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CAP 1: Nomenclatura e classificação das lesões
Classe I: envolve cicatrículas e fissuras dos pré e molares (face oclusal)
Classe II: envolve as proximais de pré e molares
Classe III: envolve as proximais de dentes anteriores sem comprometer o ângulo incisal
Classe IV: envolve as proximais e pelo menos um ângulo incisal dos dentes anteriores
Classe V: envolve o terço gengival das faces vestibular e lingual de todos os dentes
CAP 2: Instrumental e material
	BROCAS:
Carbide: + resistência, utilizada para preparo de cavidade, tanto em baixa quanto em alta rotação.
Aço: remoção de dentina cariada e acabamento, utilizada apenas em baixa rotação.
PONTA ATIVA:
Esférica: remoção de tec. cariado
Cilíndrica: confeccionar paredes circundantes
Tronco-cônico: dar forma e contorno em cavidades expulsivas
Cone invertido: auxiliar ângulos diedros
Ponta diamantada: reduzir a estrutura dentária, tanto de esmalte quanto de dentina e devem ser utilizadas com refrigeraçãoRETRATORES:
W8A: Posteriores
212: Anteriores
26: Molares
GRAMPOS:
200 a 205: Molares
206 a 209: Pré-Molares
210 a 211: Anteriores
MATERIAL PARA PREPARO CAVITÁRIO
Recortador de margem gengival, enxada, machado, cinzel
CAP 3: Adesão aos tecidos dentais – Sistema Adesivo
Superfícies limpas: ↑ a energia de superfície, maior é o molhamento e menor o ângulo de contato
Um bom molhamento ↑ o potencial para uma boa adesão
Superfícies perfeitamente limpas (remoção de película adquirida, placa,...)
Menor ângulo de contato
Maior molhamento = escoamento, penetra nos tubos dentinários, esmalte,...
Maior energia de superfície gera “vontade” de receber o adesivo. Em uma superfície suja, a energia do substrato ↓, o adesivo não se espalha e o ângulo de contato ↑.
Ângulo de contato: formado entre a superfície do dente e a gota de adesivo ao entrarem em contato
Ácido: limpa a superfície
Se a superfície está limpa, o que acontece? Baixa o ângulo de contato, aumenta o molhamento e aumenta a energia de superfície.
Indicações
Restaurações de resinas compostas, direta e indireta (dentes sup., inf., post., ant.)
Selante (quando tem sulco muito profundo, alternativa de tratamento preventivo de lesões de carie) e dessensibilizantes (sensibilidade)
Proteção pulpar: sela os tubos dentinários, diminui infiltração marginal (microinfiltrações), dispensando o uso de materiais de base ou forramento
Cementação e colagens. Ex: lentes de contato, fragmentos dentais, braquetes, pinos
Reforço radicular: permite um reforço da raiz de um dente que eventualmente tenha perdido significada quantidade de dentina 
Utilizado em todos os tipos de cavidade
Contra Indicações
Na presença de umidade (saliva, película adquirida, tártaro, placa, sague)
Exposição pulpar
Higienização oral inadequada. Ex: gengivite, baixo controle de placa – necessita ter gengiva saudável 
Resina e Adesivo possuem condutibilidades térmicas iguais a dentina.
Vantagens
Melhor estética, possibilitando restaurações com o mínimo ou ate sem desgaste oclusal
Conservação dental – menor desgaste dental
Reforço dental – estrutura/suporte (trabalha junto com o dente, expande e contrai juntos com a dentina ≠ da amálgama) 
Menor microinfiltração (sela)
Menor sensibilidade nas restaurações (sela os túbulos dentinários)
Diminuição do manchamento marginal
Regularização da dentina e preenchimento de retenções reduzindo a necessidade de desgaste dental no preparo de restaurações indiretas
Desvantagens
Técnica sensível: a habilidade do dentista é o fator principal para o sucesso
Maior tempo clinico (40 min. no min)
Tamanho e forma da cavidade: quanto maior o nº de paredes em que a RC estiver aderida, menor será a resistência de união
Seguir o protocolo para evitar infiltrações.
Substratos Dentais
ESMALTE: material mais duro do corpo humano
96% matéria inorgânica (cristais de hidroxiapatita sobrepondo uns aos outros), + rígido, + fácil de fazer o condicionamento;
4% matéria orgânica e H2O.
DENTINA: 
20% matéria inorgânica (cristais de hidroxiapatita, parte mineral – cálcio, fosfato);
70% matéria orgânica (fibras colágenas dentro dos tubos dentinários).
