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Preconceito linguístico

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MARCOS BAGNO, tradutor, escritor e lingüista, é Doutor em Filologia e 
Língua Portuguesa pela Universidade de São Paulo (USP). Professor de 
Lingüística do Instituto de Letras da Universidade de Brasília, publicou A 
língua dc Eulália: novela sociolingüística (Ed. Contexto, 1997; em 13ª ed.); 
Preconceito lingüístico: o que é, como se faz (Ed. Loyola, 1999; em 15ª ed.); 
Dramática da língua portuguesa (Ed. Loyola, 2000; em 2ª ed.); Português ou 
brasileiro? Um convite à pesquisa (Parábola Ed., 2001; em 2ª ed.); Língua 
materna: letramento, variação e ensino (Parábola Ed., 2002). Além desses 
títulos, é autor de duas dezenas de obras literárias. Recebeu em 1988 o 
Prêmio Nestlé de Literatura Brasileira e, em 1989, o Prêmio Carlos 
Drummond de Andrade de Poesia, entre outros. Selecionou e traduziu os 
artigos reunidos em Norma lingüística (Ed. Loyola, 2001). Traduziu História 
concisa da lingüística, de Barbara Weedwood (Parábola Ed., 2002), além de 
dezenas de obras científicas, filosóficas e literárias de autores como Balzac, 
Voltaire, H. G. Wells, Sartre, Oscar Wilde, etc. Vem se dedicando à 
investigação das implicações socioculturais do conceito de norma, sobretudo 
no que diz respeito ao ensino de português nas escolas brasileiras. 
 
Obras do Autor: 
A invenção das horas (contos), Ed. Scipione, 1988 (IV Prêmio Bienal Nestlé 
de Literatura Brasileira) 
O papel roxo da maçã (infantil), Ed. Lê, 1989 (Prêmio “João de Barro” de 
Literatura Infantil) 
Um céu azul para Clementina (infantil), Ed. Lê, 1991 
Frevo, amor & graviola (juvenil), Ed. Atual, 1991 
Amor, amora (juvenil), Ed. Bagaço, 1992 
Os nomes do amor (juvenil) (co-autoria com Stela Maris Rezende), Editora 
Moderna, 1993 
A vingança da cobra (juvenil), Ed. Ática, 1995 
Dia de branco (juvenil), Ed. Lê, 1995 
Miguel, o cravo & a rosa (infantil), Ed. Lê, 1995 
Rua da Soledade (contos), Ed. Lê, 1995 (Prêmio Estado do Paraná 1989) 
A barca de Zoé (infantil), Ed. Formato, 1995 
Mirabília (contos), Editora Didática Paulista, 1996 
Uma vitória diferente (juvenil) Ed. Lê, 1997 
Unhas de ferro (juvenil), Ed. Lê, 1997 
A Língua de Eulália (novela sociolingüística), Ed. Contexto, 1997 
Pesquisa na escola — o que é, como se faz, Ed. Loyola, 1998 
Machado de Assis para principiantes, Ed. Atica, 1998 
Preconceito linguístico — o que é, como se faz, Ed. Loyola, 1999 
Minimirim e o planeta que encolheu (infantil), Ed. lcone, 2000 
O Processo de Independência do Brasil, Ed. Atica, 2000 
Dramática da língua portuguesa, Ed. Loyola, 2000 
Português ou brasileiro? Um convite à pesquisa, Parábola Editorial, 2001 
Norma lingüística, Ed. Loyola, 2001 
Língua materna: letramento, variação e ensino, Parábola Editorial, 2002 
O espelho dos nomes (juvenil) Ática, 2002 
 
Marcos Bagno 
 
 
 
 
 
Preconceito lingüístico 
o que é, como se faz 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CCCCCCCCOOOOOOOONNNNNNNNTTTTTTTTRRRRRRRRAAAAAAAA CCCCCCCCAAAAAAAAPPPPPPPPAAAAAAAA 
Diz-se que o “brasileiro não sabe Português” e que “Português é 
muito difícil”. Estes são alguns dos mitos que compõem um 
preconceito muito presente na cultura brasileira: o lingüístico. Tudo 
por causa da confusão que se faz entre língua e gramática 
normativa (que não é a língua, mas só uma descrição parcial dela). 
Separe uma coisa da outra com este livro, que é um achado. 
Revista Nova Escola, maio de 1999. 
 
“Eu gostaria que alguém já tivesse escrito um livro como este sobre 
a língua inglesa”. 
Prof. Gregory Guy, Universidade de York (Canadá) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Edições Loyola 
 
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reproduzida ou transmitida por qualquer forma e/ou quaisquer 
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escrita da Editora. 
 
ISBN: 85-15-01889-6 
 
48ª e 49ª edição: junho de 2007 
 
© EDIÇÕES LOYOLA, São Paulo, Brasil, 1999 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Sedule curavi humanas actiones non ridere, 
non lugere, neque detestare, sed intellegere. 
SPINOZA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
(Tenho-me esforçado por não rir das ações humanas, 
por não deplorá-las nem odiá-las, mas por entendê-las) 
 
Sumário 
PRIMEIRAS PALAVRAS .................................................................... 9 
I. A MITOLOGIA DO PRECONCEITO LINGÜÍSTICO ........................... 13 
Mito n° 1 
“A língua portuguesa falada no Brasil apresenta uma unidade 
surpreendente” ............................................................................. 15 
Mito n° 2 
“Brasileiro não sabe português” / “Só em Portugal se fala bem 
português” ..................................................................................... 20 
Mito n° 3 
“Português é muito difícil” ........................................................... 35 
Mito n° 4 
“As pessoas sem instrução falam tudo errado” ........................... 40 
Mito n° 5 
“O lugar onde melhor se fala português no Brasil é o Maranhão” 
........................................................................................................ 46 
Mito n° 6 
“O certo é falar assim porque se escreve assim” ......................... 52 
Mito n° 7 
“É preciso saber gramática para falar e escrever bem” .............. 62 
Mito n° 8 
“O domínio da norma culta é um instrumento de ascensão social” 
........................................................................................................ 69 
 
II. O CÍRCULO VICIOSO DO PRECONCEITO LINGÜÍSTICO .............. 73 
1. Os três elementos que são quatro ............................................ 73 
2. Sob o império de Napoleão ....................................................... 79 
3. Um festival de asneiras ............................................................ 83 
4. Beethoven não é dançado ......................................................... 94 
 
 
III. A DESCONSTRUÇÃO DO PRECONCEITO LINGÜÍSTICO ........... 105 
1. Reconhecimento da crise ........................................................ 105 
2. Mudança de atitude ................................................................ 115 
3. O que é ensinar português ..................................................... 118 
4. O que é erro ............................................................................ 122 
5. Então vale tudo ....................................................................... 129 
6. A paranóia ortográfica ........................................................... 131 
7. Subvertendo o preconceito lingüístico ................................... 139 
 
IV. O PRECONCEITO CONTRA A LINGÜÍSTICA E OS LINGÜISTAS 
.................................................................................................................. 147 
1. Uma “religião” mais velha que o cristianismo ...................... 147 
2. Português ortodoxo? Que língua é essa? ............................... 154 
3. Devaneios de idiotas e ociosos ............................................... 157 
4. A quem interessa calar os lingüistas? ................................... 161 
 
ANEXO — CARTA
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