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Transcrição O dogma central da biologia molecular A informação decodificada (Dogma Central) Gene procarionte Propriedades do RNA Conceito É o processo celular de síntese de RNA a partir de um molde de DNA. Tipos de RNA (produtos da transcrição) RNA Função RNA mensageiro (RNAm) Codifica todas as proteínas celulares RNA ribossomal (RNAr) Guiam a montagem das proteínas no citoplasma RNA transportador (RNAt) Carreiam aminoácidos para a síntese proteíca RNA nucleares pequenos (RNAsn) Participam do processo de splicing RNAtm, RNAsno, RNAsca, RNAg, RNAsi, RNApi, RNAmi Propriedades: 1) Ligações fosfodiéster na direção 5’3’ 2) Uso de ribonucleotídeos trifosfatados como substrato 3) Sequência feita por complementaridade de bases com uma fita de DNA molde 4) RNA polimerases não precisam de iniciadores 5) Reconhecimento de sítios promotores na sequência de DNA Transcrição Transcrição (etapas) RNA polimerase Enzima responsável pela síntese de RNA. É um dos maiores complexos enzimáticos conhecidos. Na maioria dos procariontes uma única RNA polimerase transcreve todos os tipos de RNA. Cerne da enzimas (4 subunidades) + fator sigma = holoenzima Promotores Sequências variadas na fita (filamento) de DNA molde antes da região codificante do gene. Espaçamento entre os sítios varia de 15-17 nucleotídeos. A região promotora -10 é o sítio de desenrolamento do DNA, enquanto a região -35 é a região de reconhecimento da holoenzima. A holoenzima muda de conformação de modo a amenizar a tensão estrutural sofrida pela dissociação da dupla-fita de DNA. Iniciação (procariontes) Gene Fator Uso rpoD σ70 Geral rpoS σS Estresse rpoH σ32 Choque Térmico rpoE σE Choque Térmico rpoN σ54 Nitrogênio fliA σ28 (σF) Flagelar • Existem vários tipos de fatores sigmas, cuja função é direcionar a RNApol a regiões promotoras de interesse, importância adaptativa. Em procariotos... Iniciação (procariontes) Elongamento Síntese dos primeiros 10 nucleotídeos dentro da bolha de transcrição. A dissociação do fator sigma é necessário para a síntese eficiente de RNA. Síntese sempre no sentido 5’3’ utilizando a energia da quebra do trifosfato de NTPs. A bolha de transcrição é unidirecional, ao contrário da forquilha de replicação. Enzima com frequência de erro de ~ 1x105 Elongamento Fita molde Fita codificante O RNA transcrito terá a sua sequência idêntica à fita de DNA codificante. A vida como ela é… Terminação (procariontes) Implica na dissociação DNA-RNA e a liberação do cerne proteíco da fita molde de DNA. Dois mecanismos conhecidos: 1) Intrínseco (sem gasto de energia) 2) Rho dependente Sequência de término contém cerca de 40 bp, terminando em um trecho rico em GC, seguido de seis ou mais uracilas. Terminação (intrínseco) Grampo desacelera ou freia a RNA polimerase, enquanto a região rica em uracila dissocia o complexo proteína-RNA-DNA. Terminação (rho dependente) Complexo enzimático rho reconhece um sítio específico na sequência de RNA. Rho se desloca ao longo da fita de RNA. Rho alcança a RNA polimerase quando esta faz uma pausa na síntese e por ser uma helicase promove a separação do hídribo DNA-RNA via gasto de ATP. A localização dos genes Transcrição (eucariontes) A transcrição em eucariontes é similar, mas apresenta algumas diferenças importantes: Procariontes Eucariontes Uma única RNA polimerase para sintetizar todos os RNAs Três : I (RNAr), II (RNAm), III (RNAt e RNAsn) Fator sigma Fatores gerais de transcrição Transcrição envolve mais de um gene (operon) Transcrição envolve apenas um gene RNA sintetizado no citoplasma (tradução simultânea a transcrição) RNA sintetizado no núcleo (necessidade de transporte) 4 subunidades 8-14 subunidades Promotor -10 e -35 Promotor TATA box (-30), CAAT box (-75), GC box (-90) Fatores de transcrição eucarióticos O gene eucarionte Processamento do RNAm eucariótico Nos eucariontes, a transcrição é apenas o primeiro passo de diferentes etapas necessárias para a produção de um RNA mensageiro maduro. 