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Como já discutimos no livro digital sobre “Rastreamento de câncer de colo uterino”, a infecção persistente pelo HPV de alto risco oncogênico é o principal fator de risco para o câncer de colo do útero. O HPV é responsável por 99,7% dos casos dessa doença e é por essa razão que o câncer de colo uterino é evitável. Vamos relembrar os níveis de prevenção e as estratégias de cada nível para o câncer de colo uterino, já que é um assunto muito cobrado, tanto nas questões de Ginecologia quanto nas de Preventiva:

• Prevenção primária: ações voltadas para impedir o desenvolvimento das doenças/promoção de saúde. As ações de prevenção primária, nesse contexto, visam impedir a aquisição desse vírus:

» Vacinação em crianças e adolescentes sem vida sexual ativa;

» Medidas educativas para promoção de sexo seguro.

• Prevenção secundária: estratégias para detecção precoce das doenças. Nesse contexto, temos que buscar as lesões precursoras do câncer, por meio do programa de rastreamento.

• Prevenção terciária: tratamento da doença já instalada.
(HOSPITAL INFANTIL SABARÁ - HIS 2020) O secretário municipal de saúde de uma pequena cidade do interior decidiu investir mais recursos na prevenção primária do câncer de colo do útero. Qual das alternativas a seguir pode ser classificada como estratégia de prevenção primária desta doença?
A) Implantação de serviço de cirurgia oncológica no município.
B) Vacinação de adolescentes sem vida sexual ativa.
C) Aumento do número de exames de colposcopia para cada mulher.
D) Rastreamento por meio do exame de Papanicolau a cada 6 meses.
E) Implantação de serviço de radioterapia e quimioterapia.

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Questões resolvidas

Como já discutimos no livro digital sobre “Rastreamento de câncer de colo uterino”, a infecção persistente pelo HPV de alto risco oncogênico é o principal fator de risco para o câncer de colo do útero. O HPV é responsável por 99,7% dos casos dessa doença e é por essa razão que o câncer de colo uterino é evitável. Vamos relembrar os níveis de prevenção e as estratégias de cada nível para o câncer de colo uterino, já que é um assunto muito cobrado, tanto nas questões de Ginecologia quanto nas de Preventiva:

• Prevenção primária: ações voltadas para impedir o desenvolvimento das doenças/promoção de saúde. As ações de prevenção primária, nesse contexto, visam impedir a aquisição desse vírus:

» Vacinação em crianças e adolescentes sem vida sexual ativa;

» Medidas educativas para promoção de sexo seguro.

• Prevenção secundária: estratégias para detecção precoce das doenças. Nesse contexto, temos que buscar as lesões precursoras do câncer, por meio do programa de rastreamento.

• Prevenção terciária: tratamento da doença já instalada.
(HOSPITAL INFANTIL SABARÁ - HIS 2020) O secretário municipal de saúde de uma pequena cidade do interior decidiu investir mais recursos na prevenção primária do câncer de colo do útero. Qual das alternativas a seguir pode ser classificada como estratégia de prevenção primária desta doença?
A) Implantação de serviço de cirurgia oncológica no município.
B) Vacinação de adolescentes sem vida sexual ativa.
C) Aumento do número de exames de colposcopia para cada mulher.
D) Rastreamento por meio do exame de Papanicolau a cada 6 meses.
E) Implantação de serviço de radioterapia e quimioterapia.

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Prof. Monalisa Carvalho e Prof. Alexandre Melitto | Câncer de Colo Uterino 2GINECOLOGIA
PROF. MONALISA
CARVALHO E 
PROF. ALEXANDRE 
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APRESENTAÇÃO:
O câncer de colo uterino é o quarto mais comum entre as 
mulheres (6,6% dos casos) e o segundo câncer ginecológico mais 
comum, ficando atrás, apenas, do câncer de mama. Cerca de 85% 
dos casos são diagnosticados em países menos desenvolvidos, nos 
quais são registrados 87% dos óbitos pela doença.
No Brasil, de acordo com a estimativa 2023 do INCA, 
excluindo-se o câncer de pele não melanoma, é o terceiro câncer 
mais comum na população feminina (atrás do câncer de mama e 
câncer colorretal), mas nas regiões com menor IDH, o câncer do 
colo do útero ocupa essa posição. Ainda em relação ao Brasil, em 
termos de mortalidade, em 2017, ocorreram 6.385 óbitos e a taxa 
de mortalidade bruta, por câncer do colo do útero, foi de 6,17/100 
mil. Apesar da mortalidade e da incidência ainda serem altas no 
Brasil, na última década, ocorreu uma discreta redução dessas taxas, 
o que pode ser resultado das políticas públicas de rastreamento e, 
também, da melhora dos índices de desenvolvimento. 
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Prof. Monalisa Carvalho e Prof. Alexandre Melitto | Câncer de Colo Uterino 3GINECOLOGIA
TEMAS EM GINECOLOGIA
PLANEJAMENTO FAMILIAR
RASTREAMENTO DO CÂNCER DE COLO UTERINO
VULVOVAGINITES
AMENORREIAS
CLIMATÉRIO
RASTREAMENTO DO CÂNCER DE MAMA
DIP/ CERVICITES
SANGRAMENTO UTERINO ANORMAL
SÍNDROME DOS OVÁRIOS POLICÍSTICOS
ENDOMETRIOSE
TUMORES ANEXIAIS E CÂNCER DE OVÁRIO
CÂNCER DE MAMA
MIOMATOSE
CÂNCER DE ENDOMÉTRIO/ HIPERPLASIA ENDOMETRIAL
INCONTINÊNCIA URINÁRIA
INFERTILIDADE
DOENÇAS BENIGNAS DAS MAMAS
ÚLCERAS GENITAIS
CICLO MENSTRUAL
CÂNCER DE COLO UTERINO
PROLAPSOS DE ÓRGÃOS PÉLVICOS
ATENDIMENTO À VITÍMA DE VIOLÊNCIA SEXUAL
DOENÇAS DA VULVA E DA VAGINA
SÍNDROME PRÉ - MENSTRUAL
ABDOME AGUDO EM GINECOLOGIA
ANATOMIA DO TRATO GENITAL FEMININO
EMBRIOLOGIA DO TRATO GENITAL FEMININO
ADENOMIOSE
PÓLIPOS UTERINOS
DISMENORREIA
SEXUALIDADE
DOR PÉLVICA CRÔNICA
FISTULAS GENITO - URINÁRIAS
SÍNDROME DA BEXIGA DOLOROSA
0,00% 1,00% 2,00% 3,00% 4,00% 5,00% 6,00% 7,00% 8,00% 9,00% 10,00%
Por meio de uma análise ampla, com avaliação e resolução de mais de 5 mil questões de Ginecologia, observamos que o tema 
“Câncer de colo uterino” representou, aproximadamente, 3% das questões avaliadas. Apesar de ser bem menos comum que as questões 
referentes ao rastreamento desse câncer, os dois assuntos caminham juntos, por isso, é muito importante saber seus detalhes. Veja a seguir 
um gráfico com os temas mais frequentes nas provas de Ginecologia.
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O gráfico abaixo mostra a frequência de questões de cada tópico dentro do tema câncer de colo uterino:
Ao final deste livro digital, você conhecerá todos os fatores de risco para o câncer de colo uterino, seu estadiamento e tratamento. 
6
18
18
19
22
56
10
17
3
Fatores prognós�cos
Complicações
Disseminação
Quadro clínico
Epidemiologia
CÂNCER DE COLO - TÓPICOS
Histologia
Fatores de risco
Tratamento
Diagnós�co
Carcinogênese
Estadiamento
1
58
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Câncer de Colo Uterino
SUMÁRIO
1.0 EPIDEMIOLOGIA E FATORES DE RISCO 7
1.1. DISTRIBUIÇÃO RACIAL 7
1.2. IDADE 7
1.3. FATORES DE RISCO 7
1.3.1 INFECÇÃO PELO HPV 8
1.3.2 INÍCIO PRECOCE DA ATIVIDADE SEXUAL 9
1.3.3 MÚLTIPLOS PARCEIROS SEXUAIS 9
1.3.4 INFECÇÕES SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS 9
1.3.5 MULTIPARIDADE 9
1.3.6 HISTÓRIA DE DOENÇA HPV-INDUZIDA EM VAGINA E VULVA 9
1.3.7 IMUNOSSUPRESSÃO 9
1.3.8 TABAGISMO 10
1.3.9 USO DE CONTRACEPTIVOS ORAIS 10
1.3.10 BAIXO NÍVEL SOCIOECONÔMICO 10
2.0 HISTOPATOLOGIA 11
3.0 DIAGNÓSTICO 13
3.1. MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS 13
3.2. EXAME FÍSICO 13
3.3. RASTREAMENTO 16
3.4. EXAMES COMPLEMENTARES 17
4.0 PADRÕES DE DISSEMINAÇÃO 17
5.0 ESTADIAMENTO 18
5.1. ESTADIAMENTO POR IMAGEM 21
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Câncer de Colo UterinoGINECOLOGIA
6.0 FATORES PROGNÓSTICOS 25
7.0 TRATAMENTO 25
7.1. TRATAMENTO CIRÚRGICO 25
7.1.1 CONIZAÇÃO 26
7.1.2 TRAQUELECTOMIA 26
7.1.3 HISTERECTOMIA 27
7.1.4 EXENTERAÇÃO PÉLVICA 28
7.2. RADIOTERAPIA 28
7.2.1 RADIOTERAPIA PRIMÁRIA 30
7.2.2 RADIOTERAPIA ADJUVANTE 30
7.2.3 BRAQUITERAPIA 31
7.3. QUIMIOTERAPIA 33
7.4. RESUMO DO TRATAMENTO PARA CÂNCER DE COLO UTERINO 34
8.0 SEGUIMENTO PÓS-TRATAMENTO 39
9.0 CÂNCER DE COLO UTERINO NA GESTAÇÃO 39
10.0 LISTA DE QUESTÕES 42
11.0 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 43
12.0 CONSIDERAÇÕES FINAIS 43
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GINECOLOGIA
7
Câncer de Colo Uterino
1.0 EPIDEMIOLOGIA E FATORES DE RISCO 
O câncer invasor do colo uterino é considerado um câncer evitável, porque o estágio pré-invasor é longo, existem programas de 
rastreamento por exame citológico e o tratamento das lesões pré-invasoras é eficaz. A incidência mundial de doença invasora está diminuindo 
e o câncer de colo do útero vem sendo diagnosticado mais cedo, levando a maiores taxas de sobrevida.