Adesão clinica passo a passo:
Adequação do meio bucal/cavidade
Profilaxia
Isolamento do campo operatório: para uma boa adesão, o procedimento tem que ser realizado com uma boa execução de um isolamento eficiente, livre de contaminação (saliva, sangue, umidade)
Condicionamento ácido: ácido fosfórico com concentração entre 30 e 40% prepara a superfície do esmalte e dentina para receber o sist. Adesivo.
Esmalte: 15 a 30 segundos e secar com spray ar/água pelo dobro do tempo, deixando o esmalte totalmente seco.
Dentina: 15 seg., lavar com spray ar/água pelo dobro do tempo, secar a dentina com rolinhos de algodão deixando levemente úmida. 
No condicionamento correto da interface adesiva (local onde vai ter resina, local onde tem adesivo) é importante que o ácido seja estendido cerca de 2mm além das margens da cavidade.
Ácido em esmalte: em um tec. altamente mineralizado o ác. tem como função: aumentar o molhamento e a energia de superfície, criar microretenções para união micromecânica do adesivo, aumentar a área de contato, remoção da camada superficial aprismática. Ele vai causar microporosidade e aumentar a energia de superfície. 
Ácido na dentina: sua principal função é a remoção da lama dentinária, desmineralização ou dissolução mineral superficial da dentina e exposição de fibras colágenas. A dentina se encontra úmida e com baixo teor orgânico, ou seja, baixa energia de superfície. Ele desmineraliza parcialmente a dentina expondo a rede de fibras colágenas, assim como remove o smear layer. 
Por que a dentina deve-se manter úmida? Com a remoção da lama dentinária e a desmineralização da dentina superficial, ocorre a exposição de um emanharado de fibras colágenas, que contam com a umidade para manter-se com sua configuração espacial, para poder permitir a entrada do adesivo. Se a dentina for seca com spray a rede colágena perde sustentação da água e colaba, impedindo a penetração do adesivo.
Aplicação primer: o primer é composto por monômeros bifuncionais, com uma extremidade hidrofílica e outra hidrofóbica, serve para penetrar na superfície desmineralizada e preencher os espaços antes ocupados pelos cristais de hidroxiapatita, os componentes do primer estabilizam-se na rede de fibras colágenas e promovem a evaporação do excesso de água, resultando no aumento da energia de superfície da dentina.
A evaporação dos solventes é com leves jatos de ar
A aplicação do primer no esmalte é totalmente desnecessária e não causa dano nenhum na adesão. NÃO FAZ NADA EM ESMALTE
Primer = água, acetona e álcool. 
PRIMERAcetona e álcool se unem com a água para evaporá-la
Substituem a água, mantém as fibras colágenas em pé.
MONÔMEROS BIFUNCIONAIS 		 		SOLVENTES 
Aplica-se de 2 a 3 vezes – 20 seg., esfregando cada aplicação e depois leves jatos de ar (aplicar com um aplicador diferente do adesivo e remover o excesso com gaze)
Aumenta a energia de superfície da dentina (fica pronta para receber o adesivo)
Primer não se polimeriza
Por que não devemos usar primer no esmalte? Porque, quando utilizamos o ác. em dentina ele diminui a energia de superfície da dentina, e o primer eleva, aumenta a energia para uma boa adesão.
Aplicação do adesivo:
No esmalte: a interação do adesivo com o tec. envolve o preenchimento das irregularidades e microporosidades criadas pelo condicionamento ácido. Ao ser polimerizada, dentro dessas microporosidades, o adesivo fica retido micromecanicamente à superfície. ESMALTE + ADESIVO = UNIÃO MICROMECANICA
Na dentina: o adesivo preenche os espaços da rede de fibras colágenas expostas, penetra em alguns túbulos dentinários e então é polimerizada, resultando em uma união interdifusa.
DENTINA + ADESIVO = CAMADA HIBRIDA
O adesivo deve sempre ser aplicado além dos limites da cavidade. Suaves jatos de ar podem ser empregados para uniformizar a espessura da camada adesiva
ADESIVO
Aplicar de 2 a 3vezes, esfregando durante 30 segundos, retirando o excesso com gaze
Fotopolimeriza por mais 20 segundos, formando a Camada Hibrida, que é a interpenetração do adesivo nas fibras colágenas e túbulos dentinários (tags), 50 a 60 micrometro, quanto mais fina, melhor
TAGS – formação de prolongamentos, quando o adesivo penetra em profundidade considerável nos túbulos dentinários. Quando a camada hibrida interpenetra nos túbulos dentinários
Qual a função da camada hibrida? É a ligação do adesivo com as fibras colágenas, o adesivo penetra nos túbulos dentinários e sobre as fibras colágenas, protegendo-as, após a polimerização é formada a camada hibrida. 
OBS: Os jatos de ar apenas espalham o adesivo.
