Trabalho Finalizado
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Trabalho Finalizado


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Características gerais grupo do Cobre (Grupo 11): 
Elementos do Grupo 11 apresentam um elétron s mais externo, além de um nível d 
completo (d10s1), tendo como exceção o Roentgênio que apresenta dois elétrons s 
externos com o nível d incompleto (d9s2). A fraca blindagem propiciada pelos elétrons 
d faz com que o tamanho do raio dos átomos dos elementos do grupo do cobre (Cu), 
sejam menores que os raios dos elementos pertencentes aos metais alcalinos, com 
os quais apresentam semelhança pela camada mais externa apresentar um elétron s, 
e consequentemente mais densos e duros. Suas energias de ionização são maiores 
e seus compostos são mais covalentes. Devido a participação dos elétrons d na 
ligação metálica seus pontos de fusão e as entalpias de sublimação são muito maiores 
que o grupo dos metais Alcalinos. As maiores entalpias de sublimação e maiores 
energias de ionização são responsáveis pela baixa reatividade do Cu, Ag e Au, 
adquirindo um caráter de metal \u201cnobre\u201d, não reagem com água, nem com ácidos. Os 
metais desse grupo (Cu, Ag e Au) apresentam as maiores condutividades elétricas e 
térmicas conhecidas, são mais maleáveis e mais dúcteis entre os metais estruturais, 
isso ocorre devido a sua estrutura de empacotamento cúbico compacto que mesmo 
que ocorra um deslizamento de um plano sobre o outro causado por uma força a 
estrutura é preservada. Os estados de oxidação mais comuns são Cu (+I), Ag(+I) e 
Au (+II), o estado de oxidação para o Rg é desconhecido, mas espera-se que 
este apresente estado de oxidação comum (+I). Contudo, os únicos íons hidratados 
simples estáveis em solução aquosa são os íons Cu2+ e Ag+. Os íons monovalentes 
Cu+ e Au+ se desproporcionam em água e, por isso, só podem existir na forma de 
compostos insolúveis ou complexos. Cu(+I), Ag(+I) e Ag(+I) são oxidantes tão fortes 
que conseguem oxidar a água. Assim, só ocorrem quando estabilizados na forma de 
complexos ou como compostos insolúveis. As propriedades químicas dos três 
elementos (Cu, Ag e Au) diferem muito uns dos outros, em contrapartida apresentam 
forte tendências de formarem compostos de coordenação e seus compostos 
geralmente são coloridos. 
 
 
 
 
Cobre: 
Símbolo: Cu 
Características gerais: 
Número atômico: 29 
Configuração electrónica: [Ar] 3d10 4s1 
Peso atômico: 63,546u 
Ponto de fusão: 1357,77 K 
Ponto de ebulição: 2835 K 
Densidade: 8 890 Kg/m3 
Estado de oxidação: (+I), (+II) e (+III) 
 História: 
O cobre ganhou maior destaque a cerca de 7000 anos atrás, por volta de 3000 a.C. 
na era do bronze, quando se descobriu que com ele era possível formar ligas 
metálicas. O acréscimo de estanho ao cobre forma uma liga de maior resistência 
frente à corrosão pela água e pelo ar, essa liga é o Bronze. O cobre, junto com o ouro 
e a prata, era a base das moedas de circulação no mundo antigo. Obviamente, ele 
era o menos valioso destes três. Atualmente, ele ainda é usado na fabricação de 
moedas, mas geralmente na forma de liga monetária (liga metálica formada por 75% 
de cobre e 25% de níquel). 
Disponibilidade: 
O cobre pode ocorrer na forma de pepitas (minério de metal puro), porém atualmente 
essa fonte está praticamente esgotada. O minério mais comum é a calcoprita 
(CuFeS2), além da calcocita (Cu2S), Carbonato Básico de Cobre (Cu2(OH)2CO3 
malaquita, verde), óxido cuproso (Cu2O cuprita, vermelho-rubi), a bornita (Cu5FeS4) e 
a turquesa (CuAl6(PO4)4(OH)8·4H2O). 
 
