Apostila  ADM PMEs.
18 pág.

Apostila ADM PMEs.


DisciplinaAdm de Micro e Pequenas Empresas14 materiais66 seguidores
Pré-visualização8 páginas
FACULDADE 
QUIRINÓPOLIS 
 
 
Administração de Pequenas e Médias 
Empresas 
 
EMPREENDEDORISMO & 
PLANO DE NEGÓCIOS 
 
 
Administração de Pequenas e Médias Empresas Prof. José Carlos Jr 
 
2 
 
 
A ) DISCIPLINA: Administração de Pequenas e Médias Empresas 
 
CARGA HORÁRIA: 3 aulas / semana 
PROFESSOR: José Carlos de Sousa Júnior 
 
B ) OBJETIVOS 
 
\ufffd Fornecer os conhecimentos necessários à criação e gestão de negócios. 
 
\ufffd Estimular a criatividade e a capacidade de identificar oportunidades de 
negócios. 
 
 
C ) PROGRAMA 
 
 
\ufffd Introdução, o empreendedorismo, o empreendedorismo no brasil, 
definição de empreendedor, perfil do empreendedor, o empreendedor e 
as empresas de pequena dimensão, o ciclo de vida das organizações, 
as forças competitivas e as estratégias genéricas. 
 
\ufffd O Plano de Negócios 
 
 
D ) METODOLOGIA 
 
\ufffd Exposições comentadas 
 
\ufffd Debates e trocas de experiências 
 
\ufffd Experiências de empreendedores 
 
\ufffd Apresentação de trabalhos acadêmicos 
 
\ufffd Análise de filmes 
 
Administração de Pequenas e Médias Empresas Prof. José Carlos Jr 
 
3 
Í N D I C E 
1 Introdução 
2 O Empreendedorismo 
3 O Empreendedorismo no Brasil 
4 Definição de Empreendedor 
5 Perfil do Empreendedor 
6 O Empreendedor e as Empresas de Pequena 
Dimensão 
7 O Ciclo de Vida das Organizações 
8 As Cinco Forças Competitivas 
9 As Estratégias Genéricas 
10 O Plano de Negócios 
10.1 Sumário Executivo 
10.2 Histórico da Empresa 
10.2.1 Visão 
10.2.2 Missão 
10.2.3 Dados da Empresa 
10.3 Produtos e Serviços da Empresa 
10.4 Pontos Fortes e Fracos da Empresa 
10.5 Perfil do Cliente 
11 Referências Bibliográficas 
 
 
Administração de Pequenas e Médias Empresas Prof. José Carlos Jr 
 
4 
1. Introdução 
 
O conceito de empreendedorismo tem sido muito difundido no Brasil nos últimos 
anos, intensificando-se no final da década de 1990. Inúmeros motivos podem ser 
atrelados a popularidade e o repentino crescimento do termo empreendedorismo, 
recebendo atenção especial por parte do governo e de segmentos sociais. Sem dúvidas, 
o principal deles é a preocupação com empresas duradouras e a necessidade de redução 
da taxa de mortalidade de empresas de pequena dimensão. 
 
Empresas de pequena dimensão (Micro, Pequena e Média), no nosso país, 
representam para a economia nacional um papel fundamental, por assegurarem o 
desenvolvimento e a estabilidade da nação. No Brasil, este segmento da economia é 
composto por 3,5 milhões de empresas, representando 98,3% do total de empresas 
registradas e respondendo por 20,4% do Produto Interno Bruto e 58,4% da mão-de-obra 
do país. O crescimento do setor alcança taxas de 10% ao ano e se deve, entre outros 
fatores à complexidade da sociedade, às mudanças estruturais nas industrias, à falência 
do setor público e estatal e a própria mentalidade do brasileiro que o leva a tentar a ser 
"dono do próprio nariz". 
 
No entanto, é sabido que no Brasil, parcela significativa das empresas de 
pequena dimensão têm vida curta. Mais de 80% dessas empresas não ultrapassam 
o primeiro ano de vida. Isto representa um brutal desperdício de energia e recursos, 
reduzindo o poder de consumo e gerando desconforto social de milhares de 
empreendedores do país. 
 
