Prévia do material em texto
HISTOLOGIA DO OLFATO E GUSTAÇÃO – M.FERNANDA – 17/09 CONCHAS NASAIS Em um corte longitudinal, a cartilagem evidenciada bem no meio é o septo nasal, que contem 3 regiões. A primeira curva mais embaixo é a região vestibular (entrada do nariz); a região mais central é a respiratória e na curva mais em cima é a área olfatória (mais relacionada com a percepção de cheiros). Importante: DIFERENCIAR ÁREA VESTIBULAR, AREA RESPIRATÓRIA E ÁREA OLFATÓRIA. Região Respiratória->> célula ciliada Região Olfatória- microvilosidades ÁREA VESTIBULAR A grande separação entre a área vestibular e a área respiratória é o epitélio, logo quando troca o tipo de epitélio, significa a mudança. O mesmo mecanismo é adotado entre a região respiratória e olfatória. É uma área mais próxima do meio externo, logo tem mais proteção e por isso seu epitélio é Estratificado pavimentoso não queratinizado ( única das três áreas com epitélio estratificado). Abaixo, encontra-se a Lâmina própria, com Tecido conjuntivo frouxo e grande quantidade de glândulas sebáceas. Nesse epitélio, encontra-se as vibrissas ( não visível nas lâminas), que são a primeira área de contenção de poeiras e microorganismos e além disso, as glândulas sebáceas fazem a lubrificação. Vibrissas + glândulas sebáceas = primeira barreira de defesa contra agentes nocivos. È uma área em que já se inicia a vascularização, que tem importância para circulação do ar e aquecimento e são elas que intumescem quando o nariz esta entupido. ÁREA RESPIRATÓRIA É a maior parte do septo nasal. Nessa área, o epitélio é típico de trato respiratório, ou seja, pseudoestratificado colunar ciliado. Toda vez que um epitélio apresentar mais de um tipo de célula, dois tipos estarão presente em todos esses epitélios, que é a célula basal ( célula tronco) e a célula de sustentação (garante suporte para a célula principal). Além disso, existirá uma célula específica para esse epitélio. A célula basal sempre será uma célula tronco. Nessa região respiratória, existem as células basais, células de sustentação e células caliciformes: Células basais: são células tronco pequenas e arredondadas, que originam e renovam o epitélio. Célula de sustentação( ciliada nesse caso): célula colunar alta ciliada, que faz a projeção de muco (permite a presença desse muco em toda a área respiratória) . Células caliciformes: é uma glândula exócrina unicelular, que tem função de secretar muco diretamente no lúmen em que esta contida. Logo, as células caliciformes produzem o muco e as células ciliadas distribuem esse muco por toda a extensão da área respiratória. Para que ocorra toda essa produção, distribuição de muco existe células responsáveis por modular esses processos: Célula granular/endócrina ou de Kulchitsky: é a célula reguladora( não visível na lâmina). Essa célula acompanha o epitélio, com formato fusiforme com grande quantidade de grânulos; tem função de regular a célula caliciforme quanto à quantidade de muco, espessura e composição; além disso, comanda as células de sustentação ciliadas. Logo, ela controla quando o muco vai ser liberado, quantidade e o seu trajeto dentro do lúmen do epitélio respiratório. Logo, primeiramente, a célula basal produzi as células caliciformes e de sustentação; posteriormente a célula granular coordena as duas células para produção na consistência, quantidade e distribuição corretas. Células em escova: são numerosas nas células do epitélio respiratório e estão em quantidades elevadas porque necessitam ser a 2º e maior barreira contra microorganismos e poeira. Na porção apical possui microvilosidades e na porção basal possui contato com fibras nervosas do nervo trigêmeo (V NC). Vai garantir a sensação geral, porém não de olfação ( quando entra poeira no nariz, nós espirramos). É um controle sem conexão com sistema nervoso. Na lâmina própria, existe tecido conjuntivo frouxo com grande quantidade de vasos sanguíneos ( garante a circulação do ar em labirintos, ajudando no aquecimento e evitando o contato direto com o ar frio no trato respiratório). É nessa região que gera intumescência quando ocorre o resfriado com obstrução da passagem de ar. Além disso, existem as glândulas seromucosas, que auxiliam as células caliciformes, que produzem muco em associação. ÁREA OLFATÓRIA É a região que tem função de controlar os odores. Possui três conjuntos de células ( basal, sustentação e específica). O epitélio é pseudoestratificado colunar ,sendo que a primeira camada de núcleos mais próximas ao lúmen representa as células de sustentação, que são numerosas e apresentam microvilosidades. Essa célula de sustentação produz a lipofucsina, que garante a cor acastanhada da região( esse castanho influencia na textura e na cor do muco. A função é suportar a célula principal, que é a célula olfatória(célula mais importante do epitélio olfatório). A célula de sustentação produz substancias OBPs (proteínas com capacidade de se ligar aos odores-componentes químicos). Essas OBPs existem porque os componentes químicos não conseguem sensibilizar diretamente as células olfatórias e por isso necessitam de um intermediador, que carrega os componentes até a célula olfatória. Esses OBPs se ligam aos receptores OR nos cílios das células olfatórias. OBP + proteína se liga a OR para que ocorra a transdução do sinal. São 23 cílios, que estão repletos de receptores, logo quando OBP e o ligante(componentes químicos) se ligam ao receptor, é um sinal para que ocorra a despolarização do neurônio. Dessa região, ocorre transdução do sinal e todos