1.1. DISTRIBUIÇÃO RACIAL
As estimativas de câncer de colo uterino são mais altas para certos grupos raciais: brancos não hispânicos (incidência e mortalidade 
por 100 mil habitantes: 7,1 e 2,1, respectivamente); negros não hispânicos (9,1 e 3,6, respectivamente); hispânicos/latinos (9,6 e 2,6, 
respectivamente); ilhas da Ásia/Pacífico (6,0 e 1,7, respectivamente) e índio americano/nativo do Alasca (8,7 e 2,5, respectivamente).
1.2. IDADE
A idade média no diagnóstico de câncer de colo uterino é de 50 anos. Apenas 2,7% dos casos são diagnosticados em mulheres com 85 
anos ou mais.
1.3. FATORES DE RISCO
A tabela a seguir traz os principais fatores de risco para essa doença.
FATORES DE RISCO PARA CÂNCERCONDUTA
Ca in situ
Conização (diagnóstica e terapêutica)
Se ADENOCARCINOMA in situ - histerectomia simples
IA- Tumor restrito ao 
colo
IA1- invasão 4 cm restrito ao colo do útero e neste estadiamento o tratamento indicado é a radio/
quimioterapia.
CAI NA PROVA
(UFRJ 2024) Em pacientes com câncer de colo de útero em idade reprodutiva que desejam ter filhos, a traquelectomia radical é uma opção. 
Pode-se afirmar que é critério para ser candidata a essa opção terapêutica o estádio clínico:
A) IA 1
B) IB 2
C) IIA 1
D) II B
COMENTÁRIOS:
Correta a alternativa A. 
Esta foi a alternativa considerada como correta pela banca, mas é "questionável". A traquelectomia é uma 
opção de tratamento para esse estádio, mas a conização pode ser considerada um tratamento "suficiente" 
e menos agressivo neste estadiamento. Sendo assim, essa questão seria passível de recurso.
A traquelectomia é indicada para o tratamento do câncer de colo no estádio IA2 e IB1, nas mulheres sem prole definida.
Incorreta a alternativa B, porque o tratamento indicado para o câncer de colo estádio IB2 é a histerectomia Piver III (cirurgia de Wertheim 
Meigs) + linfadenectomia.
Incorreta a alternativa C, porque o tratamento indicado para o câncer de colo estádio IIA1 é a histerectomia Piver III (cirurgia de Wertheim 
Meigs) + linfadenectomia.
Incorreta a alternativa D, porque o tratamento indicado para o câncer de colo estádio IIB é a quimiorradiação.
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Câncer de Colo UterinoGINECOLOGIA
Incorreta a alternativa B, porque o estadiamento correto é Ib3.
Incorreta a alternativa C, porque no estádio IIa1 o tumor é menor que 4 cm.
Incorreta a alternativa D, porque no estadiamento IIIA o tumor está comprometendo o 1/3 inferior da vagina.
Incorreta a alternativa E, porque no estadiamento Ia2 o tumor tem entre 2 e 4 cm e está restrito ao colo.
(UNIFESP 2023) Mulher, 47 anos de idade, deu entrada no PS com crise hipertensiva. Exames complementares revelaram ureia 60mg/dL e 
creatinina de 7 mg/dL, US de vias urinárias com dilatação ureteral bilateral acentuada. Refere diagnóstico recente de carcinoma epidermóide 
de colo de útero, ainda sem tratamento. A conduta mais adequada do ponto de vista oncológico é:
A) radioterapia associada a quimioterapia sensibilizadora.
B) cirurgia de Werthein Meigs.
C) traquelectomia radical e parametrectomia.
D) imunoterapia com pembrolizumabe (anti PD-L1).
COMENTÁRIOS:
Correta a alternativa A: o tratamento indicado para o câncer de colo estádio IIIB é a quimiorradiação.
Incorreta a alternativa B, porque a cirurgia de Wertheim Meigs é indicada para os casos de câncer de colo no estádio Ib1, Ib2 e IIa1.
Incorreta a alternativa C, porque este é o tratamento indicado para o câncer de colo no estádio Ia2 ou Ib1 em mulheres sem prole definida.
Incorreta a alternativa D, porque o tratamento com pembrolizumabe é indicado para os casos de câncer de colo metastático (estádio IV) ou 
recidivados.
(SES PE 2022) Mulher de 30 anos, G4P4, todos os partos vaginais. Procurou o ambulatório de ginecologia com queixa de sangramento 
durante o ato sexual e secreção vaginal com odor desagradável. O quadro teve início há quatro meses. Durante o exame, foi encontrado 
um tumor restrito ao colo uterino, com 3,0 cm no maior diâmetro, sem comprometimento parametrial. Exames laboratoriais normais. A 
propedêutica de imagem revelou tumoração restrita à região cervical sem demais alterações. De acordo com o quadro acima, assinale a 
alternativa correspondente ao estadiamento e à conduta mais adequada.
A) Ia1/conização
B) Ib1/traquelectomia
C) Ib2/Wertheim-Meigs
D) Ib3/radioterapia
E) Ia2/CAF
COMENTÁRIOS:
Estrategista, esta é uma questão sobre o estadiamento do câncer de colo de útero e seu tratamento. Neste caso temos um tumor restrito ao 
colo uterino, com 3,0 cm no maior diâmetro, sem comprometimento parametrial. Ou seja, estádio IB2, estando indicada a histerectomia Piver 
III (cirurgia de Wertheim Meigs). Vamos analisar as alternativas:
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37
Câncer de Colo Uterino
(UNIVERSIDADE ESTADUAL DO PIAUI- UESPI 2018) Paciente de 41 anos, G3 P3 (N) A0, casada, do lar, realizou citologia oncótica de 
rastreamento, cujo resultado foi lesão de alto grau. A colposcopia mostrou extensa área aceto-reativa, cuja biópsia revelou tratar-se de 
carcinoma epidermoide invasor, grau 2 de colo uterino. Ao exame físico, útero em AVF, intrapélvico, móvel e indolor, paramétrios livres. Exame 
especular: colo do útero com área de mácula rubra localizada. Descreva qual a melhor conduta terapêutica e em que a mesmaconsiste.A 
paciente deverá ser submetida a conização para confirmação diagnóstica, e sendo as margens livres, a paciente pode ser considerada tratada.
A) A paciente deverá ser submetida a cirurgia de Werteim-Meigs, seguida de Radioterapia + quimioterapia adjuvante, sendo o prognóstico 
considerdo bom.
B) A paciente deverá ser submetida a Histerectomia total simples com salpingectomia bilateral, uma vez que se trata de lesão em estádio 
inicial. 
C) A paciente deverá ser submetida a Radioterapia + quimioterapia, uma vez que se trata de lesão epidermoide, com excelente resposta à 
radioterapia.
D) A paciente deverá ser submetida a Histerectomia Total ampliada, sem a necessidade de tratamento complementar.
Correta a alternativa C: trata-se de tumor de 3 cm, restrito ao colo do útero, estádio IB2, estando indicada a histerectomia Piver III.
Incorreta a alternativa D, porque o estádio Ib3 se refere a um tumor de 4 cm ou maior.
Incorreta a alternativa E, porque o câncer de colo estádio IA2 é um tumor com invasão menor que 5 mm. 
COMENTÁRIO:
A banca deu, como gabarito, a alternativa C, porém consideramos que essa questão não tem nenhuma alternativa correta.
Trata-se de uma paciente de 41 anos, com prole definida e alteração na citologia oncótica (lesão intraepitelial de alto grau). A conduta de 
encaminhamento para colposcopia foi correta e, ao exame, foi observado achado anormal (a questão não especifica se é um achado anormal 
menor, maior ou sugestivo de invasão). Foi realizada biópsia, cujo resultado foi carcinoma epidermoide invasor moderadamente diferenciado. 
Ao exame especular, apenas achados normais (ectopia), ou seja, nenhuma lesão de colo visível para a realização de estadiamento clínico.
Dessa forma, a conduta adequada, nesse caso, seria a conização do colo uterino para avaliação de profundidade de invasão e avaliação 
de acometimento de espaço angiolinfático. A partir daí, seria realizado o estadiamento e adequada conduta. A única alternativa que menciona 
conização como uma possibilidade de tratamento é a letra A, porém, mesmo com o produto de conização com margens livres, em pacientes 
com prole definida, a melhor conduta é a realização de histerectomia. 
(HOSPITAL MILITAR DE ÁREA DE SÃO PAULO- HMASP 2019) Paciente com tumor de colo uterino, estadiado em IA2, qual o tratamento mais 
indicado?
A) Radioterapia exclusiva.
B) Histerectomia radical e linfadenectomia pélvica.
C) Quimioterapia exclusiva.
D) Traquelectomia. 
E) Associação de quimioterapia e radioterapia
Incorreta a alternativa A, porque trata-se de câncer de colo estádio IB2.
Incorreta a alternativa B, porque trata-se de um tumor de 3 cm, restrito ao colo uterino, estádio IB2.
