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Arlindo Ugulino Netto – GINECOLOGIA – MEDICINA P7 – 2010.2 262 MED RESUMOS 2011 NETTO, Arlindo Ugulino. GINECOLOGIA _________ C L I M A T É R I O ( P r o f e s s o r M a r c e l o B r a g a ) Climatrio, por defini o, corresponde ao perodo de transi o entre o tempo reprodutivo e o n o-reprodutivo da mulher, que vai desde 35-65 anos. Desta maneira, a prpria menopausa est contida no climatrio, sendo considerada um sinal desta fase de transi o. O tema “climatrio”, do ponto de vista acadmico, bastante dinmico, de forma que a cada ano que passa, novas atualizaes sobre a temtica s o feitas. O aumento da expectativa de vida da mulher no Brasil e no mundo um dos fatores que fazem com que mais mulheres no climatrio busquem os consultrios de ginecologia. Contudo, a mulher que passa por esta fase necessita de uma equipe multidisciplinar para um melhor acompanhamento e/ou tratamento. No Brasil, havia cerca de 15,7 milhes de mulheres em 1993; em 1996, esse nmero j havia alcanado 18 milhes. Em 2000, foram feitas 46 milhes de receitas com prescri o de Premarin (estrgeno conjugado, sendo ela a segunda medica o mais vendida). Em 2002, 38% das mulheres faziam uso de terapia de reposi o hormonal (TRH). DEFINIO E FISIOPATOLOGIA Como vimos anteriormente, o climatrio corresponde fase de transi o entre o perodo reprodutivo e o n o- reprodutivo da mulher. Dentro desta fase, ocorre a m e n o p a u s a , que consiste na ltima menstrua o feminina. Por volta do intervalo entre os 40 – 65 anos, ocorre esta ltima menstrua o. O perodo antes dela e logo depois caracteriza o climatrio, e pode ser dividido em fase perimenopausa e ps-menopausa. P e r í o d o p e r i m e n o p a u s a : nesta fase, ocorrem modificaes endocrinolgicas, biolgicas e clnicas. Podem iniciar de 2 a 8 anos antes da menopausa. Tal fase caracterizada por: Folculos em nmero reduzidos Resposta errada aos hormnios hipofisirios Ciclos irregulares Diminui o ciclos ovulatrios Variabilidade das secrees hormonais Estradiol: diminudo Progesterona: baixa Aumento FSH (diminui inibina ovariana) M e n o p a u s a : corresponde, em termos tcnicos, ltima menstrua o. caracterizada por: Mdia de idade: 50 anos Final da fun o reprodutora Esgotamento folculos ovarianos Diminui o da produ o estrognio Fisiologia: FSH (>40) e LH aumentados Estradiol baixo (<20) Produ o estrognio: aromatiza o andrognios, tecido gorduroso, fgado e msculos. Redu o de esterides sexuais Do ponto de vista hormonal, o climatrio caracterizado por uma falncia ovariana, com atrofia do patrimnio folicular do ovrio. Com a diminui o dos folculos, h uma maior carncia de estrognio na primeira fase do ciclo menstrual. Como uma resposta em f e e d b a c k , a hipfise tenta estimular o ovrio aumentando os nveis de FSH. Portanto, na verdade, a representa o endcrina do climatrio responde pela a s c e n s ã o d o F S H em face dos n í v e i s r e d u z i d o s d e e s t r o g ê n i o . Como se sabe, existem receptores de estrognio em praticamente todos os tecidos do corpo (pele, vasos, cora o, ossos, crebro, mamas, tero, vagina, bexiga e uretra). Portanto, a queda estrognica decorrente do climatrio desencadeia sinais e sintomas de intensidade varivel. justamente a amplitude de intensidade destes sintomas que pode determinar as necessidades preventivas e teraputicas. Dentre os mais importantes, est o as prprias modificaes que ocorrem em nvel ginecolgico: sem o patrimnio ovariano original, o ovrio torna-se atrsico e diminui; o endomtrio sofre um processo de atrofia (que predispe o aparecimento de cncer); e o colo uterino torna-se mais plido, com alteraes histolgicas. Arlindo Ugulino Netto – GINECOLOGIA – MEDICINA P7 – 2010.2 263 QUADRO CLNICO As repercusses endcrinas que caracterizam a fisiopatologia do climatrio determinam um quadro clnico varivel, podendo envolver vrios outros sistemas, produzindo sinais e sintomas diversos. Irregularidade