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CLASSIFICAÇÃO DAS CIRURGIAS UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE CAMPUS UNIVERSITÁRIO DE RIO DAS OSTRAS SAÚDE DO ADULTO E IDOSO II O QUE É UMA CIRURGIA? CIRURGIA A palavra “cirurgia” vem do latim chirurgia. Que vem do grego cheiros (mãos) e ergon (trabalho). Podemos então definir CIRURGIA como: O conjunto de gestos manuais ou instrumentais, executado pelo cirurgião, que abrange a abertura ou não do corpo com a finalidade diagnóstica, terapêutica ou estética. CLASSIFICAÇÃO DAS CIRURGIAS Para a ENFERMAGEM, a classificação das cirurgias é de extrema importância para o planejamento da assistência prestada ao paciente cirúrgico. O conhecimento da classificação indicará os cuidados estabelecidos pela enfermeira e a eficiência da realização dos mesmos pelos profissionais. CLASSIFICAÇÃO DAS CIRURGIAS As CIRURGIAS são classificadas de um modo geral em três categorias, sendo elas, quanto à: PORTE CIRÚRGICO/RISCO CARDIOLÓGICO URGÊNCIA FINALIDADE CLASSIFICAÇÃO DAS CIRURGIAS CLASSIFICAÇÃO DO RISCO CIRÚRGICO DO AMERICAN SOCIETY OF ANESTHESIOLOGISTS: ASA QUANTO A GRAVIDADE/RISCO CARDIOLÓGICO: CIRURGIA GRANDE, MÉDIO E PEQUENO PORTE QUANTO A GRAVIDADE/RISCO CARDIOLÓGICO CIRURGIA DE GRANDE PORTE: tem a finalidade de reconstrução ou alteração externa de parte do corpo, acarretando risco para o bem estar do paciente, bem como a probabilidade de grande perda de fluídos e sangue. EX: Revascularização do miocárdio (RMV), ressecção do cólon, mastectomia, cirurgia vasculares arteriais (correcção de aneurisma na aorta abdominal). CIRURGIAS DE GRANDE PORTE QUANTO A GRAVIDADE/RISCO CARDIOLÓGICO CIRURGIA DE MÉDIO PORTE: Com média probabilidade de perda de fluído e sangue. EX:Vascular (carótida), cabeça e pescoço (ressecção de carcinoma) , ortopedia (prótese de quadril), urologia (RTU de próstata), neurologia (ressecção de aneurisma cerebral) CIRURGIA DE MÉDIO PORTE QUANTO A GRAVIDADE/RISCO CARDIOLÓGICO CIRURGIA DE PEQUENO PORTE: tem a finalidade de corrigir partes pequenas do corpo em que o risco físico é pequeno, bem como a pouca probabilidade de perda de fluído ou sangue. EX:timpanoplastia, mamoplastia, endoscopia digestiva. CIRURGIA DE PEQUENO PORTE QUANTO A URGÊNCIA ELETIVA DE URGÊNCIA DE EMERGÊNCIA QUANTO A URGÊNCIA ELETIVA: Sua realização pode aguardar ocasião mais propícia, mas com necessidade. EX: Plásticas em geral, herniorrafia, cistos superficiais. QUANTO A URGÊNCIA URGÊNCIA: Sua realização é necessária, podendo aguardar 24 a 48 horas. EX: Extirpação de neoplasia maligna, colecistectomia, hemorroidectomia. QUANTO A URGÊNCIA EMERGÊNCIA: Sua realização deve ser imediata com a finalidade de salvar a vida do paciente. EX:Apendicite perfurada, amputação traumática, hemorragia interna. QUANTO A FINALIDADE DIAGNÓSTICA ABLATIVA PALIATIVA RECONSTRUTIVA TRANPLANTE CONSTRUTIVA QUANTO A FINALIDADE DIAGNÓSTICA:é a exploração de um determinado órgão para o diagnóstico ser confirmado. EX:Laparotomia exploradora, biópsia de TU de mama. QUANTO A FINALIDADE ABLATIVA:É a ressecção ou ablação de uma parte do órgão. EX:Amputação, apendicectomia, colecistectomia. QUANTO A FINALIDADE PALIATIVA: Tem por finalidade de aliviar ou diminuir a intensidade da doença ou compensar distúrbios para aliviar a dor. EX:Colostomia, desbridamento de tecido necrosado. QUANTO