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Câncer de Colo UterinoGINECOLOGIA
COMENTÁRIO: 
Estadiamento IA2 significa que o carcinoma tem profundidade máxima de invasão (≥3 mm e(INCA 2019) Comparece para atendimento paciente de 26 anos, primigesta, com diagnóstico de carcinoma in situ do colo uterino confirmado 
por biópsia. A idade gestacional é de 30 semanas. Assinale a alternativa que apresenta a conduta CORRETA a ser adotada:
A) Cirurgia de Alta Frequência (CAF).
B) Conização cirúrgica.
C) Acompanhamento durante a gravidez com reavaliação e tratamento pós parto.
D) Interrupção da gestação para tratamento correto.
CAI NA PROVA
COMENTÁRIO:
Incorreta a alternativa A - como vimos, se não há invasão estromal (lesões precursoras), não há indicação de procedimento excisional, pois 
aumenta a morbidade da gestação (risco de parto prematuro, sangramento, infecção, amniorrexe etc.).
Incorreta a alternativa B - devido ao risco de sangramento, aborto espontâneo, parto prematuro e ruptura de membranas, a conização, 
na gravidez, só deve ser realizada se a confirmação de doença invasiva alterar o tempo ou o modo de parto. 
Correta a alternativa C - 
Incorreta a alternativa D - caso a paciente tivesse câncer invasor de colo uterino com estádio 1b2 ou superior, estaria indicada a 
quimioterapia neoadjuvante e a interrupção da gravidez deveria ser indicada, a depender do protocolo, com 34 ou 37 semanas.
O estadiamento do câncer de colo na gestação segue o proposto pela FIGO (2018) e os exames complementares que devem ser 
solicitados são:
• Radiografia de tórax com proteção abdominal: deve ser solicitada para avaliar metástases pulmonares em pacientes com câncer 
microscópico;
• Avaliação do trato urinário por ultrassonografia ou ressonância magnética: deve ser solicitada para todas as pacientes a partir 
do estádio IB1;
• Cistoscopia e retosigmoidoscopia: raramente são indicados, porém, quando necessários, são seguros na gestação.
O fluxograma a seguir resume a conduta frente ao câncer de colo uterino em pacientes que desejam manter a gestação:
como vimos, devido às mínimas chances de progressão para câncer de colo uterino, na ausência de invasão, 
nenhuma conduta deve ser tomada, apenas reavaliação da paciente no pós-parto.
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41
Câncer de Colo Uterino
IA1 / IA2
Adiar 
tratamento
até o
pós-parto
Conização Linfadenectomia
Quimioterapia
neoadjuvante
Quimioterapia
neoadjuvante
Conização ou
traquelectomia
Aguardar
parto ou
quimioterapia
neoadjuvante
IB1 ou
superior
IB3 ou
superior
IA1 / IA2
( - ) ( + )
IB1 / IB2
CÂNCER DE COLO NA GRAVIDEZ
> 20 semanas . Acesso 
em: 20 abr. 2020.
3. FRUMOVITZ, M. Invasive cervical cancer: Staging and evaluation of lymph nodes. Uptodate.com. Disponível em: . Acesso em: 20 abr. 2020.
4. KARAM, A. Cervical cancer in pregnancy. Uptodate.com. Disponível em: . Acesso em: 20 abr. 2020.
5. PLANTE, M. Fertility-sparing surgery for cervical cancer. Uptodate.com. Disponível em: . Acesso em: 20 abr. 
2020.
6. STRAUGHN JR., J.M.; YASHAR, C. Management of early-stage cervical cancer. Uptodate.com. Disponível em: . Acesso em: 20 abr. 2020.
7. STRAUGHN JR., J.M.; YASHAR, C. Management of locally advanced cervical cancer. Uptodate.com. Disponível em: .Acesso em: 20 abr. 2020.
8. STRAUGHN JR., J.M. Invasive cervical cancer: Patterns of recurrence and post-treatment surveillance. Uptodate.com. 
Disponível em: . Acesso em: 20 abr. 2020.
9. Tratado de Ginecologia Febrasgo. 1. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2020.
12.0 CONSIDERAÇÕES FINAIS
É muito comum que, ao final dos temas sobre oncologia ginecológica, você se sinta inseguro pelo excesso de estadiamentos e 
condutas, mas fique tranquilo! Tente entender o assunto em um primeiro momento e, quando chegar perto das provas, foque em ficar com 
o estadiamento e as condutas na “ponta da língua”. 
E, lembre-se: estamos aqui por você. Caso surja qualquer dúvida, não hesite em entrar no Fórum de Dúvidas e enviar sua questão. 
Responderemos o mais breve possível.
Espero por você nas videoaulas e no próximo livro digital.
Abraços,
Profa Monalisa Carvalho e Prof. Alexandre Melitto
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Câncer de Colo Uterino
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http://med.estrategia.comDE COLO UTERINO
Infecção pelo HPV
Tabagismo
Início precoce da atividade sexual
Múltiplos parceiros sexuais
História de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs)
Imunossupressão
Multiparidade
História de neoplasia intraepitelial ou câncer vaginal ou vulvar
Baixo nível socioeconômico
Uso de contraceptivos orais
Raça negra
CAPÍTULO
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Câncer de Colo UterinoGINECOLOGIA
1.3.1 INFECÇÃO PELO HPV
Como já discutimos no livro digital sobre “Rastreamento de câncer de colo uterino”, a infecção persistente pelo HPV de alto risco 
oncogênico é o principal fator de risco para o câncer de colo do útero. O HPV é responsável por 99,7% dos casos dessa doença e é por essa 
razão que o câncer de colo uterino é evitável. Vamos relembrar os níveis de prevenção e as estratégias de cada nível para o câncer de colo 
uterino, já que é um assunto muito cobrado, tanto nas questões de Ginecologia quanto nas de Preventiva:
• Prevenção primária: ações voltadas para impedir o desenvolvimento das doenças/promoção de saúde. As ações de prevenção 
primária, nesse contexto, visam impedir a aquisição desse vírus:
 » Vacinação em crianças e adolescentes sem vida sexual ativa;
 » Medidas educativas para promoção de sexo seguro.
• Prevenção secundária: estratégias para detecção precoce das doenças. Nesse contexto, temos que buscar as lesões precursoras 
do câncer, por meio do programa de rastreamento.
• Prevenção terciária: tratamento da doença já instalada.
No livro digital sobre rastreamento, tratamos das prevenções primária e secundária. Neste livro, trataremos da prevenção terciária.
CAI NA PROVA
(HOSPITAL INFANTIL SABARÁ - HIS 2020) O secretário municipal de saúde de uma pequena cidade do interior decidiu investir mais recursos 
na prevenção primária do câncer de colo do útero. Qual das alternativas a seguir pode ser classificada como estratégia de prevenção primária 
desta doença?
A) Implantação de serviço de cirurgia oncológica no município.
B) Vacinação de adolescentes sem vida sexual ativa.
C) Aumento do número de exames de colposcopia para cada mulher.
D) Rastreamento por meio do exame de Papanicolau a cada 6 meses.
E) Implantação de serviço de radioterapia e quimioterapia.
COMENTÁRIO:
Conforme discutimos anteriormente, para o câncer de colo uterino, quais seriam as medidas dos três níveis de prevenção?
Prevenção primária - vacinação em crianças e adolescentes sem vida sexual ativa e medidas educativas para promoção de sexo seguro;
Prevenção secundária - buscar lesões precursoras de câncer de colo uterino;
Prevenção terciária - tratamento da doença já instalada.
Sendo assim, vamos analisar as alternativas:
Incorreta a alternativa A - é medida de prevenção terciária.
Correta a alternativa B - como foi exposto, ao produzir imunidade contra o vírus, a vacinação é medida de prevenção primária.
Incorreta a alternativa C - é medida de prevenção secundária.
Incorreta a alternativa D - é medida de prevenção secundária.
Incorreta a alternativa E - é medida de prevenção terciária.
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Câncer de Colo Uterino
1.3.2 INÍCIO PRECOCE DA ATIVIDADE SEXUAL
O risco de desenvolver o câncer de colo do útero é, aproximadamente, 1,5 vez maior em pacientes cuja primeira relação sexual ocorre 
entre 18 a 20 anos e duas vezes maior, em menores de 18 anos, quando comparado com a idade de 21 anos ou mais, na primeira relação sexual.
1.3.3 MÚLTIPLOS PARCEIROS SEXUAIS
Comparado a pacientes com parceiro único, o risco é duas vezes maior, em pacientes com dois parceiros, e três vezes maior, em 
pacientes com seis ou mais parceiros.
1.3.4 INFECÇÕES SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS
O herpes vírus e a Chlamydia trachomatis atuam como cofatores para a infecção pelo HPV. A clamídia, devido ao seu processo 
inflamatório crônico, é capaz de interferir na resposta imune contra o HPV, levando a uma maior persistência da infecção.
1.3.5 MULTIPARIDADE
Esse fator de risco é explicado pela exposição ao HPV, por meio das relações sexuais.
1.3.6 HISTÓRIA DE DOENÇA HPV-INDUZIDA EM VAGINA E VULVA
A infecção pelo HPV é multifocal e multicêntrica, sendo responsável por 70% dos casos de câncer de vagina e 43% dos casos de câncer 
de vulva. Sendo assim, infecções nesses locais aumentam o risco de doença HPV-induzida no colo uterino.
1.3.7 IMUNOSSUPRESSÃO
Em mulheres com imunossupressão congênita ou adquirida, é alta a prevalência de infecção por HPV e existe maior taxa de persistência 
do vírus, de forma que a prevalência de lesões precursoras e de câncer, nesse grupo de pacientes, é maior.
Em mulheres portadoras de HIV/AIDS, a progressão da doença HPV-induzida é facilitada por ação da infecção pelo HIV, que age na 
depleção das células de Langerhans, diminuindo a reposta imune local. 
A terapia antirretroviral mudou o curso de muitas doenças relacionadas ao HIV, porém não surte efeito na história natural da 
infecção HPV-induzida.
