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�MÓDULO 1 – Sintaxe – I
Atenção: As questões de números 1 a 12 referem-se ao texto que
segue.
1. (FMABC-2018) – É correto o seguinte comentário: no texto, a
autora
a) vale-se de um relato cinematográfico como motivação para expor
uma prática social que deixa transparecer a percepção que as
pessoas têm do seu país e de sua história.
b) manifesta-se sobre o sentido que deve ser atribuído à palavra
“patrimônio”, pronunciada no filme que ela cita, demonstrando a
natureza dos desafios enfrentados pelo grupo social retratado para
fazer uso do termo.
c) evidencia que grupos sociais decidem sobre a melhor maneira de
avaliar os monumentos históricos do seu país, porque reconhecem
que dessa apreciação coletiva decorre o valor pecuniário desse
patrimônio.
d) concentra sua atenção num específico filme de produção nacional,
do qual analisa uma peculiar passagem com o objetivo de
determinar o significado preciso da obra e julgar seu valor.
e) narra a história de um vilarejo ameaçado para demons trar como esse
evento foi transposto para a linguagem cinematográfica e refere,
especialmente, a caracte rização da realidade dos habitantes do lugar.
2. (FMABC-2018) –O parágrafo 4 permite a seguinte conclusão:
a) o movimento rápido e intenso do cotidiano, que não permite a
contemplação de objetos que se destacam numa cidade, retira de
um bem coletivo sua legiti midade como patrimônio, tornando-o
coisa corriqueira.
b) memórias individuais de um grupo que habita distintas paisagens
precisam ser confrontadas, para que sejam comprovados os fatos
que são realmente históricos, condição para o reconhecimento de
patrimônios da coletividade.
Um filme nacional de 2003 − Os narradores de Ja vé, de
Eliane Caffé − mostra um vilarejo fictício amea çado de ser
inundado por uma grande represa. Pobres e esquecidos por
todos, seus habitantes não sabem como se defender, até que
uma voz parece en contrar a solução: Javé precisa ser
reconhecida co mo “patri mônio”, pois assim não se tornaria
uma ci dade submersa. Duas dimensões dessa fala me re cem
ser assinaladas: “patri mônio” aparece como um recurso e
uma reivindicação; a palavra, enun cia da naquela específica
cena, evidencia o quanto deixou há muito de ser um termo
técnico, especiali zado, vinculado a um saber e a uma política
formal, pa ra se tornar um lugar-comum; em uma me táfora
poderosa, submersão equivale a esque cimento e a não
reconhecimento: a reivin dicação de posse de um patrimônio é
uma demanda de visibilidade. Desprovidos de recursos
materiais que pudessem ser considerados de valor histórico,
os narradores de Javé só podem recordar e reinventar suas
histórias, seu mito de fundação, um patrimônio que hoje
chamamos imaterial, ou intangível.
O termo “patrimônio”, do latim pater, pai, tor nou-se
corriqueiro e sua adjetivação se espraiou: patrimônio pode
ser histórico, ambiental, arqueo lógico, artístico, material,
ima terial etc., qualifica ções comumente subsumidas sob o
guarda-chuva “cultural”. A remissão a pai, patriarca, nos
conduz a legado, herança − e não por acaso o termo em inglês
é exata mente este: heritage.
No filme citado não bastava reconhecer algo importante:
era preciso escrever, anotar, identificar – e passar adiante.
Esse conjunto de práticas é o que pode transmutar os relatos,
as estórias passadas em conversas informais e os costumes em
“patrimônio” − da cidade, de um grupo, região ou nação.
Patri mônio não é uma representação coletiva como outra
qualquer, e sim uma prática constituída por um pro cesso de
atribuição de um valor, que deve ser re conhecido por um
grupo disposto a conservá-lo. Em outras palavras, patrimônio
histórico remete a polí ticas públicas ou a ações que têm lugar
na esfera pública.
Os grupos sociais atribuem valores distintos aos seus bens
materiais, suas memórias, suas marcas territoriais; nomeiam
− e desse modo distinguem, clas sificam − o ambiente que os
rodeia, destacam passagens de sua história comum, de um
passado coletivo, elegem paisagens. Por isso, quando fala mos
em patrimônio (histórico, cultural etc.), é disso que se trata:
de um conjunto de bens materiais ou ima teriais fruto de uma
decisão que partiu da identificação de algo que merecia ser
destacado, retirado de certo fluxo corriqueiro das coisas, da
rotina cotidiana: um bem tido como especial. A esse bem
chama-se bem patrimonial.
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O termo é hoje lugar-comum, em duplo sentido: é
corriqueiro, parece estar no discurso de todos, mas pode ser
também um lugar compartilhado, um ponto de encontro de
saberes, disciplinas e políticas. Con tu do, não estamos diante
de um fenômeno universal, tampouco permanente. Na
França, preocupações com patrimônio ou, para usar um
termo então uti lizado, com monumentos tiveram início após
a Revo lução Francesa; na Inglaterra, em meio à Revolução
Industrial, vitorianos que denunciavam uma civiliza ção
moderna percebida como sem raízes se voltavam para um
passado pré-industrial, localizado na arquitetura. No Brasil,
a descoberta de um patri mônio na iminência de ser perdido
não se vinculou a revolução de qualquer tipo: foi um debate
que teve início na nada revolucionária Primeira República
(1889-1930), quando cidades passavam por reformas
urbanas pautadas por um “bota abaixo” − como ocorreu no
Rio de Janeiro e no Recife no começo do século XX −, e
consolidou-se no Estado Novo.
(Adaptado de: RUBINO, Silvana. Patrimônio: história e
memória como reivindicação e recurso. In: Agenda bra sileira:
temas de uma sociedade em mudança. Orgs. André Botelho,
Lilia Moritz Schwarcz. São Paulo: Companhia das Letras, 2011,
p. 392 e 393)
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c) um bem patrimonial, por exemplo, arquitetônico, é aquele que,
entre outros, é classificado em primeiro lugar pelos habitantes do
território em que está inserido.
d) dar um nome próprio a, por exemplo, uma estação ferroviária −
“Estação da Luz”, em São Paulo −, é demonstração de que a
sociedade a considera bem patrimonial.
e) a consideração, por exemplo, da estátua de um herói como
“patrimônio”, por ser determinada por um certo grupo social, é
antes de mais nada histórica, o que abre a possibilidade de, em
algum outro momento, ser posta sob suspeita.
3. (FMABC-2018) – Consideradas as linhas iniciais do texto,
afirma-se com correção:
a) (linhas 8 e 9) Compreender que a palavra “patri mônio” aparece
como um recurso está ligado ao fato de que a população de Javé a
entendeu como meio para evitar a iminente inundação da cidade.
b) (linhas 9, 10 e 11) Ao ter-se tornado vocábulo comum numa
população simples de um vilarejo, a palavra “patri mônio” deixou
de ser empregada em textos es pe ciali zados, de estudiosos e
técnicos de várias áreas do saber.
c) (linhas 1 e 2) Os travessões isolam informações con sideradas, no
contexto, de menor relevância, pois constituem meros detalhes,
que, por isso, não contri buem para a coesão textual.
d) (linha 4) Em seus habitantes não sabem como se defender, o
pronome destacado indica reciprocidade, como se tem em “Avô e
neto se abraçaram emocio nados”.
e) (linhas 4 e 5) Em até que uma voz parece encontrar a solução, a
preposição destacada expressa um limite espacial.
4. (FMABC-2018) 
Sobre o que se tem no acima transcrito, em seu contexto, comenta-se
com propriedade:
a) O emprego da palavra mito sinaliza que os relatos dos narradores
eram fruto exclusivo da imaginação.
b) A conjunção destacada em patrimônio que hoje cha ma mos
imaterial, ou intangível denota que cada uma das designações
remete a um específico tipo de patri mô nio.
c) A expressão em uma metáfora poderosa remete à seguinte ideia: é
em sentido figurado quese pode entender que “submergir” implica
sumir sob as águas.
d) Os dois-pontos introduzem fato que é consequência do que se
afirma anteriormente − em uma metáfora pode ro sa, submersão
equivale a esquecimento e a não re conhe cimento.
e) O segmento Desprovidos de recursos materiais que pudessem ser
considerados de valor histórico expressa uma circunstância temporal.
5. (FMABC-2018) – No parágrafo 2, o segmento qualificações
comumente subsumidas sob o guarda-chuva “cultural” explica um
tipo de relação que se estabelece entre palavras do texto. Observe-se
o fenômeno de “qualificação subsumida sob um guarda-chuva”. Ele é
reconhecível, na devida ordem, na relação entre
a) guaraná zero e refrigerante.
b) doce e chocolate diet.
c) cereal e trigo.
d) doença e gripe espanhola.
e) arbusto e papoula.
6. (FMABC-2018) – Considerados os parágrafos 2 e 3, em seu
contexto, afir ma-se corretamente: No processo de argumentação,
a) a afirmação Patrimônio não é uma representação cole tiva como
outra qualquer perderia seu valor na cons trução do raciocínio se a
palavra destacada fosse deslocada para depois do pronome
qualquer.
b) o emprego da expressão Em outras palavras evidencia a intenção
de − por meio de distinta redação e sem ex pandir o pensamento
desenvolvido na frase anterior − reafirmar-se o que nela foi
enunciado.
c) a referência à origem da palavra “patrimônio” dá acesso ao
seguinte entendimento: os bens sobre os quais se construiu um
consenso quanto ao seu valor são salvaguardados e transmitidos às
gerações que se seguem.
d) a citação da palavra inglesa “heritage” é recurso para a desejada
comprovação de que bens patrimoniais não são exclusivos de
apenas algumas coletividades, ideia reforçada pela expressão não
por acaso.
e) justifica-se o emprego de histórico, ambiental, arqueo ló gico,
artístico, material, imaterial pelo fato de serem palavras usadas
em situações informais; esse traço é deter minante para demonstrar
que o uso do termo patrimônio tornou-se corriqueiro.
7. (FMABC-2018) – O enunciado em que a informação vem
marcada por traço imperativo é:
a) (parágrafo 2) A remissão a pai, patriarca, nos conduz a legado,
herança − e não por acaso o termo em inglês é exatamente este:
heritage.
b) (parágrafo 1) Javé precisa ser reconhecida como “pa tri mônio”,
pois assim não se tornaria uma cidade submersa.
c) (parágrafo 1) Um filme nacional de 2003 − Os nar radores de Javé,
de Eliane Caffé − mostra um vilarejo fictício ameaçado de ser
inundado por uma grande represa.
d) (parágrafo 3) Esse conjunto de práticas é o que pode transmutar
os relatos, as estórias passadas em conver sas informais e os
costumes em “patrimônio”.
e) (parágrafo 1) a palavra, enunciada naquela específica cena,
evidencia o quanto deixou há muito de ser um termo técnico,
especializado.
..em uma metáfora poderosa, submersão equivale a es quecimento
e a não reconhecimento: a reivindicação de pos se de um
patrimônio é uma demanda de visibi lidade. Desprovidos de
recursos materiais que pudessem ser con siderados de valor
histórico, os narradores de Javé só po dem recordar e reinventar
suas histórias, seu mito de fun dação, um patrimônio que hoje
chamamos imaterial, ou intangível.
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8. (FMABC-2018) – Levando em conta o parágrafo 5, observa-se
com corre ção:
a) Se a palavra lugar-comum estivesse empregada no plural, a forma
correta a ser empregada seria “lugares comum”.
b) No segmento em meio à Revolução Industrial, o sinal indicativo da
crase está corretamente empregado, mas não estaria se a formulação
fosse “em meio àquilo que se chamou de Revolução Industrial”.
c) A conjunção Contudo expressa ideia de restrição.
d) No contexto em que aparece, a palavra tampouco não está
empregada como reforço de uma negação.
e) A vírgula depois da palavra compartilhado exerce função
equivalente à função que exerceria a conjunção e ao ligar dois
segmentos de idêntica função sintática na frase.