 
Obtenção: 
Geralmente o minério, depois de extraído, britado e moído, passa por um processo 
para obter cobre metálico. A calcocita (Cu2S), que tem sulfetos em sua composição, 
sofre flotação à espuma formando um concentrado de até 15% de cobre, em seguida 
passa por calcinação na presença de oxigênio. Areia é adicionada para remover o 
ferro formando silicato de ferro (Fe2(SiO3)3), que flutua na superfície. Ar é passado 
através da mistura líquida de Cu2S, contendo um pouco de FeS e sílica. Ocasionando 
sua oxidação parcial. O fluxo de ar é interrompido e ocorre a auto redução do óxido e 
do sulfeto. 
Cu2S + 2Cu2O2 \u2192 6Cu + SO2 
O cobre produzido nessa etapa é o cobre Blister com 98,5% de pureza, após essa 
etapa ele é fundido em blocos concentrados e em seguida o produto é colocado em 
células eletrolíticas, com eletrodos de Cu e a solução de H2SO4 que produzem um 
cobre 99,9% puro. 
 Aplicações: 
O cobre é utilizado na indústria elétrica, por conta de sua elevada condutividade 
elétrica e em tubulações de água, e sua inércia química. Existem mais de 1000 ligas 
diferentes de cobre. Podemos citar o bronze (Cu / Zn com 20-50% de Zn), a liga 
conhecida como \u201cprata alemã\u201d (55-60% de Cu, 10-18% de Ni e 17-27% de Zn) e várias 
outras ligas que são usadas também na fabricação de moedas. 
Diversos compostos de cobre são usados na agricultura, por exemplo, a \u201cmistura de 
Bordeaux\u201d é o hidróxido de cobre, obtido a partir de CuSO4 e Ca(OH)2. Ele é um 
importante fungicida pulverizado nas plantações. 
Importância biológica do cobre: 
Uma pessoa adulta tem no organismo cerca de 100 mg de cobre. Embora em 
pequenas quantidades o cobre seja um elemento de essencial, em quantidades 
maiores é tóxico. Cerca de 4 a 5 mg de cobre são necessárias na dieta diária. Em 
animais, a deficiência desse metal resulta na incapacidade de aproveitar o ferro 
armazenado no fígado, e o animal passa a sofre de anemia. 
São conhecidas diversas \u201cproteínas azuis\u201d contendo cobre. Eles atuam como 
transportadores de elétrons, ao mudar seu estado de oxidação de Cu2+ para Cu+ e 
vice-versa. Alguns exemplos de oxidases são: 
Amino oxidases (oxidação de aminas), Citocromo oxidase (atua com os grupos heme 
na etapa final da oxidação), Lisina oxidase (controla a elasticidade das paredes da 
aorta), entre outras. 
O cobre no organismo também está envolvido com a doença de Wilson que é uma 
deficiência hereditária que provoca acumulo de Cu no fígado. 
Prata: 
Símbolo: Ag 
Características gerais: 
Número atômico: 47 
Configuração electrónica: [Kr] 4d105s1 
Peso atômico: 107,87u 
Ponto de fusão: 1234,93 
Ponto de ebulição: 2435 K 
Densidade: 10490 kg/m3 
Estados de oxidação: (+I), (II), (+III) 
História: 
A prata era um dos sete metais conhecidos na antiguidade, esses metais são: ouro, 
prata, cobre, estanho, chumbo, ferro e mercúrio. Por conta disso sua descoberta não 
pode ser datada com precisão. Assim como o ouro e o cobre, ocorre de forma 
elementar na natureza. A prata foi muito utilizada de forma ornamental, como joias e 
objetos de decoração. Como a prata é mais reativa que o ouro, o suprimento de prata 
pura, encontrada na natureza, era muito mais limitado que o ouro, e por conta disso, 
a prata era mais cara do que o ouro no Egito até por volta do século XV a.C. 
 A situação mudou com a descoberta da copelação, uma técnica que permitia que o 
metal prateado fosse extraído de seus minérios. Pilhas de escórias, que podiam ser 
encontrados na Ásia Menor e nas ilhas do Mar Egeu, foram mencionadas no livro de 
Génesis, o que indica que a prata tem sido separada do Chumbo desde pelo menos 
o quarto milênio a.C. usando a mineração de superfície. 
Na época das civilizações grega e romana, as moedas de prata eram um elemento 
básico da economia. Atingindo um pico de produção de 200 toneladas por ano, um 
estoque estimado de 10000 toneladas de prata circulou na economia romana em 
meados do século II d.C., cinco a dez vezes maior que a quantidade combinada de 
prata disponível para a Europa medieval e o Califado Abássida por volta do ano 800 
d.C. 
A Europa Central tornou-se o centro da produção de prata durante a Idade Média, à 
medida que os depósitos mediterrânicos explorados pelas antigas