéias (idem). 
O reino do Sul, Judá, teve duas tribos: Judá e Benjamim. Algumas famílias de 
outras tribos também se uniram a Judá. 
A tribo de Simeão ficava ao sul de Judá, sem comunicação com o Norte. A 
capital continuou sendo Jerusalém. 
Depois do cativeiro do reino do Norte, Judá permaneceu cerca de 100 anos 
livre. Judá teve 20 reis. Os três melhores reis foram Ezequias, Josias e Joás. O 
pior de todos os reis foi Atália. 
h) O Cativeiro Babilônico: Nabucodonosor invadiu Judá e levou preso o rei 
Jeoaquim. Levou também cativos os membros da família real, inclusive Daniel. 
A contagem dos 70 anos de exílio começou em 606 a. C., quando três 
anos depois, Jeoaquim se rebela contra Nabucodonosor. 
Depois disso, Nabucodonosor volta, saqueia o templo e leva Joaquim (filho de 
Jeoaquim), além de 10.000 outros judeus, entre príncipes e oficiais - a 
aristocracia judaica. Põe Zedequias, irmão de Jeoaquim como rei em lugar 
deste. 
Levou também cativo o Profeta Ezequiel. 
Finalmente, em 587 a. C., Jerusalém é sitiada por Nabucodonosor. Depois de 
um ano e meio de cerco, acaba a 
resistência de Jerusalém. Acabam-se os alimentos e a cidade é tomada. O 
povo estava com fome. O rei Zedequias foi 
capturado quando tentava fugir, sendo levado até Nabucodonosor, onde teve 
os olhos vasados, sendo depois levado 
para a Babilônia. Alguns remanescentes pobres foram poupados, mas 
acabaram fugindo para o Egito. 
Os profetas desse tempo foram: (I) Não literários - Semaías; Ido; Azarias; 
Eliézer; um anônimo (2 Cr 25.15); Hulda; 
Urias; Hanani; Jaaziel; (II) Literários - Daniel (na corte de Nabucodonosor); 
Ezequiel (no campo, entre os cativos. 
Era sacerdote); Jeremias (ficou entre os remanescentes). 
O cativeiro curou Israel da idolatria até hoje. Desde então, os judeus não 
podem ser acusados de idolatria. Devido o 
cativeiro, as Escrituras passaram a ser estudadas e surgiram as sinagogas. 
 
 
i) A Restauração de Israel: depois de 70 anos, previstos antes por Isaías, um 
governador persa, Ciro, proclamouo retorno dos judeus e restaurou Israel. O 
templo foi reconstruído, menor e menos rico que o anterior. 
Ester, uma judia formosa, tornou-se rainha da Pérsia 58 anos após o retorno de 
Israel. O livro de Ester situa-se entre os capítulos 7 e 8 de Esdras. 
O período da restauração teve os seguintes líderes: Josué e Esdras 
(religiosos); Zorobabel e Neemias (civis, atuando como governadores). 
 
Ageu e Zacarias, no início da reconstrução do templo. Malaquias, no final da 
reconstrução. 
Atuaram em relação ao cativeiro os seguintes profetas: Joel, Amós, Isaías e 
Miquéias, Sofonias, Naum, Habacuque, 
Obadias e Jeremias. 
 
 
O Período Interbíblico 
Esse período vai de Malaquias ao advento de Cristo. Durou cerca de 400 anos. 
Durante esse período, Israel ficou dominado pela Pérsia. Os persas foram 
brandosos e tolerantes, pelo que Israel gozou de certa liberdade. Durante esse 
período nenhum profeta se levantou. 
Apesar do silêncio bíblico sobre esse período, a história registra diversos 
acontecimentos que foram decisivos para a configuração do mundo bíblico por 
ocasião do nascimento de Cristo. Após o domínio persa, Alexandre, monarca 
grego levou a língua daquele país ao mundo da época, preparando caminho 
para o surgimento da Bíblia em grego (Septuaginta). O fato do mundo todo 
falar grego na época favoreceu a expansão do Evangelho. 
Veja aí o plano de Deus. Logo antes da vinda de Cristo, por volta do ano 63 
a.C, a Palestina passa ao domínio de Roma. 
 
Na época do nascimento de Jesus, governava a Galiléia Herodes, O Grande. 
Herodes praticou todos os atos que julgou necessários 
para chegar ao trono, matando inclusive todos os membros do Sinédrio, alguns 
nobres e pessoas da própria família. 
 
 
A Época do Cristianismo 
Tem início com o nascimento de Jesus, indo até o arrebatamento da Igreja. a) 
O Nascimento de Jesus: Jesus nasceu no ano 5 a.C. A contagem dos anos 
deveria se iniciar com o seu nascimento, mas devido a um erro de cronologia, 
ocorreu esse lapso histórico. Quando Jesus nasceu, reinava na Judéia 
Herodes. Ao receber a visita dos magos do Oriente, que perguntaram Onde é 
nascido o rei dos Judeus?, Herodes, que já vivia preocupado com a 
possibilidade de uma conspiração contra seu trono, fingiu desejar adorar o 
Cristo, com a intenção de matar o menino. 
 
Por obra divina, Jesus livrou-se de todas as perseguições, prosseguindo em 
sua missão. 
Mesmo com seus pontos negativos, Herodes (sem saber) contribuiu para a 
implantação do reino messiânico banindo o banditismo da Galiléia, condenando 
sumariamente os malfeitores, mesmo sem a aprovação do Sinédrio. 
b) A destruição de Jerusalém: por volta do ano 70 d.C. aconteceu uma revolta 
dos judeus contra os romanos, resultando em guerra. O César da época era 
Nero, que escolheu seu melhor general para sufocar a revolta. A sede de 
governo a qual pertencia Israel estava na Síria, de onde veio Céstio Galo com 
40 mil soldados para atacar Jerusalém. 
 
Os judeus resistiram, e Galo teve que retirar-se perdendo seis mil homens. 
Quatro anos depois, no dia de Páscoa, Tiago surge com seu exército de 50 mil 
homens. Depois de cinco meses de cerco, os muros foram derrubados, o 
templo incendiado e a cidade assolada. 
 
Morreram cerca de um milhão de pessoas, além de 95 mil que foram levadas 
cativas. Foi a queda do Judaísmo. 
 
Em 132-135 aconteceu outra revolta dos judeus, liderados por Bar-Cochba. Os 
judeus se apoderaram de Jerusalém e tentaram reconstruir o templo. A revolta 
foi sufocada pelo exército romano, que destruiu o Estado Judaico 
definitivamente. Os judeus foram expulsos da Palestina e impedidos de voltar, 
sob pena de morte. No lugar do templo, foi erguido um templo a Júpiter. 
De 135 a 1948, os judeus não tiveram pátria. Andaram errantes por toda parte 
da Terra. 
Todos podiam mandar na Palestina, menos os judeus. Em 14 de maio de 1948 
renasceu o Estado de Israel, segundo as promessas das 
Escrituras e pela iminência da volta de Jesus. Três civilizações achavam-se na 
palestina nos tempos do Novo Testamento: a) a Grega, representando a 
cultura e o saber; b) a Romana, representando a lei e o poder. c) a Judaica, 
representando a religião e a justiça. 
c) A história da igreja propriamente dita começa com o nascimento do Senhor 
Jesus no ano 5 a.C, e estende-se até aos tempos atuais. 
A época do Cristianismo nos dias do Novo Testamento tem três períodos: (I) O 
Período da Vida de Cristo (conforme citam os Evangelhos); (II) O Período da 
Igreja em Jerusalém. (Atos até o capítulo 12); (III). 
O Período da Igreja missionária (Atos a partir do capítulo 13 e nas epístolas). 
Após os dias do Novo Testamento, a época do Cristianismo pode ser estudada 
dentro dos quatro períodos da história secular: (I) O Período Romano, até 
queda de Roma, em 476 d.C.; (II) O Período Medieval, da queda de Roma, ao 
fim do Império Romano do Oriente (476-1453 d.C); (III) O Período Moderno (do 
fim do Império Romano do Oriente à Revolução Francesa (1453 - 1789 d.C); 
(IV) O Período Contemporâneo (De 1789 aos nossos dias). 
 
ALIANÇAS E DISPENSAÇÕES 
Deus sempre revelou ao homem Seus divinos e eternos propósitos, 
estabelecendo alianças ou concertos, todosrevelados nas Escrituras Sagradas. 
Ao mesmo tempo, em Sua soberania, Deus mantém o governo de tudo. 
 
Alianças 
Uma aliança é um contrato entre duas partes. É um acordo onde as duas 
partes pactuadas concordam com as 
condições e os termos da Aliança. Nesta aliança consta os benefícios e as 
responsabilidades para ambas as partes, ouseja um concerto. 
A Bíblia revela que o Senhor Deus fez várias Alianças com o homem, em 
várias épocas, sob váriascircunstâncias e fundamentadas em diversas 
promessas, para revelar ao homem como manter comunhão com o 
SeuCriador. 
Geralmente, são destacadas oito alianças firmadas entre Deus e o homem, 
sendo sete no período do AntigoTestamento e uma do Novo Testamento: 
 
1. A Edêmica (Gn 2.16); 2. A Adâmica (Gn 3.15); 3. A Noética (Gn8.20-22; 
9.16); 4. A Abraâmica(Gn 12.1,2); 5. A Mosaica (Êx 19.3-5); 6. A 
Palestiniana (Dt 30); 7. A Davídica(2 
Sm 7.5-17); 8. A nova Aliança (Jr 31.31-34; Mt 26.28; 1 Tm 2.5). 
 
Dispensações 
 
Dispensação vem do Grego OIKO= CASA e NOMOS=LEI, GOVERNO. Uma 
dispensação é o governo duma casa. 
Uma dispensação é uma administração, um programa de governo. Deus 
preparou, pelo menos, 07 programas degoverno ao longo da existência da 
humanidade, cada qual com peculiaridades específicas, onde cabe ao homem 
umaresponsabilidade e, conseqüentemente, um julgamento de todos os seus 
atos. 
 
As dispensações são: 1. Inocência; 2. Consciência; 3. Governo Humano; 4. 
Promessa; 5. Lei; 6. Graça; 7. Milênio. 
 
A inter-relação entre as alianças e as dispensações revelam o grande trato de 
Deus para com a humanidade: 
 
1ª Aliança: Edêmica O homem viveria em ambiente perfeito, tendo direta 
comunhão com o próprio Deus, sujeito a 
uma lei simples de amor, temor e amizade, enquanto não desobedecesse. 
 
 
 
1ª Dispensação: INOCÊNCIA 
• Significado: Antes de pecarem, Adão e Eva viviam no estado da inocência 
ou da liberdade. Não distinguiam ainda 
o bem do mal, pois só conheciam o bem. 
• Responsabilidade do homem: Manter uma relação direta com Deus, lavrar e 
guardar o jardim (Gn 2.15). Não comer 
do fruto da árvore do conhecimento (Gn 3.6). 
• Juízo: Expulsão do Jardim do Éden. Pecado, dor e morte entram (Gn 3.16-19, 
23, 24). 
 
2ª Aliança: Adâmica. A 
aliança Adâmica exige sacrifícios de purificação do homem para se chegar a 
Deus. 
 
2ª Dispensação: CONSCIÊNCIA 
• Significado: Com a entrada do pecado o homem passou a conhecer 
também o mal. Entrou na posse da consciência. 
Passa a ser guiado pela natureza pecaminosa 
• Responsabilidade do homem: Tomar decisões (ser governado) pela 
consciência. Inicia o sacrifício de animais (Gn 
3.2; 4.1-4; Hb 11.4). 
• Juízo: O iníciodesta dispensação começa com o relato do homicídio de Abel. 
Encerra com a terra cheia deviolência (Gn 6.11). Deus destruiu a Terra com o 
dilúvio (Gn 6.17). 
 
3ª Aliança: Noética. Caracteriza-se pelaconfirmação da relação do homem 
com a terra. Estabelecimento do governo humano. Garantia de que a terra 
nãosofreria outro dilúvio (arco-íris). Uma família e uma nação são separados 
por Deus. Governo do homem pelo homemprocurando obedecer a DEUS. 
 
3ª Dispensação: GOVERNO HUMANO ou CIVIL. • Significado: Por causa da 
violência e do derramamento de 
sangue que houve Deus instituiu com Noé a dispensação do governo humano 
(Gn 9.6) com o surgimento das nações. • Responsabilidade do homem: Viver 
em sociedade. Adorar somente a Deus. Aqui também surge a base do código 
da justiça penal. 
• Juízo: A dispensação termina com a humanidade intoxicada com a sua 
importância (Gn 11.4). O resultado foi o 
juízo (vers. 8,9). 
 
 Reverendo Pr. Bruno Gomes. 
 
 
 
 
 
4ª Aliança: Abraâmica. Consistiu em fazer de Abraão uma grande nação, em 
um sentido natural e espiritual. 
 
4ª Dispensação: PROMESSA ou PATRIARCAL (Patri = progenitor). 
• Significado: Deus chama Abraão e faz-lhe uma promessa (Gn 12.1-3). 
Como as nações falham, Deus forma uma nação à parte. 
• Responsabilidade do homem: Deus fez a Abraão promessas incondicionais, a 
serem cumpridas gloriosamente, mas não devido a alguma virtude de Abraão 
ou da sua semente, pois ele não apropriou-se logo da promessa de Deus (Gn 
12.1). 
• Juízo: A dispensação da promessa começa com a narrativa de Gn 11.31,32 e 
termina com Israel a fracassar a 
entrada na terra da promessa. Abraão desce ao Egito e Israel fica ali 
escravizado por 400 anos. 
 
5ª Aliança: Mosaica. Constituída de Mandamentos (Êx 20.1-26), Juízos (Êx 
21.1 a 24.11) e Ordenanças (Êx 
24.12-31.18). 
 
5ª Dispensação: LEI. 
• Significado: Grande código consistindo em centenas de mandamentos que 
abrangem todas as situações da vida do 
povo de Israel. A Lei foi dada para mostrar o pecado. O Senhor Jesus resumiu 
toda a lei em 2 mandamentos (Lc 
10.27). 
• Responsabilidade do homem: Cumprir toda a lei (Tg 2.10). 
• Juízo: Os judeus foram julgados com a tomada de Jerusalém pelos romanos. 
Encerra também o período do Antigo 
Testamento. 
Durante a Dispensação da Lei, a Bíblia apresenta mais duas Alianças: 
 
 
 
 
 
 
 
 Pastorbruno46@gmail.com 
 Seminariobiblicotm@gmail.com 
 
 
 
 
6ª Aliança: Palestiniana. Firmada com os israelitas depois da peregrinação de 
Israel pelo deserto por quarenta anos. 
Foi um preparação para que entrassem na terra prometida e renovava a 
aliança Mosaica. Bênçãos e maldições são 
proclamadas (Dt 28; Js 24.24,25) 7ª Aliança: Davídica. Realizada para o reino 
de Israel, com a promessa de que 
sempre haverá um descendente do rei Davi no trono (2 Sm 7.11-16; Sl 89.34). 
Esta promessa terá seu grande 
cumprimento na 7ª Dispensação, no período do milênio, quando o Rei Jesus 
governará Israel. 8ª Aliança: a Nova 
Aliança 
 
6ª Dispensação: GRAÇA. 
• Significado: É a presente dispensação. A dispensação do Novo Testamento 
com a salvação oferecida pela fé em 
JESUS CRISTO e não pelas obras (Ef 2.8). 
• Responsabilidade do homem: Estar em Cristo Jesus (Rm 5.1-2). 
• Juízo: Terminará com os homens não aceitando o amor da verdade para se 
salvarem (2 Ts 2.10). O juízo de Deus 
será implacável através da Grande Tribulação. 
 
7ª Dispensação: MILÊNIO ou do REINO. 
• Significado: Jesus Cristo descerá pessoalmente à Terra, cumprindo a 
promessa feita a Davi (Mt 19.28). Neste 
tempo Satanás será preso por mil anos (Ap 20.2). 
• Responsabilidade do homem: Os crentes reinarão com CRISTO nessa época 
(Ap 20.4).Os homens são responsáveis 
pela obediência ao Rei e às Suas leis. Satanás está preso. Cristo reinará, a 
justiça prevalecerá. 
• Juízo: A primeira ressurreição acabará no final da grande tribulação e início 
do milênio (Ap 20.5). Satanás será 
solto e vencido no final do milênio (Ap 20.7; 20.10-15)1 – 
 
 
 
 
 
 
 Reverendo Pastor Bruno Gomes. 
 
 
 
 
 
 
 
A IMPORTÂNCIA DAS ESCRITURAS 
A Bíblia é o único livro na história da humanidade que revela a Deus, ou ainda, 
que é a palavra do próprio Deus. 
Todas as demais obras não conseguem provar por si próprio que tem como 
autor o Senhor de todo o Universo. 
Somente a Bíblia conta a maior história de amor, jamais revelada de outra 
forma, a não ser a do Senhor Jesus Cristo, 
para salvação da humanidade. Somente a mensagem da Bíblia é capaz, na 
direção do Espírito Santo, conduzir o 
homem em todas as áreas de sua vida: “Bem-aventurado o varão que não 
anda segundo o conselho dos ímpios ... 
antes tem o seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite.” 
(Sl 1.1,2). 
 
A NECESSIDADE DAS ESCRITURAS 
A revelação de Deus ao homem através dos tempos tem sido por meio das 
obras que Ele criou (Rm 1.20, Sl 19.1-6). 
Além das obras, a maior fonte de revelação de Deus está em sua Palavra, a 
Bíblia Sagrada. Costuma-se dizer que essa revelação é dupla, sendo a Bíblia a 
palavra escrita e Cristo a palavra viva. Essa dupla revelação tornou-se 
necessária devido a queda do homem. Ao estudarmos a Bíblia devemos 
considerar as seguintes afirmações: a) A palavra de Deus é o único manual do 
crente - Os manuais existem para orientar as pessoas sobre os procedimentos 
corretos em determinadas ocasiões. Dessa forma, a Bíblia nos ensina a servir 
ao Senhor, a empregar bem as orientações deixadas por Deus para uma vida 
feliz e para a correta realização de Sua obra. É também a Bíblia que 
nos mostra o caminho da salvação, da santificação e da vida eterna. 
 
 
A eficiência no uso da palavra vem do exercício constante, da prática (1 
Pe 2.9, 3.15; Ef 2.10; 2 Tm 2.15; Is 34.16; 55.11; Sl 119.130). b) A Palavra de 
Deus alimenta nossa almas - O estudo da Palavra é uma nutrição perfeita para 
nosso crescimento espiritual. Todo alimento só nutre o corpo se for absorvido 
pelo organismo e se for ingerido com regularidade. Quem não tem apetite pela 
Palavra de Deus não tem também saúde espiritual (Mt 4.4; Jr 15.16; 1 Pe 2.2). 
c) A Palavra de Deus é um instrumento do Espírito Santo (Ef 6.17) - O Espírito 
Santo tem mais instrumentos para operar onde há abundância da Palavra de 
Deus. Quando estamos imersos na Palavra, o Espírito atua mais livremente 
em nossa vida (Sl 1.2; Js 1.8). 
 
d) A Palavra de Deus nos enriquece espiritualmente - Por não conhecer 
adequadamente a Palavra de Deus, muitos 
crentes se tornam fanáticos. Em vez de deixarem o Espírito Santo usá-los, 
querem usar o Espírito Santo para fazer 
suas vontades. Por outro lado, há os que conhecem a Palavra mas a falta de 
correta e pronta orientação espiritual, 
principalmente aos novos convertidos, pode resultar em vidas desequilibradas 
e doentias pelo resto da existência. 
São pessoas que ferem a si mesmas e as outras pessoas com as quais 
convivem, por não compreenderem as riquezas 
da liberdade conquistada por Cristo (Sl 119.72; Ef 1.17; 1 Co 2.10). 
e) A Palavra de Deus renova a fé do cristão - Para termos nossas orações 
respondidas por Deus, precisamos apoiar 
nossa fé nas promessas contidas em sua Palavra. Por outro lado, a Palavra de 
Deus desperta fé em nós. Precisamos 
pedir conforme a vontade de Deus. E uma forma de conhecer a vontade de 
Deus é por meio de sua Palavra (Jo 15.7; 
Rm 10.17; Jo 5.14). 
A Bíblia é a revelação de Deus à humanidade. Tudo que precisamos Deus 
nos revelou por meio de sua Palavra. 
Somente precisamos nos apropriar dessas revelações e pela fé concretizá-las 
em nossa vida. O autor da Bíblia é 
Deus, seu intérprete é o Espirito Santo e seu tema central é o Senhor Jesus 
Cristo.[21]986762491 Vamos em sua Igreja 
 
 
COMO DEVEMOS ESTUDAR A BÍBLIA 
Para tirar o máximo aproveitamento da Bíblia, devemos estudá-la: a) 
Conhecendo o seu autor - A Bíblia é o único 
livro cujo autor está presente quando alguém o está lendo. Ninguém explica 
melhor um livro do que seu próprio 
autor. Conhecendo e amando o autor da Bíblia, fica mais fácil compreender 
Sua vontade. 
b) Diariamente - Como alimento espiritual, a Bíblia só surte efeito se for 
degustada diariamente, como nossas 
principais refeições. Caso isso não aconteça, o crente será alvo da destruição 
espiritual (Dt 17.19; Jo 16.12; Hb 5.12; 
Mc 4.33). 
c) Com reverência - A maneira como lemos a Bíblia é importante para 
determinar o aproveitamento dessa leitura. É 
importante observar o seguinte: (I) Estudar a Bíblia como a Palavra de Deus, e 
não como um livro qualquer; (II) 
Estudar a Bíblia em atitude de oração, com o coração voltado para Deus; (III) 
Estudar em atitude de humildade (Tg 
1.21); (IV) Estudar crendo em seu ensino (Lc 24.25). 
d) Com oração - A melhor leitura bíblica é aquela feita vagarosamente, com 
meditação, a exemplo dos servos de 
Deus no passado (Sl 119.12,18; Dn 9.21-23; Sl 73.16-17). A meditação 
aprofunda a compreensão. 
e) Completamente - Existem textos bíblicos que não recebem a devida atenção 
dos seus leitores. Ler a Bíblia toda, 
em atitude de oração e meditação, ajuda a compreender melhor Sua 
mensagem. Sendo a Palavra de Deus, a Bíblia é 
infinita em sua mensagem, mas nem por isso devemos desistir de estar sempre 
buscando mais. O Espírito Santo nos 
ajuda nessa caminhada de compreensão da vontade de Deus (Rm 11.33,34; 1 
Co 13.12; Dt 29.29). 
 
 
 Jesus te ama ! Ieshua ! 
 