9. (FMABC-2018) – Observado o parágrafo 5, é afirmação correta:
a) O período final contém ambiguidade, pois nada indica se o trecho
e consolidou-se no Estado Novo deve unir-se a foi um debate que
teve início na nada revo lucionária Primeira República ou a como
ocorreu no Rio de Janeiro e no Recife no começo do século XX.
b) O advérbio hoje poderia ser substituído pela expressão “na
modernidade” sem prejuízo do sentido original, pois ambos
abarcam a mesma extensão temporal.
c) Em nada revolucionária Primeira República, o seg mento
destacado constitui pleonasmo a ser evitado, pois não promove
ampliação alguma da ideia anun ciada anteriormente sobre a
relação entre patrimônio e revolução no Brasil.
d) Explica-se o enunciado No Brasil, a descoberta de um patrimônio
na iminência de ser perdido não se vin cu lou a revolução de
qualquer tipo porque o contexto si na lizou a probabilidade de
ocorrência dessa vin cu lação.
e) Se o segmento destacado em vitorianos que denun ciavam uma
civilização moderna percebida como sem raízes se voltavam para
um passado pré-industrial viesse entre vírgulas, o sentido original
não seria prejudicado
10.(FMABC-2018) – Considerado o contexto, o segmento que está
correta men te traduzido é:
a) (linha 36) remete a políticas públicas / implica ações de governos
para assegurar o direito da coletividade.
b) (linhas 59 e 60) se voltavam para um passado pré-industrial,
localizado na arquitetura / atribuíam os danos a patrimônios
arquitetônicos à época pré-industrial.
c) (linha 29) o que pode transmutar os relatos / o que pode falsear as
narrativas.
d) (linhas 55 e 56) ou, para usar um termo então utilizado / dito de
outra maneira, em termo hoje arcaico.
e) (linhas 64 e 65) reformas urbanas pautadas por um “bota abaixo”
/ projetos de aprimoramento das cidades por gradativa implosão de
edificações degradadas.
11. (FMABC-2018) – O segundo termo do par apresentado em cada
alternativa participa da coesão textual ao retomar o primeiro. A
retomada que está adequadamente analisada é:
a) (linha 47) um bem / A esse bem − a retomada se dá pela repetição
da palavra, com o respectivo pronome demonstrativo; não existe
indicação de que a palavra “bem” tenha aparecido anteriormente.
b) (linhas 5 e 7) uma voz / dessa fala − a retomada se dá por meio de
sinônimo; o artigo indefinido, no primeiro termo, anuncia
informação nova; a definição, no segundo, indica que a referência
não é nova, mas recuperada.
c) (linha 18) um patrimônio / que – a retomada se dá por meio de
conjunção subordinativa.
d) (linhas 28 e 29) era preciso escrever, anotar, identificar − e passar
adiante / Esse conjunto de práticas − o segundo termo realiza a
recuperação englobando as cinco informações citadas no primeiro.
e) (linhas 38 e 40/41) Os grupos sociais / os rodeia − a reto ma da se
dá por meio do pronome oblíquo, que remete ao complemento
indireto do verbo.
12.(FMABC-2018) – Considere as afirmações que seguem.
I. A palavra lugar-comum é composta por elementos pertencentes
às mesmas classes gramaticais que compõem o vocábulo 
guarda-chuva.
II. As palavras imaterial e intangível apresentam elemento de
formação de mesmo valor semântico.
III. A palavra guarda-chuva empregada no texto exem pli fica o
fenômeno da polissemia.
Está correto o que se afirma em
a) II e III, apenas.
b) I, apenas.
c) I e III, apenas.
d) I, II e III.
e) II, apenas.
�MÓDULO 2 – Sintaxe – II
Leia o poema de Alberto de Oliveira para responder à questão 1.
1. (SANTACASA-2018) – Quanto aos tipos de complementos
requeridos, o verbo “deixou” (1.a estrofe) é semelhante ao verbo da
oração:
a) O filho daquele casal fica feliz em qualquer lugar.
b) Maria Cristina chutou com força a parede e o medo.
c) Quarta-feira da semana passada não choveu muito.
d) Emprestei por dois dias minha namorada a um inimigo.
e) AntonioCarlos leu milhares de livros ruins e inúteis.
O MURO
É um velho paredão, todo gretado1,
Roto2 e negro, a que o tempo uma oferenda
Deixou num cacto em flor ensanguentado
E num pouco de musgo em cada fenda.
(Parnasianismo, 2006.)
1 gretado: rachado.
2 roto: danificado.
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Leia o texto de Fernando Gabeira para responder às questões de 2 a 4.
2. (SANTACASA-2018) – Segundo o texto,
a) o cânhamo e a maconha são úteis à humanidade e, portanto,
deveriam ser liberados.
b) o cânhamo e a maconha são perigosos e, por isso, são proibidos
em vários países.
c) o cânhamo e a maconha são ambos proibidos em vários países,
embora apenas um deles seja potencialmente perigoso.
d) o cânhamo, apesar de ser tão tóxico quanto a maconha, é tratado
erroneamente de maneira positiva.
e) a maconha é mais conhecida que o cânhamo e, por isso, leva toda
a culpa pelos malefícios que ambos causam.
3. (SANTACASA-2018) – “Nos primeiros meses de 2000, cientistas
da Califórnia chegaram à conclusão de que maconha dá câncer e cien -
tistas ingleses concluíram que maconha cura câncer.” (2.° parágrafo)
No contexto em que se encontra, o trecho selecionado
a) confirma a ideia de “resultados frontalmente antagô nicos”.
b) confirma a ideia de “destrói o cérebro”.
c) relativiza a ideia de “família”.
d) contrapõe-se à ideia de “conduz ao crime”.
e) contrapõe-se à ideia de “maravilhosa”.
4. (SANTACASA-2018) – “Se a Cannabis sativa fosse uma família,
teria dois filhos.” (3.° parágrafo). A frase que mantém o sentido
original e está de acordo com a norma-padrão é:
a) Caso tivesse dois filhos, a Cannabis sativa seria uma família.
b) Desde que tivesse dois filhos, a Cannabis sativa seria uma família.
c) Na medida em que a Cannabis sativa fosse uma família, teria dois filhos.
d) Fosse uma família, a Cannabis sativa teria dois filhos.
e) Conforme a Cannabis sativa fosse uma família, teria dois filhos.
Leia o texto de Marcelo Lopes de Souza para responder às questões
de 5 a 8.
 
5. (SANTACASA-2018) – Em sua argumentação, o texto
a) defende que as ideias de “desenvolvimento” e “desenvolvimento
econômico” são sinônimas, na medida em que é preciso garantir
os meios necessários para atingir as transformações (para melhor)
na vida das pessoas.
b) explica que a ideia de “desenvolvimento econômico” corresponde
a uma melhoria dos meios de produção de bens, o que a afasta da
pers pectiva social de “desen vol vimento”, que teria como fina -
lidade e foco a mu dança (para melhor) da qualidade de vida das
pessoas.
c) defende a ideia de que o “desenvolvimento econô mi co” corres -
ponde à ideia social de “desenvolvimento”, na medida em que,
para melhorar os meios de produção de bens, é preciso transformar
(para melhor) a vida das pessoas.
d) critica a ideia de que “desenvolvimento” e “desen volvimento
econômico” sejam sinônimos, na medida em que as transfor -
mações (para melhor) na vida das pessoas são proporcionais à
capacidade que essas pessoas têm de produzir seus próprios bens.
e) critica a ideia de que o “desenvolvimento” deva ter como finali -
dade as transformações (para melhor) na vida das pessoas,
afirmando que ele deveria se preocupar com a melhoria dos meios
de produção dos bens para a sociedade.
A resposta padrão à pergunta O que é desenvolvi mento? gira
em torno da aceitação de que desenvol vimento e desenvol vimento
econômico são sinônimos. Para muitos, esta é, ainda hoje, uma
associação óbvia e imediata: tão óbvia e tão imediata que
qualquer desconfiança a propósito de sua validade soa como uma
impertinência. Seja lá como for, o presente autor tem sido, a esse
respeito, radicalmente impertinente, tendo sua recusa da
associação reducionista entre desenvolvimento e desen vol vimento
econômico sido insistentemente martelada em vários trabalhos
publicados anteriormente. Por que, entretanto, valeria a pena
correr os riscos de semelhante afronta à opinião corrente?
Principie-se pelo esclarecimento do que seja desenvolvimento
econômico. Ora, esse não se refere a outra coisa que não ao
aumento da capacidade de uma sociedade produzir mais bens e de
uma maneira melhor (isto é, produtos melhores produzidos mais
eficiente mente), de modo a satisfazer necessidades huma nas. Logo,
ele diz respeito, na melhor das hipóteses, a meios para se atingirem
maiores qualidade de vida, justiça social etc. e não a fins.
No entanto, sob a guarida de uma certa ideologia do
desenvolvimento, ainda hoje hegemônica, privilegia-se, na
conceituação de desenvolvimento, exatamente sua dimensão
econômica, levando a que se entronize um conceito que se define
antes pelos meios, mediante os quais se pode aprimorar o modelo
social capitalista, do que pelos fins que, de um ponto de vista social
geral, deveriam nortear e dar concretude à expressão mudança
para melhor. A referida ideologia, saliente-se, encobre interesses
vinculados ao verdadeiro fim, que é a perpetuação desse modelo e,
nesse contexto, dos benefícios de determinados grupos ou classes.
(O desafio metropolitano, 2000.)
Dizer “maconha” é espalhar um rastro de discórdia. Há quem
afirme que ela destrói o cérebro e conduz ao crime. Há quem, como o
escritor Carl Sagan, a considere maravilhosa. Há os que duvidam, os
que ignoram, os que pesquisam e chegam a resultados frontalmente
antagônicos.
Nos primeiros meses de 2000, cientistas da Califórnia chegaram
à conclusão de que maconha dá câncer e cientistas ingleses
concluíram que maconha cura câncer. 
Se a Cannabis sativa fosse uma família, teria dois filhos. São
irmãos de sangue, com a diferença de que num deles os exames
detectam níveis mais altos de THC1 − o tetraidrocanabinol. O
cânhamo, que entra na produção de 20 mil produtos importantes para
a humanidade, tem um nível de THC inferior a 3%. A partir daí, entra
em cena sua irmã, a maconha, que produz toneladas de bons e maus
sonhos, com um teor de THC em torno de 6%. Na maioria dos países,
a plantação de cânhamo e de maconha é igualmente proibida, um
irmão pagando pelo outro, o cordeiro pelo lobo.
(A maconha, 2000. Adaptado.)
1 THC: substância encontrada nas plantas do gênero Cannabis, que
inclui o cânhamo e a maconha.
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6. (SANTACASA-2018) – “levando a que se entronize um conceito
que se define antes pelos meios” (3.° parágrafo)
Em seu contexto, “entronizar um conceito” deve ser entendido como:
a) atribuir a uma ideia um status elevado, ideal.
b) considerar óbvia uma ideia que ainda não foi contes tada.
c) valorizar uma ideia a qual todos criticam.
d) relativizar uma ideia que parece óbvia.
e) tomar uma ideia, abstrata, como se fosse algo concreto.
7. (SANTACASA-2018)
No contexto em que se encontra, a conjunção destacada introduz uma
oração que expressa ideia de
a) finalidade. b) condição. c) conclusão.
d) causa. e) explicação.
8. (SANTACASA-2018) – “isto é, produtos melhores produzidos
mais eficiente mente” (2.° parágrafo).
É correto afirmar que o termo destacado é
a) a forma superlativa plural do advérbio “bom”.
b) a forma comparativa plural do adjetivo “bem”.
c) a forma superlativa plural do adjetivo “bom”.
d) a forma comparativa plural do advérbio “bem”.
e) a forma comparativa plural do adjetivo “bom”.
