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INALOTERAPIA VALDECIR CASTOR GALINDO FILHO Raízes de plantas medicinais. Datura sp – tto. de afecções respiratórias. Florestas de coníferas. Hipócrates (400 aC) – aparelhos rudimentares. INTRODUÇÃO OBJETIVOS DA INALOTERAPIA Ação direta no trato respiratório. # Fluidificação das secreções; # Diagnóstico de doenças pulmonares; # Teste de broncoprovocação; # Mensurações fisiológicas; # Distribuição de partículas geradas por dispositivos (in vitro) DIAGNÓSTICO CLÍNICO; QUADRO CLÍNICO. INDICAÇÕES DA INALOTERAPIA Asma DPOC Mucoviscidose Bronquiectasias Pneumonias Tumores pulmonares Idosos Neuromuscular Imunodeprimidos São suspensões de partículas (líquidas ou sólidas) em um gás ou em uma mistura de gases. AEROSSÓIS Características físicas da partícula; Anatomia das vias aéreas; Padrão ventilatório; Interface entre nebulizador e paciente. DEPOSIÇÃO DOS AEROSSÓIS CARACTERÍSTICAS FÍSICAS DA PARTÍCULA MECANISMOS FÍSICOS QUE INTERFEREM NA DEPOSIÇÃO DO AEROSOL 1)Impactação Inercial; 2) Sedimentação; 3) Difusão Browniana. IMPACTAÇÃO INERCIAL # Deposição de grandes partículas; # Maior 5 um: # Fluxo turbulento; # Massa maior: # Bifurcação das VA; # V maior 30 lpm. SEDIMENTAÇÃO # Gravidade; # 1 a 5 um; # VA centrais; # Pausa inspiratória. DIFUSÃO # Menor 3 um; # Região alveolar; # Massa baixa; # Colisão mol. Aleatórias; # Fluxo laminar. ANATOMIA DAS VIAS AÉREAS PADRÃO VENTILATÓRIO I E pausa Fluxo V insp. T insp. T exp. Pausa INTERFACE ENTRE GERADOR DO AEROSOL / PACIENTE QUANDO USAR MÁSCARA OU BOQUILHA # Condições patológicas: # Faixa etária; # Drogas proncodilatadoras; # Alterações oculares; # Claustrofobia. Nasal 50%. APARELHOS GERADORES DE AEROSSÓIS 1)Nebulizadores; 2)Nebulímetros dosimetrados; 3)Nebulímetros liofolizados. NEBULIZADORES Dispositivos que convertem líquido em um fino spray, gerando uma névoa que será inalada pelo paciente. 1) Neb. De jato; 2) Neb. Ultrassônicos. Efeito Bernoulli NEBULIZAÇÃO ULTRASSÔNICA Efeito Piezoelétrico NEBULIZADORES DE MEMBRANA - MESH FATORES QUE INTERFEREM NA PERFORMANCE DOS NEBULIZADORES 1) Fluxo do equipamento; 2) Volume residual ou morto; 3) Volume da solução; 4) Temperatura da solução; 5) Condições ambientais; 6) Cargas estáticas 7) Tempo de nebulização; 8) Design dos aparelhos. FLUXO DO EQUIPAMENTO Clay – 4 a 8 lpm Hess- 6 a 10 lpm Galindo e Dornelas- 5 a 7 lpm. VOLUME RESIDUAL # Volume morto. # Galindo e Dornelas(1998) – 5 a 7 lpm. O volume morto é diretamente proporcional a variação de fluxo. VOLUME DA SOLUÇÃO Qual o volume ideal? 4 ml – adultos 3 ml - pediatria TEMPERATURA DA SOLUÇÃO N. de Jato Dim. de 10 a 15 graus. N. Ultrassônico Aum. de 20 graus. TEMPO DE NEBULIZAÇÃO É inversamente proporcional a variação de fluxo e diretamente proporcional a quantidade de solução a ser utilizada. Quando cessa ? 