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Nas lesões musculares crônicas, a 
acurácia entre os dois métodos de imagem é semelhante, apresentando áreas de 
cicatriz, desorganização do padrão fibrilar e áreas de atrofia. Nos atletas adoles-
centes e crianças, quando a lesão muscular aguda ocorre próxima às inserções 
ósseas, a radiografia convencional deve ser solicitada, pois podem ocorrer arran-
camentos ósseos que são facilmente visíveis. 
Referência: Kijowski R, De Smet AA. The role of ultrasound in the evaluation of sports medicine 
injuries ofthe upper extremity. Clin J Sports Med. 2006;25:569-90. 
Respostas comentadas - Seção 5 - Medicina esportiva e artroscopia 293 
311. Resposta correta: a. 
As informações mais importantes segundo os métodos de imagem são: 
qual o músculo lesado, o sítio de ruptura (transição miotendínea, ventre muscu-
lar, fáscia, tendão central), o comprimento da lesão (extensão longitudinal), a 
área da lesão (percentual da área de lesão em relação à área transversa) e a pre-
sença de hematoma inter ou intramuscular. Tais informações permitem classifi-
car de forma mais específica as lesões musculares, que, combinadas aos dados 
clínicos e esportivos do atleta, permitem estimar o tempo de afastamento do 
esporte, assim como as complicações e sequelas possíveis. 
Referência: Adler RS, Finze KC. The complementary roles of MR imaging and ultrasound of 
tendons. Radio! Clin N Am. 2001;43:771-807. 
312. Resposta correta: e. 
O estudo biomecânico compreende a avaliação de toda a dinâmica espor-
tiva e procura correlacionar a anatomia e fisiologia ao esporte praticado. Hoje 
em dia seu estudo é obrigatório, já que muitas lesões podem ser tratadas ou pre-
venidas quando se tem uma boa base de estudo na área de biomecânica. Citando 
o exemplo da epicondilite lateral do cotovelo em tenistas, muitos atletas melho-
ram somente com a orientação de posicionamento do cotovelo na hora da batida 
de backhand (bola de esquerda para quem é destro). 
A análise biomecânica pode ser feita de várias maneiras. As mais utilizadas 
envolvem a avaliação de determinados gestos esportivos com documentação em 
vídeo - geralmente é decomposta em vários quadros por segundo-, sincroniza-
da com um aparelho de eletromiografia de superfície, que vai medir os padrões 
de ativação de grupos musculares relacionados ao gesto esportivo estudado. De-
pois da documentação, os movimentos são analisados e comparados com padrões 
preestabelecidos pela literatura científica. 
O cotovelo do tenista pode ser prevenido recomendando-se um adequado 
treino do golpe de esquerda (backhand), utilizando-se raquetes com peso entre 
280 e 300 g (sem corda), não utilizando uma tensão de encordoamento maior 
que 58 libras e evitando o aumento repentino dos jogos e treinos. O que mais 
previne a lesão é a musculatura bem fortalecida no antebraço. 
Referência: Silva RT, Santos MB. Tennis elbow: survey among 839 tennis players with and with-
out injury. Med Sei Tennis. 2008;13(1):36-41. 
313. Resposta correta: a. 
As fraturas por estresse podem ser classificadas em baixo e alto risco, quan-
to às características da história natural, das dificuldades de tratamento e do risco 
de complicações. 
294 1.000 Perguntas e Respostas Comentadas em Ortoped ia e Traumatologia 
São consideradas fraturas de baixo risco aquelas que apresentam história 
natural favorável, localização da fratura nas áreas de compressão óssea, boa respos-
ta às mudanças de atividade e baixo índice de complicações. Acometem os seguin-
tes ossos: sacro, costelas, úmero, rádio, diáfi.se da ulna, colo do fêmur (cortical in-
ferior), diáfise do fêmur, tíbia (cortical medial), l º ao 4º ossos metatarsais. 
As fraturas de alto risco são aquelas que apresentam história natural desfa-
vorável, alto índice de complicações (recorrência, pseudoartrose, fratura completa) 
e necessidade de tratamento cirúrgico. Acometem os seguintes ossos: olécrano, colo 
do fêmur (cortical superior), patela, diáfise da tíbia (cortical anterior - região pro-
ximal), maléolo tibial, navicular, sesamoide medial e 5º osso metatarsal. 
