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02/10/18
1
HA
NS
EN
ÍA
SE
M A R I A C A R L A V I E I R A P I N H O
• Damião foi abandonado pela mulher porque ela pensava que ia pegar 
a doença. Ele tem seqüelas nas mãos que o impedem de trabalhar.
• Marly recebeu uma solicitação para vender seu apartamento e mudar-
se do prédio, porque a vizinha não queria conviver com pessoa assim; 
seu colega do setor de hanseníase afastou-se quando soube do seu 
diagnósEco. 
• Um perito do INSS disse a uma paciente durante uma perícia: Ere o 
braço da minha mesa! Ela tentou falar e ele completou: cale a boca!
• Maria das Graças tem manchas no rosto e nódulos subcutâneos. 
Quando está no ônibus, ninguém senta junto dela, mesmo com ônibus
cheio. 
Manual de prevenc ̧ão de incapacidades. Cadernos de 
prevenc ̧ão e reabilitac ̧ão em hanseníase. Ministério da 
Saúde, 2008.
Definição 
• A hanseníase é uma doença infectocontagiosa causada 
pelo bacilo Mycobacterium leprae à atinge a pele e os 
nervos periféricos.
• É uma das enfermidades mais antigas da humanidade 
e foi durante séculos o agravo à saúde mais temido 
pela sociedade.
Diagnós(co precoce => controle da doença => eliminação do es(gma 
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2
Mycobacterium Leprae TRANSMISSÃO 
TRANSMISSÃO 
FONTE: http://repocursos.unasus.ufma.br/vigilancia_20161/hanseniase/unidade_2/und1/15.html
O adoecimento também depende de alguns fatores:
• ligados ao bacilo: exposição e quantidade 
• ligados ao doente: resposta imunológica frente 
ao bacilo
• fatores ambientais: condições socioeconômicas, 
populacionais e sanitárias
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Classificação clínica
Classifica-se de acordo com as diferentes formas de
manifestações clínicas relacionadas ao agente etiológico em:
Classificação operacional
De acordo com o número de lesões cutâneas, temos a 
classificação operacional da hanseníase.
•PAUCIBACILAR (PB): os casos com até cinco lesões de 
pele, 
•MULTIBACILAR (MB): os casos com mais de cinco 
lesões. 
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•Máculas hipocrômicas ou áreas circulares de pele aparentemente normal.
•Distúrbios de sensibilidade, podendo ser acompanhada de alopecia e/ou 
anidrose.
•muito comum em crianças.
•Não há comprometimento de troncos nervosos, e, portanto, não há 
ocorrência de deformidades e incapacidade.
Forma inicial da doença, evolui 
espontaneamente para a cura na 
maioria dos casos
Corresponde à forma mais benigna e 
localizada e aparece em pessoas com 
alta resistência ao bacilo.
• Lesões em placa (elevadas e totalmente preenchidas) ou de borda 
papulosa
• Sempre com limites bem nítidos, eritêmato-acastanhadas, 
• Nas lesões e/ou trajetos de nervos, pode haver perda total da 
sensibilidade térmica, tátil e dolorosa, ausência de sudorese e/ou 
alopecia.
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(Ou Borderline)
• As lesões denominadas pré-fovéolares ou fovéolares 
(centro oval hipopigmentado), sobre-elevadas ou não, 
com áreas centrais deprimidas e aspecto de pele 
normal
• Com limites internos nítidos e externos difusos
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• A hanseníase virchowiana favorece os traumatismos e feridas, que por 
sua vez podem causar deformidades, atrofia muscular, inchaço das 
pernas e surgimento de lesões elevadas na pele (nódulos).
• A disseminação difusa na pele determina: queda do terço externo da 
sobrancelha(madarose), congestão nasal, diminuição da sudorese, 
rarefação dos pêlos, comprometimento de mucosas, ossos, olhos e 
nervos periféricos.
