Logo Passei Direto

A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
1 pág.
Analise Escrita sobre o Espetáculo A TRAGÉDIA E COMÉDIA LATINO-AMERICANA

Pré-visualização | Página 1 de 1

FACULDADE MONTEIRO LOBATO
PRODUÇÃO DE ESPETÁCULOS CÊNICOS 
PRODUÇÃO DE TEXTOS / Prof: Joice Welter Ramos
Minha ida ao Teatro...
A TRAGÉDIA E COMÉDIA LATINO-AMERICANA
ULTRALÍRICOS (SP)
Cheguei bem cedo, conforme combinado, e logo fui recebido pelo responsável da bilheteria do Teatro - o qual não lembro do nome - que me passou todas as instruções para utilização do validador dos ingressos. Não era nada difícil, porém o aparelho não registrava o código, o sistema estava instável, então fiquei só no apoio do responsável até que todos entrassem. Assim que chegou o momento de liberar a fila dos crachás, saí na frente e procurei um bom lugar para sentar-me, andei pelos corredores dos camarotes e bem próximo ao palco encontrei um espaço para mim.[0: Fila composta por artistas e imprensa, devidamente identificados com um crachá, que tiveram gratuidade para ocupar as cadeiras que sobraram no Teatro.]
Já sentado, observei as pessoas encontrando os últimos lugares vagos para acomodar-se e assistir o espetáculo que logo começaria. O terceiro sinal toca e vem até o lado direito do proscênio Felipe Hirsch, diretor da peça, comprimenta a platéia e discursa sobre o espetáculo e ao encerrar sua fala entrega ao público um incrível espetáculo.
O espetáculo inicia com todos os atores cantando uma música tocada ao vivo por Arthur de Faria e sua Orkestra, porém o que mais me chamou atenção foram os inúmeros blocos gigantescos de isopor formando um único cubo, logo após a música os atores saíram de cena, alguns foram para atrás do cubo e o empurraram, fazendo com que meu coração batesse mais forte. Fiquei inquieto e em minha mente passaram todas as preocupações possíveis e impossíveis: E se cair no público?, como vão limpar todo o teatro após a apresentação?, e se bater em algum equipamento?... Logo voltei ao mundo real devido o diálogo entre uma atriz e um ator, eles tinham sotaques tão apaixonantes, porém mais uma preocupação me veio, eles estavam em cima dos blocos de isopor mal encaixados correndo um grande risco - espero que calculado pelo grupo - de cair a qualquer momento.[1: Orkestra do Kaos, banda criada por Arthur de Faria.]
Caco Ciocler entrou em cena - quase caiu de um isopor - como um dos portugueses que chegaram em 1500, apresentou seu solo falando sobre o descobrimento do Brasil e o ataque a cultura indígena que ocorreu na época. Devido ao local que eu estava sentado, não pude entender tudo o que falava, no entanto fiquei muito aliviado quando outro ator entrou organizando os blocos de isopor fazendo uma pilha no lado esquerdo do fundo do palco.
Todos os atores entram e descrevem suas ações e falas e logo após organizam todos os blocos forrando o palco. Júlia Lemmertz apresenta um monólogo e o primeiro ato do espetáculo se acaba, uma voz em off informa que o intervalo será de 15min. 
Infelizmente não pude ficar para assistir todo o espetáculo e pelas minhas palavras você deve ter identificado que eu não consegui prestar muito a atenção no contexto histórico da peça, então indico que leia a crítica escrita por Renato Mendonça para o Agora Crítica Teatral no endereço:
http://www.agoracriticateatral.com.br/criticas/59/a-tragedia-latino-americana