Material NP1 PPIS 2018.2 UNIP
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Disciplina:Proteção Penal Inter Sociais27 materiais51 seguidores
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Professor(a): PAULO JOSÉ PEREIRA TRINDADE JÚNIOR
D I S C I P L I N A

 Proteção Penal aos Interesses Sociais

Crimes contra o Sentimento Religioso:
Ultraje a Culto e Impedimento ou Pertubação de Ato a Ele Relativo (ART.208,
CPB)
Sujeito Ativo: Qualquer pessoa.
Sujeito Passivo: Qualquer pessoa (primeira parte) ou a coletividade,
principalmente, mas também os que se sentirem diretamente atingidos (segunda
e terceira partes)
Objeto jurídico: É o sentimento religioso e a liberdade de culto e crença.
Objeto material: É a pessoa (primeira parte), a cerimônia ou culto (segunda parte)
ou ato ou objeto de culto (terceira parte).
Elementos objetivos do tipo:
“ESCARNECER”- Zombar de alguém publicamente, por motivo de crença ou
função religiosa (primeira figura)
 “IMPEDIR” – Interromper ou obstar o prosseguimento;
“PERTUBAR” – Estorvar ou atrapalhar cerimônia ou prática de culto (segunda
figura);
“VILIPENDIAR” – Humilhar , menoscabar ou desonrar publicamente ato ou objeto
religioso.
Elemento subjetivo do tipo específico:
É a vontade de denegrir determinada religião, investindo contra quem segue,
contra ato ou culto que a consagra ou contra objeto que a simboliza.
Momento consumativo: Quando houver a prática da conduta, independente de
resultado naturalístico.
Causa de aumento de pena:
Elevada em um terço, se houver emprego de violência,respondendo o agente
pelo resultado desta.

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Crimes contra o Respeito aos Mortos:
Impedimento ou Pertubação de Cerimônia Funerária (ART.209, CPB)
Sujeito Ativo: Qualquer pessoa.
Sujeito Passivo: É a coletividade (em primeiro plano), e em seguida aqueles que
estiverem acompanhando o ato.
Objeto jurídico: É o sentimento de respeito à memória dos mortos.
Objeto material: É o enterro ou a cerimônia funerária.
Elementos objetivos do tipo:
“IMPEDIR” - Interromper ou obstar o prosseguimento;
“PERTUBAR” – Estorvar ou atrapalhar cerimônia funerária;
Elemento subjetivo do tipo específico: É a vontade de ultrajar a memória do
morto.
Momento consumativo: Quando houver a prática da conduta, independente de
resultado naturalístico.
Causa de aumento de pena:
Elevada em um terço, se houver emprego de violência,respondendo o agente
pelo resultado desta.
Violação de Sepultura (Art.210, CPB)
Sujeito Ativo: Qualquer pessoa.
Sujeito Passivo: É a coletividade, em primeiro plano; secundariamente, pode-se
incluir a família do morto.
Objeto jurídico: É o sentimento de respeito à memória dos mortos.
Objeto material: É a sepultura ou urna funerária
Elementos objetivos do tipo:
“VIOLAR” – devassar ou invadir;
“PROFANAR” – tratar cm irreverência ou macular sepultura ou urna funerária.

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Elemento subjetivo do tipo específico:
É a vontade de ultrajar a memória do morto no caso da conduta profanar.
Momento consumativo:
Quando houver a prática da conduta, independente de resultado naturalístico.
Destruição,Subtração ou Ocultação de Cadáver (Art.211, CPB)
Sujeito Ativo: Qualquer pessoa.
Sujeito Passivo: É a coletividade, em primeiro plano; secundariamente, pode-se
incluir a família do morto.
Objeto jurídico: É o sentimento de respeito à memória dos mortos.
Objeto material: É o cadáver ou parte dele.
Elementos objetivos do tipo:
“DESTRUIR” – Arruinar, aniquilar;
“SUBTRAIR” – Fazer desaparecer ou retirar;
“OCULTAR” – Esconder cadáver ou parte dele.
Momento consumativo:
Quando houver a prática da conduta, independente de resultado naturalístico.
Vilipêndio a Cadáver (ART.212, CPB)
Sujeito Ativo: Qualquer pessoa.
Sujeito Passivo: É a coletividade, em primeiro plano; secundariamente, pode-se
incluir a família do morto.
Objeto jurídico: É o sentimento de respeito à memória dos mortos.
Objeto material: É o cadáver ou suas cinzas.
Elementos objetivos do tipo:
“VILIPENDIAR” – Desprezar ou aviltar cadáver ou suas cinzas;
Momento consumativo:
Quando houver a prática da conduta, independente de resultado naturalístico.

