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MIP FRUTIC. TEMPERADA

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-> diminui atividade fotossintética e 
favorecendo a queda prematura. Pode ocorrer também uma redução no 
crescimento dos ramos, queda de frutos, diminuição da coloração. 
Ácaro vermelho europeu 
(Panonychus ulmi) 
MONITORAMENTO 
• Retirar oito a dez folhas por planta em 1% das plantas do pomar, considerando 
uma densidade média de 1000 árvores por hectare. Contar o n° de formas móveis 
com o auxílio de uma lupa. Ou pela amostragem seqüencial de presença-ausência. 
 
NÍVEL DE CONTROLE 
• Média de três a cinco ácaros por folha, deve-se iniciar a aplicação de acaricidas. O 
controle deve ser iniciado quando 72% das folhas apresentarem ácaros -> p/ 
amostragem seqüencial de presença-ausência. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ácaro vermelho europeu 
(Panonychus ulmi) 
CONTROLE QUÍMICO 
• Pulverizações de acaricidas específicos, registrados para as culturas. 
 
 
 
 
 
 
CONTROLE BIOLÓGICO 
• Várias espécies nativas e introduzidas de ácaros predadores da família 
Phytoseiidae assumem importância no momento em que se reduz a 
eficiência dos acaricidas em virtude resistência. 
 
 
Produto Empresa Ingrediente Ativo Dose 
Abadin 72 EC CropChem Abamectina (avermectina) 18,75 a 25 mL p.c./100L água 
Acarit Adama Propargito (sulfito de alquila) 100 mL p.c./100L água 
Altima ISK Fluasinam 
(Fenilpiridinilamina) 
100 mL p.c./100L água 
Assist Basf Óleo mineral 2 L p.c. / 100 L de água 
Cascade 100 Basf Flufenoxuron (benzoiluréia) 100 mL p.c./100L água 
Ácaro vermelho europeu 
(Panonychus ulmi) 
 Videira (Vitaceae) 
Uva 
• Principais espécies comerciais do gênero Vitis: 
V. vinifera 
V. labrusca 
V. rupestris 
V. berlandiere 
V. rotundifolia 
 
• Zonas de maior produção no Brasil: 
Pragas da Videira 
I. Pérola-da-terra 
II. Filoxera 
III. Vespas e Abelhas 
IV. Traça-dos-cachos 
V. Cochonilhas 
VI. Ácaros 
VII. Mosca-das-frutas 
VIII. Formigas cortadeiras 
IX. Cigarrinha-das-frutíferas 
X. Besouros desfolhadores da Videira 
XI. Gorgulho do Milho 
XII. Lagarta-das-frutíferas 
 
 
 
 
 
Pérola-da-terra 
 (Eurhizococcus brasiliensis) 
• Principal praga da Videira; 
• Cochonilha subterrânea que ataca as raízes; 
• Praga que ocorre principalmente na região Sul do país; 
• Prejudicial apenas no 1° e 2° instares; 
• Adultos desprovidos de aparelho bucal; 
 
 
 
Pérola-da-terra nas 
raízes. 
 
• Desenvolvem-se corpos globosos 
sobre as raízes, denominados cistos 
os quais irão se romper. 
 
• 1° instar: ocorre a liberação das 
ninfas móveis após o rompimento dos 
cistos, estas caminham de forma ativa 
até acharem uma raiz para se fixar e 
se alimentar. 
 
 
 
 
Eclosão das ninfas 
Cistos brancos 
Ninfas móveis 
• 2° instar: ninfas perdem suas pernas e 
permanecem no interior da cutícula, a qual 
se converte em uma capsula protetora com 
formato esférico. 
Fêmea móvel 
Cisto amarelo 
Macho alado 
Ninfas podem passar 
por dois instares: 
pré-pupa e pupa 
para originar 
machos alados que 
vivem no máximo 
dois dias, servem 
apenas para copular 
as fêmeas móveis. 
Pérola-da-terra: Danos e sintomas 
• A sucção da seiva causa: 
Definhamento da videira; 
 Redução da produção; 
Morte das plantas; 
 Parreirais adultos - folhas 
amarelecem entre as nervuras, 
folhas encarquilham-se para dentro, 
ocorrendo, queimaduras nas bordas; 
 Baixo vigor, entre nós curtos. 
 Folhas amareladas 
Pérola-da-terra: Monitoramento 
• Melhor época no início da brotação; 
• Deve-se realizar o arranque das plantas 
suspeitas, menos vigorosas, e observar a 
presença do inseto nas raízes. 
 
