Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

1 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS 
CENTRO DE EDUCAÇÃO - CEDU 
CURSO DE PEDAGOGIA 
 
 
LETÍCIA ANDRESSA GONÇALVES DE ALMEIDA 
 
 
 
RELATÓRIO DE PESQUISA: Relação do livro de Moacir Gadotti “Educação e 
Poder” com uma instituição de rede estadual. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MACEIÓ 
2018 
2 
 
LETICIA ANDRESSA GONÇALVES DE ALMEIDA 
 
 
 
 
 
 
 
RELATÓRIO DE PESQUISA: Relação do livro de Moacir Gadotti “Educação e 
Poder” com uma instituição de rede estadual. 
 
 
 
Relatório de pesquisa, apresentado como 
requisito parcial para avaliação das 
disciplinas de Organização do Trabalho 
Acadêmico e Projetos Integradores, do 
curso de Pedagogia da Universidade 
Federal de Alagoas (UFAL), como. 
Orientado pela Profª Anamelea de Campos 
Pinto. 
 
 
 
 
MACEIÓ 
2018 
3 
 
SUMÁRIO 
1. Introdução -------------------------------------------------------------------------------------------------4 
2. Contextualização da escola --------------------------------------------------------------------------5 
3. Analise da entrevista------------------------------------------------------------------------------------6 
3.1. Relação de Gadotti com as políticas públicas e a filosofia social ----------------------8 
4. Projeto Político Pedagógico da instituição --------------------------------------------------------9 
4.1. Estética, Política e Filosofia do PPP-----------------------------------------------------------9 
5. Anexo da entrevista -----------------------------------------------------------------------------------11 
6. Considerações finais ---------------------------------------------------------------------------------13 
7. Referências ---------------------------------------------------------------------------------------------14 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4 
 
INTRODUÇÃO 
A pesquisa relatada nesse trabalho é a partir da seguinte questão: “A escola 
prevê ou indica a utilização das tecnologias de informação e comunicação nos 
processos de ensino e aprendizagem?”. Onde foi dividido em cinco perguntas para 
os professores da escola estadual visitada. A intenção de ir à escola pública foi para 
avaliar a realidade de diversas crianças. Mostrar à realidade das escolas estaduais, 
especificamente na localidade do bairro tabuleiro do Martins, próximo a feira central, 
mostrando a real necessidade dos alunos, professores e instituição escola, tentando 
explicar a relação com a pedagogia do autor Moacir Gadotti, nesse contexto social e 
aprender com o que foi exposto no trabalho. 
O relatório está dividido em cinco partes, na primeira mostramos a 
contextualização da escola, tentando descrever cada detalhe que encontramos para 
usar a imaginação e reconhecer a escola. 
No segundo tempo, mostramos a análise da entrevista realizada com o 
professor, onde tivemos total proximidade a realidade da escola, e o que precisar ser 
feito para melhorar a educação desses alunos de acordo com o pensamento de 
Gadotti. 
No terceiro tempo, vimos à relação de Gadotti com a política, e a filosofia 
social dentro do contexto da instituição. 
A quarta parte, trata do projeto político pedagógico da escola, onde foram 
encontradas diversas desavenças com o que realmente deveria acontecer. 
Após, a entrevista com o professor da instituição como anexo para a base 
estrutural do relatório. E por fim, finalizamos o trabalho com as considerações finais 
sobre a análise. 
 
 
 
 
5 
 
CONTEXTUALIZAÇÃO DA ESCOLA 
A escola se encontra próxima à feira do bairro Tabuleiro do Martins, onde 
atende a população de classe baixa, é uma rede institucional própria para ensino 
infantil e fundamental. Sua estrutura é boa, onde as salas possuem boas cadeiras e 
mesas, ventiladores, banheiros, bebedores d’agua, cantina funcionando para 
merenda, sala de professores com geladeira, armário, cafeteira. Tudo bastante 
organizado. 
A sala de informática virou uma sala de uso comum como todas as outras, 
pois nenhum dos computadores funciona, apenas existe um retroprojetor para toda a 
escola, em que os professores apresentam dificuldades para usar com a falta de 
cabos e notebook, a televisão está quebrada e os professores trazem a de casa 
para utilizar. A maioria dos alunos não tem celular ou computador de uso individual e 
assim, percebemos a diferença de classe social evidente. A escola informou que 
sempre está à procura de pedir verba para o melhoramento dos laboratórios e 
equipamentos, mas que quando chega sempre é insuficiente para essa questão 
considerada um extra. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6 
 