menstrual: Encurtamento ciclos, atraso menstrual e hipermenorria Flutua o hormonal Diagnstico diferencial com: plipos, leiomiomas, adenocarcinoma de endomtrio Psicognicos: principal causa de consultas mdicas. Ansiedade, depress o e irritabilidade Estrognio estimula sistema adrenrgico e serotonrgico Deficincia estrognica: altera o de adrenalina, noradrenalina, serotonina, opides e GABA Nem todas mulheres tem altera o de humor: o que mostra que h outros fatores envolvidos Doena de Alzheimer: Estrognio: papel n o claro na depress o, cogni o e demncia Tang,1996: TRH protege para o desenvolvimento de Alzheimer Wang, 2000: n o melhorou quadro da doena, sugere TRH na preven o Yaffe, 2000: correla o entre estrognio e declnio da cogni o Manifestaes genitais: Ressecamento vaginal (43%), dispareunia (41%), vaginite Diminui o de colgeno na vulva e vagina Vagina fina, perda de plos pubianos Diminui o de estrognio: produ o diminuda de clulas superficiais e pH vaginal 6-8 (vaginite atrfica) Vagina encurta-se e perde as rugosidades, tero e ovrios diminuem Manifestaes urogenitais: Presena de receptores estrognicos: bexiga, trgono vesical, uretra e camadas musculares e fasciais profundas Urgncia urinria, disria, uretrite atrfica ITU repeti o, incontinncia urinria Distopias Manifestaes sexuais e autonmicas Metablicos: pele fina, queda cabelo Neurognicos: mais comuns da mulher climatrica. Incluem a queixa mais prevalente que s o os fogachos (ver O B S 1 ). O B S 1 : O f o g a c h o uma sensa o sbita e transitria de calor moderado ou intenso, que se espalha pelo trax, pescoo e face, podendo ou n o ser acompanhado de sudorese profusa, sendo piores noite. uma manifesta o caracterstica – se n o patognomnia – do climatrio. Podem se iniciar na perimenopausa e prolongar-se por mais de 5 anos da menopausa. O mecanismo ainda desconhecido: parece envolver receptores hipotalmicos. Arlindo Ugulino Netto – GINECOLOGIA – MEDICINA P7 – 2010.2 264 PATOLOGIAS ASSOCIADAS AO CLIMATRIO O S T E O P O R O S E A osteoporose uma doena caracterizada pela altera o metablica ssea alterada, com redu o da massa ssea e alteraes na microestrutura. Como se sabe, o processo de forma o ssea (a o dos osteoblastos e redu o da a o dos osteoclastos) um processo dependente de vitamina D, hormnios do metabolismo do clcio e da prostesterona. Cerca de 25% das mulheres podem ter osteoporose, enquanto que 40% das mulheres brancas ps 50 anos podem ter fraturas. Na osteoporose, ocorre uma reabsor o ssea maior do que a remodela o, com consequente aumento da fragilidade ssea decorrente da diminui o do estrgeno, aumentando o risco de fraturas, que s o mais frequentes na ps-menopausa. Em resumo, no que diz respeito ao m e t a b o l i s m o ó s s e o temos: Determinado geneticamente (hormnio e fatores teciduais) Fatores ambientais:nutri o, sedentarismo, tabagismo e alcoolismo Osteoblasto: forma osso Osteoclasto: reabsorve osso Crescimento: ganha massa ssea Puberdade a 3 dcada: perda lenta (0,2 a 0,5% ano). Menopausa: perda 2 a 5% ano. A menopausa aumenta atividade dos osteoclastos Sem forma o de novo osso (osteoblastos) Osteoblastos: influncia de estrognios, fatores teciduais, vit D, calcitonina e paratormnio A osteoporose considerada uma doena crnica e, geralmente, silenciosa (sem sintomas). O principal sintoma a d o r , que s existe se houver fraturas – principal manifesta o com aumento da morbimortalidade. A conduta frente a suspeita de osteoporose se faz da seguinte maneira: Avalia o do risco de fratura Determinara densitometria da coluna e fmur Excluir causas secundrias em casos mais graves Pesquisar f a t o r e s d e r i s c o : F a t o r e s d e r i s c o n ã o m o d i f i c á v e i s F a t o r e s d e r i s c o m o d i f i c á v e i s . Fratura em idade adulta Fratura familiar 1 grau Raa branca Idade > 65 anos Sexo feminino Demncia Tabagismo IMC < 19 Menopausa < 45 anos Ooforectomia bilateral Amenorria > 1 ano Baixa ingest o de