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2014 Helinaldo Corrêa da Conceição Estudante de Odontologia 26/08/2014 Periodontia II Parte A Helinaldo Corrêa da Conceição 1 Sumário A Plano de tratamento, 2 Fatores Sistêmicos relacionados à Doença Periodontal, 12 Oclusão e Periodontia, 20 Interrelação entre Periodontia e Endodontia, 23 Exercícios concurso, 29 B Princípios da Cirurgia Periodontal Cirurgia a Retalho Interrelação Periodontia, Dentística e Prótese. Cirurgias de aumento de coroa Cirurgias plásticas periodontais Regeneração Periodontal Interrelação Periodontia e Implantodontia Tratamento cirúrgico das bifurcações Helinaldo Corrêa da Conceição 2 PARTE A (Aula I) Plano de tratamento Plano de tratamento global • Periodontia • Cirurgia • Endodontia • Dentistica • Prótese Objetivos: 1. Eliminação dos fatores etiológicos (Biofilme, excesso de restauração, má higiene) 2. Fechamento biológico das bolsas periodontais (doença) 3. Redução da mobilidade dentária (muita perda de suporte) 4. Retorno dos aspectos de saúde gengival 5. Cessar a perda de inserção conjuntiva 6. Cessar perda óssea 7. Regeneração periodontal 8. Oclusão estável não traumatizante Terapia inicial • Instrução de higiene oral • Remoção de dentes comprometidos • Fechamento de cavidades • Raspagem supragengival do arco superior • Raspagem supragengival do arco inferior • Motivação do paciente • Raspagem e alisamento radicular • Controle do biofilme bacteriano • Eliminação dos fatores irritantes • Remoção de caries Mobilidade grau I=> 1 mm vestíbulo lingual (mobilidade horizontal) Mobilidade grau II => até 2 mm vestíbulo lingual (mobilidade horizontal) Mobilidade grau III => acima de 2 mm vestíbulo lingual e intrusão (mobilidade horizontal e vertical) CLASSIFICAÇÃO DAS LESÕES DE FURCA F1=> Perda de até 1/3 horizontal Helinaldo Corrêa da Conceição 3 F2=> Perda de até 2/3 horizontal F3=> Perda de até 3/3 horizontal Observe: A sonda ideal para avaliar lesões de furca é a sonda de Nabers. Raspagem e Alisamento Radicular Foice 00 = interproximais de dentes anteriores, apenas supra. Curetas 5/6 = só para região anterior todas as faces Curetas 7/8 = só para vestibular ou lingual de dentes posteriores Curetas 11/12 = só para a face mesial de dentes posteriores Curetas 13/14 = só para a face distal de dentes posteriores Obs. Profundidade de sondagem acima de 5mm o dente será radiografado para analisarmos a extensão da lesão óssea. No plano de tratamento devemos avaliar: dente girovertido, dente fraturado, dente com desgaste, mordida cruzada, assimetria facial. • Fator etiológico que esta causando a doença • Reavaliar o paciente depois de 15 dias • Índice de placa • Sondar os sítios que sangravam Material que todo aluno deve ter • Carbono (o dente possui sobrecarga e mobilidade) • Brocas de acabamentos de resina (ultra fina) para remover excesso de restauração. Observação: A fase de reavaliação consiste em nova sondagem e novo exame de todos os achados pertinentes que previamente indicaram doença. Observe: O paciente que tem periodontite de moderada a grave com certeza precisará de reabilitação. IP= Índice de placa=> Tem a finalidade de avaliar se o paciente possui um bom controle de higienização ou não. IP = �ú���� �� ��� ��� � � � ��� �ú���� �� ��� ��� � (����� ��) Observe: Na sondagem do 1º sextante começamos pela distal dos 18 ou 17. Já nos de 21 a 28 sempre pela mesial. Helinaldo Corrêa da Conceição 4 IS = �ú���� �� ��� � ��� ���� � ��� �ú���� �� ��� ��� � (����� ��) Índice de placa • De 15 % a 25 % o paciente é considerado um bom higienizador Índice de Sangramento • Até 20 % também é considerado um bom higienizador Observe: Em casos de drenagem e secreção purulenta a doença está em fase de agudização, neste caso, além da raspagem gengival devemos receitar medicação. Quando sondar será feito: • Índice de sangramento • Profundidade de sondagem • Recessão gengival (Lindhe, 2011) e Resseção gengival (Carranza, 2007) • Excesso de tecido Vestíbulo Mesial Vestíbulo Medial Vestíbulo distal Línguo Mesial Línguo Medial Línguo distal A normalidade na profundidade de sondagem vai até 3mm. Importante: Quando medimos e a medida der um número quebrado na sondagem, por exemplo, 2,5; 3,5; 4,5 etc. Arredondamos sempre para o maior. Fazemos isto justamente pelo tipo de sonda, examinador e tipo de tecido. A sondagem em tecido normal causa uma pequena isquemia, em um tecido com inflamação a sonda vai muito mais fácil. É importante observarmos a margem gengival e a forma da papila (triangular), porque a crista óssea tem a forma piramidal. Recessão gengival (RC)=> É a margem gengival deslocada para apical, então, medimos da junção cemento esmalte até a borda da margem gengival sem ocorrer penetração da sonda. Profundidade de sondagem (PS)=> É da margem gengival até onde penetrar a sonda. Nível de Inserção Clínica (NIC)=> Em um paciente normal que não teve perda óssea o NIC é na junção cemento esmalte. (PS=NIC), já quando há perda óssea ou excesso de tecido gengival o NIC= PS+RC. Helinaldo Corrêa da Conceição 5 Pseudobolsa = Sulco Profundo=> Este tipo de bolsa é formada pelo aumento gengival sem destruição dos tecidos periodontais de suporte. O sulco está aprofundo por causa do aumento em volume da gengiva. (Carranza, 2012) A média do sulco gengival é de 0,5 mm a 1 mm. A Junção cemento esmalte dos incisivos centrais e dos caninos não é no centro do dente, ela é mais distalizada. Nos laterais é no centro do dente. Gengivite=> Caracterizada pela presença de 25% ou mais de sítios com sangramento à sondagem e nenhum sítio com perda de inserção clinica (NIC) > 2 mm. EVOLUÇÃO E DURAÇÃO A gengivite pode ter inicio súbito e curta duração, podendo ser dolorosa. Pode ter, também, uma apresentação mais branda. A gengivite recorrente reaparece após ser eliminada pelo tratamento ou desaparecer espontaneamente. A gengivite crônica tem início lento e longa duração. É indolor, a menos que complicada por exacerbações agudas ou subagudas, e é o tipo observado com maior frequência. A gengivite crônica é uma doença flutuante, na qual a inflamação persiste ou se resolve e áreas normais se tornam inflamadas. DESCRIÇÃO A gengivite localizada é confinada à gengiva de um único dente ou grupo de dentes, enquanto a gengivite generalizada envolve toda a boca. A gengivite marginal envolve a margem gengival e pode incluir uma porção da gengiva inserida contígua. A gengivite papilar atinge as papilas interdentárias e frequentemente se estendem para a porção adjacente da margem gengival. As papilas são envolvidas com mais constâncias do que a margem gengival e, em geral, são os primeiros locais acometidos. Já a gengivite difusa afeta a margem gengival, a gengiva inserida e as papilas interdentárias. A doença gengival em casos individuais é descrita pela combinação desses termos, da seguinte maneira: 1) A gengivite marginal localizada é confinada a uma ou mais áreas da gengiva marginal. Helinaldo Corrêa da Conceição 6 2) A gengivite difusa localizada se estende a partir da margem da prega mucobucal, em uma área limitada. 3) A gengivite papilar localizada é confinada a um ou mais espaços interdentárias, em uma área limitada. Periodontite=> Sangramento a sondagem, indivíduos com baixas médias de porcentagem de sangramento a sondagem (< 10 % das superfícies) podem ser considerados pacientes de baixo risco para a recorrência de doença periodontal, enquanto paciente com média de porcentagem de sangramento a sondagem (> 25%) devem ser de altorisco. PERIODONTITE CRÔNICA É a forma mais prevalente de periodontite, ela é considerada, geralmente, uma doença de progressão lenta. Embora a periodontite crônica seja observada com maior frequência em adultos, ela pode ocorrer em crianças e adolescentes em resposta ao acumulo crônico de biofilme dental. (Carranza, 2012) Considera-se que a periodontite crônica inicia-se como uma gengivite induzida por biofilme dental, uma condição reversível que, sem tratamento, pode progredir para periodontite crônica. As lesões da periodontite crônica incluem: perda de inserção e perda óssea, e são consideradas como irreversíveis. (Lindhe, 2010) Periodontite Localizada: A periodontite é considerada localizada quando menos de 30% dos locais avaliados na boca apresentam perda de inserção e perda óssea. (Carranza, 2012) Periodontite Generalizada: A periodontite é considerada generalizada quando mais de 30% dos locais avaliados na boca apresentam perda de inserção e perda óssea. (Carranza, 2012) OBSERVE: Neste caso devemos avaliar a perda óssea nos dentes. Severidade da Doença A severidade de destruição do periodonto, que acontece como resultado da periodontite crônica, geralmente é considerada um papel do tempo. Com o aumento da idade, as perdas ósseas e de inserção tornam-se mais prevalentes e mais severas devido a um acúmulo de destruição. (Carranza, 2007) A severidade da doença pode ser descrita como leve, moderada e severa. Estes termos podem ser usados para descrever a severidade da doença de toda a boca, uma parte da boca, como um quadrante ou sextante, ou o estado da doença de apenas um dente. (Carranza, 2007) Nível de Inserção Clínica (NIC) Periodontite Leve: 1 a 2 mm de perda do NIC Helinaldo Corrêa da Conceição 7 Periodontite Moderada: 3 a 4 mm de perda do NIC Periodontite Grave: acima de ou igual a 5 mm de perda do NIC (Lindhe, 2011) Observe: Cada dente tem 6 sítios para serem avaliado, devemos observar no dente perda óssea e não apenas o NIC em si. Tratamento Motivação do paciente Raspagem + enxaguante bucal Observação: Digluconato de clorexidina 0,12% 15 ml durante 1 minuto 2 vezes ao dia (12/12 horas); 30 minutos após a escovação dos dentes. Periodontite Agressiva Compreende um grupo de formas de periodontite de progressão rápida, raras e frequentemente graves, muitas vezes caracterizadas pela idade precoce da manifestação clínica e uma tendência distinta dos casos a se desenvolver em uma mesma família. (Lindhe, 2010) No simpósio de classificação de 1999, a periodontite agressiva foi caracterizada pelos seguintes aspectos mais comuns (Lang et al, 1999) • História médica não significativa • Rápida perda de inserção e destruição óssea • Agregação familiar dos casos. Periodontite agressiva Localizada: quanto atinge o primeiro molar e incisivo e mais dois dentes permanentes que não estes Periodontite agressiva Generalizada: quando atinge o primeiro molar e incisivos e mais de dois dentes Tratamento Raspagem periodontal + Amoxilina 500 mg e Metronidazol 400 mg 3 vezes ao dia durante 7 dias. Retração do tecido marginal => O deslocamento da margem gengival apical à junção cemento esmalte, com exposição da superfície radicular, é uma característica comum em população com altos padrões de higiene oral, bem como em populações de higiene oral precária. Helinaldo Corrêa da Conceição 8 Índices Periodontais • Índice de Placa (Avalia a condição de higiene dos pacientes) • Índice de gengivite • Índice de doença periodontal Parâmetros Periodontais • Inflamação Gengival • Profundidade de sondagem • Nível clínico de inserção • Nível da crista óssea alveolar Para que haja sucesso no tratamento periodontal, tenho que preencher a anamnese, para poder dar o correto diagnóstico desse paciente e assim realizar o plano de tratamento. Portanto, é preciso coletar os dados, e a partir disso vou analisar a situação clínica do paciente, situação do periodonto, situação sistêmica do paciente. Vou analisar tudo, sintetizar e fazer o plano de tratamento. Nesse plano de tratamento, eu vou ter que conversar com o paciente, detalhar esse plano para o paciente e fazê-lo entender o plano. Vou explicar para ele todas as indicações, vantagens e desvantagens, prognóstico do dente para que o paciente venha a consentir ou não com o tratamento e assim dar início a ele. Eu tenho que diagnosticar esse paciente, tenho que explicar a situação periodontal para ele, o que aconteceu, porque ele está nessa situação. O paciente também vai dar uma resposta no sentido de informar se já teve alguma doença periodontal, se já realizou algum tratamento, bem como qual o tipo de tratamento que ele está fazendo. O tratamento odontológico não pode ser visto de uma forma individual, mas como uma questão integrada. Não se pode sugerir algo para o paciente e ter uma boa resposta biológica, se nos vemos diante de um fator iatrogênico, como por exemplo, uma restauração que está invadindo o espaço biológico, com subcontorno que vai sempre causar um problema no periodonto. Por mais que o paciente seja um bom higienizador, que possua um periodonto espesso, ele vai ter uma reação de inflamação nessa área. Diagnóstico - tenho que saber qual é o fator que está levando esse acúmulo de biofilme, se está gerando uma inflamação e também se já evoluiu para uma bolsa periodontal; se esta questão esta associada a outro fator local, como trauma, uma sobrecarga naquele dente, uma direção de força errada que está ajudando as sequelas ao periodonto junto com a inflamação. Tenho que saber o porquê desse acumulo de biofilme, se há uma deficiência de mineralização desse paciente, ou se ele possui algum fator retentivo para esse biofilme e eliminá-lo. Tenho que associar a condição local com a sistêmica. Classificar o paciente, analisar se ele é suscetível para alguma doença, pois dentro da odontologia nós teremos pacientes que são susceptíveis à cárie, a doença periodontal, e aquele que tem Helinaldo Corrêa da Conceição 9 tendência aos dois. Haverá casos de paciente que não faz uma correta higienização, vai ter uma dieta extremamente calórica, que não vão ter nem cárie, nem doença periodontal. Portanto, é preciso identificar o perfil do paciente. Tenho que ver a questão da virulência da bactéria. Todos nós temos bactérias periodonto- patogênicas e nós vamos desenvolver ou não a doença dependendo de algumas situações: � Meio (higienização); � Emocional (estresse, depressão); Tenho que observar se há desgaste no dente, se há hipersensibilidade (qual é a causa dela, se ele já perdeu o suporte periodontal e está tendo exposição de raiz), se ele tem mobilidade (se ela está ou não relacionada à doença periodontal), se tem sensibilidade à percussão (se está com processo agudo ou não causado por uma bolsa periodontal ou se está relacionada a problemas pulpares), como estão os contatos prematuros (vai ter alterações no periodonto, é uma forma de perda óssea, pois haverá uma sobrecarga naquele dente), se o desalinhamento dentário é causado por doença periodontal ou se é genético, ele tem um arco curto para dentes grandes e a oclusão, se a doença periodontal realizou alterações patológicas que causou a modificação da oclusão do paciente. O diagnóstico precoce, de preferência, é fundamental para o sucesso do tratamento do paciente. Por que devemos raspar os dentes do paciente? Para desorganizar o biofilme, se não vai perpetuar a doença. Temos que identificar a condição sistêmica do paciente, a condição periodontal e o que seria ideal era só fazer medidas preventivas para isso, o que não é a realidade. Conjunto de fatores que precisa ser visto: � Extensão da doença; � Tipo da doença; � O que causa a doença; � Se há alguma fator ambiental que está alterando essa doença;� Quais são os hábitos desses pacientes; � Oclusão (dentes remanescentes, situação destes) � Idade (parâmetro, resposta biológica ao tratamento) Colaboração do paciente. Tenho que ver mobilidade, altura do osso remanescente, pois paciente que tem periodonto reduzido entra no prognóstico considerado duvidoso, então, temos que passar isso para o paciente e exigir dele a manutenção. Se você esta de frente a uma situação se tem dentes adjacentes ou não (se eu tenho um dente com doença periodontal que está do lado de uma área edêntula, esse dente vai receber uma carga a mais, o que já é um fator agravante). Dentes com envolvimento de furca significa que o periodonto está comprometido e também entram na classificação de prognóstico duvidoso; a relação com a bolsa periodontal, se eu vou conseguir inativa-la ou controla-la, mudando o perfil de manutenção do paciente, pois quando ele mantém bolsa periodontal, mesmo reduzida, ele é um paciente que fica em controle. Quando elimino bolsa através de técnica cirúrgica, eu curo o Helinaldo Corrêa da Conceição 10 paciente, porém essa cura é temporária, pois a doença periodontal é recidivante. Logo, se o paciente não muda hábitos, ou se ele tem um componente sistêmico que pode alterar a extensão ou evolução da doença, eu tenho que controlar se não recidiva. Finalidade do tratamento- eliminação de uma infecção, dar condições para o periodonto responder e para o paciente poder executar bem o controle do biofilme. Cálculo é fator retentivo da doença, é preciso elimina-lo. Ele é a calcificação do Biofilme dentário e sempre onde há cálculo, vai ocorrer a retenção de alimentos, favorecer a agregação bacteriana e sempre vai haver uma placa na superfície do dente em atividade. Tenho que resolver ou diminuir a gengivite, e também eu tenho que saber se essa gengivite é só causada pelo biofilme ou se o paciente possui uma alteração hormonal, se toma medicação, se está estressado. Redução de profundidade de bolsa: tenho que ver se vai ser só com o tratamento não cirúrgico ou se já tenho que passar para o tratamento cirúrgico, a questão de eliminar furca através de cirurgia ou extração dentaria. Se esse paciente tem dor, tenho que ver o quadro de agudização da doença, logo eu tenho que intervir para esse paciente ficar com ausência de dor. Dentro do tratamento periodontal, no qual tenho uma doença que é sequelante, o meu paciente e a gente quer no sucesso do tratamento duas coisas- função e estética. Plano de tratamento – segue uma sequência lógica de procedimentos, eu avaliarei sistemicamente, e se ele tem algum problema, pois tenho que encaminhá-lo para o médico. Chega um paciente diabético no consultório, devo logo perguntá-lo se realiza tratamento, se ele o faz de uma maneira rotineira e a partir disso eu irei também saber se ele está falando a verdade ou mentindo. Depois que eu fizer essa fase inicial que é o tratamento não cirúrgico periodontal, vou observar a necessidade, vou retificar a necessidade ou não do paciente para a outra fase, que é a fase corretiva, que geralmente eu tenho a associação do tratamento periodontal cirúrgica com as outras especialidades da odontologia. Depois vem a fase mais difícil de manter o paciente, que é o tratamento de suporte periodontal ou a terapia de manutenção, a qual você vai pegar cada um dos seus pacientes, de acordo com o perfil do paciente, de acordo com as condições dele e vai elaborar o plano de terapia de suporte daquele paciente. Portanto, eu irei avaliar essa condição sistêmica, vou identificar fatores de risco que estão levando essa situação e tomar as devidas providências para eu poder executar o plano de tratamento nesse paciente. Relacionado a cálculo, tenho o objetivo de eliminar e prevenir ao mesmo tempo, então eu irei motivá-lo, vou identificar as condições de escovação dele, vou informá-lo porque que ele tem que escovar os dentes. Depois disso você vai identificar se ele tem cálculos e vai raspar esse paciente, sub ou supragengivalmente, condicionar o meio para que haja recuperação do periodonto e que o paciente possa ter controle desse biofilme, pois a partir do momento em que você interveio para que ele não tenha mais acumulo de biofilme e formação de cálculo, ele tem que higienizar bem. Helinaldo Corrêa da Conceição 11 Se além do cálculo estiverem presentes fatores irritantes, eles terão que ser removidos, por isso, foi pedido para termos sempre um kit de acabamento de resina na aula de periodontia, pois quando nós identificamos esses fatores irritantes que estão ligados a uma restauração que estão com supra ou subcontorno, nós damos um jeito na hora, não como na dentística, apenas para dar uma condição para o periodonto responder nós podermos raspar algumas vezes também. Também iremos descontaminar, remover a cárie, colocar uma restauração provisória, um curativo para poder condicionar esse meio. Quando se fala de condicionar o meio, significa eliminar infecção, eliminar agentes infecciosos, então têm bactérias no periodonto, e nas bactérias da carie, logo, para iniciar o tratamento desse paciente em relação às outras disciplinas também. Então temos a sequência lógica, que é o plano global, temos que ver as necessidades do paciente e eliminando por etapas os focos de infecção, por isso, a perio é básica. Pequenos movimentos ortodônticos também se fazem, pois às vezes é necessário fazer uma contenção nesse paciente, para ter condições de raspar e após o condicionamento em que eu dei condições do periodonto responder, vou viabilizar se aquele dente vai ficar ou não. Se o dente está com mobilidade, tenho que ter um carbono para ver se há algum contato prematuro, que às vezes, pode vir a causar dor. As exodontias nos dentes que já estão condenados já são realizadas. Depois disso, irei reavaliar o paciente, que aqui na clínica da graduação nós fazemos quinzenalmente, para poder liberar o paciente para outra disciplina. Em nível de consultório, é feito mensal ou quinzenal. A fase corretiva é depois que eu fiz toda essa parte básica, aí