 
 
Métodos tradução 
MÉTODOS DE TRADUÇÕES 
Temos dois métodos de traduções: 
· Método por Equivalência Formal 
· Método por Equivalência Dinâmica 
· 
Método por Equivalência Formal: 
Traduz-se palavra por palavra do texto bíblico seguindo a estrutura do 
grego ou hebraico, mas respeitando as regras do português. 
Acrescentam-se palavras em caracteres itálicos para indicar que uma 
específica palavra não consta no texto base, mas que precisou ser 
adicionada para dar melhor fluência ao texto. 
Ex: Bíblia ACF da SBTB; RC da IBB; RC da SBB 
Exemplo de tradução por Equivalência Formal 
“Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm” 
“Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas edificam” 
 
 
Métodos tradução 
13.5 - Bíblias em português 
· ACF = Almeida Corrigida Fiel da SBTB 
o 100% TR (tradução formal) 
· ARC = Almeida Revista Corrigida da IBB e SBB 
o 98% TR e 2% TC (tradução formal) 
· AEC = Almeida Edição Contemporânea da Ed.VIDA 
o 96% TR e 4% TC (tradução mista) - Ex: Bíblia Thompson 
· ARA = Almeida Revista e Atualizada da SBB 
o 93% TR e 7% TC (tradução mista) 
· Usa “[ ]” colchetes para indicar o que fazia parte da edição original 
de João Ferreira de Almeida, ou seja, o TR. 
13.6 - Bíblias totalmente baseadas no TC e que usam o método de 
tradução dinâmica: 
· NTLH (Linguagem de Hoje) - SBB 
· Bíblia Viva - Editora Vida 
· NVI (Nova Versão Internacional) - SBI 
· Bíblia Católicas (todas) 
· Tradução do Novo Mundo – Testemunhas de Jeová 
13.7 - Comparando o TR e o TC 
Mateus 9:13 
§ (ACF) “Ide, porém, e aprendei o que significa: Misericórdia quero, e 
não sacrifício. Porque eu não vim a chamar os justos, mas os 
pecadores , ao arrependimento.” 
§ (ARA) “Ide, porém, e aprendei o que significa: Misericórdia quero e 
não holocaustos; pois não vim chamar justos e sim pecadores [ao 
arrependimento].” 
§ (NVI) “Vão aprender o que significa isto: „Desejo misericórdia, não 
sacrifícios‟. Pois eu não vim chamar justos, mas pecadores.” 
 
OS PERIGOS NAS TRADUÇÕES 
Como povo de Deus, precisamos ficar atentos quanto às investidas do 
inimigo. Devemos lembrar que o inimigo tenta corromper a palavra de 
Deus desde o início da nossa era. 
A situação hoje não é diferente. Em algumas traduções estão inseridas 
algumas 
Ambigüidades. Devemos nos lembrar também que Satanás falou: “É 
assim que Deus disse: Não comereis de toda a árvore do jardim?” (Gn 
3:1) 
 
Exemplo 1 
Tradução do Novo Mundo - (Testemunhas de Jeová) 
“No princípio era a Palavra, e a Palavra estava com o Deus, e a Palavra 
era [um] deus” (João 1:1). 
O que está escrito no texto grego? 
Kai qeoshn o logos. (E Deus era o Verbo) 
Sujeito da oração “o Verbo”. 
Observações sobre o uso do Artigo: Nesse versículo, “Deus” é atributo. 
Diante de um atributo o artigo é omitido. Então, a tradução correta é: “E 
o Verbo (a Palavra) era Deus”. 
 
Exemplo 2 
Tradução da Bíblia de Jerusalém 
“Porei hostilidade entre ti e a mulher, entre tua linhagem e a linhagem 
dela. Ela te esmagará a cabeça e tu lhe ferirás o calcanhar” (Gn 3:15). 
A interpretação dada aqui, pelos Católicos Romanos, é que “Maria” 
pisou na cabeça da serpente, e por isso, é co-redendora da salvação. 
Em nenhum lugar da Bíblia há essa interpretação; nem pelos profetas, 
nem pelos 
apóstolos. 
 
Exemplo 3 
Notícia: Alemanha publica uma versão politicamente correta da Bíblia - 
Agência France Presse (AFP)· "Mãe nossa e pai nosso que estão no céu´” 
· Jesus "regressa" e não "ressuscita" (reencarnação?) 
· Usa sempre "fariseus e fariséias". 
· Usa sempre “Irmãos e Irmãs” 
Só não usaram “Diabo e Diaba”, por quê? 
 
 
Métodos tradução 
13.5 - Bíblias em português 
· ACF = Almeida Corrigida Fiel da SBTB 
o 100% TR (tradução formal) 
· ARC = Almeida Revista Corrigida da IBB e SBB 
o 98% TR e 2% TC (tradução formal) 
· AEC = Almeida Edição Contemporânea da Ed.VIDA 
o 96% TR e 4% TC (tradução mista) - Ex: Bíblia Thompson 
· ARA = Almeida Revista e Atualizada da SBB 
o 93% TR e 7% TC (tradução mista) 
· Usa “[ ]” colchetes para indicar o que fazia parte da edição original 
de João Ferreira de Almeida, ou seja, o TR. 
13.6 - Bíblias totalmente baseadas no TC e que usam o método de 
tradução dinâmica: 
· NTLH (Linguagem de Hoje) - SBB 
· Bíblia Viva - Editora Vida 
· NVI (Nova Versão Internacional) - SBI 
· Bíblia Católicas (todas) 
· Tradução do Novo Mundo – Testemunhas de Jeová 
13.7 - Comparando o TR e o TC 
Mateus 9:13 
§ (ACF) “Ide, porém, e aprendei o que significa: Misericórdia quero, e 
não sacrifício. Porque eu não vim a chamar os justos, mas os 
pecadores , ao arrependimento.” 
§ (ARA) “Ide, porém, e aprendei o que significa: Misericórdia quero e 
não holocaustos; pois não vim chamar justos e sim pecadores [ao 
arrependimento].” 
§ (NVI) “Vão aprender o que significa isto: „Desejo misericórdia, não 
sacrifícios‟. Pois eu não vim chamar justos, mas pecadores.” 
 
 
Métodos tradução 
Timóteo 3:16 
§ (ACF) “E, sem dúvida alguma, grande é o mistério da piedade: Deus 
se manifestou em carne, foi justificado no Espírito, visto dos anjos, 
pregado aos gentios, crido no mundo, recebido acima na glória.” 
§ (ARA) “Evidentemente, grande é o mistério da piedade: Aquele que foi 
manifestado na carne foi justificado em espírito, contemplado por 
anjos, pregado aos gentios, crido no mundo, recebido na glória.” 
Atos 8:37 
§ (ACF) “E disse Filipe: É lícito, se crês de todo o coração. E, 
respondendo ele, disse: Creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus” 
§ (ARA) “[Filipe respondeu: É lícito, se crês de todo o coração. E, 
respondendo ele, disse: Creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus]” 
Romanos 8:1 
§ (ACF) "Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão 
em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o 
Espírito” 
§ (NVI) "Portanto, agora já não há condenação para os que estão em 
Cristo Jesus." 
13.8 – Outras comparações entre o TR e o TC 
Versículos completos que estão faltando nas bíblias baseadas no TC. 
§ Mateus 17:21 
§ Mateus 18:11 
§ Mateus 23:14 
§ Marcos 7:16 
§ Marcos 9:44 e 46 
§ Marcos 11:26 
§ Marcos15:28 
§ Lucas 17:36 
§ Atos 15:34 
§ Atos 28:29 
Versículos que contêm diferenças entre o TC e TR. 
§ Mateus 1:25 
§ Marcos 1:2 
§ Marcos 2:17Lucas 4:4 
§ João 3:13 
§ Lucas 22:43-44 
§ Efésios 3:9 
§ Apocalipse 1:11 
§ Apocalipse 21:24 
§ Apocalipse 22:14 
 
 
TIPOS DE BÍBLIA 
· Por que existem diferenças entre algumas Bíblias? 
· Qual é a melhor tradução da Bíblia? 
· O que preciso saber para não ser enganado quando comprar uma 
Bíblia? 
Basicamente possuímos dois tipos de Bíblia: 
A) Baseadas no Texto Tradicional ou Texto Bizantino 
· Antigo Testamento à Texto Massorético (hebraico) 
§ Os Massoretas eram escribas judeus que se dedicaram a preservar e 
cuidar das escrituras (Antigo Testamento) 
§ Substituíram os escribas por volta do ano 500 d.C. até 1.000 d.C.. 
§ No hebraico antigo escrevia-se somente com consoantes, e as 
vogais eram somentepronunciadas, isto é, as vogais eram transmitidas 
através das gerações do povo judeu oralmente e não de forma escrita. 
 
Tipos de bíblia 
Os Massoretas foram os responsáveis pela adição de vogais no texto 
hebraico moderno. 
· Novo Testamento à TextusReceptus (TR) (grego) 
§ Obs.: estudaremos mais sobre esta tradução. 
· Esta Bíblia é Preservada pela cultura Oriental 
B) Baseadas no Texto Moderno ou Texto Alexandrino: 
· Antigo Testamento à Septuaginta (grego) 
§ É o nome de uma tradução do Antigo Testamento para o idioma 
grego, feita no século III a.C.. 
§ Foi encomendada por Ptolomeu II, rei do Egito, para ilustrar a recém 
inaugurada Biblioteca de Alexandria. 
§ A tradução ficou conhecida como os Setenta (ou Septuaginta, palavra 
latina que significa setenta, ou ainda LXX), pois setenta e dois rabinos 
trabalharam nela. 
§ A Septuaginta foi usada como base para diversas traduções da Bíblia 
do Ocidente 
· Novo Testamento à Texto Crítico (TC) (grego) 
§ Obs.: estudaremos mais sobre esta tradução. 
· Preservado pela cultura Ocidental. 
 
 
 
 
 
Tipos de bíblia 
12.2 - A Recuperação do Texto Bíblico 
Na idade Média, a Igreja Romana só permitia o uso do Latim, e o povo 
não tinha acesso à Bíblia nem aos textos em grego. 
A igreja Romana preservou a Bíblia em Latim, por meio da tradução de 
Jerônimo, a “Vulgata Latina”. 
No período entre 400 a 1400 d.C a Bíblia oficial do Ocidente era a 
Vulgata Latina. 
12.3 - Precursores da Reforma que lutaram pela divulgação da Bíblia 
(1376-1416): 
John Wyclif (traduz a Bíblia para o Inglês) 
João Huss ou Jan Hus (condenado à fogueira por apoiar Wyclif) 
Jerônimo de Praga (condenado à fogueira por apoiar João Huss) 
12.4 – O TextusReceptus (Texto Recebido) 
· No Império Bizantino (Império Romano do Oriente) a cultura grega 
foi preservada nos períodos de 333 d.C a 1453 d.C. 
· Os Bizantinos conservaram muitas cópias dos manuscritos do 
Novo Testamento em sua língua original. Cerca de o manuscritos. 
 
Tipos de bíblia 
Com a invasão do Muçulmanos em 1453, e o fim do Império Bizantino, 
os eruditos cristãos fugiram para o ocidente levando consigo as cópias 
dos textos gregos. Esse fato reavivou o estudo do grego no Ocidente. 
· Após a invenção da prensa móvel por Gutenberg (1454), o 
Evangelho expandiu poderosamente. 
· Erasmo de Roterdã, um estudioso do grego, preparou um edição 
do Novo Testamento tendo como base os melhores manuscritos 
bizantinos. 
· Esse texto foi posteriormente denominado TextusReceptus (Texto 
Recebido) ou 
· simplesmente TR. 
· O TR foi editado por Erasmo (1516), depois por Estéfano (1546- 
51), depois por Beza (1598) e os irmãos Elzevir (1624/1633) 
 
 
Tipos de bíblia 
O TextusReceptus (TR) foi o texto Grego usado na Reforma 
Bíblias produzidas na Reforma Protestante: 
· Bíblia de Lutero – Alemão (1522) 
· Reina Valera – Espanhol (1569) 
· Rei Tiago (King James) – Inglês (1611) 
· Diodati – Italiana (1649) 
· João Ferreira de Almeida – Português (1681) 
· Muitas Bíblias foram destruídas pela Igreja Romana e muitos 
crentes foram mortos por causa das novas traduções da Bíblia. 
· William Tyndale foi condenado e morto em 6 de Outubro de 1536 
por traduzir a Bíblia para o inglês. 
· Por cerca de 400 anos (de 1500 a 1900), o maior avivamento do 
planeta, o Protestantismo, usou um mesmo tipo de Bíblia, ou seja, 
Bíblias baseadas no texto preservado pelo Oriente (Texto Bizantino). 
12.5 - Como surgiu o Texto Crítico 
· Cerca de 400 anos após a Reforma Protestante, o pesquisador 
Tischendorf descobriu mais dois manuscritos gregos datados do 
quarto século: 
o Códice Sinaiticus (1844) no convento de Santa Catarina no monte 
Sinai. Esses manuscritos estavam numa cesta de lixo prestes a se 
tornarem combustível para o fogão do convento. 
 
Tipos de bíblia 
Códice Vaticanus (1866) guardado em uma biblioteca do Vaticano 
(onde está até hoje). 
· O Vaticano só permitiu que ele consultasse durante 14 dias, 3 
horas por dia. 
· Em 1882, dois bispos anglicanos, Westcott e Hort, fizeram um 
trabalho de Crítica Textual baseando-se principalmente nesses dois 
manuscritos. A partir daí lançaram uma versão revisada do texto grego. 
· Esse texto passou a ser chamado de Texto Crítico (TC) 
· O TC possui 7% de diferença do TR 
· O trabalho de Crítica Textual consiste em determinar qual a versão 
mais provável do texto original dentre as variantes dos manuscritos 
disponíveis. 
· Porém foi dado um peso maior aos dois manuscritos descobertos 
(Sinaiticus e Vaticanus) por serem mais antigos e mais completos. Daí 
surgiu o termo “melhores manuscritos”. 
· A partir 1882, foram lançadas novas Bíblias no mundo inteiro 
baseadas no TC 
· Só após o ano de 1882, com o trabalho de Westcott e Hort é que 
houve toda a influência nas Bíblias atuais. 
· Essa diferença de 7%, no geral, não afeta nenhuma doutrina 
fundamental do Cristianismo. 
 
O TEMA CENTRAL DA BÍBLIA 
 
A REDENÇÃO é o tema central da Bíblia com o personagem princicipal sendo 
JESUS, conforme Ele mesmo declara em Lc 24.44 e Jo 5.39. Leia também At 
3.18; 10.43 e Ap 22.16. Considerando a redenção como tema central 
da biblia e Jesus o personagem principal da Bíblia, podemos dividir os 66 livros 
em quatro grandes grupos: a) preparação: todo o Antigo Testamento. b) 
Manifestação: os Evangelhos. c) Explanação: são as Epístolas. d) 
Consumação: o livro de Apocalipse.Usamos aqui „Escrituras‟ para descrever a 
revelação mais clara e infalível na comunicação de Deus ao Homem. Ela 
descreve o relacionamento de Deus com a sua criatura e a sua iniciativa em 
revelar ao homem seu caráter, natureza e vontade. 
“Antes de tudo, vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu pelos 
nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado e ressuscitou ao 
terceiro dia, segundo as Escrituras.”1 Coríntios 15: 3 – 4 
A Revelação de Deus teve então uma incorporação por escrito na Bíblia. Ela é 
a base do cristianismo e de todas as sua doutrinas. Portanto é a fonte suprema 
para a teologia por isso é muito importante um conceito certo e sua 
interpretação exata e correta. 
 
A Revelação Bíblica é Deus tornando conhecidos os Seus pensamentos, Suas 
intenções, Seus desígnios, Seus mistérios (Is.55:8-9, Rm.11:33-34, Ap.1:1). A 
Bíblia é a mensagem de Deus em palavras humanas. 
Etimologicamente, revelação vem do latim revelo, que significa descobrir, 
desvendar, levantar o véu. Revelação significa, portanto, descobrimento, 
manifestação de algo que está escondido. 
Revelação é o ato pelo qual Deus torna conhecido um propósito ou uma 
verdade. 
 
Por exemplo: 
Simeão disse: “...luz para revelação aos gentios, e para glória do teu povo de 
Israel” (Lc 2.32) 
Paulo disse: “Faço -vos, porém, saber, irmãos, que o evangelho por mim 
anunciado não é segundo o homem, porque eu não o recebi, nem o aprendi de 
homem algum, mas mediante revelação de Jesus Cristo” 
E ainda: “..pois, segundo uma revelação, me foi dado conhecer o mistério, 
conforme escrevi há pouco, resumidamente” (Ef3:3 e Gl 1:11,12) 
Revelação é o ato pelo qual Deus faz com que alguma coisa seja claramente 
entendida – “Mas o seu coração é duro e teimoso. Por isso você está 
aumentando aindamais o castigo que vai sofrer no dia em que forem revelados 
a ira e os julgamentos justos de Deus” (Rm 2.5 NTLH). 
Revelação é, também a explicação ou apresentação de verdades divinas 
_ O Salmista disse: “A revelação das tuas palavras esclarece e dá 
entendimento aos simples” (119.130) 
_ Paulo: “Que fazer, pois, irmãos? Quando vos reunis, um tem salmo, outro, 
doutrina, este traz revelação, aquele, outra língua, e ainda outro, interpretação. 
Seja tudo feito para edificação” (1Co 14.26) 
Revelação é a operação divina que comunica ao homem fatos que a razão 
humana é insuficiente para conhecer. É portanto, a operação divina que 
comunica a verdade de Deus ao homem. 
“Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração 
humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam. Mas Deus no-lo 
revelou pelo Espírito; porque o Espírito a todas as coisas perscruta, até mesmo 
as profundezas de Deus” (1Co.2:10). 
 
 
Natureza da bíblia 
 
A Natureza da Bíblia: o a) Ela é superior: Ela é superior a qualquer outro livro 
do mundo. 
 
O mundo, com sua sabedoria e vasto acúmulo de conhecimento nunca foi 
capaz de produzir um livro que chegue perto de se comparar a Bíblia. 
 
É um livro honesto: Pois revela fatos sobre a corrupção humana, 
fatos que a natureza humana teria interesse em acobertar. 
 
É um livro harmonioso: Pois embora tenha sido escrito por uns 
quarenta autores diferentes, por um período de 1.600 anos, ela revela 
ser um livro único que expressa um só sistema doutrinário e um só 
padrão moral, coerentes e sem contradições. 
 
· Argumento da Analogia: Os animais inferiores expressam entre si, 
com gestos e sons, seus diferentes sentimentos. Entre os racionais 
existe comunicação direta de um para o outro, quer por meio das 
expressões faciais e corporais, quer pela revelação de pensamentos e 
sentimentos. 
 
Conseqüentemente é de se esperar que exista, por 
analogia, uma revelação direta de Deus e o homem, uma vez que o 
homem é a imagem de Deus. Portanto, é natural supor que o Criador 
sustente relação pessoal com Suas criaturas racionais. 
 
· Argumento da Experiência: O homem é incapaz por sua própria 
força descobrir.... a) que Precisa ser salvo; b) que Pode ser salvo; c) 
como pode ser salvo; d) se há salvação. 
Somente a revelação pode desvendar estes mistérios eternos. A 
experiência do homem tem demonstrado que a tendência da natureza 
humana é degenerar-se, e seu caminho ascendente se sustenta 
unicamente quando é voltado para cima em comunicação direta com a 
revelação de Deus. 
 
 
Natureza e história 
Natureza muitos homens extraordinários apontam o universo como uma 
manifestação do poder, glória e divindade de Deus. A perfeição da natureza 
deixa o homem sem desculpas para buscar uma revelação mais „especial‟ do 
criador. 
“Os céus proclamam a glória de Deus e o firmamento anuncia as obras 
das suas mãos”. Salmo 19:1 
 
B. História Impérios nasceram e desapareceram; nações, povos e reinos 
passaram pela história, e nela também Deus tem se manifestado com justiça 
na história o sistema cristão encontra uma revelação do poder, da 
soberania e da providência de Deus. 
 
“Por que não é do Oriente, não é do Ocidente, nem do deserto que vem 
o auxílio. Deus é o Juiz: a um abate, a outro exalta” Salmo 75: 6 – 7 
“...de um só fez toda a raça humana para habitar sobre toda a face da 
terra, havendo fixado os tempos previamente estabelecidos e os limites 
da sua habitação; para buscarem a Deus se, porventura, tateando, o 
possam achar, bem que não está longe de cada um de nós” Atos 17: 26 
– 27. 
Natureza da bíblia 
Argumento da Profecia Cumprida: Mais de 300 profecias a respeito de 
Cristo registradas nas escrituras já se cumpriram integralmente. E 
dentre essas profecias, a mais próxima do nascimento de Cristo foi 
pronunciada 396 anos antes de seu cumprimento. Além disso, as 
profecias a respeito da dispersão de Israel também, se cumpriram 
(Dt.28; Jr.15:4;l6:13; Os.3:4 etc); da conquista de Samaria e preservação 
de Judá (Is.7:6-8; Os.1:6,7; 1Rs.14:15); do cativeiro babilônico sobre 
Judá e Jerusalém (Is.39:6; Jr.25:9-12); sobre a destruição final de 
Samaria (Mq 1:6-9); sobre a restauração de Jerusalém (Jr.29:10-14), 
etc. 
· Reivindicações da Própria Escritura: A própria Bíblia expressa sua 
infalibilidade, reivindicando autoridade. Nenhum outro livro ousa fazêlo. 
Encontramos essa reivindicação nas seguintes expressões: "Disse o 
Senhor a Moisés" (Ex.14:1,15,26; 16:4; 25:1; Lv.1:1; 4:1; 11:1; 
Nm.4:1;13:1; Dt.32:48) "O Senhor é quem fala" (Is.1:2); "Disse o Senhor a 
Isaías" (Is.7:3); "assim diz o Senhor" (Is.43:1). Outras expressões 
semelhantes são encontradas: "Palavra que veio a Jeremias da parte 
do Senhor" (Jr.11:1); "Veio expressamente a Palavra do Senhor a 
Ezequiel" (Ez.1:3); "Palavra do Senhor que foi dirigida a Oséias" (Os.1:1); 
"Palavra do Senhor que foi dirigida a Joel" (Jl.1:1), etc. 
 
Natureza da bíblia 
 
Portanto o A.T. afirma ser a revelação de Deus, e essa mesma 
reivindicação faz o Novo Testamento: “Outra razão ainda temos nós 
para, incessantemente, dar graças a Deus: é que, tendo vós recebido a 
palavra que de nós ouvistes, que é de Deus, acolhestes não como 
palavra de homens, e sim como, em verdade é, a palavra de Deus, a 
qual, com efeito, está operando eficazmente em vós, os que credes” 
(1Ts.2:13); “Aquele que crê no Filho de Deus tem, em si, o testemunho. 
Aquele que não dá crédito a Deus o faz mentiroso, porque não crê no 
testemunho que Deus dá acerca do seu Filho” (1Jo.5:10). 
A Bíblia é a revelação escrita de Deus e, como tal, abrange importantes 
aspectos: 
a) Ela é variada: Variada em seus temas, pois abrange aquilo que é 
doutrinário, devocional, histórico, profético e prático. 
b) Ela é parcial: “As coisas encobertas pertencem ao SENHOR, nosso 
Deus, porém as reveladas nos pertencem, a nós e a nossos filhos, para 
sempre...” (Dt.29:29). 
c) Ela é completa: Naquilo que já foi revelado (Cl.2:9,10). 
d) Ela é progressiva: (Mc.4:28). 
e) Ela é definitiva: (Jd.3). 
2.4 Por que era necessário um registro escrito? 
Deus, em sua grande sabedoria, nos fornece um registro escrito de sua 
revelação. O teólogo holandês Abraão Kuyper nota quatro vantagens de 
um registro escrito: 
A – Por garantir maior inerrância na transmissão. São eliminados erros 
de memória e erros de transmissão (“telefone sem fio”). 
B – Pode ser divulgado universalmente através de traduções e 
reproduções. 
C – Possui atributos de fixação e pureza. Facilita no aprendizado e 
memorização. 
D – Recebe uma finalidade normativa (legislativa) que outras formas de 
comunicação não conseguem alcançar. 
 