A FINALIDADE RECONSTRUTIVA: Tem a finalidade de reconstruir o tecido lesado e restabelecer a sua capacidade funcional. EX:Fixação interna de fraturas, revisão de tecido cicatrizado. QUANTO A FINALIDADE TRANSPLANTE: Tem a finalidade de substituir órgãos ou estruturas não funcionantes. EX:Transplante (rim, fígado, córnea), prótese de quadril. QUANTO A FINALIDADE CONSTRUTIVA: Tem a finalidade de restabelecer a capacidade funcional perdida ou diminuída em consequência da má formação congênita. EX: Fissura palatina, fechamento de comunicação interatrial. CLASSIFICAÇÃO DAS CIRURGIAS EM OUTROS ASPECTOS SEGUNDO O TEMPO DE DURAÇÃO DO ATO CIRÚRGICO PORTE I PORTE II PORTE III PORTE IV. SEGUNDO O TEMPO DE DURAÇÃO PORTE I: com tempo de duração até 02 horas. Ex: rinoplastia (nariz), ritidoplastia (rugas na face) PORTE II: com tempo de duração de 02 a 04 horas. Ex: colecistectomia, gastrectomia. PORTE III: com tempo de duração de 04 a 06 horas. Ex: craniotomia, pneumectomia. PORTE IV: Acima de 06 horas. Ex: Transplante de fígado, hepatectomia SEGUNDO O POTENCIAL DE CONTAMINAÇÃO POTENCIAL DE CONTAMINAÇÃO: Nº de microrganismos presentes no tecido a ser operado: LIMPA CONTAMINADA POTENCIALMENTE CONTAMINADA INFECTADA SEGUNDO O POTENCIAL DE CONTAMINAÇÃO LIMPA eletiva, primariamente fechada, sem a presença de dreno, não traumática. Realizadas em tecidos estéreis ou passíveis de descontaminação, na ausência de processo infeccioso e inflamatório local. Cirurgias em que não ocorreram penetrações nos tratos digestivo, respiratório ou urinário. Por ex.: mamoplastia. SEGUNDO O POTENCIAL DE CONTAMINAÇÃO POTENCIALMENTE CONTAMINADA: realizada em tecidos colonizados por microbiota pouco numerosa ou em tecido de difícil descontaminação, na ausência de processo infeccioso e inflamatório, e com falhas técnicas discretas no transoperatório. Cirurgias com drenagem aberta enquadram-se nessa categoria. Ocorre penetração nos tratos digestivo, respiratório ou urinário sem contaminação significativa. Por ex.: colecistectomia com colangiografia. SEGUNDO O POTENCIAL DE CONTAMINAÇÃO CONTAMINADA: cirurgia realizada em tecidos abertos e recentemente traumatizados, colonizados por microbiota bacteriana abundante, de descontaminação difícil ou impossível, presença de inflamação aguda na incisão e cicatrização de segunda intenção ou grande contaminação a partir do tubo digestivo. Obstrução biliar ou urinária também se inclui nesta categoria. Por ex.: colectomia. SEGUNDO O POTENCIAL DE CONTAMINAÇÃO INFECTADA: São todas as intervenções cirúrgicas realizadas em qualquer tecido ou órgão, em presença de processo infeccioso (supuração local), tecido necrótico, corpos estranhos e feridas de origem suja. BIBLIOGRAFIA http://www.portalmedico.org.br/pareceres/crmes/pareceres/2015/0006_2015. pdf Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Critérios Diagnósticos de Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde. 84p. 2013. Disponível em: http://www20.anvisa.gov.br/segurancadopaciente/images/documentos/livros /Livro2-CriteriosDiagnosticosIRASaude.pdf Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Medidas de Prevenção de Infecção Relacionada à Assistência à Saúde. 92p. 2013. Disponível em: http://portal.anvisa.gov.br/wps/wcm/connect/f7893080443f4a03b441b64e46 1d9186/Modulo+4+Medidas+de+Prevencao+de+IRA+a+Saude.pdf?MOD= AJPERES