depois que eu reavaliar o paciente, aí é algo que eu já tinha mais ou menos em mente quando eu fiz o plano de tratamento, eu vou só me certificar. Então, aqueles dentes que estão precisando fazer movimentação ortodôntica, tem mobilidade, você só vai poder ter condição de ver se esses dentes vão ter condição de permanecer depois que você remover os cálculos. Ai sim vai ter momentos em que aquele dente que no primeiro momento você não extraiu, ele vai estar agora na extração como um dos tratamentos, porque você viu que ele não se recuperou, não vai ter a capacidade de exercer função. Em seguida, você vai ver os dentes que precisam ir para a ortodontia, precisa ser restaurado através da dentística, um tratamento reabilitador, o que vai precisar de endodontia, o que vai precisar de implante. Depois você vai para a fase que é a mais complicada que tem é a de manutenção do paciente, que possui a finalidade de garantir tudo àquilo que você fez, porque no tratamento é necessário ter o controle do paciente, ter a manutenção. Então, você vai reavaliar esse paciente, ver se tem áreas em que houve uma reinfecção, uma reincidência da doença. Se você deixou o paciente com bolsas residuais, essas áreas são aquelas que você já sabe que vai ter uma reinfecção, provavelmente. Então, aquele paciente com bolsas residuais tem que ser extremamente disciplinado e consciente da parte dele, se não você terá problemas. Através das radiografias você irá fazer uma comparação, pegar as radiografias iniciais, a radiografia que você fez logo após o tratamento e quando ele voltou para ver se ele teve ganho de osso, se ele Helinaldo Corrêa da Conceição 12 manteve estável aquele sítio já tratado ou se aquele sítio recidivou, porque você vai ter que mudar aquele plano de tratamento.Se o paciente chegou e não tem mais nada, você vai fazer índice de placa, ver aqueles sítios que eram mais, dentro do periograma dele, tinha mais perda de inserção, vai resondar, vai ver se ele tem necessidade de raspagem. Se tiver necessidade de intervenção cirúrgica, você vai checar de novo todo o paciente, reavaliar índice placa, de sangramento, profundidade de sondagem, nível de inserção, que isso é garantia de sucesso periodontal ou não, vai checar a oclusão, pois esta não é estática, o jeito que nós mordemos hoje não será o mesmo daqui a um ano, vai ter provavelmente algumas alterações. Tenho que ver também questão de parafunção do paciente, quando ele veio, ele não apertava, e hoje ele aperta. Você vai checar os dados da anamnese desse paciente, ou melhor, avaliar aqueles dentes que já tinham o periodonto reduzido, para ver se eles permanecem numa boa relação de estabilidade, ou se tem mobilidade, áreas de lesão de furca tem que ser reavaliadas constantemente. Ou seja, aquelas áreas mais críticas a gente também faz uma reavaliação radiográfica. Se for um paciente de uma periodontite moderada ou grave, a gente solicita outra vez uma periapical boca inteira, pois talvez aquele sítio que não tinha nada, pode estar começando um processo de doença e a partir disso vou programar a manutenção que é individualizada para cada paciente, sob aspectos sistêmicos, comportamentais e locais. No ponto de vista da professora, sucesso de tratamento é quando depois que se faz tudo naquele paciente e eles são remarcados para a manutenção, ele vai, ou seja, o paciente que é colaborador e entendeu o tratamento. A doença periodontal é uma doença sítio-específica, então meu prognóstico também precisa ser por áreas, e eu vou anotar isso no periograma. Então, eu tenho que passar tudo para o paciente, se eu tenho um sítio que tinha boa inserção, que não tinha bolsa ou estava com uma bolsa rasa a qual eu eliminei, aquela que tinha só uma gengivite, é um dente que vai ter um prognóstico bom. Aquele sítio que tinha uma periodontite, que já foi operado, que ficaram com bolsas reduzidas, mas residuais, dentes que tem lesão de furca, são dentes que tem o prognostico duvidoso, eu tenho que observar depois na manutenção. Vale a pena tratar um dente desse? Hoje em dia, prognostico duvidoso, dentro de uma resposta biológica que a gente já sabe, geralmente é exodontia. Você tem que observar o papel daquele dente em relação ao sistema estomatognático, se aquele dente é hígido, se tem só uma restauração, então, de repente aquele dente que tem um prognostico duvidoso pode ser mantido e ficar só sob manutenção. Aquele dente de prognostico duvidoso, que vai precisar de uma reabilitação, eu tenho que pensar se vale a pena manter, pois eu vou estar pondo em risco toda uma reabilitação do paciente. Então, o prognóstico de um dente é todo de acordo com a condição dele num sítio em relação aos dentes adjacentes e o papel daquele dente na boca. Então, fase corretiva, você vai avaliar seu paciente de novo e onde houver permanência de bolsas, você vai sugerir cirurgias, para eliminá-las ou reduzi-las, essas são as finalidades das cirurgias periodontais além da estética. Pacientes com periodontite, as cirurgias são com finalidade de eliminação ou redução de bolsa periodontal, ou seja, eliminar a doença ou deixar em condições de o paciente controlar sob a nossa supervisão, e aí você cria a TPS (terapia periodontal de suporte) Helinaldo Corrêa da Conceição 13 independente para cada paciente, de acordo com a necessidade. Então, preciso sempre ter uma tríade e passá-la para o paciente: diagnóstico + plano de tratamento + prognóstico. (Aula II) Fatores Sistêmicos relacionados à Doença Periodontal Muitas desordens sistêmicas são implicadas como indicadores ou fatores de risco para condições periodontais adversas. Pesquisas básicas e clínicas nas últimas décadas revelaram um melhor entendimento da complexidade e patogênese das doenças periodontais. Existe claramente uma causa bacteriana essencial, e há bactérias especificas (patógenos periodontais) associada com a doença periodontal destrutiva. (Carranza, 2007). Doença periodontal: � Multifatorial � Biofilme (determinante) � Fatores de risco � Resposta do hospedeiro Figura 1- Mostrando a inflamação (gengivite) e perda da crista óssea (periodontite) (Lindhe, 2011) Fator Determinante • Biofilme Dental • Papel específico da Microbiota Fatores Predisponentes ou co-fator • Trauma Oclusal Helinaldo Corrêa da Conceição 14 • Iatrogenia (o que mais causa doença periodontal pela restauração mal adaptadas, sem ponto de contato). • Fatores Genéticos (às vezes existe paciente que a mãe já tem certa informação e observa isso nos filhos e encaminha logo para fazer um tratamento com o especialista para evitar que o paciente desenvolva a doença). Fatores Moduladores / Modificadores ou sistêmicos • Diabetes Mellitus e Tabagismo (são fatores de risco sistêmicos comprovado cientificamente) • Alterações Hormonais • Estresse Emocional (pode alterar a secreção de produtos de defesa do hospedeiro. Um exemplo seria a diminuição da produção de imunoglobulina-A (IgA). Este é o anticorpo predominante na saliva e pode ser considerado o agente antibacteriano mais importante em um quadro de saúde (McCleland et al.1985). A sua diminuição provoca destruição tecidual ativada por produtos bacterianos, provavelmente, mediada por meio de citocinas liberadas por células do sistema imune ativadas, entre outras, levando a um desequilíbrio na relação parasita–hospedeiro. • Pacientes Soropositivos (precisa de vários trabalhos científicos para comprovar) Nem todo fator sistêmico é um fator de risco Transição de gengivite para periodontite: saber identificar a diferença entre os dois, para saber entender o que é um paciente saudável, paciente com gengivite ou um paciente com periodontite, que a periodontite envolve perda de osso, mas principalmente perda de inserção. A base do epitélio juncional é inserida em um paciente saudável na JCE, só que às vezes pode ocorrer uma refração. Então, o que ocorre na doença periodontal- pela presença do biofilme que é o fator determinante? Ocorre uma migração do epitélio juncional e formação de bolsa periodontal, aí se inicia o processo que, na gengivite só esta localizado no periodonto de proteção, ele migra porque ocorre a liberação de várias enzimas pelo processo inflamatório e ocorre destruição óssea e destruição do ligamento periodontal. O macrófago migra para o sulco gengival e ele é extremamente importante para a defesa local, porque constantemente nosso organismo esta sendo atacado por bactérias, todos devem ter Porphyromonas gengivalis, mas o quê que difere é o fator sistêmico, as pessoas diabéticas vão ter uma alteração quantitativa e qualitativa dessas células os macrófagos. Modelo de patogênese da doença periodontal (os fatores que influenciam a doença periodontal) Helinaldo Corrêa da Conceição 15 Figura 2 – DP (doença periodontal) Desafio microbiano, desafio sistêmico e ambiental (desafio ambiental esta relacionado ao fumo porque ele muda o ambiente, a microbiota bucal), desafio genético. Todos esses fatores vão influenciar na resposta inflamatória, os Leucócitos Polimorfonucleares PMN (neutrófilos) têm função reduzida e defeitos na quimiotaxia, na quantidade e na qualidade, os anticorpos, as citocinas, ou seja, são substâncias que durante a resposta inflamatória o organismo libera só que dependendo da quantidade dessas substâncias elas irão ser prejudiciais ao organismo. A resposta inflamatória exacerbada pode desenvolver a doença periodontal porque ela vai destruir tecido conjuntivo que é o ligamento periodontal e osso alveolar. Diabetes Mellitus (DM): Patologia complexa, incapacidade metabólicada glicose. Tipo 1 – É uma doença causada por destruição autoimune, mediada por células, das células ᵝ do pâncreas produtoras de insulina. O diabetes tipo 1 acomete 5 a 10% dos casos de diabetes e mais frequentemente ocorre em crianças e adolescentes. Este tipo de diabetes resulta da falta da produção de insulina e é muito instável e difícil de controlar. (Carranza, 2012). Tipo 2 – É causado por resistência periférica à ação da insulina, prejudicando a secreção de insulina e aumentando a produção de glicose no fígado. As células ᵝ produtoras de insulina no pâncreas não são destruídas por uma reação autoimune mediada por células. O diabetes tipo 2 é a forma mais comum do diabetes, acometendo 90 a 95% de todos os casos. Esta forma da doença mais frequentemente tem inicio em idade adulta. Esta normalmente ocorre em indivíduos obesos e pode frequentemente ser controlada por dieta e/ou agentes hipoglicemiantes bucais. (Carranza, 2012). Sintomas clínicos: poliúria, polifagia, hiperglicemia, polidipsia. Complicações: retinopatia, nefropatia, doenças vasculares, neuropatia, deficiência em cicatrização de feridas e doença periodontal. Helinaldo Corrêa da Conceição 16 Sintomas e sinais clínicos bucais: diminuição do fluxo salivar, queimação na boca ou língua, candidíase, hálito cetônico. Sintomas e sinais periodontais: evidencias conclusivas da associação entre doença periodontal e diabetes, perda de inserção mais acentuada. O diabetes tipo 1 tem mais susceptibilidade a ter doença periodontal porque tem a diabetes desde a infância, por isso, está mais exposto a doença por muito mais tempo. Controle do diabetes e progressão da doença periodontal: Existe uma relação bidirecional da diabetes com a doença periodontal. Figura 3 (Lindhe, 2005) Abcessos periodontais múltiplos Controle metabólico deficiente da diabetes o diabético não utiliza glicose, vai utilizar como primeira fonte de energia os ácidos graxos, então, com isso ele vai ter um resíduo metabólico no organismo. Lembrando-se da histologia da gengiva: o epitélio basal, estratificado e córneo, embaixo tem a membrana basal e o tecido conjuntivo, a membrana basal do diabetes é mais espessa do que um paciente normal, mesmo ele sendo controlado, por causa desse controle metabólico deficiente. Há um acumulo de ácidos graxos na membrana basal então isso faz com que a vascularização do diabético, ou seja, os vasos são mais calibrosos, o fluxo sanguíneo demora de uma maneira mais lenta e isso faz com que os nutrientes não cheguem, por isso, o diabético corre o risco de amputar o pé, tem abcessos múltiplos periodontais por causa do espessamento da membrana basal. Então, o controle metabólico deficiente vai levar a complicações para o diabético e também a progressão da doença periodontal. Só que se o paciente tem a doença periodontal e ele não trata essa infecção vai aumentar, irá ser um fator contemplador do controle metabólico, ou seja, já existem estudos que comprovam que a nossa raspagem tem uma ação hipoglicemiante, ele diminui a bacteremia. O paciente que tem doença periodontal tem bactérias circulando pelo sangue, Helinaldo Corrêa da Conceição 17 já é comprovado que as bactérias que estão dentro da bolsa, há o risco dessa bactéria de cair na corrente sanguínea e aí elas fazem a bacteremia, elas ficam circulando. Então quando você remove o agente etiológico você vai diminuir a infecção que vai ajudar a controlar o diabetes é uma reação que se chama de bidirecional Relação bidirecional: a resistência à insulina desenvolve uma resposta à infecção bacteriana crônica. A DP não tratada exacerba o controle metabólico do diabético, ou seja, o paciente pode esta fazendo a dieta, pode esta tomando o hipoglicemiante, a insulina, mas se ele tem a DP (lógico que não é todo paciente diabético que vai ter obrigatoriamente a DP) moderada a grave, essa DP não tratada vai exacerbar o controle do diabetes, ele pode não conseguir baixar a glicemia, fica alta porque tem um processo infeccioso silencioso na boca, essas bactérias estão na corrente sanguínea e estão exacerbando o controle metabólico.(controle metabólico = controle da glicemia) Microbiota (patógenos putativos são aquele que ainda não se tem comprovação total no meio cientifico que eles causam DP) • Diabetes tipo 1- Capnocytophaga ( 24%) • Diabetes tipo 2 – Prevotella intermedius (mais relacionada com a gengivite), prorphyromonas gengivalis (relação com a periodontite é comprovado) Função neutrofílica diminuída Diminuição da síntese de colágeno: colagenase => o colágeno tem a capacidade de renovar e na diabetes ocorre a quebra desse equilíbrio Citocinas IL-1B e prostaglandinas E2 (PG2) aumentadas no liquido gengival que vão destruir mais o tecido gengival. Hiperglicemia crônica- produtos finais da glicação avançada (AGE) mais macrófagos e monócitos = excessiva liberação de Citocinas. São os produtos finais da glicação aumentada, ou seja, os resíduos metabólicos que são liberados na corrente sanguínea, aí ele se junta com os macrófagos (no tecido) e monócitos (no sangue), e essa junção desses resíduos no sangue com essas células aumentam a liberação de citocinas, por isso, ocorre mais destruição periodontal no diabético. Helinaldo Corrêa da Conceição 18 Figura 4 Puberdade, gravidez e menopausa: A gengiva é um tecido alvo para os hormônios esteroidais (receptores). Estrogênio: efeito estimulador sobre o metabolismo do colágeno reduz as peroxidases salivares (enzimas que fazem a defesa do organismo). Ocorre, no caso da gravidez, uma diminuição do estrogênio e aumento da progesterona. Por isso que a grávida tem uma propensão maior a cárie se ela não tiver uma boa higienização por causa da redução das peroxidases Progesterona: aumenta a permeabilidade vascular. Muitas vezes a paciente não está grávida, tem uma higienização mais ou menos, não usa fio dental, não tem sangramento, quando ela engravida aquele biofilme que ela conseguia antes viver harmonicamente o organismo agora passa a ver então aquele biofilme como uma coisa mais estranha que o normal, justamente pelo aumento da progesterona e diminuição do estrogênio. Gravidez: progesterona+ estrogênios alterados -Aumento da permeabilidade vascular. -Aumento do exsudato. -Aumento da síntese de prostaglandinas. -Alteração do sistema imune -Diminuição de células T e quimiotaxia dos neutrófilos Helinaldo Corrêa da Conceição 19 Granuloma gravídico- não é nada grave, é somente ação do hormônio sobre o tecido (o tecido estava sofrendo uma agressão aí veio o fator sistêmico e agravou a situação), e ação da higiene. Tratamento: raspagem e alisamento radicular já resolvem isso, muitas vezes ocorre à remissão desse quadro clinico. Orientar a higiene da paciente, fazer consultas com frequência de raspagem e quando ela ganha o bebê esse granuloma vai desaparecer. Se incomodar muito para a paciente ou sangrar pode fazer a excisão, mas depende muito da orientação médica. Figura 5 – granuloma gravídico (Lindhe, 2011) Menopausa: possui uma gengivite diferente, a gengiva fica rosa-pálida e descama toda (Gengivite descamativa) diminuição do estrogênio. Osteoporose - curso da doença periodontal. Às vezes paciente tem osteoporose, mas não tem na mandíbula e maxila. Estresse emocional: cortisol (hormônios produzidos todos os dias pela suprarrenal) As pessoas estão sujeitas a estar com o cortisol acima do normal, isso associado com a higiene oral ruim a pessoa pode desenvolver a doença periodontal com mais facilidade, porque o cortisol vai afetar a quimiotaxia dos neutrófilos. Quimiotaxia dos neutrófilos- afetada pela ação do cortisol Tabagismo (fator de risco): Helinaldo Corrêa da Conceição 20 Pindborg (1947) revelou que fumantes tem maiscalculo do que não fumantes, e isso foi confirmado por vários outros estudos como os de Ainamo (1971) e Sheiham (1971), que também descobriram que depósitos de placa foram maiores em fumantes. Gengivite Ulcerativa Necrosante (GUN) – ocorre principalmente necrose das papilas. Único caso de doença periodontal que se encontrou bactéria dentro do tecido periodontal, nos outros os patógenos só fazem estragos a distancia. Sondagem mais profunda e muitas bolsas profundas Maior perda de inserção (migração do epitélio juncional em direção apical), mais retração gengival. Maior perda de osso alveolar Maior perda dentária Menos gengivite e sangramento à sondagem- o tabaco contrai a microcirculação Mais dentes com envolvimento de furca Fumantes: prevalência maior dos patógenos periodontais, porque ocorre uma diminuição da resistência do organismo. Porphyromonas gingivalis, Aggregatibacter actinomycetemcomitans. Efeito profundo sobre o sistema imune e inflamatório PMNs (neutrófilos) – migração no sulco gengival, passagem do tecido conjuntivo e epitélio juncional. Aspecto da gengiva: rosa muito pálido quase esbranquiçado Paciente soro positivo: mais relacionados também a PUN ou GUN. Hoje em dia é muito raro a GUN e PUN, então se a gente atender pacientes com esses problemas vamos encaminhar para fazer um teste de HIV, porque já existem estudos comprovando a relação dessas doenças com o HIV. Resistência imune alterado- supressão das células T. Produção de anticorpos alterados Infecções oportunistas como candidíase, sarcoma de kaposi. Helinaldo Corrêa da Conceição 21 Má higiene oral Tratamento dos pacientes de modo geral: raspagem supragengival e subgengival Controle do biofilme (ensinar paciente a higienizar) Excisão do granuloma (se necessário) Cirurgias periodontais em casos mais severos porque nem sempre com a raspagem vai ser conseguida a eliminação de todos os cálculos. Manutenção do paciente: paciente gestante que já iniciou o tratamento da gengivite tem que pedir para ela voltar para ser avaliada, pode ser a cada mês. Conclusão: fatores sistêmicos ou moduladores podem influenciar diretamente na progressão e evolução da doença periodontal. A diminuição dos fatores determinantes (calculo e biofilme) eles são indispensáveis para a devolução da saúde bucal. No caso do diabetes há relação bidirecional, um influencia o outro. A prevenção, no caso das gestantes, e o seu tratamento é imprescindível para evitar exacerbação do quadro clínico periodontal e complicações durante o pré-natal. (Aula III) Oclusão e Periodontia Doença Periodontal Objetivos � Definir trauma de oclusão e suas classificações. � Abordar o trauma de oclusão e sua associação com a doença periodontal. � Abordar o tratamento periodontal em pacientes apresentando oclusão traumática. A doença periodontal tem o fator determinante que é o Biofilme (O termo Biofilme descreve uma comunidade microbiana relativamente indefinida associada à superfície do dente ou a qualquer outro material duro não descamativo) (Lindhe, 2005), e os fatores predisponentes ou co-fator que são: o trauma oclusal, também tem os fatores iatrogênicos e os genéticos. O trauma oclusal é um fator predisponente para a doença periodontal e também um cofator, para que a doença periodontal aconteça ela precisa de biofilme, de uma microbiota especifica isso faz parte da cadeia etiológica. Definição – são alterações patológicas ou mudanças adaptativas, que ocorre no periodonto em consequência da força oclusal excessiva. Helinaldo Corrêa da Conceição 22 O trauma oclusal é classificado em lesão primária que compromete o periodonto na altura normal. (trauma oclusal primário). Exemplo: Não há perda óssea, de ligamento, ou seja, periodonto normal. Lesão secundária que compromete o periodonto na altura reduzida (trauma oclusal secundário). Glickman (1965, 1967) fez um trabalho de biópsia, analisando a oclusão onde foi observado: • Zona de irritação (periodonto de proteção) • Zona de co – destruição (periodonto de sustentação) Figura 6 