clcio Alcoolismo Limita o visual Quedas repetidas Sedentarismo Enfraquecimento Os c r i t é r i o s d i a g n ó s t i c o s baseiam-se em dados da OMS: medida de densitometria ssea no antebrao, na coluna (L1 a L4) ou no fmur (colo, trocanter maior, total). N o r m a l Escore T at -1 O s t e o p e n i a Escore T -1 e -2,5 O s t e o p o r o s e Escore T igual ou menor que -2,5 Escore T: desvio padr o MO- mulheres e homens jovens Escore Z: desvio padr o MO- mulheres normais mesma idade D O E N Ç A S C A R D I O V A S C U L A R E S Nos EUA, a causa de morte mais comum em mulheres ps-menopausa era por doenas cardiovasculares relacionadas com a deficincia de estrognio. Da, imaginou-se que o estrognio tinha um papel protetor, uma vez que mulheres que faziam seu uso tinham menores risco de desenvolver tais doenas. Atualmente, sabe-se que o estrgeno funciona como uma forma de preven o primria de cardiopatia, servindo como um fator protetor apenas durante uma determinada janela de oportunidade. O fato de o sistema imunolgico da mulher ser estrognio dependente, faz com que sua imunidade desaparea durante a menopausa. Este fator, associado menopausa precoce e ooforectomia bilateral com menos de 35 anos, aumenta o risco de infarto agudo do miocrdio (IAM). Arlindo Ugulino Netto – GINECOLOGIA – MEDICINA P7 – 2010.2 265 Há uma influência gradual da menopausa no aumento de risco: quanto mais tempo a mulher apresentar a menopausa, maiores são os riscos para cardiopatias. Isso ocorre por que a queda do estrogênio, de um modo direto, modifica fatores protetores. De um modo geral, no que diz respeito ao sistema cardiovascular o estrogênio é responsável por: Diminuir LDL e aumentar HDL Efeito direto anti-aterosclerótico Anti-agregação plaquetária Vasodilatação Ação inotrópica cardíaca Secreção óxido nítrico Redução resistência insulina Proteção celular endotelial Portanto, a queda do estrogênio altera, inclusive, o perfil lipídico: aumenta o colesterol total e diminui o HDL colesterol, predispondo à aterosclerose. DIAGNSTICO DO CLIMATRIO A n a m n e s e E x a m e f í s i c o c o m p l e t o E x a m e c i t o p a t o l ó g i c o d e c o l o u t e r i n o M a m o g r a f i a : bianual 40-50 anos; anual acima 50 anos A v a l i a ç ã o e n d o m e t r i a l : não invasivo (Us transvaginal) ou invasivo (histeroscopia). E x a m e s c o m p l e m e n t a r e s : hemograma, perfil lipídico, TSH, EQU, pesquisa sangue oculto nas fezes. D e n s i t o m e t r i a ó s s e a CONDUTA COM A MULHER CLIMATRICA Orientar sobre as modificações fisiológicas Promoção de saúde: higienodietéticas Eliminar hábitos deletérios Corrigir ingestão de cálcio Atividade física Prevenir doenças Rastrear neoplasias Tratamento preventivo de fraturas Terapia de reposição hormonal (TRH) que, na atualidade, é individualizada e de uso restrito: antigamente, para qualquer mulher que se apresentasse antes da menopausa, era feito estrógeno e progesterona conjugado; após a menopausa, estrogênio puro e progesterona na segunda fase; pacientes com histerectomia prévia faziam uso de estrogênio. Atualmente, este tratamento é individualizado e indicado em casos especiais. T R A T A M E N T O D A O S T E O P O R O S E De um modo geral, devemos considerar as seguintes recomendações: Ingestão cálcio: 1,2 a 1,5 g/dia Alimentos ou suplementação Vitamina D > 65 anos Estrogênio Calcitonina Raloxifeno (agonista estrogênio no tecido ósseo) T R A T A M E N T O N Ã O H O R M O N A L D O C L I M A T É R I O Todos os fármacos utilizados para o tratamento não-hormonal do climatério são formas de paliação da doença, uma vez que, se a doença é decorrente da queda de estrogênio, ela só pode ser tratada, teoricamente, aumentado-se o estrogênio (o que já seria um tratamento hormonal). Contudo, temos os seguintes representantes não-hormonais: Veraliprida: 100mg/dia- 20 dias/mês Sulpirida Clonidina Propanolol Gabapentina Vitamina E Venlafaxina Fluxetina