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Responsabilidade civil no ordenamento jurídico brasileiro

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RESPONSABILIDADE CIVIL NO ORDENAMENTO JURÍDICO BRASILEIRO
Responsabilidade civil é a consequência no direto civil, do dano do ato ilícito, e quando esse ato ilícito é praticado ele gera uma consequência no direito penal chamado peno medida de segurança gera uma consequência ou mais de uma no direito administrativo, exemplo da multa e no direto civil gera responsabilidade civil e sendo assim serve para três coisas.
1° serve para reparar o dano, 2° serve para punir o agressor se precisar e serve também para dar exemplo para a sociedade, portanto a responsabilidade civil tem um efeito reparador, punitivo e didático.
Essa punição é também chamada de dano punitivo, porque a tendência é justamente deixar para o direito penal somente aquelas ofensas mais graves, sendo que a ofensa menos grave se resolve no civil.
Temos na maioria dos casos um ato ilícito, mas sendo possível também ter um ato licita como exemplo desapropriação.
Sendo ilícito aquilo que é contrario ao direito, aquilo que gera um dano, estando assim na lei nos artigos 186, 927 e 402 do CC. Neste caso a vitima vai pedir a reparação do dano.
Para isso vai ter que provar os elementos da responsabilidade civil, por regra é quatro os elementos, conduta, dano nexo e culpa. (responsabilidade subjetiva, porque tem o elemento culpa).
Por exceção por haver responsabilidade objetiva e neste caso não se discute a culpa; exemplos: quando a lei determinar que seja responsabilidade objetiva ou quando houver risco.
CONCEITO DE RESPONSABILIDADE CIVIL
Intuitivamente, a palavra responsabilidade nos remete à ideia de responder por algo que fizemos ou que deixamos de fazer.
Segundo Wanessa Mota Freitas Fortes,
A palavra responsabilidade origina-se do vocábulo latino respondere, que tem o significado de responsabilizar-se, assumir o pagamento do que se obrigou ou do ato que praticou. Ou seja, é o dever de reparar imposta a quem deu causa ao prejuízo. A causa principal e geradora da responsabilidade civil é o restabelecimento do equilíbrio moral ou econômico decorrente do dano sofrido pela vítima. Daí decorre a obrigação de o causador do dano indenizar aquele que o sofreu.
 Entendemos ser a responsabilidade civil a obrigação imposta a uma pessoa, seja ela física ou jurídica, de reparar danos – patrimonial ou extrapatrimonial – causado a outrem, decorrente de um dever contratual ou extracontratual, com o fim de manter ou restaurar a paz social.
Espécies de Responsabilidade Civil
A Responsabilidade Civil, ou seja, a obrigação de indenizar o Dano causado pode surgir do inadimplemento de uma obrigação negocial, é o que se chama de responsabilidade contratual.
A responsabilidade civil poderá ser subjetiva, quando necessária à comprovação de culpa do agente causador do dano, ou objetiva, quando importante comprovar somente a ocorrência do dano e o nexo causal, e ela pode ser dividida em responsabilidade contratual e extracontratual.
Já para a responsabilidade objetiva só é necessário comprovar a ação ou omissão, o dano e o nexo de causalidade. A responsabilidade objetiva, ou responsabilidade sem culpa, somente pode ser aplicada quando existe lei expressa que a autorize.
Responsabilidade Civil Subjetiva
CC- Art.927. Aquele que, por ato ilícito (art. 186 e 187), causar dano a outrem, fica obrigado a repará-lo.
Requisitos: Conduta + Dano + nexo Causal + culpa.
O ordenamento jurídico brasileiro trabalha como regra geral com a Responsabilidade Civil Subjetiva, devendo ser comprovada a existência de culpa para que possa surgir a necessidade de qualquer ressarcimento, sendo que tal preceito surge expresso em nosso novo Código Civil no seu artigo 186.
Percebe-se que a ação do agente deve ser voluntária, negligente ou imprudente, portanto necessário se faz a comprovação da culpa.
Responsabilidade Civil Objetiva
CC – Art. 927(...)
Paragrafo único. Haverá obrigação de reparar o dano, independentemente de culpa, nos casos especificados em lei, ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar, por sua natureza, risco para os direitos de outrem.
Requisitos: Conduta + Dano + Nexo causal.
Responsabilidade Civil contratual e extracontratual
A responsabilidade Civil Contratual ocorre pela presença de um contrato existente entre as partes envolvidas, agente e vitima. Já na responsabilidade Civil extracontratual também conhecida como aqui liana, o agente não tem vinculo contratual com a vítima, mas tem vinculo legal, uma vez que, por conta do descumprimento de um dever legal, causara a vitima um dano.
ELEMENTOS ESSENCIAIS DA RESPONSABILIDADE CIVIL
Elementos essenciais que são aqueles imprescindíveis para a responsabilização.
Conduta
Para que exista a Responsabilidade Civil há a necessidade de ato realizado ou pelo próprio agente ou por ato de terceiro.
Assim para que surja a responsabilização é necessário que exista a Conduta de um agente ou praticado por terceiro em casos determinados em lei.
 Dano
O Dano é elemento essencial da Responsabilidade Civil, pois não haverá dever de reparação quando inexistir prejuízo, devendo existir tanto na responsabilidade contratual como na extracontratual.
Se não houver dano, haveria enriquecimento sem casa, por isso que o dano tem que existir. Nem todo dano interessa a responsabilidade civil, assim não é passível de indenização. Há situações em que o dano é presumido.
Para existência da Responsabilidade Civil faz-se necessário à existência desse elemento objetivo que é o Dano.
Nexo de Causalidade
Para que exista o dever de indenizar faz-se necessário a existência de uma ligação entre a Conduta do agente e o Dano, sob pena de não alcançar-se a Responsabilidade Civil. Para tanto, pode-se conceituar o Nexo de Causalidade como: “(...) a relação entre a Conduta do agente e o Dano sofrido pela vítima” (Lisboa, 2002, p. 201).
Sendo que o nexo de causalidade é um elemento complexo e de difícil percepção, segundo o professor Serpa Lopes, traduz o vinculo jurídico (liame) que une o agente ao dano ou prejuízo causado. Não de uma analise física, a análise é jurídica do nexo causal. Sem nexo causal não há responsabilidade civil. 
CONCLUSÃO
O instituto da responsabilidade civil vive em constante mudança, evoluindo ao longo do tempo, como é possível perceber na forma de reparar o dano, sendo a reparação feita com o próprio corpo do ofensor na antiguidade e através de pena pecuniária atualmente. É necessário que se faça uma profunda análise dos pressupostos deste instituto, como forma de não deixar sem reparação nenhuma vítima de ofensa, seja ao seu patrimônio , seja na sua moralidade.
Referências 
COELHO. Fábio Ulhoa. Curso de direito civil: responsabilidade civil. 5. ed. São Paulo: Saraiva, 2012. 
GONÇALVES, Carlos Roberto. Direito Civil Brasileiro: Responsabilidade Civil. 10. Ed. São Paulo: Saraiva 2015. P.266
TARTUCE. Flavio. Manual de direito civil: volume único. São Paulo: Método, 2011.
GARCIA, Fábio Bittencourt. Breves considerações acerca da responsabilidade civil no ordenamento jurídico brasileiro. Boletim Jurídico, Uberaba/MG, a. 5, nos 197. Disponível em: <HTTPS://www.boletimjuridico.com.br/doutrina/artigo/1553/breves-consideracoes-acerca-responsabilidade-civil-ordenamento-juridico-brasileiro> Acesso em: 20 out. 2018.

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