Prévia do material em texto
TEP00171 - Fundamentos de Engenharia de Manutenção Prof. Kimio TOTAL PRODUCTIVE MAINTENANCE TIPOS DE MANUTENÇÃO Origem do TPM • Criado no Japão em 1967 pela JIPM • Reconhecido a partir de 1971 com o Prêmio PM concedido à Nippon Denso Co. Ltd. (Grupo Toyota) • Cristalização de técnicas de manutenção preventiva, manutenção do sistema de produção, prevenção da manutenção e engenharia de confiabilidade. 3 Características do TPM • Construção de uma estrutura corporativa visando a máxima eficácia dos sistemas de produção • Envolvimento de todos para prevenir cada tipo de perda (visando acidente zero, defeito zero e falha zero) • Envolvimento de todos os departamentos • Envolvimento de todos os níveis 4 Resultados de TPM (2,5 a 3 anos de implantação) 5 FATOR ITEM DE CONTROLE QUALIDADE •Redução do nível de produtos defeituosos: 1 /10 •Redução do número de reclamações internas e externas: 1/4 PRODUTIVIDADE •Aumento de Produtividade: 1,5 a 2 vezes •Aumento da disponibilidade operacional das máquinas: 1,5 a 2 vezes •Redução de paradas acidentais das máquinas: 1/10 a 250 vez CUSTO •Economia de Energia •Redução do custo de manutenção/unidade produzida: 30 a 40% •Simplificação do processo (redução de etapas) ATENDIMENTO •Redução do volume estocado: 50% •Aumento do cumprimento do prazo MORAL •Aumento do número de sugestões: 5 a 10 vezes •Redução do absenteísmo •Redução/eliminação dos acidentes de trabalho: Zero MEIO-AMBIENTE Redução/eliminação da poluição: Zero Redução de gastos com tratamento de rejeitos Interação do TPM com outros Programas Estratégicos 6 TPM 5S Kaizen ISO 9001 ISO 14001 OSHAS 18001 Just in Time RCM PDCA FMEA CEP One Piece Flow Poka-Yoke CCQ 6 Sigmas Gestão à Vista Etapas de Implantação 1. Declaração oficial de adoção do TPM 2. Treinamento introdutório 3. Estruturação dos comitês para implementação 4. Definição de diretrizes e Metas globais 5. Elaboração do Plano Diretor 6. Evento de lançamento do TPM 7. Atividades de Melhoria Individual 8. Estruturação da Manutenção Autônoma 9. Manutenção Planejada 10. Educação e Treinamento 11. Melhorias no Projeto 12. Execução total do TPM 7 8 Metodologia de Implantação do TPM Sensibilização da alta e da média gerências Auditoria Plano de Ação Treinamento e Melhorias Estruturação Treinamento Introdutório TPM Discussão de Metas Preparação Consolidação? Introdução de Outros Equipamentos Treinamento para equipes de outros equipamentos 9 TPM Manutenção Produtiva Total Comprometimento de Todos M e lh o ri a s In d iv id u a is M a n u te n ç ã o A u tô n o m a M a n u te n ç ã o P la n e ja d a M e lh o ri a s n o P ro je to Os 5 Pilares Básicos do TPM 10 Os 8 Pilares do TPM TPM Manutenção Produtiva Total M e lh o ri a s I n d iv id u a is M a n u te n ç ã o A u tô n o m a M a n u te n ç ã o P la n e ja d a E d u c a ç ã o e T re in a m e n to M e lh o ri a s n o P ro je to M e lh o ri a s A d m in is tr a ti v a s M a n u te n ç ã o d a Q u a li d a d e S e g u ra n ç a , S a ú d e e M e io A m b ie n te Comprometimento de Todos Melhorias Individuais Atacar perdas através de Grupos de Melhorias • Eliminar desgaste acelerado estabelecendo condições básicas do equipamento (limpeza, lubrificação e aperto) • Eliminar desgaste acelerado usando o equipamento de acordo com as condições de projeto • Restaurar equipamento para suas condições ideais removendo desgastes • Restaurar processos para as suas condições ideais eliminando ambiente que causa desgaste acelerado • Aumentar vida útil do equipamento corrigindo deficiências de projeto • Eliminar falhas imprevistas melhorando habilidades de operação e manutenção 5 Pilares 8 Pilares As Perdas que influenciam a Eficiência dos Equipamentos • Manutenção Programada • Defeito/Falha do Equipamento • Ajustes do Equipamento • Troca de Ferramental/Gabaritos • Pequenas Paradas e Ociosidade • Redução do Desempenho • Correção de Defeitos • Defeito no início de Funcionamento As Perdas que influenciam a Eficiência das Pessoas • Falhas