SEMPRE se anestesia o paciente antes da restauração:
Dor, pós efeito anestésico.
Quando aquece e/ou seca muito a dentina causa dor, desloca os prolongamentos do nervo.
Ácido pode causar dor próximo a polpa.
Sistema adesivo CONDICIONAMENTO TOTAL
	Inicialmente utilização de um ácido fosfórico 37%
3 passos: 1º ácido 2º primer 3ºadesivo
Padrão ouro
2 passos: 1º ácido 2º sistema adesivo (primer e adesivo estão juntos)
Cuidado com a espessura
Sistema adesivo AUTOCONDICIONANTE 
	Sem ácido fosfórico, de 2 a 1 passos
2 passos: 1º primer acídico (já faz o condicionamento), 2º adesivo (vários pHs)
Importante que o primer apresente PM baixo
Lama dentinária é modificada e incorporada na camada hibrida
1 passo: primer e adesivo juntos (mesmo frasco liquido) 
No esmalte ele é ineficiente, já na dentina ele é bom
São menos sensíveis 
Os sistemas autocondicionantes são mais inferiores que os convencionais.
Condicionamento Ácido do Esmalte – ESMALTE NÃO USA PRIMER
Adequação do preparo cavitário
Profilaxia
Isolamento
Ácido fosfórico 37% - 15 a 30 segundos na superfície (ele vai desmineralizar o esmalte, retirando os cristais de hidroxiapatita)
Lavagem da superfície, o dobro do tempo, 1 minuto – jato de spray água/ar para remoção completa do ácido (o ácido vai criar microretenções, precisa penetrar, por isso a superfície fica reativa), limpa a superfície do esmalte e aumenta a energia de superfície
Secagem com leves jatos de ar, para evitar presença de umidade
Aplicação de adesivo, o qual vai penetrar nas microretenções e se espalhar. Aplicar de 2 a 3 vezes (1 gota para cada aplicação), retirando o excesso com gaze de cada aplicação
Fotopolimerização por no mínimo 20/30 segundos, quanto mais polimerizar, melhor. Adesivo fica firme, pronto para receber a resina composta/cimentação 
Condicionamento Ácido da Dentina
Quando remove a cárie se forma uma lama/lâmina dentinária (saliva, restos de fragmentos de cárie,...) que penetra e se deposita nos túbulos dentinários (sela). Essa lama dentinária é removida através do ácido.
Remoção da lama dentinária através do ácido fosfórico 37% - 12 a 15 seg. no máx.
Lavagem com spray água/ar, o dobro do tempo – 1 min. (tubos dentinários ficam abertos, expostos)
Não se pode secar a dentina com jatos de ar, pois pode desprender as fibras colágenas e irem para os túbulos dentinários. Com a dentina seca pode ocorrer a colabação das fibras colágenas, assim não ocorre a adesão do adesivo. Só se retira o excesso de agua com bolinhas de algodão ou papel filtro/absorvente – obtenção da dentina levemente umedecida, esmalte seco
Aplicação do primer – NÃO POLIMERIZA
Aplicação do adesivo – POLIMERIZA – Dentina fica rígida, pronta para receber a resina composta para dentina (incremento)
Dentina aumenta a energia de superfície, assim, se usa o primer (elevador de energia de superfície) 
Bom molhamento = baixo ângulo de contato
CAP 4: Resina Composta 
História
Iniciou com Buonocore, 1955 – ataque ácido
Iniciou com Bowen, em 1950 criou a RC a partir dos materiais que já existiam na Odontologia, BISGMA (parte org + inorg) + carga de quartzo translúcida
Wakabayashi, 1962, estabeleceu o protocolo (tempo) da resina/ácido na dentina e no esmalte
O que é Resina Composta? Uma formação a partir de vários componentes – matriz orgânica, carga inorgânica, agente de união e iniciador.
A resina composta é formada por 4 componentes:Matriz orgânica + inorgânica + agente de união + iniciador = RESINA COMPOSTA
Matriz Orgânica
Carga Inorgânica(BISGMA – UDMA – TEGDMA )
FOTOPOL.