�MÓDULO 3 – Sintaxe – III
Texto para as questões 1 e 2. 1. (UNICAMP) – A partir da identificação de várias expressões
nominais ao longo do texto, é correto afirmar que: 
a) As expressões “pedagogia do abraço”, “pedagogia da roda”,
“pedagogia do sabão”, “pedagogia do brin que do”, “oficinas de
cafuné” são referência a termino logias educacionais de caráter técnico. 
b) As expressões “biscoito escrevido”, “processo de ensinagem” e
“folia do livro” sãoneologismos criados por meio da manipulação
de processos de formação de palavras. 
c) A expressão “escola” está entre aspas, porque se refere aos
espaços de aprendizagem diferentes da escola tradicional de hoje
e que não serão encontrados no futuro. 
d) A expressão “processo eletivo”, compreendida no texto como
exclusão social, pressupõe a existência de um projeto educacional
que tem por objetivo a uniformi zação da aprendizagem. 
2. (UNICAMP) – Em relação ao trecho “E ainda colocou em uso
termos como ‘empodimento’, após várias vezes ser questionado pelas
comunidades: ‘Pode [fazer tal coisa], Tião?’ Seguida da resposta
certeira: ‘Pode, pode tudo’”, é correto afirmar: 
a) A expressão “Seguida da resposta certeira” indica a elipse de uma
outra expressão. 
É POSSÍVEL FAZER EDUCAÇÃO 
DE QUALIDADE SEM ESCOLA 
É possível fazer educação embaixo de um pé de manga? Não só
é, como já acontece em 20 cidades brasileiras e em Angola, Guiné-
Bissau e Moçambique. 
Decepcionado com o processo de “ensinagem”, o antropólogo
Tião Rocha pediu demissão do cargo de professor da UFOP
(Universidade Federal de Ouro Preto) e criou em 1984 o CPCD
(Centro Popular de Cultura e Desenvolvimento). 
Curvelo, no Sertão mineiro, foi o laboratório da “escola” que
abandonou mesa, cadeira, lousa e giz, fez das ruas a sala de aula e
envolveu crianças e familiares na pedagogia da roda. “A roda é um
lugar da ação e da reflexão, do ouvir e do aprender com o outro.
Todos são educadores, porque estão preocupados com a
aprendizagem. É uma construção coletiva”, explica. 
O educador diz que a roda constrói consensos. “Porque todo
processo eletivo é um processo de exclusão, e tudo que exclui não
é educativo. Uma escola que seleciona não educa, porque excluiu
“Ora, esse não se refere a outra coisa que não ao aumento da
capacidade de uma sociedade produzir mais bens e de uma
maneira melhor (isto é, produtos melhores produzidos mais
eficientemente), de modo a satisfazer necessidades humanas.
Logo, ele diz respeito, na melhor das hipóteses, a meios para
atingirem maiores qualidade de vida, justiça social etc. e não a
fins.” (2.° parágrafo)
alguns. A melhor pedagogia é aquela que leva todos os meninos a
aprenderem. E todos podem aprender, só que cada um no seu
ritmo, não podemos uniformizar.”
Nesses 30 anos, o educador foi engrossando “seu dicionário de
terminologias educacionais, todas calcadas no saber popular:
surgiu a pedagogia do abraço, a pedagogia do brinquedo, a
pedagogia do sabão e até oficinas de cafuné. Esta última foi
provocada depois que um garoto perguntou: “Tião, como faço para
conquistar uma moleca?” Foi a deixa para ele colocar questões de
sexualidade na roda. 
Para resolver a falência da educação, Tião inventou uma UTI
educacional, em que “mães cuidadoras” fazem “biscoito
escrevido” e “folia do livro” (biblioteca em forma de festa) para
ajudar na alfabetização. E ainda colocou em uso termos como
“empodimento”, após várias vezes ser questionado pelas
comunidades: “Pode [fazer tal coisa], Tião?” Seguida da resposta
certeira: “Pode, pode tudo”. 
Aos 66 anos, Tião diz estar convicto de que a escola do futuro
não existirá e que ela será substituída por espaços de aprendizagem
com todas as ferramentas possíveis e necessárias para os
estudantes aprenderem. 
“Educação se faz com bons educadores, e o modelo escolar
arcaico aprisiona e há décadas dá sinais de falência. Não
precisamos de sala, precisamos de gente. Não precisamos de
prédio, precisamos de espaços de aprendizado. Não precisamos de
livros, precisamos ter todos os instrumentos possíveis que levem o
menino a aprender.” 
Sem pressa, seguindo a Carta da Terra e citando Ariano
Suassuna para dizer que “terceira idade é para fruta: verde, madura
e podre”, Tião diz se sentir “privilegiado” de viver o que já viveu
e acreditar na utopia de não haver mais nenhuma criança
analfabeta no Brasil. “Isso não é uma política de govemo, nem de
terceiro setor, é uma questão ética”, pontua. 
(Qsocial, 09/12/2014. Disponível em http://www.cpcd.org.br/
portfolio/e_possivel_fazer_educacao_de_qualidade_100_escola/.)
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b) A criação da palavra “empodimento” é resultado de um processo:
sufixação. 
c) A repetição do verbo no enunciado “Pode, pode tudo” exemplifica
o estilo reiterativo do texto. 
d) O discurso direto presente no trecho tem a função de dar voz às
comunidades. 
Texto para a questão 3.
3. (UNICAMP) – Considerando as posições expressas no tex to em
relação à valorização da malandragem, é correto afirmar que: 
a) O verbo “equivale” relaciona a valorização da malan dragem à
negação da justiça, da igualdade perante a lei e das instituições
democráticas. 
b) Entre os pares de termos “benigna/maligna” e “maxi ma -
lista/reducionista” estabelece-se no texto uma rela ção semântica
de equivalência. 
c) O elogio da malandragem reside na valorização da criatividade
adaptativa e da sensibilidade em contra posição à fria aplicação da
lei. 
d) O articulador discursivo “porém” introduz um argu mento que se
contrapõe à proposta de valorização da malandragem. 
Texto para a questão 4.
4. (UNICAMP) – A publicidade acima foi divulgada no site da
agência FAMIGLIA no dia 24 de janeiro de 2007, véspera do
aniversário de São Paulo, no período em que foi proposta a campanha
“Cidade Limpa”. Na base da foto, em letras bem pequenas, está
escrito: Tomara, mas tomara mesmo, que nos próximos aniversários
o paulistano comemore uma cidade nova de verdade. 
Considerando os sentidos produzidos por esse anúncio, é correto
afirmar: 
a) As duas perguntas e as duas respostas que configuram o texto do
outdoor na publicidade acima pressupõem que os paulistanos
estão discutindo o número de outdoors e também o abandono de
muitos dos mora dores da cidade. 
b) O texto escrito em letras pequenas tem a função de exortar os
paulistanos a refletir sobre as próximas eleições e sobre como
fazer para que seja estabelecido um conjunto de prioridades
socialmente relevantes para toda a sociedade. 
c) A publicidade pretende levar os leitores a perceber que as
prioridades estabelecidas pela gestão municipal da cidade não
permitem que os paulistanos enxerguem os verdadeiros problemas
que estão nas ruas de São Paulo. 
d) A publicidade, composta de texto verbal e imagem, tem como
objetivo principal encampar o projeto “Cidade Limpa” elaborado
pela gestão municipal e também propor a discussão de outras
prioridades para a cidade. 
Leia o trecho inicial de um artigo do livro Bilhões e bilhões do
astrônomo e divulgador científico Carl Sagan (1934-1996) para
responder às questões de 5 a 10. 
O TABULEIRO DE XADREZ PERSA
Segundo o modo como ouvi pela primeira vez a história,
aconteceu na Pérsia antiga. Mas podia ter sido na Índia ou até na
China. De qualquer forma, aconteceu há muito tempo.
O grão-vizir, o principal conselheiro do rei, tinha in ven tado um
novo jogo. Era jogado com peças móveis sobre um tabuleiro
quadrado que consistia em 64 quadrados vermelhos e pretos.
A peça mais importante era o rei. A segunda peça mais
importante era o grão-vizir – exatamente o que se esperaria de um
jogo inventado por um grão-vizir. O objetivo era capturar o rei
inimigo e, por isso, o jogo era chamado, em persa, shahmat – shah
para rei, mat para morto. Morte ao rei. Em russo, é ainda chamado
shakhmat. Expressão que talvez transmita um remanes cente
sentimento revolucionário. Até em inglês, há um eco desse nome –
o lance final é chamado checkmate (xeque-mate). O jogo, claro, é
o xadrez. Ao longo do tempo, as peças, seus movimentos, as regras
do jogo, tudo evoluiu. Por exemplo, já não existe um grão-vizir –
que se metamorfoseou numa rainha, com poderes muito mais
terríveis.A razão de um rei se deliciar com a invenção de um jogo
chamado “Morte ao rei” é um mistério. Mas reza a história que ele
ficou tão encantado que mandou o grão-vizir determinar sua
própria recompensa por ter criado uma invenção tão magnífica. O
grão-vizir tinha a resposta na ponta da língua: era um homem
modesto, disse ao xá. Desejava apenas uma recompensa simples.
Apontando as oito colunas e as oito filas de quadrados no tabuleiro
que tinha inventado, pediu que lhe fosse dado um único grão de
trigo no primeiro quadrado, o dobro dessa quantia no segundo, o
dobro dessa quantia no terceiro e assim por diante, até que cada
quadrado tivesse o seu complemento de trigo. Não, protestou o rei,
era uma recompensa demasiado modesta para uma invenção tão
importante.
Em sua versão benigna, a valorização da malandragem
corresponde ao elogio da criatividade adaptativa e da predo mi 
nância da especificidade das circunstâncias e das relações
pessoais sobre a frieza reducionista e genera lizante da lei. Em sua
versão maximalista e maligna, porém, a valorização da
malandragem equivale à negação dos princípios elementares de
justiça, como a igualdade perante a lei, e ao descrédito das
instituições democrá ticas. 
(Adaptado de Luiz Eduardo Soares, Uma interpretação do Brasil
para contextualizar a violência, em C. A. Messeder Pereira,
Linguagens da violência. Rio de Janeiro: Rocco, 2000, p. 23-46.) 
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5. (UNIFESP) – Por ser um artigo de divulgação científica, o texto
apresenta uma linguagem
a) técnica e impessoal.
b) hermética e mal-humorada.
c) acessível e divertida.
d) rebuscada e pretensiosa.
e) inteligível e pedante.
6. (UNIFESP) – No artigo, o recurso à ironia está bem
exemplificado em:
a) “O relato do que aconteceu a seguir não chegou até nós.” (4o.
parágrafo)
b) “Quanto pesam 18,5 quintilhões de grãos de trigo?” (4o. parágrafo)
c) “Ao longo do tempo, as peças, seus movimentos, as regras do
jogo, tudo evoluiu.” (1o. parágrafo)
d) “Segundo o modo como ouvi pela primeira vez a história,
aconteceu na Pérsia antiga.” (1o. parágrafo)
e) “Talvez o grão-vizir estivesse fazendo uma dieta rica em fibras.”
(3o. parágrafo)
7. (UNIFESP) – O trecho “era um homem modesto, disse ao xá” (2o.
parágrafo) foi construído em discurso indireto. Ao se adaptar tal
trecho para o discurso direto, o verbo “era” assume a seguinte forma:
a) serei. b) fui. c) seria.
d) fosse. e) sou.