Nos últimos anos, depois de várias tentativas de estabilização da economia e da 
imposição advinda do fenômeno globalização, um número incalculável de empresas 
tiveram de procurar alternativas para aumentar a competitividade, reduzir custos, enfim, 
manter-se no mercado. Uma das conseqüências imediatas das mudanças que vem 
ocorrendo no cenário econômico foi o aumento no índice de desemprego, assim, com 
poucas alternativas, os ex-funcionários dessas empresas, começaram criar seu próprio 
negócio, muitas vezes com economias advindas das demissões. 
Administração de Pequenas e Médias Empresas Prof. José Carlos Jr 
 
5 
Quem São as Micro e Pequenas Empresas 
Atualmente, há pelo menos três definições utilizadas para limitar o que seria uma 
pequena ou micro empresa. 
A definição, mais comum e mais utilizada, é a que está na Lei Geral para Micro e 
Pequenas Empresas. 
De acordo com essa lei, que foi promulgada em dezembro de 2006, as micro empresas 
são as que possuem um faturamento anual de, no máximo, R$ 240 mil por ano. As 
pequenas devem faturar entre R$ 240.000,01 e R$ 2,4 milhões anualmente para ser 
enquadradas. 
Definição 2 - Sebrae 
A entidade limita as micro às que empregam até nove pessoas no caso do comércio e 
serviços, ou até 19, no caso dos setores industrial ou de construção. 
Já as pequenas são definidas como as que empregam de 10 a 49 pessoas, no caso de 
comércio e serviços, e 20 a 99 pessoas, no caso de indústria e empresas de construção. 
Conceito 3 - órgãos federais como BNDES (outro parâmetro para a concessão de 
créditos) 
 Microempresa deve ter receita bruta anual de até R$ 1,2 milhão; 
Pequenas empresas, superior a R$ 1,2 milhão e inferior a R$ 10,5 milhões. 
(Os parâmetros do BNDES foram estabelecidos em cima dos parâmetros de criação do 
Mercosul) 
Além da definição legal das Micro e Pequenas Empresas (MPE), é importante ter em 
mente qual o perfil desse micro ou pequeno empresário, que é cada vez mais importante 
na estrutura capitalista atual. Genericamente, seu nome é o empreendedor. 
 
 
Administração de Pequenas e Médias Empresas Prof. José Carlos Jr 
 
6 
As MPEs no Brasil 
No Brasil, surgem cerca de 460 mil novas empresas por ano. A grande maioria é de micro 
e pequenas empresas. As áreas de serviços e comércio são as com maior concentração 
deste tipo de empresa. Cerca de 80% das MPEs trabalham nesses setores. Essa 
profusão de empresas se deve a vários fatores, segundo o Serviço Brasileiro de Apoio às 
Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). 
Desde os anos 90, grandes empresas instaladas no Brasil, acompanhando uma tendência 
mundial, incentivaram o processo de terceirização de áreas que não são consideradas 
essenciais para o seu negócio. Assim, começaram a surgir empresas de segurança 
patrimonial, de limpeza geral. Além disso, outras empresas menores, tentando fugir dos 
encargos trabalhistas altíssimos do País (um funcionário chega a custar 120% a mais que 
seu salário mensal), optaram por dispensar seus funcionários e contratar micro e 
pequenas empresas. O Estatuto da Micro e Pequena do Brasil, de 1998, já começou a 
facilitar essa política empresarial. 
Além disso, o desemprego brasileiro, que historicamente gira em torno de 14% - segundo 
a metodologia do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), contribuiu para que 
surgissem mais MPEs. Apesar do sonho do seu próprio negócio ser um dos discursos 
mais comuns entre assalariados brasileiros, ser empreendedor (seja micro ou pequeno) é 
uma atividade que ainda tem vários percalços no caminho. 
Morte Precoce 
Um dos principais problemas das pequenas e micro empresas brasileiras é a sua vida 
curta. Levantamento do Sebrae, feito entre 2000 e 2002, mostra que metade das micro e 
pequenas empresas fecha as portas com menos de dois anos de existência. A mesma 
entidade levantou o que seriam as principais razões, segundo os próprios empresários, 
para tal. A falta de capital de giro foi apontado como o principal problema por 24,1% dos 
entrevistados, seguido dos impostos elevados (16%), falta de clientes (8%) e concorrência 
(7%). 
Foi olhando esses números que o governo federal criou primeiro o Simples e depois o 
Super Simples, que prevê a unificação e diminuição de impostos. Afinal, a mesma 
Administração de Pequenas e Médias Empresas Prof. José Carlos Jr 
 
7 
pesquisa do Sebrae mostra que 25% das empresas que