Os estudos comprovam que quando o paciente sofre doença periodontal e trauma oclusal ao mesmo tempo, o trauma oclusal faz com que a perda óssea incida na direção da seta preta, ou seja, o paciente terá defeito ósseo angular. O trauma de oclusão não afeta a gengiva. Portanto, o paciente não desenvolverá bolsa periodontal. Quem desenvolve bolsa periodontal é Biofilme, mas o paciente que já tem bolsa periodontal pode fazer mudar o curso da doença e ter mais mobilidade. Porém paciente sem trauma teria um periodonto de altura normal, já o paciente com trauma teria um periodonto com altura reduzida. O trauma oclusal não causa a doença periodontal, não causa a migração do epitélio juncional, porém a periodontite é a migração do epitélio juncional, e inicio de uma perda de ligamento, perda de cemento e de tecido ósseo, a doença periodontal sempre vai iniciar no sulco gengival, e sempre vai vir originada de uma gengivite, mas às vezes a gengivite é muito rápida não da nem tempo para o paciente perceber que esta com alguma coisa, e essa área de co - destruição que é o ligamento de sustentação. Helinaldo Corrêa da Conceição 23 Quando o paciente estiver na presença de biofilme e doença periodontal e trauma de oclusão, a lesão óssea se da de forma obliqua ou angular, e também por perda de ligamento periodontal, com isso, o paciente apresentava logo mobilidade dental e radiograficamente era demostrada pelo espessamento do ligamento periodontal. Vocês virão pacientes com bastante osso, paciente com pouca profundidade de sondagem, mas com mobilidade esse paciente pode está sofrendo trauma de oclusão, por isso é importante observar na radiografia a espessura do ligamento Periodontal que quer dizer que aquele dente está com trauma. Então foi observado que o trauma não causa doença periodontal, o que causa a doença periodontal é a presença do biofilme. Trauma ortodôntico – se você pode fazer movimentação ortodôntica é graças ao periodonto, o trauma do tipo ortodôntico tem que ser leve, não pode ser um trauma muito forte porque você pode levar ao rompimento do ligamento Periodontal e vir a ter uma necrose do dente, tudo isso tem que levar em consideração, O trauma oclusal não pode induzir a alterações patológicas no tecido conjuntivo supra alveolar, e nem agravar uma lesão gengival associada ao biofilme, não pode levar a migração do epitélio juncional e nem a formação de bolsa periodontal. Características clínica do trauma oclusal Recessões que estão associadas a duas coisas, trauma oclusal e trauma de escovação, facetas de desgaste, a gente também encontra na oclusal. Lesão de abfração é quando o trauma oclusal é tão grande que vai fazendo microfraturas e forma tipo uma classe v, um degrau. Fatores associados ao trauma de oclusão • Bruxismo cêntrico (é quando a pessoa só aperta em uma determinada hora do sono) • Bruxismo excêntrico (acomete o paciente durante o dia e durante a noite) Isso leva a ter recessões, a ter mobilidade dentaria, o trauma pode ser uma coisa temporária, porque as vezes o dente esta com uma mobilidade considerável e não é o caso de extração, então tem que avaliar profundidade de sondagem, na radiografia o espessamento do lig. Periodontal, Características radiográficas • Aumento da espessura do ligamento periodontal • Defeitos ósseos angulares/oblíquos (bolsa infra-óssea) Obs: Radiografia pela técnica do paralelismo e com posicionador. Terapia associada – é a fusão das disciplinas que vocês estão tendo, Helinaldo Corrêa da Conceição 24 • Terapia inicial – que é a raspagem • Diagnostico – você que tipo de doença periodontal, que grau esta essa doença, quantos sítios tem essa doençaperiodontal, • Terapia cirúrgica quando necessário • Terapia de manutenção – que são as visitas que o paciente tem que fazer depois que vc termina a etapa toda. Ela pode variar muito de paciente para paciente, Trauma oclusal • Ajuste oclusal, • Placas Miorrelaxantes – nos casos de paciente que apertam os dentes dormindo • Tratamento Ortodôntico • Reabilitação Oral – às vezes o dente esta com trauma porque perdeu dente e estruiu o outro dente, As vezes a gente ver muita recessão em pré-molar, porque as vezes a lateralidade da interferência em um dente só, a protrusiva também, pacientes com a mordida aberta ele não libera os molares durante a mastigação, e só incide a força oclusal só dos molares, podendo ter recessões, furca aparecendo podendo levar acumulo de biofilme e aí ter as duas coisas associadas. O tratamento ortodôntico tem suas limitações, e depois do tratamento o paciente tem que fazer preenchimento de resina nos dentes, uso de plaquinhas. E também pode levar a exposição de quase todos os dentes pela escovação traumática. O que acontece com o trauma de oclusão que é a força coincidindo de maneira errada, vai acontecer microfraturas imperceptível no dente, e também microfraturas na tabua óssea. A placa miorrelaxante vai proteger os dentes, o paciente vai continuar rangendo os dentes, ela vai proteger de uma certa forma. Conclusão � O trauma oclusal não pode induzir à destruição periodontal. � Resulta em uma reabsorção óssea alveolar com mobilidade transitória ou permanente. � A terapia associada é fundamental para o sucesso do tratamento. � A mobilidade dentária deve ser sempre avaliada se há uma inter-relação da oclusão e periodontia. Então você tem que observar a quantidade de osso, porque as vezes tem mobilidade porque perdeu muito osso, se vocês encontrarem mobilidade com 50% de osso e um espessamento do ligamento periodontal, comprovadamente esse dente esta em trauma. (Aula IV) Inter-relação entre Periodontia e Endodontia Helinaldo Corrêa da Conceição 25 Relações entre doenças periodontais e pulpares Dor de origem endodôntica Dor espontânea aguda Se intensifica quando a inflamação se espalha para o ligamento periodontal para estrutura óssea. Dor de origem periodontal Dor crônica Suave ou moderada Surto agudo (abscesso periodontal) – dor pode ser severa Diagnóstico 1 Dor; 2 inchaço – edema; 3 sondagem periodontal; 4 mobilidade; 5 percussão; 6 testes pulpares, 7 térmicos e elétricos; 8 radiografia. Edema endodôntico Geralmente ocorre no fundo de saco e se espalho pelos planos faciais. Figura 5 (Peterson, 2009) Abscesso em fase aguda com ponto de drenagem extra bucal Edema periodontal A nível gengival Raramente se espalha acima da linha mucogengival Sem observar inchaço facial Sondagem – Cone de Guta Percha Ápice do dente – fístula de origem endodôntica Metade da raiz, furca ou outra porção do dente. Canal lateral – origem periodontal Helinaldo Corrêa da Conceição 26 Sondagem – sonda periodontal Mobilidade Dente isolado=> geralmente endodôntico. Mobilidade generalizada – provavelmente periodontal Testes Percussão Lateral – processos inflamatórios no periodonto lateral – pouco eficiente Percussão vertical - Processo inflamatório periodontal apical – É o mais eficiente Diferença de abscesso periodontal e periapical (periodontal há mais sensibilidade a horizontal, por conta de sua localização) Vertical – processos inflamatórios apicais Percussão vertical positiva Sugestiva de: Lesão nos tecidos periapicais Fase final da pulpite irreversível Palpação Pouco eficiente Exame explorador apenas Verificar calos ósseos Frio Polpa normal ou pulpite reversível – dor aguda e reversível assim que se remove o estímulo Polpa necrótica ou com pulpite irreversível – ausência de sintomatologia ou dor demorada Endo-ice Calor Dentes vitais respondem ao calor Dentes necrosados também podem reagir Radiografia Problemas periodontais e endodônticos podem ser semelhantes entre si Testes pulpares e de sondagem periodontais devem ser usados em conjunto com a radiografia. Não faz diagnóstico. É um exame complementar, feito depois de algum tipo de teste, deve-se ter opinião pré-formada e ele complementa. Helinaldo Corrêa da Conceição 27 Existem casos que a radiografia apresenta característica de um único tipo de lesão (por exemplo, abscesso crônico – lesão enorme no ápice dental, sendo óbvio que o paciente tem uma lesão periapical). Não evidencia alterações pulpares Formação de fístula Fístula é a via natural que permite que o exsudato inflamatório escape mostrando a presença do problema apical crônico ou periodontite lateral. Fistulação do ligamento periodontal Fistulação extra óssea. Canais colaterais Classificação 1 – Lesão endodôntica primária É aquela que se manifesta na polpa necrótica com periodontite apical óssea e drenagem por fístula Ponto de drenagem intra- bucal – abscesso odontogênico Diagnóstico Teste de vitalidade pulpar (endo – ice) Sondagem do sulco gengival Elétrico Tratamento Terapia convencional ou conservadora do canal radicular Múltiplas consultas Helinaldo Corrêa da Conceição 28 Reavaliação e instrumentação do canal radicular Obturação 2 – Lesão endodôntica primária com envolvimento periodontal secundário Figura7 (Caminhos da polpa, 2012) Testes Vitalidade pulpar negativo Sem resposta para testes elétricos, térmicos ou de cavidades. Sondagem da fístula Tratamento Endodontia boa e conservadora Terapia periodontal Alisamento radicular não deve ser realizado antes do tratamento endodôntico 3 – Lesão periodontal primária Periodontal – outros dentes bordas mais larga na margem gengival. Estende-se até o ápice da raiz Dor mínima e inexistente São feitos sondagens periodontais Testes pulpares elétricos e térmicos mais ou menos Tratamento Terapia periodontal 4 – Lesão periodontal primária com envolvimento endodôntico secundário Helinaldo Corrêa da Conceição 29 Figura 8 (Caminhos da polpa, 2012) Envolvimento periodontal chegando ao ápice do dente = infecção pulpar = forte dor Sondagem positiva, teste de vitalidade às vezes confusa. Polpa necrótica sem resposta de testes de vitalidade Tratamento Terapia conservadora do canal radicular Terapia periodontal Prognóstico Depende da terapia Diagnóstico endodôntico é obtido apenas em ambiente fechado e protegido. 5 – Lesões combinadas verdadeiras Figura 9 (Caminhos da polpa, 2012) Helinaldo Corrêa da Conceição 30 Pulpar � Lesão � Periodontal Abscesso Os abscessos odontogênicos abrangem um grande grupo de infecções agudas que se originam do dente e/ou do periodonto. Tais abscessos estão associados a uma gama de sintomas, incluindo uma infecção purulenta localizada no tecido periodontal, que causa dor e tumefação. (Lindhe, 2010) Classificação Uma classificação proposta por Meng (1999) inclui: 1. Abscesso gengival=> Em sítios sadios, causado por impactação de corpo estranho. 2. Abscesso Periodontal (agudo ou crônico)=> Relacionado a bolsa periodontal. 3. Abscesso Pericoronário=> Em dentes não completamente erupcionados Exercícios concurso 1) O que é espaço biológico? Descreva ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________________________________ 2) Diferencie sulco gengival clinico e sulco gengival histológico. ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________ 3) Descreva a técnica de retalho de Widman modificado. ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________ 4) O que ocorre quando há invasão do espaço biológico? Helinaldo Corrêa da Conceição 31 ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________ 5) A classificação de Miller (1985) para recessão gengival é de acordo com o tipo de defeito. Quais dessas classes de classificação tem melhor previsibilidade de recobrimento radicular? Justifique. ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________ 6) A previsibilidade das técnicas de cirurgia plástica estão relacionadas a que fatores? ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________ 7) Quais as indicações da cirurgia plástica periodontal? ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________ 8) Enumere quatro indicações da cirurgia de aumento de coroa clínica. � Cáries subgengivais � Elementos dentários com invasão do espaço periodontal � Fraturas � Perfurações subgengivais � Reabsorção radicular � Dentes curtos devido à erupção parcial da coroa anatômica � Exigência protética, ortodôntica, estética, endodôntica 9) Quais os critérios para a escolha de uma membrana para a cirurgia de RTG? ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ Helinaldo Corrêa da Conceição 32 ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ 10) Quais os procedimentos cirúrgicos para aumento de coroa clínica? � Gengivectomia => é uma cirurgia que trabalha em áreas em que já há uma perda óssea e que essa perda óssea será supra (supra óssea) e deve haver uma média de bolsas da mesma medida, porque não se mexe em estrutura óssea, apenas remove-se a reação de granulação e recompõe-se novamente esse tecido; e, removido o tecido de granulação, o tecido irá se reposicionar de uma maneira mais apical. � Gengivoplastia => É indicada quando há uma estrutura óssea normal, havendo apenas excesso de tecido mole. 11) (Apucarana, 2014) Mulher, 31 anos de idade, ao exame clínico, apresentou extensa cárie e bolsa periodontal de 10 mm na distal do dente 25. Respondeu negativamente ao teste de vitalidade, porém relata dor nesse dente. No exame radiográfico, verificou-se perda óssea da crista ao ápice e do ápice à crista. Com relação ao diagnóstico e ao tratamento desse caso clínico, assinale a alternativa correta. a) Lesão endodôntica e periodontal combinadas, sendo indicado o tratamento periodontal primeiro e, na sequência, o tratamento endodôntico. b) Lesão endodôntica e periodontal combinadas, sendo indicado o tratamento endodôntico primeiro; observar o resultado dessa terapia e instituir a terapia periodontal depois. c) Lesão endodôntica, sendo indicado tratamento endodôntico. d) Lesão periodontal, sendo indicado tratamento periodontal. e) Lesão periodontal, sendo indicado tratamento periodontal e endodôntico. 12) (Apucarana, 2014) Quanto ao periodonto de sustentação, assinale a alternativa correta. a) O grupo de fibras principais do ligamento periodontal denominado oblíquo previne a extrusão do dente e oferece resistência aos movimentos laterais do elemento dental. b) O periodonto de sustentação é composto pela gengiva, cemento radicular, ligamento periodontal e osso alveolar. c) O cemento é um tecido mesenquimal calcificado e vascularizado que forma a camada mais externa da raiz anatômica. d) O cemento radicular desempenha diferentes funções: insere as fibras do ligamento periodontal na raiz e contribui para o processo de reparo após danos à superfície radicular. e) O cemento celular é o primeiro a ser formado e recobre o terço cervical, ou aproximadamente metade da raiz. As fibras de Sharpey constituem a maior parte desse cemento. 13) (Apucarana, 2014) Paciente, sexo feminino, 40 anos, compareceu ao pronto-socorro odontológico com febre, mau hálito e linfadenopatia. Ao exame clínico, observou-se necrose e ulceração da porção coronal da papila interdental e da margem gengival, com uma gengiva marginal de coloração vermelho-brilhante, dolorosa, que sangrava facilmente. Ao exame radiográfico, foram observadas profundas crateras ósseas interproximais. Em relação ao diagnóstico desse caso clínico, assinale a alternativa correta. Helinaldo Corrêa da Conceição 33 a) Gengivite ulcerativa necrosante. b) Granulomatose de Wegener. c) Línquen plano. d) Penfigoide bolhoso. e) Peridontite ulcerativa necrosante. 14) (Apucarana, 2014) Paciente, sexo masculino, 65 anos de idade, apresentou no exame clínico periodontal margem gengival do dente 33 localizada apicalmente à junção amelocementária, com profundidade de sondagem de 4 mm e perda de inserção de 7 mm. Assinale a alternativa que apresenta, corretamente, a medida da recessão desse caso clínico. a) 02 mm b) 03 mm c) 07 mm d) 08 mm e) 12 mm 15) (Apucarana, 2014) Os procedimentos cirúrgicos de aumento de coroa são executados para fornecer uma forma de retenção a fim de permitir um preparo dentário apropriado, procedimentos de moldagem e posicionamento das margens restauradoras e para ajustar os níveis gengivais visando à estética. É importante que a cirurgia de aumento de coroa seja feita de maneira que o espaço biológico seja preservado. Sobre esse tema, assinale a alternativa correta. a) A redução do tecido mole, isoladamente, é indicada se houver quantidade de gengiva inserida adequada e com mais de 3 mm de tecido coronal à crista óssea. b) Em casos de cárie ou fratura dentária, para assegurar o posicionamento da margem em uma estrutura dentária sadia e uma forma de retenção, a cirurgia deve fornecer pelo menos 1 mm de extensão apical da cárie ou fratura até a crista óssea. c) O aumento cirúrgico de coroa está indicado quando a cárie ou fratura profunda requeira uma remoção excessiva de osso. d) O espaço biológico é definido como dimensãobiológica do epitélio juncional e das fibras do ligamento periodontal. e) Uma quantidade de gengiva inserida inadequada e com menos de 3 mm de tecido mole entre o osso e a margem gengival requer um procedimento a retalho sem um recontorno ósseo. 16) (Apucarana, 2014) Alguns parâmetros são importantes para o exame de pacientes com doenças periodontais. Em relação a esses parâmetros, assinale a alternativa correta. a) A recessão gengival é a distância da margem gengival até a base da bolsa periodontal. b) A profundidade biológica da bolsa é a distância entre a margem gengival e a extremidade apical do epitélio juncional. c) Quando a margem gengival está localizada apicalmente à junção amelocementária, a perda de inserção é maior que a profundidade da bolsa e, por essa razão, a distância entre a junção amelocementária e a margem gengival deve ser somada à profundidade da bolsa. d) O aumento na mobilidade dentária pode ser classificado, de acordo com Miller (1950), em grau 1, quando ocorre aumento visível da mobilidade da coroa excedendo 1 mm na direção horizontal. Helinaldo Corrêa da Conceição 34 e) O tamanho da gengiva inserida frequentemente corresponde ao tamanho da gengiva queratinizada. 17) (Apucarana, 2014) Durante os estágios de cicatrização da bolsa periodontal, a área é invadida por células de quatro origens diferentes: epitélio oral, tecido conjuntivo gengival, osso e ligamento periodontal. O resultado final da cicatrização da bolsa periodontal depende da sequência de eventos durante os estágios de reparo. Sobre a cicatrização da bolsa periodontal, considere as afirmativas a seguir. I. Se as células ósseas chegarem primeiro, a formação de cemento pode ocorrer. II. Se as células do tecido conjuntivo gengival forem as primeiras a povoar a área, o resultado será fibras paralelas à superfície do dente e remodelamento do osso alveolar sem inserção ao cemento. III. Se o epitélio proliferar ao longo da superfície radicular da raiz antes de outros tecidos alcançarem a área, o resultado será um epitélio juncional longo. IV. Quando somente as células do tecido do ligamento periodontal proliferarem coronalmente, há nova formação de cemento e de ligamento periodontal. Assinale a alternativa correta. a) Somente as afirmativas I e II são corretas. b) Somente as afirmativas I e IV são corretas. c) Somente as afirmativas III e IV são corretas. d) Somente as afirmativas I, II e III são corretas. e) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas. 18) (Apucarana, 2014) O aumento do tamanho da gengiva é uma característica comum das doenças gengivais. A terminologia atualmente aceita para essa situação clínica é aumento gengival ou crescimento gengival. Em relação ao aumento gengival, atribua V (verdadeiro) ou F (falso) às afirmativas a seguir. ( ) A gengivite e o aumento gengival são frequentemente observados em respiradores bucais. ( ) Na gestação, o aumento gengival pode ocorrer devido a mudanças hormonais que induzem maior reposta inflamatória à placa dentária, porém o aumento gengival pode ser prevenido pela remoção de cálculo e placa e pela instituição de higiene oral ostensiva. ( ) O abscesso gengival é um aumento inflamatório agudo causado por bactérias transportadas para o interior dos tecidos, quando uma substância estranha é incrustada forçosamente na gengiva com envolvimento dos tecidos periodontais de suporte. ( ) O aumento gengival medicamentoso é uma consequência bem conhecida da administração de alguns antibióticos. ( ) O aumento gengival tumoral, denominado tumor gravídico, não é uma neoplasia. É uma resposta inflamatória à placa bacteriana, sendo modificado pela condição da paciente. Assinale a alternativa que contém, de cima para baixo, a sequência correta. a) V, V, F, F, V. b) V, F, V, V, F. c) V, F, F, V, F. d) F, V, F, F, V. e) F, F, V, V, V. Helinaldo Corrêa da Conceição 35 19) (Apucarana, 2014) O abscesso periodontal é um acúmulo de pus intimamente localizado na parede gengival da bolsa periodontal. Com relação a esse tema, atribua V (verdadeiro) ou F (falso) às afirmativas a seguir. ( ) Em alguns pacientes, a ocorrência do abscesso periodontal pode estar associada a elevação da temperatura corporal, mal-estar e linfadenopatia regional. ( ) O diagnóstico do abscesso periodontal é determinado pela queixa principal do paciente. ( ) O exame radiográfico revela tecido ósseo interdental normal e sem perda óssea. ( ) O sintoma mais evidente do abscesso periodontal é a presença de uma elevação ovoide ao longo da parte lateral da raiz. ( ) Os sinais clínicos geralmente incluem dor, fragilidade da gengiva, tumefação e sensibilidade à percussão do dente afetado. Assinale a alternativa que contém, de cima para baixo, a sequência correta. a) V, V, F, F, F. b) V, F, V, V, F. c) V, F, F, V, V. d) F, V, V, F, V. e) F, F, V, V, F. 20) ( Anápolis- 2011) São alguns dos principais sintomas do diabete: a) polidipsia e poliúria. b) ganho de peso e gastrite. c) extremidades azuladas e diminuição doapetite. d) aumento do volume labial e da língua. e) aumento do fluxo salivar e do tártaro bucal. 