8. (UNIFESP) – Assinale a alternativa cujo excerto se afasta da
lógica exposta pela fábula do tabuleiro de xadrez persa.
a) “No presente, o tempo de duplicação da população mundial é de
cerca de quarenta anos. A cada quarenta anos haverá o dobro de
seres humanos. Como o clérigo inglês Thomas Malthus apontou
em 1798, uma população que cresce exponencialmente – Malthus
a descreveu como uma progressão geométrica – vai superar
qualquer aumento concebível de alimentos.”
b) “No momento, em muitos países o número de pessoas com
sintomas de aids está crescendo exponencial mente. O tempo de
duplicação é mais ou menos de um ano. Isto é, a cada ano há duas
vezes mais casos de aids do quehavia no ano anterior. Essa doença
já nos cobrou um tributo desastroso em mortes.”
c) “Vamos considerar primeiro o simples caso de uma bactéria que se
reproduz dividindo-se em duas. Depois de certo tempo, cada uma
das duas bactérias filhas também se divide. Desde que exista
bastante alimento e não haja nenhum veneno no ambiente, a
colônia de bactérias vai crescer exponencialmente.”
d) “A população da Terra na época de Jesus consistia talvez em 250
milhões de pessoas. Existem 93 milhões de milhas (150 milhões
de quilômetros) da Terra até o Sol. Aproximadamente 40 milhões
de pessoas foram mortas na Primeira Guerra Mundial; 60 milhões
na Segunda Guerra Mundial. Há 31,7 milhões de segundos num
ano (como é bastante fácil verificar).”
e) “Atualmente, há cerca de 6 bilhões de humanos. Em quarenta
anos, se o tempo de duplicação continuar constante, haverá 12
bilhões; em oitenta anos, 24 bilhões; em cento e vinte anos, 48
bilhões... Mas poucos acreditam que a Terra possa suportar tanta
gente.”
9. (UNIFESP) – O eufemismo (do grego euphemismós, que
significava “emprego de uma palavra favorável no lugar de uma de
mau augúrio”, vocábulo formado de eu, “bem” + femi, “dizer, falar”,
designando, pois, “o ato de falar de uma maneira agradável”) é a
figura de retórica em que há uma diminuição da intensidade
semântica, com a utilização de uma expressão atenuada para dizer
alguma coisa desagradável.
(José Luiz Fiorin. Figuras de Retórica, 2014. Adaptado.)
Verifica-se a ocorrência desse recurso no seguinte trecho:
a) “se o último experimentou as aflições de um novo jogo chamado
vizirmat” (4o. parágrafo).
b) “O número de grãos começa bem pequeno” (3o. parágrafo).
c) “pediu que lhe fosse dado um único grão de trigo no primeiro
quadrado” (2.° parágrafo).
d) “De qualquer forma, aconteceu há muito tempo” (1o. pa rágrafo).
e) “admirando-se secretamente da humildade e comedi mento de seu
conselheiro” (2o. parágrafo).
10. (UNIFESP) – Considerado em seu contexto, o trecho “A razão
de um rei se deliciar com a invenção de um jogo chamado ‘Morte ao
rei’ é um mistério.” (2o parágrafo) sugere que
a) o caráter misterioso das regras do xadrez decorre de sua ligação
com a esfera política.
b) a satisfação do rei com um jogo que visa sua morte é algo difícil
de ser explicado.
c) a alusão à morte presente no nome do jogo não foi compreendida
pelo rei.
Ofereceu joias, dançarinas, palácios. Mas o grão-vizir, com os
olhos apropriadamente baixos, recusou todas as ofertas. Só
desejava pequenos montes de trigo. Assim, admirando-se
secretamente da humildade e comedimento de seu conselheiro, o
rei consentiu.
No entanto, quando o mestre do Celeiro Real começou a contar
os grãos, o rei se viu diante de uma surpresa desagradável.
O número de grãos começa bem pequeno: 1, 2, 4, 8, 16, 32, 64,
128, 256, 512, 1024... mas quando se chega ao 64o. quadrado, o
número se torna colossal, esmagador. Na realidade, o número é
quase 18,5 quintilhões*. Talvez o grão-vizir estivesse fazendo uma
dieta rica em fibras.
Quanto pesam 18,5 quintilhões de grãos de trigo? Se cada grão
tivesse o tamanho de um milímetro, todos os grãos juntos pesariam
cerca de 75 bilhões de toneladas métricas, o que é muito mais do
que poderia ser armazenado nos celeiros do xá. Na verdade, esse
número equivale a cerca de 150 anos da produção de trigo mundial
no presente. O relato do que aconteceu a seguir não chegou até
nós. Se o rei, inadimplente, culpando-se pela falta de atenção nos
seus estudos de aritmética, entregou o reino ao vizir, ou se o último
experimentou as aflições de um novo jogo chamado vizirmat, não
temos o privilégio de saber.
* 1 quintilhão = 1 000 000 000 000 000 000 = 1018. Para se contar
esse número a partir de 0 (um número por segundo, dia e noite),
seriam necessários 32 bilhões de anos (mais tempo do que a idade
do universo).
(Carl Sagan. Bilhões e Bilhões, 2008. Adaptado.)
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d) as origens do jogo de xadrez ainda precisam ser esclarecidas.
e) o próprio rei parecia desconhecer o funcionamento do jogo de
xadrez.
�MÓDULO 4 – Sintaxe – IV
Texto para as questões 1 e 2.
1. (ALBERT EINSTEIN-2018) – No texto de Cláudia Colucci, o
posicionamento do presidente do Cremesp e o do cirurgião em sua
disser tação de mestrado
a) advertem sobre a necessidade de divulgação das imagens de
pacientes se for para o bem deles.
b) são contraditórios quanto às perspectivas éticas referentes a
exposições de dados de pacientes.
c) convergem em relação a questões éticas sobre a disseminação de
imagensde pacientes.
d) defendem a exposição de informações sobre dados de pacientes
desde que com consentimento.
2. (ALBERT EINSTEIN-2018) – Ainda na matéria Conselho não
cassa registro por quebra de sigilo médico, tanto no início do terceiro
parágrafo como no início do quarto, estão elípticas, respec ti va men te,
as expressões
a) registros profissionais; penas públicas.
b) culpados; censuras sigilosas.
c) processos éticos; penas confidenciais.
d) procedimentos julgados; advertências sigilosas.
Mas conforme apurou a Folha com conselheiros, a tendência é que
os médicos acusados recebam, no míni mo, uma censura pública.
Na opinião de Aranha, é preciso que os médicos repensem seus
papéis nas redes sociais. “Elas convidam a pessoa a responder de
forma instantânea, intempestiva. O médico não tem que ser um
santo, mas o ato médico exige prudência.”
MÍDIAS SOCIAIS
A violação do sigilo médico em mídias sociais não é uma prática
incomum entre alunos de medicina, residentes e cirurgiões, aponta
uma dissertação de mestrado apre sen tada nesta quarta (8), na
Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).
No estudo envolvendo 156 pessoas (52 alunos, 51 residentes e 53
docentes), o cirurgião Diego Adão Fanti Silva verificou que 53%
dos alunos, 86% dos residentes e 62% dos docentes divulgam
dados de pacientes nas mídias sociais. A maioria (entre 86,5% e
100%) relata que oculta a identidade dos pacientes no momento
da divulgação. No trabalho, o autor diz que é ilegal e antiética a
divulgação de imagens de pacientes mesmo com a autorização dos
expostos e mesmo não identificando o doente.
Só há permissão se a publicação tiver fins acadêmicos ou assis -
tenciais – ainda assim, é necessário o consentimento do paciente.
Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/
2017/02/1857393-conselho-nao-cassa-registro-porquebra-de-
sigilo-medico.shtml. Acesso em: 8 out. 2017
CONSELHO NÃO CASSA REGISTRO POR QUEBRA DE SIGILO MÉDICO
Cláudia Colucci, 10 fev. 2017 – 2h00 de São Paulo
Nos últimos quatro anos, nenhum médico teve seu registro
profissional cassado no Estado de São Paulo por quebra de sigilo
médico.
Segundo o Cremesp (conselho médico paulista), de 2012 a 2016,
foram registrados 379 processos éticos por essa razão – 87 já
julgados.
Desses, 39 foram inocentados e 48, julgados culpados. A maioria
(26) recebeu penas confidenciais e 22, públicas.
As primeiras são advertências e censuras sigilosas (só o médico
fica sabendo). Já as públicas envolvem publicação na imprensa
oficial e a suspensão do exercício profis sional por até 30 dias.
No mesmo período, 26 médicos foram cassados em primeira
instância pelo Cremesp por diferentes motivos. Cabe recurso das
decisões no Conselho Federal de Medicina.
Para Mauro Aranha, presidente do Cremesp, o fato de não ter
havido nenhuma cassação por quebra de sigilo não significa que
essa seja um infração menos grave.
“É uma infração ética muito importante. Mas a pena depende de
uma série de contextos, por exemplo, o dano provocado ao
paciente, se o médico cometeu o ato de forma proposital ou se foi
negligente e do seu histórico ético no conselho”, explica.
Se a pessoa usar a quebra de sigilo para conseguir algum
benefício (dinheiro, por exemplo), o ato é considerado
gravíssimo.
Aranha não comenta sobre as duas sindicâncias abertas para
apurar o envolvimento de médicos na divulgação de dados de
Marisa Letícia Lula da Silva e de mensagens de ódio em redes
sociais (o processo é sigiloso).
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Os dois textos – Era digital desafia exercício profissional e
Conselho não cassa registro por quebra de sigilo médico – servirão
de base para você responder às cinco questões objetivas de Língua
Portuguesa (de 3 a 5) e elaborar sua Redação.
3. (ALBERT EINSTEIN-2018) – No primeiro parágrafo do
editorial do CFM, as aspas são empregadas, respectivamente, para
demarcar
a) críticas tanto ao Tribunal de Justiça quanto à mesa- redonda de
Diaulas Costa Ribeiro.
b) o dizer tal e qual foi proferido por Diaulas Costa Ribeiro e o título
da mesa-redonda.
c) o velho método do médico de família e o estado das mídias sociais
na medicina atual.
d) o uso de modernas tecnologias na medicina e a fala do
desembargador do TJDFT
4. (ALBERT EINSTEIN-2018) – Para defender seu ponto de vista,
ainda na matéria do CFM, Malthus Galvão se sustenta em argumentos
a) do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios.
b) do senso comum.
c) formulados com perguntas retóricas.
d) de autoridade.
5. (ALBERT EINSTEIN-2018) – Diaulas Costa Ribeiro,
desembargador do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios
(TJDFT), refere-se ao “dr. Google” para explicar o tipo de paciente da
atualidade, ou seja, 
a) um sujeito mais bem informado sobre doenças, o que demanda
uma relação diferente entre ele e seu médico.
b) um indivíduo atualizado sobre tratamentos médicos e, por isso, de
postura intransigente sobre as condutas médicas.
c) uma pessoa mais predisposta a interferir nos trata men tos médicos,
por ter acesso a tudo que se publica sobre doenças.
d) um médico virtual que se propõe a atender com presteza as
demandas dos pacientes mais bem informados em relação a
questões de saúde.
ERA DIGITAL DESAFIA EXERCÍCIO PROFISSIONAL
“A medicina não sobreviverá ao velho método do médico de
família, mas terá que se adaptar”.
A afirmação é do desembargador do Tribunal de Justiça do
Distrito Federal e Territórios (TJDFT), Diaulas Costa Ribeiro,
proferida durante a mesa redonda “Panorama atual das mídias
sociais e aplicativos na medicina contemporânea”. Para ele, as
novas tecnologias trazem desafios que precisam ser colocados em
perspectiva para garantir a ética e o sigilo.
“Possivelmente vamos chegar a uma medicina sem gosto,
distanciada, mas que também funciona. Talvez este não seja o fim,
mas um recomeço”, ponderou Ribeiro. Segundo ele, antes de
gerar um novo modelo de atendimento médico, o “dr. Google” –
termo que utilizou para indicar as buscas por informações
médicas na internet – gerou um novo tipo de paciente, que passou
a conhecer mais sobre as doenças e, por isso, exige um novo rela -
cio na mento com seu médico.
O desembargador ainda reforçou a necessidade de se rediscutir
questões como o uso da internet nessa relação médico-paciente e
a segurança do sigilo médico neste cenário. “Precisamos refletir
sobre algumas questões importantes. Quem guardará o sigilo? Ou
não haverá sigilo? O sigilo médico será mantido ou valerá o
direito público à informação? Os conflitos serão reinventados ou
serão os mesmos? A solução para os problemas será a de
sempre?”, indagou. 
