A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
42 pág.
Livro Texto Unidade 2

Pré-visualização | Página 1 de 11

92
Re
vi
sã
o:
 N
om
e 
do
 re
vi
so
r -
 D
ia
gr
am
aç
ão
: N
om
e 
do
 d
ia
gr
am
ad
or
 -
 d
at
a
Unidade II
Unidade II
5 ANÁLISE CUSTO-VOLUME-LUCRO
Vamos conhecer nesta unidade o que vem a ser custo-volume-lucro (CVL); verificar os conceitos, as 
utilidades e as diferenças dos diversos pontos de equilíbrio: Contábil (contabilmente não há nem lucro 
nem prejuízo); Econômico (economicamente há resultado suficiente para remunerar o capital investido) 
e Financeiro (a empresa consegue financeiramente cobrir seus gastos).
Seremos capazes de compreender como as alterações dos custos ou das despesas (sejam eles 
variáveis, sejam fixos) mudam o ponto de equilíbrio de uma empresa. Veremos que a análise de CVL 
é uma ferramenta que permite estudar o inter-relacionamento entre custos da empresa, volume 
de produção (ou o nível das receitas), para medir a influência no lucro da companhia; e como este 
conceito é importante para tomada de decisão em curto prazo e que algumas de suas vantagens 
incidem sobre planejamento e controle.
Quando fazemos um orçamento pessoal, levamos em consideração, de um lado, nosso salário, de 
outro, nossas despesas. No fim do mês, comparamos o que gastamos com o que recebemos.
Quando nosso salário é igual aos nossos gastos, podemos dizer que o resultado é zero, isso porque 
não sobra nada para aplicarmos em uma poupança, por exemplo, mas também não ficamos devendo a 
conta do supermercado.
Nesta situação, é possível dizer que atingimos determinado equilíbrio financeiro. Todavia, pode 
ocorrer o contrário, então temos mais duas possibilidades:
• Nosso salário é maior que nossos gastos, de forma que temos uma sobra para investir ou poupar.
• Nosso salário é menor que nossos gastos, ou seja, não temos dinheiro para arcar com todas nossas 
contas, então vamos acabar devendo em algum lugar.
Em qualquer um destes cenários, às vezes de forma inconsciente, nós comparamos o que temos 
de salário com o que gastamos, e quando a situação é negativa podemos nos questionar quanto 
precisamos ganhar de salário para arcar, no mínimo, com todos nossos gastos; ou para que haja 
uma sobra.
Objetivos de aprendizagem
• Conhecer os conceitos e ferramentas para controle de CVL.
93
Re
vi
sã
o:
 N
om
e 
do
 re
vi
so
r -
 D
ia
gr
am
aç
ão
: N
om
e 
do
 d
ia
gr
am
ad
or
 -
 d
at
a
CUSTOS E PREÇOS
• Estudar o inter-relacionamento entre custos, receitas e lucros.
• Conhecer as formas de maximização dos lucros.
• Pontos de equilíbrio contábil, financeiro e econômico, seus conceitos e utilidades.
5.1 Introdução
Tradicionalmente, a análise custo-volume-lucro (CVL) tem corroborado para a melhor apresentação 
dos resultados dos impactos da estrutura de custos fixos, bem como da possibilidade de avaliação de 
desempenho de projetos e empreendimentos mais corretos – produtos, linhas e segmentos.
Entretanto, antes de iniciarmos esta discussão, devemos relembrar que na análise do ponto de 
equilíbrio, os custos são considerados em relação à quantidade vendida, e não em virtude de custos 
incorridos na empresa em um determinado período.
Conforme Mowen e Hansen (2001, p. 608):
Faz sentido o fato de o estoque não ter impacto na análise do ponto de 
equilíbrio. A análise do equilíbrio é uma técnica de tomada de decisão 
a curto prazo, portanto estamos tentando cobrir todos os custos de um 
período de tempo específico. O estoque incorpora os custos de um período 
anterior e não é considerado.
Eles consideram que somente os custos relacionados às quantidades vendidas sejam ativados e os 
demais fiquem desativados para serem lançados em um próximo intervalo relevante de análise.
5.2 Comportamento dos custos fixos, variáveis e receita de venda
A análise de CVL parte do conceito da MC já explanado anteriormente, que procura evidenciar a 
potencialidade ou a rentabilidade de um produto ou serviço de forma a absorver todos os gastos fixos 
da empresa (custos e despesas).