1) Capeamento da extremidade 5’ do RNA 2) Splicing 3) Adição da cauda poli-A na extremidade 3’ do RNA Em eucariontes, a transcrição e o processamento do RNAm ocorrem simultaneamente! Capeamento da extremidade 5’ O capeamento da extremidade 5’ é feito por uma guaniltransferase assim que os primeiros 25 nucleotídeos do RNAm saem da bolha de transcrição. O capeamento da extremidade 5’ está relacionado com a exportação nuclear do RNAm maduro para o citoplasma. Também protege o RNAm da ação de nucleases. Íntrons / Éxons • O Splicing é um processo que remove os íntrons e junta os éxons depois da transcrição do RNA. • A estrutura fundamental para clivar essas ligações entre os nucleotídeos é o spliceossomo. • Ele consiste na retirada dos íntrons de um mRNA precursor, sendo um dos processos necessários para formar um RNAm maduro funcional. 25.000 genes codificam 100.000 proteínas. Como isso pode acontecer? Splicing alternativo Splicing alternativo Gene DSCAM de drosófila pode ser editado em 38.000 vias alternativas Curiosidades sobre splicing Genes típicos de eucariotos possuem 7-8 éxons, estendem-se por ~16kb; éxons são pequenos (100 a 200 pb) e íntrons são maiores (1kb). Apenas cerca de 235 (4%) dos 6.000 genes de levedura contêm íntrons. Enquanto a maioria dos genes humanos (27.000) contém regiões intrônicas. O tamanho médio de um íntron é de 2.000 nucleotídeos, enquanto os éxons possuem cerca de 100-200 nucleotídeos, assim uma porcentagem maior do DNA codifica íntrons, não éxons. Um exemplo extremista é o gene da distrofia muscular. O gene possui 2,5 milhões de pares de base. Os 78 éxons reunidos produzem um RNAm de 14.000 nucleotídeos, o restante são íntros. Adição da cauda poli-A A cauda poli-A não é sintetizada durante a transcrição do RNAm. Ela é adicionada ao RNAm, ainda no núcleo, pela enzima poli(A)- polimerase. São adicionados, um a um, cerca de 200 nucleotídeos de adenina sem a necessidade de molde. Sua função é aumentar a vida útil do RNAm no citiplasma. Em procariontes, a meia vida dura minutos, em eucariontes dura horas. Processamento (resumo) Tradução Proteínas As proteínas são as macromoléculas mais complexas de um organismo, podendo desempenhar diferentes funções celulares: Estrutural (colágeno, actina, queratina); Sinalização celular (insulina); Transporte de moléculas (canais iônicos); Enzimas (polimerases, catalases, nucleases); Defesa do organismo (anticorpos). As proteínas podem ser compostas por até 20 aminoácidos diferentes e a composição média de uma proteína varia, em média, entre 50 a 5.000 aminoácidos. A maior proteína conhecida possui 33.000 aminoácidos. Estima-se que existam 100.000 proteínas humanas diferentes. Código Genético 4 tipos de nucleotídeos sintetizando 20 diferentes aminoácidos. Códon: Sequência de 3 nucleotídeos necessário para codificar um aminoácido. O código genético Matriz de leitura (ORF) Uma sequência de nucleotídeos pode ser lida em qualquer uma de suas 3 janelas de leitura. a maioria das sequências de RNAm codifica um produto proteico em apenas uma janela de leitura. O RNAm é sempre lido no sentido 5’ 3’. 5' atgcccaagctgaatagcgtagaggggttttcatcatttgaggacgatgtataa 3’ 1 atg ccc aag ctg aat agc gta gag ggg ttt tca tca ttt gag gac gat gta taa M P K L N S V E G F S S F E D D V * 2 tgc cca agc tga ata gcg tag agg ggt ttt cat cat ttg aggacg atg tat C P S * I A * R G F H H L R T M Y 3 gcc caa gct gaa tag cgt aga ggg gtt ttc atc att tga gga cga tgt ata A Q A E * R R G V F I I * G R C I Estrutura do RNAt Embora as moléculas de RNAt tenham muitas similaridades estruturais, cada um tem uma forma tridimensional única, que permite o seu reconhecimento pela aminoacil sintetase correta. É formada uma ligação éster entre o aminoácido e a adenina presente na ponta 3’ OH-livre do RNAt via gasto de ATP. Estrutura do RNAt Tradução (Conceito) Processo de leitura da sequência de RNAm e sua conversão em uma sequência de aminoácidos. RNA mensageiro maduro (eucarionte) Maquinaria de tradução Principais componentes: 1) RNA mensageiro (RNAm) – especifica a sequência correta de aminoácidos na proteína . 