Ética – Na perspectiva do médico legista e professor da
Universidade de Brasília (UnB), Malthus Galvão, embora
acredite que algumas mudanças serão inevitáveis e necessárias, é
preciso defender os princípios fundamentais instituídos pelo
Código de ética médica (CEM).
“As novas mídias devem ser entendidas como um sistema de
interação social, de compartilhamento e criação colaborativa de
informação nos mais diversos formatos e não podemos perder
essa oportunidade”, destacou. Ele lembra, por exemplo, que
desde a Resolução CFM 1.643/2002, que define e disciplina a
prestação de serviços através da telemedicina, alguns avanços
colaborativos já foram possíveis.
Galvão apresentou ainda preceitos da Resolução CFM
1.974/2011 e também da Lei do Ato Médico (12.842/2013),
chamando a atenção para alguns cuidados que o médico deve ter
ao divulgar conteúdo de forma sensacionalista. “Segundo o CEM,
é vedada a divulgação de informação sobre assunto médico de
forma sensa cio na lista, promocional ou de conteúdo inverídico. A
internet deve ser usada como um instrumento de promoção da
saúde e orientação à população”, reforçou.
Editorial do Jornal Medicina – Publicação oficial do Conselho
Federal de Medicina (CFM). Brasília, jul. 2017,p. 7
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Texto para as questões de 6 a 10. 6. (ALBERT EINSTEIN) – Como texto argumentativo que é, o
editorial Violência à Saúde tem como tese
a) narrar sobre os contribuintes brasileiros como aqueles que não têm
o retorno devido em demandas por saúde.
b) divulgar dados de pesquisa realizada pelo Cremesp sobre a
violência.
c) defender ponto de vista sobre a tolerância a ser compar tilhada por
médicos e pacientes.
d) descrever que ser médico é escolher a compreensão científica do
mecanismo humano.
7. (ALBERT EINSTEIN) – No terceiro parágrafo, a proposta da
SSP-SP implica
a) construir proposta interventiva inicial para posterior aperfeiçoa -
mento e adoção em maiores proporções.
b) promover debate para discutir as providências que podem
enfrentar a violência contra profissionais da saúde.
c) discutir com os profissionais da saúde quais seriam as melhores
ações interventivas.
d) intervir retroativamente com base nos registros de ameaças ou de
truculência a que foram submetidos médicos e enfermeiros.
8 (ALBERT EINSTEIN) – Segundo o texto, as causas que estão na
base da violência à saúde
a) dizem respeito ao descaso quanto ao que implica ser médico, o que
está detalhado no sétimo parágrafo.
b) decorrem dos altos tributos que os brasileiros pagam sem o devido
retorno, como está no quinto parágrafo.
c) extrapolam a relação direta entre pacientes e profissio nais da
saúde, e algumas delas se encontram no quarto parágrafo.
d) concentram-se restritivamente à forma como a relação médico-
paciente se desenvolve na saúde brasileira.
9. (ALBERT EINSTEIN) – No oitavo parágrafo, o pronome -lhes
a) refere-se a profissionais da saúde, pois esse é o tema do texto.
b) antecipa a informação nova que está no parágrafo subsequente.
c) retoma informação já apresentada, dando-lhe um valor enfático.
d) introduz informação nova relacionada ao tema do texto.
10.(ALBERT EINSTEIN) – Ao longo do texto, estão evidenciados
elementos de coesão textual. Assinale a alternativa que apresenta a
relação de sentido por eles estabelecida, de acordo com a ordem em
que se apresentam.
a) Concessão, condição, contraste e contradição.
b) Finalidade, oposição, concessão e explicação.
c) Concomitância, condição, oposição e explicação.
d) Finalidade, concomitância, condição e oposição.
VIOLÊNCIA À SAÚDE
Mauro Gomes Aranha de Lima – Jornal do Cremesp, agosto de 2016
O aumento da violência contra médicos e enfermeiros finalmente
passou a ser encarado como questão de Estado. Graças às denúncias do
Cremesp [Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo] e do
Coren-SP [Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo], a
Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) mantém agora
um grupo de trabalho que se debruça na busca de soluções para o
problema.
Em recente reunião, o secretário adjunto da SSP-SP, Sérgio Sobrane,
comprometeu-se a tomar providências. A Secretaria de Saúde (SES-SP)
também participou dos debates que culminaram com proposta do
Cremesp e do Coren de um protocolo para orientar profissionais da
Saúde a lidar com situações em que o usuário/familiar se mostre
agressivo ou ameaçador.
Simultaneamente, a SSP-SP preparará um piloto de intervenção
baseado em registros de ameaças ou de truculência na Capital. Se bem
sucedido, será multiplicado ao restante do Estado.
São medidas oportunas e as levaremos em frente. Contudo, tal
empenho não será o bastante. A violência emerge de raízes profundas:
governos negligenciam a saúde dos cidadãos, motivo pelo qual a rede
pública padece de graves problemas no acesso ou continuidade da
atenção; hospitais sucateados e sob o contin gencia mento de leitos e
serviços; postos de saúde e Estratégia Saúde da Família com equipes
incompletas para a efetivação de metas integrativas biopsicossociais.
O brasileiro é contribuinte assíduo e pontual, arca com uma das
mais altas tributações do mundo, e, em demandas por saúde, o que
recebe é o caos e a indiferença.
Resignam-se, muitos. Todavia, há os que não suportam a
indignidade. Sentem-se humilhados. Reagem, exaltam-se. Eis que
chegamos ao extremo. Em pesquisa encomen dada pelo Cremesp, em
2015, com amostra de 617 médicos, 64% toma ram conhecimento ou
foram vítimas de violência. Ouvimos também os pacientes: 41% dos
entrevistados atribuíram a razão das agressões a proble mas como
demora para serem atendidos, estresse, muitos pacientes para poucos
médicos, consultas rápidas e superficiais.
Ser médico é condição e escolha. Escolhemos a compreensão
científica do mecanismo humano, revertida em benefício do ser que
sofre. Vocação, chamado, desafio, e o apelo da dor em outrem, a nos
exigirem fôlego, sereni dade e dedicação. Estamos todos, médicos e
pacientes, em situação. Há que se cultivar entre nós uma cultura de paz.
E um compromisso mútuo de tarefas mínimas.
Aos pacientes, cabe-lhes o cultivo de uma percepção mais refletida
de que, em meio à precariedade posta por governos cínicos, o Estado
não é o médico. Este é apenas o servidor visível, por detrás do qual está
aquele que se omite.
Aos médicos, a compreensão de que os pacientes, além de suas
enfermidades, sofrem injustiças e agravos sociais.
A tolerância não é exatamente um dom, uma graça, ou natural
pendor. É esforço deliberado, marco estrutural do processo civilizador.
Tarefas e esforços compartilhados: a solução da violência está mais
dentro do que fora de nós.
In: Jornal do Cremesp. Órgão Oficial do Conselho Regional
de Medicina do Estado de São Paulo. No 339, agosto 2016.
[Adaptado]
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�MÓDULO 5 – Literatura e Análise de Textos
Literários – I
Texto para o teste 1.
Comigo me desavim
sou posto em todo perigo
não posso viver comigo
nem posso fugir de mim.
Com dor da gente fugia,
Antes que esta assim crescesse;
Agora já fugiria
De mim, se de mim pudesse.
(...)
(Sá de Miranda)
1. Leia as seguintes afirmações sobre o autor dos versos:
I. Da Itália, onde viveu de 1520 a 1527, Sá de Miranda trouxe a
medida nova, introduzindo em Portugal formas e temas do clas -
sicismo renascentista.
II. Em sua poesia se constata a expressão de um autor apegado à
visão teocêntrica do mundo, em que o homem se vê a serviço de
Deus.
III. O poeta utilizou-se tanto da medida velha (versos redondilhos,
como os que foram transcritos acima) como da medida nova
(versos decassílabos).
Está correto o que se afirma em
a) I, apenas. b) I e III. c) II e III.
d) III, apenas. e) I, II e III.
Texto para os testes 2 e 3.
Busque Amor novas artes, novo engenho,
para matar-me, e novas esquivanças; maldades, crueldades
que não pode tirar-me as esperanças,
que mal me tirará o que eu não tenho.
Olhai de que esperanças me mantenho!
Vede que perigosas seguranças!
Que não temo contrastes nem mudanças,
andando em bravo mar, perdido o lenho. barco
Mas, conquanto não pode haver desgosto
onde esperança falta, lá me esconde
Amor um mal, que mata e não se vê.
Que dias há que na alma me tem posto
um não sei quê, que nasce não sei onde,
vem não sei como e dói não sei por quê.
(Camões)
2. (FUVEST/FGV-SP) – Neste poema é possível reconhecer que a
dialética amorosa consiste na oposição entre
a) o bem e o mal. b) a proximidade e a distância.
c) o desejo e a idealização. d) a razão e o sentimento.
e) o mistério e a realidade.
3. (FUVEST/FGV-SP) – Uma imagem de forte expressividade
deixa implícita uma comparação com o arriscado jogo do amor.
Assinale a alternativa que contém essa imagem.
a) O engenho do amor.
b) O perigo da segurança.
c) Naufrágio em bravo mar.
d) Mar tempestuoso.
e) Um não sei quê.
Leia o soneto “A uma dama dormindo junto a uma fonte”,do poeta
barroco Gregório de Matos (1636-1696), para responder aos testes
4 e 5.
À margem de uma fonte, que corria,
Lira doce dos pássaros cantores
A bela ocasião das minhas dores
Dormindo estava ao despertar do dia.
Mas como dorme Sílvia, não vestia
O céu seus horizontes de mil cores;
Dominava o silêncio entre as flores,
Calava o mar, e rio não se ouvia.
Não dão o parabém à nova Aurora
Flores canoras, pássaros fragrantes,
Nem seu âmbar respira a rica Flora.
Porém abrindo Sílvia os dois diamantes,
Tudo a Sílvia festeja, tudo adora
Aves cheirosas, flores ressonantes.
(Poemas Escolhidos)
4. (UNIFESP-SP) – A sinestesia consiste em transferir percepções
de um sentido para as de outro, resultando um cruzamento de
sensações (Celso Cunha, Gramática Essencial, 2013). Verifica-se a
ocorrência desse recurso no seguinte verso:
a) “Flores canoras, pássaros fragrantes” (3.ª estrofe)
b) “À margem de uma fonte, que corria” (1.ª estrofe)
c) “Porém abrindo Sílvia os dois diamantes” (4.ª estrofe)
d) “Dominava o silêncio entre as flores” (2.ª estrofe)
e) “O céu seus horizontes de mil cores” (2.ª estrofe)
5. (UNIFESP-SP) – Assinale a alternativa em que o trecho do soneto
está reescrito em ordem direta, sem alteração do seu sentido original.
a) “Não dão o parabém à nova Aurora / Flores canoras, pássaros
fragrantes” → A nova Aurora não dá o parabém às flores canoras
e aos pássaros fragrantes.
b) “Calava o mar, e rio não se ouvia” → O mar se calava e não ouvia
o rio.
c) “não vestia / O céu seus horizontes de mil cores” → O céu não
vestia seus horizontes de mil cores.
d) “Tudo a Sílvia festeja, tudo adora” → A Sílvia festeja tudo, adora
tudo.
e) “A bela ocasião das minhas dores / Dormindo estava ao despertar
do dia” →Ao despertar do dia, estava dormindo a bela ocasião de
minhas dores.
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Texto para o teste 6.
A primeira coisa que me desedifica, peixes, de vós, é que comeis
uns aos outros. Grande escândalo é este, mas a circunstância o faz
ainda maior. Não só vos comeis uns aos outros, senão que os grandes
comem os pequenos. Se fora pelo contrário era menos mal. Se os
pequenos comeram os grandes, bastara um grande para muitos
pequenos; mas como os grandes comem os pequenos, não bastam
cem pequenos, nem mil, para um só grande (…). Os homens, com
suas más e perversas cobiças, vêm a ser como os peixes que se comem
uns aos outros. Tão alheia coisa é não só da razão, mas da mesma
natureza, que, sendo criados no mesmo elemento, todos cidadãos da
mesma pátria, e todos finalmente irmãos, vivais de vos comer.