 
REVELAÇÃO 
Revelar significa "tirar o véu", ou "remover a coberta" que escon-de um 
objeto para o expor à vista. Deus é conhecido, segundo a Bí-blia, não 
porque os homens, nos seus esforços intelectuais o des-cobriu (/ Co 1.21), 
mas Deus mesmo se revelou. O Poder e a Divin-dade de Deus foram 
reveladas através da Sua criação (Rm 1.20). No entanto, as maravilhas da 
criação não dá ao homem a capacidade de adquirir o conhecimento de 
Deus que o seu coração pede. 
 
Deus é a fonte da Vida, e o conhecimento dEle introduz o homem em uma 
vida cada vez mais perfeita (S119). Conhecer Deus através de palavras é 
uma coisa, mas conhecer Deus porque Ele se revelou, é algo de causar 
impacto duradouro. Jacó teve uma revelação espe-cial de Deus (Gn 28.10-
13) Moisés conhecia Deus por tradição do seu povo, um dia, porém, o 
próprio Deus se revelou a ele, e aquela revelação mudou radicalmente a 
sua vida (Êx3.1-6). Quando o Se-nhor se revelou a Jó, ele não se conteve e 
exclamou: "Eu te conhe-cia só de ouvir mas agoraos meus olhos te 
vêem. Por isso me abomino e me arrependo no pó e na cinza"(Jó 42.5,6). 
Extensa é a lista de homens e mulheres que, nas páginas sagradas, tiveram 
uma revelação de Deus. 
 
 "O Criador opera, a Criatura contempla: o Senhor se apresenta, o homem 
percebe; o Senhor fala, o homem ouve: o Senhor se revela e o homem entende 
algo da Sua Majesta-de, da Sua Santidade, da Sua Justiça e da Sua 
Glória"(A.R.Crabtree - Teologia do Velho Testamento -). 
 
Provas da Revelação 
O diabo foi o primeiro ser a pôr em dúvida a existência da revelação: "É assim 
que Deus disse?" (Gn.3:1). Mas a Bíblia é, de fato, a Palavra de Deus revelada. 
Vejamos alguns argumentos: 
 
A Indestrutibilidade da Bíblia: Uma porcentagem muito pequena de livros 
sobrevive além de um quarto de século, e uma porcentagem ainda menor dura 
um século, e uma porção quase insignificante dura mil anos. A Bíblia, porém, 
tem sobrevivido em circunstâncias adversas por mais de três milênios. Em 303 
d.D. o imperador Diocléciodecretou que todos os exemplares das Sagradas 
Escrituras fossem queimados em praça pública. “As cinzas daquele crime 
tornou-se o combustível da divulgação” (Agnaldo). A Bíblia já foi traduzida para 
mais de mil idiomas e dialetos, e ainda continua sendo o livro mais lido do 
mundo. 
 
A Natureza da Bíblia: 
a) Ela é superior: Ela é superior a qualquer outro livro do mundo. O mundo, 
com sua sabedoria e vasto acúmulo de conhecimento nunca foi capaz de 
produzir um livro que chegue perto de se comparar a Bíblia. 
 
b) É um livro honesto: Pois revela fatos sobre a corrupção humana, fatos que 
a natureza humana teria interesse em acobertar. c) É um livro harmonioso: 
Pois embora tenha sido escrito por uns quarenta autores 
diferentes, por um período de 1.600 anos, ela revela ser um livro único que 
expressa um só sistema doutrinário e um só padrão moral, coerentes e sem 
contradições. 
 
A Influência da Bíblia: O Alcorão, o Livro dos Mórmons, os Clássicos de 
Confúncio, 
todos tiveram influência no mundo. Estes, porém, conduziram a uma idéia 
apagada de Deus e do pecado, ao ponto de ignorá-los. A Bíblia, porém, tem 
produzido altos resultados em todas as esferas da vida: na arte, na arquitetura, 
na literatura, na música, na política, na ciência e, principalmente na 
transformação do homem. 
 
Argumento da Analogia: Os animais inferiores expressam entre si, com 
gestos e sons, seus diferentes sentimentos. Entre os racionais existe 
comunicação direta de um para o outro, quer por meio das expressões faciais e 
corporais, quer pela revelação de pensamentos e sentimentos. 
Conseqüentemente é de se esperar que exista, por analogia, uma revelação 
direta de Deus e o homem, uma vez que o homem é a imagem de Deus. 
Portanto, é natural supor que o Criador sustente relação pessoal com Suas 
criaturas racionais. 
 
Argumento da Experiência: O homem é incapaz por sua própria força 
descobrir.... 
a) que Precisa ser salvo; 
b) que Pode ser salvo; 
c) como pode ser salvo; 
d) se há salvação. 
 
Somente a revelação pode desvendar estes mistérios eternos. A experiência 
do homem tem demonstrado que a tendência da natureza humana é 
degenerar-se, e seu caminho ascendente se sustenta unicamente quando é 
voltado para cima em comunicação direta com a revelação de Deus. 
 
Argumento da Profecia Cumprida: Mais de 300 profecias a respeito de Cristo 
registradas nas Escrituras já se cumpriram integralmente. E dentre essas 
profecias, a mais próxima do nascimento de Cristo foi pronunciada 396 anos 
antes de seu cumprimento. Além disso, as profecias a respeito da dispersão de 
Israel também, se cumpriram (Dt.28; 
Jr.15:4;l6:13; Os.3:4 etc); da conquista de Samaria e preservação de Judá 
(Is.7:6-8; 
Os.1:6,7; 1Rs.14:15); do cativeiro babilônico sobre Judá e Jerusalém (Is.39:6; 
Jr.25:9-12); 
sobre a destruição final de Samaria (Mq 1:6-9); sobre a restauração de 
Jerusalém (Jr.29:10- 
14), etc. 
 
Reivindicações da Própria Escritura: A própria Bíblia expressa sua 
infalibilidade, reivindicando autoridade. Nenhum outro livro ousa fazê-lo. 
Encontramos essa reivindicação na seguintes expressões: "Disse o Senhor a 
Moisés" (Ex.14:1,15,26; 16:4; 25:1; Lv.1:1; 4:1; 
11:1; Nm.4:1;13:1; Dt.32:48) "O Senhor é quem fala" (Is.1:2); "Disse o Senhor a 
Isaías" (Is.7:3); "Assim diz o Senhor" (Is.43:1). Outras expressões semelhantes 
são encontradas: "Palavra que veio a Jeremias da parte do Senhor" (Jr.11:1); 
"Veio expressamente a Palavra do Senhor a Ezequiel" (Ez.1:3); "Palavra do 
Senhor que foi dirigida a Oséias" (Os.1:1);"Palavra do Senhor que foi dirigida a 
Joel" (Jl.1:1), etc. Expressões como estas sãoencontradas mais de 3.800 vezes 
no Antigo Testamento. Portanto o A.T. afirma ser arevelação de Deus, e essa 
mesma reivindicação faz o Novo Testamento: “Outra razão ainda 
temos nós para, incessantemente, dar graças a Deus: é que, tendo vós 
recebido a palavra que de nós ouvistes, que é de Deus, acolhestes não como 
palavra de homens, e sim como, em verdade é, a palavra de Deus, a qual, com 
efeito, está operando eficazmente em vós, os que credes” (1Ts.2:13); “Aquele 
que crê no Filho de Deus tem, em si, o testemunho. Aquele 
que não dá crédito a Deus o faz mentiroso, porque não crê no testemunho que 
Deus dá acerca do seu Filho” (1Jo.5:10). 
 
A Bíblia é a revelação escrita de Deus e, como tal, abrange importantes 
aspectos: 
a) Ela é variada: Variada em seus temas, pois abrange aquilo que é doutrinário, 
devocional, histórico, profético e prático. 
b) Ela é parcial: “As coisas encobertas pertencem ao SENHOR, nosso Deus, 
porém as reveladas nos pertencem, a nós e a nossos filhos, para sempre...” 
(Dt.29:29). 
c) Ela é completa: Naquilo que já foi revelado (Cl.2:9,10); 
d) Ela é progressiva: (Mc.4:28). 
e) Ela é definitiva: (Jd.3). 
 
Bíblia como Revelação de Deus 
Deus usou homens santos para escreverem a Sua Palavra. “Nenhuma profecia 
da Escritura provém da particular elucidação; porque nunca jamais qualquer 
profecia foi dada porvontade humana; entretanto, homens (santos) falaram da 
parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo” (2 Pedro 1: 20 – 21). Particular 
elucidação refere-se à origem das Escrituras,não à compreensão das mesmas. 
Ao longo do Antigo Testamento, os escritores referiramseao seu trabalho como 
a Palavra de Deus. 
“... a lei, nem as palavras do SENHOR dos EXÉRCITOS enviará pelo seu 
espírito, mediante os profetas que nos precederam” (Zacarias 7: 12). O meio 
utilizado por Deus paracomunicar a Sua Palavra foi o Espírito Santo e através 
dos homens. Deus garantiu que oque foi escrito pelos homens é exatamente o 
que Ele quis comunicar. 
 
A Bíblia é Deus revelando a Verdade para o Homem – sendo suficiente para 
cada necessidade humana. Nada, no que diz respeito ao homem, é perfeito, 
nada é absoluto, nada é permanente. Com o passar dos anos, mudam-se as 
decisões, os costumes, os valores, a linguagem, os conceitos e até as mais 
obstinadas afirmações. Hoje o homem “diz”; amanhã ele mesmo se contradiz. 
A criatura é assim, mas não o Criador! O Senhor, nosso Deus é perfeito, 
imutável e Suas Palavras permanecem para sempre. 
Muitos se frustraram na insana tentativa de querer “mudar”, desacreditar, 
distorcer ou até deter a influência da Santa Palavra de Deus. Impossível! Não 
há como negá-la... não há como detê-la... e não há como ignorá-la! 
Voltaire, famoso filósofo e escritor francês (1694-1778), bem que tentou 
desacreditála, afirmando pretensiosamente: “A Bíblia é uma obra morta, e em 
menos de 100 anos cairáno mais completo esquecimento”. Veja como são as 
coisas; passados pouco mais de 50 anos de sua morte, a própria residência de 
Voltaire se transformou na Sociedade Bíblica da França e sua imprensa 
particular passou a produzir tão somente Bíblias... Bíblias aos 
milhares. 
 
 
 
 
Afinal, que Livro é esse que tanto fascina a humanidade? Como podeuma obra 
tão antiga manter-se tão atual e relevante? E como explicar que o Livro mais 
lido e estudado na história tenha ainda tantas coisas novas a ensinar? Como 
foi escrito? Quando foi escrito? 
Quem o escreveu? Como chegou até nós? Essas e outras indagações serão 
respondidas ao longo de nossos estudos. 
 
INSPIRAÇÃO 
É o termo inspiração que descreve, no sentido bíblico, a habilitação dos 
escritores que produziram os livros da Bíblia. A inspiração signi-fica a 
atuação do Espírito Santo no espírito de homens idôneos, es-colhidos, 
para receberem e transmitirem as mensagens da revela-ção divina (// Pé 
1.19-21). Em outras palavras, inspiração é o sopro de Deus (grego = 
Theopneustos), onde o Criador, sobrenaturalmen-te, dirige com perfeita 
exatidão e de forma infalível o registro da Sua Palavra, sem, com isso, 
prejudicar a inteligência, individualida-de, estilo literário, ou sentimentos 
pessoais dos escritores huma-nos(2Tm 3.16). "Por meio da inspiração 
divina, os escritores da Bí-blia falaram com autoridade do passado 
desconhecido, escreveram sob orientação divina as porções históricas, 
revelaram a Lei, escre-veram a literatura devocional... registraram a 
mensagem profética contemporânea, e professavam o futuro" 
“Significa que todos os escritores da Bíblia foram capacitados e controlados 
pelo Espírito Santo na produção dos escritos originais, usando suas próprias 
personalidades faculdades mentais, recebendo autoridade divina e infalível” 
(Bancroft – Teologia 
Elementar). Deus supervisionou, dirigiu autores humanos, usando suas 
próprias personalidades, sua cultura, seu contexto de vida, de modo que eles 
compuseram eregistraram – sem erro – a Sua Revelação nas palavras dos 
documentos originais das 
Escrituras. 
“Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, 
para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus 
seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra.” (2 Timóteo 3: 16 – 
17) – A palavra Escrituraaparece cerca de 50 vezes no Novo Testamento; e a 
maioria delas se refere ao AntigoTestamento. Contudo, às vezes esta se refere 
também ao próprio Novo Testamento: 1 
Timóteo 5: 18; 2 Pedro 3: 16. Quando Paulo escreveu 2 Timóteo praticamente 
todo o Novo Testamento já estava escrito, à exceção de 2 Pedro, Hebreus, 
Judas e os escritos de João. Então o apóstolo estava afirmando que todo o 
Antigo Testamento e tudo o que já havia sido escrito do Novo Testamento era 
inspirado por Deus. 
 
“...inspirada por Deus...” (gr. Theopneustos= “soprada por Deus”. O que 
Deus é? Verdade (Romanos 3: 4). Se alguém que é em Si mesmo verdade, 
sopra palavras, que tipo de palavras serão? (João 17: 17). Deus nos concedeu 
a Sua Revelação através de palavras. 
 
“Disto também falamos, não em palavras ensinadas pela sabedoria humana, 
masensinadas pelo Espírito, conferindo coisas espirituais com espirituais.” 1 
Coríntios 2: 13. 
O „sopro‟ de Deus é uma metáfora comum no Antigo Testamento, quando 
refere-se aos atos de Deus, particularmente através do seu Espírito (Gn 2: 7; 
Jô 33: 3; Sl 33: 6). 
A afirmação de que a Escritura é inspirada confirma sua origem e caráter 
divinos e implica algo mais forte do que a palavra inspiração. Mais 
corretamente, as Escrituras são “expiradas”, isto é, sopradas por Deus. Notem 
que as Sagradas Escrituras são o objeto da ação de Deus; os próprios 
escritores não são mencionados. Os homens estavam envolvidos, é claro, mas 
aqui a formação da Escritura é associada inteiramente à atividade de Deus. 
 
Notem também a abrangência da inspiração. “Toda” Escritura é produto do 
“sopro” de Deus; neste contexto, isso significa o Antigo Testamento inteiro, 
bem como as partes do Novo Testamento já escritas. 
 
2 Pedro 1: 19 – 21 confirma e estende essas reivindicações. A palavra das 
testemunhas oculares é inferior à “palavra profética”, uma referência ao Antigo 
Testamento em geral. Ele não surgiu das reflexões particulares dos escritores, 
mas “homens (santos) falaram da parte de Deus movidos pelo Espírito Santo.” 
Em Atos 27: 15 o termo “movido” descreve o movimento de um navio arrastado 
por uma tempestade. Não devemos querer extrair demasiado desta imagem, 
mas trata-se claramente de uma forte confirmação da atividade divina na 
produção das Escrituras, estendendo-se novamente ao conjunto total 
dos manuscritos relacionados. 
 
João 10: 34 – 36 registra a discussão quanto ao uso da palavra “deus” na Lei, 
neste caso no Salmo 82. Jesus argumenta que a autoridade da Lei não pode 
ser anulada porque“a Escritura não pode falhar”. Ele expressa a mesma 
convicção quando compara as palavras do Antigo Testamento com as de 
Deus: “(o Criador) disse” (Mt 19: 5). 
 
 
O reconhecimento da autoridade e inspiração divina de todo o conjunto dos 
escritos do Antigo Testamento por parte de Jesus foi documentado antes, 
estendendo-se também esta reivindicação de inspiração divina ao Novo 
Testamento. 
A consciência da autoridade soberana do próprio Jesus e sua afirmação de 
falar exatamente as palavras de Deus, sua promessa do Espírito para 
esclarecer os apóstolos, a vinda do Espírito sobre eles, as reivindicações 
destes quanto à Iluminação especial do Espírito em seus ensinos, o 
reconhecimento por parte deles da autoridade divina especial nos escritos 
apostólicos: tudo isso aponta para a mesma atividade inspiradora da parte de 
Deus no caso do Novo Testamento. Assim sendo, a Bíblia inteira chega a nós 
reivindicando sua inspiração divina. 
É um documento “soprado” por Deus. 
 
A INSPIRAÇÃO DIVINA DA BÍBLIA 
A teoria correta da inspiração bíblica é chamada de Teoria da Inspiração 
Plenária ou Verbal. Ensina que todas as partes da Bíblia foram igualmente 
inspiradas por Deus, e que houve cooperação entre os escritores e o Espírito 
Santo que os capacitava. Eles escreveram a Bíblia com palavras de seu 
vocabulário, mas sob poderosa influência do Espírito Santo, e o que eles 
escreveram é a Palavra de Deus. 
 
Provas da inspiração divina da Bíblia 
A prova mais eloqüente da inspiração divina da Bíblia é sua harmonia. 
Somente a palavra milagre explica esse acontecimento. São 66 livros, escritos 
por cerca de 40 escritores, cobrindo um período de 16 séculos. A maioria 
desses homens não se conheceram. Viveram em lugares distantes, falando 
línguas diferentes. Muitas vezes nada sabiam do que já estava escrito, mas 
registram a mais pura mensagem vinda diretamente da mente de Deus. 
Podemos apontar mais algumas provas da inspiração divina da Bíblia: 
a) Foi aprovada por Jesus - Ele a leu (Lc 4.16-20); ensinou (Lc 24.27); 
chamou-a de A Palavra de Deus” (Mc 7.13); 
cumpriu-a (Lc 24.44). Jesus também afirmou que as Escrituras são a 
verdade (Jo 17.17). 
b) O testemunho do Espírito Santo dentro do crente - Cada pessoa que 
aceita Jesus passa a ter a mais pura certeza 
quanto a autoria da Bíblia. Isso é uma coisa automática, realizada pelo 
Espírito Santo. Ninguém precisa ensinar isso. 
c) O cumprimento fiel das profecias - As profecias bíblicas (no sentido 
preditivo) se cumpriram fielmente. Isso 
demonstra sua origem divina. O que Deus disse se sucederá (Jr 1.12). 
d) A influência da Bíblia nas pessoas e nações - Os princípios contidos na 
Bíblia influenciaram a humanidade, 
melhorando o relacionamento entre os homens. As civilizações que não 
conheceram a Bíblia eram marcadas pela 
imoralidade, violência e licenciosidade. E esses costumes eram aprovados 
pelos filósofos da época. Os relatos sobrenações como a Grécia antiga e Roma 
mostram sociedades totalmente depravadas. 
e) A Bíblia nos faz diferentes - O mundo hoje continua sob a influência do 
pecado, mas os verdadeiros seguidores da 
Bíblia se destacam com uma personalidade ideal. Os ensinos bíblicos são 
simples e profundos, servindo de guia a uma vida bem sucedida. f) A Bíblia é 
sempre nova e inesgotável- Mesmo sendo o livro mais antigo do mundo, a 
Bíblia permanece com uma mensagem atual e moderna. Em mais de 20 
séculos, o homem não pode melhorar a mensagem bíblica. Isso demonstra que 
a Bíblia é a imutável Palavra de Deus. 
 
g) A Bíblia é familiar a cada povo ou indivíduo, em qualquer lugar - Cada 
homem recebe a mensagem bíblica como se tivesse sido escrita especialmente 
para ele. Isso acontece em qualquer lugar do mundo, independentemente da 
cultura, do nível social, da idade ou da época em que a pessoa lê a Bíblia. Isso 
acontece porque a Bíblia procede de Deus, o Pai de todos nós. 
h) A superioridade da Bíblia - Comparando com outros livros, principalmente os 
escritos por fundadores de religiões como o Budismo ou por filósofos, vemos 
que a Bíblia supera os demais livros em todos os pontos. Destacamos que a 
Bíblia só contém verdades, enquanto os outros livros estão recheados de erros 
e equívocos. 
i) A imparcialidade da Bíblia - A Bíblia revela as virtudes e as falhas dos 
homens que são personagens de sua narrativa, enaltecendo a honra e a glória 
de Deus. Se ela fosse inspirada pela mente humana, trataria de esconder as 
falhas humanas para exaltar somente suas virtudes (Jó 27; Sl 50.21-22; 1 Co 
1.19-25).Teorias da Inspiração Bíblica _ Como a Bíblia pode ser infalível 
se ela foi escrita por humanos falíveis? 
O fato de a Bíblia ter sido escrita por seres humanos falíveis, não faz dela um 
Livro defeituoso. 
Afinal de contas, mesmos seres humanos imperfeitos podem fazer coisas 
perfeitas algumas vezes, e em especial se forem supervisionados por Alguém 
que é infalível. 
Os cristãos não afirmam que os homens que escreveram os livros da Bíblia 
estavam sempre certos em tudo que disseram ou fizeram. Nós simplesmente 
acreditamos que a Bíblia está certa quando ela afirma que Deus guiou estes 
homens em sua tarefa de escrever as Escrituras de modo que o resultado é um 
livro infalível. O apóstolo Pedro certamente disse muitas coisas erradas durante 
sua vida, mas Deus não permitiu que ele cometesse nenhum erro quando lhe 
coube a tarefa de escrever suas duas epístolas. 
Paulo, inspirado por Deus, ao escrever sua segunda epístola a Timóteo, 
afirmou clássica que a Bíblia foi produzida por Deus e não por homens: “Toda 
Escritura é inspirada por Deus, e é útil para o ensino, para a repreensão, para a 
correção e para a educação na justiça” (2Tm 3:16) 
Podemos definir a inspiração como sendo a supervisão divina sobre os autores 
humanos de modo que, usando suas personalidades individuais, eles 
compuseram e registraram sem erro a revelação de Deus ao homem nas 
palavras dos autógrafos originais . 
Nós não sabemos exatamente como Deus trabalhou para cumprir o seu 
propósito de nos prover com uma Bíblia totalmente acurada. Mas o apóstolo 
Pedro nos fornece algum 
esclarecimento: “Nenhuma profecia jamais foi dada por vontade humana, mas 
homens santos, movidos pelo Espírito Santo, falaram de Deus” (2Pe :21). 
 