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Câncer de Colo UterinoGINECOLOGIA
1.3.8 TABAGISMO
A fumaça do tabaco contém hidrocarbonetos aromáticos policíclicos, que são carcinógenos. No muco cervical das fumantes, a 
quantidade dessas substâncias carcinogênicas é três vezes maior que nas não fumantes. Além disso, existe redução do número de células de 
Langerhans na mucosa cervical das fumantes, o que reduz a resposta celular contra o HPV.
O tabagismo está associado a um risco aumentado de carcinoma espinocelular do colo do útero, mas não de adenocarcinoma.
1.3.9 USO DE CONTRACEPTIVOS ORAIS
Alguns pesquisadores propuseram aumento de risco de anormalidades glandulares cervicais em pacientes usuárias de contraceptivos 
orais. Entretanto, essa hipótese nem sempre é confirmada nos estudos.
1.3.10 BAIXO NÍVEL SOCIOECONÔMICO
Esse fator de risco ocorre, provavelmente, porque mulheres de baixa renda têm acesso limitado aos cuidados de saúde e programas 
de rastreio.
CAI NA PROVA
(HOS 2024) O câncer de colo uterino ocupa o sétimo lugar no ranking mundial, sendo o quarto tipo mais comum na população feminina. 
Assinale a alternativa que apresenta fator(es) de risco para o câncer de colo uterino.
A) Uso de tamoxifeno.
B) Menarca precoce.
C) Menopausa tardia.
D) Mutação do BRCA 1 e 2.
E) HPV e tabagismo.
COMENTÁRIOS:
Incorreta a alternativa A, porque o tamoxifeno é um agonista parcial do estrogênio e é um fator de risco para o desenvolvimento do câncer 
de endométrio, e não do câncer de colo uterino.
Incorreta a alternativa B, porque a menarca precoce não é um fator de risco para o desenvolvimento do câncer de colo uterino.
Incorreta a alternativa C, porque a menopausa tardia não é um fator de risco para o desenvolvimento do câncer de colo uterino.
Incorreta a alternativa D, porque a mutação do BRCA 1 e 2 são fatores de risco para o desenvolvimento dos cânceres de mama e ovário 
principalmente, entre outros tipos de câncer, mas não o câncer de colo.
Correta a alternativa E: 
a infecção persistente pelo HPV e o tabagismo são fatores de risco para o desenvolvimento do câncer de colo 
uterino.
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Câncer de Colo Uterino
2.0 HISTOPATOLOGIA 
CAPÍTULO
Os tipos histológicos de câncer de colo uterino estão listados na tabela a seguir.
TIPOS HISTOLÓGICOS DO CÂNCER DE COLO UTERINO
TIPO HISTOLÓGICO VARIANTES
CARCINOMA ESPINOCELULAR (EPIDERMÓIDE)
Carcinoma espinocelular de grandes células 
queratinizantes
Carcinoma espinocelular de grandes células não 
queratinizantes
Carcinoma verrucoso
Carcinoma papilar
Carcinoma basalóide
Carcinoma de células escamosas e de transição papilar
Carcinoma semelhante ao linfoepitelioma
ADENOCARCINOMA
Padrão comum/usual
Mucinoso, tipo intestinal, variante em anel de sinete
Mucinoso, adenoma maligno
Adenocarcinoma mucinoso e viloglandular (bem 
diferenciado)
Tipo endometrióide
Tipo células claras
Tipo seroso papilar
Tipo mesonéfrico
CARCINOMA ADENOESCAMOSO -
CARCINOMA ADENOIDE CÍSTICO -
NEUROENDÓCRINO -
CARCINOMA INDIFERENCIADO -
TUMORES EPITELIAIS E MESENQUIMAIS MISTOS -
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Câncer de Colo Uterino
A maioria dos cânceres de colo uterino são do tipo epidermóide/espinocelular, representando 70-75% dos casos (lembre-se 
desse detalhe!). Os adenocarcinomas, incluindo o carcinoma adenoescamoso, representam 25% dos casos. Nas últimas décadas, 
a incidência de adenocarcinoma cervical invasivo e suas variantes aumentou, dramaticamente, especialmente em mulheres mais 
jovens, muito provavelmente, devido à melhora do diagnóstico.
O tipo de HPV mais encontrado no carcinoma espinocelular é o 16 (55,2% dos casos); nos adenocarcinomas, o tipo mais encontrado é 
o 18 (37,7% dos casos).
O grau de diferenciação dos tumores também deve ser avaliado conforme a classificação a seguir:
• GX: o grau histológico não pode ser avaliado;
• G1: bem diferenciado;
• G2: moderadamente diferenciado;
• G3: indiferenciado.
CAI NA PROVA 
(UFSC 2022) Qual o tipo histológico mais comum no câncer do colo do útero?
A) Tumores adenoescamosos
B) Carcinoma de células escamosas
C) Carcinoma basocelular
D) Rabdomiossarcoma
E) Adenocarcinoma
COMENTÁRIOS:
Incorreta a alternativa A, porque o tumor adenoescamoso é o terceiro tipo histológico mais frequente de câncer de colo uterino.
Correta a alternativa B: o tipo histológico mais frequente de câncer de colo uterino é o carcinoma escamoso.
Incorreta a alternativa C, porque o carcinoma basocelular não é um tipo histológico de câncer de colo uterino.
Incorreta a alternativa D, porque o rabdomiossarcoma não é um dos tipos mais frequentes de carcinoma de colo uterino.
Incorreta a alternativa E, porque o adenocarcinoma é o segundo tipo histológico mais frequente de câncer de colo uterino.
(SCMBH 2022) O câncer de colo uterino e as suas lesões precursoras ainda são incidentes no nosso meio, e são objeto de várias campanhas 
governamentais dirigidas à saúde da mulher. Sobre essa patologia, assinale a alternativa correta.
A) O HPV 16 é o mais encontrado nas neoplasias intraepiteliais (NIC) 2 e 3 e em quase metade das mulheres com câncer de colo.
B) Mesmo nos tumores evidentes clinicamente, a colposcopia do colo uterino está indicada para melhorar a acurácia diagnóstica.
C) O tratamento cirúrgico radical pode ser indicado até estádios IB.
D) O adenocarcinoma tem diminuído sua proporção em relação ao carcinoma de células escamosas, e seu pico de incidência é na quinta 
década de vida.
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3.0 DIAGNÓSTICO
CAPÍTULO
O diagnóstico de câncer de colo do útero é baseado na anamnese, exame físico e anatomopatológico.
3.1. MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS
O câncer de colo uterino invasor, em fases iniciais, bem como suas lesões precursoras, é assintomático, por isso, a importância do 
rastreamento. Em mulheres assintomáticas, essa neoplasia pode ser descoberta por meio do rastreio ou por lesão visível, durante o exame 
pélvico. Em mulheres sintomáticas, as manifestações mais comuns são:
• Sangramento irregular;
• Corrimento vaginal mucóide ou com odor (achado inespecífico);
• Sinusorragia (sangramento pós-coito).
Aproximadamente, 45% das pacientes têm doença localizada, no momento do diagnóstico; 36% têm doença com envolvimento 
regional e 15% têm metástases à distância. Doença avançada pode apresentar-se com:
• Dor pélvica, com irradiação para extremidades;
• Sintomas urinários e intestinais devido à invasão ou compressão tumoral. 
3.2. EXAME FÍSICO
Um exame pélvico deve ser realizado em qualquer mulher com sintomas sugestivos de câncer de colo do útero. A visualização do colo 
uterino, durante o exame especular, pode revelar uma aparência normal ou uma lesão cervical visível. Qualquer lesão visível suspeita deve 
ser biopsiada, independentemente dos resultados citológicos benignos anteriores. 
COMENTÁRIOS:
Correta a alternativa A:
existem mais de 100 tipos de Papilomavírus humano descritos na literatura, sendo que 40 infectam o trato 
anogenital. Esses tipos podem ser divididos em baixo risco oncogênico (responsáveis pelos condilomas) e alto 
risco oncogênico (responsáveis pela neoplasia intraepitelial de alto grau e câncer): 
Incorreta a alternativa B, porque, nos casos de tumores evidentes clinicamente, podemos fazer a biópsia da lesão "a olho nu", colhendo um 
fragmento com uma pinça de biópsia, sem a necessidade de colposcopia.
Incorreta a alternativa C, porque o tratamento cirúrgico radical pode ser indicado até o estádio IIA (desde que o tumor seja menor que 4 cm).
Incorreta a alternativa D, porque a maioria dos cânceres de colo uterino são do tipo epidermóide/espinocelular, representando 70-75% dos 
casos (lembre-se desse detalhe!). Os adenocarcinomas, incluindo o carcinoma adenoescamoso, representam 25% dos casos. Nas últimas 
décadas, a incidência de adenocarcinoma cervical invasivo e suas variantes aumentou, dramaticamente, especialmente em mulheres mais 
jovens, muito provavelmente, devido à melhora do diagnóstico.
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Câncer de Colo Uterino
A lesão pode manifestar-se como úlcera superficial, tumor exofítico (Figura 1) na ectocérvice ou com infiltração 
da endocérvice. Os tumores endofíticos podem resultar em um colo uterino que parece aumentado, liso e 
endurecido, geralmente, chamado de "colo em barril". Entre os adenocarcinomas cervicais, aproximadamente 
metade é exofítica; outros aumentam ou ulceram, difusamente, o colo uterino e cerca de 15% não apresentam 
lesão visível porque o carcinoma está dentro do canal endocervical.
Toque vaginal: necessário para avaliar o volume do colo, tamanho do útero, fundo de saco e paredes vaginais.
Toque retal: necessário para avaliar esfíncter anal, paramétrios e possível infiltração tumoral em mucosa retal.
Figura1: representação esquemática de tumor exofítico de 
colo uterino.