(VIEIRA, Antônio. Obras Completas do Padre Antônio Vieira: 
sermões. Prefaciados e revistos pelo Pe. Gonçalo Alves. 
Porto: Lello e Irmão Editores, 1993. v. III. p. 264-5.)
6. (UFV-MG) – O texto de Vieira contém algumas características do
Barroco. Entre as alternativas seguintes, assinale aquela em que não
se confirmam essas tendências estéticas.
a) O culto do contraste, sugerindo a oposição bem x mal, em lingua -
gem simples, concisa, direta e expressiva da intenção barroca de
resgatar os valores greco-latinos.
b) A tentativa de convencer o homem do século XVII, imbuído de
práticas e sentimentos comuns ao semipaganismo renascentista, a
reto mar o caminho do espiritualismo medieval, privilegiando os
valores cristãos.
c) A presença do discurso dramático, recorrendo ao princípio hora -
ciano de “ensinar deleitando” — tendência didática e moralizante
comum na Contrarreforma.
d) O tratamento do tema principal — a denúncia da cobiça humana
— valendo-se do conceptismo, ou jogo de ideias.
e) A utilização da alegoria, da comparação, como recursos oratórios,
visando à persuasão do ouvinte.
Textos para os testes de 7 a 9.
SONETO VI
Brandas ribeiras, quanto estou contente
De ver-vos outra vez, se isto é verdade!
Quanto me alegra ouvir a suavidade,
Com que Fílis entoa a voz cadente!
Os rebanhos, o gado, o campo, a gente,
Tudo me está causando novidade:
Oh! como é certo que a cruel saudade
Faz tudo, do que foi, mui diferente!
Recebei (eu vos peço) um desgraçado,
Que andou até agora por incerto giro,
Correndo sempre atrás do seu cuidado:
Este pranto, estes ais com que respiro,
Podendo comover o vosso agrado,
Façam digno de vós o meu suspiro.
(Cláudio Manuel da Costa)
SONETO
Estes os olhos são da minha amada,
Que belos, que gentis e que formosos!
Não são para os mortais tão preciosos
Os doces frutos da estação dourada.
Por eles a alegria derramada
Tornam-se os campos de prazer gostosos.
Em zéfiros suaves e mimosos
Toda esta região se vê banhada.
Vinde olhos belos, vinde, e enfim trazendo
Do rosto do meu bem as prendas belas,
Dai alívio ao mal que estou gemendo.
Mas ah! delírio meu que me atropelas!
Os olhos que eu cuidei que estava vendo,
Eram (quem crera tal!) duas estrelas.
(Cláudio Manuel da Costa)
7. (MACKENZIE-SP) – É traço relevante na caracterização do
estilo de época a que pertencem os poemas de Cláudio Manuel da
Costa, exceto:
a) a valorização do locus amoenus.
b) a poesia bucólica.
c) a utilização de pseudônimos pastoris.
d) a busca da aurea mediocritas.
e) a repulsa à tradição clássica da poesia.
8. (MACKENZIE-SP) – Na composição poética árcade, a natureza
é tratada como
a) uma lembrança da pátria da qual foram exilados.
b) um refúgio da vida atribulada das metrópoles do século XIX.
c) um prolongamento do estado emocional do poeta.
d) um local em que se busca a vida simples, pastoril e bucólica.
e) uma fonte para o retrato crítico às desigualdades sociais.
9. (MACKENZIE-SP) – A respeito do momento histórico-literário
brasileiro, à época do Arcadismo, pode-se afirmar que
a) ocorre a transferência do centro econômico do Nordeste para a
região Sudeste, com destaque para Minas Gerais, onde os poetas
mantêm uma relação com sua geografia, sua política e sua história.
b) as invasões holandesas foram o maior conflito político-militar
ocorrido no período, que estimularam o engajamento político-
literário e a confecção das Cartas Chilenas.
c) a utilização do ouro, do aço e do petróleo impulsionaram o avanço
científico da colônia, possibilitando a criação da Arcádia
acadêmica, fonte de cultura para toda uma geração de poetas.
d) o nacionalismo ufanista e o irracionalismo alimentaram os
primeiros momentos da Inconfidência Mineira, estabelecendo a
permanência de uma literatura libertária no aspecto formal.
e) o lucro obtido com a extração do ouro e com a economia cafeeira
estimulou as manifestações de independência, representada
literariamente pela utilização constante dos versos livres.
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�MÓDULO 6 – Literatura e Análise de Textos
Literários – II
1. (UEL-PR) – Examine as proposições a seguir e assinale a
alternativa incorreta.
a) A relevância da obra de José de Alencar no contexto romântico
decorre, em grande parte, da idealização dos elementos
considerados como genuinamente brasileiros, notadamente a
natureza e o índio. Essa atitude impulsionou o nacionalismo
nascente, por ser uma forma de reação política, social e literária
contra Portugal. 
b) Ao lado de O Guarani e Ubirajara, Iracema representa um mito
de fundação do Brasil. Nessas obras, a descrição da natureza
brasileira possui inúmeras funções, com destaque para a “cor
local”, isto é, o elemento particular que o escritor imprimia à
literatura, acreditando contribuir para a sua nacionalização. 
c) Embora tendo sido escrito no período romântico, Iracema
apresenta traços da ficção naturalista tanto na criação das
personagens quanto na tematização dos problemas do país. 
d) A leitura de Iracema revela a importância do índio na literatura
romântica. Entretanto, sabe-seque a presença do índio não se
restringiu a esse contexto literário, tendo desembocado inclusive
no Modernismo, por intermédio de escritores como Mário de
Andrade e Oswald de Andrade.
e) O contraponto poético da prosa indianista de Alencar é constituído
pela lírica de Gonçalves Dias. Indiscutivelmente, em “O Canto do
Guerreiro” e em “O Canto do Piaga”, entre outros poemas, o índio
é apresentado de maneira idealizada, numa perpetuação da
imagem heroica e sublime adequada aos ideais românticos.
Texto para o teste 2.
Verdes mares bravios de minha terra natal, onde canta a jandaia
nas frondes da carnaúba;
Verdes mares que brilhais como líquida esmeralda aos raios do
sol nascente, perlongando as alvas praias ensombradas de
coqueiros;
Serenai, verdes mares, e alisai docemente a vaga impetuosa para
que o barco aventureiro manso resvale à flor das águas.
2. (PUC-SP) – Este trecho é o início do romance Iracema, de José de
Alencar. Dele, como um todo, é possível afirmar que
a) Iracema é uma lenda criada por Alencar para explicar
poeticamente as origens das raças indígenas da América. 
b) as personagens Iracema, Martim e Moacir participam da luta
fratricida entre os Tabajaras e os Pitiguaras. 
c) o romance, elaborado com recursos de linguagem figurada, é
considerado o exemplar mais perfeito da prosa poética na ficção
romântica brasileira. 
d) o nome da personagem-título é anagrama de América e essa
relação caracteriza a obra como um romance histórico. 
e) a palavra Iracema é o resultado da aglutinação de duas outras da
língua guarani e significa “lábios de fel”.
Texto para o teste 3.
O camucim, que recebeu o corpo de Iracema, embebido de resinas
odoríferas, foi enterrado ao pé do coqueiro, à borda do rio. Martim
quebrou um ramo de murta, a folha da tristeza, e deitou-o no jazigo
de sua esposa.
A jandaia pousada no olho da palmeira repetia tristemente:
— Iracema!
3. (PUC-SP – modificado) – O trecho transcrito, do romance
Iracema, refere a morte da personagem, cuja causa se deu
a) pelo fato de ter sido abandonada por Martim, que volta para a
Europa para encontrar-se com a noiva que lá deixara.
b) por ter o lábio amargo de tristeza e recusar o alimento restaurador
das forças do corpo, debilitado pelo parto e pela difícil
amamentação do filho.
c) em razão da ação perpetrada por Irapuã, que se sente traído em seu
amor por Iracema e se vinga dela, durante a guerra contra os
pitiguaras.
d) pela escassez de leite para alimentar o filho, o que a levou ao
encontro de filhotes abandonados e famintos para sugar seus seios
e fazer jorrar leite, fato que acabou por debilitá-la e contaminá-la,
provocando sua morte.
Texto para o teste 4.
Verdes mares bravios de minha terra natal, onde canta a jandaia
na fronde da carnaúba; 
Verdes mares que brilhais como líquida esmeralda aos raios do
sol nascente, perlongando as alvas praias ensombradas de
coqueiros; 
Serenai, verdes mares, e alisai docemente a vaga impetuosa para
que o barco aventureiro manso resvale à flor das águas.
4. (PUC-SP – modificado) – O trecho transcrito integra o romance
Iracema, sobre o qual Machado de Assis se referiu como um
verdadeiro poema em prosa. Indique, nas alternativas abaixo, aquela
que se mostra errada quanto ao texto em pauta.
a) Evidencia um esmerado trabalho de linguagem, marcada por
significativo uso de figuras de estilo, entre as quais se destaca a
comparação.
b) Apresenta musicalidade, ritmo e cadência que o aproximam da
poesia metrificada de extração popular.
c) Faz aflorar no tecido poético a força da função conativa como
apelo para abrandar os elementos e as forças da natureza.
d) Utiliza apenas a construção anafórica para dar força ao texto, não
se valendo de outras figuras que poderiam potencializar sua
dimensão poética.
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Texto para o teste 5.
Caracterizou-o sempre um sincero amor pelas coisas de sua terra,
pela sua gente, e se existe obra que possa ser chamada de brasileira,
é a dele. Se seus assuntos eram o homem e a terra do Brasil,
apanhados no Norte, no Sul, no Centro, a forma por que os explorava
era também brasileira, pela sintaxe que empregava e pelos modismos
que introduzia. O Brasil do campo e o das cidades está presente em
sua obra, assim como o homem da sociedade, o homem da rua e o
trabalhador rural. Abarcou os aspectos mais variados da nossa
sensibilidade e da nossa formação, constituindo sua obra um painel
a que nada falta, inclusive o índio, que nela tem participação
considerável.
(José Paulo Paes e Massaud Moisés (orgs).
Pequeno Dicionário de Literatura Brasileira, 1980. Adaptado.)
5. (UNIFESP-SP) – Tal comentário refere-se ao escritor
a) Machado de Assis.
b) Manuel Antônio de Almeida.
c) José de Alencar.
d) Aluísio Azevedo.
e) Guimarães Rosa.
6. (PUC-SP – modificado) – Segundo o crítico Araripe Jr.,
referindo-se à produção de Alencar no romance Iracema, “os assuntos
pouco interessavam à sua musa fértil; a linguagem era tudo”. Assim,
é correto afirmar que, na linguagem da obra,
a) predomina a função poética, ou seja, a que se volta para a
construção do texto, a partir dos procedimentos de seleção e
combinação vocabular, marcado por princípio estético.
b) predomina a função emotiva, em detrimento da referencial, já que
é sob a óptica de Iracema que se constrói a narrativa.
c) a função referencial, de caráter histórico, é que dá chão firme para
o desenvolvimento do romance que alegoriza a fundação do
Ceará.
d) há largo uso da função apelativa, visto que é forte a intervenção do
narrador sobre os sentimentos das personagens.
Texto para os testes 7 e 8.
Sua história tem pouca coisa de notável. Fora Leonardo
algibebe1 em Lisboa, sua pátria; aborrecera-se, porém, do negócio e
viera ao Brasil. Aqui chegando, não se sabe por proteção de quem,
alcançou o emprego de que o vemos empossado e que exercia, como
dissemos, desde tempos remotos. Mas viera com ele no mesmo navio,
não sei fazer o quê, uma certa Maria da hortaliça, quitandeira das
praças de Lisboa, saloia2 rechonchuda e bonitota. O Leonardo,
fazendo-lhe justiça, não era nesse tempo de sua mocidade mal-
apessoado, e sobretudo era maganão3. Ao sair do Tejo, estando a
Maria encostada à borda do navio, o Leonardo fingiu que passava
distraído por junto dela e, com ferrado sapatão, assentou-lhe uma
valente pisadela no pé direito. A Maria, como se já esperasse por
aquilo, sorriu-se, como envergonhada do gracejo, e deu-lhe também,
em ar de disfarce, um tremendo beliscão nas costas da mão esquerda.