SILANO
SILICA/QUARTZO translúcidos
Agente de união
Iniciador
Matriz Orgânica:
Bis-GMA ou UDMA: alto peso molecular
TEGDMA e MMA: monômeros com baixo peso molecular são necessários para regular a viscosidade
Matriz Inorgânica: carga – cerâmica 
Partículas de vidro/quartzo/sílica, presentes em diferentes tamanhos, formas e quantidades (vidro – da a translucidez da resina para atingir estética) 
A principal classificação das resinas baseia-se no tamanho das partículas de carga
Melhora as propriedades da resina – dureza, flexão, resistência ao desgaste ou fratura, estética (cor, translucidez, opacidade), contração de polimerização (quando contrai + = ↑ CI e ↓MO)
Agente de União
Silano, uma molécula bifuncional que une a carga com a matriz
Impede o deslocamento de partículas, estabilidade de cor
Iniciadores
Responsável pela reação de polimerização
Materiais fotopolimerizáveis: a reação só se inicia quando o iniciador é estimulado por uma luz de comprimento de onda especifica (reage com a luz azul – fóton) 
Iniciador: canforoquinona, que absorve a luz com comprimento de onda de 470 nanômetros 
Classificação das Resinas:
Tamanho das partículas de carga: CARGA
Macropartículas: dificuldade de polimento e lisura superficial, são compactas.
NÃO SE USA MAIS – muitas partículas se desprendem e quebram com facilidade. 80% cargas e partículas de 8 ou 20 micrometros. ↑ a resistência 
Micropartículas: pouca carga, alto grau de polimento e lisura superficial. São indicados para classe V e vestibulares dos anteriores, possuem pouca resistência.
30% de carga de 0,04 a 0,4 micrometros, ↓ a resistência 
Microhíbrida: boas propriedades físico-mecânicas, polimento e lisura. São universais.
75% das partículas de 0,04 a 1 micrometros
Flow: pouca viscosidade, mais escoamento e menos resistência.
60% partículas inorgânicas, ↓ viscosidade
Nano partículas: Universal. A melhor, permite agregar melhor volume de carga a matriz. Seu tamanho é entre 20 e 75 nanômetros.
78% partículas de 20 a 70 nanômetros, carga esférica, se encaixa uma na outra
Grau de Viscosidade:
BAIXO: Flow – maior fluidez, áreas de difícil acesso, menor modulo de elasticidade
REGULAR ou PADRÃO: maior parte das resinas – convencionais
ALTA: compósitos condensáveis, facilita a obtenção de contatos proximais, indicado para restaurações de dentes posteriores
Cor:
Dentina: mais saturada, menor translucidezRESINA + ADESIVO = UNIÃO QUIMICA
Pigmentação ↑, são opacas 
Esmalte: alta translucidez
menos saturado (pigmentação ↓)
Efeitos: 
Incisais azuis, amarelas, opacas
Alto/médio/baixo valor
Revestimento estético
Vantagens
Preservação da estrutura dental
Propriedades mecânicas da resina dental (resistência ao desgaste, fratura)
União a estrutura dental
Reforço da estrutura dental fragilizada
Semelhança a estrutura dental (cor, forma, contorno)
Estética
Desvantagens:
Longevidade clinica – máx. de 10 anos
Amálgama 30, 50, 70 anos
Obtenção do ponto de contato (classe II) – adaptação cunha, matriz
Isolamento da umidade
Estabelecimento da técnica adesivoInfiltração, quebra, fratura
Controle da contração de polimerização 
Desvantagens e Limitações 
Tempo clinico longo – min 30 à 40 minutos
Dificuldade de reproduzir anatomia e cores dos dentes naturais
Estabelecimento e manutenção do grau de polimento (com o tempo vai ficar opaca, exige de tempos em tempos polimento e acabamento)
Sensibilidade pós operatória (principalmente em restaurações muito profundas) 
CAP 5: Polimerização de Resinas
Matriz Orgânica = monômeros = união química = polimerização monômeros viram macromoléculas 
Polímeros
MMA: molécula isolada, baixo peso molecular, extremamente reativa
Contração de polimerização:
A aproximaçãodas moléculas orgânicas baixa o volume
Quanto > o volume da matriz, > a contração
Quanto > o volume da carga inorgânica, < é a contração 
O grau de conversão é influenciado pelo tipo de matriz e pelo comprimento das moléculas de monômeros. 
Monômeros com cadeias menores e mais simples (MMA/TEGMA) sofrem mais contração
Monômeros com cadeias mais longas e de maior peso molecular, sofrem menos contração (UDMA e Bis-GMA)
Por isso os compostos são um mesclado de matrizes
Contração de 1% a 3,5% nas resinas compostas
É a diminuição de volume, pois a MO vai se ligando uma na outra, contrai para o centro da RC gerando uma fenda no elo mais fraco do dente (da restauração)
Gera uma força estresse de polimerização
Processo de Polimerização
Polimerização física (fotopolimerizável): um estimulo, que são em forma de luz visível com um comprimento de onda especifico (470nm), ativa o iniciador, que normalmente é a canforoquinona que reage com uma amina orgânica promovendo a formação de radicais livres e a conversão de pequenas moléculas dos monômeros em longas cadeias poliméricas. É mais rápida que a química.