ANALISE DA ENTREVISTA 
De acordo com a pesquisa de campo realizada a instituição apresenta vários 
problemas em relação as tecnologia de informação e comunicação, onde os 
professores mesmo querendo ter essa interação, não conseguem por falta de 
instrumentos para a aula, e também informou que não tem como dar aula utilizando 
essas tecnologias diariamente mesmo com equipamento, por que ainda acham que 
o melhor método é o antigo de educação, onde o professor passa os assuntos aos 
alunos e é algo que nunca deve ser deixado de lado e que o uso do retroprojetor ou 
de alguma dinâmica, por exemplo, é tida como fechamento de conteúdo, para uma 
revisão básica. 
A professora entrevistada também informou que muitos professores não 
conseguem dar aula com as tecnologias de informação e comunicação por conta da 
sua base, que na sua faculdade antigamente não existia essa matéria na grade 
curricular e que com o passar do tempo não procurou se especializar, que por não 
saber utilizar as TIC, preferem deixa-las de lado, quando na verdade devem se 
tornar pessoas “desobedientes e críticas” como Gadotti diz: 
 
Quando digo que o pedagogo tem hoje a chance de repensar o seu 
estatuto, estou já formulando uma de suas funções na sociedade atual: 
repensar a sua educação (tarefa crítica), a sua formação, a formação 
recebida no curso e o próprio curso (GADOTTI, 2003, p. 56). 
 
Ela também nos informa com a entrevista que os impactos das tecnologias 
foram bons, mesmo com as dificuldades na utilização, pois com ela, trouxe a 
facilidade, onde conseguimos ter as respostas em nossas mãos sobre qualquer 
assunto e isso aumentou o empenho dos alunos em aprender e os fazem pesquisar 
a cada dia mais, pois a internet é especifica diferente de um livro, onde os alunos 
teriam que ter mais tempo para ler e tirar suas respostas. 
Gadotti apresenta uma inovação ao nos fazer pensar nos educadores e 
gestores, além de que, nos mostra que temos que ter o incentivo à criatividade e a 
uma escola mais próxima da realidade dos alunos, ou seja, pelo o que foi visto na 
7 
 
pesquisa de campo na instituição, a escola não consegue ter essa aproximação com 
a realidade dos alunos e que a criatividade em sala de aula deixa a desejar. 
Pois como na entrevista, o professor tenta trazer a criatividade de forma de 
fechamento de conteúdo e não se preocupa com a realidade em que está situada a 
escola, onde nem a instituição e os alunos não conseguem ter o acesso às 
tecnologias, sendo que em uma escola particular no mesmo bairro os alunos 
possuem aulas com o uso de tablets, dessa forma vemos o que já é evidente, que 
os menos favorecidos são sempre os que sofrem, e precisamos de uma 
democratização na instituição, apenas a BNCC (base nacional comum curricular) 
não adianta, precisamos de uma modernização nas instituições, a transformação 
onde escola e sociedade tem que andar juntos e caminhando sobre os mesmos pés.8 
 