Era isto uma declaração em forma, segundo os usos da terra:
levaram o resto do dia de namoro cerrado; ao anoitecer, passou-se a
mesma cena de pisadela e beliscão, com a diferença de serem desta
vez um pouco mais fortes; e no dia seguinte estavam os dois amantes
tão extremosos e familiares, que pareciam sê-lo de muitos anos.
Quando saltaram em terra, começou a Maria a sentir certos
enojos; foram os dois morar juntos; e daí a um mês manifes taram-se
claramente os efeitos da pisadela e do beliscão; sete meses depois
teve a Maria um filho, formidá vel menino de quase três palmos de
comprido, gordo e vermelho, cabeludo, esperneador e chorão; o
qual, logo depois que nasceu, mamou duas horas seguidas sem largar
o peito. E este nascimento é certamente de tudo o que temos dito o
que mais nos interes sa, porque o menino de quem falamos é o herói
desta história.
(Manuel Antônio de Almeida,
Memórias de um Sargento de Milícias, cap. I)
1 – Algibebe: vendedor de roupas ordinárias.
2 – Saloia: camponesa, aldeã.
3 – Maganão: namorador, gracejador.
7. Quando vamos contar alguma coisa a alguém, podemos conhecer
totalmente os fatos que vamos narrar ou conhecê-los parcialmente.
Com o narradorde um romance, acontece o mesmo. No caso de
Memórias de um Sargento de Milícias, podemos dizer que o narrador
I. conhece as personagens e tudo sobre seu passado, pre sen te e
futuro;
II. não conhece os fatos, os quais vão sendo revelados so mente pelas
personagens;
III. conhece externamente as personagens, mas não con se gue “ler”
seus pensamentos e intenções;
IV. é uma das personagens principais do romance.
Está(ão) correta(s) 
a) apenas a afirmativa I.
b) apenas as afirmativas II e IV.
c) apenas a afirmativa IV.
d) apenas as afirmativas II e III.
e) todas as afirmativas.
8. No trecho lido, o narrador aponta como fato mais impor tante entre
os apresentados: 
a) como o meirinho Leonardo recebeu o epíteto Pataca.
b) o beliscão que Maria da hortaliça aplicou na mão de Leonardo-
Pataca.
c) o nascimento de Leonardo.
d) as atividades dos oficiais de justiça.
e) o casamento de Leonardo-Pataca com Maria da hortaliça.
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�MÓDULO 7 – Literatura e Análise de Textos
Literários – III
Texto para o teste 1.
O Romantismo era a apoteose do sentimento; o Realismo é a
anatomia do caráter. É a crítica do homem. É a arte que nos pinta a
nossos próprios olhos — para nos conhecermos, para que saibamos
se somos verdadeiros ou falsos, para condenar o que houver de mau
na nossa sociedade.
(Eça de Queirós)
1. (UFV-MG – modificado) – O texto de Eça de Queirós reúne
alguns princípios básicos do Realismo. Entre as alternativas abaixo,
assinale a que não está em conformidade com a definição do
romancista português.
a) O Realismo foi marcado por um forte espírito crítico e assumiu
uma atitude mais combativa diante dos problemas sociais
contemporâneos a ele.
b) O autor realista procurou retratar com fidelidade a psicologia da
personagem, demonstrando um interesse maior pelas fraquezas
humanas e pelos dramas existenciais.
c) As preocupações psicológicas da prosa de ficção realista levaram
o romancista a uma conscientização do próprio “eu” e à
manifestação de sua mais profunda interioridade.
d) Em oposição à idealização romântica, o escritor realista procurou
descobrir a verdade de suas personagens, dissecando-lhes o
comportamento.
e) O sentido de observação e análise vigente no Realismo exigiu do
escritor uma postura racional e crítica diante das contradições do
homem enquanto ser social.
Texto para o teste 2.
Talvez o aspecto mais evidente da novidade retórica e formal na
composição dessa obra seja justamente a metalinguagem ou a
autorreflexividade da narrativa, quer dizer, o narrador “explica”
constantemente para o leitor o andamento e o modo pelo qual vai
contando suas histórias. Essa autorreflexividade tem um importante
efeito de quebra da ilusão realista, pois lembra sempre o leitor de que
ele está lendo um livro e que este, embora narre a respeito da vida de
personagens, é apenas um livro, ou seja, um artifício, um artefato
inventado. Pode-se dizer também que a reflexão do narrador, além de
revelar a poética que preside a composição de sua narrativa, revela
também a exigência dessa poética de contar com um novo tipo de
leitor: o narrador como que pretende um leitor participante, ativo e
não passivo.
(Valentim Facioli, 
Um Defunto Estrambótico, 2008 – adaptado.)
2. (UNIFESP-SP) – Tal comentário aplica-se à obra
a) Memórias de um Sargento de Milícias, de Manuel Antônio de
Almeida.
b) O Ateneu, de Raul Pompeia.
c) O Cortiço, de Aluísio Azevedo.
d) Iracema, de José de Alencar.
e) Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis.
Releia a seguir um trecho de Memórias Póstumas de Brás Cubas
analisado em sala de aula e responda aos testes de 3 a 5.
Reconheço que [Cotrim] era um modelo. Arguiam-no de avareza,
e cuido que tinham razão; mas a avareza é apenas a exageração de
uma virtude e as virtudes devem ser como os orçamentos: melhor é o
saldo que o deficit. Como era muito seco de maneiras, tinha inimigos,
que chegavam a acusá-lo de bárbaro. O único fato alegado neste
particular era o de mandar com frequência escravos ao calabouço,
donde eles desciam a escorrer sangue; mas, além de que ele só
mandava os perversos e os fujões, ocorre que, tendo longamente
contrabandeado em escravos, habituara-se de certo modo ao trato
um pouco mais duro que esse gênero de negócio requeria, e não se
pode honestamente atribuir à índole original de um homem o que é
puro efeito de relações sociais.
3. (FGV-SP-ADM) – Nas Memórias Póstumas de Brás Cubas, de
que procede o excerto aqui reproduzido, reconhece-se o romance que
a) abre a fase chamada de realista da literatura brasileira.
b) retrata a decadência e queda da monarquia no Brasil.
c) inaugura a militância abolicionista do seu autor.
d) revela a opção republicana de Machado de Assis.
e) primeiro representou, no Brasil, o tipo social do arrivista.
4. (FGV-SP-ADM) – Considere as seguintes afirmações:
I. A defesa de Cotrim, feita neste trecho pelo narrador, resulta em
um grande ataque a essa personagem. O meio utilizado para se
obter essa inversão de sentido é o da ironia.
II. No texto, já são mencionados os escravos, que virão a figurar
entre as personagens centrais da obra.
III. Deduz-se do texto que, para a sociedade figurada na obra, contra -
bandear escravos não era atividade que manchasse a dignidade
dos que a praticavam.
Está correto apenas o que se afirma em
a) I. 
b) II. 
c) I e II. 
d) I e III. 
e) II e III.
5. (FGV-SP-ADM) – Segundo o narrador, “a avareza é uma
exageração” de uma determinada virtude. Trata-se da
a) prodigalidade. b) parcimônia. c) humildade. 
d) paciência. e) piedade.
6. (UFV-MG) – Leia o texto abaixo, extraído de O Cortiço, e res -
pon da ao que se pede.
Eram cinco horas da manhã e o cortiço acordava, abrindo, não
os olhos, mas a sua infinidade de portas e janelas alinhadas.
Um acordar alegre e farto de quem dormiu, de uma assentada,
sete horas de chumbo.
(…)
O rumor crescia, condensando-se; o zum-zum de todos os dias
acentuava-se; já se não destacavam vozes dispersas, mas um só ruído
compacto que enchia todo o cortiço. Começavam a fazer compras na
venda; ensarilhavam-se1 discussões e rezingas2; ouviam-se garga -
lhadas e pragas; já se não falava, gritava-se. Sentia-se naquela fer -
men tação sanguínea, naquela gula viçosa de plantas rasteiras que
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mergulham os pés vigorosos na lama preta e nutriente da vida, o prazer
animal de existir, a triunfante satisfação de respirar sobre a terra.
(AZEVEDO, Aluísio. O Cortiço. 
15. ed. São Paulo: Ática, 1984. p. 28-29)
1 – Ensarilhar-se: enredar-se, emaranhar-se.
2 – Rezinga: discussão acalorada.
Assinale a alternativa que não corresponde a uma possível leitura do
fragmento transcrito.
a) No texto, o narrador enfatiza a força do coletivo. Todo o cortiço é
apresentado como uma personagem que, aos poucos, acorda
como uma colmeia humana.
b) O texto apresenta dinamismo descritivo, ao enfatizar os elementos
visuais e auditivos.
c) O discurso naturalista de Aluísio Azevedo enfatiza nas per so na -
gens de O Cortiço o aspecto animalesco, “rasteiro” do ser hu -
mano, mas também a sua vitalidade e energia naturais, oriundas
do prazer de existir.
d) Através da descrição do despertar do cortiço, o narrador apresenta
os elementos introspectivos das personagens, procurando criar
correspondências entre o mundo físico e o metafísico.
e) Observa-se, no discurso de Aluísio Azevedo, pela constante uti li -
zação de metáforas e sinestesias, uma preocupação em apresentar
elementos descritivos que comprovem a sua tese determinista.
Texto para o teste 7.
Nesta obra, eu quis estudar temperamentos e nãocaracteres.
Escolhi personagens soberanamente dominadas pelos nervos e pelo
sangue, desprovidas de livre-arbítrio, arrastadas a cada ato de suas
vidas pelas fatalidades da própria carne. Começa-se a compreender
que o meu objetivo foi acima de tudo um objetivo científico.
(Émile Zola apud Alfredo Bosi,
História Concisa da Literatura Brasileira, 1994 – adaptado.)
7. (UNIFESP-SP) – Depreendem-se dessas considerações do
escritor francês Émile Zola, a respeito de uma de suas obras, preceitos
que orientam a corrente literária 
a) romântica. b) árcade. c) naturalista.
d) simbolista. e) barroca.
Texto para o teste 8.
Desde que a febre de possuir se apoderou dele totalmente, todos
os seus atos, todos, fosse o mais simples, visavam a um interesse
pecu niá rio. (...) Aquilo já não era ambição, era uma moléstia nervo -
sa, uma loucura, um desespero de acumular, de reduzir tudo a moeda.
(Aluísio Azevedo, O Cortiço)
8. (MACKENZIE-SP) – No excerto transcrito, a percepção do
narrador traz marcas do estilo naturalista, pelo fato de
a) caracterizar o modo de ser da personagem como uma patologia.
b) trazer ao leitor, com objetividade e parcimônia, o lado cômico do
comportamento humano.
c) criar analogia entre homem e animal, imagem resul tante da proje -
ção subjetiva do observador sobre o observado.
d) criticar explicitamente a ambição desmesurada da alta burguesia.
e) apresentar sintaxe e léxico inovadores e temática cientificista.
�MÓDULO 8 – Literatura e Análise de Textos
Literários – IV
1. (FGV-SP-ADM) – Comparando o Simbolismo com outros estilos
de época, um crítico afirmou:
I. “Ambos os movimentos exprimem o desgosto pelas soluções
racionalistas.”
II. “É comum a ambas as correntes a tentação do esteticismo e do
formalismo.”
Por meio das palavras “ambos” (I) e “ambas” (II), o crítico faz uma
aproximação entre o Simbolismo e, respectivamente, o
a) Barroco e o Neoclassicismo.
b) Naturalismo e o Expressionismo.
c) Classicismo e o Impressionismo.
d) Realismo e o Modernismo.
e) Romantismo e o Parnasianismo.
