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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA DEPARTAMENTO DE ZOOTECNIA LABORATÓRIO DE AVICULTURA – LAVIC Frangos de Corte Alexandre Pires Rosa Mariane Oliveira Douglas Bonamigo Santa Maria, RS alexandreprosa@gmail.com AVICULTURA BRASILEIRA Corte - Carnes AVICULTURA BRASILEIRA Corte - Carnes • Carcaça de frango em foto da Universidade da Califórnia em 1940 Como chegamos neste nível ? Nutrição Manejo INTRODUÇÃO Ambiência Transporte Incubação Idade Genótipo Caracterização •Setor agropecuário brasileiro: Adaptado de: Michels e Gordin, 2004. Genética Genética Ambiência Nutrição Nutrição Manejo Manejo Biosseguridade (Sanidade) Evolução em Frangos de Corte Conversão Alimentar 2014 (2015) 1,560 Linhagens Comerciais – Ross; – Arbor Acres; – Cobb500™ – Avian Farms; – Hubbard; – Isa; – Shaver; 75 % • Tipos de Lote: ♂ ♂+♀ ♀ Sexagem Frango comercializado • Frango inteiro (Griller) – frango de 28 dias de idade; – 1400-1500 gramas; • Frango em cortes – frango de 42 dias de idade: – 2800-3000 gramas; Promover: – Sanidade; – Nutrição; – Conforto; – Condições sócio ambientais corretas; Manejo X Produção animal IMPORTANTE ??? Biosseguridade da granja Todos dentro / todos fora Transporte • Veículos apropriados e bem equipados; – 24°C – Caixa 32°C • Horário de chegada; • Tempo de descarga; • Programação de lotes; Preparação para o alojamento: Cama: – Inverno: 10 a 15 cm – Verão: 5 a 8 cm Vedação: • Cortinas; • Forro; • Pré-aquecimento (48 horas); Preparação para o alojamento: • Recepção: • Densidade; – 50 a 70 pintos por m² Alojamento Condições dos pintinhos: • Uniformidade; • Umbigo cicatrizado; • Penugem totalmente seca; • Alertas e ativos; • Pele dos pés brilhante e oleosa, não deve estar seca e/ou escamosa; • Livres de deformações; Manejo na fase Inicial Água e Alimento: Manejo na fase inicial Manejo na fase inicial Estimular o co s mo inic·a1 Perdas eco1n61m· cas 1devido ao ma mane·o d,a 1a s em,ana Q,ueda no l a.tu ramento: 10°/. Aum,ent,1 0 no custo, 4 % • Teste do papo: – Realizado até 24 horas após o alojamento; – Vazio – Água – Ração – Água + Ração Manejo na fase inicial Manejo conforme a idade (dias) 0 7 21 35 14 28 42 Área utilizada Densidade Utilizada Aquecimento LOTE INICIARÁ LENTO DESUNIFORME ALTA MORTALIDADE Produção de CO2 Queima de O2 Aquecimento Desempenho Pinto de 5 dias ≠ 39 g 93 gramas 132 gramas Manejo de Temperatura Padrão de temperatura e umidade conforme idade das aves: Fonte: Manual da Cobb (2009) Manejo de Temperatura Manejo de Temperatura • Importância; • Ventilação mínima; • Aumentar ventilação mínima quando: – CO2 menor que 3000 ppm; – Oxigênio menor que 19,6 %; Ventilação mínima Ventilação mínima Qualidade do ar EFEITO DA QUALIDADE DO AR SEM VENTILAÇÃO MINIMA 0 min 5 min 10 min 15 min Amonia 15 ppm 35 ppm 50 ppm 80 ppm CO² 800 ppm 1500 ppm 2600 ppm 3500 ppm Umidade 68% 78% 86% 97% Resfriamento FALHA NA VENTILAÇÃO MÍNIMA: -BAIXA QUALIDADE DE AR -BAIXA QUALIDADE DA CAMA -BAIXA QUALIDADE DOS PINTOS AMÔNIA Qualidade do ar Nutrição • Ração Pré-inicial (1 a 7 dias); • Ração inicial ( 8 a 21 dias); • Ração crescimento I ( 21 a 28 dias ); • Ração crescimento II ( 29 a 35 dias ); • Ração final (35 a 42 dias ou abate); Abate Alojamento Índices zootécnicos de um Cobb-500 macho (manual Cobb) Idade (dias) Peso Corporal (gramas) Consumo