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PROCESSO CIVIL 2 BIMESTRE

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indivisível, de que sejam titulares pessoas indeterminadas e ligadas por circunstâncias de fato;
        II - interesses ou direitos coletivos, assim entendidos, para efeitos deste código, os transindividuais, de natureza indivisível de que seja titular grupo, categoria ou classe de pessoas ligadas entre si ou com a parte contrária por uma relação jurídica base;
        III - interesses ou direitos individuais homogêneos, assim entendidos os decorrentes de origem comum.   
Art. 82. Para os fins do art. 81, parágrafo único, são legitimados concorrentemente:             
        I - o Ministério Público,
        II - a União, os Estados, os Municípios e o Distrito Federal;
        III - as entidades e órgãos da Administração Pública, direta ou indireta, ainda que sem personalidade jurídica, especificamente destinados à defesa dos interesses e direitos protegidos por este código;
        IV - as associações legalmente constituídas há pelo menos um ano e que incluam entre seus fins institucionais a defesa dos interesses e direitos protegidos por este código, dispensada a autorização assemblear.
***ACP para questionar atos de outros entes personificados. ACP é mais utilizada pelo MP, mas também pelas entidades acima citadas.
AÇÃO POPULAR
Prevista na lei 4717/ 65 lei produzida no período da ditadura, tem uma interessante premissa, usada como forma de ludibriar a população de teriam algum direito, de ajuizar ações populares com a finalidade de controlar atos do poder público.
Qualquer pessoa física brasileira, de preferencia em dia com os votos, podem questionar o poder público.
Basta ter um ato do poder público e ser cidadão. O problema é a relação jurídica que se forma, pois o cidadão se encontra em posição de hipossuficiência diante das entidades, políticos, sujeitos públicos. Como ex. questionar nomeação feita pelo desembargador, discute com o órgão, entidade e com o sujeito do desembargador.
O problema não é o conteúdo da lei, nem a premissa da lei, o problema é a estrutura de processo que ela monta, pois é a pessoa contra o Estado.
MANDADO DE SEGURANÇA COLETIVO
 Tem o mesmo requisito do mandado de segurança individual, que é o direito líquido e certo.
Necessita do direito líquido e certo (sendo necessária a comprovação. É difícil a reparação); necessita também do ato coator da autoridade.
É muito difícil juntar prova deste direito líquido e certo, pois o mandado de segurança só admite prova documental.
O CPC anterior tinha artigo que permitia a transformação de processos individuais em processo coletivo, ele foi vetado, mas era um artigo redigido a pedido de atender interesses dos tribunais, de modo a reduzir o número de ações transformando mil ações em uma. Hoje tentam utilizar outros institutos para coletivizar os procedimentos que é o Incidente de resolução de demandas repetitivas IRDR.
O IRDR tem várias figuras, repercussão geral, transcendência, muitos criando esse tipo de filtro, pegar um caso e aplicar os diversos. O problema é julgar sem a proteção de interesse coletivo, problema relacionado com a legitimidade, pois a maioria não é representada pelo processo que foi escolhido. (a pessoa pode não ter o melhor advogado, não pode pagar as diligencias do advogado e vai estar lutando contra entidades com mais recursos.
Incidente de resolução de demandas repetitivas (IRDR): a ideia é pegar um caso que seja igual a vários outros e aplicar a mesma decisão para todos. Isso acontece sem a intermediação do processo coletivo.
Legitimidade x segurança jurídica: o instituto da segurança jurídica é usado como desculpa para desafogar o judiciário, uma vez que uma pessoa (processo) não tem legitimidade para julgar os casos idênticos (outros).
Ver sobre os legitimados!