2) Ribossomos (RNAr + proteínas) – maquinaria enzimática de produção de proteínas. 3) RNA transportador (RNAt) – carreia os aminoácidos para o complexo ribossómico (aminoacil RNAt). 4) Fatores de tradução – proteínas com funções regulatórias dentro do processo de tradução. 5) Outros componentes – ATP, aminoácidos e íons. Ribossomos Ribossomos Os ribossomos possuem sítios específicos que os possibilita se ligar a RNAm, aos RNAt e aos fatores específicos de tradução. Quando não estão traduzindo proteínas, os ribossomos estão normalmente dissociados em suas duas subunidades na célula. Durante a síntese as subunidades se juntam e ao final da tradução se dissociam novamente. Ribossomos (Sítios) Sítio A (aceptor): sítio de entrada de um aminoacil-tRNA Sítio P (peptidil): Sítio onde se encontra o RNAt ligado a cadeia de polipeptídeos Sítio E ? (saída): onde o tRNA é liberado Tradução (etapas) • Iniciação – ligação do ribossomo ao RNAm e ligação do primeiro RNAt. • Elongamento – translocação do ribossomo e formação de todas as ligações peptídicas. • Término – liberação da cadeia peptídica, dissociação do ribossomo ao RNAm. Estágios da Síntese Proteica TRADUÇÃOTradução (Iniciação) Primeira etapa da iniciação consiste na associação do RNAm com a subunidade menor do ribossomo via IF3. O fator de iniciação IF2 liga-se a uma molécula de GTP e ao RNAt de iniciação denominado fMet- RNAt, carreando este conjunto ao sítio P. Uma proteína ribossomal hidrolisa GTP, gerando a energia necessária para a montagem do complexo ribossômico. Sítios Shine-Dalgarno • Como o códon correto de iniciação é reconhecido pela subunidade menor do ribossomo? • Os códons de iniciação são precedidos de sequências que se paream bem com a ponta 3’ do rRNA 16S (sequência de Shine-Dalgarno) rica em purina. Sítios Shine-Dalgarno Sequências vistas apenas em organismos procariontes e permite que um mesmo RNAm possa produzir diferentes proteínas Iniciação - eucariontes Em eucariontes, o processo é similar, mas não possuem sequência Shine-Dalgarno. A subunidade menor do ribossomo reconhece o capeamento da extremidade 5’ do RNAm, com auxílio de eIF, e desliza sobre o RNAm o achar o primeiro AUG (auxiliado por outros eIFs). Quando a subunidade menor do ribossomo encontra o primeiro AUG, ocorre a dissociação dos eIFs, permitindo o acoplamento dos ribossomos. Alongamento (síntese proteíca) 3 fatores proteícos em procariontes e eucariontes: EF-Tu, EF-Ts e EF-G. Alongamento EF-Tu medeia a entrada do aminoacil-RNAt no sítio A Liga-se a GTP e ao aminoacil-RNAt A quebra de GTP ativa a ligação do aminoacil-RNAt no sítio A e EF-Tu é liberado Na translocação cadeia polipeptídica do tRNA do sítio P é transferida para o tRNA no sítio A (peptidil-transferase). Etapa mediada por EF-G A quebra de GTP libera a energia necessária para a movimentação do ribossomo um códon adiante. Esse processo permite a liberação do RNAt descarregado do sítio P. Término 3 códons de término: UAG, UAA e UGA Não são reconhecidas por um RNAt, mas por fatores proteicos denominados fatores de liberação. Procariotos: fatores de liberação RF1 e RF2 Eucariotos: um único fator de liberação (eRF) Reconhece todos os 3 códons de término. Término Os fatores de liberação mimetizam a forma tridimensional e a carga de um RNAt. Liberação do RNAm e dissociação das subunidades dos ribossomos. Polirribossomos A ligação de vários ribossomos em uma molécula de RNAm gera polirribossomos. Complexos de tradução • Em organismos procariontes a transcrição do RNA e a sua subsequente tradução ocorrem simultaneamente, permitindo uma grande produção de proteínas utilizando um RNAm de meia-vida curta.