Tais custos e despesas fixos podem gerar uma série de distorções no valor do estoque ou do custo do 
produto vendido, pois eles não variam de acordo com a produção, mas são por ela afetados. Por conta 
disso, o conceito de MC aloca apenas os custos variáveis às mercadorias.
Temos na sequência o comportamento dos custos fixos através de um exemplo. A empresa Soneca 
produz travesseiros e, por meio dos levantamentos da contabilidade de custos, sabe que possui um total 
de custos fixos de R$ 20.000 mensais; os custos variáveis são de R$ 8,00, e a unidade e o preço de venda 
unitário é R$ 20,00, conforme tabela a seguir:
94
Re
vi
sã
o:
 N
om
e 
do
 re
vi
so
r -
 D
ia
gr
am
aç
ão
: N
om
e 
do
 d
ia
gr
am
ad
or
 -
 d
at
a
Unidade II
Tabela 65 
Lista de gastos da Soneca
Custos fixos R$ 20.000,00
Custos variáveis R$ 8,00/un.
Preço de venda R$ 20/un.
Se a Soneca produzir, por exemplo, 1.000 unidades, seus custos fixos serão de R$ 20.000,00 
mensais; se ela fabricar 500 unidades também; a mesma coisa se não manufaturar em 
determinado período.
Percebe-se que, independentemente da fabricação de 0 a 1.000 unidades, por exemplo, os 
gastos fixos totais da Soneca não se modificarão.
 Observação
É importante considerar que mesmo os gastos fixos podem sofrer 
alterações de valor, seja em razão do tempo, seja por alterações na 
capacidade produtiva da empresa, para mais ou para menos. Contudo, tal 
aspecto não os descaracteriza como fixos.
Por outro lado, os custos variáveis possuem comportamento diferente. Eles se alternam conforme a 
produção, ou seja, quanto mais se produzir, mais será consumido. No caso da Soneca, vamos imaginar a 
produção de 0, 100, 500 e 1.200 unidades. O desempenho dos custos variáveis seria:
Tabela 66 
Comportamento dos custos variáveis
Unidades produzidas e vendidas Custo variável total
0 un. R$ 0
100 un. R$ 800
500 un. R$ 4.000
1.200 un. R$ 9.600
Diferentemente dos custos fixos, os variáveis aumentam de modo proporcional em relação 
à quantidade de itens produzidos e vendidos. Dessa forma, o custo total da Soneca é formado 
pela soma dos custos fixos mais custos variáveis. Seguindo as quantias vendidas e fabricadas 
estabelecidas anteriormente, teríamos:
95
Re
vi
sã
o:
 N
om
e 
do
 re
vi
so
r -
 D
ia
gr
am
aç
ão
: N
om
e 
do
 d
ia
gr
am
ad
or
 -
 d
at
a
CUSTOS E PREÇOS
Tabela 67 
Custos totais da Soneca
Unidades produzidas 
e vendidas
Custo variável 
total Custo fixo Total
0 un. R$ 0 R$ 20.000 R$ 20.000
100 un. R$ 800 R$ 20.000 R$ 20.800
500 un. R$ 4.000 R$ 20.000 R$ 24.000
1.200 un. R$ 9.600 R$ 20.000 R$ 29.600
Graficamente, o comportamento dos custos totais da Soneca é:
$ Custos
Fixos
Variáveis
Volume de atividade
Figura 13 – Comportamento do custo total
 Lembrete
Diferentemente dos custos fixos, os variáveis aumentam de modo 
proporcional em relação à quantidade de itens produzidos e vendidos.
5.3 Conceito de ponto de equilíbrio
O ponto de equilíbrio representa o valor em quantidades produzidas (e vendidas) em que as receitas 
totais se igualam aos custos e despesas totais (fixos e variáveis). Daí vem a terminologia “equilíbrio”, ou 
seja, quando a empresa equilibra suas receitas com seus custos e despesas.
Ele também é conhecido por ponto de ruptura (break-even point), nasce do encontro entre os custos 
e as despesas totais (fixos e variáveis) com as receitas totais. Nessa situação, o lucro é igual a zero: 
receitas totais menos custos (e despesas) totais iguais a zero.
96
Re
vi
sã
o:
 N
om
e 
do
 re
vi
so
r -
 D
ia
gr
am
aç
ão
: N
om
e 
do
 d
ia
gr
am
ad
or
 -