Quanto à inspiração da Bíblia, há várias teorias falsas, que não podemos 
simplesmente ignorar, porque se não as identificarmos, poderemos até ser 
influenciados por elas em alguns comentários que lemos. Umas são muito 
antigas, outras bem recentes, e ainda outras ainda estão surgindo. Em 
algumas dessas teorias, a verdade vem junto com a mentira, de maneira que 
muitos descuidados se deixam enganar. 
_ Será que Deus encontrou homens excepcionais, dotados de visão 
espiritual e dons naturais p/ garantir que a Bíblia fosse uma obra perfeita? 
... ou será que a mente doescritor ficou vazia de suas próprias idéias 
enquanto Deus transferia misticamente todo o conteúdo do que deveriam 
escrever? 
_ Será que ditou cada palavra tal como está escrito na Bíblia?... ou será 
que houve uma parceria intelectual e acadêmica de cada escritor? 
Vejamos, então, as principais teorias da Inspiração Bíblica. 
 
TEORIA DA INSPIRAÇÃO NATURAL – Procura explicar a inspiração como 
sendo um discernimento superior das verdades morais e religiosas por parte do 
homem natural. 
Assim como tem havido, intelectuais, filósofos, artistas, músicos e poetas 
excepcionais, que produziram obras de arte e de escrita que nunca foram 
superadas, também em relação as escrituras houve homens excepcionais com 
visão espiritual que, por causa de seus dons naturais, foram capazes de 
escrever as Escrituras. 
 
Refutação: Esta é a noção mais repulsiva de inspiração, pois enfatiza a autoria 
humana a ponto de excluir a autoria divina. Esta teoria foi defendida pelos 
pelagianos e unitarianos. 
 
Ë bom que se diga que os escritores da Bíblia, fossem eles homens simples ou 
extremamente cultos, afastaram de si toda glória, confessando ser Deus o 
verdadeiro autor de suas palavras (2Sm.23:2; At.1:16; 28:25; Jr.1:9). 
 
 
TEORIA DA INSPIRAÇÃO MÍSTICA OU ILUMINAÇÃO – Inspiração, segundo 
essa teoria provém da intensificação ou elevação das percepções religiosas de 
um crente. 
 
Cada crente tem sua iluminação até certo ponto, dependendo do seu grau de 
maturidade espiritual e intimidade com Deus, e mesmo assim alguns teriam 
mais percepção do que outros, ainda que fossem maduros na fé. 
 
Refutação: Se esta teoria fosse verdadeira, qualquer cristão em qualquer 
tempo, através muita “vida devocional”, poderia estar capacitado a escrever 
livros e cartas no mesmo nível de autoridade que encontramos nas Escrituras. 
Schleiermacher foi quem disseminou esta teoria. Para ele inspiração é "um 
despertamento e excitamento da consciência religiosa, 
diferente em grau e não em espécie da inspiração piedosa ou sentimentos 
intuitivos dos homens santos". 
 
TEORIA DA INSPIRAÇÃO DIVINA COMUM - Compara a inspiração que 
atribuímos aos escritores da Bíblia ao que hoje entendemos como sendo uma 
“iluminação” concedida aocristãos piedosos, em momentos de oração, 
adoração, meditação e reflexão na Palavra... e que os capacita a escrever, 
ensinar, compor, etc... 
 
Refutação: De fato, existe um tipo de “inspiração comum” concedida pelo 
Espírito Santo aos que crêem e se dedicam ao SENHOR, mas ela se distingue 
da inspiração conferida aos escritores da Bíblia e, pelo menos dois sentidos: 
3.1 - Trata-se de uma “inspiração gradativa”, isto é, o Espírito pode conceder 
maior ou menor conhecimento e percepção espiritual ao crente, à medida que 
este ora, se consagra e se santifica; ao passo que a inspiração dos escritores 
da Bíblia não admite graus: o escritor era ou não era inspirado. 
 
A “inspiração comum” pode ser permanente (1Jo 2:27), enquanto que a 
inspiração concedida aos escritores da Bíblia era temporária. Centenas de 
vezes encontramos esta expressão dos profetas "e veio a mim a palavra do 
Senhor...", indicando o momento em que Deus os tomava para transmitir sua 
mensagem. 
 
 
 
 Reverendo Pastor Bruno Gomes . 
 
 
 
 
 
TEORIA DA INSPIRAÇÃO PARCIAL - Ensina que partes da Bíblia são 
inspiradas e outras não. 
 
Afirma que a Bíblia não é a Palavra de Deus, mas que apenas contém a 
Palavra de Deus. 
 
Refutação: Se esta teoria fosse verdadeira, estaríamos em grande confusão, 
porque quem poderia dizer quais as partes que são inspiradas e as que não o 
são? A própria Bíblia refuta essa idéia: “Toda a Escritura é inspirada por Deus 
e útil para o ensino...” (2Tm 3:16); e também “...nenhuma profecia da Escritura 
provém de particular elucidação; porque nunca jamais qualquer profecia foi 
dada por vontade humana; entretanto, homens santos falaram da parte de 
Deus, movidos pelo Espírito Santo” (1Pe 1:20,21). 
 
TEORIA DO DITADO VERBAL – Segundo esse pensamento, a inspiração da 
Bíblia aconteceu como um ditado literal da Palavra de Deus aos escritores, 
como uma espécie de “transe”, onde praticamente não havia lugar para a 
atividade intelectual, para a formação acadêmica, nem mesmo para o estilo de 
cada escritor. 
 
Refutação: Mas esta atividadee este estilo são patentes em cada livro. Lucas, 
por exemplo, fez cuidadosa investigação de fatos conhecidos (Lc 1:4). Pedro, 
que tinha uma maneira simplificada de escrever, fez menção ao estilo mais 
elaborado do apóstolo Paulo: “...como igualmente o nosso amado irmão Paulo 
vos escreveu, segundo a sabedoria que lhedada, ao falar acerca destes 
assuntos, como, de fato, costuma fazer em todas as suas epístolas, nas quais 
há certas coisas difíceis de entender, que os ignorantes e instáveis 
deturpam, como também deturpam as demais Escrituras, para a própria 
destruição deles” (1Pe 3:15,16). 
 
Esta falsa teoria faz dos escritores verdadeiras máquinas, que anotam o que 
lhes é ditado, sem qualquer noção do que estão fazendo. Deus não falou com 
os escritores como quem fala através de um auto-falante. Ele usou também as 
faculdades mentais dos que escreveram. A inspiração não anulou a 
participação do autor, nem a intenção do escritor diminuiu o poder da 
inspiração: “Amados, quando empregava toda a diligência em escrevervos 
acerca da nossa comum salvação, foi que me senti obrigado a corresponder-
me convosco, exortando-vos a batalhardes, diligentemente, pela fé...” (Jd 1:3). 
 
 
TEORIA DA INSPIRAÇÃO DAS IDÉIAS - Ensina que Deus inspirou as idéias 
contidas na Bíblia na mente dos autores... apenas as idéias, mas nenhuma 
Palavra... Segundo essa teoria, as palavras registradas por escrito são de 
responsabilidade exclusiva dos escritores – eles teriam colocado no papel, à 
sua maneira, as idéias que lhes foram inspiradas. 
 
 
 
Refutação: 
_ Ora, qual seria a definição mais precisa de PALAVRA? _ Palavra é a 
expressão do pensamento! Ë a verbalização daquilo que se pensa! 
_ Mas, como é que uma idéia pode ser formulada sem o uso de palavras, ainda 
que no pensamento? 
_ E como é que uma idéia pode ser exposta, em sua exatidão, sem o uso das 
palavras que deram vida a essa idéia? 
_ Portanto, uma idéia ou pensamento inspirado só pode ser expresso por meio 
de palavras inspiradas. Se Deus deu “idéias inspiradas”, Ele as deu através de 
“palavras inspiradas” 
_ Ninguém há que possa separar a palavra da idéia. A inspiração da Bíblia mão 
foi somente "pensada", foi também "falada". 
_ “porque nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana; 
entretanto, homens santos falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito 
Santo. porque nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana; 
entretanto, homens santos falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito 
Santo” (2Pe 1:21). 
_ “Havendo Deus, outrora, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos 
pais, pelos profetas, nestes últimos dias, nos falou pelo Filho...” (Hb 1:1). “Disto 
também falamos, não em palavras ensinadas pela sabedoria humana, mas 
ensinadas pelo Espírito, conferindo coisas espirituais com espirituais” (1Co 
2:13). 
 
 
A TEORIA CORRETA DA INSPIRAÇÃO DA BÍBLIA – É a chamada teoria da 
inspiração plena ou verbal. Ensina que todas as partes da Bíblia são 
igualmente inspiradas; que os escritores não funcionaram quais máquinas 
inconscientes; que houve cooperação vital e contínua entre eles e o Espírito de 
Deus que os capacitava. Afirma que homens santos escreveram a Bíblia com 
palavras de seu vocabulário, porém sob uma influência tão poderosa do 
Espírito Santo, que o que eles escreveram foi Palavra de Deus. 
 
Assim, a inspiração plena ou verbal é o poder inexplicado do Espírito Santo 
orientando e conduzindo os escritores escolhidos por Deus na transcrição do 
registro bíblico, quer seja através de observações pessoais (1Jo.1:1-4)., fontes 
orais ou verbais (Lc.1:1-4; At.17:18; Tt.1:12; Hb.1:1).., ou através de revelação 
divina direta (Ap.1:1-2; Gl.1:12), preservando-os de erros e omissões, de 
maneira a garantir a inerrância das Escrituras, e dando à Bíblia autoridade 
divina. 
_ Explicar como Deus agiu no homem, é tarefa difícil! Se já é complicado 
entender o entrosamento do nosso “ser espiritual” com o nosso “ser corpóreo” 
espírito com o corpo é um mistério inexplicável para os mais sábios, imagine-se 
o entrosamento do Espírito de Deus com o espírito do homem! Ao aceitarmos 
Jesus como salvador aceitamos também as Escrituras como revelação de 
Deus. A inspiração plenária cessou ao ser escrito o último 
livro do Novo Testamento. Depois disso nenhum outro escritor, nenhum outro 
servo de Deus pode ser considerado inspirado no sentido bíblico. 
 
 
 
A autoria bíblica é, portanto Divina e Humana, simultaneamente: 
Autoria Divina: Do lado divino, as Escrituras são a Palavra de Deus, no 
sentido de que se originaram nEle e são a expressão de Sua mente. Em 
2Tm.3:16 encontramos a referência a Deus: "Toda Escritura é divinamente 
inspirada" (theopneustos = soprada ou expirada por Deus). 
 
A referência aqui é ao que foi escrito. Então Deus “sopra” Sua Palavra na 
mente do escritor (expiração), e este, por sua vez, ao receber este “sopro” 
inspira (inala) a Palavra de Deus a qual será processada em uma mente 
humana, recebendo dela sua influência, isto é, a maneira de se expressar. 
 
Autoria Humana: Na perspectiva humana vemos certos indivíduos escolhidos 
por Deus com a responsabilidade de receberem (inalarem) a Palavra e 
transformá-la em escrita. 
 
Em 2Pe.1:21 encontramos a referência aos "Homens santos de Deus que 
falaram movidos pelo Espírito Santo" (pherô = movidos ou conduzidos). 
 
A própria Bíblia reconhece a autoria dual (Divina e Humana) em seu registro. 
Veja, por exemplo, que Mateus (15:4) registra que Deus ordenou: “Honra a teu 
pai e a tua mãe. 
 
 
 
 
 E quem maldisser a seu pai ou a sua mãe seja punido de morte”. Mas Marcos 
(7:10) registra o mesmo texto dizendo que foi Moisés quem ordenou essa 
conduta. E não há contradição – Deus é o autor desse mandamento, mas Ele 
usou Moisés para transmiti-lo aos homens. 
 
Em muitas outras passagens percebemos essa dualidade na autoria da 
Escrituras (Compare Sl.110:1 com Mc.12:36; Ex.3:6,15 com Mt.22:31; Lc.20:37 
com Mc.12:26; Is.6:9,10; At.28:25 com Jo.12:39-41). Deus opera de modo 
misterioso usando a vontade humana, sem anulá-la e sem que o homem 
perceba que está sendo divinamente conduzido. Neste fenômeno, o 
homem faz pleno uso de sua liberdade (Pv.16:1;19:21; Sl.33:15;105:25; 
Ap.17:17). 
RESUMINDO: 
Inspiração é a operação divina que influenciou os escritores bíblicos, 
capacitando-os a receber a mensagem divina, e que os moveu a transcrevê-la 
com exatidão, impedindo-os de cometerem erros e omissões, de modo que ela 
recebeu autoridade divina e infalível, garantindo a exata transferência da 
verdade revelada de Deus para a linguagem humana inteligível (2Co.10:13; 
2Tm.3:16; 2Pe.1:20,21). 
nações como a Grécia antiga e Roma mostram sociedades totalmente 
depravadas. 
e) A Bíblia nos faz diferentes - O mundo hoje continua sob a influência do 
pecado, mas os verdadeiros seguidores da 
Bíblia se destacam com uma personalidade ideal. Os ensinos bíblicos são 
simples e profundos, servindo de guia a 
uma vida bem sucedida. f) A Bíblia é sempre nova e inesgotável - Mesmo 
sendo o livro mais antigo do mundo, a 
Bíblia permanece com uma mensagem atual e moderna. Em mais de 20 
séculos, o homem não pode melhorar a 
mensagem bíblica. Isso demonstra que a Bíblia é a imutável Palavra de Deus. 
g) A Bíblia é familiar a cada povo ou indivíduo, em qualquer lugar - Cada 
homem recebe a mensagem bíblica como 
se tivesse sido escrita especialmente para ele. Isso acontece em qualquer 
lugar do mundo, independentemente da 
cultura, do nível social, da idade ou da época em que a pessoa lê a Bíblia. Isso 
acontece porque a Bíblia procede de 
Deus, o Pai de todos nós. 
h) A superioridade da Bíblia - Comparando com outros livros, principalmente 
os escritos por fundadores de religiões 
como o Budismo ou por filósofos, vemos que a Bíblia supera os demais livros 
em todos os pontos. Destacamos que aBíblia só contém verdades, enquanto os outros livros estão recheados de erros 
e equívocos. 
i) A imparcialidade da Bíblia - A Bíblia revela as virtudes e as falhas dos 
homens que são personagens de sua 
narrativa, enaltecendo a honra e a glória de Deus. Se ela fosse inspirada pela 
mente humana, trataria de esconder as 
falhas humanas para exaltar somente suas virtudes (Jó 27; Sl 50.21-22; 1 Co 
1.19-25). 
 
Provas da Inspiração Bíblica 
1. O Testemunho da Arqueologia – Dr. Melvin Grove Kyle, um famoso 
arqueólogo internacional, já disse que nenhuma descoberta 
arqueológica nos últimos cem anos invalidou de algum modo qualquer 
simples declaração da Bíblia. 
 
Pelo contrário, asProntos cruciais sobre a Inspiração das Escrituras 
Toda Escritura é inspirada - 2Tm.3.16 
A Escritura vem da boca de Deus - 2Tm.3.16 
A Escritura revela o plano e a vontade de Deus para o homem - 2Tm.3.16 
A Escritura não foi originada nos pensamentos do homem - 2Pe.1.20 
A Escritura originou na mente de Deus e veio a homens que foram 
inspirados e 
guiados pelo Espírito Santo em seu pensamento, fala e escrita - 2Pe.1.20 
 
As palavras da Escritura foram escritas através da inspiração divina - 1Co.2.13 
R.C.Sproul nos ajuda a embasar a confiabilidade da Bíblia através de uma 
linha simples de raciocínio, como segue: 
Premissa A - A Bíblia é um documento razoavelmente confiável 
Premissa B - Baseado nessa confiabilidade básica, podemos ter evidência 
suficiente para crêr que Jesus é o filho de Deus 
Premissa C - Se Jesus Cristo é filho de Deus, ele é uma autoridade inerrante 
Premissa D - Jesus ensinou que a Bíblia é mais que "basicamente confiável", 
ela é a própria Palavra de Deus 
Premissa E - Se ela é a Palavra que vem de Deus, ela é definitivamente 
confiável porque Deus é definitivamente confiável 
Conclusão - Baseado na autoridade de Jesus Cristo, a igreja crê que a Bíblia é 
confiável; ou, inerrante. 
 
 
descobertas tem confirmado as Sagradas Escrituras de modo admirável. 
 
2. O Testemunho das Vidas Transformadas – Sua influência sobre o caráter 
e a conduta de milhares de pessoas ao longo da história. 
 
3. O Testemunho da Unidade – O fato de ter sido escrita num período de 
cerca de 1600 anos por 40 autores diferentes, sem qualquer contradição, faz-
nos pensar um pouco. 
 
4. O Testemunho das Profecias Bíblicas – João 10: 35. Mais de 300 
profecias do Antigo Testamento convergem para a pessoa do Senhor Jesus 
Cristo (Lucas 24: 27, 44 – 49). 
“O problema dos opositores da Bíblia é que eles não têm nada melhor para 
oferecer!” 212Pe.1:21 encontramos a referência aos "Homens santos de Deus 
que falaram movidos pelo Espírito Santo" (pherô = movidos ou conduzidos). 
A própria Bíblia reconhece a autoria dual (Divina e Humana) em seu registro. 
Veja, por exemplo, que Mateus (15:4) registra que Deus ordenou: “Honra a teu 
pai e a tua mãe. 
 
 E quem maldisser a seu pai ou a sua mãe seja punido de morte”. Mas Marcos 
(7:10) registra o mesmo texto dizendo que foi Moisés quem ordenou essa 
conduta. E não há contradição – Deus é o autor desse mandamento, mas Ele 
usou Moisés para transmiti-lo aos homens. 
Em muitas outras passagens percebemos essa dualidade na autoria da 
Escrituras (Compare Sl.110:1 com Mc.12:36; Ex.3:6,15 com Mt.22:31; Lc.20:37 
com Mc.12:26; Is.6:9,10; At.28:25 com Jo.12:39-41). Deus opera de modo 
misterioso usando a vontade humana, sem anulá-la e sem que o homem 
perceba que está sendo divinamente conduzido. Neste fenômeno, o 
homem faz pleno uso de sua liberdade (Pv.16:1;19:21; Sl.33:15;105:25; 
Ap.17:17). 
 
RESUMINDO: 
Inspiração é a operação divina que influenciou os escritores bíblicos, 
capacitando-os a receber a mensagem divina, e que os moveu a transcrevê-la 
com exatidão, impedindo-os de cometerem erros e omissões, de modo que ela 
recebeu autoridade divina e infalível, garantindo a exata transferência da 
verdade revelada de Deus para a linguagem humana inteligível (2Co.10:13; 
2Tm.3:16; 2Pe.1:20,21). 
 
 
 
 
 
 
 
A Autoridade e Credibilidade das Escrituras 
 
Dizemos que a Bíblia é um livro que tem autoridade porque ela tem influência, 
prestígio e credibilidade (quanto a pureza na transcrição ou tradução), por isso 
deve ser obedecida porque procede de fonte infalível e autorizada. 
A autoridade está vinculada a inspiração, canonicidade e credibilidade, sem os 
quais a autoridade da Bíblia não se estabeleceria. Assim, por ser inspirado, 
determinado trecho bíblico possui autoridade; por ser canônico, determinado 
livro bíblico possui autoridade, e por ter credibilidade, determinadas 
informações bíblicas possuem autoridade, sejam históricas, geográficas ou 
científicas. 
 
Entretanto, nem tudo aquilo que é inspirado é autorizado, pois a autoridade de 
um livro trata de sua procedência, de sua autoria, e, portanto, de sua 
veracidade. Deus é o autor da bíblia, e como tal ela possui autoridade, mas 
nem tudo que está registrado na bíblia procedeu da boca de Deus. 
 
Por exemplo, o que Satanás disse para Eva foi registrado por inspiração, mas 
não é a verdade (Gn.3:4,5); o conselho que Pedro deu a Cristo 
(Mt.16:22); as acusações que Elifaz fez contra Jó (Jó.22:5-11), etc. 
Nenhuma dessas declarações representam o pensamento de Deus ou 
procedem Ele (procedem apenas por inspiração), e por isso não têm 
autoridade. 
 
Um texto também perde sua autoridade quando é retirado de seu contexto e 
lhe é atribuído um significado totalmente diferente daquele que tem quando 
inserido no contexto. 
 
As palavras ainda são inspiradas, mas o novo significado não tem autoridade. 
Um livro tem credibilidade se relatou verídicamente os assuntos como 
aconteceram ou como eles são; e quando seu texto atual concorda com o 
escrito original. 
 
Nesse caso credibilidade relaciona-se ao conteúdo do livro (original), e a 
pureza do texto atual (cópia ou tradução). Por exemplo, as palavras de Satanás 
em Gn.3:4,5 são inspiradas, mas não possuem autoridade, porque não é 
verdade, porém tem credibilidade ou veracidade (quanto a sua transcrição) 
porque foram registradas exatamente como satanás disse. 
A veracidade das palavras de satanás não se relacionam ao o que ele 
pronunciou, mas sim como ele as pronunciou. 
 
 
 
 Reverendo Pastor Bruno Gomes . 
 
 
 
 
Credibilidade do A.T. – Estabelecida por três fatos: Autenticado por Jesus 
Cristo: Cristo recebeu o A.T. como relato verídico. 
 
Ele endossou grande número de ensinamentos do A.T., como, por exemplo: A 
criação do universo por Deus (Mc.3:19), a criação do homem (Mt.19:4,5), a 
existência de Satanás (Jo.8:44), o dilúvio (Lc.17:26,27), a destruição de 
Sodoma e Gomorra (Lc.17:28-30), a revelação de Deus a Moisés na sarça 
(Mc.12:26), a dádiva do maná (Jo.6:32), a experiência de Jonas dentro do 
grande peixe (Mt.12:39,40). Como Jesus era Deus manifesto em carne, Ele 
conhecia os fatos, e não podia se acomodar a idéias errôneas, e, ao mesmo 
tempo ser honesto. Seu testemunho deve, portanto, ser aceito como verdadeiro 
ou Ele deve ser rejeitado como Mestre religioso. 
 
Prova Arqueológica e Histórica: 
a) Arqueológica: Através da arqueologia, a batalha dos reis registrada em 
Gn.14 não pode mais ser posta em dúvida, já que as inscrições no Vale do 
Eufrates "mostram indiscutivelmente que os quatro reis mencionados na Bíblia 
como tendo participado desta expedição não são, como era dito 
displicentemente, 'invenções etnológicas', mas sim personagens históricos 
reais. Anrafel é identificado como o Hamurábi cujo maravilhoso código de leis 
foi tão recentemente descoberto por De Morgan em Susa". (Geo. F. Wright, O 
Testemunho dos Monumentos à Verdade das Escrituras). 
 
As tábuas Nuzi esclarecem a ação de Sara e Raquel ao darem suas servas 
aos seus maridos (Jack Finegan, LigthfromtheAncientPast= Luz de um 
Passado Antigo). 
 
Os hieróglifos egípciosindicam que a escrita já era conhecida mais de 1.000 
anos antes de Abraão (James Orr, The ProblemoftheOldTestament= O 
Problema do Velho Testamento). 
 
A arqueologia também confirma o fato de Israel ter vivido no Egito, como 
escravo, e ter sido liberto (Melvin G. Kyle, The DecidingVoiceoftheMonuments= 
A Voz Decisória dos Monumentos). 
Muitas outras confirmações da veracidade dos relatos das Escrituras poderiam 
ser apresentados, mas esses são suficientes e devem servir como aviso aos 
descrentes com relação às coisas para as quais ainda não temos confirmação; 
podemos encontrá-la a qualquer hora. 
 