RELAÇÃO DE GADOTTI COM AS POLÍTICAS PÚBLICAS E A FILOSOFIA 
SOCIAL 
Gadotti nos mostra que sempre temos que partir do princípio que a educação 
é um ato político, que todos nós devemos ter consciência da importância do ensino 
de filosofia nas escolas, pois o papel de refletir, criticar, de incomodar para assim 
todos terem o poder de lutar contra o privilegio para todos terem voz e se ajudar nas 
situações que aparecem com a sociedade em transformação, como na formação de 
professores para a utilização das TIC com a garantia de uma aula com qualidade e 
que prenda a atenção das crianças de hoje, que são crianças que cresceram 
inseridas nesse meio tecnológico. 
“A contradição não é a luta entre ideias opostas, mas uma realidade objetiva, 
que se encontra em todo processo, seja ele natural ou social (2003, p. 56). ” 
É necessário juntar sempre o ato educativo com o ato político. Pois a 
pedagogia não é apenas a condução da criança é todo o processo econômico, 
social e político. 
Segundo Gadotti, “Aquele que se diz neutro, estará apenas servindo aos 
interesses do mais forte, isto é, à classe dominante. No centro, portanto, da questão 
pedagógica, situa-se a questão do poder (2003, p. 75). ” 
Pois é a partir da conscientização de que precisamos de um meio 
democrático, para que não reflita os erros do passado e sim aprenda com eles e 
acerte agora em busca de um futuro melhor em que crianças e professores sejam 
bem orientados, que sejam pessoas dignas de criticar de fazer a educação do 
conflito, expondo tudo o que a de errado e de certo, para que a educação seja o 
poder político. 
Temos noção de que a filosofia nas redes institucionais necessita ser 
desenvolvida de maneira crítica e ativa, para a construção de uma sociedade mais 
justa, afinal, educação é poder e essa é uma busca interminável, pois a sociedade 
está em constante mudança e tudo tem que está em conjunto. 
 
 
9 
 
PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO DA INSTITUIÇÃO 
Ele é um instrumento teórico metodológico que visa sempre ajudar a enfrentar 
os desafios do cotidiano da escola, só que de uma forma refletida, consciente, 
sistematizada, orgânica e, o que é essencial, participativa. 
Na instituição visitada ele não fica à disposição, pois ao questionar se poderia 
dar uma olhada no Projeto Político Pedagógico à diretora informou que não sabia no 
momento onde estava e que eu poderia voltar outro dia para ela me mostrar. Ele é 
uma metodologia de trabalho que possibilita a redefinição da ação de todos os 
agentes da instituição. Porém, pela sua enorme importância no ramo educacional, o 
Projeto Político Pedagógico deveria estar sempre às mãos não só de visitantes, mas 
de todos que fazem parte do grupo de docentes da rede estadual. A professora 
informou que o projeto político pedagógico foi alterado pela última vez em 2017, e 
que a escola sempre tenta deixa-lo atualizado por conta da sociedade que está em 
crescente transformação e como segundo Gadotti informa, a instituição escola e a 
sociedade andam sempre juntas, tudo que for feito para deixar essa relação mais 
harmoniosa deve ser feito. 
 
Estética, Politica e Filosofia 
A estética do Projeto Político Pedagógico é extremamente importante, pois é 
através dela que trará o prazer da leitura pelos docentes, é essencial que ele 
sempre esteja em local acessível e de acordo com as normas, para facilitar a leitura. 
Com o Projeto Político Pedagógico conseguimos por nossas opiniões, trazer 
nossas críticas com conclusões, ele é político por considerar a escola como um 
espaço de formação de cidadãos conscientes, responsáveis e críticos, que atuarão 
individual e coletivamente na sociedade, modificando os rumos que ela vai seguir. 
Ele define e organiza as atividades e os projetos educativos necessários ao 
processo de ensino e aprendizagem. 
A construção de um projeto político pedagógico visa formar cidadãos, com 
conhecimentos, atitudes e valores que os tornem solidários, crítico, ético e 
participativo, sem dispensar os saberes históricos e sistematizados, como patrimônio 
10 
 
universal da humanidade, dessa forma deve estar atento às necessidades da 
educação atual, Infelizmente, muitos gestores veem o projeto político pedagógico 
como uma mera formalidade a ser cumprida por exigência legal - no caso, pela Lei 
de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), de 1996. Essa é uma das 
razões pelas quais ainda há quem prepare o documento às pressas, sem fazer as 
pesquisas essenciais para retratar as reais necessidades da escola. 
A elaboração do projeto pedagógico deve ser pautada em estratégias que 
deem voz a todos os atores da comunidade escolar: funcionários, pais, professores 
e alunos. Essa mobilização é tarefa, por excelência, do diretor. Mas não existe uma 
única forma de orientar esse processo. Com a intenção de fortalecer a construção 
de uma educação mais humana, democrática e justa, bem como melhorar as 
práticas educativas, aperfeiçoando-as para que avancemos da Escola que temos 
para a Escola que queremos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
11 
 