Paroxetina Fitoestrogênio: não há resultados conclusivos Arlindo Ugulino Netto – GINECOLOGIA – MEDICINA P7 – 2010.2 266 T E R A P I A D E R E P O S I Ç Ã O H O R M O N A L Atualmente, a FDA aprovou a TRH para: alvio dos sintomas, tratamento e preven o da osteoporose e tratamento da atrofia urogenital. Portanto, a TRH trata apenas os sintomas, promove a profilaxia contra a osteoporose e evita a atrofia urogenital. No que diz respeito s doenas cardiovasculares, a TRH serve como uma preven o primria – ela n o responsvel por tratar tais quadros mrbidos quando j instalados. De um modo geral, recomenda-se e s t r o g ê n i o n a t u r a l , associada ou n o a p r o g e s t á g e n o (este deve ser utilizado sempre que a paciente ainda tiver o tero, pois a a o isolada e contnua do estrognio em nvel do tero pode determinar a alteraes no endomtrio que predispem ao cncer de endomtrio). De uma forma geral, temos: E s t r o g ê n i o : para pacientes histerectomizadas E s t r o g ê n i o m a i s p r o g e s t e r o n a : pacientes com tero A forma de administra o pode ser c í c l i c a (estrognio 21 a 25 dias e progesterona 10 a 12 dias finais) para pacientes que ainda menstruam; ou c o n t í n u a (progesterona e estrognio em doses iguais) para pacientes que n o mais menstruam. H, portanto, trs esquemas de tratamento: (1) estrognio e progesterona cclica para pacientes antes da menopausa e que ainda menstruam; (2) estrognio e progesterona contnua para pacientes que j pararam de menstruar; (3) estrognio exclusivo para pacientes histerectomiazadas. As recomendaes gerais sobre a TRH s o: Via de administra o: oral, transdrmica (mais usadas) ou vaginal Parenteral: hipertensa ou com risco trombtico Vaginal: queixa urogenital Realizar acompanhamento semestral Aumento de peso se d, em geral, por diminui o do catabolismo Deposi o gordura no abdome: efeito andrognios De um modo geral, atravs de uma vasta revis o da literatura, possvel observar o quanto ainda h divergncias e conflitos no que diz respeito TRH. Dos principais estudos, podemos destacar: Current, 1994: benefcio reduzindo fratura de quadril, IAM e AVC. Aumento ca mama, endomtrio e tromboembolismo Current, 1994 e Fletcher,2002: estudos observacionais com efeito protetor da TRH de 35 a 80% na ocorrncia de eventos coronarianos. Vis: usurias de TRH serem mais saudveis Fletcher, 2002: somente estudo randomizado pode estabelecer a segurana e eficcia da TRH HERS, 1993-1998: o ECR, duplo-cego, placebo controlado o Objetivo: Avaliar se TRH (estrognios conjugados 0,625 mg mais acetato de medroxiprogesterona 2,5 mg) interfere no prognstico em mulheres ps-menopusicas com doena coronariana estabelecida o 2763 mulheres com menos de 80 anos, com doena coronariana e tero intacto de 20 centros clnicos nos EUA o 1380 mulheres usando TRH e 1383 placebo o Seguimento mdio de 4,1 anos o Desfecho primrio: ocorrncia de IAM n o fatal ou morte por doena coronariana o Desfecho secundrio: revasculariza o, angina, ICC, parada cardaca, AVC, doena arterial perifrica o Resultados: N o houve diferenas entre os grupos em rela o ao desfecho primrio ou secundrio. Houve aumentodoena tromboemblica e litase biliar o Dezembro de 1997: comit suspendeu a pesquisa no tempo previsto, pela perda de poder por incerteza de ades o ao tratamento o Sugest o: redu o de risco de eventos cardiovasculares aps o terceiro ano de estudo HERS II, 1998-2000 o Prosseguimento da interven o o Quebra do cegamento o Objetivo: verificar se a redu o do risco de eventos cardacos observada nos ltimos anos do HERS persistiria pelos anos seguintes o 2321 mulheres seguiram o estudo o Estudo interrompido precocemente com 2,7 anos o N o houve diferena na incidncia cumulativa para d. cardiovascular entre os grupos nos 6,8 anos o Aumento de risco (RR=3,30) para arritmia ventricular no grupo tratado o Aumento de risco (RR=1,52) para evento cardiovascular no grupo tratado no 1 ano e prote o (RR=0,60) no 4 