Figura 2: Lesão sólida,infiltrativa, centrada no colo uterino 
com invasão do corpo do útero e sinal intermediário na 
sequência ponderada em T2
CAI NA PROVA
(UNESP 2023) Mulher de 49 anos foi submetida à histerectomia devido a dor no baixo ventre e 
identificação de massa pélvica. Exame macroscópico da peça cirúrgica (imagem):
As características macroscópicas da imagem favorecem o diagnóstico de:
A) doença inflamatória pélvica com cicatrizes extensas.
B) teratoma adulto benigno com áreas de necrose.
C) cistos de Naboth com infecções recorrentes.
D) câncer avançado do colo do útero.

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Câncer de Colo UterinoGINECOLOGIA
COMENTÁRIOS:
Incorreta a alternativa A, porque a Doença Inflamatória Pélvica é a infecção do trato genital superior feminino (acima do orifício interno do 
colo), que poderia ser observado na peça com aderências entre o útero e as trompas, por exemplo.
Incorreta a alternativa B, porque o teratoma é um tumor dos ovários e foto mostra somente o útero.
Incorreta a alternativa C, porque os cistos de Naboth são formações císticas (cheias de líquido) localizados na zona de transição do colo 
uterino, e esta paciente apresenta uma tumoração sólida, exofítica no colo.
Correta a alternativa D: trata-se de um tumor exofítico de colo uterino que é um câncer avançado.
(UFRGS 2023) Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do parágrafo abaixo. 
Paciente de 42 anos, casada e com 3 filhos, em uso de DIU de cobre, veio à consulta com queixas de sangramento intermitente. Informou ter 
realizado a última revisão ginecológica há 5 anos (em atraso devido à pandemia). Ao exame físico, a pressão arterial era de 130/85 mmHg, o 
peso, de 60 kg, e a altura, de 168 cm; mamas, abdômen e vulva não apresentaram particularidades. O exame especular indicou colo com lesão 
de aspecto tumoral, medindo 1 cm. Foi realizada .......... . Com base no resultado, .......... , foi indicada .......... .
A) coleta de material para exame citopatológico – lesão intraepitelial de alto grau – conização
B) colposcopia – lesão sugestiva de câncer invasor – histerectomia extrafascial
C) biópsia – carcinoma invasor – realização de estadiamento
D) biópsia – adenocarcinoma invasor – histerectomia extrafascial
COMENTÁRIOS:
Incorreta a alternativa A, porque não é necessário colpocitologia se há lesão suspeita visível ao exame especular. Nestes casos deve-se 
proceder diretamente com a biópsia. Além disso, como a paciente tem um tumor aparente temos a suspeita de carcinoma invasor, e não lesão 
de alto grau, que é uma lesão subclínica, só visível à colposcopia. 
Incorreta a alternativa B, porque não é necessária colposcopia já que o tumor é visível ao exame especular e a biópsia pode ser realizada "a 
olho nu". Além disso, a histerectomia extrafascial só pode ser indicada como tratamento do câncer de colo se após o seu estadiamento for 
confirmado que se trata de um câncer estadio IA1 (invasãoOs estudos de imagem, em geral, não fazem parte do diagnóstico de câncer de colo do útero, embora alguns sejam utilizados para 
estadiamento e avaliação de mulheres com malignidade conhecida. Falaremos deles adiante, no tópico sobre estadiamento.
Correta a alternativa D. 
4.0 PADRÕES DE DISSEMINAÇÃO
CAPÍTULO
O câncer de colo do útero dissemina-se por:
• Invasão direta (mais frequente): a extensão direta pode envolver o corpo uterino, a vagina, os paramétrios, a cavidade peritoneal, 
a bexiga ou o reto. O envolvimento ovariano, na extensão direta do câncer de colo do útero, é raro; metástases ovarianas 
ocorrem em, aproximadamente, 0,5% dos carcinomas de células escamosas e 1,7% dos adenocarcinomas.
A paciente em questão tem acima de 25 anos, prole definida e apresenta citologia com LIEAG (lesão 
intraepitelial de alto grau). Cerca de 70% a 75% das mulheres com laudo citopatológico de HSIL apresentam 
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Câncer de Colo Uterino
• Via linfática: antigamente, acreditava-se que os linfonodos obturadores eram o primeiro local de metástase linfonodal. Hoje, já 
se sabe que qualquer um dos grupos de linfonodos pélvicos, e até linfonodos para-aórticos, pode conter o primeiro linfonodo 
drenante e ser o primeiro local de metástase nodal. O risco de metástase de linfonodo pélvico é maior conforme o aumento da 
profundidade da invasão e o risco de metastáse para linfonodo para-aórtico aumenta com a extensão da doença.
• Via hematogênica: os locais mais comuns para a disseminação hematogênica são os pulmões, fígado e ossos; intestino, glândulas 
suprarrenais, baço e cérebro são locais menos frequentes.
5.0 ESTADIAMENTO
CAPÍTULO
A Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia mudou o procedimento de estadiamento do câncer de colo uterino, no ano de 
2018. Anteriormente, era apenas clínico, mas, atualmente, a avaliação cirúrgica e radiológica também é utilizada. O estadiamento cirúrgico 
e radiológico fornece informações importantes, que podem impactar o tratamento.
O estadiamento preciso do câncer cervical, no pré-tratamento, é fundamental, pois determina a terapia (isto é, cirurgia, quimioterapia 
+ radioterapia ou quimioterapia apenas) e o prognóstico.
Segue o novo estadiamento (Figura 3):
CAI NA PROVA
(UFES 2022) Entre os tipos de cânceres que acomete a mulher, o terceiro mais frequente é o câncer de colo de útero, e o tipo mais comum é 
o carcinoma escamoso ou espinocelular. Qual a via de propagação mais frequente dessa neoplasia?
A) Linfática.
B) Por contiguidade.
C) Venosa.
D) Arterial.
COMENTÁRIOS
Incorreta a alternativa A, porque a via linfática é a segunda via mais frequente de disseminação do câncer de colo uterino.
Correta a alternativa B: a forma mais frequente de disseminação do câncer de colo uterino é por contiguidade.
Incorreta a alternativa C, porque a via hematogênica é a terceira mais frequente do câncer de colo do útero.
Incorreta a alternativa D, porque a via hematogênica é a terceira mais frequente do câncer de colo do útero.
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Figura 3: estadiamento do câncer de colo uterino (FIGO, 2018)
DETALHES:
• O diagnóstico do estádio IA (IA1 e IA2) é feito por meio do exame anatomopatológico de procedimento 
excisional e este deve ter margens livres (atenção para esse detalhe). Também pode ser feito em amostra de 
traquelectomia ou histerectomia.
• É muito importante que no exame anatomopatológico também conste se há envolvimento do espaço 
linfovascular (IELV). Esse dado não altera o estadiamento, mas modifica o tratamento.
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O QUE MUDOU NO NOVO ESTADIAMENTO?
Você verá que algumas questões do nosso banco, devido ao ano de realização das provas, utilizam o estadiamento antigo. 
Nesses casos, colocaremos, sempre, o estadiamento antigo (2009) e o novo (2018), para fins de comparação e atualização da questão.
As principais mudanças entre os estadiamentos foram:
• O estadiamento, antes, era somente clínico. Agora, também inclui exames de imagem e anatomopatológico;
• No estadiamento IA, não é mais considerada a largura da lesão (anteriormente, ela só era considerada, nesse estádio, se 
fosse ≤7 mm de largura);
• Foi acrescentada mais uma subdivisão para os estadiamentos IB e III:
a. IB: anteriormente, havia apenas IB1 e IB2 (tumores menores e maiores que 4 cm, respectivamente). Hoje, é 
subdividido em IB1, IB2 e IB3 (Figura 3);
b. III: anteriormente, havia apenas IIIA (envolvimento de terço inferior da vagina) e IIIB (tumor atingindo até a parede 
óssea). Hoje, é subdividido em IIIA, IIIB e IIIC (Figura 3), ou seja, agora, o envolvimento linfonodal, importante para 
o prognóstico, também é incluído no estadiamento.
(UFPR 2022) De acordo com estadiamento do câncer cervical da FIGO (Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia) 2018, é correto 
afirmar:
A) Estádio IA2: profundidade da invasão menor que 3 mm. 
B) Estadio IIA1: carcinoma invasor com dimensões acima de 4 cm, envolvendo 1/3 superior de vagina sem envolvimento parametrial. 
C) Estádio IIIC1: metástases em linfonodos pélvicos somente. 
D) Estadio IIIB: carcinoma envolvendo 1/3 inferior de vagina, mas não parede pélvica. 
E) Estádio IV B: disseminação para órgãos pélvicos adjacentes.
CAI NA PROVA
COMENTÁRIOS:
Incorreta a alternativa A, porque o estádio IA2 é caracterizado pela invasão entre 3 e 5 mm.
Incorreta a alternativa B, porque o estádio IIA1 é caracterizado por tumor menor que 4 cm.
Correta a alternativa C: o estádio IIIC1 se caracteriza pelo encontro de metástases em linfonodos pélvicos somente.
Incorreta a alternativa D, porque o estádio IIIB é caracterizado por invasão do paramétrio sem atingir a parede pélvica.
Incorreta a alternativa E, porque o estádio IVB é caracterizado pela existência de metástases em órgãos à distância.
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5.1. ESTADIAMENTO POR IMAGEM
Os métodos de imagem como ultrassonografia (US), 
tomografia computadorizada (TC), ressonância magnética (RM) 
e tomografia por emissão de pósitrons (PET-CT) apresentam 
desempenho superior ao exame físico, no estadiamento do 
câncer de colo do útero. A imagem tem a vantagem de identificar 
fatores prognósticos adicionais, que podem orientar a escolha da 
modalidade de tratamento. O objetivo é identificar o método mais 
adequado e evitar a terapia dupla, com cirurgia e radiação, que 
podem aumentar bastante a morbidade.
A ressonância magnética (RM) é o melhor método de 
avaliação radiológica de tumores primários maiores que 10 mm. 