de ração (gramas) Conversão alimentar 7 179 151 0,844 14 475 475 1,000 21 938 1106 1,179 28 1531 2085 1,362 35 2217 3435 1,549 42 2953 4994 1,691 Tipos de ração • Fareladas; • Peletizadas; • Trituradas; Regulagem dos equipamentos • Tipo prato Idade Regulagem dos pratos 1 a 3 Ração rente a borda 4 a 7 75% do volume do prato com ração 8 a 18 50% do volume do prato com ração 19 ao abate 30% do volume do prato com ração Desperdício de ração CA Regulagem dos equipamentos: – Tubular semi automático Regulagem dos equipamentos • Bebedouros tipo pendular • Nipple Regulagem dos equipamentos • Bebedouros tipo pendular: • Limpeza • Controle de vazamentos • Vazão do nipple: Idade Vazão vertical 1 40 ml 7 60 ml 14 70 ml 21 80 ml 28 90 ml 35 100 ml Regulagem dos equipamentos Qualidade da água • Nutriente essencial; • Análise da água; • Temperatura: – 24 – 25°C – 18-20°C • Relação Água:Ração: – 1,6 a 2 vezes • Cloração de água (3 a 5 ppm); • pH 6,5 – 7,5 • Reservatórios Qualidade da água • Reservatórios Qualidade da água Qualidade da água • Flushing • Renovação da água; Qualidade da cama • Revolver • Cuidar: – Tempo – Manejo das cortinas – Idade dos frangos Programas de luz Programas de luz Ficha de produção (Produtor) – Data de alojamento / abate – Número de aves – Mortalidade, refugos; – Consumo de água; – Temperatura máxima e mínima; – Consumo de alimentos; – Peso vivo e idade do lote à medição; – Medicação fornecida – tipo, quantidade, data de administração e período de retirada; – Vacinação – data de administração, tipo e quantidade – Dados sobre recebimento de ração, gás, cama – Controle de visitantes Avaliação do desempenho • Pesagem dos lotes: – Semanalmente (uma amostra do lote): – 7, 14, 21, 28, 35 e 42; Compostagem • Composteira; Índices Zootécnicos • Peso corporal: – Ganho de peso – Ganho médio diário (GMD) • Consumo de ração: • Conversão alimentar (CA) • Mortalidade: • Viabilidade criatória • Índice de eficiência produtiva (IEP) • Objetivo: – Conteúdo fecal • Alimentação; • Água; Manejo pré-abate (Jejum) < 7 horas > 13 horas 8-12 horas Manejo Pré-carregamento • Levantar equipamentos; • Divisão do lote; • Conduzir aves com cuidado; • Colocar o mesmo nº de aves por caixa; • Cuidados com calor; • Diminuir a iluminação; Carregamento • Apanha: – Equipe treinada Carregamento Transporte até o abatedouro Espera para abate ABATEDOUROS E PROCESSAMENTOS Hematomas Limpeza do aviário • Pós retirada do lote: – Cama reutilizar ou não?? – Retirar pontos úmidos; – Queima das penas; • Alcalinizante • Acidificante • Biológico Limpeza do aviário • Tratamento da cama: – Enleiramento Manejo da cama Retirada total da cama Adubação orgânica • 70 R$/Tonelada Adubação orgânica Limpeza do aviário Avaliação da uniformidade em lotes de frangos de corte tipo griller • Objetivo: Avaliar os fatores que afetam na uniformidade dos lotes, e as medidas que devem ser tomadas a fim de minimizar o problema. • Principais problemas priorizados: ▫ Qualidade da cama; ▫ Aquecimentoinicial; ▫ Estímulo inicial; ▫ Qualidade do ar; ▫ Idade das matrizes. Importância da uniformidade para a produção do frango griller: A uniformidade indica a variabilidade do tamanho das aves dentro de um lote. Coeficiente de Variação (CV): geralmente usado para descrever a variabilidade dentro de uma população. CV baixo indica um lote uniforme CV alto indica um lote