1) Som explosivo; 2) Tempo total; 3) Tempo clínico. DESIGN DO EQUIPAMENTO Disponibilidade dos aparelhos no mercado COPOS PARA SOLUÇÃO; DIFUSORES; TAMPAS PARA CONEXÂO. NEBULIZADORES PEDIÁTRICOS VANTAGENS E DESVANTAGENS NEBULIZADORES DE JATO VANTAGENS 1. Não necessita coordenar a respiração; 2. Permite o uso concomitante de várias drogas; 3. Pode ser usado com padrão respiratório normal; 4. Apresenta pequeno volume residual; 5. Menor perda de névoa na exalação; 6. Menor custo. DESVANTAGENS: 1. Tamanho do equipamento; 2. Limpeza e instalação; 3. Requer manutenção; 4. Risco de contaminação; 5. Corrente elétrica, torpedo ou compressor para fun- cionamento; 6. Produz névoa fria. VANTAGENS E DESVANTAGENS DOS NEBULIZADORES ULTRASSÔNICOS VANTAGENS: 1. Permite o uso concomitante de várias drogas; 2. Padrão respiratório normal; 3. Menor tempo de tratamento para cada inalção. DESVANTAGENS: 1. Tamanho do equipamento; 2. Maior custo e manutenção; 3. Esclarecimentos sobre limpeza e instalação; 4. Produção da névoa depende da viscosidade e tensão superficial; 5. Risco de contaminação; 6. Corrente elétrica; 7. Degradação de proteínas termolábeis com alterações da temperatura. RECOMENDAÇÃO PARA USO DOS NEBULIZADORES DE JATO # Diluente: Soro Fisiológico. # Volume da sol.: 4 ml. # Fluxo: 5-7 lpm. # Respirar lentamente pela boca. # Manutenção e limpeza periódica da máscara e reservatório. NEBULÍMETROS DOSIMETRADOS (MDI = Metered Dose inhaler) ¨Bombinhas¨ SPRAY: Droga Propelente (CFC – AFA) Subst. Dispersante (trioleato de sorbitol e Ácido oléico) NEBULÍMETROS DOSIMETRADOS (MDI = Metered Dose inhaler) Diminuição da temp. 10o C. DEPOSIÇÃO: Fluxo Duração da pausa Espaçador Presença ou não de obstrução NEBULÍMETROS DOSIMETRADOS (MDI = Metered Dose inhaler) VANTAGENS: 1. Leves e pequenos; 2. Fácil trnsporte; 3. Fácil manuseio; 4. Simples de conservar e limpeza; 5. Múltuplas doses; 6. Dose liberada é precisa reprodutível; 7. Bom aporte pilmonar de deposição; DESVANTAGENS: 1. Coordenação difícil; 2. Maior impactação em orofaringe; 3. Necessita treinamento; 4. Variação da droga liberada nos últimos jatos; 5. Danos a camada de ozônio; 6. Efeito Freon; 7. Dificuldades na crise. ESPAÇADORES # Diminuir a deposição em orofaringe. # Atenuar o Efeito Freon. # Atenuar o sabor de certos medicamentos. # Melhor coordenação. ESPAÇADORES Maior padrão de deposição pulmonar com o uso do nebulímetro e o espaçador. ESPAÇADORES # Formato. # Tipo de material. # Adaptadores. # Volume (pequenos e grandes). # Válvulas e sinalizadores de fluxo NEBULÍMETROS LIOFOLIZADOS (DPI = DRY POWDER INHALER) # Inaladores a pó. # Aditivos (lactose e glucose). # Esforço inspiratório do paciente. # Fluxo maior 30 lpm. NEBULÍMETROS LIOFOLIZADOS (DPI = DRY POWDER INHALER) VANTAGENS: 1. Requer menor coordenação do paciente; 2. Ativado pela inspiração; 3. Não precisa sustentar a inspiração; 4. Pode fornecer maior número de doses; 5. Não contém CFC’s. DESVANTAGENS: 1. Elevado fluxo inspiratório; 2. A maioria das unidades são unidose; 3. Deposição favorável; 4. Disponibilidade de drogas; 5. Dificuldade de liberar doses elevadas. ORIENTAÇÕES PARA USO DE DISPOSITIVOS EM LACTENTES E CRIANÇAS DISPOSITIVO FAIXA ETÁRIA Micronebulizadores Neonatos MDI Maior 5 anos câmara Maior 4 anos câmara com máscara Neon./ lact./1 a 3a TOT Neonatos Ativado pela inspiração Maior 5 anos DPI Maior/igual 5 anos FATORES ASSOCIADOS À DEPOSIÇÃO REDUZIDA DA DROGA EM AEROSOL NOS PULMÕES 1. Calibre das vias aéreas reduzido. 2. Obstrução das vias aéreas. 3. Técnica inadequada e má adesão por parte do paciente. 4. Limitações do dispositivo de libera- ção. 5. Vias aéreas artificias. 6. Assistência Ventilatória Mecânica.