Costuma ser o método de escolha para a estimativa por imagem 
da localização, tamanho, profundidade e extensões vaginal,parametrial, retal ou vesical dos tumores macroscópicos do colo 
uterino. Seu alto valor preditivo negativo na exclusão de invasão 
vesical ou retal dispensa a cistoscopia e a endoscopia digestiva, na 
maioria das pacientes. A ultrassonografia pode ser utilizada, se 
houver contraindicação à RM.
Para detecção de metástase linfonodal superior a 10 mm, 
a PET-CT é mais precisa que TC e RM. Como o principal fator 
prognóstico dessa doença é o seu estádio ao diagnóstico, no novo 
estadiamento, pacientes com acometimento linfonodal já são 
classificados como IIIC, o que lhes confere pior prognóstico.
Em pacientes com carcinoma invasivo franco, radiografia 
de tórax e avaliação de hidronefrose (ultrassonografia, pielografia 
intravenosa, TC ou RM) devem ser feitas. A bexiga e o reto são 
avaliados por cistoscopia e sigmoidoscopia somente se o paciente 
for clinicamente sintomático. A cistoscopia também é recomendada 
em casos de crescimento endocervical em forma de barril (Figura 
2) e em casos em que o crescimento se estendeu para a parede 
vaginal anterior. 
Os protocolos para indicação de exames complementares, 
baseados no estadiamento, vão variar de acordo com a 
disponibilidade de cada serviço. Na tabela a seguir, trazemos uma 
sugestão (Fonte: Uptodate).
(SECRETARIA ESTADUAL DE SAÚDE DO ESTADO DE PERNAMBUCO - SES - PE 2020) Mulher de 30 anos, G5 P5, com queixa de sangramento 
genital durante o ato sexual, há três meses. Durante o exame ginecológico, foi observada lesão cervical de um centímetro em seu maior 
diâmetro, restrita ao colo uterino. A vagina se encontra livre de lesões, assim como os paramétrios. Considerando a possibilidade diagnóstica 
de neoplasia cérvice uterina, assinale a alternativa que representa o estadiamento adequado.
A) Ia1
B) Ib3
C) Ib1
D) IIa
E) IIb
COMENTÁRIO:
Veja, na questão apresentada, o estadiamento do câncer de colo uterino.
As características do tumor são: visível, restrito ao colo, tamanho de 1 cm, sem atingir vagina ou paramétrios.
Portanto, estadiamento Ib1.
Correta a alternativa C.
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Observação: no estadiamento IA1 não há sugestão de solicitação de exames complementares, pois as pacientes têm baixo risco de disseminação tumoral.
EXAMES COMPLEMENTARES PARA ESTADIAMENTO DO CÂNCER DE COLO UTERINO
ESTADIAMENTO EXAMES FINALIDADE
IA2 a IB2
Radiografia de tórax
Avaliação de metástases 
pulmonares
Ressonância de pelve
Confirmação do tamanho tumoral, 
avaliação de paramétrios, bexiga e 
reto
Tomografia de abdome e pelve ou 
PET-CT
Avaliação de linfonodos
Doença localmente avançada (IB3-
IVA)
Ressonância de pelve Avaliação de bexiga e reto
PET-CT Avaliação de metástases à distância
CAI NA PROVA
(AMP 2023) Com relação ao estadiamento do câncer de colo uterino, assinale as alternativas abaixo.
I. – Recomenda-se, se disponível, tomografia computadorizada por emissão de pósitrons (PET-TC) nas pacientes em estádio > IB2, 
principalmente na suspeita de envolvimento linfonodal.
II - O exame de toque retal se mostra superior ao estudo por ressonância na avaliação dos paramétrios.
III - Naquelas que apresentem sinais sugestivos de invasão de bexiga ou reto pelos exames de imagem, devem-se realizar cistoscopia e 
retossigmoidoscopia, respectivamente. 
Sobre esta situação selecione a opção correta.
A) As afirmativas I e II são verdadeiras. A afirmativa III é falsa.
B) As afirmativas I e III são verdadeiras. A afirmativa II é falsa.
C) As afirmativas II e III são verdadeiras. A afirmativa I é falsa.
D) As afirmativas I, II e III são verdadeiras.
E) As afirmativas I, II e III são falsas.
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COMENTÁRIOS:
Vamos analisar as assertivas:
I. – (Verdadeira)
O PET - CT é o melhor exame para avaliar possível comprometimento linfonodal.
II - (Falsa)
A ressonância magnética é superior ao exame de toque para a avaliação de comprometimento parametrial.
III - (Verdadeira)
Se a paciente apresentar sintomas de comprometimento vesical ou intestinal é indicada a cistoscopia e/ou retossigmoidoscopia para avaliação 
de possíveis metástases.
Correta a alternativa B: estão corretas as assertivas I e III.
(HIAE 2022) Paciente de 35 anos apresenta diagnóstico de câncer do colo do útero com estadiamento IB1 (International Federation of 
Gynecology and Obstetrics − FIGO). Para investigação de acometimento linfonoidal, dentre as opções abaixo, a mais indicada para este caso é
A) tomografia por emissão de pósitrons combinada com tomografia computadorizada.
B) ressonância magnética nuclear da pelve.
C) ultrassonografia transretal.
D) tomografia computadorizada de abdômen e pelve.
COMENTÁRIOS:
Correta a alternativa A, pois a PET CT é mais precisa que TC e RM para detecção de metástase linfonodal superior a 10 mm. 
Incorreta a alternativa B, porque a ressonância magnética nuclear da pelve é o melhor método de avaliação radiológica de tumores primários 
maiores que 10 mm e costuma ser o método de escolha para a estimativa por imagem da localização, tamanho, profundidade e extensões 
vaginal, parametrial, retal ou vesical dos tumores macroscópicos do colo uterino. 
Incorreta a alternativa C, porque a ultrassonografia transretal pode ser utilizada para estadiamento do câncer de colo uterino, na identificação 
de suas dimensões e comprometimento parametrial, mas não é o melhor método para avaliação de comprometimento linfonodal.
Incorreta a alternativa D, porque a tomografia computadorizada de abdome e pelve é útil para o estadiamento do câncer de colo e avaliação 
de suas dimensões e comprometimento parametrial, mas não é o melhor método para avaliação de comprometimento linfonodal.
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(UNESP 2022) Mulher de 46 anos apresenta sangramento vaginal em grande quantidade há 3 dias. Relata irregularidade menstrual com 
presença de sangramento intermenstruo recorrente, de moderada quantidade, há 2 anos, além de sinusorragia e secreção vaginal de forte odor 
de longa data. AP: G5P3A2C2. Exame especular: moderada quantidade de sangramento vaginal, lesão exofítica friável com aproximadamente 
2 cm de diâmetro. Toque vaginal: lesão nodular endurecida, confinada a cérvix uterina, útero e anexos de difícil delimitação, fundos de saco 
vaginais livres. Toque retal: paramétrios livres. Exames laboratoriais: Hb 6,8 g/dL, Ht 27%, ureia 32 mg/dL, creatinina 0,8 mg/dL. 
A conduta correta é:
A) citologia oncótica cervical, conização e radioterapia.
B) citologia oncótica cervical, colposcopia e abordagem cirúrgica.
C) colposcopia, biópsia da lesão, radioterapia e quimioterapia.
D) biópsia da lesão, tomografia computadorizada e abordagem cirúrgica.
COMENTÁRIOS:
Estrategista, esta paciente tem um câncer de colo uterino de 2 cm de diâmetro. O tumor é confinado ao colo e os paramétrios estão 
livres, de. tal maneira que os estadiamento é IB2. Um exame pélvico deve ser realizado em qualquer mulher com sintomas sugestivos de 
câncer de colodo útero. A visualização do colo uterino, durante o exame especular, pode revelar uma aparência normal ou uma lesão 
cervical visível. Qualquer lesão visível suspeita deve ser biopsiada, independentemente dos resultados citológicos benignos anteriores. Vamos 
analisar as alternativas:
Incorreta a alternativa A, porque a colpocitologia tem o objetivo de diagnosticar lesões precursoras ou neoplásicas subclínicas, que não 
podem ser vistas no exame físico especular.
Incorreta a alternativa B, porque não há necessidade de colposcopia (com uso de ácido acético e lugol) para visibilizar a lesão e proceder com 
a biópsia.
Incorreta a alternativa C, porque esta paciente é passível de tratamento cirúrgico curativo sem necessidade de quimioterapia ou radioterapia.
Correta a alternativa D:
trata-se de um tumor exofítico de colo de útero que deve ser biopsiado o quanto antes, além disso devemos 
realizar a tomografia para completar o estadiamento da paciente e proceder com a abordagem cirúrgica para 
o seu tratamento.
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6.0 FATORES PROGNÓSTICOS
CAPÍTULO
Os principais fatores prognósticos que afetam a sobrevida em mulheres com carcinoma cervical são: estágio da doença, estado nodal, 
volume do tumor, profundidade da invasão estromal cervical e invasão do espaço linfovascular. O estágio da doença é o fator prognóstico 
mais importante, seguido pelo status dos linfonodos. A tabela a seguir traz a sobrevida global, em cinco anos, por estadiamento.
SOBREVIDA GLOBAL EM CINCO ANOS DO CÂNCER DE COLO UTERINO
ESTADIMENTO SOBREVIDA
IA >90%
IB 80%
IIA 63-73%
IIB 58-65%
III 30%
IVA 16-22%
IB 9,3%
Fontes: FIGO e American Cancer Society.
Ainda é controverso se os adenocarcinomas do colo do útero têm pior prognóstico, pois parecem ter disseminação hematogênica mais 
frequente. 
7.0 TRATAMENTO
CAPÍTULO
O tratamento do câncer de colo uterino é feito com cirurgia ou radioterapia associada à quimioterapia.