desigual Gráfico de distribuição normal de uma população Em um lote normal, aproximadamente 95% das aves se encaixarão na faixa de 2 desvios-padrão para mais ou para menos em relação ao peso médio. Distribuições • Normal • T-student • Qui-quadrado • Envolvem noções de dispersão! INFERÊNCIA Teoria de distribuições Média com Distribuição Normal • Comparação de Integrados classe A, B e C • Materiais e Métodos: • Locais: Integrado(A), Integrado (B) e Integrado (C). • Foram realizadas pesagens em 1 aviário de cada propriedade. • 1% de cada lote foi pesado, em 6 pontos distintos dentro de cada aviário; • As aves foram pesadas individualmente e após foi calculado o CV (%) do lote. • As pesagens realizadas foram na chegada dos pintinhos, com 1 dia, 4, 7, 14, 21, 28 e no abate. Resultados: Idade Aviários CV % A B C 0 7,09 7,86 8,81 1 9,41 9,05 11,7 4 10,78 9,64 11,44 7 9,88 12,85 16,45 14 11,35 17,87 24,52 21 11,08 17,21 24,55 28 9,5 15,64 16,24 Abate 8,28 12,82 13,79 Gráfico da Equação Normal Resultante 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 Peso de 1 dia A CV 9,41% B CV 9,05% C CV 11,7% Gráfico da Equação Normal Resultante 0 5 10 15 20 25 Peso de 7 dias A CV 9,88% B CV 12,85% C CV 16,45% Gráfico da Equação Normal Resultante 0 5 10 15 20 25 Peso 21 dias A CV 11,08% B CV 17,21% C CV 24,25% Gráfico da Equação Normal Resultante 0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 Peso Abate A CV 8,28% B CV 12,82% C CV 13,79% Perdas Econômicas: 8,28 13,79 12,82 4,75 7,06 6,5 0 2 4 6 8 10 12 14 16 Osvaldo Ibler Itumbiara 5 Tony 1 CV x Contaminação CV Abate % Contaminação A C B Tabela: Pesagem das aves Idade das aves Peso (g) A Peso (g) B Peso (g) C 0 43,68 43,82 42,85 1 55,63 55,54 54,09 4 108,8 98 91,9 7 180,3 139,74 116,68 14 464,25 353,47 297,36 21 887,61 664,49 641,9 28 1395,98 1051,81 1114,09 Abate 1395,54 1131,08 1423,11 Peso baixo indicando falhas no manejo (INTEGRADO CLASSE C) Perdas Econômicas: • Integrado Classe A • Aves abatidas com 30 dias Mort. 2,12% • Sem consumo extra de ração final. • Integrado Classe B • Aves abatidas com 35 dias Mort. 2,09% • 5 dias a mais de consumo de ração final. • 140g/dia x 5 dias= 700g • 0,700 kg x 34548 aves= 24183,6 kg • 24183,6 kg x R$0,72= R$17412,19. • Integrado Classe C • Aves abatidas com 35 dias Mort. 4,21% • 5 dias a mais de consumo de ração final. • 140g/dia x 5 dias= 700g • 0,700 kg x 33999 aves= 237999,3kg • 26689,21kg x R$0,72= R$ 17135,49. Perdas Econômicas: • A 0 dias • Perdas em ração = R$ 0,00 • C.A 1,454 • B 5 dias • Perdas em ração = R$ 17145,49 • C.A 1,804 • CA 1,546 26g • C 5 dias • Perdas em ração = R$ 17412,19 • C.A 1,681 • CA 1,440 24g Manejo de Frangos de Corte • Índices Zootécnicos: ▫ Peso corporal: ▫ Ganho de peso ▫ Ganho médio diário (GMD) ▫ Consumo de ração: ▫ Conversão alimentar (CA) ▫ Índice de eficiência produtiva (IEP) ▫ Mortalidade: ▫ Viabilidade criatória EXERCÍCIO: Calcule o IEP • Dados do lote: • Aves alojadas: 15000 mil • Mortalidade: 300 aves • Abate: 42 dias • Peso inicial: 40 g • Peso de abate: 2.750 g por frango • Ração fornecida: 74.250,000 Kg/ lote • Sobra de ração: 1.500,000 Kg/ lote Resultado: 351,47 sendo que um IEP a partir de 280 é considerado bom. EXERCÍCIO: Calcule o IEP • Fórmula: ▫ IEP = GMD * Viabilidade CA * 10 Mariane de Oliveira Fernandes - Doutorado Douglas Bonamigo - Mestrado Agradecimentos: