Unidade 1   As bases da Saúde Coletiva   01
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Unidade 1 As bases da Saúde Coletiva 01

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FORMAÇÃO INTEGRAL EM SAÚDE
Curso: Nutrição
Prof: Naiara Rochele Alves de Sousa
Turma: 6788420171A

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FORMAÇÃO INTEGRAL EM SAÚDE

UNIDADE 1 - As Bases da Saúde Coletiva

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SAÚDE COLETIVA
A Saúde Coletiva é um campo que reúne e produz conhecimentos sobre a saúde, estendendo a situação de saúde como um processo social, relacionado com a estrutura e organização da sociedade, dependente da época, do meio social, cultural (das crenças religiosas e filosóficas). Fundamentada nesta concepção, elabora ações de atenção à saúde como práticas não apenas técnicas, mas também sociais.

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SAÚDE PÚBLICA
A Saúde Pública é a ciência e a arte de prevenir a doença, prolongar a vida, promover a saúde física e a eficiência através dos esforços da comunidade organizada para o saneamento do meio ambiente, o controle das infecções comunitárias, a educação dos indivíduos nos princípios de higiene pessoal, a organização dos serviços médicos e de enfermagem para o diagnóstico precoce e o tratamento preventivo da doença e o desenvolvimento da máquina social que assegurará a cada indivíduo na comunidade um padrão de vida adequado para a manutenção da saúde.

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A CONSTRUÇÃO DA SAÚDE COLETIVA
Saúde Coletiva \uf0e0 reflexão e crítica ao modelo biologicista e ao modelo de práticas adotadas na Saúde Pública.
Especialização e fragmentação do conhecimento
Visão da doença como fenômeno estritamente biológico

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A CONSTRUÇÃO DA SAÚDE COLETIVA
O campo da Saúde Coletiva surgiu na América Latina a partir da segunda metade da década de 1950. No Brasil, sua trajetória se dá de maneira bastante específica e foi antecedida por dois movimentos distintos, a medicina preventiva e a medicina social, que surgiram na Europa.

Existem duas fases que antecederam a Saúde Coletiva, que foram: Fase Preventivista e Fase Medicina Preventiva Social.

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A Fase preventivista

A Medicina Preventiva surgiu de um projeto preventivista latino-americano, que se originou na década de 50, com a crise de uma medicina biologicista (centrado na cura).

Procurava-se, dessa forma, ao criticar o modelo biologicista do ensino, caracterizado por práticas médicas individuais e curativas centradas no hospital, não somente introduzir outros conhecimentos, mas possibilitar uma compreensão mais completa do indivíduo, dando origem à integração biopsicossocial e ao modelo da medicina integral, e ênfase na medicina da família e da comunidade.
A CONSTRUÇÃO DA SAÚDE COLETIVA

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A CONSTRUÇÃO DA SAÚDE COLETIVA
Fase medicina preventiva social

A medicina social surgiu em meados do século XIX, quando médicos, filósofos e pensadores passaram a admitir o caráter social da medicina e da doença.

Nesse momento, alguns fundamentos passam a ganhar força, mudando a maneira de se analisar as concepções de saúde. Assim, tanto os aspectos sociais quanto os econômicos passam a ter impacto decisivo sobre as condições de saúde e doença da população e que, portanto, devem ser considerados.

A medicina social estuda as práticas e os conhecimentos relacionados com a saúde e a sociedade, bem como as formas correntes de interpretação dos problemas de saúde e da prática médica.

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Fase da saúde coletiva

Surgiu no final dos anos 70, como uma crítica às práticas de saúde que separavam ações preventivas e curativas, a abordagem prescritiva da medicina, que desconsiderava as condições sociais e políticas que estavam intimamente relacionadas com as condições de vida e da forma como eram instituídas as práticas em saúde.

\uf0e0 A Conferência Internacional sobre Cuidados Primários de Saúde formulou a Declaração de Alma-Ata em 1978, que convidava todos os governos e trabalhadores da saúde para promover a saúde de todos os povos do mundo.
A CONSTRUÇÃO DA SAÚDE COLETIVA

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A CONSTRUÇÃO DA SAÚDE COLETIVA
América Latina = perfil de adoecimento e morte que era um dos piores do mundo, com problemas de saúde como: desnutrição, acidentes de trabalho e doenças crônico-degenerativas.