21) ( Anápolis- 2011) O periodonto compreende os seguintes tecidos: a) gengiva, ligamento periodontal, cemento radicular e osso alveolar. b) gengiva inserida, ligamento periodontal, mucosa alveolar e osso alveolar. c) gengiva livre, ligamento periodontal, mucosa alveolar e cemento radicular. d) gengiva, restos epiteliais de malassez, mucosa alveolar e dentina radicular. e) papila dentária, folículo dentário e epitélio dentário. 22) ( Anápolis- 2011) O epitélio oral é um tecido do tipo: a) cuboide e não ceratinizado. b) pavimentoso, estratificado e ceratinizado. c) pavimentoso, cuboide e ceratinizado. d) estriado, pavimentoso e não ceratinizado. e) liso e cuboide. Helinaldo Corrêa da Conceição 36 23) (Caipimes – 2014) Em relação às lesões endo-perio verdadeiras, o prognóstico mais desfavorável ocorre quando: a) o dente está necrosado. b) houver imagem radiográfica de lesão apical. c) a lesão destruiu o periodonto de proteção. d) houver um canal lateral. 24) (Caipimes – 2014) O periodonto é formado pelos seguintes componentes: a) processo alveolar, fibra ligamentar e osso alveolar. b) esmalte, dentina e cemento. c) ligamento periodontal, osso alveolar, gengiva e periósteo. d) ligamento periodontal, dentina, osso alveolar e gengiva. 25) (Ceará - 2014) Pessoas portadoras do HIV podem apresentar condições bucais definidas como preditores da progressão para AIDS. Essas condições são (a) a leucoplasia pilosa oral e a candidose bucal. (b) o sarcoma de kaposi e o eritema linear. (c) o sarcoma de kaposi e a perda óssea horizontal. (d) a hipossalivação e a leucoplasia pilosa oral. (e) o herpes zoster e a candidose bucal. 26) (Ceará - 2014) Um abscesso periapical crônico pode ser confundido com uma periodontite apical assintomática. São características de um abscesso periapical crônico EXCETO: (a) ausência de resposta aos testes de vitalidade pulpar. (b) radiolucidez apical. (c) sensibilidade à mastigação sempre presente. (d) relato de sensibilidade diferente à percussão. (e) drenagem intermitente através de uma fístula associada. GABARITO: 1- DC ; 2- DC ; 3- DC ;4- DC ;5- DC ;6- DC ;7- DC ;8- DC ;9- DC ; 10- DC ; 11-B; 12-D; 13-E; 14-B; 15-A; 16-C; 17-E; 18-A; 19-C; 20- A; 21-A; 22-B; 23- C; 24-C; 25-A, 26 –C. Obs. DC= Questões Discursivas Helinaldo Corrêa da Conceição 37 PARTE B (Aula V) Princípios da Cirurgia Periodontal O tratamento cirúrgico é uma continuação do que está sendo feito na clinica, tratamento básico porque não adianta ter uma boa cirurgia se o paciente não foi orientado, se ele não modificou hábitos, se ele nãocolabora. Então, como é que você vai trabalhar em um paciente, preservando o periodonto, criando condições para restaurações, uso de prótese, ortodontia ou outra coisa se ele não escova? Se ele não mantem o periodonto numa condição saudável? A gente viu que o periodonto é fundamental para manter o dente, é ele o responsável por isso! Então, quando se vai para a cirurgia, depois que o paciente passa pelo tratamento não cirúrgico, eu vou reavaliar esse paciente, quando eu reavalio tenho que ver se paciente não está conseguindo higienizar, continua tendo inflamação se tem excesso de tecido ou aquela restauração está prejudicando e ele não tá conseguindo eliminar o biofilme, o quê que eu tenho que fazer? Na reavaliação eu tenho que ver a deficiência do paciente, a condição que está esse periodonto, para quê? Para eu levar uma das indicações da cirurgia para eu criar acesso para melhorar a raspagem, para eu restabelecer aquela anatomia normal para o paciente ter condição de controlar esse biofilme, e regenerar a inserção periodontal como um todo para que eu possa dar condições de manter uma área saudável. Então quando eu vou fazer isso? Quando é feito tudo do tratamento básico- que você orientou, fez raspagem, que você deu condições para o paciente se restabelecer pra ele ter condição de higienizar, aquelas restaurações que estão com sobre contorno vocês vão aliviar aquela restauração pra poder fazer a raspagem e pro periodonto se restabelecer e depois é feito a restauração! Como é que eu vou fazer um provisório (isso acontece muito) As pessoas quando vão fazer o provisório ela já mudou muito, e têm muito que mudar, elas acham que é feito o provisório de qualquer jeito, porque se eu fizer o provisório muito bonitinho o paciente não volta, se ele não voltar o problema é dele! Mas o provisório tem que ser o reflexo pro paciente e pra você de como vai ficar a restauração de porcelana porque você tem que fazer uma boa adaptação pra dar condição de ele higienizar, se não isso aqui vai acumular resto de alimento, e o que vai acontecer se você dá uma prótese sem condição de higienizar? Vai inflamar o tecido gengival o tempo todo e criar uma inflamação crônica e vai ocorrer reabsorção óssea e com carie subgengival. Então tem que deixar condição pro paciente higienizar e tem que ser bem adaptado pra não irritar o tecido e o tecido ficar soldado aqui. Além do provisório você vai ver o tamanho do dente, se aquele formato do dente tá bom, se aquela cor tá boa, paciente também já vai começando ver a parte que interessa a estética, primeiro que você tem Helinaldo Corrêa da Conceição 38 que informar! Às vezes o paciente chega e diz: “ahh porque que tá um espaço maior? Porque eu não quero ter esse espaço!” Resposta: o espaço precisa ficar pra você ter condição de higienizar! Porque uma das queixas principais de pacientes que usam PF é justamente essa: “- ahh, mas depois que passei a usar prótese eu comecei a ter mal hálito, a minha gengiva começou a inflamar”. Aí você pega aqui ou um passa fio ou escova interdental e você não consegue passar porque não ficou espaço pra isso! Gente é logico que vai inflamar, porque vai ter acúmulo de alimento ali! Vai ser horrível, vai dar mal hálito? Vai. Vai dar mal hálito, DP e vai dar cárie. Então você precisa restabelecer e se não tá legal a escovação e hora de chegar e falar pro paciente, porque o responsável da placa sub é dele! Se não qualquer tratamento que você fizer não vai dar certo gente! Não é porque a periodontia é chata, é porque acumula placa ali, vai informar aquela bactéria, vai dar cárie, DP e aí ele vai chegar pra você e vai dizer que a culpa é sua! Por isso quando for pegar na literatura, tudo e qualquer mandamento vão tá lá: PACIENTE NÃO COLABORADOR CONTRA-INDICAÇAO PRA QUALQUER COISA! Finalidade: contribuir para a preservação do periodonto a longo prazo, facilitando a remoção e o controle do biofilme bacteriano. Objetivo: � Criar acesso para a raspagem e alisamento radicular � Estabelecer uma nova morfologia gengival � Regeneração da inserção periodontal Plano de tratamento: após terapia associada à causa- � Informação ao paciente- dieta, orientação de higiene oral � Raspagem e alisamento radicular � Remoção de fatores de retenção do biofilme Objetivos do tratamento não cirúrgico: (é justamente eliminar biofilme, placa sub e supragengival, diminuir ou eliminar Bolsa periodontal, ou seja, eliminar bolsa de bactérias, e consequentemente remover as partes retentivas pra dar condição pro periodonto se regenerar) quantos de vocês já viram na clinica que só de raspar e ainda nem totalizado a raspagem, que de uma semana pra outra já tem diferença de tecido? De um paciente de certo colega da classe (RENAM) a prof mandou tirar o máximo de supra porque não tinha nem condição de fazer a sondagem, então no retorno o tecido estava totalmente diferente! Então se vê que o periodonto tem alta capacidade de regenerar-se, é um dos tecidos de nosso corpo que tem essa grande capacidade, Helinaldo Corrêa da Conceição 39 talvez seja o que mais tenha mas eu tenho que remover o fator etiológico porque se não remover não vai ter jeito. � Remover depósitos supra e subgengival � Bolsas patológicas (sangramento à sondagem periodontal) � Ausência: aberrações da morfologia gengival � Partes retentivas do biofilme Dificuldade: acesso para o controle do biofilme, debridamento adequado da bolsa periodontal. Indicações para a cirurgia: então quando eu vou intervir? Então vocês vão ver o perfil do paciente aqui. Paciente melhorou a escovação? Não! Vou continuar raspando e se não escovar ela não vai ficar legal. E como você deve falar o português- de uma maneira simples e direta: isso que você tem aqui é bactéria, isso que você tem aqui é como se fosse um lixinho, é bactéria é resto de alimento, esse lixinho que tá aqui não vai ficar só aí, ele vai para o organismo e vai dá problema no coração, no pulmão. Eu to mentindo? Não tô, a base da DP não vai ficar só na cavidade bucal. E o paciente diz isso: ahh não quero nada disso, ah não vou, não quero tratar!! Então tchau e você reza pro paciente não te aparecer mais na tua frente. Porque quanto mais você oferece de tratamento pro paciente, e pacientes que precisam de bom controle de biofilme mais dor de cabeça você vai ter! Então quando eu indico a cirurgia, houve esse acesso pela própria sequela da DP com a profundidade de bolsa, ou tem excesso de tecido gengival, o paciente ficou com sulco profundo e não tá tendo uma boa higienização é a hora de eu reposicionar tecido pra criar uma nova morfologia dentogengival que ele perdeu aquela original dele (que ele nasceu). Eu tentar devolver aquela anatomia pros tecidos se adaptarem e diminuir bolsa, diminuir sulco e ele favorecer o controle do biofilme pra ele evitar doença, por quê? Raspou e paciente não melhorou significa que continua a doença lá e aí eu tenho que intervir! Paciente ficou com DP, perdeu osso horizontal, tem sulco profundo, não tem problema se o paciente manter uma boa higienização ali, agora se ele não conseguir manter é hora de você intervir cirurgicamente pra criar uma nova condição anatomogengival pra restabelecer isso. Tem bolsa, será que eu vou eliminar essa bolsa manual? Melhor. Quanto mais eu eliminar bolsa, dependendo da perda que ele tem, melhor, eu elimino o nicho de bactérias. Permanência de bolsa significa grande chance de recidiva da doença se o paciente não for um paciente que mude seus hábitos. � Acesso para raspagem e alisamento radicular � Estabelecimento para uma morfologia adequado para o controle do biofilme Helinaldo Corrêa da Conceição 40 � Redução da PS � Correções de aberrações gengivais � Alterações da margem gengival � Facilitar a terapia restauradora Escolha da técnica cirúrgica: tipos decirurgia eu tenho na periodontia uma infinidade, vocês vão ver as cirurgias básicas da periodontia. E hoje a gente adapta vários tipos de cirurgia pra uma só situação, pra tentar melhorar do ponto de vista não só funcional mas esteticamente para o paciente. Vocês sabem que a DP é sequelante, então quanto mais tempo o paciente tem a doença mais significa que ele vai perder osso, ele vai ficar com perda de suporte e ele vai ficar com defeito estético mais grave mais difícil de recuperar. Então quantas cirurgias tem que ter pra qualquer tratamento que seja, qualquer procedimento que você faça tem que ter um objetivo- o quê que eu quero disso? � Inativação da bolsa (é possível inativar essa bolsa?) � Regeneração (é preciso regenerar toda essa perda óssea que houve pra garantir a longevidade desse dente?) � Eliminação da bolsa (eu posso eliminar totalmente essa bolsa porque o defeito é pequeno e numa área que eu vou conseguir elimina essa bolsa ou não?) � Nova inserção epitelial conjuntiva (eu vou ter que tipo de tecido nessa nova inserção? Só de epitélio? Só de conjuntivo? eu vou conseguir restaurar todo esse aparato de sustentação osso- ligamento-cemento?). Então eu tenho que ver a situação do paciente e aquilo que eu posso oferecer que vai dá resultado e tratamento pra ele, é dependendo da situação, não existe pó de plim-plim-plim e nem varinha magica! Um tratamento para o paciente tem que ser de acordo com a situação dele biológica e de colaboração. Nem sempre da pra fazer uma regeneração, “ah, mas no meu amigo você fez isso!” “eu vim aqui porque você fez isso no meu amigo e eu quero igualzinho” isso vai acontecer muito em termos de estética de restaurações, só que “a sua situação é essa, do seu amigo é aquela então o que pode acontecer no senhor não vai ser a mesma coisa que aconteceu com seu amigo!”. É engraçado porque as pessoas chegam no seu consultório com uma foto de artista querendo ficar igualzinho mas não vai ficar! As vezes ele chega com a foto dele quando tinha 18 anos e diz “quero desse jeito” mas não dá mais, porque você não é mais a mesma coisa, é diferente, você também tem uma estética que é cronológica e você tem que adaptar! O quê que é estética? R=É aquilo que eu não consigo perceber! Helinaldo Corrêa da Conceição 41 Cirurgia periodontal: � Excisão do tecido gengival (até a década de 70 era isso que era baseado a cirurgia periodontal, tinha sulco profundo então elimina tudo que é pra ficar com o sulco raso, era filosofia antiga. Hoje não, se o paciente conseguir manter ele pode ficar com o sulco lá, porque excisar tecido mais sequelante fica. Então se eu posso manter aquele tecido e devolver saúde, melhor!) � Tratamento das deformidades ósseas. (eu vou ter alterações, sequelas no meu nível ósseo então eu vou fazer ressecção de dente pra aproveitar dente, separar dentes multirradiculares?) � Ressecção, recontorno ósseo (eu vou fazer só pra devolver a estética pra devolver recontorno gengival?),ou regeneração (que é a melhor técnica, da qual eu vou conseguir formar osso-cemento-ligamento tudo outra vez) � Preservar gengiva inserida (tenho pouca quantidade e eu tenho que preservar? eu tenho que aumentar gengiva inserida? eu tenho que ganhar gengiva inserida?) � Aumentar profundidade de vestíbulo (vestíbulo raso se eu tenho que aumentar pra dá condição de higienização, algum tipo de reabilitação) � Recobrimento radicular (recobrir raízes que tem recessão?) Então eu tenho que ver o foco daquilo que eu quero pra aquela área pra dar opção pra cirurgia que eu vou fazer Contra-indicação para cirurgia periodontal: dentro da odontologia ela é muito relativa, e também cirurgia dentro da odonto ela é eletiva, lembra, As vezes eu nem vou fazer o procedimento, eu faço procedimento de urgência pra evitar que o paciente vá a óbito, eu faço uma drenagem onde tem um abscesso que esta fechando as vias aéreas mas eu não vou operar, não vou extrair aquele dente naquele momento, eu vou regredir a infecção. Então o quê que eu tenho que fazer? Fazer anamnese, observar o paciente pra vê se ele tem alguma indicação pro procedimento. � Cooperação do paciente � Doença cardiovascular- hipertensão arterial, angina do peito, infarto do miocárdio, tratamento com anticoagulante, endocardite reumática, transplante de órgão. (em relação aos pacientes que tem problemas cardíacos o risco é relativo, depende, eu não posso operar um paciente que tenha enfartado, tenha uma angina ou tenha tido um AVC em menos de 6 meses porque ele estará tomando medicação e estará refazendo mas depois que o paciente for ao cardiologista, passa essa fase e o paciente receber o aval do cardiologista- é porque tá com PA controlada, porque a medicação que esta tomando geralmente as pessoas que tem uma cardiopatia toma pro resto da vida pode ser suspenso naquele momento pra poder ser executado a cirurgia e isso vai depender de uma Helinaldo Corrêa da Conceição 42 comunicação com o medico. Você tem que saber o quê que o paciente tem pra deixar de controlar e fazer a intervenção! � A mesma coisa é a diabetes. O diabético vai ao posto e “ahh, não posso fazer nada” não gente, não é isso! Se o paciente tiver diabetes você tem que fazer! A gravida se ela tiver dentro de uma gravidez normal e tiver um procedimento de urgência é muito melhor eu dá uma dose de adrenalina nela que é mínima de um tubete que ela ficar liberando adrenalina endógena por uma dor e tendo uma infecção, que a bactéria vai para a criança que vai muito normal que atender uma gravida e tirar a dor e infecção dela � Discrasias sanguíneas Anemias distúrbios hormonais → diabetes, função adrenal. Linfogranulomatose Leucemias agudas Agranulocitose. A questão que a gente não observa muito e que deve ter no prontuário: a anemia. A maioria das mulheres ate mesmo porque tem o ciclo menstrual e a questão da alteração do componente do sangue é muito maior que no homem, então se a mulher não tiver uma boa qualidade alimentar geralmente uma anemia pequena ela tem! Então a gente pensa que é uma anemia já significante vai ser complicação para o meu pós-operatório! Ou como eu posso me cercar de exames pré- operatórios pra saber a situação. Tem problema com diabetes, O diabetes controlado se faz tudo! Diabetes não controlados aí não podem fazer porque o risco de infecção é muito grande. A mesma coisa são problemas renais – paciente renal tomam determinadas medicações e uma delas é Heparina (não sei se é assim que escreve), então paciente tem que suspender a heparina e tem que ter a liberação do medico pra fazer o procedimento ate de uma simples extração se não ele tem um quadro de hemorragia grave! Então quê que eu tenho que fazer? Anamnese, solicitar exames para o paciente e tem que perguntar de novo na anamnese de uma forma séria pro paciente falar ou suspeitar de alguma coisa solicitar exame, paciente não quer fazer então sinto muito, pois é melhor se livrar de problemas. É logico se eu tiver Discrasias sanguíneas ou presença de anemia muito séria aí eu não devo fazer ou se paciente tiver um problema crônico de alguma Discrasias sanguíneas ele tem que ser liberado pelo hematologista porque tem certos procedimentos que você vai dá pra fazer Helinaldo Corrêa da Conceição 43 na cadeira normal de dentista e outros ele vai ser feito internado o paciente porque se ele precisar de alguma coisa tipo plasma, transfusão na hora! � Distúrbios neurológicos → esclerose múltipla, doença de Parkinson. ↓ Epilepsia A doença de Parkinson, a esclerose múltipla é logico que no estado avançado é impossível você atender esses pacientes pela própria situação que eles estão, mas antes disso você tem que observar: ele vai ter condições de procedimento odontológico que não combina com coisa rápida,ele vai ficar uma a duas horas e o paciente vai ter condição de aguentar tudo isso ou não? Mas vai ter situações que vão! Mesma coisa é pacientes epilépticos, tá com a medicação? Tá! Tá controlado tudo bem! Agora tem uma crise porque fica estressado, nervoso, na cadeira do dentista vai dar complicações ate mesmo porque ele pode cair se machucar e aí vai ser complicações pra você! � Distúrbio respiratório Paciente tem enfisema, tem problema crônico é diferente, então dependendo da situação do paciente eu atendo levo para uma cirurgia ou não, faço um procedimento mais invasivo ou não, sempre deve vir acompanhado de um relatório do medico que deve inclusive ser anexado na ficha dele, qualquer complicação “ahh infelizmente aconteceu alguma coisa nele” o quê que vai aparecer? Você não vai ter problemas porque você não negligenciou informações de tratamento para o paciente. É diferente de você não ter feito nada, aconteceu alguma coisa com ela aí ela vai dizer “não, ele não me perguntou”, agora se eu tiver uma anamnese com o termo assinado e se ela ocultou alguma coisa o problema é dela! Não fui eu que foi negligente! Foi ela que não seguiu o procedimento que deviam ser preenchidos com informação. � Distúrbios regenerativos: CA, AIDS. . Dependendo da situação desse paciente ele vai fazer os procedimentos de urgência ou faz um tratamento normal. Aqui no paciente com CA você tem que ver a questão em relação a cor da gengiva , se ele pegou alguma coisa na região de cabeça e pescoço você tem que ter cuidado, se ele fez quimioterapia ou radioterapia é diferente, porque a radioterapia tem um efeito a médio e longo prazo de efeito nos tecidos muito mais danoso que a quimioterapia e pode levar a uma osteonecrose. Então tem que ver a condição que ele tá, vendo o que ele fez, a radio que inclusive impede de fazer uma simples exodontia se não ele tem uma osteonecrose e aí a complicação é seria! � Tabagismo � Álcool Helinaldo Corrêa da Conceição 44 � Drogas Uma das situações mais graves é aqui (tabagismo, álcool e drogas) e isso nós não somos bons samaritanos e isso tá direto aí e não é pouca gente consumindo não! Isso tem problema? Tem gente! Porque se o paciente cheirou alguma coisa na noite anterior e eu vou dá um procedimento de uma raspagem e um anestésico ele pode ter uma overdose e ele vai ter uma parada cardíaca na hora! Se ele é um paciente, que hoje as pessoas bebem e não é pouco, de 1º de janeiro a 31 de dezembro, todo dia e é social o negocio pode pegar também! Como eu posso fazer isso? Pede um exame antes. Paciente relatou ““ah eu bebo” “ ah, tá” ou ele falou uma vez então tá, e você diz “em tal dia eu vou fazer um procedimento que eu vou ter que anestesiar você, então é o seguinte (português claro gente) “ah cheirei ontem à noite” então tchau não vou fazer o procedimento!”