Administrativas (espera por instruções e por materiais) • Falhas Operacionais • Desorganização da Linha de Produção • Falhas da Logística • Medições e Ajustes Excessivos 13 As Perdas que influenciam a Eficiência da Utilização de Materiais e Energia • Desperdício de Energia • Perdas de materiais (defeito, acionamento inicial, cortes, peso, excessos) • Matrizes, Ferramentas e gabaritos Etapas para a Quebra Zero • Reduzir variação nos intervalos de falhas – Restaurar desgaste – Prevenir desgaste acelerado – Estabelecer condições básicas – Adequar as condições ao uso – Eliminar desgaste acelerado – Preparar inspeções diárias fáceis de executar – Preparar padrões de lubrificação • Aumentar a vida útil do equipamento – Corrigir defeitos de projeto e fabricação – Prevenir recorrência de maiores quebras – Prevenir erros de operação e reparos Etapas para a Quebra Zero • Periodicamente remover desgastes – executar serviços e inspeções periódicas – estabelecer trabalho de manutenção e padrões de inspeção – controlar sobressalentes e materiais de manutenção; reconhecer sinais de anormalidade de processo) • Predizer vida do equipamento de acordo com as suas condições Ferramentas para a Solução de Problemas Crônicos • RCM (Manutenção Centrada em Confiabilidade) • FMEA (Análise de Modo e Efeito de Falhas) • Análise de valor • Ferramentas da Qualidade Manutenção Autônoma Habilitar operador à cuidar adequadamente do equipamento 1. Limpeza Inicial 2. Eliminação de Fontes de Problemas e Locais de difícil acesso 3. Padrões de Lubrificação e Limpeza 4. Inspeção Geral 5. Inspeção Autônoma 6. Organização e Ordem do local de trabalho 7. Consolidação do Autocontrole 5 Pilares Etapa 1 – Limpeza Inicial 1. Limpeza do equipamento com o apoio da manutenção 2. Identificação de anomalias através de etiquetas 3. Resolução das anomalias identificadas em curto prazo 4. Plano para eliminação das anomalias mais complexas 5. Levantamento de perdas de acordo com planilhas específicas 6. Manutenção da limpeza básica Manutenção Autônoma Etapa 2 – Eliminação de Fontes de Problemas e Locais de difícil acesso 1. Identificação de fontes de problemas e de locais de difícil acesso através de etiquetas 2. Plano para eliminação de fontes de problemas e dos locais de difícil acesso 3. Eliminação das fontes de problemas e dos locais de difícil acesso 4. Utilização de lições de cada caso para convivência adequada com os problemas e para os casos de melhorias propostas ou realizadas Manutenção Autônoma Etapa 3 – Padrões de Lubrificação e Limpeza 1. Elaboração de procedimentos e check-lists de limpeza e de lubrificação pela manutenção2. Disponibilização de recursos necessários para a limpeza e a lubrificação 3. Treinamento dos operadores nos procedimentos e nos check-lists de limpeza e de lubrificação 4. Instalação de etiquetas de cinco sensos (5S) para facilitar inspeções 5. Execução dos check-lists pelos operadores 6. Acompanhamento da execução dos check-lists pela manutenção Manutenção Autônoma Etapa 4 – Inspeção Geral 1. Levantamento de necessidades de habilidades dos operadores de equipamentos 2. Elaboração de lições de conhecimento básico em equipamentos pela manutenção 3. Disponibilização de recursos necessários para os treinamentos em equipamentos 4. Treinamentos teóricos e práticos dos operadores de acordo com as necessidades levantadas pela manutenção Manutenção Autônoma Etapa 5 – Inspeção Autônoma 1. Complementação dos procedimentos e check-lists de limpeza e de lubrificação com as habilidades adquiridas pelos operadores na etapa 4. 