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COZINHA BRASILEIRA Webconferência III Professor(a): ZILMEIRE MARQUES Objetivos de aprendizagem Explorar as características culinárias por meio de uma perspectiva histórica da região Sudeste. Estudar a região Centro-Oeste do Brasil, com suas tradições, hábitos e cultura gastronômica. Analisar como os habitantes do Nordeste aproveitam seus recursos disponíveis, transformando os ingredientes da região em pratos ricos, nutritivos e repletos de sabor. Percorrer o Nordeste mapeando suas delícias e pratos típicos, bem como suas especificidades regionais. Região Sudeste Paneiros;folhas de bananeira (conservar e proteger) Preparo: farinha de mandioca (tachos de barro) Alimentação: farinha de pau ou farinha de guerra Perdurou por quase dois séculos; Os bandeirantes - Descobrir ouro no interior do país; Comida de bandeirante • Farinha de milho com feijão, toucinho de porco conservado em crosta de sal e paçoca. • Carne assada ou carne-seca com farinha de milho ou de mandioca macerada no pilão. • Rapadura era consumida aos pedaços ou derretida com a mandioca cozida. • Gengibirra, preparada com milho socado, gengibre, açúcar mascavo e água. • Cachaça, era armazenada nas caixas de couro chamadas bruacas. Chega o Ciclo do Ouro As expedições de Entradas e Bandeiras tiveram como resultado a descoberta das primeiras jazidas de ouro em Minas Gerais, no final do século XVII. Trabalho de mineração fez os novos donos de terras e minas traficarem uma multidão de escravos. Severa crise de abastecimento. Tropeirismo para abastecer Minas • A utilização de mulas; • Os tropeiros – líderes das tropas – seguiam em direção à região das Minas Gerais carregando cada mula com aproximados 150 kg de mercadorias, farinha de mandioca e de milho, rapadura, toucinho, charque e feijão, além de outros produtos como remédios, dinheiro e outros objetos; Comida de tropeiro Feijão-preto tropeiro – cozido no caldeirão e, em seguida, refogado com alho e gordura residual do torresmo para depois levar sal, farinha – geralmente de milho – e ovos. Virado à paulista ou tutu à mineira – o feijão-preto também era utilizado na preparação desses pratos, que consistia no feijão-preto amassado, engrossado com farinha de milho ou de mandioca. Como acompanhamentos, costelinha de porco ou linguiça, torresmo, arroz e couve refogada. Carne de porco – tipo de carne mais consumida pelos tropeiros. Minas Gerais e comida de mineiro • Senhores das minas e comerciantes construíram fortunas e tinham condições de enviar seus filhos para estudar na Universidade de Coimbra, em Portugal. • Desembarcavam em Minas Gerais os filhos que estudavam na Europa. Com eles, as boas maneiras e novos ideais. Os principais ingredientes • Abóbora • Jiló • Cheiro verde e pimenta-de-cheiro • Ora-pro-nóbis • Angu de fubá • Quiabo • Queijo • Fubá • Carne de porco • Carne-de-sol • Couve Para adoçar • Romeu-e-julieta (goiabada cascão com queijo minas) • Ambrosia (doce de leite talhado) • Doces de frutas em compotas • Biscoitos de polvilho • Bolo de fubá • Bolinhos de chuva (fritos e polvilhados com açúcar e canela), • Curau (creme de milho) • Canjica, broa de milho, pamonha salgada ou doce Inigualáveis pães de queijo São Paulo e o polo gastronômico • Acolhe sabores e técnicas de diversas partes do mundo, processo que acontece desde a colonização e que resultou na cozinha mais globalizada do país. • Considerada a capital brasileira da gastronomia. Culinária única e mesclada de São Paulo • Ensopado de galinha caipira. • Feijão-tropeiro • Virado à paulista • Cuscuz paulista • Rãs à moda de Inezita Barroso • Pizzas e massas dos