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Elementos objetivos do tipo:
“VILIPENDIAR” – Desprezar ou aviltar cadáver ou suas cinzas;
Momento consumativo:
Quando houver a prática da conduta, independente de resultado naturalístico.
Crimes contra a Paz Publica:
Incitação ao crime
Art. 286 - Incitar, publicamente, a prática de crime:
Pena - detenção, de três a seis meses, ou multa.
Comentários
- Bem jurídico: a paz pública – sentimento de tranqüilidade pública, a convicção
de segurança social.
- Sujeito ativo: qualquer pessoa (crime comum).
- Sujeito passivo: a coletividade.
- Tipicidade objetiva: instigar eficaz e seriamente, a prática de crime. Não é
necessário que seja mencionado o nomem iuris do delito, estando excluídas as
contravenções e os fatos imorais, além dos crimes culposos.
- Se a pessoa é incitada à prostituição haverá o crime do art. 228; se instigada ao
suicídio, o do art. 122, CP.
- Incitação genérica não caracteriza o crime, vez que ineficaz e inidônea. Ex.:
incitação à prática de roubos, homicídios etc.
- Pode visar à prática delituosa tanto no presente quanto no futuro. Ex. “quando
melhorar de saúde você deverá matar”; “se esta crise continuar, as pessoas serão
constrangidas a roubar!”
- A publicidade do ato é elemento do tipo, sendo necessária sua percepção por
um número indeterminado de pessoas – delito de perigo comum e abstrato.
- A publicidade pode ser feita por meio de gestos, palavras (discursos, p. ex.),
escritos, desenhos, teatro, transmissão radiofônica, por meio do próprio silêncio,
pela Internet. Se a incitação não for pública, não ofenderá a paz pública.
- Tipo subjetivo: dolo, consistente na vontade livre e consciente de incitar...
- Consumação: com a simples incitação, desde que perceptível por um número
indefinido de pessoas – delito de mera conduta.
- Não é preciso que o delito incitado tenha sido efetivamente praticado.
- Tentativa: admissível na forma escrita. Ex.: o cartaz já foi escrito mas as
pessoas não o lêem por circunstâncias alheias à vontade do agente.
- Poderá haver concurso material de crimes se o delito incitado vier a se
concretizar e a relação de causalidade vier a ser demonstrada. O agente
instigador responderá como co-autor.
- Se a publicação se der por meio da imprensa, incidirá no art. 19, caput e § 1º da
Lei 5.250/67.
- Ver arts. 1º e 3º da Lei 2.889/56.1
1 Art. 1º Quem, com a intenção de destruir, no todo ou em parte, grupo nacional, étnico, racial ou religioso, como tal:

a) matar membros do grupo;

b) causar lesão grave à integridade física ou mental de membros do grupo;

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- Ver art. 23 da Lei 7.170/83 – Lei de Segurança Nacional.
- Art. 20 da Lei 7.716/89 – Lei que define crimes de preconceito e discriminação.
- Art. 33, § 2º, Lei 11.343/06 – Lei Antidrogas.
- Ação penal: pública incondicionada. Cabem a suspensão condicional do
processo e a transação penal.
Apologia de crime ou criminoso
Art. 287 - Fazer, publicamente, apologia de fato criminoso ou de autor de crime:
Pena - detenção, de três a seis meses, ou multa.
Comentários
- Bem jurídico: a paz pública – sentimento de tranqüilidade pública, a convicção
de segurança social.
- Sujeito ativo: qualquer pessoa (crime comum).
- Sujeito passivo: a coletividade.
- Tipicidade objetiva: Fazer apologia, publicamente...
 - Apologia: encômio, elogio, louvor, defesa, aprovação, exaltação etc. Aqui,
significa exprimir um juízo positivo de valor em relação a um comportamento que
a lei prevê como crime, ou em relação ao autor do crime.