Polimerização química: sistema de duas pastas, uma contendo o iniciador (peroxido de benzoila) e a outra o acelerador (amina terciaria), que reagem no momento que são misturados. A vantagem é que ela consegue polimerizar em lugares onda a luz não chega totalmente. Porem demora muito tempo.
Polimerização dual: é a mistura das duas, também é dada como duas pastas, uma contendo o iniciador e a outra o acelerador, porém ela só terá a polimerização completa depois da ativação da luz.
Contração de polimerização
Causada pela aproximação dos monômeros, ocasionando uma redução do volume. Pode ocorrer microfendas entre a resina e o adesivo, ou entre o adesivo e o dente, podendo causar cárie secundária, pigmentações, fluidos que dão sensibilidade (1 a 3,5% da resinas compostas)
Para contornar esse problema os fabricantes associam monômeros de baixo e alto peso molecular, para conseguir manipular o material e ter menos contração
Quanto maior o volume de MO, maior a contração. Cadeias menores e mais simples (peso molecular mais baixo) também sofrem mais contração. Quanto maior a carga, menor a contração
Pode gerar estresse de polimerização
Estresse de polimerização:
Tensões entre o sistema adesivo e a resina composta, gerando fendas, trincas e infiltrações. Gera deflexão de cúspides, sensibilidade, causada pelo volume do material, técnica de fotopolimerização e técnica de inserção de resina.
PRÉ-GEL: deformação da resina, superfícies livres em direção às aderidas
PONTO GEL: o composto não é mais capaz de sofrer deformação
PÓS-GEL: toda a contração é acompanhada por estresse
24 a 48 horas - causa deformação nas primeiras 24 horas
FATOR C: fator de configuração cavitária, quanto maior a área livre do incremento em relação a aderida, menor é o estresse de polimerização
OBS: considerar sempre o total de 6 paredes de um cubo.
Técnicas de Inserção Incremental:
	Começar sempre pelas proximais, pela técnica de incremento obliquo.
O objetivo básico é unir cada incremento ao menor número possível de paredes com compósitos de tamanhos de espessura de no máx. 2mm. Assim teremos uma boa polimerização e um controle do fator c.
Compósitos com maior espessura é mais difícil sua polimerização em profundidade.
Técnica de Fotopolimerização
	Controle de contração:
UNIFORME CONTINUA: a intensidade de luz é mantida constante do inicio ao fim da fotoativação
Tempo total de fotopolimerização constante de 20 segundos (no mínimo, mas quanto mais melhor)
PASSOS/DUPLA INTENSIDADE: começa com a intensidade baixa durante os primeiros segundos, passando à intensidade máxima e nela permanecendo até o final do processo.
RAMPA ou “SOFT START”: começa com intensidade baixa nos primeiros 10 segundos e vai aumentando progressivamente ate atingir a emissão máxima mantendo até o final da fotoativação.
PULSO TARDIO: uma rápida ativação inicial por 3 a 5 segundos em baixa intensidade, faz um intervalo e realiza a segunda ativação, com alta intensidade e por tempo adequado, de modo a garantir a polimerização do material
Técnica Restauradora
Profilaxia/anestesia
Isolamento do campo operatório (isolamento absoluto especialmente em posteriores, inferiores)
Sistema adesivo – condicionamento total (3 passos)
Técnica da restauração
Contração de Polimerização
1º) Técnica Incremental: pequenos incrementos individuais de no máximo 2mm, acima disso aumenta a contração
2º) Técnica de Inserção da Resina: máxima 2 paredes, controle do fator C (configuração cavitária)
3º) Técnica de Fotopolimerização: continua, é a melhor, em passos ou dupla intensidade, rampa ou pulso tardio	
Vantagens da Resina Composta:
Conservação da estrutura dental, boas propriedades mecânicas, possui união a estrutura dental, modo de elasticidade semelhante a dentina, boa estética.
Resina composta serve para fechamento de diastemas (qualquer tipo de restaurações estéticas)
Melhor retenção (ataque ácido)
Carie não afetada/ativa, ela remineraliza
Sistema adesivo (união resina com o dente)
Desvantagens da Resina Composta:
Obtenção do ponto de contato, longevidade clinica, sensibilidade pós-operatória, tempo clinico longo, dificuldade de reproduzir a anatomia e as cores naturais dos dentes 
PASSA A PASSO – PROVA
Preparo cavitário
Profilaxia
Isolamento absoluto
Ataque ácido: inicia no esmalte 15 a 30 segundos, desmineraliza, estende-se para a dentina por mais 15 a 30 segundos, totalizando um tempo de 30 a 60 segundos.
Lavagem: pelo dobro do tempo do ácido – 1 min
Remoção do excesso de água com bolinhas de algodão na dentina para proteger (deixando-a levemente úmida), no esmalte fazer leves jatos de ar
Primer: 2 a 3 vezes por 20 segundos cada aplicação, aplicando leves jatos de ar de 5 a 10 segundos. Primer somente na dentina, pois aumenta a energia de superfície 
Adesivo: aplicar em toda a cavidade, de 2 a 3 vezes por 20 segundos cada aplicação, removendo seus excessos (tirando com o aplicar e limpando-o em uma gaze), deixando a camada uniforme, lisa e fina
Fotopolimerização: min de 20 segundos, formando a camada hibrida na dentina
Aplicação da resina composta – restauração 
CLASSE I
Profilaxia (de toda a boca)
Isolamento absoluto
Preparo cavitário (pontas diamantadas)
Profilaxia do preparo
Ácido, inicia pelo esmalte 15 segundos e se estende pela dentina + 15 segundos = 30seg.
Lavagem spray ar/água por 1 minuto
Remoção do excesso de umidade
Bolinhas de algodão para proteger a dentina, secar totalmente o esmalte
Aplicação do primer – 2 a 3 vezes – 20 seg. esfregando, fazer leves jatos de ar e retirar o excesso com gaze
Aplicação do adesivo – 2 a 3 vezes – 20 segundos, retirando o excesso
Fotopolimeriza – 30 segundos
Inicia a técnica incremental, cada incremento deve conter 2mm, união de duas paredes
Fotopolimerização de 20 segundos no mínimo
Fazer uma cúspide ao contrário da outra
Polimerização final de 1 min e aplicação de uma camada de gel hidrossolúvel (sem álcool) acima da restauração e polimerizar por mais 1 min
GEL: serve para prevenir o contato do O2 com a restauração, resultando em uma melhor polimerização. Além disso, o acabamento e polimento melhoram também.
Ajuste Oclusal:
MIH – máxima intercuspidação habitual
RC – relação cêntrica
Lateralidade Esquerda
Lateralidade Direita
Protusão (ant.)
Impressão do paciente (se está alta ou não)
Acabamento e Polimento
Oclusal:
Brocas multilaminadas
Pontas de borracha abrasivas com pasta
Escova com pelos naturais
Filtros macios
Interproximal:
Lâmina de bisturi nº12
Tiras de lixa interproximais – metal ou poliéster 
Discos de lixas de oxido de silício
CLASSE II
PROTEÇÃO = MATRIZ + CUNHA + ANÉL
Anél
Sempre voltado para mesial (colocar antes do sistema adesivo)
Depois do preparo cavitário profilaxia
Iniciar a restauração classe II pelas proximais, fazendo primeiro os pontos de contato
Esmalte
Dentina
Técnica de revestimento – 2 paredes (vestibular +gengival)
Instrumento sempre na diagonal
Transformar classe II em classe I
OBS: nunca pode colocar 2 matrizes e 2 cunhas em uma única restauração, pois os pontos de contato não darão certo. Fazer uma proximal de cada vez, cúspide por cúspide, com espaço de 1mm para fazer a resina de esmalte.
Manutenção das Restaurações Adesivas
6 em 6 meses: para controle de placa, repolimentos, reparos, resselantes (trincas, fendas), recobrimentos (dar anatomia com ponta diamantada)
Como minimizar os problemas? Seguindo os requisitos: seguir a téc, dedicação, paciência, atenção e capricho (resina lisa e brilhosa) e humildade.
CAP 6: Luz, Cor e Caracterização de restaurações
O que é cor? São comprimentos de ondas refletidos em nossos olhos. É a luz, reflexão, absorção e transmissão da luz.
Comprimentos de ondas curtos: violeta, anil, azul (comprimentos de ondas menores)NÃO ENXERGAMOS COMPRIMENTOS DE ONDAS.
Comprimentos de ondas médios: azul claro, verde, amarelo
Comprimentos de ondas longos: laranja, vermelho e vermelho escuro 
As percepções das luzes: A cor só existe na presença dos seguintes elementos:
Depende de: luz, objeto e observador.
Desenho:
OBS: Preto: absorve os comprimentos de onda e não reflete nada.
Em objetos transparentes a luz passa completamente, não absorve nada.
Propriedades das luzes e objeto
Reflexão: luz bate e volta. 
Absorção: luz bate e o objeto absorve o comprimento de onda
Transmissão: a luz bate no objeto e passa por ele. É translucidez 
OBS: a iluminação ideal é proveniente da luz solar natural, entre as 10 horas da manha e as 14 horas da tarde.
Reflexão: Se a luz for totalmente refletida pelo objeto a cor é BRANCA, se o objeto refletir e absorver, vamos enxergar outra cor. Já se todos os comprimentos de ondas forem absorvidos a cor refletida será PRETA.
Odontologia:
Dentro da odontologia temos objetos opacos, translúcidos e transparentes.
Opaco: absorve e reflete toda a luz (Dentina)
Dentina é opaca – absorve e reflete luz (comprimentos de onda), não enxergamos através dela
Translucido: absorve, reflete e transmite (Esmalte)
Esmalte (é foda) – translucido – refle, absorve e transmite
Transparente: só transmite (Vidro)
Precisamos ter materiais restauradores com as mesmas propriedades.E/D – Um tipo de opacidade da resina
Resina – A2 – E (translucida)
E = esmalte
A2 = cor
+ translucida, passa + luz, polimeriza + rápido.
Resina – A2-D (Opaca)
D = dentina
A2 = cor 
Dentina opaca precisa ter um pouco + de polimerização.
 
DIMENSÃO DAS CORES
MATIZ
Da a denominação de cada cor, o nome de cada cor, designação de cada cor, interpretação, família de cada cor que vamos utilizar.
Denominação:
A – laranja (80% dos dentes das pessoas)
B – Amarela (18 – 15% da cor dos dentes das pessoas)
C – Cinza/amareloDentes de velhos ou manchados.
D – Cinza/laranja 
CROMA1 – mais claro
2 – intermediário
3 – mais escuro
Foi denominado por nº. Saturação da cor, intensidade da cor.
1	2	3	3,5	4	5
VALOR + importante de todos.
Se achar o valor, achamos 89% da cor. O valor é o grau de luminosidade dos dentes, é a dimensão de cor mais importante, observa-se a escala de valor em uma escala de cinza.
	Alto valor dos dentes - Dentes claros (brancos)
	Médio valor - Dentes + acinzentados (intermediários)
	Baixo valor - Dentes + escuros (preto)
Quais são as características de dentes com alto valor? São dentes com alta luminosidade.
Vemos isso tirando uma foto em preto e branco com o dente e a escala de cor.
Os cones dos olhos interpretam os matiz e croma e os bastonetes o valor.
Mulheres interpretam melhor matiz e croma
Homens interpretam melhor o valor (enxergam no escuro) 
Os nossos dentes são formados por esmalte e dentina
Escolhemos a cor da dentina + na cervical, pois possui – esmalte (esmalte na cervical é + fina 0,6)
Escolhemos a cor do esmalte na incisal pois possui +
OBS: Dentina: caracterizada por baixa translucidez e alta saturação, responsável pela matiz e croma.
	Esmalte: altamente translucido e pouco saturado, é responsável pelo valor. A maior espessura do esmalte – saturação e a textura aumenta dispersão e reflexão da luz – dentes brancos e luminosos.
TERÇO CERVICAL:
Grande espessura de dentina e esmalte
Croma alto e valor regular
Região é minimamente influenciada pelo esmalte, sendo uma ótima região para avaliar dentina
TERÇO MÉDIO:
Grande volume de dentina e uma camada espessa de esmalte
Alto valor e baixa translucidez
A camada de esmalte consegue saturação e aumenta a luminosidade final
TERÇO INCISAL: 
Grande espessura, translucidez alta
Valor reduzido
Efeitos ópticos da opalescência 
OPALESCÊNCIA
	É a capacidade do esmalte. Parte azulada (da para ver as projeções dos mamelos), não tem nada de dentina é puro esmalte. 
É uma propriedade do esmalte, não tem na dentina. O esmalte consegue refletir comprimentos de ondas curtos (azul meio violeta) e transmitir comprimentos de ondas longos. 
ROCTOL reflete ondas curtas e transmite ondas longas
Se vê no terço incisal
Representa uma cor azulada e transmite uma cor mais alaranjada.
HALO OPACO
É uma propriedade do esmalte, ele delimita o tamanho do dente na ponta incisal. É um fenômeno óptico, decorrente da angulação do esmalte na borda que modifica a forma como a luz é refletida. Ele é feito com resina de dentina.
CARACTERÍSTICAS DE SUPERFÍCIE
Estrias verticaisEssas características são + importantes que a cor. Geralmente aparecem em dentes de jovens.
Estrias horizontais
Estrias periquimacias 
Dentes com + características, são dentes jovens, os adultos vão perdendo elas.
A luz reflete + em dentes com + características. Os dentes lisos refletem apenas em algumas partes. 
As características V dos dentes influenciam muito na cor da nossa restauração. Observamos isso por meio de fotos. Logo que o paciente chega já tiramos uma foto.
FLUORESCÊNCIA
Capacidade de absorver luz de um determinado comprimento de onda e emitir comprimento de onda diferente. É caracterizado pela absorção de luz ultravioleta.