italianos; • Quibes, esfihas e charutinhos de folha de uva dos árabes; • Pastel de feira (de origem chinesa), sushi, sashimi e yakisoba dos japoneses; • Caldeiradas e ensopados da cozinha caiçara usando técnicas portuguesas São Paulo Verdadeiro reduto gastronômico é o Mercado Municipal; Para atender a todos os gostos, os botecos serviam um prato peculiar a cada dia da semana, prática que muitos restaurantes adotam há mais de meio século. Rio de Janeiro Uma rica gastronomia representada pela feijoada, pela centenária Confeitaria Colombo e inúmeros botecos. Rio de Janeiro As culinárias portuguesa e africana tiveram forte influência na alimentação dos cariocas, o que se verifica especialmente pelos inúmeros pratos à base de bacalhau, desde bolinhos aos pratos principais. •Bacalhau à Gomes de Sá •Bacalhau à Lagareiro •Bacalhau à Zé do Pipo •Bolinhos de bacalhau Pratos tradicionais cariocas Caldo verde e iscas de fígado – heranças portuguesas. Cozido à carioca. Camarão ensopadinho com chuchu – grande símbolo carioca e um dos carros-chefes do restaurante Penafiel, que serve comida portuguesa, inaugurado em 1913. Sopa de frutos do mar Leão Veloso – destaque especial no cardápio do Cabaça Grande, restaurante quase centenário e que criou o prato especialmente para o jornalista e embaixador do Brasil na França, Dr. Leão Veloso. Caldo verde e iscas de fígado – heranças portuguesas. Pratos tradicionais cariocas • Filé à Osvaldo Aranha – Criado em 1926. • Picadinho de filé mignon – A receita consiste em “acém ou capa de filé cortado na ponta da faca, marinado na cachaça, para depois ser cozido com toucinho, tomate, extrato de tomate, cebola, alho e louro, acompanhado de banana, ovos fritos e farofa feita na manteiga”. • Feijoada • Casadinho e pastéis de nata – da Confeitaria Colombo, para adoçar o paladar dos cariocas. Espírito Santo e sua comida capixaba Vinda de imigrantes alemães e italianos, além de brasileiros de estados diversos. Nas cidades litorâneas, a culinária de origem indígena prevalece, diferentemente da região serrana, que tem o clima mais frio e atraiu muitos imigrantes italianos e alemães que conservaram suas receitas típicas, costumes e tradições folclóricas Pratos italianos do município de Santa Teresa • Tortei de abóbora – delicada massa com formato retangular recheada com abóbora. • Agnolini in brodo – sopa de capeletti. • Pavesa – sopa elaborada com caldo de carne, torradas e gema de ovo crua. Gastronomia do Espírito Santo • Moqueca capixaba – Não leva azeite de dendê e leite de coco; • Torta capixaba –leva badejo e frutos do mar, como sururu, ostras, camarões e caranguejo. E mais ingredientes, como azeitonas, ovos, coentro e urucum. • Garoupa salgada com banana-da-terra – É o exemplo da preservação dos costumes da região. • Guisado de pato caipira • Eisbein (famoso joelho de porco) • Machacota, isto é, um doce puxa-puxa preparado com farinha de mandioca, rapadura e gengibre. Os botecos do Sudeste Inúmeros botecos, especialmente nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. O apelido “boteco” deriva da palavra botequim. O boteco surgiu no Rio de Janeiro e em São Paulo. Com a escassez de tempo e impossibilidade de fazer as refeições em casa, os botecos eram ótimas alternativas. Os festivais e concursos são promovidos para eleger as melhores comidas de boteco. A cachaça e a caipirinha • Origem no Brasil. • A bebida se transformou em moeda de troca no tráfico de escravos e teve sua produção vetada em 1662. • Foi com os tropeiros que a bebida foi disseminada durante o Ciclo do Ouro e a cachaça foi levada de São Paulo para Minas Gerais. • No século XVIII, a bebida torna-se um