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ANCILOSTOMÍASE FEF – Fundação Educacional de Fernandópolis FIF – Faculdades Integradas de Fernandópolis Profª. Ma. Daiane Mastrocola Bizelli TAXONOMIA INTRODUÇÃO ANCILOSTOMÍASE ANCILOSTOMÍASE - EPIDEMIOLOGIA • Ancilostomose ocorre preferencialmente em crianças com mais de seis anos, adolescentes e em indivíduos mais velhos, independente de sexo. • Nos pacientes o A. duodenale e o N. americanus produzem em média, diariamente, 22 mil e 9.000 ovos, respectivamente. ANCYLOSTOMA DUODENALE • Extremidade anterior curvada (macho e fêmea). • Cápsula bucal profunda, com dois pares de dentes ventrais na margem interna da boca, e um par de lancetas ou dentes triagulares subventrais no fundo da cápsula bucal. • Machos medindo 8 a 11mm de comprimento por 400um de largura; • Fêmeas com 10 a 18mm de comprimento por 600 um de largura; • Ovos: com 60 um por 40 um de diâmetro. NECATOR AMERICANUS • Extremidade cefálica bem recurvada dorsalmente; • cápsula bucal profunda, com duas lâminas cortantes, seminulares, na margem interna da boca, de situação subventral, e duas outras lâminas cortantes na margem interna. • Macho: medindo 5 a 9mm de comprimento por 300um de largura. • Fêmea: 9 a 11mm de comprimento por 350 um de largura. ANCYLOSTOMA x NECATOR ANCYLOSTOMA x NECATOR CICLO MONOXÊNICO Homem elimina ovos nas fezes --- calor, umidade tornam-se embrionados em 24 horas --- larva rabditóide abandona a casca do ovo passando ter vida livre no solo --- depois de 1 semana transforma-se em filarióide L3 --- penetra na pele --- migram capilares linfáticos-- -coração --- pulmão --- faringe --- esôfago --- intestino delgado e tornam-se adultas -- - fecundam --- eliminam ovos. • Larva filarióide encistada --- ingerida oralmente --- alcança o estado adulto no intestino delgado sem percorrer os caminhos descritos anteriormente. CICLO MONOXÊNICO TRANSMISSÃO A infecção por A. duodenale se estabelece, em proporções semelhantes, quando as L3, penetram tanto por via oral como transcutânea, apesar de alguns autores admitirem que a via oral é mais efetiva. Já o N. americanus assegura maior infectividade, quando as larvas penetram por via transcutânea. PATOGENIA • Pele: local de penetração pode causar lesões traumáticas, seguidas por fenômenos vasculares. Hiperemia, prurido e edema resultante do processo inflamatório ou dermatite urticariforme. • Intestino: Dor epigástrica, diminuição de apetite, indigestão, cólica, indisposição, náuseas, vômitos, flatulências, às vezes, podendo ocorrer diarréia sanguinolenta ou não e, menos freqüente, constipação. • Dois aspectos distintos na ancilostomose: • Fase aguda: determinada pela migração das larvas no tecido cutâneo e pulmonar e pela instalação dos vermes adultos no intestino delgado (duodeno); • Fase crônica: determinada pela presença do verme adulto que, associado à expoliação sanguínea e à deficiência nutricional irão caracterizar a fase de anemia. Indivíduos bem nutridos: sem sintomas característicos. Indivíduos subnutridos: anemia (palidez), cansaço, mucosas descoradas, fraqueza, tonturas, dores musculares, cefaleia, anorexia. OBS: PERDA SANGUÍNEA CRÔNICA COM ANEMIA FERROPRIVA SECUNDÁRIA PATOGENIA DIAGNÓSTICO • Parasitológico: Hoffmann; Coprotest; Faust; Kato Katz • Hemograma: Avaliar anemia. • Leucograma: Leucócitos totais e eosinófilos. • Imunológico: IgE e Elisa. TRATAMENTO • Pirimidinas (pamoato de pirantel) • benzimidazóis (mebendazol e albendazol PROFILAXIA • Engenharia sanitária (saneamento básico), educação sanitária e suplementação alimentar de Fe e proteínas.