ENTREVISTA COM PROFESSOR 
A ESCOLA PREVÊ OU INDICA A UTILIZAÇÃO DAS TIC NOS PROCESSOS 
DE ENSINO E APRENDIZAGEM? 
1- Como a escola utilizam as novas tecnologias? 
Quando não estão quebradas são usadas para complementar o conteúdo da 
aula e assim para facilitar a aprendizagem do aluno em relação à matéria. 
São passados, por exemplo, vídeos pelo retroprojetor e pela televisão. 
Diariamente não da para utilizar essa tecnologia, por que só tem um aparelho 
para dividir por toda a escola e o professor é praticamente obrigado a usar até o seu 
próprio às vezes e quem não tem, apenas acaba não fazendo questão de usar em 
sua sala de aula, por se tornar ao desgastante, acaba nunca usado. 
2- O projeto politico pedagógico foi alterado? 
Sempre ocorre a atualização do PPP, mas não existe prazo para essa 
atualização, da mesma forma que ele pode ser atualizado todo ano também pode 
ser atualizado daqui a cinco anos, o dessa escola foi atualizado ano passado, por 
conta da realidade, por exemplo, foi à inclusão do celular na sala de aula. 
3- Os professores se adaptaram as novidades? 
Alguns sim, mas a realidade não ajuda, por que é complicado como para 
conseguir o equipamento como por causa da formação antiga dos professores 
também. Normalmente usamos pen drive com a televisão e o laser com PowerPoint, 
com os menores principalmente, pois é mais fácil por a disciplina, mas a dinâmica é 
uma aula desgastante e muitos dos alunos têm medo do quadro e de ler. 
4- Qual o impacto na vida dos alunos com as tecnologias de 
informação e comunicação? 
Teve o lado positivo e o lado negativo. O Positivo foi o acesso à informação, 
pois antigamente a informação era pelo livro, os professores comprava a 
enciclopédia, por exemplo, para ter acesso a informação, ou seja, poucos tinham 
acesso, pois era necessário dinheiro para tê-la. 
12 
 
O Negativo por que é sem filtro, não ha controle nessa informação, tem que 
ser direcionado e eles não sabem se direcionar para pesquisar algo util. 
Os fóruns é o exemplo, fazemos perguntas e as respostas fogem das 
perguntas. O volume violento de informação que não tem orientação, tudo é muito 
intenso. 
5- Quais recursos tecnológicos trouxeram impacto na escola? 
O retroprojetor e a televisão foram os melhores auxílios nas aulas para a 
compreensão dos alunos, até com os que possuem necessidades especiais, o uso 
de caça palavras no quadro, por exemplo, com o retroprojetor possui uma interação 
maior. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
13 
 
COSIDERAÇÕES FINAISConcluímos que as tecnologias de informações e comunicações é algo 
indispensável nos dias atuais, pois as crianças já nascem sabendo usa-las e que é 
imprescindível a aplicação delas na escola, em sala de aula, mas que a 
impossibilidade de verba ser colocada nesses investimentos é irreal e que os 
laboratórios não funcionam e não possui equipamentos para todos os professores, e 
que quando quebram não são concertados, onde muitas vezes os próprios 
professores trazem de casa seus equipamentos para ajudar seus alunos nessa 
interatividade, são necessários que sejam tomadas medidas onde acabe com a 
discriminação de classes, para que os menos favorecidos consigam usufruir das TIC 
como os alunos da rede particular, todos merecem um ensino igualitário e essa é a 
maior luta de poder que temos que comprar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
14 
 
REFERÊNCIAS 
GADOTTI, Moacir. Educação e Poder: introdução à pedagogia do conflito. 13. 
ed.- São Paulo: Cortez, 2003.

Mais conteúdos dessa disciplina