resenha do filme
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resenha do filme


DisciplinaPsicologia e Trabalho III3 materiais24 seguidores
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Alex tem seguidores, seus droogs, que são influenciados por sua liderança. O grupo recebe certo reforço positivo quando bebem moloko (leite, na linguagem nadsat) e sentem a necessidade de usarem de uma ultra violência, que se trata de um comportamento voluntário.  Diferente da violência, o desejo sexual não precisa de reforço, nenhum integrante precisa estar drogado ou ter bebido o moloko para sentir tal desejo e praticar o velho entra e sai (termo usado no filme).
Outra característica já citada é a busca pela liderança. Alex fica irritado quando George-Boy vai contra um de seus comandos e seu reforço generalizado de aprovação social fica fragilizado, fazendo com que ele se utilize de um impulso de violência.
Em certo momento, o grupo realiza um assalto em um hotel fazenda e Alex acaba assassinando a proprietária. Seus droogs o atingem com garrafas de leite e ele se torna um alvo fácil para a polícia, que já estava a caminho. Assim, o pequeno marginal é preso e recebe uma pena de 14 anos.
Por possuir um comportamento agressivo, Alex é levado a uma clínica para um tratamento, que consiste em assistir filmes com cenas explícitas de violência (estímulo incondicionado) enquanto um medicamento (estímulo condicionado) que provoca uma terrível sensação de náusea é administrado. O procedimento é muito parecido com o experimento de Pavlov, onde o alimento era o estímulo incondicionado e o som da campainha, o estímulo condicionado, ambos levando a salivação.
Após receber alta, Alex se torna incapaz de cometer atos de violência e sente inúmeras náuseas, tidas como punição e reforço negativo. Enquanto estava ocupado sentindo náuseas O ele não podia se engajar em comportamentos violentos, mostrando que comportamentos do mesmo repertório são incompatíveis, e venciam aqueles que tinham maior força. No caso de Alex, venciam as náuseas, e para se esquivar de senti-las era necessário não cometer nenhuma violência.
filme apresenta reviravoltas surpreendentes e nos faz questionar a personalidade do protagonista, considerando e tentando pesar as diversas possibilidades apresentadas, como a influência dos pais, o ambiente, a natureza da sua violência, as tentativas de \u201cmoralização forçada\u201d, e a eficácia do behaviorismo no controle do comportamento.
 
Fora das telas
O Behaviorismo é um alvo crítico de Burgess em sua obra, que considera o livro de Skinner, Para Além da Liberdade e da Dignidade (1971) \u201cum dos livros mais perigosos já escritos\u201d, e o tratamento Ludovico é visto como uma paródia da terapia da aversão, uma forma de condicionamento clássico.
Stanley Kubrick, diretor, produtor e roteirista da adaptação cinematográfica, descreveu o filme como \u201c\u2026uma sátira social lidando com a questão de saber se a psicologia comportamental e o condicionamento psicológico são as novas armas perigosas para um governo ditatorial usar para impor grandes controles sobre seus cidadãos, e transformá-los em pouco mais do que robôs.\u201d (Saturday Review, December 25, 1971)