os neurônios e células olfatórias se juntam na região do osso etmoide formando o nervo olfatório; quando passam o osso etmoide, eles dão origem ao bulbo olfatório, e do bulbo (2º ordem neurônios) passa ao trato (3º ordem) e atingem o córtex. ( sem passar ao tálamo). O que modifica são os receptores, devido aos diferentes odores. Até que ocorra a transdução em direção ao córtex, as OBPs ficam ligadas. Elas precisam ser desligadas para que os receptores sempre fiquem livres para novos odores. As glândulas de bowman produzem o liquido que limpa as áreas olfatórias, menos viscoso, que desliga os ligantes dos receptores. Células de sustentação produzem OBPs; célula olfatória produz os receptores; gçandula de bowman limpa receptores para novos odores. Associado a tudo isso, existem as células em escova caso não ocorra retenção na área vestibular e nem olfatória, para essa função. Tem função de percepção geral, mas não específica. As células em escova se associam com as olfatórias e não tem só a função de reter impurezas que por acaso passem. LÍNGUA Corte sagital da língua gera um espelho, o que é visto em cima, é visto em baixo. Logo, de cima para baixo: Túnica mucosa (epitélio, lamina própria e muscular da mucosa), submucosa e muscular. A mucosa dorsal é a colocada para fora, enquanto que a ventral é a interiorizada que é também mais lubrificada. Logo, a mucosa dorsal é a que importa, pois é onde encontra-se as papilas gustativas. Na mucosa dorsal, o epitélio pavimentoso estratificado queratinizado com papilas linguais (projeções em que estão os botões gustativos). A queratinização esta principalmente em uma das quatro papilas, que é a filiforme. Dependendo do animal, pode variar a queratiização da região. Ex: no gato, a papila filiforme possui muito mais queratina e é bem mais pontuda. Possui ainda lâmina própria de tecido conjuntivo frouxo e na muscular da mucosa existem fibras dispersas. Na submucosa, é um tecido conjuntivo denso não modelado com glândulas. OBS: como na lamina as camadas estão misturadas, caso a professora pergunte e sete na região da submucosa responde-se que é um tecido conjuntivo denso não modelado com glândulas, mas onde se evidencia também a muscular da mucosa e a lâmina própria. Na túnicamuscular , existem as fibras musculares esqueléticas em varias direções e são intercruzadas; entre uma fibra e outra existe tecido conjuntivo dando sustentação e nutrição para esse tecido. Na mucosa ventral é a mesma organização, porém a diferença é que a túnica mucosa não tem papilas, logo não percebe sabores e não tem queratina. Sem papilas e sem queratina. Mucosa dorsal: com papilas linguais e com queratina. É a exteriorizada. Mucosa ventral: sem papilas e sem queratina. É a interiorizada. Percepção de sabores A percepção envolve não somenta a presença da papila, mas o que esta contido nela, que é o botão gustativo. Nem todas as papilas possuem esses botões e é por isso que nem todas percebem os sabores. Os botões gustativos são organizados em camadas como uma cebola com três tipos celulares: 1-BASAL (núcleo mais baixo); 2-SUSTENTAÇÃO : mais escura, com epitélio mais pavimentoso, que tem em seu ápice microvilosidades, são unidas por zonulas de oclusão e se renovam a cada 10 dias- se intercala com a neuroepitelial e suporta a célula neuroepitelial. 3- NEUROEPITELIAL: se conecta com nervo facial, glossofaríngeo e o vago diretamente e passa informação do gosto por dois mecanismos- É uma célula alongada, com núcleo grande e circular, bem clara(pouco basófila),com microvilosidades no ápice e as conexões com os nervos na base da célula. Transdução do sinal Existem 4 tipos de células epiteliais para os 5 tipos de sabores (doce, amargo, salgado, acido e o umami-aginomoto). Doce, umami e amargo passam a informação pela liberação de energia. Por isso, o ligante se liga ao receptor e promove a transdução do sinal, em que no final , quando ocorre a conexão com os três neurônios ele libera energia, que despolariza o neurônios, levando ao bulbo, tálamo e finalmente córtex. O salgado e o acido diferem nos receptores e no tipo de sinalização, que nesse caso é por serotonina (neurotransmissores). Logo, o ligante vai se associar ao receptor e pode agir de duas maneiras após a transdução de sinal: OU pode ativar os neurônios mediante liberação de energia como no doce, amargo e umami; OU pode liberar neurotransmissores para despolarização do neurônio no salgado e no ácido. Depois disso, vai para o bulbo, do bulbo ao tálamo e do tálamo ao córtex. Os receptores ficam na língua toda, logo toda ela consegue perceber todos os tipos de gostos. O gosto é 5% da língua, sendo muito mais olfativo, toque e visual do que a própria gustação; por isso que quando fica gripado não sente os gostos. A percepção se da mais pelo cheiro. PAPILAS - Filiforme: formato de funil, em direção a cavidade do lumen. Não serve para a gustação, ela possui apenas função mecânica e por isso que possui queratina. Não tem botões gustativos - fungiformes: ficam no meio das filiformes. É mais quadrada e tem de 1 a 3 botões no ápice. Ela garante percepção de sabores num geral, sem especificação. - Folhadas: A fungiforme parece um cogumelo que afunila; já a folhada parece uma folha de sulfite quadrangular. A folhada possui grande quantidade botões na lateral. - Circunvalada: possui um estrangulamento na parte de baixo, com grande quantidade de botões e fica no V da língua. Glândulas de von ebner: fazem limpeza de restos alimentares para que os botões gustativos estejam sempre limpos para novos sabores.