 
 
b) Histórica: A história fornece muitas provas da exatidão das descrições 
bíblicas. Sabe-se que Salmanezer IV sitiou a cidade de Samaria, mas o rei da 
Assíria, que sabemos ter sido Sargom II, carregou o povo para a Síria 
(2Rs.17:3-6). A história mostra que ele reinou de 722-705 a.C. Ele é 
mencionado pelo nome apenas uma vez na Bíblia (Is.20:1). 
 
Nem Beltsazar (Dn.5), nem Dario, o Medo (Dn.6) são mais considerados como 
personagens fictícios. 
 
As Escrituras possuem Integridade: 
a) Integridade Topográfica e Geográfica: As descobertas arqueológicas 
provam que os povos, línguas, os lugares e os eventos mencionados nas 
Escrituras são encontrados justamente onde as Escrituras os localizam, no 
local exato e sob as circunstâncias geográficas exatas descritas na Bíblia. 
 
Integridade Etnológica ou Racial: Todas as afirmações bíblicas sobre raças 
tem sido demonstrada como corretas com os fatos etnológicos revelados pela 
arqueologia. 
 
c) Integridade Cronológica: A identificação bíblica de povos, lugares e 
acontecimentos com o período de sua ocorrência é corroborada pela 
cronologia Síria e pelos fatos revelados pela arqueologia. 
 
d) Integridade Histórica: O registro dos nomes e títulos dos reis está em 
harmonia perfeita com os registros seculares, conforme demonstrados por 
descobertas arqueológicas. 
 
e) Integridade Canônica: A aceitação pela igreja em toda a era cristã, dos 
livros incluídos nas Escrituras que hoje possuímos, representa o endosso de 
sua integridade. 
 
 
 
 
 
Exemplares do A.T. e do N.T. impressos em 1.488 e 1.516 d.C., concordam 
com os exemplares atuais. Portanto a Bíblia como a possuímos hoje, já existia 
há 400 anos passados. 
 
Quando essas Bíblias foram impressas, certo erudito tinha em seu poder mais 
de 2.000 manuscritos. Esse número é sem dúvida suficiente para estabelecer a 
genuinidade e credibilidade do texto sagrado, e tem servido para restaurar ao 
texto sua pureza original, e fornecem proteção contra corrupções futuras 
(Ap.22:18-19; Dt.4:2;12:32). 
 
Enquanto a integridade canônica da Bíblia se baseia em mais de 2.000 
manuscritos, os escritos seculares, que geralmente são aceitos sem 
contestação, baseiam-se em apenas uma ou duas dezenas de exemplares. 
As quatro Bíblias mais antigas do mundo, datadas entre 300 e 400 d.C., 
correspondem exatamente a Bíblia como a possuímos atualmente. 
 
Credibilidade do Novo Testamento estabelecida por cinco fatos: 
 
Escritores Competentes: Possuíam as qualificações necessárias, receberam 
investidura do Espírito Santo e assim escreveram não somente guiados pela 
memória, apresentações de testemunho oral e escrito, e discernimento 
espiritual, mas como escritores qualificados pelo Espírito Santo. 
 
Escritores Honestos: O tom moral de seus escritos, sua preocupação com a 
verdade, e a circunstância de seus registros indicam que não eram 
enganadores intencionais mais sim homens honestos. O seu testemunho pôs 
em perigo seus interesses materiais, posição social, e suas próprias vidas. Por 
quê razão inventariam uma estória que condena a hipocrisia e é contrária a 
suas crenças herdadas, pagando com suas próprias 
vidas? 
Harmonia do N.T.: Os sinópticos não se contradizem mas suplementam um ao 
outro. Os vinte e sete livros do N.T. apresentam um quadro harmonioso de 
Jesus Cristo e Sua obra. 
 
 
Prova Histórica e Arqueológica: 
 
a) Histórica: O recenseamento quando Quirino era Governador da Síria 
(Lc.2:2), os atos de Herodes o Grande (Mt.2:16-18), de Herodes Antipas 
(Mt.14:1-12), de Agripa I (At.12:1), de Gálio (At.18;12-17), de Agripa II 
(At.25:13-26:32) etc. 
 
b) Arqueológica: As descobertas arqueológicas confirmam a veracidade do 
N.T. Quirino (Lc.2:2) foi Governador da Síria duas vezes (16-12 e 6-4 a.C.), 
sendo que Lucas se refere ao segundo período. Lisânias, o Tetrarca é 
mencionado em uma inscrição no local de Abilene na época a que Lucas se 
refere. 
Uma inscrição em Listra registra a dedicação da estátua Zeus (Júpiter) e 
Hermes (Mercúrio), o que mostra que esses deuses eram colocados no mesmo 
nível, no culto local, conforme descrito em At.14:12. Uma inscrição de Pafos faz 
referência ao Proconsul Paulo, identificado como Sergio Paulo (At.13:7). 
Além de tudo o que foi dito, podemos ainda comprovar a Autoridade e a 
Credibilidade das Escrituras pelo simples fato dela conter “vida”, tanto nos 
benefícios que conquista para os que dela tem acesso como “vida em si 
mesma” pela imortalidade de sua existência. 
 
Animação - É o poder inerente à Palavra de Deus para transmitir vitalidade ou 
vida ao ser humano. O Sl.19:7 diz que "a lei do Senhor é perfeita, e restaura a 
alma..." e no versículo 8 diz que "os preceitos do Senhor são retos, e alegram o 
coração...". Somente algo que tem vida pode transmitir vida, e por isso mesmo 
somente a Bíblia, e nenhum outro livro pode fazê-lo, pois a Bíblia sendo a 
Palavra de Deus é viva: "A Palavra de Deus é viva e eficaz, e mais cortante do 
que espada alguma de dois gumes, e penetra até a divisão da alma e do 
espírito e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e 
intenções do coração"(Hb.4:12). 
 
a) A Palavra de Deus é Viva – O elemento da vida que aqui se declara é mais 
do que aquilo que agora tem autoridade em contraste com o que já se tornou 
letra morta; é mais do que alguma coisa que fornece nutrição. Mas as 
Escrituras são vivas porque é o hálito (espírito) do Deus Vivo (Jo.6:63; Jó 33:4). 
Assim tanto a Palavra Escrita (Logos) como a Palavra Falada (rêma) são 
possuidoras de vida. Não há diferença essencial entre elas, pois 
são apenas duas formas diferentes dela existir. 
O trecho de Hb.4:12 diz que a Palavra de Deus é viva, e eficaz, é cortante, 
penetra e discerne. 
Em 1Pedro (1:23) lemos que a Palavra de Deus vive e permanece para 
sempre. 
Assim a Palavra de Deus possui vida eternamente (Sl.19:9;119:160). 
 
b) A Palavra de Deus é Eficaz – A palavra grega usada neste trecho é 
energêsde onde temos a palavra energia. Trata-se da energia que a vida vital 
fornece. Por isso a Palavra de Deus é comparada a uma poderosa espada de 
dois gumes com poder para cortar, penetrar e discernir. Quando o Espírito 
Santo empunha a Sua espada (Ef.6:17) uma energia é liberada dela para 
animar e realizar o seu propósito (Is.55:10,11). E' com este poder inerente 
à Palavra de Deus que o Espírito Santo convence os contradizentes (Jo.16:8; 
1Co.2:4) 
 
porque a Palavra de Deus é como uma dinamite com poder (dínamos, 
Rm.1:16) para salvar e destruir (2Co.10:4,5;2Co.2:14,17; 1Jo.2:14; Jr.23:24). 
A Palavra de Deus é como um nutriente alimento que fornece forças (IPe.2:2; 
Mt.4:4). Paulo escrevendo aos tessalonicenses, revela sua gratidão a Deus por 
haverem eles recebido a Palavra de Deus a qual estava operando 
(energizando) eficazmente neles (1Ts.2:13). Paulo conhecia o poder da 
Palavra de Deus, por isso recomendou aos anciãos da igreja que a 
observassem porque ela "tem poder para edificar e dar herança entre todos 
os que são santificados" (At.20:32; Jo.5:39). 
 
É eficaz na regeneração: Comparada com a "água" (Jo.3:5; Ef.5:26), a 
Palavra de Deus tem poder para regenerar, pois ela coopera com o Espírito 
Santo na realização do novo nascimento (1Pe.1:23; Tt.3:5; Jo.15:3;Ez.36:25-
27; Jo.6:63; Tg.1:18,21; 1Co.4:15; Rm.1:16). 
 
É eficaz na santificação: A Palavra de Deus tem poder para santificar 
(Jo.17:17; Ef.5:26; Ez.36:25,27; 2Pe.1:4; Sl.37:31;119:11). Com efeito, a 
santificação é pela fé (At.15:9 e 26:18) e a fé vem pelo ouvir a Palavra de Deus 
(Rm.10:17). 
 
É eficaz na edificação: A Palavra de Deus tem poder para edificar (1Pe.2:2; 
At.20:32; 2Pe.3:18). 
 
 
Preservação - É a operação divina que garante a permanência da Palavra 
Escrita, com base na aliança que Deus fez acerca de Sua Palavra Eterna 
(Sl.119:89,152; Mt.24:35; 1Pe.1:23; Jo.10:35). Os céus e a terra passarão 
(Hb.12:26,27; 2Pe.3:10) mas a Palavra de Deus permanecerá (Mt.24:35; 
Hb.12:28; Is.40:8; 2Pe.1:19). 
 
A preservação das Escrituras, como o cuidado divino para a sua criação e 
formação do cânon, não foi acidental, nem incidental, mas sim o cumprimento 
de uma promessa divina. 
A Bíblia é eterna, ela permanece porque nenhuma Palavra que Jeová tenha 
dito pode ser removida ou abalada; nem uma vírgula ou um ponto do 
testemunho divino pode passar até que seja cumprido. 
"Quando pensamos no fato da Bíblia ter sido objeto especial de infindável 
perseguição, a maravilha da sua sobrevivência se transforma em milagre... Por 
dois mil anos, o ódio do homem pela Bíblia tem sido persistente, determinado, 
incansável e assassino. Todo esforço possível tem sido feito para corroer a fé 
na inspiração e autoridade da Bíblia, e inúmeras operações têm sido levadas a 
efeito para fazê-la desaparecer. Decretos imperiais têm sido passados 
ordenando que todas as cópias existentes da Bíblia fossem destruídas, e 
quando essa medida não conseguiu exterminar e aniquilar a Palavra de Deus, 
ordens foram dadas para que qualquer pessoa que fosse encontrada com uma 
cópia das Escrituras fosse morta." 
 
(Arthur W. Pink. The Divine Inspiration of the Bible = A InspiraçãoDivina 
da Bíblia) 
 
A Bíblia permanece até hoje porque o próprio Deus tem se empenhado em 
preservála. 
 
Quando o rei Jeoaquim queimou um rolo das Escrituras, Deus mesmo 
determinou a Jeremias que reescrevesse as palavras que haviam sido 
queimadas (Jr.36:27,28), e ainda determinou maldições sobre o rei, por haver 
tentado destruir a Palavra de Deus (Jr.36:29,31). Ademais Deus acrescentou 
ao segundo rolo outras palavras que não se encontravam no primeiro 
(Jr.36:32), pois a Palavra de Deus sempre há de prevalecer sobre 
a palavra do homem (Jr.44:17,28; At.19:19,20). 
Deve ficar esclarecido que Deus tem preservado apenas a Sua Palavra 
inspirada, aquilo que deve ser considerado como revelação de Deus, e por isso 
mesmo não foi preservado e não faz parte do Cânon Sagrado (1Cr.29:29; 
2Cr.9:29;12:15;13:22;20:34; 
2Cr.24:27;26:22;33:19). Em 2Co.7:8 Paulo faz menção a uma segunda carta 
que não consta do Novo Testamento, sendo que a segunda carta de Coríntios 
que temos na nossa Bíblia, provavelmente deveria ser a terceira. 
Hoje a estratégia de Satanás sobre a Palavra de Deus é diferente, pois já que 
ele não consegue destruí-la, procura desacreditá-la (negando sua inspiração) e 
corrompê-la com interpretações pervertidas da verdade (1Tm.4:1,2; 2Ts.2:9-
12). A nós pois, como igreja, cabe a responsabilidade de defender e preservar 
a verdade (1Tm.3:15) com o mesmo anseio que caracterizava a vida de Paulo 
(Fp.1:7,16). 
 
Inerrância e Autenticidade 
 
Inerrância significa que a verdade é transmitida em palavras que, entendidas 
no sentido em que foram empregadas, entendidas no sentido que realmente se 
destinavam a ter, não expressam erro algum. A inspiração garante a inerrância 
da Bíblia. Inerrância não significa que os escritores não tinham faltas na vida, 
mas que foram preservados de errosseus ensinos. 
 
Eles podem ter tido concepções errôneas acerca de muitas coisas, mas não 
as ensinaram; por exemplo, quanto à terra, às estrelas, às leis naturais, à 
geografia, à vida política e social etc. Também não significa que não se possa 
interpretar erroneamente o texto ou que ele não possa ser mal compreendido. 
A inerrância não nega a flexibilidade da linguagem como veículo de 
comunicação. 
 
É muitas vezes difícil transmitir com exatidão um pensamento por causa desta 
flexibilidade de linguagem ou por causa de possível variação no sentido das 
palavras. 
 
A Bíblia vem de Deus. Será que Deus nos deu um livro de instrução religiosa 
repleto de erros? Se ele possui erros sob a forma de uma pretensa revelação, 
perpetua os erros e as trevas que professa remover. Pode-se admitir que um 
Deus Santo adicione a sanção do seu nome a algo que não seja a expressão 
exata da verdade?. 
 
Diz-se que a Bíblia é parcialmente verdadeira e parcialmente falsa. Se é 
parcialmente falsa, como se explica que Deus tenha posto o seu selo sobre 
toda ela? Se ela é parcialmente verdadeira e parcialmente falsa, então a vida e 
a morte estão a depender de um processo de separação entre o certo e o 
errado, que o homem não pode realizar. 
 
Cristo declara que a incredulidade é ofensa digna de castigo. Isto implica na 
veracidade daquilo que tem de ser crido, porque Deus não pode castigar o 
homem por descrer no que não é verdadeiro (Sl.119:140,142; Mt.5:18; 
Jo.10:35; Jo.17:17). Aqueles que negam a infalibilidade da Bíblia, geralmente 
estão prontos a confiar na falibilidade de suas próprias opiniões. 
Como exemplo de opinião falível encontramos aqueles que atribuem erro 
à passagem de 1Rs.7:23 onde lemos que o mar de fundição tinha dez côvados 
de diâmetro 
de uma borda até a outra, ao passo que um cordão de trinta côvados o cingia 
em redor. 
Sendo assim, tem-se dito que a Bíblia faz o valor do Pi ser 3 em vez de 3,1416. 
Mas uma vez que não sabemos se a linha em redor era na extremidade da 
borda ou debaixo da mesma, como parece sugerir o versículo seguinte (v.24) 
não podemos chegar a uma conclusão definitiva, e devemos ser cautelosos ao 
atribuir erro ao escritor. 
Outro exemplo utilizado para contrariar a inerrância da Bíblia, encontra-se em 
1Co.10:8 onde lemos que 23.000 homens morreram no deserto, enquanto que 
Nm 25:9 diz que morreram 24.000. Acontece que em Números nós temos o 
número total dos mortos, ao passo que em I aos Coríntios nós temos o número 
parcial que somado ao restante dos homens relacionados nos versículos 9 e 
10, deverá contabilizar o total de 24.000. 
A inerrância não abrange as cópias dos manuscritos, mas atinge somente os 
originais. Desse modo encontramos os seguintes tipos de erros nos 
manuscritos: 
 
1. Erros Involuntários – Cometidos pelos escribas do N.T. devido a sua falta 
ou defeito de visão, defeitos de audição ou falhas mentais. 
 
2. Erros Intencionais – Erros que não se originaram de negligência ou 
distração dos escribas, mas antes de suspeita de alteração, 
principalmente doutrinária. 
 
 
 
Autenticidade ou Genuinidade 
Dizemos que um livro é genuíno ou autêntico quando ele é escrito pela pessoa 
ou pessoas cujo nome ele leva, ou, se anônimo, pela pessoa ou pessoas a 
quem a tradição antiga o atribui, ou, se não for atribuído a algum autor ou 
autores específicos, à época que a tradição lhe atribui. 
 
Algumas Considerações Finais sobre a Inspiração 
 
A Bíblia ensina que ela é direta e soberanamente inspirada por Deus devendo, 
portanto, ser obedecida como a Sua Palavra Viva dirigida diretamente a nós. 
Se reconhecermos a sua autoridade, é previsto que aceitemos também este 
ponto: sua dupla afirmação de ser a palavra inspirada de Deus e que devemos 
aproximar-nos dela com reverência e submissão. 
 
Tomar outra posição é opor-se ao claro ensinamento bíblico. 
 
Contudo, sempre haverá evidentemente, um elemento de mistério sobre a 
maneira precisa pela qual a Bíblia foi produzida. Isto não deve surpreender-
nos, pois o mistério acompanha inevitavelmente todos os relacionamentos de 
Deus com suas criaturas. A 
encarnação é igualmente um “mistério”para nós, pois jamais poderemos 
estabelecer definitivamente como as naturezas divina e humana são unidas na 
pessoa de Jesus Cristo. 
 
Em nenhum dos casos, porém, o “mistério” da atividade de Deus deve impedir 
que creiamos Ele e que nos rejubilemos na sua verdade. 
Em última análise, a questão da inspiração é profundamente relacionada com a 
nossa doutrina sobre Deus. Se reconhecermos Deus com aquele “que faz 
todas as coisas conforme o conselho da sua vontade” (Efésios 1: 11), que “faz 
o que quer” (Salmo 135: 6), não encontraremos qualquer dificuldade básica. 
Nada há de incongruente no fato dele ter produzido um livro que, embora 
nascido da experiência das suas criaturas, é também através de sua ordem 
soberana, a Sua Própria Palavra dirigida a elas. 
 
Sendo assim, concluímos que este livro contém a mente de Deus, a condição 
do homem, o caminho para a salvação, a condenação dos pecadores e o gozo 
dos Cristãos. 
A sua doutrina é santa. Os seus preceitos são consistentes. As suas 
afirmações são imutáveis. 
 
Leia-a para ser sábio. 
Creia nela para ser salvo. 
Pratique-a para ser santo. 
Ela contém a luz para guiá-lo, alimento para supri-lo e conforto para alegrá-lo. 
 
É um mapa aoviajante, um cajado ao peregrino, uma bússola ao piloto, uma 
espada ao soldado e o caráter do Cristão. 
 
Nela o céu está aberto e os portões do inferno revelados. 
 
Nela, Cristo é o grande assunto, o nosso bem é o seu alvo e a glória de Deus é 
o seu fim. 
Ela deve abundar na memória, reinar no coração e guiar os pés. Leia-a com 
paciência, com freqüência e em espírito de oração. 
 
Ela é uma mina de riquezas, saúde para a alma e 
um rio de santificação. 
 
É dada a você nessa vida, será aberta no julgamento e foi 
estabelecida para todo o sempre. 
 
Ela envolve o mais alto nível de responsabilidade, 
recompensará o esforço de cada um e condenará todos que ousarem alterar o 
seu conteúdo. 
 
 
Iluminação 
 
É a capacidade dada pelo Espírito Santo aos crentes para receberem, reagirem 
e refletirem a Palavra de Deus (Tg 1: 19 – 27; 1 Jo 2: 20 e 27). Esta obra é de 
suma importância. 
Jesus disse acerca do Espírito Santo: “...esse vos ensinará todas as coisas e 
vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito” João 14: 26. 
 
A iluminação é a influência ou ministério do Espírito Santo que capacita todos 
os que estão num relacionamento correto com Deus para entender as 
Escrituras (1Cor.2:12; Lc.24:32,45; 1Jo.2:27). A iluminação não inclui a 
responsabilidade de acrescentar algo às Escrituras (revelação) e nem inclui 
uma transmissão infalível na linguagem (inspiração) daquele que o Espírito 
Santo ensina. 
 
A iluminação é diferenciada da revelação e da inspiração no fato de ser 
prometida a todos os crentes, pois não depende de escolha soberana, mas de 
ajustamento pessoal ao Espírito Santo. Além disso a iluminação admite graus 
podendo aumentar ou diminuir (Ef.1:16-18; 4:23; Cl.1:9). 
 
A iluminação não se limita a questões comuns, mas pode atingir as coisas 
profundas de Deus (1Co.2:10) porque o Mestre Divino está no coração do 
crente e, portanto, ele não houve uma voz falando de fora e em determinados 
momentos, mas a mente e o coração são sobrenaturalmente despertados de 
dentro (1Co.2:16). 
Este despertamento do Espírito pode ser prejudicado pelo pecado, pois é dito 
que o cristão que é espiritual discerne todas as coisas (1Co.2:15), ao passo 
que aquele que é carnal não pode receber as verdades mais 
profundas de Deus que são comparadas ao alimento sólido (1Co.2:15;3:1-3; 
Hb.5:12-14). 
A iluminação, a inspiração e a revelação estão estritamente ligadas, 
porém podem ser independentes, pois há inspiração sem revelação 
(Lc.1:1-3; 1Jo.1:1-4); inspiração com revelação (Ap.1:1-11); inspiração 
sem iluminação (1Pe.1:10-12); iluminação sem inspiração 
(Ef.1:18) e sem revelação (1Co.2:12; Jd.3); revelação sem iluminação 
(1Pe.1:10-12) e sem inspiração (Ap.10:3,4; Ex.20:1-22). É digno de nota 
que encontramos estes três ministérios do Espírito Santo mencionados 
em uma só passagem (1Co.2:9-13); a revelação no versículo 10; a 
iluminação no versículo 12 e a inspiração no versículo 13. 
 
“mas, como está escrito: Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais 
penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o 
amam. Mas 
Deus no-lo revelou pelo Espírito; porque o Espírito a todas as coisas perscruta, 
até mesmo 
as profundezas de Deus. Porque qual dos homens sabe as coisas do homem, 
senão o seu 
próprio espírito, que nele está? Assim, também as coisas de Deus, ninguém as 
conhece, 
senão o Espírito de Deus. Ora, nós não temos recebido o espírito do mundo, e 
sim o 
Espírito que vem de Deus, para que conheçamos o que por Deus nos foi dado 
gratuitamente. Disto também falamos, não em palavras ensinadas pela 
sabedoria humana, 
mas ensinadas pelo Espírito, conferindo coisas espirituais com espirituais” 
 
A Bíblia é a Mensagem de Deus à Humanidade 
 
Deus é um comunicador e deseja nos informar sobre: 
 
1 – Ele mesmo: Estudaremos quem Deus é observando o que Ele fala e faz. 
Ele é o principal foco da Bíblia. 
 