dos símbolos nacionalistas. Principais produtos do Sudeste • Cambuquira – broto e folhas da aboboreira, que normalmente são refogados. • Cará – ou inhame-da-china. • Cidra – Apreciada em Minas Gerais para o preparo de doces ou furrundum,este preparado com gengibre, açúcar mascavo ou rapadura. • Couve-manteiga • Erva-cidreira • Goiaba • Jabuticaba • Jiló - culinária mineira, especificamente da Zona da Mata. Mato Grosso e Mato Grosso do Sul • O Pantanal é a maior planície inundada do mundo, com 140 mil km2, a maior parte situada no Mato Grosso do Sul, sendo considerado um Patrimônio Natural da Humanidade; • Da região pantaneira vem o pintado, o pacu e o dourado; • Os pratos mais diferenciados ficam a cargo do caldo de piranha e a carne de jacaré. • O Mato Grosso do Sul sofre a influência de vários povos, como os indígenas, imigrantes japoneses e os vizinhos paraguaios e bolivianos. Pratos típicos • Arroz boliviano – sua receita leva ervilha, banana-da-terra frita, pedaços de galinha, ovo cozido e milho verde. • Banana • Bolo de arroz – Em geral é servido com chá ou café. Sua receita leva mandioca, coco e açúcar e, em seguida, é assado em fôrmas individuais. • Caribéu – Guisado de carne e mandioca em cubos refogados. • Chipa – Deriva das influências paraguaias na região sul-mato-grossense e está relacionada à época de Páscoa. Pratos típicos • Furrundu – Doce de mamão verde ralado, com rapadura, gengibre, cravo e canela. • Guisado pantaneiro – carne-de-sol desfiada e mandioca batida ganham consistência de bobó, ou seja, cremosa. • Linguiça de Maracaju – típica do Mato Grosso do Sul, em especial em Campo Grande. Pratos típicos Locro – prato à base de carne, milho e cebola. Peixes – pela abundância de água na região, o peixe torna-se o prato principal. Os mais consumidos são pacu, dourado, pintado, matrinxã, tucunaré e piranha. Saltenha – de origem boliviana, a saltenha é uma espécie de empanada de carne ou de frango, preparada com ervilha e batata. Sobá –. Sua receita consiste em um delicioso caldo, combinado ao macarrão de trigo, complementado com omelete fina em tiras e cebolinha picada. Sopa paraguaia – este prato, na realidade, é uma torta salgada de milho, leite, queijo curado e cebola. Tem consistência mais úmida, que lembra a de uma omelete Tereré – bebida de origem paraguaia e preparada com erva-mate, muito semelhante ao chimarrão gaúcho, O Cerrado: Goiás e seus sabores os indígenas eram os únicos que conheciam o Centro-Oeste. O cenário mudou com as investidas dos bandeirantes para explorar a região em busca de ouro. Mas foi somente no século XX que a área se desenvolveu em função do crescimento do Sudeste. É dessa terra o famoso pequi. Onde teve origem a pamonha salgada. O Cerrado: Goiás e seus sabores • Arroz de guariroba – nativo do Cerrado, a guariroba é uma espécie de palmito com sabor amargo e utilizada na preparação do arroz. • Empadão goiano – empada recheada com carne de porco, frango, guariroba, ervilha, azeitona, ovos e queijo. • Matula de frango – leva galinha caipira, toucinho, ovos e farinha de milho envolta em palha de milho. Tradição em Alto Paraíso de Goiás, a matula é conhecida como a feijoada do Cerrado, legado dos campeiros, e é preparada com feijão- branco, linguiça e carnes. • Peixe na telha – preparação típica, considerada mais recente. • Doce de alfenim e verônica – especialidade local e tesouro em extinção. • Arroz de puta rica – arroz que leva muitas carnes defumadas. • Pamonha salgada – • Outras especialidades incluem galinhada tradicional e arroz de pequi. Principais produtos do Centro-Oeste • Açafrão-da-terra (Curcuma longa) e urucum • Araticum • Banana • Baru • Bocaiúva ou macaúba • Cagaita • Caraguatá • Dourado • Guariroba • Guavira • Jacaré • Jurubeba Região Nordeste Nordestino - Retrato do povo - escassez de matérias- primas do árido sertão Cozinha rica, saborosa - calorias necessárias do dia a dia. Africanas – Pernambuco Alagoas - frutos do mar. Maranhão - Portugueses e caribenhos - Sabores mais picantes (Galinha ao molho pardo -preparada com o sangue da ave - Galinha cabidela) Paraíba - Delícias do sertão (clima) Carne-de-sol, o feijão, o arroz vermelho e a farinha de mandioca. Alagoas • Culinária bem variada. • Pernambuco é o estado que mais influenciou Alagoas, uma vez que este foi parte da província de Pernambuco até 1817. • Produtos encontrados em abundância na região. Alagoas do sururu e do pitu • Sururu (uma espécie de mexilhão), • O coco e seu leite • Os pitus e camarões de água doce • Peixes como a cavala, serigado, robalo e agulha para o preparo de moquecas, fritadas e peixadas. • Lagostas, lulas, polvos e outros frutos do mar para o preparo da caldeirada. Bahia Temperos africanos, com pitadas indígenas e portuguesas. •Africanos – o azeite de dendê é o ícone da herança africana. Outros patrimônios incluem leite de coco, camarão seco, castanha, amendoim e gengibre. •Indígenas – do povo indígena a Bahia empresta a mandioca e seus derivados (beijus, farinha, angus e pirões), além da prática do moquém, isto é, peixe assado na folha de bananeira e que resultou na moqueca. •Portugueses – a cozinha baiana incorporou dos portugueses os refogados, ensopados e guisados, além do uso de especiarias asiáticas. Bahia • Na Bahia que a África encontrou o lugar perfeito para imprimir suas tradições e cultura gastronômica, trazendo pratos como vatapá, caruru e outras comidas de santo que surgiram nos terreiros de umbanda e candomblé. Estado da Bahia • Sertão e agreste – a culinária de subsistência predomina no interior, com carnes de animais secas e salgadas sendo as mais encontradas. Como pratos típicos, podemos citar o sarapatel de porco, galinha cabidela, pirão de leite, angu, aipim, cuscuz e muitos outros. Estado da Bahia Rio São Francisco – ou o Velho Chico, região de peixes e fazendas irrigadas. Atualmente, a área passa por transformações e modernização, em razão da produção de vinho. Podemos encontrar também a área do feijão- verde e pirões, com a farinha escaldada no leite ou nos caldos de peixe ou de carne. Estado da Bahia Sul da Bahia – ganhou notoriedade pelas grandes produções de cacau no local. Mas, com as pragas nas plantações, a região vem trabalhando a revitalização e redirecionando o foco na produção de gado e banana. Sua culinária é similar à do Espírito Santo pela proximidade dos estados, com pescados e frutos do mar como parte do cardápio, bem como a moqueca baiana, que leva dendê e não urucum, como na versão capixaba. Bahia • Pimenta e dendê são os atores principais na cozinha da Bahia, mas o sabor único resulta também com a mistura de coadjuvantes essenciais, como ervas (como o coentro) e especiarias (cravo e a canela) herdadas dos portugueses. Produtos • Coentro fresco – chegou com os portugueses. • Cominho – essa especiaria foi trazida das Índias pelos portugueses. • Cravo e canela – legado portugueses da época das navegações. • Dendê • Hortelã – realçar o sabor de pratos tradicionais • Gengibre – o gengibre também foi trazido ao Brasil pelos portugueses. • Leite de coco • Pimentas • Outros itens –amendoim, araticum, cacau, camarão, castanha-de-caju, coco, farinha de mandioca, feijão- fradinho ou feijão-de-corda, mangaba, maturi (castanha- de-caju verde), sapoti, taioba, dentre outros. Pratos típicos baianos Acarajé •O bolinho de feijão-fradinho, frito no dendê, recheado de vatapá e vinagrete picante. •É o quitute de Iansã, o orixá das tempestades e das mulheres. •guerreiras. •Ao se deparar com a baiana do acarajé e ela lhe perguntar: “quente?”