2. Treinamento dos operadores nos procedimentos e check- lists definitivos 3. Complementação de instalação de etiquetas de 5S e de controles visuais para facilitar inspeções 4. Execução dos check-lists e pequenos reparos pelos operadores 5. Acompanhamento da execução dos check-lists e pequenos reparos pela manutenção Manutenção Autônoma Etapa 6 – Organização e Ordem do local de trabalho 1. Utilização dos recursos 2. Conservação dos recursos e instalações de apoio 3. Identificação dos recursos e locais de guarda 4. Arrumação dos recursos 5. Sinalizações para garantia da ordem e da limpeza 6. Descarte adequado de resíduos Manutenção Autônoma Etapa 7 – Consolidação do Autocontrole 1. Habilidade dos operadores em equipamentos 2. Habilidade dos operadores em treinamento de outros 3. Disciplina dos Operadores 4. Resultados Manutenção Autônoma Visão distorcida da Operação em relação ao TPM • O “M” do TPM como “Maintenance” cria a ideia que se trata de uma ferramenta da área de Manutenção • Temor de que haverá uma sobrecarga de trabalho para os operadores em função da Manutenção Autônoma, aliviando a equipe de manutenção • Pressa em replicar o TPM para todos os equipamentos • Não costuma relacionar o custo de manutenção à disponibilidade do equipamento • Não costuma relacionar custos da má manutenção com lucros cessantes, acidentes e poluição. O Papel da Operação com o TPM • Registrar, calcular e analisar todas as perdas • Operar corretamente o equipamento respeitando os procedimentos de operação e os limites do equipamento • Manter o equipamento limpo, lubrificado e com parafusos e porcas devidamente apertados • Inspecionar diária e periodicamente o equipamento para detecção precoce de anormalidades • Relatar precisamente as falhas e os problemas • Realizar pequenos reparos de acordo com os procedimentos e treinamentos desenvolvidos pela manutenção • Manter os registros de pequenos reparos • Elaborar instruções simples para solução de problemas e casos de melhorias • Dar apoio aos departamentos de projeto/engenharia/processo na definição de novos equipamentos. Manutenção Planejada Aplicar engenharia de confiabilidade na gestão de equipamentos • Levantamento da condição atual; • Estabelecimento de uma organização de melhoria individual, restaurando as deteriorações; • Estabelecimento de um sistema de controle de informação; • Estabelecimento de um sistema de manutenção programada; • Estabelecimento de um sistema de manutenção preditiva; • Mensuração dos resultados da manutenção. Pilares Confiabilidade Exemplo de "Curva da Banheira" 0 0,5 1 1,5 2 2,5 3 0.1 -1 0.0 20 .1- 30 .0 40 .1- 50 .0 60 .1- 70 .1 80 .1- 90 .0 10 0.1 - 11 0.0 12 0.1 - 13 0.0 Horas de Serviço Ta xa d e f alh a p or h or a du ra nt e pe río do s d e 1 0 ho ra s d e s er vi ço Confiabilidade = e -t/MTBF x 100% Mortalidade Infantil Taxa de Falha Constante Desgaste Acelerado O Papel da Manutenção com o TPM • Dar suporte para a Manutenção Autônoma – prover instruções para habilidades de inspeção e ajudar operadores prepararem padrões de inspeção – prover treinamento em técnicas de lubrificação, padronizar tipos de lubrificantes e ajudar operadores a formularem padrões de lubrificação – agir rapidamente nas anormalidades detectadas pelos operadores – dar assistência técnica nas atividades de melhoria • Avaliar equipamento e entender condição atual (de forma científica) • Restaurar deterioração e corrigir desgastes (Maior agilidade) • Pesquisar e desenvolver novas tecnologias de manutenção • Preparar/Revisar os procedimentos de manutenção • Construir/Melhorar sistemas para manter registros de manutenção, dados manuseados e medições de resultados. O Papel da Manutenção com o TPM • Desenvolver e usar técnicas de análise de falhas e implementar medidas para prevenir recorrência de falhas graves • Dar apoio aos departamentos de projeto/engenharia/processo na definição de novos equipamentos • Controlar os sobressalentes, dispositivos, ferramentas e dados técnicos • Definir/Revisar a Política de Manutenção (balanço corretiva X Preventiva X Preditiva) • Auditar as atividades da Manutenção Autônoma • Avaliar o sistema de Manutenção Planejada. Educação e Treinamento Conscientizar e habilitar operadores e mantenedores para o TPM • Avaliar programa de treinamento atual e fixar política e estratégia de prioridade • Projetar um programa de treinamento para melhorar habilidades da Operação e Manutenção • Implementar o