. Outra situação é o tabagismo, a gente sabe que a cicatrização é alterada, que a capacidade de defesa do tabagista é alterada e quando a gente faz cirurgia periodontal, principalmente alguns tipos de cirurgia de enxerto, se o paciente pelo menos não fumar nas primeiras 72 horas depois da cirurgia, um dia antes, melhor, porque se não o quê que vai acontecer? Corre o risco de ter uma necrose imenso. Ah então foi orientado, conscientizou, ele sabe o risco, ele tem um risco a mais de uma pessoa que não fuma pra não dá certo o procedimento e ele tem que ficar consciente disso. Exames laboratoriais complementares- isso aí ajuda bastante porque eu não sei com é que estou, meu exame deu 3 meses agora vou ter que repetir, a 3 meses passados estava tudo oh agora não sei. A validade do hemograma é somente de 3 meses. � Orienta para conduta clinica, cirúrgica e terapêutica. � Importante: tratamento de infecções, avaliação e repercussão no estado de saúde geral do paciente. Se paciente apresentar alguma alteração o quê que eu tenho que fazer? Tenho que mandar o Paciente para o medico ou para um especialista dependendo do que for para ele tratar, tratou ele volta sem problema nenhum. Nós somos profissionais de saúde e numa observação de exames básicos você pode detectar uma alteração. Paciente relatou na anamnese não ter nenhum problema sistêmico então você vai pedir: Tipos de exame: � Hemograma completo: eritrograma, leucograma, plaquetograma. � Coagulograma � Dosagem de glicose Helinaldo Corrêa da Conceição 45 Quando paciente vai para cirurgia tempo de coagulamento e dependendo da idade risco cirúrgico. Hipertensos tem um risco de vida por causa da PA alta o cardiologista vai te liberar depois Anestesia na cirurgia periodontal: Não existe um anestésico para tudo! Temos que ter vários tipos no consultório, uma lidocaína a 2% vem dada ela funciona pra muita coisa, tem que ter um com vaso como é que você vai fazer uma cirurgia com um anestesico com um silencio anestésico, é dependendo do tipo de cirurgia que você vai fazer, é diferente quando você faz uma dentística, uma endo de eu fazer uma cirurgia de 3 molar de um implanto ou de uma buco. Então eu não posso usar o mesmo anestésico para varias coisas ou dependendo da situação do paciente � Lidocaína a 2% -um bom anestésico, excelente, e eu tenho que observar com vaso ou sem vaso, e dependendo do que eu vou fazer geralmente é com vaso, se eu fizer uma cirurgia sem vasoconstrição é a morte. Diminuição de sangramento com silencio maior é muito melhor que eu ficar o tempo todo com a imagem de terror pro paciente é a carpule passando na frente dele, porque cada passada de carpule na frente dele a adrenalina endógena dele vai lá em cima, é muito pior. Melhor eu anestesiar usando um anestésico numa técnica bem feita que eu possa com uma Mepivacaína fazer uma cirurgia quando eu anestesio bem, porque qual é a grande falha do anestésico? Não Conhecer os pontos anatômicos e na técnica errar por não fazer os pontos anatômicos corretos. Então dependendo da condição do meu tecido se eu estou com um paciente de problema agudo eu tenho que fazer um bloqueio por que o pH vai tá mais acido, então a lipossolubilidade vai ser menor e o silencio anestésico vai ser menor. Se eu � Prilocaína � Bupivacaína � Mepivacaína � Etidocaína � Articaína Fatores que influenciam na ação do anestésico local: � Maior lipossolubilidade � pH tecidual- � Vasoconstrictor Vasoconstrictor → catecólico- epinefrina (adrenalina), noraepinefrina (noradrenalina). Helinaldo Corrêa da Conceição 46 Então o mais usado da capricolina é a adrenalina, inclusive a noradrenalina ainda existe no Brasil, mas nos países de 1ºmundo ela não existe mais, então de preferencia adrenalina. Caso o paciente por algum problema como paciente diabético não tomar adrenalina porque ela aumenta ligeiramente a taxa de glicose, mas os novos estudos mostram que não justifica em relação ao ter um bom anestésico um bom silencio a como uma alteração de glicose que ocorra. Não catecólico- felipressina, fenilefrina. -Variabilidade individual a resposta aos anestésicos locais Se eu usar a felipressina no consultório pra esse tipo de paciente (diabético) o quê que vai acontecer com essa resposta? É justamente as falhas que já esta na literatura: Fatores que podem causar falhas anestésicas: � Precisão na administração da droga � Variação anatômica entre pacientes (não conhecer os pontos anatômicos) � Estado dos tecidos no local da injeção � Condição geral do paciente (tenho que observar que tem pacientes que o limiar de dor é diferente entre as pessoas, tem pessoas que precisam dar uma dosagem um pouco maior e outras não) � Fatores psicológicos - quando eu começo a observar meu paciente? No dia da cirurgia? É no dia que ele entra no consultório no dia que ele senta e começa a conversar, e você começa a avaliar o perfil emocional do paciente,é logico tem paciente mais ocioso, que tem uma historia traumatizante de dentista, tem muita gente que fica totalmente alterado porque vai ao dentista, então essas pessoas têm que ser trabalhadas e o que você deve fazer? Dá um diazepam pra ele dentro de um procedimento mais invasivo porque você vai ter melhor condição de trabalhar inclusive com o anestésico. Se a pessoa é muito ansiosa ela vai ficar o tempo todo “tô sentindo, tô não sei o quê”. Instrumentos cirúrgicos periodontais: São os instrumentais da lista de perio tem diferença dos instrumentais da cirurgia de buco, cada instrumental tem uma necessidade uma indicação inclusive de tipo de tamanho. A periodontia é tudo delicado porque a gente mexe com tecido delicado, não dá pra vim com um porta-agulha da buco pra cirurgia periodontal tem lugares que não vai entrar o porta-agulha você vai ter dificuldade de trabalhar ate quem é mais experiente. � Bisturis → incisão/ excisão � Afastadores de tecido � Descolador de periósteo → afastamento → retalho → readaptação Helinaldo Corrêa da Conceição 47 � As curetas são aquelas especificas, as de gracey são para tecido duro, quando eu trabalho em cirurgia eu preciso de uma cureta só para tecido de granulação se eu meter uma cureta de gracey eu vou tá estragando essa cureta. � Brocas, cinzel, lima, são especificas pra periodontia, elas são diferentes da cirurgia da buco. Seleção da técnica cirúrgica: Que tipo de cirurgia usar? Depende do que eu quero! Eu quero preservar? Formar tecido periodontal ao redor do dente? Eliminar tecido? Fazer ressecção desse dente pra tentar salvar o dente? -Gengivoectomia: uma das técnicas bastante antiga que mais erroneamente é empregada. Qualquer plano de saúde, periodontista formado ou dentista vai falar “ah, você vai fazer uma cirurgia periodontal então vai fazer uma gengivectomia” então gengivoectomia é pra tudo mas não é. É só quando eu mexer em tecido mole e é extremamente especifica a técnica: é pra quando eu tenho um defeito ósseo mas eu não vou mexer no osso, e esse defeito tá no mesmo nível horizontal, se tiver um defeito um pouco mais alto ou um pouco mais baixo eu não posso usar a técnica porque no pós operatório, na recuperação do periodonto vai ficar uma discrepância de nível de tecido gengival Indicação: � Bolsas periodontais supra-alveolares profundas � Contorno gengival anormal: crateras, hiperplasias gengivais (excesso de gengiva já com certa perda óssea horizontal e no mesmo nível, tipo assim teve uma perda óssea aqui de 23 a 13 então você vai lá no periograma e vai vê PS e deu 5,5, 5 então eu posso fazer uma gengivectomia aí porque quando eu mexer nesse tecido gengival, após cicatrização vai ficar gengiva no mesmo nível. Ah eu tenho uma bolsa angular uma bolsa vertical eu não posso usar) Geralmente é uma técnica que é muito associada, ( a gengivectomia em si já não se usa mais a técnica como ele é prescrita no original dela), na região interna, na região palatina pra diminuir altura de tecido e associado a cunhas distais. Então faz uma associação de técnica pra expor mais coroas geralmente são ortodontista que indicam ou quando você tem uma carie subgengival desde que tenha já um espaço nível ósseo pra carie ter de mais de 3 mm, se não você vai ter que mexer em osso e aí já não é gengivectomia. Contra indicação: lesões infra-ósseas. -Cirurgia de retalho com e sem cirurgia ósseo: Helinaldo Corrêa da Conceição 48 Na qual eu vou mexer no osso ou não, vai depender da condição que tiver pra que eu pretenda de finalidade de cirurgia. � Indicação: todos os casos de tratamento cirúrgico periodontal (esse retalho vai depender de onde eu tenho a minha bolsa se eu vou estender ou não, ate ao nível da linha muco gengival, abaixo dessa linha, vai depender se eu tenho lesão óssea, se tem envolvimento de furca ou não, aí eu vou ter vários tipos de retalho) � Vantagem: preservação do nível gengival � Identificação: da morfologia do defeito ósseo, grau de envolvimento da área de furca. Tratamento das bolsas de tecido mole e duro: decisão cirúrgica? Retalho reposicionado- apical, coronal, lateral?→tecido mole- Então dependendo da minha cirurgia e do nível da gengiva inserida que eu tenho (que é fundamental eu observar nível de gengiva inserida), eu posso fazer meu retalho e posicionar mais para coronal, mais para apical, mais para lateral, vai depender. Eu tenho essa flexibilidade com meu retalho de posicionamento. Então isso vai depender se eu quero eliminar, manter, preencher, fazer enxerto, regenerar o meu tecido duro, se eu for trabalhar em tecido mole eu posso usar só coronal, se eu for trabalhar com osso posso usar os três (lateral, apical, coronal), vai depender do nível da gengiva inserida. É logico que quando se trabalha na região anterior, mesmo mexendo em osso, eu sempre procuro fazer um retalho mais coronal, suturar ele mais coronal porque? Porque toda cicatrização vai levar a uma contração tecidual, se eu já tenho uma perda óssea aí o que vai acontecer se eu faço uma sutura mais encima, sempre que é uma sutura de retalho coronal, deixar esse retalho 12 mm acima da JCE, pra quê? Pra quando contrair ficar a nível da JCE que é nosso ponto de referencia. Região posterior que não tem a questão estética pode deixar ate esse retalho a nível apical, vai depender da situação. -Bolsa de tecido mole: Então os 1ºs retalhos foram a de Widman que trabalhava só com reposicionamento apical desse retalho, depois veio a de Neumam e hoje nas cirurgias ósseas, principalmente cirurgias de aumento de coroa clinica, a gente faz uma associação do retalho de Widman modificado mesmo com reposicionamento coronal, mesmo quando você mexe em tecido ósseo. Que é esse aqui (figura) que você só afasta pra baixo e depois faz uma incisão e depois faz uma sutura, de preferencia em suspensor, tracionando mais para coronal, porque quando fica acima da JCE quando cicatriza vai ter um posicionamento mais apical. Helinaldo Corrêa da Conceição 49 � Retalho de Widman modificada- no qual eu faço uma incisão no retalho só horizontal, conhecer o afastamento pra curetar e só em algumas situações fazer uma nova anatomia óssea quando existe certa perda óssea, devolvendo a anatomia dessa área. � Retalho reposicionado apical � Retalho de Neumam → a nível da crista óssea Sempre que eu tenho um retalho, que eu vou só da uma cicatrização desse retalho, qual é o mais indicado? Dar uma cicatrização de 1ª ou 2ª intenção? R= 1ª intenção Porque eu vou ter uma recuperação mais rápida, as chances de infecção são menores porque nada fica exposto, preservar minha margem gengival, preservar papila e o pós-operatório sempre é melhor de 1ª intenção que de 2ª intenção. 2ª intenção porque cicatrização vai vir do interior pra parte mais externa. Bolsa de tecido ósseo- Se eu tenho um defeito ósseo eu tenho avaliar esse tipo de defeito, eu tenho limites para trabalhar, eu tenho que avaliar a profundidade e morfologia desse defeito, porque eu tenho que pensar se para eu trabalhar no osso reorganizando, reposicionar altura óssea dando uma nova conformidade, se eu for prejudicar o dente adjacente ou não, e que nível ósseo vai ter esse dente, para ver o quê? Será que esse dente com toda essa perda óssea vai ter capacidade de exercer função? Essa é a 1ª pergunta que eu tenho que fazer! Porque que eu vou ter que tirar mais osso pra poder reorganizar porque eu vou ter que tirar todo o osso necrótico da bolsa, eu tenho que alisar e dar uma conformidade. Será que vai permanecer a função e a estética? O quê que vai restar de osso remanescente? Como vai ficar os dentes remanescentes? Será que por causa de um dente, que já vai me dar um prognostico duvidoso, vale a pena eu levar esse dente para cirurgia? Isso que eu tenho que avaliar. Planejamentoé a coisa mais difícil dentro da odontologia. Ate quando a perio entra? Ate quando vale a pena manter ou não o dente! Quantidade de periodonto remanescente � Dente /região envolvida � Morfologia do tecido � Estática Opções de tratamento de defeitos ósseos: osteostomia, osteoplastia. - Então dependendo do defeito e de como eu vou eliminar esse defeito, vai depender do meu planejamento e da minha ressecção óssea: às vezes eu vou precisar sé tirar em altura, que é a osteostomia, ou que geralmente acontece uma associação tanto de altura quanto de espessura e remover, por quê? Porque quando eu tenho uma perda óssea eu tenho que depois regularizar esse osso e devolver uma nova anatomia semelhante ao atual, estão lembrando de quem? Sulcos de escape, que o osso ele acompanha a JCE então ele é mais para apical a nível de vestibular, lingual e palatina, nas proximais ele é mais alto. Helinaldo Corrêa da Conceição 50 Então tem que devolver isso pra quando cicatrizar a gengiva acompanhar o nível ósseo e ficar mais estético também. Instrumentação da superfície radicular: antes de qualquer cirurgia eu tenho que condicionar essa raiz, eu tenho que eliminar os MO e bactérias que estão presentes em qualquer cirurgia: curetas ( para fazer a raspagem e alisamento dessa raiz para depois ser feito o retalho), ultrassom, pontas diamantadas de granulação fina, brocas rotatórias especificas da perio, para fazer essa descontaminação da superfície da raiz Sucesso da cirurgia periodontal:- vai depender também de onde eu quero posicionar esse meu retalho e do tipo de sutura que vou adotar, eu tenho que aprontar e manter o meu retalho estável, se eu suturei e o meu retalho não esta estável, principalmente em periodontia que o retalho é a estrela da festa, eu tenho que refazer. Então eu posso usar suturas horizontais, verticais, obliquas e que fique bem firme e segura essa sutura! � Planejamento correto da incisão � Sutura- � Tipos de incisão- horizontal, vertical, Obliqua. Cuidados no desenho do retalho cirúrgico: Então dependendo do que eu quero devolver de tecido e de altura óssea eu vou fazer a inclinação do meu bisturi, para isso eu tenho que ver gengiva inserida! Eu vou precisar tirar? Eu tenho que manter essa gengiva? Eu tenho que ganhar essa gengiva? Então quando eu inciso, hoje uma das mudanças em técnica cirúrgica é se eu tenho condição de afastar esse retalho sem fazer incisões relaxantes, melhor, por dois grandes aspectos: um funcional, porque eu não quebro aqui a vascularização, então, a minha cirurgia vai ter uma resposta cicatricial muito melhor! Outra é a estética, você incisando sempre fica uma marca, isso na área anterior às vezes incomoda dependendo do sorriso do paciente ou da exigência estética do paciente. � Incisão firme de distal para mesial. (se fizer só uma incisão sempre essa incisão ser mais para distal, não só de ponto de vista estético, mas porque toda a vascularização ela é posterior- anterior na boca, então você segue o fluxo sanguíneo) � Excluir/ incluir papila- eu tenho que pensar em papila, se vai fazer relaxante eu tenho que, ou fazer antes dessa papila ou depois dessa papila da área que eu vou trabalhar, nunca posso fazer essa incisão no meio da papila porque eu vou suturar, vai ter contração e vai criar um defeito ali, ou seja, eu incluo ou excluo no meu planejamento de retalho a papila) Helinaldo Corrêa da Conceição 51 � Desenho obliquo do retalho base maior que o vértice (vascularização)- eu traço tipo um retângulo, então minha incisão relaxante ela não penetra, ela sempre é mais obliqua. � Incisão atingir apicalmente o limite mucogengival- incisão firme corono-apical, vem descolando tudo de cima para baixo para evitar dilaceração do meu retalho, então se afasta pra não dilacerar ou romper esse retalho, “ah rompeu” tudo bem, vai ter um defeito de cicatrização aí Deslocamento do retalho: � Iniciar pela papila gengival � Apoiar o tecido mole por pressão digital durante o afastamento Suturas: objetivo, tipo de sutura. - vai depende da cirurgia, eu posso usar fios reabsorvíveis e fios não reabsorvíveis, na perio também tem diferença com relação a numeração de fio! Trabalha- se em cirurgias receptivas fio 5.0 a 6.0 na cirurgia plástica periodontal vai de 4 a 8 extremamente fino, por isso o porta agulha castroviejo, e outra questão é que tem que usar porta agulha para aquele determinado numero. Então quando eu suturo eu mantenho esse retalho estável, prender aquele coagulo, ajudar na formação de tecido de cicatrização e evitar hemorragia pós- operatório. -Tipos de sutura: geralmente a gente usa o suspensório, continua, ou interrompidas pra coaptar o colo. A sutura vai depender do meu procedimento, pra retalho puxado mais coronal a gente sempre usa o tipo suspensório que a gente abraça, puxa e na hora de soltar o retalho sobe, importa eu deixar o retalho firme e principalmente em periodontia que eu tenho a finalidade de reposicionar, ganhar gengiva inserida. Se eu fizer uma sutura meio frouxa quando eu for para o pós- operatório o retalho vai tá lá embaixo, ou seja, toda a finalidade da minha cirurgia já era principalmente quando for fazer cobrimento radicular nas cirurgias plásticas. Cimento cirúrgico periodontal: ele já foi muito mais usado, e tem escolas que usam e aqueles que não usam, dependendo de algumas situações ele é aconselhável, em outras não. Na gengivoplastia você só raspa o tecido conjuntivo e vai ficar uma ferida, fica exposto este tecido, então dependendo da exposição não tem sutura, não vai doer vai arder, fica como se fosse uma ferida então é indicado você colocar. O que mais se questiona é que ele acumula um pouco mais de biofilme, mas isso é muito relativo, muito do pós-operatório de como o paciente vai higienizar, porque tem paciente que a gente fala “só não higieniza aí nessa área que aí você vai usar a clorexidina pra fazer o controle químico do biofilme, mas as outras área da boca é pra escovar”, mas ele não escova nada e ai contamina mais. *Finalidade: � proteger a ferida cirúrgica Helinaldo Corrêa da Conceição 52 � Obter e manter o retalho para evitar hemorragia, pra evitar trauma na área cirúrgica. � Oferecer o conforto do paciente- porque ele protege e ai o paciente não fica com aquele estimulo térmicos da dor de beber agua gelada, bebida quente. � Evitar o sangramento � Evitar a formação de tecido de granulação- e evita com isso em algumas áreas que não tem coaptaçao de bordos pelo volume de osso que foi removido, evita que forme tecido de granulação, então ele orienta mais a cicatrização. Propriedades do cimento: � Macio, flexibilidade, rigidez, superfície lisa (pra dificultar o acumulo de biofilme), propriedade bactericida. Controle de dor pós-operatório: geralmente o edema de uma cirurgia é causado por traumas de afastamento e não pelo procedimento cirúrgico da área � Manuseio dos tecidos de forma menos traumática � Evitar o rompimento do retalho- pra não dificultar a cicatrização ou reposicionamento desse retalho. � Estabilização da ferida cirúrgica- ah eu fiz um ponto e não deu certo, gente tem que perder tempo mesmo, passa a tesoura, tira o ponto e refaz quantas vezes for necessário porque ele tem que ficar estável. Cuidados pós-cirúrgicos: principalmente nas primeiras 48 horas � Controle do biofilme- quimicamente e mecanicamente cobrar isso do paciente. � Uso de medicação � Cuidados alimentares � Evitar esforço físico � Repouso � Evitar traumatizar a área afetada. (Aula VI) Cirurgia a Retalho Nos primórdios das terapias cirúrgicas, o principal objetivo era eliminar a bolsa periodontal, sem se importar com a exposição radicular, nem com a perda de tecidos periodontais adjacentes. Muitas vezes, nessas cirurgias, perdia-se tecidoperiodontal sadio, perdia-se gengiva queratinizada (essa gengiva não se forma novamente). Helinaldo Corrêa da Conceição 53 Atualmente, enfatizamos a preservação da mucosa ceratinizada, a estética e a eliminação da bolsa, sem o sacrifício dos tecidos periodontais. CLASSIFICAÇÃO Segundo a espessura: � Retalho Total: remoção completa do periósteo, retalho mucoperiósteo (descolador de periósteo). Você descola todo o periósteo de cima do osso. É o retalho mais utilizado. � Retalho Dividido: remoção parcial (dissecação com a lâmina de bisturi). Você deixa um pouquinho de tecido conjuntivo cobrindo o osso. Tem que ter muita habilidade. Não usa o descolador de periósteo. Utilizamos para recobrimento radicular. INDICAÇÕES � Total: exposição do tecido ósseo, osteotomia (para regularizar o osso e devolver o aspecto de contorno parabólico), aumento de coroa clínica, raspagem em campo aberto (raspagem de bolsas muito profundas), redução de bolsa periodontal. � Dividido/Parcial: recobrimento radicular, cirurgias mucogengivais (enxertos). Segundo o posicionamento do retalho: Devido a maleabilidade e flexibilidade do tecido mucogengival pode-se posicionar o retalho: � Apicalmente: quando você quer reduzir uma bolsa periodontal ou expor a coroa. � Coronalmente: quando você quer fazer um recobrimento radicular. � Lateralmente Essa é outra nomenclatura que vocês vão ouvir: Retalho em envelope: quando não é feito incisão relaxante. É amplamente utilizado em periodontia. Preferimos estender a incisão aos dentes vizinhos para não afetar a estética, para não causar recessão. Quando formos utilizar a incisão relaxante sempre usa em sentido oblíquo. Helinaldo Corrêa da Conceição 54 Retalho de Widman Original Foi feito em 1918, foi uma tentativa de redução de bolsa. Consiste em Duas incisões relaxantes, bisel invertido (é quando você coloca a lâmina de bisturi paralela ao longo eixo do dente e faz a incisão acompanhando os arcos parabólicos), remoção do colar gengival, descolamento, debridamento (é a remoção de tecido de granulação), osteotomia, suturas interrompidas Retalho de Neumann Incisão intra-sulcular até o fundo da bolsa e incisões relaxantes, descolamento total do retalho, curetagem do tecido de granulação, osteotomia, retalhos aparados (tesoura serrilhada- p/ tecidos moles), reposicão do retalho, suturas interproximais. Retalho Reposicionado Apicalmente É um pouco parecido com o de Widman. Indicação: bolsas periodontais profundas, redução das bolsas e nivelamento ósseo. Assim como os retalhos anteriores, esse também não é muito utilizado porque ele expõe muito a raiz do dente. Tem colarinho gengival, remoção de 1-2mm de gengiva quetatinizada. � É feita uma incisão intrasulcular (sindesmotomia com a lâmina), � incisões relaxantes paralelas, Helinaldo Corrêa da Conceição 55 � remoção do colarinho (curetas de Goldman-Fox/ bisturi de Orban), � descolamento total do retalho (descolador de Molt), � Osteotomia, se necessário, � raspagem e alisamento radicular, � remoção de tecido de granulação, � reposicionamento apical do retalho, � suturas interproximais. Helinaldo Corrêa da Conceição 56 Retalho Reposicionado Coronariamente e/ou Lateralmente Indicações: � Cirurgias Mucogengivais � Recobrimento radicular (recessões gengivais) � Retalho dividido (preferencialmente) � Incisões Relaxantes (em alguns casos) Periósteo exposto forma tecido queratinizado novamente. Helinaldo Corrêa da Conceição 57 Sutura em suspensória Retalho de Kirkland � Incisão intrasulcular (lâmina 15c) – sindesmotomia com a lâmina. � Descolamento (Molt) � Utiliza-se em área estética, preferencialmente em envelope. Helinaldo Corrêa da Conceição 58 � Reposição do retalho na área original da gengiva. � Sutura interproximal. � Não tem por objetivo “zerar” as bolsas periodontais. � Em casos de aumento de coroa clínica, em algumas situações, eu uso bastante o retalho de Kirkland. � Quando o paciente tem pouca gengiva inserida, faço apenas a incisão intrasulcular e exponho o tecido ósseo. Retalho de Widman Modificado � Atualmente é o que mais utilizamos. Em aumento de coroa clínica, fazemos ou o retalho de Kirkland ou o retalho de Widman modificado. � Também é utilizado para remover cálculos, redução de bolsas. � Incisão inicial: 0,5 a 1 mm da margem da gengiva, paralela ao longo do eixo longidudinal (lâmina 11). O colarinho gengival é de, no máximo, 1mm. É bem conservador no sentido de preservar as estruturas periodontais. Helinaldo Corrêa da Conceição 59 � 2ª. Incisão: intra-sulcular até a crista do osso alveolar (separar o colar gengival) � 3ª. Incisão- feita perpendicularmente à superfície radicular, separando totalmente o colar de tecido do osso alveolar. Incisão Intra-sulcular (lâmina 15) � Descolamento (descolador de Molt) � Debridamento (Curetas de Goldman-Fox) � Osteoplastia e Osteotomia (não é feita sempre, apenas quando é necessário devolver a anatomia perdida). Podemos utilizar Lima de Kirkland, cinzeis de Oschbein, brocas HL 1012, 1014. � Reposicionamento do Retalho � Sutura Interproximal Helinaldo Corrêa da Conceição 60 Cunha Distal � Tratamento de bolsas ou pseudobolsas na face distal de molares (em alguns casos, pode ser na mesial de um molar). � Se cortar o tecido aleatoriamente, ele crescerá novamente. Então, essa técnica, você faz um triângulo justamente para cortar todo o tecido interno da gengiva. � Incisões verticais vestibular e lingual no tecido retromolar = triângulo (Lâmina 15c) � Cunha é dissecada do osso adjacente (bisturi de Kirkland e de Orban) � Osteotomia se necessário � Suturas Interproximais Helinaldo Corrêa da Conceição 61 (Aula VII) Interrelação Periodontia, Dentística e Prótese. A periodontia não é só raspagem ou só tratamento da doença periodontal; é uma área da odontologia que vai interagir com todas as outras disciplinas. Se um paciente tem NIC muito alto, primeiro você vai tratar a doença periodontal, para só depois poder colocar uma restauração, uma coroa. O espaço biológico tem uma distância de aproximadamente 3mm entre a crista óssea e a margem gengival. Partes do espaço biológico: • Sulco gengival • Epitélio juncional • Inserção conjuntiva Quando inserimos a sonda periodontal a gente afasta todo esse epitélio, por que ele está aderido mais não está preso. Por isso que quando sonda ate 3 mm é considerado normal, mas essa distância pode ser maior em pacientes que tiveram perda óssea, no entanto, não tem doença periodontal, por exemplo. Existe uma diferença entre o sulco gengival histológico e o sulco gengival clínico: • Sulco gengival histológico - pode variar de 0,5 a 0,8. • Sulco gengival clínico - é o que se insere a sonda e vai ter de 2 a 3 mm. Quando for fazer uma restauração ela deve ficar no sulco gengival histológico e não no sulco gengival clinico. Uma das situações mais críticas na odontologia são os preparos subgengivais, Teremos situações em que o preparo será subgengival, mas tem que ser feito só dentro do sulco gengival (histológico). Quando for fazer uma restauração tem que entrar 0,5mm. Outros aspectos relevantes: • Em coroas clinicas curtas devemos respeitar o espaço biológico; deve-se, primeiro, fazer um aumento de coroa por meio de cirurgias. • A margem gengival da restauração deve estar supragengival - nunca restaurar dentro da gengiva (entrar, no máximo, 0,5mm subgengival). • Contorno da restauração - ponto de contato é importante para saúde gengival. Se não reestabelecer o ponto de contato ou se estiver emexcesso, o paciente não conseguirá higienizar, passar o fio dental, haverá acúmulo de biofilme, impactação alimentar, inflamação e possível bolsa no futuro. Helinaldo Corrêa da Conceição 62 • Devolução da anatomia dental – se não devolver a anatomia corretamente, isso refletirá no periodonto. É importante que o paciente tenha uma quantidade mínima de gengiva queratinizada, quando se vai fazer uma restauração subgengival. Quando faz a restauração dentro dos 0,5mm, não vai ter problemas para o periodonto; isso vale para coroa individual, restauração classe V, etc. o término gengival deve respeitar sempre essa distancia de 0,5mm, tanto para proteção do periodonto como para melhorar e estética. Limite cervical de restaurações protéticas: Indicações do término subgengival: estética, retenção, cáries, troca de restauração, erosão, fraturas sensibilidades dentinárias. Nos casos de classe V, ou lesão de abfração - o preparo subgengival deve se estender no máximo 0,5mm do sulco gengival histológico. O espaço biológico é uma entidade que não deve ser violada. Sua invasão durante o preparo pode causar: • Inflamação crônica. • Hiperplasia gengival. • Perda óssea alveolar - uma simples gengivite por muito tempo pode se transformar em periodontite. • Resseção gengival - às vezes não forma osso, mais retrai a gengiva. • Formação de bolsa periodontal, devido à fatores iatrogênicos. Estudos apontam que a doença periodontal causada por fatores iatrogênicos, que é justamente a invasão do espaço biológico, é muito maior do que pacientes que tem a doença periodontal mesmo. Ou seja, fatores iatrogênicos levam ao surgimento de uma doença periodontal localizada naquele local em que foi feita uma restauração subgengival de maneira inadequada. E não é só a invasão do espaço biológico, é o contorno da restauração, o polimento, o ponto de contato, tudo isso influencia. A gengiva queratinizada é chamada de mucosa queratinizada favorável, por que ela tem uma boa qualidade e é mais espessa. A quantidade de gengiva queratinizada mínima é de 2mm quando for fazer restauração subgengival, se não tiver corre o risco da gengiva retrair. Às vezes pode ser necessário lançar mão de um enxerto gengival para tornar a gengiva mais forte e resistente à impactação alimentar. Helinaldo Corrêa da Conceição 63 Em casos de coroa clinica curta, devemos lançar mão de um procedimento cirúrgico de aumento de coroa clinica para deixar um espaço maior para que haja retenção mecânica. A primeira coisa que acontece, nesses casos de coroa clínica curta quando a cárie invade o espaço biológico, é a gengiva sofrer hiperplasia, principalmente em pacientes jovens. Movimentação ortodôntica - as bandas não podem entrar muito na gengiva senão o paciente vai ter gengivite e periodontite; na colagem dos braquetes, tem que fazer um bom acabamento para não deixar resina dentro do sulco gengival; isso pode causar uma gengivite Pouca gengiva queratinizada tem maior propensão à recessão. Tipos de periodonto de risco – tecido queratinizado reduzido menos que 2mm e a espessura vestíbulo-lingual reduzida, clinicamente é um periodonto fino; quando for fazer uma restauração classe V tem que ter bastante cuidado: antes de pensar em restaurar tem que pensar em reposicionar ou cobrir essa gengiva. Existem casos em que o processo alveolar será fino, mas haverá uma borda de tecido gengival mais espessa, com mais de 2mm. Esse tecido é mais favorável para que não haja recessão. A linha do sorriso é importante - verificar se, quando o paciente sorri, aparece a margem da gengiva. Então quando você for fazer uma cirurgia periodontal, você tem que avaliar tudo isso. Por exemplo: aumento de coroa clínica do elemento 21, se a pessoa sorri e aparece a gengiva, você vai ter que fazer a cirurgia de canino a canino senão vai parecer que só aquele dente é maior. Tem que harmonizar a estética branca com a estética vermelha. Restaurações temporárias e provisórias são a chave do sucesso para o tratamento protético e também do periodontal. Requisitos: • Proteger as superfícies preparadas • Apresentar boa adaptação marginal - na margem da gengiva esse provisório tem que estar liso e ter um bom acabamento; • Restabelecer o contorno apropriado – não pode ter sobrecontorno, • Fornecer função oclusal adequada; • Apresentar estética agradável; • Restabelecer o ponto de contato. Ex de paciente com diastema: Com a sondagem periodontal, ele tinha uma bolsa de 4mm. Como foi feito o ponto de contato, a própria gengiva foi fechando esse espaço negro porque a anatomia e o espaço biológico foram respeitados. Helinaldo Corrêa da Conceição 64 1. Preparo inicial – faz uma raspagem, orienta a higiene oral, elimina os fatores retentores de biofilme, confecciona provisórios bem adaptados e polidos, obedecendo às estruturas anatômicas de oclusão; se fizer o preparo e não colocar o provisório, dentes tanto de cima quanto de baixo podem extruir. 2. Faz adequação do meio bucal (exodontia, eliminar tecido cariado, tratamento de lesões endodonticas, excesso de restaurações, próteses mal adaptadas e eliminar a impactação alimentar). Podemos concluir que planejamento e execução de um tratamento odontológico deve ter uma visão multidisciplinar proporcionando atendimento otimizado e preparando o acadêmico para o mercado de trabalho. (Aula VIII) Cirurgias de aumento de coroa Vamos falar hoje sobre as técnicas de cirurgia de aumento de coroa clínica. É uma cirurgia que temos várias técnicas, na verdade temos associação dessas técnicas. Uma dessas já foi visto que é em relação a gengivectomia e gengivoplastia o que muito confunde é como temos que fazer esse elemento de coroa clínica. De repente olhamos para o paciente e vemos que ele tem a coroa clínica curta. O que é a coroa clínica do paciente? Vai de onde para onde a coroa clínica do paciente? O que é coroa clínica do paciente e o que é coroa anatômica? Alguém responde: coroa clínica é até onde podemos ver. E coroa anatômica é na junção cemento esmalte. Temos que observar que parte da coroa estamos vendo. Se o paciente já teve doença periodontal ele já tem perda óssea, já tem exposição da raiz, já passou da junção cemento esmalte não importa. Da incisal do dente ou oclusal do dente até a margem gengival isso é coroa clínica. Ela muda de acordo com a condição do paciente. A coroa anatômica, ela não muda. Vai da incisal ou oclusal de um dente até a junção cemento esmalte que é tratado dentro de uma normalidade. Isso é importante conhecer. Nem sempre olhando vamos observar se é só gengiva que tenho aqui, será que tenho condição óssea. Podemos passar uma necessidade, seja ela funcional, seja estética do paciente ou as duas juntas ao mesmo tempo. Podemos ir de uma simples cirurgia como a gengivoplastia até uma cirurgia mais complexa como aumento de coroa e as de buco maxilo que é a de Leffor I total. É importante conhecer esses espaços que existe das estruturas periodontais. Helinaldo Corrêa da Conceição 65 Uma delas é o famoso espaço biológico que é formado por inserção conjuntiva. Ele é base justamente da coisa mais importante que tem. Garante saúde não só para o dente mas também para o tecido gengival. Quando falamos da união dente e tecido gengival estamos projetando saúde da área e longevidade do dente. A partir do momento que tenho essa omeostase biológica eu passo a ter comprometimento do dente dos tecidos periodontais e conseqüentemente da manutenção daquele dente no lugar que ele tem que ficar no alvéolo e exercer função estética. E isso muita gente esquece. Toda vez que um profissional for fazer um preparo seja ele qual for, tem que observar o espaço biológico. Como observamoso espaço biológico? Sondando e radiografando. Esse espaço tem uma média de 2,5 que dentro de um consenso mundial é colocado 3mm devido a diferença que tem de epitélio juncional e inserção conjuntiva que terá uma variação conforme o biótipo gengival do paciente. E ele terá que ser mantido. Se eu entrar com um preparo estarei violando esse espaço e quebrando essa barreira e conseqüentemente vou ter aqui uma reação. O organismo vai identificar uma estrutura diferente do natural e vai ativar o sistema de defesa, gerando uma inflamação que vai persistir e ativar o sistema imunológico e os dois trabalham juntos. E terá a destruição de toda a estrutura de suporte. Ou seja, o paciente era saudável, eu criei o problema para ele. Esse problema persiste, o paciente vai tendo perda óssea e vai ter uma bolsa por um processo iatrogênico. Independente dele ter doença periodontal ele vai ter perda óssea que vai comprometer a situação do dente. Então na literatura vocês vão ver espaço biológico, largura biológica,distancia biológica. Não importa a momenclatura importa que vocês não podem esquecer o que isso significa e a importância dele não é só para pério e sim para a odontologia. Quem invadir o espaço biológico vai ter problema na disciplina que trabalhamos . Qual o procedimento que mais acontece invasão no espaço biológico e que causa uma alteração funcional e estética classe V? Todos acham simples e não é. Porque normalmente os alunos não levam uma sonda milimetrada para sondar no momento que vai fazer a restauração. E depois dessa restauração o paciente terá uma reação gengival porque a restauração invadiu o espaço biológico. No início pode gerar um inflamação e conseqüência disso é a perda óssea. Define-se o espaço biológico como a entidade anatômica que representa a união entre os tecidos gengivais e as superfícies formando a famosa união gengival ou junção fisiológica que é comprometida entre a base do sulco gengival ao ápice da crista óssea e coronalmente pelo epitélio juncional. Isso aqui dentro de uma variação da inserção conjuntiva e do epitélio juncional eu vou ter uma média que está definida dentro da literatura de 3 mm. Que será a primeira marca da sonda milimetrada. O sulco gengival dentro da normalidade tem um tamanho de 0,5 ou 0,7 que arrenda para 1mm uma média que você pode entrar subgengival em um preparo. Você pode entrar, mas se sondar, radiografar e ver que o paciente tem sulco profundo, ou já apresenta uma reabsorção. Senão você invade o espaço biológico. Helinaldo Corrêa da Conceição 66 O conjuntivo é constante depois que ele é definido a partir dos 10 anos de idade. Temos que ter cuidado ao trabalhar com crianças em termos de restauração. Há uma variação maior em termos de epitélio juncional em relação a criança, o adulto e a fase da 3° idade. Tenho que manter a integridade do tecido formando uma barreira de defesa que veda isso aqui para dificultar a entrada das bactérias. A partir do momento que eu violo ou rompo essa barreira eu facilito a penetração para as bactérias no tecido mais profundo a homeostasia biológica, onde vou ter um processo de inflamação que se torna um processo de inflamação crônica. Então não posso delegar a responsabilidade só para meu paciente. Tenho que avaliar as condições dele. Porque naquela área ele ta persistindo na inflamação? É por falta de controle de higienização ou existe algo mais ali que está gerando uma inflamação crônica. Porque quando você não devolver esse espaço biológico vai ficar inflamado. Eu também tenho que observar o fenótipo do meu paciente. Se eu tenho um paciente com fenótipo gengival fino o estrago é muito maior em relação a alguém que tem uma gengiva mais expeça. E as indicações para o aumento da coroa clinica são várias. Ela vem de cáries subgengival, uma classe V como falei para você, é justamente isso que acontece em um preparo subgengival. Um grampo vai resolver isso, ele funciona como um sistema de retração tecido gengival. Um fio retrator pode também resolver isso ele vai afastar o tecido gengival a partir do momento que faço o isolamento, mas isso é do momento que faço o isolamento, isso será temporário. Tenho que medir antes, se da margem gengival até lá deu 2 ou 1mm é cirurgia antes de fazer a restauração. A cirurgia servirá para recuperar o espaço biológico. Em casos de fraturas a níveis do terço coronal, no Máximo no início do terço médio, perfurações subgengivais isso é muito comum. Deve ter cuidado com a mão para não perfurar, principalmente quem faz endodontia. Questões estéticas, questões da ortodontia principalmente em regiões de molares para adaptação de bandas, em próteses e principalmente quando existe fratura da coroa clinica o pessoal da endo ter condições de fazer isolamento, ter condições de trabalhar sem contaminação. Dependendo da condição dentária, não tem como adaptar o grampo. O sorriso gengival tem que ser observado, é por um posicionamento labial, é por um crescimento gengival ou é por um crescimento vertical de maxila. Tenho que observar tudo do meu paciente. Tenho que avaliar se é apenas tecido gengival ou tem uma condição óssea? Ou é um posicionamento labial? Por mais que eu faça cirurgia vai continuar aparecendo tecido gengival. Se for uma condição muscular eu não consigo resolver isso com cirurgia periodontal. Helinaldo Corrêa da Conceição 67 Paciente com sorriso baixo tudo dar certo. Se tiver doença periodontal nem vai aparecer. Não vai refletir esteticamente vai refletir funcionalmente. Agora a maioria da população mundial tem o sorriso médio . É o sorriso que aparece coroa clínica na totalidade até a região do canino dependendo do sorriso do paciente. Tenho que observar o posicionamento dos lábios, o paralelismo dos lábios. A borda do inferior tocando da incisais dos centrais. Se eu for fazer uma classe IV em dentística tenho que devolver isso, se não o paciente vai ficar falando assobiando. Pois tem que ter as comissuras labiais paralelas. Paciente com sorriso alto é o paciente que didaticamente eu não quero ter. Qualquer coisa que ele tiver vai estar visível. Vamos ter que observar a idade do paciente, a tonicidade muscular, tamanho dos dentes. Tudo isso conta para a harmonia do sorriso. Tudo isso tenho que saber, pois vou formar o que se chama na literatura, uma asa de andorinha. Se você tangenciar, são linhas paralelas que vão até a comissura de uma forma cônica. Tenho uma média de variação de 2 á 3 mm de tecido gengival aparecendo ao sorrir. Tenho que lembrar que os arcos côncavos regulares não são do mesmo tamanho, eu tenho tamanho maior nos incisivos, seguindo a mesma linha dos caninos eu tenho o lateral, 1 mm a média mais abaixo dessa margem gengival. E aponta do arco que o festão gengival que segue a anatomia da raiz , ele é mais distalizado nos caninos e nos laterais. Nos centrais é mais centralizando. Tenho que