Referência: Diehl JJ, Best TM, Kaeding CC. Classification and return-to-play - considerations 
for stress fractures. Clin Sports Med. 2006;25:17-28. 
314. Resposta correta: b. 
A síndrome do estresse tibial medial, ou shin splint, é uma reação óssea do 
periósteo e/ou da fáscia causada por tensão excessiva no bordo posteromedial da 
tíbia. A periostite por tração no aspecto medial da tíbia é gerada pelas seguintes 
estruturas: músculo sóleo, músculo flexor longo dos dedos e fáscia crural pro-
funda. A fisiopatologia da lesão envolve pronação excessiva ou velocidade de 
pronação elevada durante a corrida, estiramento do músculo sóleo, atividades de 
impacto repetitivo, aumento súbito na frequência, intensidade e duração da ati-
vidade esportiva e alterações na superfície de treinamento. A fratura por estresse 
é um grau avançado de desgaste ósseo, e, geralmente, o atleta demora mais tem -
po para voltar à sua rotina normal de treinos. A síndrome do estresse tibial me-
dial tem um melhor prognóstico. 
Referência: Young AJ, McA!lister DR. Evaluation and treatment of tibial stress fractures. Clin 
Sports Med. 2006;25:117-28. 
315. Resposta correta: e. 
As lesões meniscais podem seguir vários padrões, desde lesões degene-
rativas até roturas totais de dimensões variadas. As roturas meniscais são sin-
tomáticas, podendo causar dor, falseio, bloqueio articular e inchaço. Algumas 
roturas completas são instáveis, chamadas de lesões em "alça de balde", geral-
mente muito dolorosas e causam restrições de movimento nos esportes em que 
o movimento de pivô do joelho é muito realizado, como no futebol. Nesses 
casos, a cirurgia costuma ser necessária para corrigir o problema. Muitos atle-
tas, entretanto, apresentam uma lesão chamada degenerativa, que é facilmente 
analisada por meio de exames de ressonância magnética. Tais lesões costumam 
melhorar com tratamento clínico e fisioterápico adequado, não necessitando, 
Respostas comentadas - Seção 5 - Medicina esportiva e artroscopia 295 
na maior parte das vezes, de cirurgia para melhora dos sintomas. Lembre-se 
que as lesões do menisco podem manifestar-se em picos de dor, ou seja, o 
atleta pode ficar assintomático por um tempo, depois apresentar dor e inchaço, 
melhorar novamente, e assim por diante. 
Referência: Lee JM, Allen CR, Fu FH. Natural history of the post-meniscectomy k.nee. Sports 
Med Arthroscopy Rev. 2002;10:236-43. 
316. Resposta correta: d. 
As sinfisites púbicas (também conhecidas como pubeítes/pubalgia) são 
lesões de caráter degenerativo, causadas principalmente pela inadequada prepa-
ração muscular ao redor da região da pelve. É uma lesão relativamente comum 
em atletas de futebol, mas também acomete corredores de longa distância e outros 
esportistas recreativos. Em detrimento da complexa anatomia dessa região, mui-
tas outras lesões podem causar dor na região do púbis e da virilha, sendo a prin-
cipal delas a lesão muscular do adutor. Fraturas por estresse do colo do fêmur, 
lesões !abrais e outras patologias intra-articulares do quadril também são diag-
nósticos diferenciais que devem ser feitos. Do total de atletas com essa dor, cerca 
de 50% podem apresentar hérnias pequenas na região inguinal ou abdominal. 
Referência: Andersen K, Strickland SM, Warren RF. Hip and groin injuries in athletes. Am J 
Sports Med. 200 1;29(4):521-33. 
317. Resposta correta: b. 
Durante o movimento de arremesso (como no caso de tenistas e jogadores 
de beisebol), o ombro consegue atingir altas velocidades angulares de rotação, 
podendo chegar a 7 mil graus por segundo. Para o movimento de arremesso, o 
músculo que apresenta a maior força de rotação é o subescapular, principal ro-
tador interno do ombro. A fim de que o movimento seja realizado de forma 
harmoniosa, é muito importante que o movimento escapulotorácico