No Brasil = década de 70 = piora dos indicadores econômicos, sociais e de saúde decorrentes diante do poder político autoritário.

Cenário político-econômico e sanitário brasileiro = com forte repressão política, e a piora crescente nos indicadores socioeconômicos e de saúde colocavam sob suspeita um modelo de Saúde Pública desenvolvimentista.

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A CONSTRUÇÃO DA SAÚDE COLETIVA
Diante desse contexto, crescia o desejo de mudanças, no entendimento da saúde, com um referencial político e social que pudesse trazer novas políticas e práticas no campo da saúde.

Portanto, a Saúde Coletiva tem sua história sendo construída nas discussões em torno da Reforma Sanitária Brasileira ocorrida na década de 80. Temos que entendê-la como um campo de conhecimentos e práticas, que nasceu de um movimento ideológico e político em meio à luta pela democratização do país.

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SAÚDE COLETIVA E SEUS CAMPOS DE SABERES E PRÁTICAS
ALICERCES DA SAÚDE COLETIVA
Epidemiologia;
Ciências Sociais;
Ciências Humanas;
Política e Planejamento

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SAÚDE COLETIVA E SEUS CAMPOS DE SABERES E PRÁTICAS
A epidemiologia estuda o processo saúde e doença, a distribuição e os determinantes de estados e eventos relacionados à saúde em populações definidas e a aplicação deste conhecimento para a resolução dos problemas de saúde.

As ciências sociais e humanas (antropologia, sociologia, filosofia, economia, política, ética) foram se consolidando como fundamentais para a compreensão dos processos da vida, do trabalho, do adoecer, da morte, assim como dos cuidados aos pacientes, familiares e a relação profissional.

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SAÚDE COLETIVA E SEUS CAMPOS DE SABERES E PRÁTICAS
É estreito o relacionamento das políticas com o planejamento, este último constitui-se de aspectos técnicos operacionais, mas é imprescindível atentar para seu caráter político.

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Para Ceccim e Carvalho (2006), a Saúde Coletiva, para determinar suas intervenções e tomadas de decisões, faz análise segundo:
- As políticas (formas de distribuição do poder, eleição de prioridades, perspectivas de inclusão social e visão de saúde);
- As práticas (ações institucionais, profissionais e relacionais, permeabilidade às culturas, produção de conhecimento);
- As técnicas (organização e regulação dos recursos e processos produtivos);
- E os instrumentos (os meios para a intervenção).
SAÚDE COLETIVA E SEUS CAMPOS DE SABERES E PRÁTICAS

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As ações da Saúde Coletiva têm como eixo norteador as necessidades sociais em saúde e, nesse sentido, preocupam-se com a saúde do público, sejam indivíduos, grupos étnicos, gerações, classes sociais e populações, instigando uma maior e mais efetiva participação social.
SAÚDE COLETIVA E SEUS CAMPOS DE SABERES E PRÁTICAS

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Enquanto campo de práticas, a Saúde Coletiva propõe principalmente uma nova maneira de organizar os serviços de saúde, destacando a promoção da saúde para minimizar os riscos e agravos. Com caráter multiprofissional e interdisciplinar, busca a melhoria da qualidade de vida dos sujeitos.
SAÚDE COLETIVA E SEUS CAMPOS DE SABERES E PRÁTICAS

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Por fim, na Saúde Coletiva todas as práticas de saúde orientadas para os modos de viver, de maneira a melhorar as condições de existência das pessoas e coletividades, demarcam intervenção e possibilidades às transformações nos modos de viver, trabalham com promoção da saúde, prevenção de doenças e agravos, ações de reabilitação psicossocial e proteção da cidadania, entre outras práticas de proteção e recuperação da saúde.
SAÚDE COLETIVA E SEUS CAMPOS DE SABERES E PRÁTICAS

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Autores defendem que dentre as práticas da Saúde Coletiva está a defesa da autonomia e da necessidade de fortalecimento de sujeitos, não somente em sua dimensão corporal, conforme a tradição da Saúde Pública (vacinas, por exemplo), mas também pensando como cidadãos de direito e como sujeitos críticos (capazes de reflexão e eleição mais autônoma dos modos de viver).
SAÚDE COLETIVA E SEUS