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Resumo de Artigos Denstistica, Endodontia e Cirurgia

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da aplicação clínica da sinvastatina para a regeneração óssea é o meio adequado de liberação dessa droga. Foi relatado também que baixas doses desse fármaco não se têm estímulo, não tem impacto na neoformação óssea e doses elevadas podem provocar toxicidade elevada e estímulo de processo inflamatório.
Apesar de vários trabalhos mostrarem o uso da sinvastatina positivamente com a neoformação óssea, alguns trabalhos não foram favoráveis ao uso tópico de sinvastatina, a forma local e injetável foi defendida por diversos autores por ser de utilização simples, conservadora e bastante promissora com menos edema e inflamação garantindo assim uma boa neoformação óssea. Sendo assim a maioria dos pesquisadores defendem o uso da sinvastatina, sendo seu efeito carreador/dose dependente e poderão ser ajustadas de acordo com a necessidade do carreador modelo de estudo, ainda não houve um consenso de uma dose certa em cada tipo de defeito ósseo estudado, deverão ser feitos outros estudos mais a fundo referente a doses para cada necessidade.
Quais as condutas clínicas que você terá diante das situações apresentadas nos artigos lidos?
Para melhor efeito da neoformação óssea é importante que se associe com a sinvastatina algum biomaterial compatível com o tipo de trabalho a ser feito, para que os efeitos sejam mais adequados e que seja evitado qualquer tipo de inflamação ou edema que atrapalhe na formação óssea, é importante também estudar a dose a ser utilizada tento em vista que ainda não se obteve em estudo uma dose certa para cada caso de defeitos ósseos.
Quais as possíveis complicações que você terá atendendo um paciente com as situações relatadas nos artigos?
Toxicidade elevada e estímulo de processo inflamatório em caso de altas doses, ou em caso de baixas doses o não estímulo de formação óssea. 
 Técnicas para reduzir os efeitos da contração de polimerização das resinas compostas fotoativadas.
A procura pela estética na odontologia vem crescendo cada dia mais. Pacientes procuram se informar sobre procedimentos estéticos devido a grande exposição e divulgação dos trabalhos em que muitas vezes demonstram os resultados em apenas um único atendimento, esses procedimentos costumam ser menos invasivos e acometem menos danos nas estruturas dentárias. 
A fotopolimerização das resinas composta faz com que elas percam de 2% a 3% do seu volume o que pode comprometer microscopicamente e macroscopicamente o resultado final, afetando a qualidade e a durabilidade da resina. Vários fatores podem ser responsáveis pela contração durante a fotopolimerização da resina, porém vários estudos foram realizados nos últimos anos e levantaram hipóteses a partir de técnicas e manobras clinicas que visam diminuir a contração, sendo assim, o resultado do procedimento restaurador tem mais chances de sucesso. 
São exemplos de manobras específicas para casos de diminuição da contração a manutenção do fator C, o tipo de fotoativação, técnica incremental, uso de resinas foto em junção com as quimicamente ativadas, aplicação de sistemas adesivos eficientes, utilização de materiais forradores, maior incorporação de carga em relação à matriz orgânica, manutenção da fase pré gel e seleção de resinas com baixo módulo de elasticidade.
Na foto ativação um dos fatores de maior importância para o bom desempenho nas restaurações com compósitos é a intensidade de luz dos aparelhos fotopolimerizadores, dependendo da intensidade podem promover alterações na polimerização final e causar complicações. As técnicas utilizadas e o tempo da fotoativação devem ser levadas em consideração para que um comprimento de onda que alcance toda a área da restauração seja colocado sobre a mesma fazendo com que obtenha-se uma melhor polimerização, pode ser levado em consideração também a distância da luz pois quanto maior a distância, menor a intensidade, aumentando também o tempo de fotoativação. 
Alguns métodos de fotopolimerização são propostos na literatura sendo o mais indicado o pulso tardio, com ele, cada incremento é fotoativado por 5 segundos em baixa intensidade de luz numa potência de aproximadamente 300mW/cm². A velocidade de polimerização ocorre de maneira paulatina, sendo após o fim da restauração uma fotoativação com potência e tempo de exposição maior necessária. Teremos assim uma melhor adaptação marginal e redução dos efeitos gerados pela contração de polimerização.
Os aparelhos com luzes de led foram pensados para aperfeiçoar as técnidas de polimerização, de acordo com alguns estudos houveram diminuição significativa de infiltração marginal em restaurações mesio-ocluso-distal (MOD), também foi notado positivamente que estes aparelhos não necessitam de resfriamento, filtro ou refletor, proporcionando assim uma luz uniforme e com intensidade constatne, além de mostrarem menos agressões aos tecidos pulpar e gengival por emitir menos calor e serem mais resistentes, porém comparado a materiais de luz halógena os aparelhos de led necessitam de incrementos de material menos espessos, no entanto, o curto espectro de luz emitido pelas lâmpadas de LED impossibilita seu uso em materiais que não usam a canforoquinona como agente ativador principal. 
Com relação a manutenção da fase pré gel alguns autores são a favor do uso de resinas quimicamente ativadas no fundo da cavidade e de resinas fotoativadas na superfície da cavidade afim de diminuir a contração e quantidade de compósitos.
Uma das técnicas mais simples no controle de contração é a manutenção do fator C. O fator C é a divisão das paredes que estão, ou não aderidas a resina. Essa divisão nos dá a uma previsão do quanto de contração teremos facilitando assim o processo de preenchimento da cavidade. O uso da técnica incremental durante o controle de contração e o uso de sistema adesivo com boas propriedades químicas e mecânicas também é essencial para o bom resultado da adaptação marginal. 
A técnica incremental constitui em introduzir na cavidade incrementos de material restaurador de forma oblíqua com no máximo 2mm polimerizados individualmente com luz baixa, por ser polimerizado individualmente cada incremento, as áreas de superfícies livres são maiores, favorecendo a adaptação e reduzindo os efeitos de contração, além disso uso de incrementos intervém positivamente na resistência adesiva dos materiais resinosos com o remanescente dental, diminuindo as tensões nessa junção.
A resina fluida também pode ser considerada uma boa técnica para se minimizar os efeitos de stress de contração, elas formam uma parede elástica quando colocadas sobre os sistemas adesivos aliviando as tensões aliviando o stress e adaptando melhor as margens. Podem ser usadas resinas flow na primeira camada de resina composta da cavidade, para possibilitar uma boa união a dentina, propiciando com esse material uma parede cavitária elástica e mais resistente a esforços. 
Técnicas indiretas mais conhecidas como onlays/inlays visam melhorar estética, maior durabilidade, resistência, melhor acabamento e ajuste em relação a técnicas diretas pois a maior parte do stress ocorre fora da boca. O maior benefício da técnica é o fato do estresse gerado no momento da polimerização não ser transferido sobre a linha de união dente/restauração. Portanto esse tipo de procedimento necessita de uma maior destreza e conhecimento do profissional, no que se refere a conceitos de moldagem e cimentação.
Se faz necessário o conhecimento do profissional a todos os materiais novos e antigos utilizados para restaurações e conhecimento teórico visando conhecer, entender como o material se porta no procedimento e utiliza-los em situações corretas onde se fazem necessários. Uma restauração de qualidade pode ser feita com o uso de vários materiais diferentes podendo ou não ser alternados em uma mesma restauração, a falsa impressão de que tudo que é novo é melhor é falha e portanto devemos conhecer cada situação e onde o uso de cada material se aplica, sendo assim, deve-se ao conhecimento do profissional e do uso de técnicas e manobras