Na hanseníase virchowiana a imunidade 
celular é nula e o bacilo se multiplica com mais 
facilidade, levando a uma maior gravidade, com 
anestesia dos pés e mãos.
COMPLICAÇÕES 
àA hanseníase pode apresentar períodos de alterações imunes, ou seja, 
os estados reacionais/reações hansênicas.
à Estados reacionais: tratar com urgência para evitar danos nos troncos 
nervosos e deformidades.
•Reação tipo I ou reversa: pode ocorrer nos pacientes tuberculóides e dimorfos.
Apresenta: eritema e edema das lesões e/ou neurite.
•Reação tipo II ou eritema nodoso: pode ocorrer nos pacientes virchowianos.
Apresenta: nódulos eritematosos e dolorosos, febre, dores articulares, neurite e mal estar
geral.
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DEFINIÇÃO DE CASO
Pessoa que apresenta uma ou mais características a seguir, com 
ou sem história epidemiológica:
o Lesões ou áreas da pele, com alteração de sensibilidade.
o Acometimento neural com espessamento de nervo, 
acompanhado ou não de alteração de sensibilidade e/ou 
força muscular.
o Baciloscopia positiva para Mycobacterium leprae.
(Ministério da Saúde, 2002)
PRINCIPAIS NERVOS 
ACOMETIDOS NA HANSENÍASE
Principalmente clínico, epidemiológico e laboratorial.
•Clínico: anamnese, avaliação dermatológica e neurológica,
diagnósticos dos estados reacionais, classificação do grau de
incapacidade, diagnóstico diferencial.
•Epidemiológico: investigar possíveis casos de contato com o
paciente.
Diagnóstico 
•Laboratorial: baciloscopia (coleta da linfa) e biópsia.
•Teste de Mitsuda: reação imunológica do tipo celular de alta
especificidade ao bacilo. Aplicação de 0,1mL via ID, no antebraço
direito e leitura em 21º e 28º dia. Resultado: positivo ≥ 5mm.
Diagnóstico 
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TESTES DE SENSIBILIDADE
• Térmica
• Dolorosa
• Tátil
• Avaliação com o estesiômetro
Figura – Teste de sensibilidade dolorosa
Fonte: http://portalarquivos2.saude.gov.br/images/pdf/2017/novembro/22/Guia-Pratico-de-Hanseniase-WEB.pdf
Tratamento: a hanseníase tem cura
• PAUCIBACILARES:
• autoadministrada: dapsona
• supervisionada: dapsona e rifampicina.
•Duração do tratamento: 6 meses (ou até 9 meses).
• MULTIBACILARES:
• autoadministrada: dapsona + clofazimina
• supervisionada: rifampicina + clofazimina + dapsona.
•Duração do tratamento: 12 meses (até 18 meses)
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Orientações sobre a medicação
• Rifampicina: urina avermelhada e diminuir a
ação de anticoncepcionais hormonais
• Mudança da cor de peleà ficando mais escura
• Efeitos colaterais: anemia, dermatite,
neuropatia periférica, náuseas e vômitos,
hepatotoxidade
• PÉS: para evitar o mal plantar
• MÃOS: para evitar acidentes nas 
tarefas cotidianas
• OLHOS: evitar traumas
• NARIZ: para evitar ressecar a 
mucosa e úlceras.
MEDIDAS DE AUTOCUIDADO
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CUIDADOS COM OS OLHOS CUIDADOS COM OS OLHOS
CUIDADOS COM AS MÃOS CUIDADOS COM AS MÃOS
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EXERCÍCIOS – ESTICAR OS DEDOS EXERCÍCIOS – ESTICAR OS DEDOS
EXERCÍCIOS – ESTICAR OS DEDOS CUIDADOS COM OS PÉS
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CUIDADOS COM OS PÉS ESTICAR PERNAS E PÉS
EDUCAÇÃO EM SAÚDE
OBSERVAR OS SINAIS E SINTOMAS 
•Olhos: dor, coceira, ressecamento, vermelhidão, presença de corpo 
estranho, pupilas de tamanhos diferentes e dificuldade para enxergar.
