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POP material diatico UFSJ

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desde o tornozelo até o joelho, e do joelho até a coxa. Seque 
bem. 
31. Eleve a grade lateral e se mova para a lateral oposta do leito. Lave a 
outra perna. 
32. Posicione o paciente lateralmente (quando não houver contra-
indicação). Lave, enxágüe e seque as costas desde o pescoço até as 
nádegas, empregando movimentos longos e firmes. Dê atenção especial 
para as dobras das nádegas e ânus. Troque a água do banho. 
33. Se as luvas/compressa ficarem sujas, remova-as, realize a higiene das 
mãos, e torne a calçar novo par de luvas. Cubra o tórax, os membros 
superiores e inferiores do paciente, e exponha a genitália. 
34. Faça a higiene perineal, dando atenção especial às pregas cutâneas. 
Cuidado perineal feminino: 
35. Ajude a paciente a flexionar os joelhos e dobrar as pernas. 
36. Lave os grandes lábios: lave cuidadosamente as pregas cutâneas. 
Limpe da região anterior para a posterior (da frente para trás). Enxague 
e seque toda a área. 
37. Separe os lábios com a mão não dominante para expor o meato uretral 
e o orifício vaginal. Com a mão dominante, lave a parte inferior da região 
pubiana no sentido do ânus, com movimentos delicados. Limpe ao redor 
dos pequenos lábios, clitóris e orifício vaginal. 
38. Se a paciente usar comadre, derrame água morna sobre a região 
perineal. Seque toda a área da frente para trás. 
Cuidado perineal masculino: 
39. Eleve delicadamente o pênis e coloque a toalha de banho por baixo. 
Segure com cuidado o corpo do pênis. 
40. Lave a extremidade do pênis primeiramente no meato uretral. Usando 
movimento circular, limpe o meato para fora. Enxágue e seque com 
cuidado. 
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41. Retorne o prepúcio à sua posição original. 
42. Lave o corpo do pênis com movimentos firmes na direção inferior. Dê 
atenção especial à superfície do pênis. Enxágue e seque todo o pênis 
por completo. 
43. Limpe a bolsa escrotal. Levante-a com cuidado e lave as dobras 
cutâneas abaixo dela. Enxágue e seque. 
44. Descarte as luvas. 
45. Aplique loção corporal ou óleo quando desejado. 
46. Assista o paciente a se vestir. Penteie os cabelos e estimule a mulher a 
se maquiar. 
47. Prepare o leito do paciente. 
48. Remova as roupas de cama sujas e coloque-as no saco de roupa suja. 
Limpe a mesa de cabeceira do paciente e oriente o paciente quanto à 
limpeza e organização dos pertences pessoais do paciente. Deixe o 
quarto o mais limpo e confortável possível. 
49. Realize a higiene das mãos. 
Considerações especiais 
1. O banho é um momento ímpar para que o enfermeiro possa avaliar a pele e 
o sistema musculoesquelético do paciente. O procedimento, assim como os 
achados quanto à normalidade e anormalidades da pele, devem ser 
formalmente registrados no prontuário do paciente. 
 
HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS 
 
Material para lavagem das mãos: 
1. sabonete antibacteriano ou antimicrobiano ou detergente; 
2. água corrente (de preferência morna); 
3. toalhas de papel; 
4. opcionais: agente limpador antisséptico, escova para unhas, escova 
descartável com esponja. 
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Material para higienização das mãos: 
• substância à base de álcool para esfregar as mãos. 
 