7.1. TRATAMENTO CIRÚRGICO
A cirurgia é adequada para estágios iniciais, em que conização cervical, histerectomia total simples ou histerectomia total radical 
podem ser selecionadas, de acordo com o estágio da doença e a extensão da disseminação do câncer cervical.
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7.1.1 CONIZAÇÃO
Já descrevemos o procedimento de conização cervical no 
livro digital de rastreamento de câncer de colo uterino. Nessa 
cirurgia, é realizada exérese de zona de transformação (EZT) tipo 3, 
ou seja, boa parte do canal endocervical (2-2,5 cm) é retirada. 
A conização (Figura 4) é diagnóstica e, também, terapêutica, 
nos casos de carcinoma in situ. Como já vimos, o diagnóstico do 
estadiamento IA só pode ser dado por meio de produto de EZT com 
margens livres. Sendo assim, caso uma paciente tenha realizado 
conização e o anatomopatológico apresente, como resultado, 
carcinoma microinvasor com margens comprometidas, a paciente 
deve ser submetida a novo procedimento excisional, para descartar 
doença francamente invasora no restante da peça. Figura 4: conização de colo uterino
A conização também pode ser terapêutica, nos casos de pacientes com câncer de colo uterino microinvasor IA1, sem invasão do espaço 
linfovascular, e com desejo de preservar a fertilidade.
7.1.2 TRAQUELECTOMIA
A traquelectomia (Figura 5) é um procedimento que visa à remoção total do colo uterino, com manutenção do útero. É realizada 
em mulheres com câncer de colo uterino estádio IA2 ou estágio IB1, com desejo de preservação da fertilidade. Pode ser realizada via 
abdominal ou vaginal. Além da traquelectomia, essas pacientes requerem alguma forma de avaliação dos linfonodos (linfonodo sentinela ou 
linfadenectomia).
Figura 5: traquelectomia
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A gravidez após traquelectomia está associada a resultados obstétricos favoráveis para a maioria das mulheres. Entretanto, as taxas de 
perda gestacional no segundo trimestre e parto prematuro são mais altas do que na população em geral.
7.1.3 HISTERECTOMIA
A histerectomia é o procedimento de retirada do útero. É a cirurgia ginecológica mais realizada no mundo. Pode ser subtotal (preserva 
o colo uterino), total (retira o colo uterino) ou radical (utilizada em procedimentos oncológicos). Para o tratamento da neoplasia de colo 
uterino, pode ser realizada histerectomia total simples ou radical.
A tabela a seguir compara os diferentes tipos de histerectomia utilizados no tratamento do câncer de colo uterino:
TIPOS DE HISTERECTOMIA PARA TRATAMENTO DE CÂNCER DE COLO UTERINO
HISTERECTOMIA SIMPLES 
EXTRAFASCIAL
HISTERECTOMIA RADICAL 
MODIFICADA
HISTERECTOMIA RADICAL 
OU WERTHEIM-MEIGS
(Figura 6)
Classificação de Piver and 
Rutledge
I II III
Indicação Estádio IA1
Estádio IA1 com IELV
Estádio IA2
Estádio IB1 e IB2
Casos selecionados do 
estádio IIA
Corpo e colo uterino Retirado Retirado Retirado
Ovários Remoção opcional Remoção opcional Remoção opcional
Margem vaginal Nenhuma 1-2 cm Retirado ¼ a 1/3
Paramétrios
Seccionados ao nível da 
borda do colo uterino
Seccionados onde o ureter 
cruza o ligamento largo 
(remoção parcial)
Seccionados ao nível da 
parede pélvica lateral 
(remoção total)
Ligamentos uterossacros
Seccionados ao nível da 
borda do colo uterino
Parcialmente removidos
Seccionados perto da sua 
origem sacral (remoção 
total)
Abordagem cirúrgica
Laparotomia, laparoscopia 
ou cirurgia robótica
Laparotomia, laparoscopia 
ou cirurgia robótica
Laparotomia, 
laparoscopia ou cirurgia 
robótica
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Figura 6: produto de cirurgia de Wertheim-Meigs para tratamento de adenocarcinoma invasor de colo uterino de, aproximadamente, 4 cm. 
7.1.4 EXENTERAÇÃO PÉLVICA
A exenteração pélvica consiste na ressecção, em monobloco, dos órgãos genitais femininos, em conjunto com os do trato urinário 
inferior e/ou reto e sigmoide. Pode ser uma opção de tratamento nos raros casos do estádio IVA, sem envolvimento da parede pélvica 
(prognóstico ruim), ou nos casos de recidiva, após radioterapia primária.
7.2. RADIOTERAPIA
A radioterapia é uma modalidade de tratamento essencial no campo da ginecologia, especialmente no manejo de neoplasias malignas 
do trato reprodutivo feminino, sendo frequentemente indicada para o tratamento de vários tipos de câncer ginecológico, incluindo o câncer 
de colo do útero, endométrio, vulva e ovário. Pode ser usada como terapia adjuvante após a cirurgia para eliminar células cancerígenas 
residuais, como tratamento primário, ou em casos paliativos para aliviar sintomas de doenças avançadas.
Tipos de Radioterapia:
• Radioterapia Externa (Teleterapia): Utiliza feixes deradiação direcionados de fora do corpo para o tumor e tecidos circundantes. 
É comumente administrada em várias sessões no período de algumas semanas.
• Braquiterapia: Envolve a colocação de fontes radioativas diretamente dentro ou próximo ao tecido tumoral. É bastante eficaz no 
tratamento de câncer de colo do útero, pois permite aplicar altas doses de radiação diretamente no tumor, com a minimização 
da exposição aos tecidos circundantes.
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O planejamento da radioterapia é um processo complexo 
que envolve a imagenologia avançada, como a tomografia 
computadorizada (TC), ressonância magnética (RM) e, em alguns 
casos, a tomografia por emissão de pósitrons (PET) para delinear 
com precisão o tumor e os órgãos de risco. Técnicas modernas, 
como a radioterapia conformacional tridimensional (3D-CRT), 
radioterapia de intensidade modulada (IMRT) e radioterapia guiada 
por imagem (IGRT), têm melhorado a precisão do tratamento, 
reduzindo a toxicidade para os tecidos saudáveis circundantes.
A eficácia da radioterapia depende do tipo e estágio do 
câncer. Por exemplo, no câncer cervical, a radioterapia combinada 
com quimioterapia pode melhorar significativamente as taxas 
de controle local e sobrevivência global em comparação com a 
radioterapia isolada.
Os efeitos colaterais da radioterapia podem incluir fadiga, 
reações cutâneas, disfunção gastrointestinal e geniturinária, 
e linfedema. A toxicidade tardia pode afetar a função sexual e a 
fertilidade.
Além de seu papel curativo, a radioterapia também pode 
ser usada como paliativa e como terapia adjuvante em pacientes 
operados, para prevenir a recorrência locorregional, embora o 
papel da “dupla modalidade” seja desencorajado, pelo aumento da 
morbidade.
CAI NA PROVA
(SCMSP 2024) Sobre radioterapia aplicada à ginecologia, analise as proposições abaixo.
I. O papel da radioterapia em câncer ginecológico, pode possuir objetivos: curativo, adjuvante ou paliativo.
II. Em pacientes com cânceres ginecológicos submetidas à radioterapia pélvica, os sintomas de insuficiência ovariana espelham aqueles da 
menopausa natural, e o tratamento dos sintomas é semelhante.
III. Para minimizar a exposição dos ovários de mulheres pré-menopáusicas à radiação, esses órgãos podem ser reposicionados cirurgicamente 
– o que se chama de transposição – fora do campo de radiação.
IV. A radioterapia pode ser combinada com quimioterapia, terapia biológica ou cirurgia para efeitos aditivos – visando o controle local da 
doença e reduzir metástases à distância. 
É correto o que se afirma em
A) IV, apenas.
B) I e III, apenas.
C) I, II e III, apenas.
D) I, II e IV, apenas.
E) I, II, III e IV.
COMENTÁRIOS:
Vamos analisar as proposições:
I. O papel da radioterapia em câncer ginecológico, pode possuir objetivos: curativo, adjuvante ou paliativo. (CORRETA)
A radioterapia desempenha um papel amplo no tratamento do câncer ginecológico. Como tratamento curativo, ela pode ser usada 
isoladamente ou em combinação com a cirurgia e/ou quimioterapia em cânceres iniciais, onde o objetivo é a erradicação do tumor. No 
tratamento adjuvante, a radioterapia é aplicada após a cirurgia para destruir as células cancerosas residuais e reduzir o risco de recidiva. 
No tratamento paliativo, ela é usada para aliviar os sintomas causados por tumores avançados ou metastáticos, como dor ou sangramento, 
melhorando assim a qualidade de vida do paciente. 
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II. Em pacientes com cânceres ginecológicos submetidas à radioterapia pélvica, os sintomas de insuficiência ovariana espelham aqueles 
da menopausa natural, e o tratamento dos sintomas é semelhante. (CORRETA)
A insuficiência ovariana é um efeito colateral comum da radioterapia pélvica em pacientes pré-menopáusicas com câncer ginecológico. 
Os sintomas podem ser bastante semelhantes com aqueles da menopausa "natural", incluindo os sintomas vasomotores, alterações do 
sono, secura vaginal, e diminuição da libido. O manejo desses sintomas é similar ao tratamento da menopausa, como a terapia de reposição 
hormonal, mas deve ser individualizado com base no tipo de câncer e outros fatores de risco do paciente. 
III. Para minimizar a exposição dos ovários de mulheres pré-menopáusicas à radiação, esses órgãos podem ser reposicionados 
cirurgicamente – o que se chama de transposição – fora do campo de radiação. (CORRETA)
A transposição ovariana é uma técnica cirúrgica que pode ser utilizada para preservar a função ovariana e a fertilidade em mulheres 
jovens que necessitam de radioterapia pélvica. A cirurgia envolve o reposicionamento dos ovários fora do campo de radiação. Vários estudos 
relatam a eficácia dessa técnica em preservar a função ovariana, embora não seja garantida, e é recomendada em diretrizes para pacientes 
selecionadas com desejo de preservação da fertilidade.