2 – A Sua Criação: Deus nos revela muito sobre Si mesmo através da Sua 
criação. 
Como Ele criou o mundo, o que Ele usou para criar o mundo e o propósito por 
trás da criação, tudo demonstra aspectos do Seu caráter. 
 
3 – O Homem: A Bíblia revela claramente como e porque Deus criou o homem, 
as Suas expectativas para ele e fala sobre seu propósito e destino. 
 
 
 Reverendo Pastor Bruno Gomes . 
A BÍBLIA COMO A PALAVRA DE DEUS 
A Bíblia é diferente dos demais livros devido a sua inspiração divina (2 Tm 
3.16; 2 Pe 1.12; Jó 32.8). Devido a esse fato, ela é chamada de A Palavra de 
Deus (2 Tm 3.16, no original). 
 
Entende-se inspiração divina como a influência sobrenatural do Espírito Santo 
sobre os escritores da Bíblia, capacitando-os a receber e transmitir a 
mensagem divina sem qualquer margem de erro. A expressão assim diz o 
Senhor ocorre 2.600 vezes na Bíblia, além de outras expressões equivalentes 
(Ez 11.5; 2 Cr 29.14; 24-20). 
 
Temas Principais da Bíblia 
1. O conhecimento e a glória de Deus 
2. A rebelião do homem contra o Seu Criador e o resultado da rebelião 
3. O julgamento de Deus ao pecado 
4. A incapacidade do homem para mudar a sua condição perante Deus 
5. A redenção da humanidade providenciada por Deus 
6. O Reino de Deus e a restauração universal 
 
Por que estudar a Bíblia? 
1. Porque é totalmente infalível e sem erro nas suas partes (Sl 19: 7; Pv 30: 5 – 
6) 
2. Porque é a fonte da verdade (Jo 17: 17; 2 Tm 3: 16) 
3. Porque revela a Pessoa de Deus (Pv 2: 1, 5; Jo 5: 39) 4. Porque cumprirá o 
que promete (Is 55: 11) 
5. Porque não muda (Sl 119: 89) 
6. Porque é a fonte das bênçãos de Deus quando obedecida (Lc 11: 28) 
7. Porque vale mais que o ouro (Sl 19: 7 – 10) 
 
Como a Bíblia chegou até nós ? 
A questão quais livros pertencem à Bíblia é chamada questão canônica. A 
palavra cânon significa régua, vara de medir, regra, e, em relação à Bíblia, 
refere-se à coleção de livros que passaram pelo teste de autenticidade e 
autoridade; significa ainda que esses livros são nossa regra de vida. 
 
Essa palavra foi usada no Novo Testamento em Gálatas 6:16. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Os testes de Canonicidade 
Em primeiro lugar é importante lembrarmos que os livros já eram canônicos 
antes de qualquer teste lhes ser aplicado. Isto é como dizer que alguns alunos 
são inteligentes antes mesmo de se lhes ministrar uma prova. Os testes 
apenas provam aquilo que intrinsecamente já existe. 
 
Do mesmo modo, nem a Igreja nem os concílios eclesiásticos jamais 
concederam canonicidade ou autoridade a qualquer livro; o livro era autêntico 
ou não no momento em que foi escrito. A igreja e seus concílios reconheceram 
certos livros como Palavrade Deus e, com o passar do tempo, aqueles assim 
reconhecidos foram colecionados para formar o que hoje chamamos Bíblia. 
 
Que testes a Igreja aplicou? 
 
1. Havia o teste da autoridade do escritor. Em relação ao Antigo 
Testamento, isto significava a autoridade do legislador, ou do profeta, ou 
do líder em Israel. No caso do Novo Testamento, o livro deveria ter sido 
escrito ou influenciado por um apóstolo para ser reconhecido. 
2. Em outras palavras, deveria ter a assinatura ou a aprovação de um 
apóstolo. 
3. Pedro, por exemplo, apoiou a Marcos, e Paulo a Lucas. 
 
3. Os próprios livros deveriam dar alguma prova intrínseca de seu caráter 
peculiar, inspirado e autorizado por Deus. 
4. Estes não poderiam entrar em contradição com qualquer outra parte 
das Escrituras já reconhecidas. 
 
Seu conteúdo também deveria se demonstrar ao leitor como 
algo diferente de qualquer outro livro por comunicar a revelação de Deus. 
 
3. O veredicto das igrejas quanto à natureza canônica dos livros era 
importante. Na verdade houve uma surpreendente unanimidade entre as 
primeiras igrejas quanto aos livros quemereciam lugar entre os inspirados. 
Embora seja fato que alguns livros bíblicos tenham sido 
recusados ou questionados por uma minoria, nenhum livro cuja autenticidade 
foi questionada por número grande de igrejas veio a ser aceito posteriormente 
como parte do cânon. 
 
 
A formação do Cânon 
O cânon da Escritura estava-se formando, é claro, à medida que cada livro era 
escrito, e completou-se quando o último livro foi terminado. Quando falamos da 
"formação" do cânon estamos realmente falando do reconhecimento dos livros 
canônicos pela Igreja. 
 
Esse processo levou algum tempo. 
 
Alguns afirmam que todos os livros do Antigo Testamento já haviam sido 
colecionados e reconhecidos por Esdras, no quinto século a.C. Referências 
nos escritos de Flávio Josefo (95 A.D.) e em 2 Esdras 14* (100 A.D.) indicam a 
extensão do cânon do Antigo Testamento como os 39 livros que hoje 
aceitamos. A discussão do chamado Sínodo de Jamnia (70-100 A.D.) parece 
ter partido desse cânon. Nosso Senhor delimitou a extensão dos livros 
canônicos do Antigo Testamento quando acusou os escribas de serem 
culpados da morte de todos os profetas que Deus enviara a Israel, de Abel a 
Zacarias (Lc 11:51). 
 
O relato da morte de Abel está, é claro, em Gênesis; o de Zacarias se acha em 
2 Crônicas 24:20-21, que é o último livro na disposição da Bíblia hebraica (em 
lugar do nosso Malaquias). Para nós, é como se Jesus tivesse dito: "Sua culpa 
está registrada em toda a Bíblia - de Gênesis a Malaquias". Ele não incluiu 
qualquer dos livros apócrifos que já existiam em Seu tempo e que continham 
relatos das mortes de outros mártires israelitas. 
 
O primeiro concílio eclesiástico a reconhecer todos os 27 livros do Novo 
Testamento foi o Concílio de Cartago, em 397 A.D. Alguns livros do Novo 
Testamento, individualmente, já haviam sido reconhecidos como canônicos 
muito antes disso (2 Pe 3:16; 1 Tm 5:18) e a maioria deles foi aceita como 
canônica no século posterior ao dos apóstolos (Hebreus, Tiago, 2 Pedro, 2 e 3 
João e Judas foram debatidos por algum tempo). A seleção do cânon 
foi um processo que continuou até que cada livro provasse o seu valor, 
passando pelos testes de canonicidade. 
Os doze livros apócrifos do Antigo Testamento jamais foram aceitos pelos 
judeus ou por nosso Senhor no mesmo nível de autoridade dos livros 
canônicos. Eles eram respeitados, mas não foram considerados como 
Escritura. A Septuaginta (versão grega do Antigo Testamento produzida entre o 
terceiro e o segundo séculos a.C.) incluiu os apócrifos 
com o Antigo Testamento canônico. 
 
 
Jerônimo (c. 340-420 A.D.), ao traduzir a Vulgata, 
distinguiu entre os livros canônicos e os eclesiásticos (que eram os apócrifos), 
e essa distinção acabou por conceder-lhes uma condição de canonicidade 
secundária. 
 
O Concíliode Trento (1548) reconheceu-os como canônicos, embora os 
Reformadores tenham rejeitado tal decreto. 
 
Em algumas versões protestantes dos séculos XVI e XVII, os apócrifos 
foram colocados à parte. 
 
O CÂNON DA BÍBLIA 
Cânon ou Escrituras Canônicas é a coleção completa dos livros divinamente 
inspirados, constituindo a Bíblia. 
 
Cânon é uma palavra grega que significa vara reta de medir, assim como uma 
régua de carpinteiro. 
 
A palavra aparece no original em Ez 40.5. No sentido religioso, cânon significa 
norma, regra. Com esse sentido, aparece no original em vários textos do Novo 
Testamento (Gl 6.16; 2 Co 10.13, 15; Fp 3.16). 
 
A Bíblia é a nossa norma ou regra de fé e prática. 
 
O termo cânon foi empregado pela primeira vez por Orígenes (185- 254 d. C.). 
Antes de Orígenes, as verdades reconhecidas pela Igreja eram chamadas 
canôn. Diz-se dos livros bíblicos canônicos para diferenciá-los dos 
apócrifos. Por volta do ano 90 d. C., em Jâmnia, perto da atual Jafa, na 
Palestina, os rabinos num concílio sob a presidência de Joanan Bem Zakai,que 
tinha como finalidade a reestruração do judaísmo após a destruição do templo 
de Jerusalém (70 d.C.), reconheceram e fixaram o cânon do Antigo 
Testamento. 
 
Houve muitos debates acerca da aprovação de certos livros. Note-se porém 
que o trabalho desse concílio foi apenas ratificar aquilo que já era aceito 
por todos os judeus através dos séculos. 
 
Jâmnia, após a destruição de Jerusalém no ano 70 d.C. tornou-se sede do 
Sinédrio - o supremo tribunal dos judeus. 
 
O reconhecimento e fixação do cânon do Novo Testamento ocorreu no III 
Concílio de Catargo, no ano 397 d.C. Nessa ocasião os 27 livros que compõem 
o Novo Testamento foram reconhecidos e aceitos como canônicos. No entanto, 
durante esses 400 anos de história da Igreja, os livros e cartas 
eram lidos pelos crentes primitivos em suas reuniões, como referência de fé e 
doutrina. 
 
O Cânon da Escritura 
 
A palavra "cânon" vem do grego "kanon" que significa "régua", fita de medir, 
nível. 
 
O termo foi aplicado originalmente por Irineu ao se referir à Escritura como um 
padrão objetivo pelo qual a verdade seria medida. 
 
Especialmente perante a necessidade de discernimento sobre os inúmeros 
livros que surgiram durante os primeiros séculos do cristianismo. 
 
O "cânon" – o conjunto de livros inspirados - traziam entrão um padrão de 
clareza para rejeitar os livros heréticos, especialmente gnósticos. 
 
 
 
 
 
Professor e Escritor Reverendo Pr. Bruno Gomes. 
 
 
 
Livros Não Aceitos pelo Cânon 
 
Pseudopigráficos: Livros que foram rejeitados por todos. 
A) No Antigo Testamento – Enoque, Ascensão de Moisés, 3 e 4 de Macabeus, 
4 Esdras, Os Testamentos dos 12 Patriarcas e outros... 
B) No Novo Testamento – Atos de Paulo, A Epístola de Barnabé, O Pastor de 
Hermas, o Didaqué 
 
Apócrifos: Literalmente – “difícil de entender” ou “escondido”... livros que 
foram aceitos por alguns. 
Todos no Antigo Testamento – Tobias, Judite, Sabedoria de Salomão, Jesus 
Sirac, Baruque, A Carta de Jeremias, 1 e 2 de Macabeus, A Oração de 
Manasses, 3 Esdras, além de acréscimos aos livros de Ester e Daniel. 
A Igreja Católica Romana sustenta a canonicidade dos Apócrifos desde o 
Concílio de Trento (1546) – realizado como parte da “Contra-Reforma”. 
 
História do Processo do Cânon 
1. Policarpo (110 – 150): Não citou 2 Timóteo, Tito, Filemom, Hebreus, Tiago e 
2 Pedro. 
2. Irineu (130 – 220): Não citou Filemom, Tiago, 2 Pedro e 3 João. 
3. Cânon Muratório (170): Não citou Hebreus, Tiago, 1 e 2 Pedro. 
4. Tertuiano (150 – 220): Não citou Filemom, Tiago, 2 Pedro, 2 e 3 João. 
5. Cânon de Baraccócio (206): Não citou Apocalipse. 
6. Cânon de Anastácio (367): Inclui todos. 
7. Cânon de Hipona (397, 419): Inclui todos. 
 
O texto de que dispomos é confiável? 
Os manuscritos originais do Antigo Testamento e suas primeiras cópias foram 
escritosem pergaminho ou papiro, desde o tempo de Moisés (c. 1450 a.C.) até 
o tempo de Malaquias (400 a.C.). Até a sensacional descoberta dos Rolos do 
Mar Morto em 1947, não possuíamos cópias do Antigo Testamento anteriores a 
895 A.D. 
 A razão de isso acontecer era a veneração quase supersticiosa que os judeus 
tinham pelo texto e que os levava a enterrar as cópias, à medida que ficavam 
gastas demais para uso regular. 
 
Na verdade, os Massoretas (tradicionalistas), que acrescentaram os acentos e 
transcreveram a vocalizaçãoentre 600 e 950 A.D., padronizando em geral o 
texto do Antigo Testamento, engendraram maneiras sutis de preservar a 
exatidão das cópias que faziam. Verificavam cada cópia cuidadosamente, 
contando a letra média de cada página, livro e divisão. Alguém já disse 
que qualquer coisa numerável era numerada. 
Quando os Rolos do Mar Morto ou Manuscritos do Mar Morto foram 
descobertos, trouxeram a lume um texto hebraico datado do segundo século 
a.C. de todos os livros do Antigo Testamento à exceção de Ester. 
Essa descoberta foi extremamente importante, pois forneceu um instrumento 
muito mais antigo para verificarmos a exatidão do Texto Massorético, que se 
provou extremamente exato. 
Outros instrumentos antigos de verificação do texto hebraico incluem a 
Septuaginta (traducão grega preparada em meados do terceiro século a.C.), os 
targuns aramaicos (paráfrases e citações do Antigo Testamento), citações em 
autores cristãos da Antigüidade, a tradução latina de Jerônimo (a Vulgata, c. 
400 A.D.), feita diretamente do texto hebraico corrente em sua época. Todas 
essas fontes nos oferecem dados que asseguram um texto extremamente 
exato do Antigo Testamento. 
Mais de 5.000 manuscritos do Novo Testamento existem ainda hoje, o que o 
torna o mais bem documentado dos escritos antigos. O contraste é 
surpreendente. 
 
Além de existirem muitas cópias do Novo Testamento, muitas delas pertencem 
a uma data bem próxima à dos originais. Há aproximadamente setenta e cinco 
fragmentos de papiro datados desde 135 A. D. até o oitavo século, possuindo 
partes de vinte e cinco dos vinte e sete livros, num total de 40% do texto. As 
muitas centenas de cópias feitas em pergaminho incluem o grande Códice 
Siriatico (quarto século), o Códice Vaticano (também do quarto século) e o 
Códice Alexandrino (quinto século). Além disso, há cerca de 2.000 
ledonários (livretos de uso litúrgico que contêm porções das Escrituras), mais 
de 86.000 citações do Novo Testamento nos escritos dos Pais da Igreja, 
antigas traduções latina, siríaca e egípcia, datadas do terceiro século,.e a 
versão latina de Jerônimo. Todos esses dados, mais o trabalho feito pelos 
estudiosos da paleografia, arqueologia e crítica textual, nos asseguram 
possuirmos um texto exato e fidedigno do Novo Testamento. 
 
A divisão do Texto Bíblico em Capítulos e Versículos 
As versões antigas da Bíblia ou os Manuscritos mais antigos não observavam 
as divisões de Capítulos e Versículos que hoje temos. Tal didática foi 
elaborada a fim de facilitar a citação, o estudo e a pesquisa das Escrituras. 
Stephen Langton, catedrático francês e arcebispo da Cantuária, dividiu a Bíblia 
em Capítulos (1227 d.C.). Séculos mais tarde, com o invento da imprensa, 
Robert Stephanus, impressor parisiense elaborou a divisão dos Capítulos em 
Versículos, tanto no AT como no N.T., a qual vigora até nossos 
dias, e é aceito inclusive pelos estudiosos judeus. 
 
Conclusão 
“Os Livros das Escrituras do Antigo e do Novo Testamento, conforme 
possuímos hoje, tem sido aceitos pela Igreja durante toda a era Cristã como 
aqueles que compreendem a Revelação completa vinda de Deus, e também 
foram escritos pelos autores humanos aos quais são atribuídos” (Teologia 
Elementar, Bancroft). 
 
 
O Livro Mais Valioso do Mundo 
 
O Antigo Testamento é a coleção das escrituras que o povo hebreu foi 
acumulando desde o tempo de Moisés até cerca de quatro séculos antes de 
Cristo. 
 
Foi escrito, como temos hoje, entre 1500 e 400 a.C. Escrito em Língua 
Hebraica – em couro, papiro ou pergaminho. 
 
Sua primeira tradução foi na língua grega, cerca de 300 anos antes de Cristo. 
Essa tradução foi feita por 70 sábios de Alexandria, Egito, onde muitos judeus 
haviam se estabelecido, daí essa tradução chamar-se Septuaginta. 
 
A essa tradução sucederam-se outras em aramaico e latim. 
 
A Língua Aramaica resultou da mistura da língua dos sírios e de outros povos 
que invadiram a Palestina na época do exílio, na Babilônia. 
- Os Judeus quando voltaram, aceitaram a língua e esta tornou-se a língua de 
toda a Palestina, de Jesus e de seus apóstolos. 
 
A mais célebre tradução do Antigo Testamento foi a Vulgata, feita por 
Jerônimo, cerca de 400 anos Depois de Cristo. 
- Esta serviu de base para as principais versões saxônicas, inglesas e 
portuguesas. 
 
O Novo Testamento foi escrito em grego. 
Supõe-se que o primeiro Livro a ser escrito tenha sido a Carta aos 
Tessalonicenses. 
 
A BÍBLIA AO LONGO DOS SÉCULOS 
A Bíblia tem desafiado seus mais ardorosos opositores, que se baseiam em 
raciocínios puramente humanos, visando desacreditá-la. Geralmente, não 
aceitam as descrições sobrenaturais da Bíblia ao ressaltarem que tais 
descrições contrariam a razão (humana). 
Contudo, deve ser destacado que ao invés de contradizer a razão humana, as 
características sobrenaturais da Bíblia estão acima da razão humana. 
Não foi preocupação do Divino Autor explicar como aconteceram os milagres 
bíblicos genuínos, ou mesmo porque foram operados de maneira sobrenatural. 
O que temos para nosso conhecimento as indicações de onde e quando 
aconteceram os fatos bíblicos, relacionando-se com os conhecimentos tratados 
no âmbito das disciplinas seculares Geografia e da História, dentre outras. 
Inclusive, o estudante da Bíblia detém-se ao analisar a exatidão da geografia e 
da história bíblica, confirmando que a Bíblia, por si só, é um grande milagre da 
parte de Deus. 
 
 
AS LÍNGUAS ORIGINAIS DA BÍBLIA 
Em quase sua totalidade, os livros bíblicos foram escritos em hebraico, 
aramaico e grego. 
 
a) O Antigo Testamento - O hebraico é o idioma oficial da nação judaica, 
sendo chamado também de “ língua de Canaã (Is 19.18) e “língua 
judaica ou judaico (2 Rs 18.26-28; Is 36.13). 
b) Como a maior parte das línguas semíticas, o 
hebraico lê-se da direita para a esquerda. Seu alfabeto é composto por 22 
letras, todas consoantes. 
 
Podemos encontrá-lo em algumas partes do Velho Testamento, fazendo 
acróstico de alguns capítulos: Sl 119; Pv 31.10-31 e o 
livro de Lamentações de Jeremias. 
 
Os trechos do Antigo Testamento escritos em aramaico são: Ed 4.8 a 
6.18; 7.12-26; Dn 2.4 a 7.28 e Jr 10.11. O 
aramaico foi o idioma falado em Arã ou Síria e em grande parte da Arábia 
Pétrea. 
 
Essa língua influiu profundamente sobre o hebraico principalmente durante os 
cativeiros de Judá na Babilônia (587 a. C.). A influência do aramaico foi 
tão grande que ao voltar do cativeiro o povo tinha essa língua como vernácula. 
Por isso, quando Esdras leu as Escrituras em público precisou explicá-las ao 
povo, que não mais conheciam bem o hebraico. 
 
No Novo Testamento o aramaico já era bem conhecido, e foi a língua mais 
usada por Jesus e seus discípulos. Jesus conhecia também o hebraico, pois 
leu as Escrituras escritas nessa língua. 
 
c) O Novo Testamento - Foi escrito em grego. Existem dúvidas sobre o 
livro de Mateus, que alguns eruditos dizem ter sido escrito em aramaico. 
d) O grego do Novo Testamento não é a língua erudita, mas uma versão 
popular, chamada de Koiné. 
e) O grego é uma língua muito precisa, e das línguas bíblicas, é a que mais 
se conhece por estar mais próximade nós. Nos tempos bíblicos era uma 
língua de compreensão universal devido à expansão do Império da 
Grécia, sob o domínio de Alexandre (336 a. C.). Nos dias de Jesus,o 
grego era falado adequadamente, e a tradução da Septuaginta (versão 
do hebraico para o grego) era lido constantemente pelos judeus liberais. 
 
f) Por ocasião do 
ministério terreno de Cristo, a língua sagrada dos judeus era o hebraico; a 
falada, o aramaico; a língua oficial, o 
latim; a universal, o grego. 
 
 
A TRADUÇÃO DA BÍBLIA 
A Bíblia está hoje traduzida para quase todas as línguas do mundo, ou seja, 
para todas as línguas mais faladas e alguns dialetos tribais da África e outras 
regiões remotas do planeta. Trata-se do livro conhecido e mais lido do 
mundo. 
 
Vale destacar que Tradução é a simples transposição de uma composição 
literária de uma língua para outra. Por sua 
vez, Versão é uma tradução da língua original (ou com consulta direta a ela) 
para outra língua. 
 
As duas versões universalmente conhecidas são: 
 
A Septuaginta - Versão mais antiga dos originais das Sagradas Escrituras. A 
comunidade judaica que habitava em Alexandria, no Egito, falava 
expressamente o idioma grego, com necessidade de uma versão grega dos 
livros judaicos. 
 
O rei Ptolomeu Filadelfo II (285 246 a.C) sugeriu a Demétrio, seu bibliotecário, 
que os livros fossem traduzidos. 
 
O Sumo Sacerdote Eleazar, para satisfazer o rei Ptolomeu, trouxe de 
Jerusalém 72 tradutores (6 de cada tribo). 
Depois de uma grande recepção, ficaram isolados na ilha de Faros e 
executaram o trabalho em 72 dias. 
A cronologia dessa tradução data do ano 285 a.C. A cópia mais antiga da 
Septuaginta encontra-se na Biblioteca do Vaticano, datada de 325 A.D. 
 
A Vulgata 
Nome oriundo do latim “vulgus”, quer dizer, “popular”, “do povo”. Jerônimo, de 
Belém (324 - 420 a.D), sábio e secretário do bispo de Roma, aos 80 anos, 
traduziu a Bíblia do hebraico para o latim. É a versão oficial da Igreja 
Romana. 
 
 
VERSÕES EM PORTUGUÊS 
Como aconteceu em relação a outros idiomas, a Bíblia não foi inicialmente 
traduzida por inteiro para o português. 
 