treinamento (Curriculum de treinamento; Planos e materiais para treinamento - 70% prática, 30% leitura; Salas de aula com 6 a 10 treinandos; treinamento) • Projetar e desenvolver um programa de desenvolvimento de habilidades • Promover um ambiente que encoraja auto-desenvolvimento • Avaliar as atividades e planos para o futuro Pilares 33 Educação e Treinamento para TPM Caráter Gerente de Operação Chefe de setor Líderes de Operação Manuten- tores Supervisor es de Manutençã o Operadores Novos empregados Introdução ao TPM Introduçã o ao TPM Inspeção geral Inspeção geral (treinamento no trabalho) Análise PM Análise PM (treinamento no trabalho) Técnicas de manutenção (avançado) Técnicas de manutenção (básico) Seminário de TPM Gerenciamento de equipamentos Manutenção de equipamentos Mecatrônica (mecânica/microeletrônica) Grupos de aperfeiçoamento Participação em eventos de TPM Lições ponto-a- ponto (treinamen to no trabalho) O b ri g a tó ri o Técnicas de diagnóstico de equipamentos usando medidores de vibração Introdução ao TPM Causas de Fracassos • A implantação não está ocorrendo no sentido “Top-Down” • Basicamente é a área de Manutenção quem “carrega TPM nas costas” • Os problemas crônicos dos equipamentos não são tratados de formacientífica • Há um sentimento de sobrecarga para os operadores • As condições do equipamento não facilitam a prática da Manutenção Autônoma • Não há uma política definida de Manutenção • Há um preconceito de que TPM só se aplica em processos seriados • O plano de treinamento em TPM envolve somente os operadores, excluindo a Manutenção • O desempenho da Manutenção é medido apenas pelos custos e não pela disponibilidade • O papel da Manutenção se limita a manter a confiabilidade • Os novos equipamentos e sobressalentes ainda são comprados com base no preço de aquisição • Saturação de Programas Estratégicos • Os resultados têm que acontecer em curto prazo Causas de Fracassos (Continuação) Papel da Alta Direção • Conhecer efetivamente a metodologia do TPM • Comunicar pessoalmente as decisões • Reservar tempo em sua agenda para exercer a liderança do programa • Realizar reuniões quinzenal com o grupo de implantação para acompanhamento dos trabalhos, orientação e decisões dos itens pendentes • Dedicar no mínimo 1 hora por semana de presença na área operacional, para: – Conhecer melhor o estado dos equipamentos e as dificuldades que o pessoal enfrentará na mudança – Conhecer melhor as pessoas e perceber o clima – Fazer ser notada a disposição da direção em conduzir o programa – Dar o exemplo à média gerencial quanto à forma de liderança desejada. TPM X TQC • O TPM é voltado para o desempenho do equipamento • O TPM é mais eficaz para reduzir custos • As ações do TPM são mais práticas • Empresas que conquistaram o Prêmio TPM, levaram 5,15 anos para conquistar o Prêmio Deming • Gestão departamental • Percepção de dentro para fora • Resolução dedutiva (do todo para o particular). • O TQC é voltado para o desempenho do processo • O TQC é mais eficaz para agregar valor • As ações do TQC são mais filosóficas • Empresas que conquistaram o Prêmio Deming, levaram 7,79 anos para conquistar o Prêmio TPM • Gestão interdepartamental • Percepção de fora para dentro • Resolução indutiva (do particular para o todo 38 Benefícios do 5S Pilares do TPM Iniciativa e criatividade Zelo pelos equipamentos Melhoria das relações Padronização Prevenção de doenças Redução do desgaste físico e mental Economia de Materiais Autocontrole Melhorias Individuais Manutenção Autônoma Manutenção Planejada Educação e Treinamento Melhoria no Projeto Melhorias Administrativas Manutenção da Qualidade Segurança, Higiene e Meio Ambiente Relação entre 5S e TPM OS CINCOS SENSOS DA QUALIDADE O termo 5S origina-se de palavras que em japonês começam com a letra S. • SEIRI - senso de utilização ou de descarte • SEITON - senso de ordenação ou de arrumação • SEISO - senso de conservação ou de limpeza • SEIKETSU – senso da saúde • SHITSUKE - senso de autodisciplina