lembrar isso quando faço um preparo de prótese. Quando eu for operar um paciente , tenho que saber tudo isso para devolver isso para ele. Tendo uma variação média, esteticamente aceitável. Um paciente jovem pode chegar querendo que não apareça o tecido gengival. Isso é impossível. Mesmo que você faça uma cirurgia de ostectomia, porque tem limites para isso. Tudo tenho que saber a etiologia, mesmo que o paciente chegue por questões estéticas e ache que isso não é problema. Isso é problema. Erupção passiva do dente: isso ocorre muito geralmente na lateral superior. Crescimento gengival quando é maior a causa desse crescimento gengival? tenho varias situações Excesso de osso na maxila anterior? isso vai fugir da ossada da perio. Tenho que ver o que está acontecendo. Ótimo quando é apenas tecido gengival. O que está levando ao crescimentogengival? Inflamação? Todo paciente antes de qualquer coisa tem que avaliar se tem inflamação. Vou ter primeiro raspar e dar condições para meu periodonto se recuperar, desenvolvendo a forma a margem gengival dentro da situação real dela. Se eu tenho inflamação eu fico com a margem gengival alterada. Ter mais cuidado se o paciente tiver perda óssea. Se ele tem perda óssea, tem inflamação e a margem gengival vai ficar mais apical e ele vai passar a ter uma exposição de raiz pela perda óssea. Helinaldo Corrêa da Conceição 68 Predisposição individual para crescimento individual, você tem também uma condição genética. Idade, alterações hormonais, irritação mecânica principalmente por espaço biológico, por restaurações mal polida ou sobre contorno ou sub contorno. Vai ficar um acúmulo de bactérias e vai gerar uma inflamação constante uma irritação mecânica. Irritação por certo medicamento, o paciente tem que ser orientado que pode até fazer cirurgia, mas ele vai ter recidiva conforme a higienização dele e conforme a predisposição de resposta a medicação. Principalmente imunossupressores, problemas dolorosos, bloqueadores de cálcio, pacientes que sofrem algum acidente isquêmico. Essas são medicações que aumentam a produção de fibroblastos e o paciente tem um aumento de tecido gengival medicamentoso. Por excesso de osso na região anterior da mandíbula e maxila ou a erupção alterada desse paciente, que tem que ser associado a ortodontia. Vai ver porque esse dente não teve uma erupção dentro da normalidade. Seme impactado, inflamação e falta de espaço. Faz uma 1° cirurgia para se tirar as lesões do tecido gengival e dar condições de o ortodontista colocar uma bolinha para tracionar o dente, depois que ele tracionar e reposicionar na posição e dá harmonia oclusal ao dente, você ver a necessidade ou não de fazer outra cirurgia. Dentro das cirurgias periodontais eu tenho a gengivoplastia, a gengivectomia de bisel interno que são cirurgias que eu não mexo em estrutura óssea, só mexo em tecido gengival. Eu mexo em excesso do tecido gengival. Quando eu indico uma gengivoplastia? Quando eu não tenho nada de perda óssea. A partir do momento que eu tenho perda óssea e vou mexer em tecido mole, eu posso indicar uma gengivectomia não uma gengivoplastia. Quando tenho que associar o recontorno ósseo ou uma plastia ossea, eu passo a fazer um retalho posicionado apical ou associo a técnica apical na região vestibular e a gengivectomia na região palatina ou na lingual que é mais difícil. Tenho que definir o diagnóstico do paciente e partir para o trabalho. É excesso de gengiva? É excesso de maxila anterior? Dependendo da conclusão que cheguei vou partir para a técnica cirúrgica daquela situação. A gengivoplatia é simplesmente uma remodelação da situação anatômica da área, devolvendo ao paciente a harmonia do tecido gengival. O excesso de gengiva dá uma desarmonia do tecido gengival. Vou devolver a condição original. Normalmente as pessoas procuram por questões estéticas, só que ele não é só para questões estéticas. A partir do momento que o excesso de gengiva está levando a uma inflamação que o paciente não está conseguindo controlar o biofilme eu tenho a necessidade de indicar no ponto de vista funcional a cirurgia, pois ali vai gerar uma inflamação constante que vai acabar levando a uma perda óssea, uma gengivite crônica. Helinaldo Corrêa da Conceição 69 Por excesso de tecido gengival, somente o paciente que não gosta daquele famoso sorriso gengival, se ele tiver mantendo um bom padrão de higienização, não tem motivo para indicar a técnica cirúrgica. Para melhorar a condição de perfil gengival, quando a harmonia dos festões gengivais esta desforme por alguma razão e você só faz uma simples cirurgia. Um pilem bem discreto para devolver a linha gengival estética e para condicionar o festão gengival e ficar uma condição estética melhor. Ou para expor coroa clinica, quando não tenho necessidade de remover excesso de tecido gengival. A gengivoplastia. A quantidade de tecido que vou incisar vai depender da gengiva inserida. Ela que guia a minha incisão horizontal. A cirurgia periodontal hoje é uma junção de várias cirurgias. Pegando técnicas de cirurgias diferentes para melhor a condição estética e funcional da área. A gengivoplastia funcional como complemento da cirurgia plástica periodontal, para devolver depois a uniformidade do tecido periodontal. Quando tem uma visibilidade excessiva do tecido gengival, a gengivoplastia vai facilitar a higienização do paciente. Em situações que o paciente geneticamente já nasceu com hiperplasia em alguns locais. Elas nascem com arco retangular. Vamos ter que dar anatomia estética. Preparação pré-protetica, gengiva volumosa e respiradores bucais, eles ficam muito tempo com a boca aberta, vai gerar uma aceleração da produção de fibroblastos e geralmente o respirador bucal na região anterior superior ele desenvolve uma hiperplasia gengival. Tem que também ir ao ortodontista para tentar resolver a situação da respiração pela boca. Ela é contra indicada quando tenho o periodonto fino, pois quando for trabalhar vai expor tecido conjuntivo e podendo expor tecido ósseo. Se isso vai gerar uma perda de inserção grande, a contra indicação será se for para mexer em tecido ósseo. Vantagens: Estética- é uma cirurgia que devolve estética mesmo sem ser essa a principal finalidade. Problema pós-operatório- são pequenos, pois não é uma cirurgia invasiva. Não tem sutura e é menos traumática para o paciente, dependendo do tipo de instrumental que você utiliza, a cirurgia é tranquila. Desvantagens: A gengivoplastia resolve pequenas correções. O planejamento cirúrgico é muito importante. Na gengiplostaia temos várias maneiras de incisar. Pode ser incisando cada dente seguindo a anatomia da margem gengival ou incisão horizontal vai depender do meu nível de gengiva inserida. Helinaldo Corrêa da Conceição 70 Posso fazer uma incisão única, em toda a extensão planejada para a cirurgia. Anestesia o paciente, sonda e com uma pinça própria, você delimita toda a área que vai passar o bisturi e ser incisada. Pode usar o alveolotomo de kitinez. Pode fazer uma incisão de bisel externo ou seja, para a coroa do dente. Ou bisel interno que faz a incisão para dentro do sulco gengival. Vai depender da quantidade de tecido que vai ser removido. Depois de fazer toda a incisão no tecido, remove esse colar, seja ele só pela vestibular ou por língual/palatina e vestibular. Remove utilizando as curetas de Goldman Fox para remover excesso de tecido na região interproximal, refina com um alicate de cutícula, o cirúrgico. Você tem que pensar em tudo que falei, arcos côncavos regulares devolvidos, alturas dos rentes gengivais, papila interdental, festões gengivais e devolver tecido gengival segundo o contorno da raiz do dente. Cemento cirúrgico quando você faz uma incisão interna, vai ter exposição de conjuntivo. O conjuntivo fica exposto, não vai ter sutura. Vai ser cicatrização de segunda intenção. O cemento cirúrgico é muito bom, pois depois da cirurgia vai arder muito. Não vai ter sutura, tem que colocar o cemento cirúrgico e pedir para o paciente cuidar e monitorar para não criar biofilme. Depois de 7 dias retira e devolve a condição estética e funcional do paciente e dar a capacidade de higienizar. Essa é uma cirurgia que você ver o resultado logo depois. É uma técnica que também é usada para pacientes que tem machas melânicas. Hoje tem um termo mais moderno que é chamado de pilem gengival. Esse caso aqui é muito comum o lateral com falta de espaço tem uma erupção mais palatinizada que cria aqui nessa área um suco gengival maior e o paciente geralmente vai ter inflamação. Você recompõe até mesmo paradar condições para ele ir para orto. Pode usar brocas quando for remover menos tecido vai fazer só Pilem, usa-se a tipo pêra ou tipo chama e vai passando, é uma cirurgia simples e não invasiva E na área que houver necessidade usar gengivotomo e alicate de cutícula. Pode ser usado também o laser cirúrgico para fazer cirurgia. Terá um excelente pós-operatório, pois o laser por si só acelera a angiogênese e vai ter uma maturação mais rápida dos tecidos. A gengivectomia é uma técnica bastante antiga, muito mal empregada, tem indicação errada, porque não é para mexer em tecido ósseo, ela remove o excesso de tecido gengival. Se o paciente tiver uma gengiva bastante expeça aí você pode fazer uma remoção de 2 mm da gengiva inserida pela vestibular. Mas geralmente é uma técnica que usamos mais na região palatina, devido nessa região não ter flexibilidade do retalho. A indicação da gengivectomia é bem limitada, ela só é usada para pacientes que tem perda óssea horizontal no mesmo nível, ou seja em bolsa supra gengivais. Helinaldo Corrêa da Conceição 71 Em quantidades suficientes de gengiva inserida, porque vai ter a remoção de uma parte da gengiva. Em casos de hiperplasia, casos de correção após PUN E GUN e quando não tenho que mexer em estrutura óssea também é indicado o aumento de coroa clínica. É contra indicado em casos de bolsas ósseas, gengiva flácida, situações que tenho que observar bem a área estética. Na variação da técnica vou ter as cunhas interproximais , geralmente é uma técnica de complemento de aumento de coroa clinica em dentes molares superiores ou inferiores no qual você estende o retalho ate a região de cunha utilizando uma cunha distal ou pode usar o bisel interno que vai entrar intrasulcular e tira uma face pequena de tecido, pode ser ate 2 mm internamente. Do ponto de vista pós-operatório a incisão do bisel interno tem a cicatrização melhor. Com a cunha interproximal também não mexo em estrutura óssea, o posicionamento do bisturi é de acordo com a fissura do tecido gengival. Se eu tenho uma espessura mais fina de tecido ele entra intrasulcular e faz um H. Se eu tenho um excesso de tecido eu vou abrir para devolver a espessura do tecido, fazendo um aumento do retalho. Tirar uma faixa internamente maior de tecido. (Perguntam se a cunha proximal é a mesma que a cunha distal ela fala que: sim). Cunha interproximal é um termo mais atualizado, posso usar de qualquer lado do dente. Muito usado na região distal com cáries, principalmente na ortodontia para bandar segundo molar. Indicação: Remover quantidade de tecido em excesso; Hiperplasia gengival - principalmente em região palatina de segundo molar vai ter um excesso de tecido, a margem gengival geralmente esta alterada, vai estar mais coronal. Sempre tem que olhar para margem gengival. A sondagem vai dar 3,4mm não tem bolsa. Se o paciente estiver tendo dificuldade para higienização de maneira correta tem que fazer cirurgia. Se estiver higienizando normal não precisa mexer. O retalho apical geralmente é indicado quando for mexer em osso, eu reposiciono esse retalho apicalmente para que possa ser mantido o nível da gengiva inserida essa e a principal finalidade do deslocamento de retalho apical. Indicado para fratura, cárie subgengival, invasão do espaço biológico e perfurações subgengivais. O limite para fraturas, cárie e perfuração subgengival é até o terço coronal da raiz, se isso acontecer do terço médio para baixo o dente não terá mais jeito. Ela vai perder a sua função e seu suporte. Helinaldo Corrêa da Conceição 72 Indicado para dentes curtos, exigência da ortodontia, da prótese e da endo. A exigência estética será quando o aumento gengival não é só de tecido mole, ele já tem um aumento de espessura do osso. Contra indicação: Observar o tamanho da coroa. Tenho que saber que o tamanho da raiz será o dobro do tamanho da coroa anatômica. No Máximo que eu posso chegar é de um para um, mesmo assim já estará forçando esse dente. Não ficando com mesmo prognostico de um dente que tem o tamanho da raiz intra óssea normal. A quantidade de osso removido na osteotomia pode vim a prejudicar, principalmente os dentes adjacentes. Tem que observar se para deixar um dente na boca ele vai ter que ficar em uma condição duvidosa e ainda se terá que destruir osso de dentes adjacentes normas, nesse caso a cirurgia não devera ser realizada. As condições estéticas e fonéticas quando eu mexo na região anterior, devem ser melhores planejadas. Normalmente eu faço uma osteotomia. Quando tenho mais de 3mm tenho esteticamente que mexer nesses dentes, quando mexo na região anterior vou ter um posicionamento mais apical do periodonto, vai expor raiz. Na região anterior tenho questões estéticas e fonéticas. Abrindo mais as ameias interdentais eu crio um Black Espece. E com isso foneticamente eu altero o paciente, vai sair ar entre as interproximais. Vai ter que reabilitar com coroas e laminados de canino a canino de acordo com a linha do sorriso do paciente. O que tenho que observa em planejamento é isso: Proporção coroa raiz Posição do dente no arco Prognostico de tratamento Valor estratégico do dente – eu não poço deixar um dente funcionalmente como prognostico duvidoso dentro de uma reabilitação extensa; Tem que ter planejamento, olhar o dente de maneira geral, não adianta fazer uma cirurgia e o dente não ter condições de ficar na boca mais porque a quantidade de osso retirada da raiz deixou ele desfavorável. Ela mostra uma imagem do espaço biológico invadido por uma restauração provisória. Sempre será uma área de inflamação, não passar enquanto não resolver. Quando abrir vai estar uma área de reabsorção óssea irregular, pois o próprio organismo tenta criar o espaço biológico. Faz toda a sequência de osteotomia com brocas, cinzéis, limas. Helinaldo Corrêa da Conceição 73 Osteotomia quando tiro em altura e osteotoplastia quando tiro em espessura. Geralmente se faz a associação das duas, pois tem que dar um recontorno na área total. Deve ter sempre uma sonda milimetrada na mesa cirúrgico, vendo como esta ficando. Outra caso de invasão de espaço biológico, devolvendo aqui toda a anatomia óssea. Arcos côncavos regulares, nova margem gengival por margem óssea, sulco de escape para quando reposicionar o tecido seguir a condição do osso. Tem que fazer o planejamento reverso que é você imaginar o final do tratamento para poder iniciar do tratamento. Para finalizar um recurso que utilizamos que é a instrução ortodontia, principalmente na região anterior superior que é uma área critica. Se eu tenho fratura, perfuração, cárie subgengival a nível coronal e se eu tenho um bom comprimento de raiz intra ósseo pode com auxilio da orto, instruir esse dente para eu minimizar a osteoplastia que vou fazer na área, consequentemente vou manter o osso dos dentes adjacentes. Pode ser rápida quando quero trazer só raiz a margem óssea nível normal e lenta quando quero trazer tudo junto, o osso. Isso será tudo conversado com o ortodontista. É um recurso que temos quando o paciente já tem perda óssea nessa área ou para nivelar o nível ósseo fazendo a extrusão lenta. Com isso eu não envolvo dentes adjacentes, eu mantenho a crista óssea que é importante e a relação coroa raiz é mantida. E contra indicado se não tiver uma quantidade de coroa suficiente. Fibrotomia: Quando estiver fazendo isso, quinzenalmente você pega o bisturi faz uma incisão ao redor de todo o dente que chamamos de fibrotomia para que as fibras colágenas da gengiva elas vão reformar e inserir novamente. Se não for feito a fibrotomia vai prejudicar a movimentação. Tem que desenserir as fibras de 15 em 15 dias até finalizar. (Aula IX) Cirurgias plásticas periodontais A cir. Plástica periodontal,também conhecida como cirurgia muco gengival. São técnicas desafiantes. Recessão gengival: É o posicionamento apical da margem gengival em relação à junção cemento-esmalte. - multifatorial - Grande indicação da cir. Plástica periodontal. - Caracterizado pela perda óssea: desinserção das fibras conjuntivas que seguram o tecido consequentemente perda óssea/Crista óssea e necrose do tecido Cementário e dentinário. - Perda dos constituintes: Periodonto de sustentação, osso, cemento e ligamento. - A migração da gengiva marginal leva a perda de gengiva inserida (a estrutura mais importante) chegando ao nível de mucosa alveolar. Helinaldo Corrêa da Conceição 74 - A exposição de dentina e de cemento causa dor. - Epidemiologia: recessão gengival 51,6%, quanto mais ela progride mais difícil de fazer o recobrimento. - Fatores da recessão: Escovação traumática, DP, Prevalência aumenta com a idade, Países desenvolvidos com boa higienização, fatores anatômicos (espessura da gengiva: gengiva fina mais chance de recessão gengival) - Face vestibular de caninos, incisivos e pré mais frequente recessão porque tábua óssea é mais fina. Fatores predisponentes: Deiscência óssea, fenestração óssea, cortical óssea fina, ausência de tec. Queratinizado, mal posicionamento (o mal posicionamento irá levar o dente à cortical mais fina que é a vestibular) Tração de freios e bridas. (altera a fisiologia) Vestíbulo raso (porque a gengiva vai contraindo) • Trabalho nos EUA: Cheiradores de coca testam se a coca é boa colocando na boca devido à rica vascularização. Se adormecer, quer dizer que a coca é da boa! Foi observado que essas pessoas tinham recessão nos pré-molares e caninos. - Fatores desencadeantes: escovação traumática (escovação com força, com escova média ou dura); Lesões cervicais não cariosas: abfração (até 2 mm não restaurar, recobrir em cima tec. dentinário. Mais que2mm restaurar!); Inflamação (doença periodontal ou gengivite); Violação do espaço biológico(migração do periodonto de sustentação e proteção para região apical); Prótese mal adaptada(gerando gaps, gerando áreas de inflamação crônica tendo como resposta inflamação e reabsorção); Incisão relaxante mal posicionada (para evitar áreas que levem a recessão gengival); Extração traumática(extrair bem não é quem tira o dente em segundos, e sim quem traumatiza menos o periodonto); Movimento ortodôntico fora do limite ósseo; Fumo; Hábitos nocivos(roer unha, morder caneta e piercingligual); Trauma oclusal e por fim parafunção(causa recessão gengival múltipla) - Finalidade corrigir defeitos de posição, morfologia, quantidade/qualidade de gengiva inserida (a cir. Plástica às vezes não é a primeira que resolve, alguns casos necessitam de mais de uma cir.); Corrigir estética de tec. Mole, correção de sorriso gengival, assimetria gengival, pigmentação/descoloração gengival, defeitos de rebordos (é preciso corrigir o defeito de rebordo para que as próteses fiquem o mais natural possível). - Objetivos da cir. Plástica com relação à gengiva inserida: • Preservar(pensar em retalho que preserve a gengiva inserida) • Repor • Aumentar em espessura • Buscar recobrimento da raiz(reposicionando o retalho para que eu consiga atingir o recobrimento) Helinaldo Corrêa da Conceição 75 -Indicações: eliminação de áreas retentivas de biofilme, controle da hipersensibilidade (a cirurgia não resolve a hipersensibilidade. A hipersensibilidade é uma questão cíclica, depende do limiar de dor do paciente); O recobrimento da raiz é só com tec. Mole; Prevenções de lesões de cárie cervical (quem tem recessão gengival tem mais chance de cárie cervical, pois a raiz fica exposta, então esse paciente passa a ter DP, ele fica sendo forte candidato a ter cárie por que ele não escova) • Recobrimento radicular: Técnica cirúrgica - previsibilidade e estética. • Observar no defeito duas questões fundamentais: perda de tec. Inteproximal e faixa de tec. Queratinizado (qualidade e quantidade de gengiva inserida) • Tipos de cirurgias: retalho posicionado coronalmente – é bastante usado quando se tem grande volume de gengiva, puxa o retalho da base pra coroa. Primeiro aumenta a espessura pra depois fazer a retração coronária. • Retalho semilunar: técnica menos invasiva, boa espessura de gengiva inserida, faz o retalho de apical para coronal com a lamina invertida sem deslocar papila. parte II (a partir de 37min28seg.) Hoje, a gente tenta fazer muuito cirurgias menos invasivas. A técnica padrão hoje é enxerto, é quando eu faço enxerto de tecido conjuntivo subepitelial, ou seja, eu tenho defeitos nessa área tanto em espessura quanto em quantidade. Se eu tenho só espessura, o enxerto resolve porque eu coloco enxerto de tecido conjuntivo e cubro esse retalho coronal. Quem é a estrela da festa? GENGIVA INSERIDA, COMO EU FAÇO A INCISÃO E O REPOSICIONAMENTO DO RETALHO. Isso é fundamental e você tem que ser bem criterioso na escolha de como você vai desenvolver esse planejamento. Relacionado