Essa tradução aconteceu aos poucos. D. Diniz, rei de Portugal (1279-1375) 
ordenou a tradução da Vulgata uma parte 
do livro de Gênesis. 
 
O rei D. João I (1389-1433) ordenou a tradução dos Evangelhos. Esse mesmo 
Rei traduziu os Salmos. Frei Bernardo traduziu o Evangelho de São Mateus no 
Século XV. Em 1495, a rainha Leonor, esposa de D. 
 
João II mandou publicar o Livro “Vida de Cristo”, uma espécie de harmonia dos 
Evangelhos. Em 1505, a mesma rainha mandou imprimir os Atos e Epístolas 
Universais. 
 
A versão de Almeida 
João Ferreira de Almeida foi ministro do Evangelho da Igreja Reforma 
Holandesa, em Batávia, então capital da ilha de Java, na Oceania. (Batávia é 
agora a cidade de Djakarta, capital da Indonésia). 
 
Java era então domínio holandês, conquistada dos portugueses. Almeida 
traduziu primeiro o Novo Testamento, terminando-o em 1670. Em 1681 seu 
texto foi impresso em Amsterdã, Holanda, isto é, 100 anos antes da primeira 
edição católica da Bíblia - a de Figueiredo, em 1781. Almeida traduziu o Antigo 
Testamento até Ezequiel 48.21, quando faleceu em 1691. 
 
Missionários amigos seus completaram a tradução, entre eles Jacob 
OpdenAkker. Almeida fez sua tradução do grego e hebraico, línguas que 
estudou após abraçar o Evangelho. 
 
Utilizou também as versões holandesa (de 1637) e a espanhola (de Valera, 
1602). 
 
Seu Antigo Testamento foi publicado em 1753, em Amsterdã. 
 
 
A Sociedade Bíblica 
 
Britânica e Estrangeira começou a publicar o Texto Almeida em 1809, 
publicando a Bíblia completa a primeira vez em 1819. 
 
O texto Almeida não era muito bom por ele ter deixado Portugal muito cedo e 
não ter cultura profunda. 
 
O texto de Almeida foi revisado em 1894 e 1925. Em 1951, a Imprensa Bíblica 
Brasileira (organização batista independente) publicou a Edição Revista 
Corrigida”, abreviadamente ARC. 
 
Uma comissão de especialistas brasileiros, trabalhando de 1945 a 1955 
apresentou ultimamente a “Edição Revista 
Atualizada de Almeida (ARA). 
 
Trata-se de uma obra com melhor linguagem e melhor tradução. O Novo 
Testamento foi publicado em 1951 e o Antigo Testamento em 1958. A 
publicação foi feita pela Sociedade Bíblica do Brasil. 
 
A Comição foi composta de 30 elementos capacitados, membros de diversas 
denominações evangélicas. Hoje existe uma comissão permanente de revisão 
acompanhando os progressos da crítica textual. 
 
A Versão de Figueiredo 
O padre Antônio Pereira de Figueiredo, português, levou 17 anos para fazer a 
tradução da Bíblia para o português, publicando o Novo Testamento em 1781 e 
o Antigo Testamento em 1790. É uma tradução da Vulgata. 
 
A Tradução Brasileira 
Começou em 1904, por uma comissão de tradutores. Publicou o Novo 
Testamento em 1910 e o Antigo Testamento em 1917. Trata-se de uma 
tradução muito fiel aos originais, mas tornou-se de compreensão difícil porque 
traduz as palavras do ponto de vista literal e não à base da equivalência 
dinâmica, como nas outras traduções. 
 
A Versão de Rohden 
Feita pelo padre brasileiro, de Santa Catarina, consta apenas do Novo 
Testamento. Foi publicada em 1935. 
 
 
 
 
4.3.5 A Versão de Matos Soares 
Também feita por padre brasileiro, a partir da Vulgata. A obra foi concluída em 
1932 e publicada em 1946. É a Bíblia popular do católicos brasileiros. A versão 
não é muito fiel, estando cheia de tendenciosidades e preconceitos. 
O Vaticano foi conivente com essas falhas, conforme uma carta de 1932. 
 
ALGUMAS OBSERVAÇÕES E CURIOSIDADES SOBRE O TEXTO 
BÍBLICO 
 
As palavras em itálico 
Algumas traduções usam palavras em itálico (letras inclinadas para a direita) 
para completar o sentido do texto, como a ARC. 
Essas palavras não constam do original. 
 
O uso da margem 
Algumas Bíblias trazem nas suas margens determinados trechos da tradução 
literal do hebraico ou do grego. 
 
São notas úteis para elucidar pontos confusos. 
 
Datas impressas no textos 
A impressão de datas no texto bíblico é um terreno movediço, pois as datações 
vem sendo muito questionada ultimamente. Apesar disso, algumas Bíblias 
trazem datações de acordo com a “cronologia aceita. Os métodos 
modernos de arqueologia e datações estão colocando em dúvida grande parte 
dessa cronologia, principalmente em relação aos primeiros milênios bíblicos. 
 
O sumário dos capítulos 
São separados pelos editores, nada tendo a ver com a inspiração e o texto 
original. Faz-se exceção às frases introdutórias de alguns salmos, como o 4 a 
9, 22, 32, 45, 46, 53, 56 etc. 
 
Há casos em que os sumários atrapalham, como a parábola dos Dez Talentos, 
que não são dez e a Parábola do rico e Lázaro, que não é parábola. 
 
A divisão do texto bíblico em capítulos e versículos 
 
Não faz parte do texto original. As Bíblias mais antigas não eram originalmente 
divididas em capítulos e versículos. 
 
Essas divisões foram feitas para facilitar o seu estudo. Por volta de 1228, 
StephemL angton (professor da Universidade de Paris e, posteriormente, 
arcebispo de Canterbury), dividiu a Bíblia em capítulos, assim como o 
Cardeal Hugo de Saint Cher, abade dominicano, também fez em 1250. 
Os versículos no Antigo Testamento apareceram publicados pela primeira vez 
em 1445, pelo Rabi Natham. 
Robert Stevens, impressor de Paris, acrescentou a divisão em versículo do 
Novo Testamento em 1551. E em 1555, Stevens 
publicou a primeira Bíblia (Vulgata) dividida em capítulos e versículos. 
Na Bíblia Almeida Revisada e Corrigida o Antigo Testamento tem 929 capítulos 
e 23.214 versículos. No Novo Testamento há 260 capítulos e 7.959 versículos. 
Toda a Bíblia tem 1.189 capítulos e 7.959 versículos. 
Em alguns casos, a divisão em capítulos e versículos quebra o sentido do 
texto, como por exemplo: Is 53, que deveria começar em 52.13; Jo 8, que 
deveria começar em 7.53. Em relação aos versículos, acontece o mesmo, por 
exemplo, Ef 1.5 deveriacomeçar com as duas últimas palavras de 1.4; 1 Co 
2.9,10 deveria ser um só versículo. 
 
A divisão do texto em parágrafos 
A divisão do texto em parágrafo ajuda a entender o desenvolvimento das idéias 
registradas. A versão ARA destaca em negrito o início dos parágrafos. 
 
Aprendendo a ler e a escrever referências bíblicas 
O método mais prático e eficiente para escrever referências bíblicas é o 
utilizado pela Sociedade Bíblica do Brasil: 
duas letras, sem ponto, para cada livro da Bíblia. Entre o capítulo e o versículo 
põe-se apenas um ponto. 
 
Exemplos: 
a) 1 Jo 2.4 (Primeira João capítulo dois, versículo quatro). 
b) Jó 2.4 (Jó capítulo dois, versículo quatro). 
c) Jn 3.2 (Jonas capítulo três, versículo dois). 
d) Fp 2.5 (Filipenses capítulo dois, versículo cinco). 
e) Fm v. 6 (Filemon, versículo seis). 
Os livros de Samuel, Reis e Crônicas do Antigo Testamento, são 
pronunciados como: Primeiro ou Segundo, pois 
referem-se a livros (1 Sm: Primeiro Samuel). 
 
Já no Novo Testamento temos Coríntios, Tessalonicenses, Timóteo, 
Pedro e João, que são pronunciados como Primeira, ou Segunda ou Terceira, 
pois refere-se à carta ou epístola (1 Tm: 
Primeira Timóteo; 3 Jo: Terceira João). 
 
Diferença entre texto, contexto, referência e inferência 
 
a) Texto: são as palavras contidas numa passagem bíblica. 
b) Contexto: são as palavras que ficam antes e depois do texto lido. Pode ser 
um versículo, um capítulo ou um livro inteiro. 
c) Referência: é a conexão direta sobre determinado assunto. Além de indicar o 
livro, capítulo e versículo, a referência pode levar outras indicações como: “a” 
indicando a parte inicial do versículo (Rm 11.17a); “b” indicando a parte final do 
versículo (Rm 11.16b); “ss” indicando os versículos que se seguem até o fim ou 
não do capítulo (Rm 11.17ss); “qv” significa que veja. Recomendação para ler o 
texto indicado; “cf” - significa compare, confirme; “i.e” significando isto é; “e.g.” 
significa por exemplo (vem do latim exempli gratia). 
 Reverendo Pastor Bruno Gomes . 
 
 
Algumas particularidades sobre a Bíblia 
 
a) O livro de Ester e Cantares de Salomão não mencionam o nome de Deus, 
porém a presença divina é inegável 
nesses livros, especialmente nos episódios milagrosos de Ester. 
 
b) Há na Bíblia 8 mil menções ao nome de Deus entre seus vários nomes, e 
177 menções acerca do diabo, sob seus 
vários nomes. 
 
c) A vinda do Senhor Jesus é referida 1.845 vezes, sendo 1.527 no Antigo 
Testamento e 318 no Novo Testamento. 
 
d) O “capítulo” menor da Bíblia é o Sl 117, o maior é o Sl 119. Não se 
pronuncia Salmos capítulo 10, por exemplo. 
Por se tratar de um salmo, ou hino, a pronúncia deve ser: Salmo um ou 
primeiro (Sl 1), Salmos dois ou segundo (Sl 
 
2), e assim sucessivamente. Os versículos são ditos normalmente. 
e) 2 Rs e Is 37 são dois capítulos iguais. 
f) O maior versículo da Bíblia é Et 8.9. 
g) O maior livro é o de Salmos e o menor é 2 João. 
h) No Sl 107 há 4 versículos iguais que são: 8, 15, 21, 31. 
i) Os números 3 e 7 predominam em toda a Bíblia. 
j) A expressão “ não temas” ocorre 366 vezes, o que dá uma para cada dia do 
ano. 
 
l) Segundo alguns eruditos, na Bíblia foram encontradas 3.568.483 letras e 
cerca de 773.693 palavras. 
m) O Sl 136 termina todos os versículos com a expressão “para sempre”. 
n) O capítulo 3 de Lm tem 66 versículos levando cada 3 deles a mesma letra 
do alfabeto hebraico, o qual tem 22 
letras. 
 
o) A Bíblia foi o primeiro livro impresso no mundo. Isto se deu em 1492, em 
Manz, na Alemanha, após a invenção do prelo. 
 
A Bíblia tem, no Antigo Testamento, 929 capítulos e 23.214 versículos. No 
Novo Testamento há 260 capítulos e 7.959 versículos. Toda a Bíblia tem 1.189 
capítulos e 31.173 versículos. 
 
Os chamados livros apócrifos foram acrescentados à Bíblia pela Igreja 
Católica em 8 de abril de 1546 no Concílio de Trento (1545-1563). 
 
Tratase do livro de Tobias, Judite, Sabedoria de Salomão, Eclesiástico, 
Barucque, A Epístola de Jeremias, 1 e 2 Macabeus e acréscimos feitos 
a Ester e a Daniel. Wayne Grudem alista 4 fatos que comprovam que 
você não pode aceitá-los como Palavra de Deus: 
1. Eles não atribuem a si inspiração divina; 
2. Não foram considerados Palavra de Deus pelo povo judeu; 
3. Não foram considerados como Escritura por Jesus nem pelos 
escritores do Novo Testamento; 
4. Contêm ensinos incoerentes com o restante da Bíblia. 
 
Erros, absurdos, comprovam que não são divinos: 
1. Judite e Tobias - contêm erros históricos, cronológicos e geográficos; 
2. Sabedoria de Salomão - ensina a criação do mundo a par tir de 
matéria preexistente (11.17); 
3. Eclesiástico - ensina que esmolas traz em a expiação do pecado 
(3.14-15); 
4. Baruc - diz que Deus ouve as orações dos mortos (3.4); 
5. I Macabeus - contém erros históricos e geográficos; 
6. II Macabeus - em 1538-39 o escritor pede desculpas pelos erros. 
Como poderiam ser livros inspirados se contêm erros e foram escritos 
em grego, uma vez que o Antigo Testamento está emhebraico e 
aramaico? Prova que estes livros foram escritos após o AT. 
7. Judite - foi escrito em grego e situa a história na Babilônia de 626 a 
668 a.C. Analise: “Mas, como poderia ser verdade, se neste momento 
nem há notícia da propagação dos gregos?”. 
A Bíblia responde: 
"Examinais as Escrituras, porque vós julgais ter nelas a vida eterna, e 
são elas que de mim testificam" (Jo 5.39). 
Jesus ensinou a infalibilidade da Bíblia ao dizer: 
"A Escritura não pode falhar" (Jo 10.35). 
"Nada acrescentareis à palavra que vos mando, nem diminuireis dela, 
paraque guardeis os mandamentos do Senhor vosso Deus, que eu vos 
mando" (Dt 4.2). 
"Eu testifico a todo aquele que ouve as palavras da profecia deste livro, : 
Se alguém lhes fizer qualquer acréscimo, Deus lhe acrescentará os 
flagelos escritos neste livro; e se alguém tirar qualquercoisa das 
palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte da árvore da 
vida, da cidade santa e das coisas que se acham escritas neste livro" 
(Ap 22.18-19). 
 
 
Livros apócrifos 
 
Os Livros apócrifos (grego: απόκρσφος; latim: apócryphus; português: 
oculto[1]), também conhecidos como Livros Pseudocanônicos, são os 
livros escritos por comunidades cristãs e pré-cristãs (ou seja, há livros 
apócrifos do Antigo Testamento) nos quais os pastores e a primeira 
comunidade cristã não reconheceram a Pessoa e os ensinamentos de 
Jesus Cristo por serem escritos após o I século e, portanto, não foram 
incluídos no cânon bíblico. 
 
O termo "apócrifo" foi criado por Jerônimo, no quinto século, para 
designar basicamente antigos documentos judaicos escritos no 
período entre o último livro das escrituras judaicas, Malaquias e a vinda 
de Jesus Cristo. São livros que, segundo a religião em questão, não 
foram inspirados por Deus e que não fazem parte de nenhum cânon. 
São também considerados apócrifos os livros que não fazem parte do 
cânon da religião que se professa. 
 
A consideração de um livro como apócrifo varia de acordo com a 
religião.[2] Por exemplo, alguns livros considerados canônicos pelos 
católicos são considerados apócrifos pelos judeus e pelos evangélicos 
(protestantes). Alguns destes livros são os inclusos na Septuaginta por 
razões históricas ou religiosas. 
 
 A terminologia teológica católica romana/ortodoxa para os mesmos é 
deuterocanônicos, isto é, os livros que foram reconhecidos como canônicos em 
um segundo momento (do grego, deutero significando "outro").[4] Destes fazem 
parte os livros de Tobias, Judite, I e II Macabeus, Sabedoria de Salomão, 
Eclesiástico (também chamado Sirácide ou Ben Sirá), Baruc (ou Baruque) e 
também as adições em Ester e em Daniel - nomeadamente os episódios da 
História de Susana e de Bel e o dragão. 
 
Os apócrifos são cartas, coletâneas de frases, narrativas da criação eprofecias apocalípticas. Além dos que abordam a vida de Jesus ou de 
seus seguidores, cerca de 50 outros contêm narrativas ligadas ao 
Antigo Testamento 
 
Católicos 
 
Para alguns teólogos e historiadores, os textos apócrifos, datam de 
muito tempo após a vida de Jesus, sendo alguns deles escritos mais de 
200 anos após a morte e ressurreição, não podendo ser considerados 
fidedignos, ou seja, nem tudo o que neles fora escrito narra com 
precisão a verdade. 
 
Os livros apócrifos foram retirados do cânon cristão por mostrarem um 
Cristo diferenciado dos evangelhos e teologias escolhidos, mostrandoo 
exclusivamente como Deus sem as limitações e sentimentos 
humanos, o que tornaria a passagem pela morte algo fácil, diminuindo 
assim, o tamanho do sacrifício realizado pelo salvador; em outros, 
entretanto, a imagem de Cristo é excessivamente mundana e está em 
desacordo com a imagem passada pelos quatro evangelhos oficiais. 
Muitos textos seculares citam os textos apócrifos, como por exemplo o 
livro e filme "O código da vinci", que utiliza fatos encontrados nestes 
livros, para melhorar a trama do livro, visto que são muito poucos os 
que conhecem, mesmo que parcialmente. 
 
Cristianismo ocidental 
 
No cristianismo ocidental atual existem vários livros considerados 
apócrifos; nos sínodos realizados ao longo da história esses livros 
foram banidos do cânon (Livros Sagrados), outros obtiveram uma 
reconsideração e retornaram à condição de Sagrados (Canônicos). 
Como exemplo de canonicidade temos a Bíblia (reunião de vários 
livros). 
 
Os livros Apócrifos são muito estudados atualmente pelos teólogos, 
porque a sua narrativa ajuda a revelar fatos e curiosidades a respeito 
dos primórdios do cristianismo. 
 
 
O número dos livros apócrifos é maior que o da Bíblia canônica. É 
possível contabilizar 113 deles, 52 em relação ao Antigo Testamento e 
61 em relação ao Novo.[6] A tradição conservou outras listas dos livros 
apócrifos, nas quais constam um número maior ou menor de livros. A 
seguir, alguns desses escritos segundo suas categorias. 
 
Os chamados livros apócrifos foram acrescentados à Bíblia pela Igreja 
Católica em 8 de abril de 1546 no Concílio de Trento (1545-1563). Tratase 
do livro de Tobias, Judite, Sabedoria de Salomão, Eclesiástico, 
Barucque, A Epístola de Jeremias, 1 e 2 Macabeus e acréscimos feitos 
a Ester e a Daniel. Wayne Grudem alista 4 fatos que comprovam que 
você não pode aceitá-los como Palavra de Deus: 
1. Eles não atribuem a si inspiração divina; 
2. Não foram considerados Palavra de Deus pelo povo judeu; 
3. Não foram considerados como Escritura por Jesus nem pelos 
escritores do Novo Testamento; 
4. Contêm ensinos incoerentes com o restante da Bíblia. 
Erros, absurdos, comprovam que não são divinos:A diferença do cânon e não 
cânon 
 
A diferença entre canônico e não-canônicos 
 
A diferença essencial entre escritos canônicos e não-canônicos é que 
aqueles são normativos (tem autoridade), ao passo que estes não são 
autorizados. Os livros inspirados exercem autoridade sobre os crentes; 
os não inspirados poderão ter algum valor devocional ou para 
edificação espiritual, mas jamais devem ser usados para definir ou 
delimitar doutrinas. Os livros canônicos fornecem o critério para a 
descoberta da verdade, mediante o qual todos os demais livros (não 
canônicos) devem ser avaliados e julgados. 
A Bíblia é a palavra de Deus, pois sua composição foi inspirada 
totalmente por Deus. 
A Bíblia contém a palavra de Deus, pois nem tudo o que está escrito é 
propriamente a palavra de Deus (Mt 4:3,6,9). 
 
 
Aceitação do canon 
A questão sobre quais livros pertencem à Bíblia é chamada questão 
canônica. A palavra cânon significa régua, vara de medir, regra, e, em 
relação à Bíblia, refere-se à coleção de livros que passaram pelo teste 
de autenticidade e autoridade; significa ainda que esses livros são 
nossa regra de vida. Essa palavra foi usada no Novo Testamento em 
Gálatas 6:16. Mas, como foi formada esta coleção? 
 
Os testes de Canonicidade 
Em primeiro lugar é importante lembrarmos que os livros já eram 
canônicos antes de qualquer teste lhes serem aplicado. Isto é como 
dizer que alguns alunos são inteligentes antes mesmo de se lhes 
ministrar uma prova. Os testes apenas provam aquilo que 
intrinsecamente já existe. Do mesmo modo, nem a Igreja nem os 
concílios eclesiásticos jamais concederam canonicidade ou autoridade 
a qualquer livro; o livro era autêntico ou não no momento em que foi 
escrito. A igreja e seus concílios reconheceram certos livros como 
Palavra de Deus e, com o passar do tempo, aqueles assim 
reconhecidos foram colecionados para formar o que hoje chamamos 
Bíblia. 
 
Que testes a Igreja aplicou? 
1. Havia o teste da autoridade do escritor. Em relação ao Antigo 
Testamento, isto significava a autoridade do legislador, ou do profeta, 
ou do líder em Israel. No caso do Novo Testamento, o livro deveria ter 
sido escrito ou influenciado por um apóstolo para ser reconhecido. Em 
outras palavras, deveria ter a assinatura ou a aprovação de um 
apóstolo. Pedro, por exemplo, apoiou a Marcos, e, Paulo a Lucas. 
 
Os próprios livros deveriam dar alguma prova intrínseca de seu 
caráter peculiar, inspirado e autorizado por Deus. Estes não poderiam 
entrar em contradição com qualquer outra parte das Escrituras já 
reconhecidas. Seu conteúdo também deveria se demonstrar ao leitor 
como algo diferente de qualquer outro livro por comunicar a revelação 
de Deus. 
A formação do Cânon 
O cânon da Escritura estava-se formando, é claro, à medida que cada 
livro era escrito, e completou-se quando o último livro foi terminado. Quando 
falamos da "formação" do cânon estamos realmente falando do 
reconhecimento dos livros canônicos pela Igreja. Esse processo levou 
algum tempo. 
Alguns afirmam que todos os livros do Antigo Testamento já haviam 
sido colecionados e reconhecidos por Esdras, no quinto século a.C. 
O primeiro concílio eclesiástico a reconhecer todos os 27 livros do 
Novo Testamento foi o Concílio de Cartago, em 397 A.D. Alguns livros 
do Novo Testamento, individualmente, já haviam sido reconhecidos 
como canônicos muito antes disso (2 Pe 3:16; 1 Tm 5:18) e a maioria 
deles foi aceita como canônica no século posterior ao dos apóstolos 
(Hebreus,Tiago, 2 Pedro, 2 e 3 João e Judas foram debatidos por algum 
tempo). A seleção do cânon foi um processo que continuou até que 
cada livro provasse o seu valor, passando pelos testes de canonicidade. 
A Septuaginta (versão grega do Antigo Testamento produzida entre o 
terceiro e o segundo séculos a.C.) incluiu os apócrifos com o Antigo 
Testamento canônico. Jerônimo (c. 340-420 A.D.), ao traduzir a Vulgata, 
distinguiu entre os livros canônicos e os eclesiásticos (que eram os 
apócrifos), e essa distinção acabou por conceder-lhes uma condição de 
canonicidade secundária. O Concílio de Trento (1548) reconheceu-os 
como canônicos, embora os Reformadores tenham rejeitado tal 
decreto. Em algumas versões protestantes dos séculos XVI e XVII, os 
apócrifos foram colocados à parte. 
 