. •Quando esta mesma massa aparece cozida em folhas de bananeira o quitute passa a se chamar abará. Pratos típicos baianos Aratu - Crustáceoservido em casquinha ou nas versões em moquecas e ensopados. Bobó de camarão Caruru – guisado de quiabo e camarão ou o nome de uma refeição completa que consiste em acarajé, vatapá e xinxim de galinha, o caruru também pode ser o acompanhamento do acarajé. Pratos típicos baianos Vatapá – creme à base de pão, amendoim, camarão seco, castanha-de-caju, leite de coco, azeite de dendê e temperos Xinxim de galinha – ensopado com molho à base de dendê, camarão seco, castanha- de-caju, leite de coco e amendoim. Como sobremesas, os quindins, cocadas, pingos de ovos e bolos, muito saborosos e com clara influência portuguesa. O Ceará e o mar • Extensão litorânea, os frutos do mar ganham destaque no Ceará. As variadas opções, como caranguejos, camarões e ostras recheiam o cardápio. • No sertão, os ícones são a carne-de-sol com macaxeira e a paçoca. • Maior produtor de lagostas do Brasil. • Os pratos típicos sertanejos são de subsistência, como a buchada de miúdos de carneiro, carneiro guisado, sarrabulho e baião-de-dois. O Ceará • Baião-de-dois - Um dos pratos mais populares do Ceará. Sua receita consiste em feijão-verde e arroz preparados com antecedência e levados ao fogo até secar. Seus temperos incluem leite de coco, louro, cebola, pimentão e coentro picados com tomate. • Caranguejo – quinta--feira foi eleito o Dia da Caranguejada. • Carne-de-sol – disponíveis em todas as regiões do Nordeste. • Peixada cearense – o cozido leva legumes e postas de peixes frescos. As postas são marinadas por longo período com sal, limão e alho. Os legumes e verduras mais utilizadossão o repolho, cenoura, batata, tomate cortados em pedaços graúdos, além do ovo, peixe e o leite de coco, que são servidos com arroz e pirão. O Maranhão e o arroz O Maranhão é conhecido pelas inúmeras opções de preparos com arroz, com variações que levam caranguejo, toucinho ou carne. A junção dos legados indígenas, africanos e estrangeiros se mescla aos ingredientes locais e compõe pratos típicos com peixes, moluscos e mariscos do litoral que ganham versões ensopadas, cozidas, guisadas ou em tortas. Produtos • Arroz-de-cuxá – o cuxá é uma papa de farinha de mandioca, camarão seco, gergelim torrado e socado no pilão, sal e as ervas vinagreira e joão-gomes. Ele é servido com peixes e o arroz é preparado com folhas da vinagreira. • Buriti – com beleza singular, as palmeiras de buriti estampam o Maranhão. Seu fruto é doce e de suas folhas derivam as palhas que cobrem casas e servem de artesanato. • Cajá • Camarão – utilizado na maioria dos pratos de origem amazônica. • Catuaba – já consumida pelos índios, a catuaba é um arbusto que produz flores amarelas e um fruto com o qual se prepara a bebida. Consumida pura ou com cachaça. • Coco-babaçu – ainda que o buriti decore muitas cidades do Maranhão, a palmeira de babaçu é que representa o estado. Paraíba e suas criações Entre as estrelas podemos citar o arroz de leite ou de queijo, feijão-verde, farofa, manteiga da terra e coentro, muito coentro, sendo este um tempero de paladar acentuado e adorado pelos nordestinos. A culinária da Paraíba consiste em peixes e frutos do mar. Sertão da Paraíba souberam aproveitar como ninguém os ingredientes da terra, elaborando com primor a cozinha sertaneja que leva ao fogo o feijão-verde, e a