 
Procedimento: lavagem das mãos 
1. Retirar os anéis, pois eles abrigam sujeira e micro-organismos da pele. 
Se a aliança de casamento não for retirada, movimentá-la para cima e 
para baixo para limpar esta parte do dedo. Retirar o relógio ou mantê-lo 
acima do pulso; 
2. Umedecer as mãos e o punho com água morna e aplicar sabonete 
líquido. (Não usar sabonete em barra pois facilita a contaminação 
cruzada). Manter as mãos abaixo do cotovelo para evitar que a água 
escorra em seus braços e retorne, contaminando assim as áreas limpas. 
3. Formar uma camada generosa de espuma, esfregando as mãos com 
força, por cerca de 10 segundos. (Sabonete e água morna reduzem a 
tensão na superfície e isso, mais o atrito, solta os micro-organismos da 
superfície, que saem na camada do espumante). 
4. Prestar atenção especial à área sob as unhas e ao redor das cutículas e 
polegares, às articulações dos dedos e das mãos, e às laterais dos 
dedos. (Os micro-organismos proliferam nestas áreas protegidas ou 
descuidadas). 
5. Evitar respingar água em você ou no chão (os micro-organismos se 
disseminam com maior facilidade em superfícies molhadas). Evitar tocar 
a pia ou a torneira pois estas são consideradas contaminadas. 
6. Enxaguar bem as mãos e o pulso em água corrente. 
7. Usar toalha de papel para dar “pancadinhas” que sequem as mãos e o 
punho. (Evitar esfregar, porque pode deixar a pele áspera e ressecada). 
8. Se a pia não for equipada com controles de joelho ou de pé, fechar as 
torneiras com toalha de papel seca para evitar nova contaminação das 
mãos. 
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Procedimento: higiene das mãos 
1. Aplicar pequena quantidade de gel alcoólico para esfregar as mãos em 
todas as superfícies; 
2. Esfregar uma mão na outra até que todo o produto esteja seco (cerca de 
30 segundos). 
Considerações especiais 
� Lavar as mãos e antebraços antes de participar de procedimento 
estéril, ou sempre que suas mãos estiverem muito contaminadas. 
� Obedecer à política da sua instituição referente ao momento de lavar 
com sabonete e ao de usar agente limpador antisséptico. 
� Usar agente limpador antisséptico antes de realizar procedimentos 
invasivos, cuidar de feridas e trocar curativos e após contaminação. 
Também são recomendados para higiene das mãos em quartos de 
isolamento, unidades de neonatologia e de pacientes altamente 
susceptíveis. 
� Sempre lavar as mãos após retirar as luvas. 
� Quando for prestar cuidado domiciliar, levar seu próprio material 
(como sabonete e toalhas de papel). Não havendo água corrente, 
usar álcool etílico para as mãos. 
� Ao descrever os procedimentos de enfermagem, deixe sempre 
registrado o que foi utilizado para higiene e lavagem das mãos. 
 
SONDAGEM NASOENTÉRICA 
Material 
• sonda (6 a 18) com ou sem guia. 
• forro protetor de roupa de cama. 
• luvas. 
• esparadrapo. 
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• xylocaína gel. 
• aplicador com ponta de algodão. 
• protetor para rosto. 
• lenços de papel. 
• lanterna. 
• copo plástico com água e canudo 
• cuba rim. 
• seringa de 60 ml. 
• tira para teste do pH. 
• água. 
• estetoscópio. 
 
Procedimento 
1. Preparar o equipamento- sonda de tratamento adequado, ler as 
características do fabricante, verificar se há defeitos, deixar correr água 
pela sonda para desobstrução e facilitar passagem do guia. 
2. Confirmar a identidade do paciente. 
3. Explicar o procedimento, mostrar a sonda. 
4. Ajudar o paciente a ficar em posição semi Fowler. 
5. Colocar forro sobre o tórax do paciente. 
6. Esticar a extremidade distal a partir da ponta do nariz até o lobo da 
orelha, do lobo da orelha até o apêndice xifóide, marcar com 
esparadrapo. 
7. Com uma lanterna investigar desobstrução nasal, desvio de septo, 
pólipos, etc. 
8. Ocluir uma narina e depois outra para determinar qual apresenta melhor 
fluxo de ar. 
9. Lubrificar a ponta curva da sonda e a guia (SN). 
10. Pedir para o paciente segurar a cuba rim e lenços. 
11. Para empurrar a sonda, inserir a ponta lubrificada direcionando-a pela 
via nasal na direção do ouvido do mesmo lado. 
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12. Quando passar pela junção naso faríngea, direcioná-la para baixo até o 
esôfago, pedir para o paciente abaixar o queixo até o peito para fechar a 
traquéia. 
13. Inserir a sonda até a marca feita com o esparadrapo. 
14. A colocação da sonda deve ser confirmada por meio de radiografia ou 
através da ausculta após inserção de 10 ml de ar através da sonda ou 
aspiração de conteúdo. 
15. Prender a sonda ao nariz, com esparadrapo bem firme, retirar o fio guia. 
16. Posicionar o paciente sobre o lado direito para facilitar a passagem para 
o duodeno, empurrar