É um fenômeno da dentina, se manifesta com mais intensidade devido ao seu maior conteúdo orgânico.
A ausência da fluorescência em uma restauração pode resultar em um aspecto que na presença da luz negra (ultravioleta) ou luz solar o paciente parece que não possui dentes restaurados (na região restaurada fica preta, não se enxerga), por causa da ausência da fluorescência. 
Todos os matérais de hoje possuem, dependendo do fabricante possuem + ou -. Ex: Resina composta, cimento resinoso, ceramica.
É uma caracteristica da dentina
Propriedade opticas dos dentes
	SELEÇÃO DA COR – MAPA CROMÁTICO
Como se inicia uma restauração de dente anterior classe IV?
Esmalte palatal – (resina de esmalte A2 ou translúcida ou trasparente) 
Halo opaco – delimita o comprimento do dente, (resina de dentina A3)
Dentina – observar os dentes do lado, dentes vizinhos, (resina de dentina A3)
Halo opalescente – resina de efeitoCristas marginais: resina de esmalte A2
Esmalte vestibular – por último (resina de esmalte A2)
CAP 7: Restaurações de dentes Anteriores
DENTISTICA:
	Restaurações de dentes posteriores classe II
	Restaurações de dentes anteriores classe IV: envolve proximal e incisal.
Geralmente a classe IV é por fratura, acidente (fratura esmalte, esmalte/dentina, esmalte/dentina/polpa e espaço biológico). Normalmente afeta esmalte e dentina.
FRATURAS EM ESMALTE E DENTINA
	São as + frequentes com ≠ extensões. Podem acontecer por atrito, abrasão ou desgaste (bruxismo, gastrite e uso de drogas).
Controle: tirar raio x, ver se não tem sangramento gengival
Existem 3 formas:
Colagem do fragmento
Restauração direta (RS) – a que fizemos 
Restauração indireta (cerâmica ou resina) – faceta, lente de contato 
Objetivo: Abordar as etapas e os fundamentos indispensáveis para restaurar dentes anteriores fraturados, envolvendo esmalte e dentina, com resina composta.
Anamnese/exame clínicoDIAGNÓSTICO
Fazer exame radiográfico
Exame radiográfico:
Regiãoperiapical
Trabeculado ósseo/raiz
Anamnese/exame clinico
Alteração de cor da coroa/vitalidade
Sensibilidade dentária
Comprometimento estético
Comprometimento funcional/fonético 
Qualidade e quantidade de remanescente dental 
Planejamento:
Observar o dente hígido (que não foram afetados): área que será envolvida na restauração
Esmalte, mamelos dentinários, halo opaco, halo translúcido/opalescente
Seleção da resina composta 
Seleção da cor – mapa cromático
Resina para esmalte: > translucidez
Resina para dentina: < translucidez
Resina de efeito: com opalescência (resina azul)
Profilaxia
Dente e escala de cor hidratados
Iluminação adquada
Reproduzir a forma
Encerramento
Confecção da guia de silicone
Ou seja, confecção em gesso ou direto em boca.
Ensaio restaurador/ provisório: restauração de diagnóstico
Demarcação dos contatos oclusais
Profilaxia
Isolamento absoluto
Isolamento absoluto -– Preparo do bisel? (passar uma ponta diamantada para dar um melhor acabamento, não a necessidade de ser feito)
Condicionamento ácido total – proteção dos dentes adjacentes 
Remoção do ác.
Secagem da superfície
Aplicação do sist. Adesivo e polimerização
a) reprodução do esmalte palatal – inserção da resina composta na guia de silicone
inserção da resina composta na guia de silicona
b) contato proximal
c) reprodução do halo opaco
d) reprodução da dentina
e) reprodução do halo opalescente 
f) reprodução do esmalte na vestibular – só consegue com pincel, só ele que vai dar as características do dente
aplicação do gel inibidor de oxigênio 
fotoativaçãoOBS: a cor da restauração deve ficar + escura que o dente na hora devido a desidratação por estar com o isolamento absoluto.
Verificação dos contatos oclusais
Verificar a cor - 7 dias depois
Acabamento 
polimento
Verificar radiografia 
Protetor bucal
“O diagnóstico de dentes fraturados é realizado por meio de anamnese, exame clinico e radiográfico. Determinar o tipo de fratura e o grau de envolvimento dos tecidos é indispensável para planejar o tratamento.” 
Para restaurações de dentes antero-posterior é indicado fazer uma guia de silicona, pois ela facilita a obtenção de uma forma ideal para face palatal e incisal. É importante usar uma fita veda-rosca nos dentes adjacentes para evitar contato .... destes com o ácido e com os componentes do sistema adesivo.

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