mandioca Paraíba • Mas a preferida e mais famosa é, sem dúvida, a carne-de-sol Pernambuco da macaxeira Onde o início da formação do Brasil se junta, promovendo uma culinária de influências portuguesa, africana e indígena. Pratos famosos do estado são a carne-de- sol, o arrumadinho, o queijo coalho, a caldeirada, o chambaril e o sururu. A doçaria pernambucana tem história. Pernambuco • Dos escravos, o gosto pelas pimentas; • Dos portugueses, o preparo de caldos e cozidos como a galinha de cabidela. • Carne-de-sol, bode e porco guisado ou assado, chambaril, dobradinha, buchada e feijoada são pratos comuns em Pernambuco. • Na parte litorânea, os holofotes ficam com as receitas de pescados e frutos do mar, como agulhinha frita, peixadas, moquecas e caldinhos. Pernambuco Mungunzá, canjica, tapiocas e queijo coalho Carne de sol Cuscuz de milho ou mandioca Bode Petrolina, onde fica o Bodódromo – O animal se adaptou ao clima nordestino e é símbolo de Petrolina. Dentre as opções podem ser encontradas carneiro ou bode na brasa, ao vinho, ao molho de laranja, buchada e sarapatel. Bolo de rolo • Reconhecido como Patrimônio Cultural e Imaterial junto com outro tesouro do estado: o bolo Souza Leão. • O bolo de rolo é composto de várias camadas finíssimas de pão-de-ló intercaladas por goiabada derretida e, em seguida, enroladas. • O bolo Souza Leão considerado o bolo mais famoso do país e uma lenda da doçaria tradicional brasileira, com seu nome que deriva de uma família dos antigos engenhos de açúcar de Pernambuco. Ainda que com algumas variações, a receita consiste em massa de mandioca, ovos, leite de coco e calda quente de açúcar. Pernambuco • Buchada – popular em Garanhuns, a preparação pede bucho do bode repartido e depois escaldado. Durante quatro ou cinco horas são cozidos fígado, rim e coração picados e previamente refogados com sangue, pimenta e outros condimentos. • Cartola – banana frita com queijo-manteiga e canela. • Chambaril – O prato consiste no cozimento do chambaril com legumes. • Feijoada pernambucana • Galinha de cabidela ou galinha ao molho pardo • Mungunzá – milho branco cozido com leite, leite de coco e especiarias. • Sarapatel – receita preparada com fígado, coração, língua e sangue de bode ou carneiro. Piauí indígena • Arroz de capote – O capote é a galinha d’angola, uma das mais apreciadas do local. • Capão cheio – galo capado, recheado com seus miúdos e assado no forno. • Cajuína – símbolo do Piauí. • Cheiro-verde e urucum (corante natural) • Peixes – personagens de destaque no cenário do Piauí, em especial os de água doce, como matrinxã, piaba e surubim. Rio Grande do Norte • As marcas registradas do Rio grande do Norte são o cuscuz de milho e a carne-de-sol. PONTOS IMPORTANTES • O tropeirismo surgiu de necessidades urgentes de Minas gerais para conter a crise de abastecimento de itens de necessidades básicas provocada pelo ciclo do ouro. • A industrialização desempenhou papel fundamental no desenho da cidade de São Paulo que conhecemos hoje, em especial nos hábitos alimentares do cotidiano. • O pantanal apresenta um Mato grosso cujo símbolo da alimentação é o peixe, seja ensopado, frito ou assado. e um Mato grosso do sul recheado de heranças indígenas e japonesas, e que ainda importa qualidade gastronômica do Paraguai e da Bolívia. • Região nordeste sofre com as condições desfavoráveis de clima e solo, impossibilitando o cultivo e a criação de animais, razões pelas quais o povo nordestino usou de maneira sublime toda a sua criatividade, unindo ingredientes simples aos temperos que tinham à disposição, fazendo uso da inventividade e dando espaço a pratos saborosos e nutritivos.