IV. A radioterapia pode ser combinada com quimioterapia, terapia biológica ou cirurgia para efeitos aditivos – visando o controle local 
da doença e reduzir metástases à distância. (CORRETA)
A radioterapia pode ser combinada com quimioterapia (quimiorradiação), terapia biológica e cirurgia para melhorar os resultados do 
tratamento em câncer ginecológico. A quimiorradiação é particularmente eficaz no câncer de colo do útero, onde a adição de quimioterapia 
à radioterapia melhora as taxas de sobrevida e reduz o risco de recidiva. A terapia biológica, que pode incluir agentes como bevacizumabe, 
também tem sido explorada em combinação com a radioterapia em alguns estudos clínicos. 
Agora vamos analisar as alternativas:
Correta a alternativa E: estão corretas as assertivas I, II, III e IV.
7.2.1 RADIOTERAPIA PRIMÁRIA
A radioterapia pode ser utilizada, como terapia inicial, nos estádios IA, IB1, IB2 e IIA1, com bons resultados de controle local e sobrevida. 
Pode ser adotada como tratamento, nesses estádios, quando a paciente for candidata ruim à cirurgia. 
O uso da quimiorradiação, atualmente, é considerado padrão inicial de tratamento para os estádios IB3, IIA2, IIB, III e IV. Anteriormente, 
o estádio IVB era tratado apenas com quimioterapia primária, porém observou-se que a quimiorradiação produz melhores resultados que a 
quimioterapia isolada.
7.2.2 RADIOTERAPIA ADJUVANTE
A radioterapia deve ser utilizada como adjuvante nas pacientes submetidas a tratamento cirúrgico com os seguintes fatores de risco 
para recorrência:
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FATORES DE RISCO PARA RECORRÊNCIA DE NEOPLASIA DE COLO UTERINO
FATORES DE ALTO RISCO
(Na presença de qualquer um deles, a paciente deve 
realizar radioterapia ou quimiorradiação adjuvante)
Margens cirúrgicas comprometidas
Linfonodos comprometidos
Paramétrios comprometidos microscopicamente
FATORES DE RISCO INTERMEDIÁRIO
(Na presença de, no mínimo, dois deles, a paciente deve 
realizar radioterapia adjuvante)
Tumor > 4 cm
Invasão do espaço linfovascular (IELV)
Invasão estromal profunda
Sevocê prestar bastante atenção, perceberá que a quimiorradiação é opção de tratamento para qualquer 
estádio do câncer de colo uterino!
7.2.3 BRAQUITERAPIA
A braquiterapia é uma forma de radioterapia interna que 
envolve o posicionamento de uma fonte radioativa diretamente 
no tumor ou próximo dele. O termo "braquiterapia" vem do grego 
brachys, que significa "curta distância". Esta técnica é utilizada no 
tratamento de diversos tipos de câncer, incluindo ginecológico, de 
próstata, de mama, de pele e tumores de cabeça e pescoço.
Princípios da Braquiterapia:
Dose Localizada: Em comparação com a radioterapia externa, 
a braquiterapia permite aplicar altas doses de radiação diretamente 
no tecido tumoral, com uma rápida queda da dose à medida que se 
distancia da fonte, o que reduz a exposição dos tecidos adjacentes 
saudáveis à radiação.
Fontes Radioativas: O tratamento utiliza isótopos radioativos, 
como o irídio-192, o césio-137 ou o iodo-125, entre outros. A 
escolha do isótopo depende do tipo e localização do tumor, da dose 
necessária e do planejamento do tratamento.
Tipo de Aplicadores: A colocação das fontes radioativas 
pode ser feita através de diferentes tipos de aplicadores, como 
agulhas, cateteres, sondas ou moldes, que podem ser temporários 
ou permanentes.
Técnicas de Braquiterapia:
Braquiterapia de Baixa Taxa de Dose (LDR): As fontes 
radioativas são colocadas por um período prolongado, geralmente 
de 1 a 2 dias.
Braquiterapia de Alta Taxa de Dose (HDR): Uma dose 
mais alta de radiação é aplicada em um curto período de tempo, 
geralmente em seções de alguns minutos.
Braquiterapia Pulsada (PDR): Uma combinação das técnicas 
LDR e HDR, onde as doses são entregues em pulsos.
Um planejamento detalhado usando imagens avançadas, 
como tomografia computadorizada (TC), ressonância magnética 
(RM) ou ultrassonografia, é essencial para determinar a localização 
exata do tumor e o posicionamento apropriado dos aplicadores. 
A braquiterapia é bem tolerada, tem um curto período de 
tratamento e está associada a uma rápida recuperação. A precisão 
no direcionamento da radiação resulta em menos efeitos colaterais 
comparado com a radioterapia externa.
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Algumas dificuldades da braquiterapia incluem a necessidade de procedimentos invasivos para colocação dos aplicadores e a 
necessidade de recursos muito especializados para o planejamento e execução do tratamento.
A braquiterapia se mostrou bastante eficaz como uma modalidade de tratamento única ou em combinação com outras terapias, como 
a cirurgia ou a radioterapia externa. As taxas de controle local do tumor e de preservação de órgãos são altas, principalmente nos tumores 
ginecológicos e de próstata.
CAI NA PROVA
(SCMSP 2024) Sobre braquiterapia e seus princípios, no contexto do tratamento de câncer de colo uterino, analise as proposições abaixo e 
assinale (V) para Verdadeiro ou (F) para Falso.
( ) Braquiterapia significa tratamento a curta distância. Nesse tipo de terapia, radioisótopos selados ou não selados são inseridos ou instilados 
no câncer ou em sua proximidade.
( ) A braquiterapia atua melhor quando o volume do câncer é pequeno, inferior a 3 a 4 cm em sua maior dimensão.
( ) Geralmente, a braquiterapia é utilizada após a radioterapia com feixe externo ter reduzido o tamanho de um tumor volumoso.
( ) Utilizam-se cilindros intra-vaginais e eles são produzidos com diferentes curvaturas a fim de que se adaptem às diversas formas uterinas.
( ) A unidade utilizada para o tratamento é determinada em Gy (Gray).
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.
A) V / V / V / V / V
B) V / V / V / F / F
C) V / F / V / V / V
D) V / F / F / V / V
E) F / F / F / F / V
COMENTÁRIOS:
Vamos analisar as proposições:
(VERDADEIRA) Braquiterapia significa tratamento a curta distância. Nesse tipo de terapia, radioisótopos selados ou não selados são 
inseridos ou instilados no câncer ou em sua proximidade.
A braquiterapia de fato envolve a colocação de fontes radioativas diretamente no local do tumor ou muito próximo a ele. As fontes 
geralmente são seladas dentro de aplicadores ou cápsulas.
(VERDADEIRA) A braquiterapia atua melhor quando o volume do câncer é pequeno, inferior a 3 a 4 cm em sua maior dimensão.
A banca considerou essa proposição como verdadeira, porém ela é "duvidosa" em nossa opinião. A eficácia da braquiterapia é maior em 
tumores de menor volume, pois a distribuição de dose de radiação é mais uniforme e eficaz em volumes menores. Isso permite a aplicação 
de altas doses de radiação diretamente no tumor, enquanto minimiza a exposição dos tecidos saudáveis circundantes, entretanto, esta 
proposição pode ser considerada como duvidosa, já que a eficácia da braquiterapia pode ser influenciada pelo tamanho do tumor, mas 
ela também pode ser eficaz em tumores maiores dependendo de vários fatores, incluindo o tipo histológico do câncer, a localização e a 
radiossensibilidade do tecido. 
Por isso essa questão é passível de recurso.
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7.3. QUIMIOTERAPIA
Como já foi dito acima, atualmente, o padrão é a realização de quimiorradiação, em vez de radioterapia apenas. Essa prática tem 
algumas vantagens:
• Redução do risco de morte, com melhoria absoluta de 10% na sobrevida;
• Redução do risco de recorrência;
• Redução do risco de recorrência local.
A quimioterapia é, geralmente, administrada com cisplatina de agente único ou a combinação de cisplatina mais fluorouracil.
(VERDADEIRA) Geralmente, a braquiterapia é utilizada após a radioterapia com feixe externo ter reduzido o tamanho de um tumor 
volumoso.
Em alguns casos, a braquiterapia é usada após a radioterapia externa para fornecer uma dose adicional de radiação (boost) ao tumor, 
especialmente quando este é inicialmente muito grande. A radioterapia externa pode ser utilizada para reduzir o tamanho do tumor antes 
da braquiterapia.
(VERDADEIRA) Utilizam-se cilindros intra-vaginais e eles são produzidos com diferentes curvaturas a fim de que se adaptem às diversas 
formas uterinas.
 No tratamento de cânceres ginecológicos, os aplicadores como cilindros intra-vaginais são utilizados e estão disponíveis em diferentes 
tamanhos e curvaturas para se adequar à anatomia individual da paciente e garantir a aplicação da dose de radiação adequada.
(VERDADEIRA) A unidade utilizada para o tratamento é determinada em Gy (Gray). 
A dose de radiação na braquiterapia, assim como em outros tipos de radioterapia, é medida em Gray (Gy), que é a unidade de absorção 
de dose de radiação no Sistema Internacional de Unidades. Um Gray é definido como a absorção de um Joule de energia de radiação por 
quilograma de matéria.
Agora vamos analisar as alternativas:
Correta a alternativa A: a banca considerou todas as proposições verdadeiras.
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7.4. RESUMO DO TRATAMENTO PARA CÂNCER DE COLO UTERINO
TRATAMENTO DO CÂNCER DE COLO UTERINO
ESTÁDIO