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� PRÓ-REITORIA DE ENSINO INSTITUTO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE Disciplina: Patologia Geral Professora: Christiane Guilherme GABARITO EXERCÍCIOS Trombose e Embolia 01. O que é um trombo? Solidificação dos constituintes normais do sangue, dentro do sistema cardiovascular. Trombo é a massa sólida formada a partir do processo da trombose. 02. Qual a principal diferença entre os trombos: brancos, vermelhos, hialinos e mistos. BRANCO VERMELHO HIALINO MISTO *mais comum Constituição Plaquetas e fibrinas Hemácias Fibrina estratificações fibrinosas (brancas), alternadas com partes cruóricas (vermelhas) Local Artérias Veias Capilares *todos as vasos e coração 03. Como os trombos podem ser classificados quanto a origem? Venosos, arteriais, capilares e cardíacos 04. A etiopatogênese da trombose é explicada pela Tríade de Virchow, quais são as principais causas da formação de um trombo? É causada por alguma anomalia na Tríade de Virchow: Alterações da parede vascular ou cardíaca; Alterações reológicas ou hemodinâmicas; Alterações na composição sanguínea com hipercoagulabilidade. 05. Cite as causas para ocorrer alteração da parede vascular e qual o mecanismo patogênico geral para essas causas? Causas: Traumas (ex. punções muito repetidas), bactérias na superfície vascular, infecções virais de células endoteliais, migração de parasitos na parede vascular (endocardites), arteriosclerose, infarto no miocárdio, erosões vasculares decorrentes de infiltrações neoplásicas. Mecanismo: Lesão endotelial ou endocardíaca provocando exposição do colágeno subendotelial, com consequente adesão e agregação plaquetária, e desencadeamento do processo de "coagulação", além da contração das células endoteliais ou endocardíacas. 06. Qual a patogenia da alteração hemodinâmica, tanto por estase ou por turbulência? Por estase: Importante principalmente na trombose venosa. A estase altera o fluxo lamelar fazendo com que as células (inclusive plaquetas) que ocupavam a corrente axial passem à corrente marginal, facilitando o contato plaquetas - endotélio, concentrando os fatores da coagulação. Por turbulência: Predispõem à deposição de plaquetas (por alterar da corrente axial para marginal). Por traumatizar a íntima cardiovascular, facilita a exposição do colágeno subendotelial, por esse motivo é consideravelmente maior a frequência de trombose nas áreas de estenose e bifurcação vasculares. 07. Quais os fatores para ocorrer Hipercoagulabilidade? Trombocitose: Anemias ferroprivas, após hemorragias graves (pós operatórios, principalmente de esplenectomias), doença de HODGKIN, disseminação de neoplasias malignas e síndromes mieloproliferativas. Incremento de fatores da coagulação: na gestação (VII e VIII), síndrome nefrótica (V, VII, VIII e X) e em algumas neoplasias malignas. Redução da atividade fibrinolítica: diabetes melitus, obesidade, síndrome nefrótica (perda urinária de antagonistas da coagulação). Aumento da viscosidade sanguínea: Anemia falciforme (dimin. da flexibilidade da hemácia), policitemia (aumento dos glóbulos vermelhos), desidratação e queimaduras 08. Depois que um trombo é formado, o que pode acontecer com ele? Dissolução, embolização, organização, propagação e canalização 09. Diferencie embolia sistêmica e embolia pulmonar: Embolia pulmonar, êmbolos oriundos de veias ou do lado direito do coração seguem para os pulmões, onde poderão determinar Insuficiência súbita do coração (lado direito) e morte por hipóxia sistêmica. Esta é a forma mais comum e mais letal no ser humano, sendo determinada em 95% dos casos por tromboembolismo dos membros inferiores. É importante verificar que normalmente todo embolo formado em veias vai parar no pulmão, exceto os formados nas veias tributárias da veia porta do fígado e do eixo hipotálamo-hipófise. Embolia Sistêmica: êmbolos oriundos de artérias ou do lado esquerdo do coração segue para a "árvore arterial sistêmica", na direção dos capilares, comum nas endocardites vegetativas, nas tromboses murais pós infarto no miocardio, na aterosclerose aórtica e nas arterites parasitárias. Os "alvos" mais frequentes são o cérebro, as extremidades, o baço e os rins. 10. Os êmbolos podem ser sólidos, líquidos ou gasosos, aponte as causas de cada um: Êmbolos sólidos: São os mais frequentes. - A grande maioria provêm de trombos (fragmentação ou descolamento integral / "tromboembolismo" ou "embolia trombótica"). - Também, massas neoplásicas, massas bacterianas, larvas e ovos de parasitos e mesmo fragmentos de ateromas ulcerados podem alcançar a circulação e agir como êmbolos. Êmbolos líquidos: São menos frequentes. Classicamente têm-se a Embolia Amniótica e a Embolia Lipídica ou Gordurosa. Embolia aminiótica: O líquido amniótico é injetado pelas contrações uterinas durante o parto para dentro da circulação venosa, via seios placentários rompidos, predispondo à C.I.D.* devido aos altos teores de trombina nesse líquido. Embolia lipídica: Lipídeos podem formar êmbolos nas seguintes situações: Esmagamento ósseo e/ou de tecido adiposo (Crush Syndrome); Esteatose hepática intensa; Queimaduras extensas da pele; Inflamações agudas e intensas da medula óssea e tecido adiposo (osteomielites e celulites); Injeção de grandes volumes de substâncias oleosas via endovenosa; Com embolia gasosa nas descompressões súbitas, (N2 dissolvido nas gorduras). Êmbolos gasosos: São mais raros. Gases podem ocorrer na circulação nas seguintes situações: Injeção de ar nas contrações uterinas (parto); Perfuração torácica, com pneumotórax com possível aspiração de ar também para vasos rompidos na área; Nas descompressões súbitas (mergulhadores, aviadores e astronautas). Sob pressurização, ocorre aumento do volume de gás dissolvido no plasma. Com a descompressão súbita, o gás se torna insolúvel rapidamente, na própria circulação. 11. Quais são as consequências da embolia? - À jusante: Isquemia, levando à degenerações e hipotrofia ou ao infarto isquêmico (branco), quando intensa; - À montante: Hiperemia passiva, levando ao edema, à degenerações e à hipotrofia, ou ao infarto hemorrágico.