AULA 12 – 23.04.2018 (aula com o prof.º Luan)
E-mail: luan@hfadvocacia.com.br
COISA JULGADA – PROCESSO COLETIVO
Art. 103/104, CDC
Difere conforme espécie de direito coletivo 
 Difuso
Coletivo
Individuais homogêneos
Difuso – Erga Omnes ocorre entre as partes do processo, apenas. Porém, não se aplica contra quem vai entrar com a ação. A coisa julgada com efeito erga omnes não vai se operar quando for julgada improcedente a ação por insuficiência de provas;
Coletivos – Ultra partes Grupo
Categoria
Classe
OBS: Terminologia Erga Omnes Colegitimados (MP, Associação e entes federativos, ...) e Coisa Julgada = imutabilidade da sentença
Coisa Julgada (diretamente ligada ao sucesso de provas nos autos) ≠ Eficácia da sentença 
Se a sentença for improcedente (sentença ilíquida), pode-se entrar com nova ação, desde que haja prova nova.
Secundum Eventum Probations (coletivos; difusos)
CDC autoriza nova ação com prova nova não se formou coisa julgada.
Art. 103
Se for julgada improcedente a ação, pela ação coletiva, nada impede que o demandante entre com ação individual.
Individuais Homogêneos
“Erga Omnes” ocorre entre as partes do processo, apenas. Porém, não se aplica contra quem vai entrar com a ação.
Secundum Eventum litis (resultado no processo); em caso de improcedência a coisa julgada se operou com relação ao demandante e demandado;
Art. 104, CDC
Direito difuso: Não consegue determinar qual é a parcela da sociedade que tem aquele direito.
Coletivo: consegue especificar quem tem aquele direito. Diz respeito a uma classe. Ex.: servidores aposentados;
Individuais homogêneos: ex. recall de veículo. Alguém entra com ação, porém não se consegue especificar se o direito é difuso ou coletivo. Acontece quando várias pessoas entram com o mesmo objeto da demanda. 
24-04-2018
Como está claro, a sentença é uma técnica processual que não se confunde com a tutela do direito, tanto é que pode não ser suficiente para prestá-la, dependendo da conjugação de outra técnica processual, a tutela executiva. 
Determinadas formas de tutela, como as tutelas declaratória e constitutiva, são suficientes para a realização do direito da parte, consumindo-se com a simples prolação da sentença. Afirma-se que as sentenças declaratória e constitutiva são autossuficientes, mas é preciso observar que tal suficiência decorre do fato de prestarem tutelas que não reclamam nada além da sentença, dispensando as formas executivas.
As sentenças autos suficientes - declaratória e constitutiva - são suficientes para entregar ao autor o bem da vida ou outorgar a tutela jurisdicional do direito, mas a tutela do direito não é prestada pelas sentenças dependentes de execução, como a que determina a inibição do ilícito, a reintegração na posse, a remoção do ilícito ou a condenação ao pagamento de soma em dinheiro.
Se as sentenças dependentes de execução, ao contrário das sentenças autossuficientes, não prestam a tutela jurisdicional do direito, é evidente que a ação que culmina em uma sentença que, julgando o mérito, depende de atos de execução não presta a tutela do direito material. A antiga ação condenatória, única alternativa para quem desejava soma em dinheiro até um determinado momento da história do processo civil brasileiro, apesar de responder ao conceito tradicional de ação, pois garantia uma sentença de mérito, não viabilizava, por si só, a tutela do direito material. Isto é suficiente para fazer ver a diferença abismal entre direito a uma sentença de mérito e direito à possibilidade de obtenção da tutela do direito material.
PROCESSO DE EXECUÇÃO
•	Pedido do autor com natureza declaratória ou constitutiva na sentença  processo de conhecimento;
•	É um direito potestativo, pois a outra parte nada pode fazer. Sendo assim, não precisa de execução;
•	Direito a uma prestação (direito de receber algo de alguém – obrigação de dar, de fazer, de não fazer)  depende do credor e que fica à vontade do devedor para que haja prestação;
•	Objetivo: entregar para o credor o que não foi cumprido de forma adequada. Poder de exigibilidade. Se tiver processo de execução é pq alguém é devedor (fazer, não fazer, dar).
Execução como a transferência de valor jurídico do patrimônio do réu para o do autor.