ano. o IAM prote o (RR=0,50) no 4 ano o Aps ajuste foi significativo apenas o aumento do risco de eventos cardacos no 4 ano do estudo o Perda de significncia estatstica; Perda de poder estatstico o Queda da aderncia TRH; Aumento de mulheres do grupo placebo que passaram a usar TRH o Interrup o do estudo: n o foram encontradas evidncias que dessem suporte a hiptese de que TRH melhoraria o prognstico em mulheres ps-menopusicas com doena cardiovascular Arlindo Ugulino Netto – GINECOLOGIA – MEDICINA P7 – 2010.2 267 WHI, 1993-2002 o Amostragem: 16608 mulheres de 50-79 anos o Dura o de 8,5 anos o ECR, duplo cego, controlado por placebo o Objetivo: verificar benefcios e riscos da TRH (estrognios conjugados 0,625 mg mais acetato de medroxiprogesterona 2,5 mg) em mulheres hgidas o TRH: 8506 mulheres; e Placebo: 8102 mulheres o Desfecho: doena coronariana e Ca de mama o Vis: n o selecionava as mulheres com sobrepeso, tabagistas, alcoolistas, desnutridas, etc. o Interrup o precoce com 5,2 anos o O risco de cncer de mama e do ndice global (riscos/benefcios) atingiu ou ultrapassou margens de segurana pr- determinadas o Seguiu-se parte do estudo em mulheres histerectomizadas (2004): foi evidenciado que n o h prote o ou aumento risco o Redu o risco fraturas e Ca coloretal o Concluses: a TRH deve ser utilizada, mas com avalia o cuidadosa. A mdia e o entendimento popular acerca do estudo WHI (1993 – 2002) levou a crer que a TRH aumenta a incidncia de cncer de mama, o que deixou muita paciente em uso de TRH assustada. Contudo, com a progress o do estudo, observou-se que a progesterona seria a responsvel pelas maiores intercorrncias e que a reposi o hormonal, por si s, n o determinaria cncer de mama. C o n t r a - i n d i c a ç õ e s d a T R H . C o n t r a - i n d i c a ç õ e s a b s o l u t a s C o n t r a - i n d i c a ç õ e s r e l a t i v a s Cncer de mama e endomtrio n o tratados Hepatopatia aguda Tromboembolismo agudo Sangramento genital anormal de causa desconhecida Porfiria Tromboembolismo venoso prvio Doena coronariana estabelecida Hiperten o arterial Diabete Melito Lupus eritematoso sistmica (LES) Melanoma Antecedentes de cncer de mama e endomtrio H o r m ô n i o s u t i l i z a d o s n a T R H . A reposi o se faz com estrgeno, progesterona e eventualmente com andrognio TER: teraputica de reposi o estrognica TRH: teraputica de reposi o hormonal ou estroprogestativa (estrgeno e progesterona) TRHC: teraputica de reposio hormonal completa (com estrgeno, progesterona, andrognios) E s t r o g ê n i o s P r o g e s t á g e n o s A n d r o g ê n i o s Sobre o perfil lipdico Sobre os ossos Sobre o sistema nervoso central Sobre as estruturas plvicas Desfaz muitas das aes benficas do estrognio N o interfere na diminui o do colesterol total e do LDL Parece ser malfico em rela o doena de Alzheimer Efeito antiproliferativo no endomtrio Prolifera o ductal na mama Aumenta a atividade da monoaminooxidase (intensifica o catabolismo da serotonina) Gaba-agonista Melhoram a textura da pele Atenuam sintomas vasomotores Podem estimular a libido Pele seborreica Aumento clitris Aumento do colesterol LDL E s q u e m a s d e T H . E isolado (cclico ou contnuo): mulheres sem tero E cclico ou contnuo e P cclico: mulheres n o histerectomizadas. E e P contnuos e intermitentes: indicados na ps-menopausa e quando a mulher n o deseja mais menstruar. Portadoras de mioma e endometriose. Casos de tens o pr-menstrual associados aos esquemas cclicos. E contnuo e P a cada quatro meses: para menstruar somente de 4 em 4 meses,devido a sintoma de tens o pr-menstrual P isolado (cclico ou contnuo): cclico na pr-menopausa para corrigir os disturbios menstruais E e A contnuos: para mulheres histerectomizadas e ooforectomizadas que tm queixa de diminui o de libido e cansao contnuo E e A contnuos e P cclico: mesma indica o anterior, porm em mulheres com tero E e P e A contnuos:mesma indica o anterior e desejo de n o menstruar