à cirurgia: � Quanto menos incisões relaxantes, mais vascularização eu vou ter no retalho; � Enxerto e retalho devem ficar estáveis; � Preparar a raiz (descontaminar a raiz que estava exposta ao meio bucal fazendo a raspagem ou condicionamento químico.); � Condição de manuseio de tecido – ter cuidado desde o afastamento até o retalho; � Uso ou não de biomateriais. Relacionado ao defeito: � Tipo de defeito/recessão – de acordo com a classificação de Miller; � Fenótipo gengival (se a gengiva é fina ou espessa); � Altura e largura da papila adjacente; � Posicionamento da junção cemento esmalte; � Posicionamento do dente. Relacionado ao paciente: Helinaldo Corrêa da Conceição 76 � Tabagistas – vascularização diminuída prejudica o enxerto; � Idade; � Condição psicológica CLASSIFICAÇÃO DE MILLER Classe IV – perda óssea e gengival a nível de margem gengival = perda do dente Classificação de perda óssea nas recessões: � Profundas e largas; � Rasas e largas; � Profundas e estreitas; � Rasas e estreitas (melhor); Recessão em U – PROGNÓSTICO RUIM; Recessão em V – MAIS FAVORÁVEL; Recessão em I - MELHOR; Classe I – recessão apical não atinge a linha mucogengival e não há perda tecidual entre os dentes; 80 a 90% de recobrimento; Classe II – recessão atinge ou ultrapassa a linha mucogengival, não tem perda óssea nas proximais; 80 a 90% de recobrimento; Classe III – recessão atinge ou ultrapassa a linha mucogengival, mas ainda se mantem coronal; há perda de osso e gengiva entre os dentes. Não há 100% de ganho por causa da nutrição. Helinaldo Corrêa da Conceição 77 RETALHO LATERAL Indicações: Estética; � Recompor gengiva inserida; � Reduzir sensibilidade do dente; Contraindicações: � Não se usa em múltiplas recessões; � Não se usa em dentes adjacentes; � Não se usa em vestíbulo muito raso (tracionamento muscular do retalho); � Proeminência radicular (fazer o slice ou movimentação ortodôntica); O retalho tem que ter duas vezes o tamanho da recessão por causa da contração tecidual. Fazer bisel externo com o conjuntivo para ter nutrição do retalho. Acompanha o sulco mas deixa 2 a 3 mm. Desce obliquamente e faz uma contraincisão até o nível de mucosa alveolar para ter flexibilidade no retalho. Faz um retalho total ou dividido (permanecendo o periósteo). No retalho em que se preserva o periósteo, a recessão e a perda óssea são evitadas. Pode-se condicionar a raiz por raspagem com cureta Gracey ou EDTA a 24% para remover o tecido cementário necrótico. Ambos tem igual eficiência. O retalho é posicionadolateralmente e, de preferência, 2mm acima da JAC (contração); a área de onde o retalho foi rebatido fica exposta, mas depois fica tudo normal outra vez. RETALHO CORONAL Faz-se uma incisão sulcular, preservando a papila, na altura da junção cemento esmalte. Faz duas relaxantes até a altura da mucosa alveolar e uma horizontal e rebate; raspa as raízes ou condiciona com ácido; tira o epitélio das papilas para expor o conjuntivo que irá nutrir o retalho e traz o retalho coronalmente, 2 mm a nível da junção cemento esmalte, pois existe memória biológica que gera boa cicatrização. Sutura bem coronal para evitar mais ainda a recessão; RETALHO SEMILUNAR As incisões relaxantes só são utilizadas se for realmente necessária uma melhor visualização, pois comprometem o pós-operatório e a estética; esse retalho é indicado em recessões rasas, com bom Helinaldo Corrêa da Conceição 78 nível de gengiva inserida e espessa, O desconforto é mínimo e há boa preservação das estruturas periodontais; Faz uma incisão intrasulcular até o nível da linha mucogengival, fazendo um retalho bífido. A nível de junção cemento esmalte, faz-se uma incisão em U, sem deixar continuidade, pois vai ser base de nutrição. Divide por dentro e traciona o retalho até a junção cemento esmalte. A primeira técnica dessa descrita não fazia sutura, colocava cimento cirúrgico, que poderia fazer com que o tecido saísse do lugar. Deve-se fazer gengivoplastia após essa técnica para eliminar o degrau que forma após a cicatrização; ENXERTO CONJUNTIVO SUBEPITELIAL Indicações: � Recessões múltiplas (3); � Lesões cariosas rasas; � Periodonto delgado (a estética desse retalho é boa); Contraindicações: � Falta de colaboração do paciente; Vantagem: � Maior previsibilidade do tratamento; � Enxerto semelhante à gengiva dos dentes adjacentes; � Melhor nutrição desse enxerto; � Ganho de espessura gengival; Faz o mesmo desenho do retalho coronal. A área doadora pode ser de uma área desdentada (limitada pelo tamanho) ou do palato (entre pré molar e mesial do 2ºmolar e distal do 1º molar, devido às pregas palatinas e à artéria palatina maior). O palato, como área doadora, incomoda mais do que a área receptora, no pós op. Prepara a área receptora, faz o retalho dividido, descontamina a raiz, mede o tamanho do enxerto. Pode remover só o conjuntivo ou o conjuntivo + epitélio (não é estético porque a gengiva queratinizada é mais clara). A incisão é feita de 2 a 3 mm abaixo da margem gengival para evitar recessões, de pré a molar. Após fazer essa incisão, fazer duas relaxantes e separar o conjuntivo do Helinaldo Corrêa da Conceição 79 epitélio com a banda de bisturi (tirar a fatia do conjuntivo); não pode tirar menos do que 1,5 mm sob risco de necrose nem mais do que 2mm sob risco de não agregação do enxerto; tira o conjuntivo, fecha e sutura (pós op. Excelente – cicatrização por 1ª intenção); se tira o conjuntivo + epitélio, é ferida de 2ª intenção. Após 3 meses, a área doadora já está apta a doar novamente. Pode-se fazer, entretanto, a técnica do alçapão: incisão em 3 lados de um retângulo, preservando o 4º lado (apical) como pedículo irrigador. Retira-se o conjuntivo do palato e sutura. Obs.: um enxerto com epitélio favorece o ganho de gengiva inserida mas é antiestético; ENXERTO GENGIVAL LIVRE (epitélio + conjuntivo) Técnica que recobre raiz mas o objetivo é ganhar gengiva inserida; altera toda a morfologia do complexo gengival. Técnica direta: o leito é preparado para receber o enxerto retirado do palato; Técnica indireta: criação de gengiva inserida pela técnica direta e posterior reposicionamento coronal do tecido enxertado. Indicações: � PPF ou PPR em áreas estéticas para aumentar a altura e a espessura de gengiva inserida; � Reabilitação para implantes (bom volume de tecido mole – prevenir progressão da recessão); Não se usa em área estética; Posicionar, suturar e estabilizar; após 7 dias ocorre necrose do tecido (fica com coloração branca – memória biológica do periósteo gera nova formação). Freios e Bridas (eliminação) Indicações: Componente que vá prejudicar o uso de PTs; Indicação da fonoaudióloga - freio lingual proeminente prejudicando a dicção de algumas palavras; No caso da periodontia: está indicada quando essa inserção se situa mais a nível da margem gengival, levando à recessão gengival;A ortodontia indica pra fechar alguns espaços, quando tem freio; 1- Incisiona a mucosa; o sangramento é intenso. 2- Desinsere o freio em todos os lados, Helinaldo Corrêa da Conceição 80 3- Desinsere até onde tiver inserção do freio; se o freio é muito grande, geralmente haverá um diastema nos dentes anteriores e essa inserção se estenderá pela palatina; sutura. No inferior, pode até usar o laser. Aconselha-se acima de 10 anos de idade porque o periodonto ainda está em formação, não chegou no nível, os tecidos não se estabilizaram; pode trazer uma sequela em relação ao periodonto. (Aula X) Regeneração Periodontal Cirurgias receptivas são aquelas que se remove parte do periodonto para sanar ou corrigir algum defeito, por exemplo, num aumento de coroa clínica, vamos fazer uma osteoplastia, osteotomia, em que se remove parte do osso. Na gengivectomia ou gengivoplastia, há remoção de tecido mole. As cirurgias que visam reconstituir o periodonto são chamadas de regenerativas, cirurgia plástica periodontal, ou terapia mucogengival. Essas cirurgias consistem em enxertos gengivais que visam reconstituir o periodonto de proteção, a gengiva que foi perdida. Ao falar em periodonto de sustentação, existem dois tipos de cirurgias que podem ser realizadas: 1. Reconstituir apenas osso, que seria a regeneração óssea guiada, em que você deposita apenas enxerto ósseo liofilizado, um pó que é depositado no defeito. 2. Regeneração tecidual guiada, que visa reconstituir o periodonto de sustentação como um todo, não apenas osso alveolar, mas osso, ligamento e cemento. Partimos do seguinte princípio: Qual o tecido do periodonto de sustentação que possui células ósseas e células cementares capazes de produzir osso e cemento? É o ligamento periodontal! Então, ao se falar em regeneração tecidual guiada (RTG), estamos falando de fatores de crescimento, colocados dentro dos defeitos ósseos que estimulem o ligamento periodontal a reconstituir o osso e o cemento perdidos durante a doença periodontal. "A regeneração tecidual guiada são procedimentos que visam restaurar partes perdidas do periodonto de sustentação" Objetivos da técnica de regeneração tecidual guiada: 1. Dar nova inserção periodontal a dentes comprometidos (restaurar a inserção conjuntiva); 2. Diminuir a profundidade da bolsa periodontal; 3. Diminuir a quantidade de defeitos ósseos; A RTG é uma técnica em que não há provas in vivo se deu certo ou não, como que se provaria a criação de cemento, ligamento periodontal ou osso alveolar? O osso, nós conseguimos observar Helinaldo Corrêa da Conceição 81 radiograficamente, o cemento basicamente não se cria, é difícil, mas conseguimos criar ligamento periodontal. Para saber se deu certo mesmo, teríamos que extrair o dente fazer o exame histopatológico, estudos em animais indicam que a técnica está no caminho certo e é correta. Consegue-se diminuir os defeitos ósseos, diminuir a profundidade da bolsa e nova inserção periodontal. Cicatrização periodontal Existem quatro tipos de cicatrização no tecido periodontal após o tratamento: 1. Após raspagem e alisamento radicular, conseguimos um Epitélio juncional longo, toda vez que se perde, quando da doença periodontal, e tratamos e removemos o biofilme, a gengiva consegue uma reinserção no tecido do cemento, pouca, mais consegue, o que conseguimos mais é o epitéliojuncional longo; Geralmente teríamos o sulco gengival, e epitélio juncional e o osso alveolar, este osso é perdido durante o processo da doença periodontal, se o osso alveolar for reabsorvido, o que fica no seu lugar após a raspagem e alisamento radicular? O epitélio juncional que seria pequeno, numa condição de saúde, se estende até próximo ao osso, é o chamado Epitélio Juncional Longo. É muito difícil conseguir, após a raspagem, um osso que volte ao seu estado original, na maioria dos casos, consegue-se com cirurgia; 2. Na regeneração óssea guiada (ROG) conseguimos apenas anquilose, quando o osso encosta na raiz; 3. Ao se fazer RTG, o que se pretende é criar uma nova inserção, com osso, ligamento periodontal e cemento; 4. Combinação. Classificação de Goldman e Cohen (defeitos ósseos de 1, 2 ou 3 paredes) Classifica e dá um prognóstico, indica em quais regiões podemos fazer estes tipos de cirurgias, seja a ROG ou a RTG: -Existem defeitos ósseos como Crateras Ósseas Interproximais, em forma de cuia, entre um dente e outro este procedimento é contra indicado; -Lesao de Furca, nesta região consegue-se fazer tanto a ROG quanto a RTG. O enxerto ósseo, assim como o fator de crescimento, precisa estar amparado em algum lugar. Não há como pegar um gel e colocar em um lugar onde não tem base, ele vai para os lados, vai escorrer, a mesma coisa acontece com o enxerto ósseo liofilizado, que é um osso triturado na forma de pó. Quem ampara os enxertos é o próprio osso do defeito. No caso de enxertos em defeitos ósseos de 3 paredes, o prognóstico é melhor, pois o enxerto não vai para a vestibular, nem para ligual nem para mesial, fica bem acomodado. Se o defeito tem apenas uma parede, a cirurgia está contra indicada, com 2 paredes, tem um prognóstico que não é Helinaldo Corrêa da Conceição 82 tão bom quanto o prognóstico do defeito de 3 paredes, mas ela ainda pode ser realizada, ainda mais se usarmos uma membrana para segurar o enxerto. Existem membranas absorvíveis e reabsorvíveis, que servem para criar uma terceira parede, para acondicionar os enxertos. Ou seja, quanto mais paredes de osso um defeito tiver, melhor vai ser o prognóstico. Definição: Regeneração Tecidual Guiada = são procedimentos que visam restaurar partes perdidas do periodonto de sustentação; Regeneração Óssea Guiada = são procedimentos que visam à regeneração de defeitos ósseos, apenas com osso, não se pretende reconstituir o periodonto de sustentação. ROG Existem 3 tipos de produtos que podemos encontrar no mercado, todos bem sucedidos quanto a diminuição do defeito ósseo: 1. Células formadoras de osso (osteogênese); é um tipo de enxerto constituído a base de osteoblastos que é depositado no defeito, a função do osteoblasto é produzir a matriz óssea, a qual vai formar o tecido ósseo. 2. Suporte para a formação óssea (osteocondução); coloca-se a matriz já formada por células ósseas e depositar no defeito ósseo. 3. Matriz óssea com substancias indutoras da formação óssea (osteoindução); induzir o remanescente ósseo a reconstituir o osso, criar matriz, o aparecimento de células osteoblásticas. Este produto osteoindutor, vai fazer com que apareça no defeito, células osteoblásticas que vão reconstituir a matriz. O objetivo desses materiais é o mesmo, o de diminuir a profundidade do defeito. Mas as pesquisas ainda são vagas para indicar qual o melhor dos 3, pois elas são produzidas pelos próprios fabricantes. Tipos de enxertos ósseos 1. Enxertos Autógenos: transplantados de um lugar para o outro de um mesmo indivíduo; aqueles removidos da própria pessoa, geralmente, numa cirurgia de campo aberto, em que um retalho é feito, raspar diretamente por visão aberta e direta da região do defeito, com o próprio cinzel de Austin ao lado do defeito, ou então com coletor ósseo no sugador cirúrgico, coletando e depositando no defeito do paciente. Antigamente era feito retirando osso do ilíaco, que é um osso muito osteogênico, mas eram duas cirurgias, o que se tornou inviável. 2. Aloenxertos: transplantados entre indivíduos de uma mesma espécie, existe um banco de osso em Bauru, corre o risco de ter rejeição, embora seja um risco pequeno, pois eles são tratados. 3. Heteroenxertos ou Xenoenxertos: bastante utilizados, retirados de um doador de outra espécie, o Helinaldo Corrêa da Conceição 83 mais usado é o enxerto de osso bovino liofilizado e também enxerto de porco, pois são materiais que se assemelham à hidroxiapatita humana. 4. Materiais aloplásticos, materiais semelhantes à hidroxiapatita, materiais de implantes que estão sendo utilizados como substitutos de enxertos ósseos. Não são biológicos. Os enxertos autógenos são os que apresentam menor reabsorção e os que têm a melhor taxa de sucesso. Todos os outros, durante o processo de cicatrização, reabsorvem mais. RTG Proliferação e migração de células do ligamento periodontal, as células que recuperam ou reconstituem o periodonto de sustentação são as células do ligamento periodontal, que é um dos tecidos mais ricos do corpo humano (com osteoblastos, cementoblastos, fibroblastos, células mesenquimais indiferenciadas, células nervosas, células sanguíneas), se estimular este tecido a reconstituir os outros ao seu redor, ele vai conseguir, é o que as pesquisas têm mostrado. Além da proliferação celular, e migração das células do ligamento periodontal, há síntese de matriz extracelular e diferenciação de cementoblastos e osteoblastos. Fatores de Crescimento: É uma classe de hormônios polipeptídicos que estimulam uma ampla variedade de eventos celulares como proliferação, quimiotaxia, diferenciação e produção de proteínas matriciais extracelulares. Existem diversos tipos de fatores de crescimento, os mais utilizados são: 1. Derivados de plaquetas; 2. Semelhante à Insulina; 3. Proteínas ósseas morfogenéticas. Reconstituir osso é muito difícil após raspagem e alisamento radicular, pode ocorrer. Se tiver um defeito ósseo vertical e a raspagem for bem feita, pode ser que ocorra nova inserção, criação de ligamento periodontal e osso, mas é muito difícil. O que vai haver é o epitélio juncional longo, até a base do defeito ósseo. O ideal é que o ligamento periodontal reconstituísse isso, mas o que acontece na maioria das vezes, após a raspagem e alisamento radicular, é o alongamento do epitélio juncional. Se colocarmos osso liofilizado ou fator de crescimento e não proteger essa região contra o epitélio, o epitélio vai invadir este espaço e tomar conta, uma vez sendo o epitélio um tecido com alta taxa de divisão, pois a criação de novo osso e de ligamento periodontal, ocorre de maneira rápida, mas não tão rápida quanto a proliferação epitelial. Cicatrização da ferida periodontal 1. Células epiteliais; Helinaldo Corrêa da Conceição 84 2. Células originadas do tecido conjuntivo gengival; 3. Células originadas do osso; 4. Células originadas do ligamento periodontal. "As células que primeiro repovoarem a raiz, determinarão a natureza da cicatrização". Se epitélio colonizar essa região, vai ter epitélio juncional longo. Se apenas osso povoe essa região, vou ter anquilose, se o ligamento periodontal reconstitua o tecido, vai haver nova inserção, ou seja, nova origem e inserção de fibras colágenas no interior da raiz. O tecido proveniente do osso não possui células com potencial de produzir nova inserção, o que vai produzir é anquilose; O ligamento periodontal parece ser o único com a capacidade de regenerar a inserção periodontal perdida; Se não colocar algo que impeça o epitélio de migrar para esta região, ele vai invadir o defeito e a cirurgia vai ter insucesso. Tem que colocar barreira. Uso das Membranas Podem ser reabsorvíveis ou não reabsorvíveis, elas têm objetivos de: 1. Impedir o tecidoconjuntivo gengival de contatar a superfície radicular durante a cicatrização; manter este espaço para que o ligamento periodontal ou osso constituam a região. 2. Proporcionar um espaço para o crescimento do tecido do ligamento periodontal, como esteja fazendo a RTG. Se tiver fazendo a ROG, vai manter este espaço até que o osso repovoe a área. MATERIAIS BIOABSORVÍVEIS: Evitam a segunda cirurgia; São materiais de barreira de colágeno. A única complicação é a possibilidade de ela reabsorver antes do previsto, antes do tecido abaixo dela estar cicatrizado. Mas isso depende da fisiologia da pessoa. Pode ocorrer degradação precoce, crescimento epitelial e perda prematura da membrana. MEMBRANAS NAO REABSORVÍVEIS: São mais fáceis de manipular, se adaptam da maneira que o profissional queira colocar no defeito. As reabsorvíveis são muito moles, em compensação não precisa de outra cirurgia para retirá-la, o que acaba mexendo nessa região que esta sofrendo cicatrização; a única desvantagem é a segunda entrada, que deve ser feita após alguns meses, para remover. Ao colocar a membrana, não pode ficar exposta na cavidade oral, tem que ficar totalmente recoberta Helinaldo Corrêa da Conceição 85 pelo retalho, a exposição ocasiona contaminação, o que causa falha no processo. OBS.: quando reabrimos a ferida, para retirar a membrana, vamos ver a nova formação óssea, mas o ligamento periodontal não pode ser visto in vivo. Fatores que afetam o resultado São os que basicamente afetam toda cirurgia periodontal, é uma cirurgia menor, delicada, de tecidos que tem 2 ou 3 mm, então qualquer anormalidade altera o resultado. Evita-se em pacientes com DP ativa, que fumem ou que tenham problemas sistêmicos. Fatores relacionados ao paciente: 1. Ter bom controle de placa; 2. Não deve ser fumante; espera-se uma angiogênese neste tecido e o cigarro evita essa neoformação de vasos; 3. Nível de infecção periodontal residual na dentição tem que estar controlada; 4. O paciente tem que ser selecionado, não é qualquer um que pode fazer este tipo de cirurgia; Fatores relacionados ao defeito: 1. Prestar atenção na morfologia do defeito; levar a classificação de Goldman e Cohen sempre em consideração; classificação de Miller para enxerto gengival, que também dá um prognóstico. 2. Largura e profundidade; quanto mais largo mais difícil de reconstituir, quanto mais estreito e mais profundo mais se ganha, pois a parte mais profunda é bem fina. 3. Números de paredes ósseas. Quanto mais paredes o defeito possuir, melhor. Fatores relacionados à técnica: 1. Cuidadoso desenho do retalho; 2. Colocação correta do material; 3. Bom selamento da ferida; a barreira não pode ficar exposta na cavidade oral, senão vai infeccionar; 4. Ótimo controle de placa no pós-operatório; 5. Exposição da membrana. Helinaldo Corrêa da Conceição 86 (Aula XI) Interrelação Periodontia e Implantodontia (Aula XII) Tratamento cirúrgico das bifurcações REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. GENCO, Robert J.; GOLDMAN, Henry M.; COHEN, D. Walter. Periodontia contemporânea. 3. ed. São Paulo, Santos, 1999. 726 p 2.GLICKMAN, Irving; CARRANZA JR., Fermin A. Periodontia clínica de Glickman – Prevenção, diagnóstico e tratamento da doença periodontal na prática da odontologia geral. 9 ed. 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