 
Pérola-da-terra: Métodos de 
controle 
• Controle cultural: 
 Fazer análise do solo; 
 Corrigir e adubar corretamente a área; 
 Não utilizar áreas infestadas para plantio; 
 Utilizar variedades e porta-enxertos 
resistentes; 
 Mudas de boa procedência; 
 Controlar plantas invasoras hospedeiras da 
praga; 
 Revolver o solo, com o objetivo de expor o 
inseto aos raios solares. 
 
 
 
 
Pérola-da-terra: Métodos de controle 
• Controle Biológico: 
 Mosca Prolepsis lucifer (Diptera: 
Asilidae); 
 
 Larva de primeiro instar ataca os cistos 
devorando a fêmea e os ovos da praga; 
 
 Em pequenas propriedades, o uso de 
galinhas d'Angola podem auxiliar na 
predação, principalmente das fêmeas 
ambulatórias. 
Larva de Prolepsis lucifer 
predando cistos da pérola-
da-terra. 
Pérola-da-terra: Métodos de controle 
• Controle Químico: 
 
Vespas e abelhas 
(Synoeca syanea e Apis mellifera) 
• Devido à escassez de alimentos durante o verão, acabam indo 
buscar nos cachos de uva em maturação. 
• Rompem a película das bagas para sugar o suco, até secar 
todo o cacho; 
 
• Principais vespas e abelhas que atacam a videira: 
 Synoeca cyanea 
 Polistes spp. 
 Polybia spp. 
 Apis mellifera 
 Trigona spinipes 
Vespas e Abelhas: Métodos de 
Controle 
• Controle Cultural: 
 Plantio de áreas marginais aos vinhedos com trigo 
mourisco ou girassol, que florescem no mesmo 
período de maturação da videira; 
 Fornecer alimentos artificias as abelhas em 
comedouro coletivo; 
 Ensacar os cachos de uvas próximo à colheita; 
 Matas próximas com reflorestamento de espécies 
como: eucalipto, pau marfim, cambuim, maricá, 
palmeiras. 
Filoxera 
(Daktulosphaira vitifoliae) 
• Inseto sugador de 0,3 mm a 
3mm de comprimento; 
• Apresenta diferentes formas; 
• Todas as formas aparecem 
apenas em videiras americanas; 
• Este ataca folhas e raizes das 
plantas; 
 
Filoxera na raiz 
Filoxera na folha 
• Na primavera : eclosão das ninfas 
que causam galhas nas folhas; 
 
• Fêmeas galícola oviposita 500-600 
ovos no interior de cada galha; 
 
• Eclosão dos ovos, podem gerar: 
 Fêmeas galícolas (irão completar 
várias gerações durante o ano); 
 Fêmeas radícolas (migram para as 
raizes das plantas). 
• Final do verão: alguns ovos de 
fêmeas radícolas originam 
formas aladas, as quais 
abandonam o solo e retornam 
para as folhas. 
 
• Esta forma oviposita 2 tipos de 
ovos: 
 Um menor que é de machos 
ápteros; 
Um maior de fêmeas ápteras; 
 
Forma alada 
Filoxera: Danos e Sintomas 
• Enxertos sensíveis a galícola, forma-se galhas na 
superficie foliar; 
 
 
 
Este ataque impede: 
• Desenvolvimento das 
brotações; 
• reduz a atividade 
fotossitética; 
• Pode chegar a paralisar o 
desenvolvimento da 
planta 
Filoxera: Danos e Sintomas 
Filoxera: Danos e Sintomas 
• Ataque na raiz: são observadas nodosidades 
resultantes do intumescimento dos tecidos 
das radicelas. 
 
• Resultando: 
 Em menor capacidade de absorção de 
nutrientes; 
 Serve como porta de entrada para podridões 
de raízes; 
 Planta reduz o desenvolvimento, podendo 
morrer. 
Filoxera na raiz 
Filoxera: Monitoramento 
• Observar a presença das galhas nas folhas 
principalmente dos portas enxertos; 
 
• Nas raízes observar o crescimento nos pontos de 
alimentação da praga. 
Filoxera: Métodos de Controle 
• Controle Cultural: 
 Uso de porta-enxertos resistentes á praga; 
 
• Controle Químico: 
 Não existe nenhuma forma eficaz no combate as infecções 
radícolas. 
 
 
 
Traça-dos-cachos 
(Cryptoblabes gnidiella) 
• É um microlepidóptero; 
 
• Mariposas: 
o 10 mm de comprimento e 22 mm de 
envergadura; 
o Coloração cinza; 
 
• Lagartas: 
o Cerca de 10 mm de comprimento