Canon bíblico 
O veredicto das igrejas quanto à natureza canônica dos livros era 
importante. Na verdade houve uma surpreendente unanimidade entre 
as primeiras igrejas quanto aos livros que mereciam lugar entre os 
inspirados. Embora seja fato que alguns livros bíblicos tenham sido 
recusados ou questionados por uma minoria, nenhum livro cuja 
autenticidade foi questionada por número grande de igrejas veio a ser 
aceito posteriormente como parte do cânon. 
 
 
 Reverendo Pastor Bruno Gomes. 
 
 Estude a Bíblia ! 
 
LIVROS APÓCRIFOS 
Além dos livros canônicos, existem os chamados "livros deuterocanônicos", ou 
seja, os livros do "segundo cânon", 
que foi o cânon aprovado pela Igreja Romana no Concílio de Trento (1545-
1563),até hoje seguido pelos católicos. 
Nas Bíblias de edição católico-romana o total de livros é de 73, tendo a mais 7 
livros apócrifos, além de quatro acréscimos ou apêndices a livros canônicos, 
num total de 11 escritos apócrifos. 
 
Existem 14 escritos apócrifos, sendo 10 livros e 4 acréscimos. 
 
a) Os sete livros apócrifos constantes na edição católico romana são: Tobias 
(depois de Esdras); Judite (depois de Tobias); Sabedoria de Salomão (depois 
de Cantares); Eclesiasiáticos (depois de Sabedoria); Baruque (depois de 
Jeremias); I e II Macabeus. 
 
 b) Os quatro acréscimos a livros canônicos são: Ester (10.4 - 16.24); Cântico 
dos Três Santos Filhos (Daniel 3.24-90); História de Suzana (Daniel 13); Bel e 
o Dragão (Daniel 14). 
 
c) Os demais apócrifos, ainda aceitos pela Igreja Ortodoxa Grega são: III e IV 
Esdras e A Oração de Manassés. 
 
São assim chamados porque na Bíblia católico-romana os livros de Esdras e 
Neemias são chamados de I e II Esdras. 
 
A aprovação dos apócrifos pela Igreja Católica, em 18 de abril de 1546, foi uma 
tentativa de combater a Reforma 
Protestante, recente na época. 
 
Os protestantes combatiam violentamente as novas doutrinas romanistas do 
Purgatório, Oração pelos Mortos, Salvação mediante Obras, dentre outras. Os 
romanistas viam nos apócrifos base para tais doutrinas, e apelaram para eles. 
 
 
 
OS LIVROS APÓCRIFOS 
 
Os Apócrifos: É esta a denominação que comumente se dá aos 14 livros 
contidos em algumas Bíblias, entre os dois Testamentos. 
 
Originaram-se do terceiro ao primeiro século AC. a maioria dos quais de autor 
incerto, e foram adicionados a Septuaginta, tradu-ção grega do Velho 
Testamento, feita naquele período. 
Não fo-ram escritos no hebraico do Velho Testamento. Foram produzi-dos 
depois de haver cessado as profecias, oráculos e a revelação direta do Velho 
Testamento, Josefo rejeitou-os totalmente. 
 
Nun-ca foram reconhecidos pelos judeus como parte das Escrituras hebraicas. 
Nunca foram citadas por Jesus, nem por ninguém mais no Novo Testamento. 
Não foram reconhecidos pela Igreja Primitiva como de autoridade canônica, 
nem de inspiração divi-na. 
Quando se traduziu a Bíblia para o latim, no segundo século A.D. seu Velho 
Testamento foi traduzido, não o Velho Testamen-to hebraico, mas da versão 
grega da Septuaginta do Velho Tes-tamento. 
Da Septuaginta esses livros apócrifos foram levados pa-ra a tradução latina; e 
daí para a Vulgata, que veio a ser a versão comumente usada na Europa 
Ocidental até o tempo da Reform 
Os protestantes baseando seu movimento na autoridade divina da Palavra de 
Deus, rejeitaram logo esses livros apócrifos como não fazendo parte dessa 
Palavra, assim como a Igreja Primitiva e os hebreus antigos fizeram. A Igreja 
romana, entretanto, no Con-cílio de Trento em 1546 A.D. realizado para deter o 
movimento protestante, declarou canônicos tais livros, que ainda figuram na 
versão de Matos Soares, etc... (Bíblia Católica Romana). 
 
O VALOR DOS APÓCRIFOS 
 
Não podemos dizer que esses livros não têm nenhum valor, pois não seria 
verdade. Tem valor, mas não como as Escrituras. São li-vros de grande 
Antiguidade e valor real. Do mesmo modo que os manuscritos do Mar Morto 
são monumentos a atividade literária dos judeus, estes também são. Em parte, 
preenchem a lacuna histórica entre Malaquias e Mateus, e ilustram a situação 
religio-sa do povo de Deus naquela época. 
 
POR QUE OS APÓCRIFOS NÃO FORAM ACEITOS NO CÂNON DO VELHO 
TESTAMENTO? 
1) Nenhum dos livros foi encontrado dentro do cânon hebraico. 
 
Um estudo da história do Cânon dos judeus da Palestina reve-la uma ausência 
completa de referências aos livros apócrifos. Josefo, diz que os profetas 
escreveram desde os dias de Moi-sés até Artaxerxes, também diz: ...é verdade 
que a nossa his-tória tem sido escrita desde Artaxerxes, não foi tão estimada 
como autoritativa como a anterior dos nossos pais, porque não houve uma 
sucessão de profetas desde aquela época. O Talmude, fala assim: "Depois 
dos últimos profetas, Ageu, Za-carias e Malaquias, o Espírito Santo deixou 
Israel". Não cons-tam no texto dos massoretas (copistas judeus da maior fideli-
dade) entregar tudo o que consideravam canônico nas Escri-turas do Velho 
Testamento. Nem tão pouco parece ter havido 
"Targuns" (paráfrases ou comentários judaicos da antigüida-de) ligado a eles. 
Para os judeus, os livros considerados "inspi-rados" são os 39 que hoje 
conhecemos como Velho Testa-mento. Eles os possuem numa ordem diferente 
da nossa por causa da forma pela qual dividem os livros. 
 
2) Todos estes livros foram escritos depois da época quando a profecia 
cessou em Israel, e não declaram ser mensagem de Deus ao homem. 
 
Fora dois deles, Eclesiástico e Baruque, os livros são anôni-mos, e no caso 
de Eclesiástico, o autor não se diz profeta, nem asseverou que escreveu sob a 
inspiração de Deus. O livro de Baruque que se diz ser escrito pelo secretário de 
Jeremias, não pode ser aceito como genuíno, pois contradiz o relato bí-blico. 
Os livros de Macabeusnão tem nenhuma pretensão para au-toria profética. 
Mas registra detalhes sobre as guerras de in-dependência em 165 A.C. quando 
os cinco irmãos macabeus lutaram contra os exércitos da Síria. I Macabeus é 
geralmente considerado como de maior valor histórico do que o II. 
 
3) O nível moral de muitos destes livros é bastante baixo. 
 
São cheios de erros históricos e cronológicos, por exemplo, Baruque1.1, diz 
que ele está na Babilônia, enquanto Jeremias 43.6, diz que ele está no Egito. 
Baruque diz que os utensílios do templo foram devolvidos da Babilônia, 
enquanto Esdras e Neemias revelam o contrário. Baruque cita uma data errada 
para Beltesazar e diz que o cativeiro era de sete gerações (Ba-ruque 6.3), o 
que contradiz as profecias de Jeremias e o cum-primento de Esdras. Tobias e 
Judite estão cheios de erros ge-ográficos, cronológicos e históricos. Tobias 
1.4,5 contradiz 14.11. Mentiras, assassinatos e decepções são apoiados. Judi- 
"Targuns" (paráfrases ou comentários judaicos da antigüida-de) ligado a eles. 
Para os judeus, os livros considerados "inspi-rados" são os 39 que hoje 
conhecemos como Velho Testa-mento. Eles os possuem numa ordem diferente 
da nossa por causa da forma pela qual dividem os livros. 
 
 
2) Todos estes livros foram escritos depois da época quando a profecia 
cessou em Israel, e não declaram ser mensagem de Deus ao homem. 
 
Fora dois deles, Eclesiástico e Baruque, os livros são anôni-mos, e no caso 
de Eclesiástico, o autor não se diz profeta, nem asseverou que escreveu sob a 
inspiração de Deus. O livro de Baruque que se diz ser escrito pelo secretário de 
Jeremias, não pode ser aceito como genuíno, pois contradiz o relato bí-blico. 
Os livros de Macabeusnão tem nenhuma pretensão para au-toria profética. 
Mas registra detalhes sobre as guerras de in-dependência em 165 A.C. quando 
os cinco irmãos macabeus lutaram contra os exércitos da Síria. I Macabeus é 
geralmente considerado como de maior valor histórico do que o II. 
 
3) O nível moral de muitos destes livros é bastante baixo. 
 
São cheios de erros históricos e cronológicos, por exemplo, Baruque1.1, diz 
que ele está na Babilônia, enquanto Jeremias 43.6, diz que ele está no Egito. 
Baruque diz que os utensílios do templo foram devolvidos da Babilônia, 
enquanto Esdras e Neemias revelam o contrário. Baruque cita uma data errada 
para Beltesazar e diz que o cativeiro era de sete gerações (Ba-ruque 6.3), o 
que contradiz as profecias de Jeremias e o cum-primento de Esdras. Tobias e 
Judite estão cheios de erros ge-ográficos, cronológicos e históricos. Tobias 
1.4,5 contradiz 14.11. Mentiras, assassinatos e decepções são apoiados. Judi- 
 
30 ou 40 páginas de couro sobrando no livro? Naturalmen-te encheria com 
conteúdo devocional. A tendência seria de misturar livros bonscom os 
canônicos até o ponto que os nãos canônicos fossem aceitos como canônicos. 
e) Os livros não canônicos não foram recebidos durante os primeiros quatro (4) 
séculos. Melito, o bispo de Sardis em 170 D.C., visitou a Judéia para verificar o 
número certo de livros do Velho Testamento. A lista que ele fornece, inclui os 
livros canônicos do Velho Testamento, menos Ester (porque não reconheceu 
entre os apócrifos) e não incluiu os apócrifos. 
ORÍGENES, o erudito do Egito, com uma grande biblio-teca, incluiu os 39 livros 
do Velho Testamento, mas se-guindo a lista ele fala: "Fora destes temos os 
livros dos Macabeus". Outros pais da Igreja, como Atanásio, Gre-góriode 
Nazianzus de Capadócia, Rufinusda Itália e Je-rônimo, nos deixaram com 
uma lista que concorda com o cânon hebraico. 
JERÔNIMO, que fez a Vulgata, não quis incluir os livros apócrifos por não 
considerá-los inspirados, porém, os fez por obrigação do bispo, não por 
convicção, mesmo assim só traduziu Judite e Tobias, os outros apócrifos foram 
tirados diretamente dos versos latinos anterio-res. Parece que a única figura da 
antiguidade a favor dos apócrifos era Agostinho, e dois Concílios que ele 
mesmo dominou (393 e 397). Porém, outros escritos dele (A cidade de Deus) 
parecem revelar uma distinção entre os livros canônicos e os apócrifos (17.24; 
18.36,38,42-45). 
 
GREGÓRIO, O GRANDE, papa em 600 D.C., citando I Macabeus falou que 
não era um livro canônico, e o car- dealXimenis no seu poligloto afirma que os 
livros apó-crifos dentro de seu livro, não faziam parte do cânon. 
 
Os livros apócrifos não foram aceitos como canônicos até 1546 quando o 
concílio de Trento decretou: "Este Sínodo recebe e venera todos os livros do 
Velho e Novo Testamentos, desde que Deus ‚ o autor dos dois, tam-bém as 
tradições e aquilo que pertence a fé e morais, como sendo ditados pela boca 
de Cristo, ou pelo Espíri-to Santo". 
A lista dos livros que segue inclui os apócrifos e conclui dizendo: "Se alguém 
não receber como Sagra-dos e canônicos estes livros em todas as partes, 
como foram lidos na Igreja Católica, e como estão na Vulgata Latina, e que 
conscientemente e propositadamente con-trariar as tradições já mencionadas, 
que ele seja aná-tema". 
 
Para nós o fator decisivo é que Cristo e seus discípulos não os reco-nheceram 
como canônicos, pois não foram citados por Cristo nem os outros escritores do 
Novo Testamento! 
Mais de três quartos da Bíblia correspondem ao Velho Testamento. 
O Velho Testamento dedica-se ao trato de Deus com a nação escolhida. 
Temos no Velho Testamento a história Sagrada, mediante a qual Deus se 
revela ao homem. 
Apesar de Israel ser o povo escolhido, Deus não se revela apenas como o 
Deus dos judeus, mas igualmente o governante supremo de todos os povos e 
de todos os lugares. 
Deus elegeu o povo Hebreu com três finalidades: 
Ser depositário da Sua Palavra; 
Ser a testemunha do único Deus verdadeiro perante as nações, e; 
Ser o meio pelo qual viesse o Redentor. 
 
A ESCRITA 
Cria-se que a escrita fora desconhecida nos primórdios da história, porém, a pá 
dos arqueólogos vem-nos revelar que registros escritos de importantes 
acontecimentos foram feitos desde a alvorada da his-tória. 
 
 
1. ESCRITOS ANTEDILUVIANOS 
Há uma tradição entre os árabes e judeus de que Enoque foi o in-ventor da 
escrita. A arqueologia revelou que um antigo rei babilô-nico gostava de ler os 
escritos da época do dilúvio. Assurbanipal, fundador da grande biblioteca de 
Nínive, referiu-se a inscrições de antes do Dilúvio. 
O Dr.Langdon, encontrou em QUIS, uma placa pictográfica com inscrições pré-
diluviana. 
O Dr.Woolley, achou em UR, sinetes de origem antediluviana com 
escritos primitivos, representando o nome de uma pessoa e iden-tificando uma 
propriedade, etc. 
 
 
O DESENVOLVIMENTO DA ESCRITA 
 
ESCRITA PICTOGRÁFICA 
Eram marcas, sinais e figuras que foram usadas para registrar ideias, palavras 
e combinações de palavras. Provavelmente, Deus tenha sido o primeiro a usar 
a "escrita pictográfica", ao deixar um sinal em Caim (Gn 4.15). 
 
ESCRITA CUNEIFORME 
Eram marcas ou sinais que representavam partes de palavras ou sílabas. 
Havia mais de 500 marcas diferentes que formavam aproximadamente 30.000 
combinações. 
 
ESCRITA ALFABÉTICA 
Foi o grande avanço da escrita, onde as marcas passaram a re-presentar parte 
de sílabas ou letras, na qual, com 26 marcas di-ferentes podia-se expressar 
todas as diferentes palavras do sis-tema cuneiforme. A escrita alfabética 
começou antes de 1.500 a.C. O mais primitivo escrito alfabético foi encontrado 
na regi-ão onde Moisés passou 40 anos. A inscrição data de alguns anos antes 
de Moisés. 
 
LIVROS PRÉ-ABRAAMICOS 
Os centros de população mais antigos, após o dilúvio, ficavam na Babilônia, 
Quis, Ereque, Lagás, Acade, Ur, Eridu, Nípur, Larsa e Fa-rá. Nas ruínas destas 
cidades, as escavações arqueológicas encon-traram milhares de livros, escritos 
em pedras ou placas de barro antes da época de Abraão. Os cinco mais 
famosos estão relacio-nados abaixo. 
 
PLACA DE FUNDAÇÃO DE ANIPADA 
É uma placa de mármore contendo a seguinte inscrição: "Ani-pada, rei de Ur, 
filho de Messanipada, construiu este (templo) para sua senhora Nin-Kharsag 
(deusa-mãe)". 
 
RETRATO DA FAMÍLIA UR-NINA 
É uma placa contendo a família do rei de Lagas com inscrições explicativas. 
 
ESTELA DE EN-HEDU-ANA 
É uma placa com uma inscrição dizendo que a filha de Sargão era sacerdotisa 
da deusa lua em Ur. 
 
 
 
ESTELA DOS ABUTRES DE EDNATUM 
É uma placa onde se encontra registrada a vitória contra os elamitas e o 
método de combate. 
 
ESTELA DE UR-NAMUR 
É uma laje de três metros de altura por um metro e sessenta e cinco 
centímetros de largura (3 m x 1,65 m), que descreve a construção do Zigurate, 
no auge da glória de Ur. 
 
MATERIAIS PARA A ESCRITA 
Quase toda superfície lisa era empregada como material para escre-ver: 
 
PEDRA 
Inscrições eram entalhadas em superfície de pedras ou rochas (Jó 19.23,24; 
Dt 27.2,3; Js 8.32). Deus mesmo usou tábuas de pedra (heb. LUHOTH = 
tabletes), para escre-ver os "Dez Mandamentos" (Êx31.15,16). Os tabletes 
tinham formas retangulares e mediam aproximada- 
mente 45 centímetros de comprimento por 30 centímetros de lar-gura (45 cm x 
30 cm). Na Palestina já usavam desses tabletes des-de o segundo milênio a.C. 
 
TABUINHAS DE ESCREVER 
Provavelmente eram pranchetas feitas de madeira ou marfim. Fo-ram usadas 
por Isaías (Is 30.8) e Habacu-que(Hc 2.2). A mais antiga tabuinha até o 
momento encontrada, em NIRUND, na Assíria, acha-se inscrita com uma longa 
composição de 6.000 linhas e é datada de cerca de 705 a.C.. As tabuinhas 
foram as precursoras dos quadros negros. Eram muito empregadas no mundo 
greco-romano (Lc 1.63 - gr.: pinakidion - uma pequena tabuinha de escrever). 
 
TABLETES DE ARGILA 
Eram placas ou tijolos (heb.: LEBHENÃ) de argila semelhantes aos tabletes 
usados para planejamento ou pesquisas na Babilônia, muito parecido com uma 
telha plana. Foi empregado por Ezequiel (Ez 4.1). 
 
OSTRACAS 
Cacos de vasos ou ostracas era outro material de escrita bastante comum. 
Cacos usados para registros de negócios e memorando foram encon-trados 
em Samaria, perten-centes à época de Jeroboão II. 
mente 45 centímetros de comprimento por 30 centímetros de lar-gura (45 cm x 
30 cm). Na Palestina já usavam desses tabletes des-de o segundo milênio a.C. 
 
TABUINHAS DE ESCREVER 
Provavelmente eram pranchetas feitas de madeira ou marfim. Fo-ram usadas 
por Isaías (Is 30.8) e Habacu-que(Hc 2.2). A mais antiga tabuinha até o 
momento encontrada, em NIRUND, na Assíria, acha-se inscrita com uma longa 
composição de 6.000 linhas e é datada de cerca de 705 a.C.. As tabuinhas 
foram as precursoras dos quadros negros. Eram muito empregadas no mundo 
greco-romano(Lc 1.63 - gr.: pinakidion - uma pequena tabuinha de escrever). 
 
 
 
TABLETES DE ARGILA 
Eram placas ou tijolos (heb.: LEBHENÃ) de argila semelhantes aos tabletes 
usados para planejamento ou pesquisas na Babilônia, muito parecido com uma 
telha plana. Foi empregado por Ezequiel (Ez 4.1). 
 
OSTRACAS 
Cacos de vasos ou ostracas era outro material de escrita bastante comum. 
Cacos usados para registros de negócios e memorando foram encon-trados 
em Samaria, perten-centes à época de Jeroboão II. 
 
FORMA PRIMITIVA DOS LIVROS DA BÍBLIA 
 
ROLOS 
Eram tiras de pergaminhos ou papiros enrolados. A tira era presa a dois cabos 
de madeira para facilitar o ma-nuseio. Cada livro era um rolo em separa-do. 
Quando um rolo ficava gasto pelo uso, um grupo de estudiosos, chamados 
"massoretas", copiava os textos em no-vos rolos, com extremo cuidado. Usual-
mente os rolos antigos eram destruídos posteriormente. 
 
O CÓDICE 
graças à invenção do papel no século II da era Cristã, pelos chine-ses, e a 
criação dos prelos de tipos móveis pelo alemão Gutenberg em 1450. 
Embora não tivesse sido o primeiro livro a ser escrito, foi o primeiro a ser 
impresso (1450). Atualmente mais de 30.000.000 de cópias são impressas a 
cada ano. A Bíblia (Velho e Novo Testa-mentos), já foi traduzida para mais de 
1.090 idiomas e dialetos di-ferentes. 
 
É um primitivo livro parecido com o forma-to atual, mas de grandes proporções. 
Obs.: Hoje a Bíblia é o Livro mais lido em todo o mundo e, isso se tornou 
possível 
 
TÍTULOS DA BÍBLIA 
1. SAGRADAS ESCRITURAS - Rm 1.2; II Tm 3.15 
2. ESCRITURAS - Lc 24.27,45 (Testemunho de Jesus sobre o VT) 
3. ESCRITURA - Jo 10.25; II Tm 3.16 
4. PALAVRA DE DEUS - Mc 7.13; Rm 10.17; Hb 4.12 
5. PALAVRA DA VERDADE - // Tm 2.15 
6. ESCRITURA DA VERDADE - Dn 10.21 
7. O LIVRO DO SENHOR - Is 34.16 
 
 
Obs.: Outros nomes e títulos são encontrados em toda a Bíblia. CONCLUSÃO 
O estudo de Bibliologia vai muito mais além do que tratamos neste trabalho. 
 
Temos aqui apenas uma síntese do assunto, para que você, aluno, sinta o 
desejo de estudar melhor este assunto. 
 
Se conseguirmos despertar seu interesse pelo estudo desta matéria, teremos 
atingido nosso objetivo. 
 
Quanto aqueles que já estudaram Teologia, puderam perceber por nossa 
abordagem sintética que tivemos apenas a intenção de despertar o 
conhecimento, remetendo-os a uma nova análise sobre a importância da 
Bibliologia. 
 
Um estudo mais profundo contém vários outros temas que não tivemos como 
abordar, devido a exiguidade de tempo. 
 
Temos prazer em lembrar que o maior livro de Bibliologia é a própria Bíblia 
Sagrada, que se auto-explica, se auto-interpreta e se auto-justifica. Leia a 
Bíblia, com amor, dedicação e submissão ao Espírito Santo . 
 
 
 
Professor e Escritor Reverendo Pastor Bruno Gomes. 
Presidente fundador do Seminário Bíblico Treinamento Ministerial pela B.M.G 
Cursos Preparatórios de Ministros Evangélicos Coordenador do Curso de 
Teologia e Capelania da Convenção Interdenominacional das Igrejas 
Evangélicas do Brasil Coniter e Teólogo. 
 
 
 
 
 
 Coordenador Reverendo Bruno Gomes 
 [21]986762491 zap 
 
 
 
 
 
 
 Pastorbruno46@gmail.com 
 Seminariobiblicotm@gmail.com

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