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MÉTODO BRUNNSTROM E EXERCÍCIOS DOMICILIARES avc agudo

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MÉTODO BRUNNSTROM E EXERCÍCIOS DOMICILIARES 
 
Fonte: Manual Prático de Reeducação Motora do Membro Superior na Hemiplegia. 
Fundamentos no Método Brunnstrom 
 
 
Método de tratamento embasado nos estudos profundo da neurofisiologia, filogenia, 
ontogenia e observação das respostas motoras comuns a todo hemiplégico. 
 
O retorno neurológico após o AVC foi dividido em sete fases por Brunnstrom: 
 
- Fase I: flacidez imediata, não há presença de atividades reflexa ou voluntária nas 
extremidades atingidas e as reações associadas não podem ser elicitadas. 
 
 
Segurar o cotovelo do lado afetado e movimentar para cima e para baixo, para um 
lado e para o outro (balançar o braço como se estivesse balançando um bebê) 
 
 
 
 Apoiar o cotovelo do lado afetado sobre uma mesa e girar o braço para fora e depois 
em direção ao corpo 
 
Segurar o punho do lado afetado, realizar movimentos deixando a palma da mão para 
cima e depois para baixo 
 
 
 
Juntar as palmas das mãos e realizar movimentos com o punho 
 
 
 
 Segurar o punho, dobrar e esticar o cotovelo 
 
 
- Fase II: início do aparecimento da espasticidade, alguns componentes das sinergias 
básicas começam a aparecer, mesmo que sob a forma de reações associadas 
(precisando ser evocadas). Normalmente a flexão do cotovelo e a extensão do joelho 
são os primeiros componentes a aparecerem. A espasticidade é percebida como leve 
resistência ao estiramento passivo. 
 
 
 
Apoiar a mão aberta sobre uma cama, e apoiar o corpo sobre o braço por 1 ou 2 
minutos 
 
 
 
Fazer um "braço de ferro" com alguém, com o lado não afetado 
 
 
 
Empurrar a mão de uma outra pessoa ou a parede 
 
 
 
 Segurar o cabo de uma vassoura sobre uma mesa, empurrar e puxar 
 
 
- Fase III: espasticidade mais evidente e atingindo o grau máximo, movimentos das 
sinergias básicas são controlados voluntariamente mesmo que incompletos (sem 
todos os componentes). 
 
 
 
Colocar uma almofada na axila do lado sadio, deve-se apertá-la contra o corpo. Levar 
a mão do lado afetado em direção ao ombro do mesmo lado 
 
 
 
Apoiar o membro do lado afetado (sobre uma mesa ou com ajuda de uma pessoa), o 
paciente deve dobrar o cotovelo e esticar 
 
 
 
Segurar um cabo de uma vassoura sobre um plano inclinado e realizar movimentos de 
empurrar e puxar 
 
 
Segurar uma lixa com a mão do lado afetado. Realizar movimentos de empurrar e 
puxar, inicialmente para frente e para trás e depois para um lado e para o outro 
 
 
 
Segurar com as duas mãos uma lixa e realizar movimentos de semicírculos 
 
 
Sentado ao lado de uma mesa, realizar movimentos de empurrar e puxar, permitindo 
inclinação lateral do corpo 
 
 
- Fase IV: espasticidade começa a perder sua intensidade, aparecem os movimentos 
desviados das sinergias. 
 
Segurar e soltar objetos grandes com ambas as mãos. Tentar abrir o máximo possível 
os dedos 
 
Passar objetos de um lado para o outro, depois voltar os cones para a posição inicial 
 
 
Empilhar cones pegando de baixo para cima 
 
 
 
Arremessar objetos em um cesto com o membro afetado 
 
 
 
Colocar e tirar argolas do braço afetado, depois realizar com o outro braço 
 
 
Segurar o cabo de uma vassoura com ambas as mãos, esticar o braço para frente e 
rolar o bastão para um lado e para o outro 
 
 
Levantar o bastão para cima da cabeça e depois até a nuca 
 
 
 
Segurar o bastão com a mão afetada, rodar para um lado e para o outro, sem 
movimentar o ombro, movimentar apenas o punho 
 
 
- Fase V: espasticidade esboçada, sinergias perdem sua dominância sobre o 
comportamento motor e aparecem os movimentos combinados. 
 
 
- Fase VI: espasticidade praticamente ausente, contração muscular isolada pode ser 
efetuada. 
 
 
- Fase VII: restauração completa da função motora, coordenação motora praticamente 
normal.

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