•Nariz: ressecamento, dificuldade para respirar sangramento.
•Mãos e braços: dor nos cotovelos e punhos, ressecamento,
formigamento das mãos, fraqueza nos braços.
•Pés e pernas:dor nas pernas e tornozelos, ressecamento intenso,
formigamento nos pés, fraqueza nas pernas.
PROCURAR 
ATENDIMENTO MÉDICO
Vigilância Epidemiológica:
• Identificar situações de risco para o indivíduo, a família e a comunidade
• Notificação compulsória e investigação após a confirmação do caso e
tratamento imediato;
• Controle dos comunicantes com consulta médica para descartar a doença
• Vigilância dos contatos intradomiciliares por cinco anos
• Aplicação da vacina BCG para os comunicantes após consulta médica e não
apresentam a doença
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Vigilância Epidemiológica:
• Acompanhamento das intercorrências pós-alta
• Diagnóstico da recidiva e tratamento
• Diagnóstico dos estados reacionais
• Controle dos faltosos
• Educação em saúde
• Avaliação da incapacidade física e prevenção das mesmas.
REFERÊNCIAS
UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO. UNA-SUS/UFMA. Diagnóstico e tratamento 
da hanseníase.São Luís, 2017. Disponível em : 
http://repocursos.unasus.ufma.br/vigilancia_20161/hanseniase/unidade_2/credito
s.html Acesso em: 10 Abril 2018.
Carlos Eduardo, "ex" Agente Comunitário de Saúde da Unidade de
Saúde da Família Bairro do Bonfim, gozava suas férias na praia com
sua família. Durante um banho de mar, sua esposa chamou sua
atenção sobre uma mancha que observou na parte inferior de suas
costas, comentando a rapidez com que uma micose se instala.
Falou também sobre a poluição das águas e do perigo para todos.
Carlos Eduardo concordou e respondeu: “vou conversar sobre este
assunto com a equipe de enfermagem lá da unidade onde eu
trabalhava, é muito importante orientar a população sobre isso”. De
volta das férias, após vários tratamentos caseiros, a mancha
continuou. Carlos decidiu pedir a avaliação do enfermeiro Luiz da
unidade onde trabalhava.
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Com base no exame dermatoneurológico o enfermeiro confirmou
a suspeita de hanseníase. Foi realizado também uma
baciloscopia na rede referenciada, tendo como resultado a forma
paucibacilar da doença. Inconformado com a confirmação do
diagnóstico, Carlos negou-se a iniciar o tratamento na unidade.
Resolveu consultar um médico em um hospital de uma cidade
vizinha. Como ele já tinha trabalhado como agente comunitário
de saúde, ele tinha receio que o fato se tornasse público e ele
fosse desrespeitado pelos amigos, antigos colegas de trabalho e
pelas pessoas da comunidade.
Com base no caso apresentado:
1. Quando o enfermeiro ou o médico da equipe diagnostica um caso suspeito de hanseníase, 
que ações de vigilância em saúde devem ser feitas em relação à: pessoa, família e 
comunidade. Justifique-as.
2. Como é o tratamento da hanseníase? Quais o principais problemas envolvidos durante o 
tratamento?
3. Uma das questões envolvidas na hanseníase está relacionada ao preconceito e à 
estigmatização da doença. Carlos chegou a recusar-se a tratar na unidade com medo de 
isso pudesse acontecer com ele. Explique as possíveis hipóteses para o preconceito e a 
estigmatização dessa doença e estabeleça formas de intervenção da equipe de saúde para 
tentar minimizá-las.
4. Caso vocês elaborassem uma atividade educativa e um material educativo para orientar 
essa população a respeito da hanseníase quais seriam os aspectos abordados. Considerem 
a coerência do tema apresentado, a adequação ao público-alvo, o trabalho em equipe, e o 
envolvimento do grupo no trabalho.

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