Texto para o teste 2.
Só, incessante, um som de flauta chora,
Viúva, grácil, na escuridão tranquila,
— Perdida voz, que de entre as mais se exila,
— Festões1 de som dissimulando2 a hora.
Na orgia, ao longe, que em clarões cintila
E os lábios, branca, do carmim desflora...
Só, incessante, um som de flauta chora,
Viúva, grácil, na escuridão tranquila.
E a orquestra? E os beijos? Tudo a noite, fora,
Cauta3, detém. Só modulada trila4
A flauta flébil5... Quem há de remi-la6?
Quem sabe a dor que sem razão deplora7?
Só, incessante, um som de flauta chora...
(Camilo Pessanha)
1 – Festão: ramalhete de flores e folhagens. 2 – Dissimular: disfarçar.
3 – Cauto: prevenido. 4 – Trilar: soar como um gorjeio. 5 – Flébil: choroso,
lacrimoso. 6 – Remir: salvar, libertar. 7 – Deplorar: chorar, lamentar.
2. O poema anterior foi extraído da principal obra do Simbolismo
português, Clepsidra, de Camilo Pessanha. Sua filiação a essa escola
literária é notada pela
a) ênfase nos recursos sonoros.
b) crítica social.
c) visão dilemática da existência.
d) escatologia.
e) linguagem coloquial.
Texto para o teste 3.
O planalto central do Brasil desce, nos litorais do Sul, em
escarpas inteiriças, altas e abruptas. Assoberba os mares; e desata-se
em chapadões nivelados pelos visos das cordilheiras marítimas,
distendidas do Rio Grande a Minas. Mas ao derivar para as terras
setentrionais diminui gradualmente de altitude, ao mesmo tempo que
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descamba para a costa oriental em andares, ou repetidos socalcos,
que o despem da primitiva grandeza afastando-o consideravelmente
para o interior. 
De sorte que quem o contorna, seguindo para o norte, observa
notáveis mudanças de relevos: a princípio o traço contínuo e
dominante das montanhas, (...) depois, no segmento de orla marítima
entre o Rio de Janeiro e o Espírito Santo, um aparelho litoral revolto,
feito da envergadura desarticulada das serras, riçado de cumeadas e
corroído de angras, e escancelando-se em baías, e repartindo-se em
ilhas, e desagregando-se em recifes desnudos, (...) em seguida,
transposto o 15º paralelo, a atenuação de todos os acidentes —
serranias que se arredondam e suavizam as linhas dos taludes,
fracionadas em morros de encostas indistintas no horizonte que se
amplia (...)...
Este facies geográfico resume a morfogenia do grande maciço
continental.
(Euclides da Cunha, Os Sertões)
3. (MACKENZIE-SP) – A partir do fragmento de Os Sertões, 
pode-se afirmar que todas as afirmações estão corretas, exceto:
a) O autor compõe seu texto com traços tanto de uma prosa científica
quanto de uma prosa literária.
b) A constante utilização de termos científicos, como “cumeadas”,
“taludes” e “morfogenia”, compromete o valor literário da obra.
c) Destacam-se contrastes geográficos do Brasil, como evidenciado
no fragmento: “Mas ao derivar para as terras setentrionais diminui
gradualmente de altitude”.
d) Há uma detalhada descrição da região embasada pelo
conhecimento das Ciências Naturais.
e) A opção pela utilização de mais de um adjetivo para caracterizar o
substantivo, como em “escarpas inteiriças, altas e abruptas”, está
vinculada à ideia da objetividade científica.
Texto para o teste 4.
É preciso ler esse livro singular sem a obsessão de enquadrá-lo
em um determinado gênero literário, o que implicaria em prejuízo
paralisante. Ao contrário, a abertura a mais de uma perspectiva é o
modo próprio de enfrentá-lo. 
A descrição minuciosa da terra, do homem e da luta situa-o no
nível da cultura científica e histórica. Seu autor fez geografia humana
e sociologia como um espírito atilado poderia fazê-las no começo do
século, em nosso meio intelectual, então avesso à observação
demorada e à pesquisa pura. Situando a obra na evolução do
pensamento brasileiro, diz lucidamente o crítico Antonio Candido: 
Livro posto entre a literatura e a sociologia naturalista, esta obra
assinala um fim e um começo: o fim do imperialismo literário, o
começo da análise científica aplicada aos aspectos mais importantes
da sociedade brasileira (no caso, as contradições contidas na
diferença de cultura entre as regiões litorâneas e o interior).
(BOSI, Alfredo. História Concisa da Literatura Brasileira.
São Paulo: Cultrix, 1987. p. 348 – adaptado.)
4. (UNIFESP-SP) – O excerto trata da obra
a) Capitães da Areia, de Jorge Amado.
b) O Cortiço, de Aluísio Azevedo.
c) Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa.
d) Vidas Secas, de Graciliano Ramos.
e) Os Sertões, de Euclides da Cunha.
5. (UNIP-SP) – Assinale a alternativa que transcreva um fragmento
de texto no qual sejam evidentes algumas características fundamen -
tais do Simbolismo.
a) Sinto-me, sem sentir, todo abrasado
No rigoroso fogo que me alenta;
O mal que me consome me sustenta,
O bem que me entretém me dá cuidado.
b) Lede, que é tempo, os clássicos honrados;
Herdai seus bens, herdai suas conquistas,
Que em reinos dos romanos e dos gregos
Com indefeso estudo conseguiram.
c) Brancuras imortais da Lua Nova 
Frios de nostalgia e sonolência... 
Sonhos brancos da Lua e viva essência 
Dos fantasmas noctívagos da Cova. 
d) Deus e o Diabo é que me guiam, mais ninguém.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe.
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
e) Olha bem estes sítios queridos,
Vê-os bem neste olhar derradeiro...
Ai! o negro dos montes erguidos,
Ai! verde do triste pinheiro!
6. (FUVEST-SP – adaptado) – Sobre Os Sertões (1902), de Eucli -
des da Cunha, assinale a alternativa incorreta.
a) Representam o amadurecimento da Literatura Brasileira no
questio namento de nossa realidade social.
b) Apoiada nas teorias científico-filosóficas do fim do século XIX,
esta obra projeta amplo domínio do autor em áreas tão distintascomo a sociologia, a geografia, a geologia, a etnografia, a botâ ni -
ca e outras ciências.
c) A obra apresenta linguagem bastante simples, tendo em vista a
preocupação do autor de tornar seu texto um retrato fiel do falar
sertanejo; a linguagem figurada praticamente inexiste.
d) Trata-se de grande realização artística, de entonação épica, que
muitos consideram a maior obra da literatura latino-americana.
e) Os Sertões são a primeira denúncia da miséria e do subdesen -
volvimento nordestinos.
7. O tema de Triste Fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto,
obra do Pré-Modernismo, é
a) o atraso do caboclo.
b) a revolta de Canudos.
c) o nacionalismo exagerado.
d) o drama do retirante.
e) o movimento operário.
Texto para o teste 8.
E, bem pensando, mesmo na sua pureza, o que vinha a ser a
Pátria? Não teria levado toda a sua vida norteado por uma ilusão,
por uma ideia a menos, sem base, sem apoio, por um Deus ou uma
deusa cujo império se esvaía?
(Lima Barreto, 
Triste Fim de Policarpo Quaresma)
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8. (UFJF-MG) – No fragmento transcrito, percebe-se
a) o desdém de Policarpo Quaresma pela ideia de Pátria ou de Nação.
b) a recusa de Policarpo em aderir à ideia de patriotismo ou defesa do país.
c) a intransigência de Policarpo Quaresma em relação aos que
queriam vender a Pátria e os princípios.
d) a consciência de Policarpo a respeito do idealismo abstrato que
sempre o levou à ação.
e) a indecisão de Policarpo Quaresma diante da necessidade de
servir ao governo florianista.
9. (UEL-PR – adaptado) – Nas duas primeiras décadas do século
XX, as obras de Euclides da Cunha e Lima Barreto, tão diferentes
entre si, têm como elemento comum
a) a intenção de retratar o Brasil de modo otimista e idealizante.
b) a adoção da língua coloquial das camadas populares do sertão.
c) a expressão de aspectos da realidade brasileira até então negli genciados.
d) a prática de um experimentalismo linguístico radical.
e) o estilo conservador do antigo regionalismo romântico.
�MÓDULO 9 – Literatura e Análise de Textos
Literários – V
Textos para o teste 1.
Texto I
Pedro apenas trabalhou.
Ganhou mais, foi subindinho,
Um pão de terra comprou.
Um pão apenas, três quartos
E cozinha num subúrbio
Que tudo dificultou.
Texto II
A cidade progredia
Em roda de minha casa
Que os anos não trazem mais
Debaixo da bananeira
Sem nenhum laranjais
1. (PUCCamp-SP) – Tanto no texto I, de Mário de Andrade, quanto
no texto II, de Oswald de Andrade, encontram-se exemplos de uma
das propostas dos modernistas de 1922. Assinale a alternativa em que
essa proposta se explicita.
a) Os nossos poetas de hoje, possuindo um senti mento igual, e às
vezes superior, ao dos poetas antigos, sobre eles excelem pelo
cuidado que dão à pureza da linguagem e pela habilidade com
que variam e aperfeiçoam a métrica.
b) A língua sem arcaísmos. Sem erudição. Natural e neológica. A
contribuição milionária de todos os erros.
c) Os tempos em que vivemos são outros, tempos de técnica e comu -
ni cação maciça, tempos em que outra é a percepção da realidade
(...); logo, tempos em que já não faria sentido o uso da unidade
do verso linear nem o da frase.
d) A literatura exaltou até hoje a imobilidade pensativa, o êxtase, o
sono. Nós queremos exaltar o movimento agressivo, a insônia
febril, o passo de corrida, o salto mortal, o bofetão e o soco.
e) O filho dos trópicos deve escrever numa linguagem propria mente
sua, lânguida como ele, quente como o sol que o abrasa, grande
e misteriosa como as suas matas seculares.
2. (UFMG-MG) – As histórias de Macunaíma foram contadas pelo
papagaio ao narrador, que vai con tinuar contando-as: …ponteei na
violinha e em to que rasgado botei a boca no mundo cantando na fala
impura as frases e os casos de Macunaíma, herói de nossa gente.
Sabe-se que o livro Macunaíma foi considerado, por seu autor, uma
rapsódia. Com relação a esse fato, é correto afirmar que
a) a palavra rapsódia significa narrativa acompa nhada de viola.
b) as histórias populares, tradicionalmente chamadas de rapsódia,
são moralizadoras.
c) o narrador alinhava, na rapsódia, histórias da tra dição oral.
d) rapsódia é o nome que se dá às narrativas orais recuperadas por
escritores.
3. Assinale a alternativa errada a respeito de Ma cunaíma, de Mário
de Andrade.
a) Passando abruptamente do primitivismo solene à crônica jocosa
e desta ao distanciamento da paró dia, o autor jogou sabiamente
com níveis de cons ciência e de comunicação diversos, justifi -
cando plenamente o título rapsódia.
b) O herói sem nenhum caráter foi trabalhado co mo síntese de um
presumido ‘modo de ser bra sileiro’ descrito como luxurioso,
ávido, pre gui ço so e so nhador: caracteres que lhe atribuía um teó -
rico do Modernismo, Paulo Prado, em Retrato do Bra sil.
c) Meio epopeia, meio novela picaresca, atuou nes sa obra uma
ideia-força do seu autor: o em prego diferen cia do da fala
brasileira em nível cul to; tarefa que deveria, para ele, consolidar
as con quis tas do Modernismo.
d) A mediação entre o material folclórico e o tra ta mento literário
moderno faz-se por meio de Freud e con soante uma corrente de
abordagem psica nalítica dos mitos e dos costumes primitivos que as
teorias do Inconsciente e da “mentalidade pré-ló gica” pro piciaram.
e) O realismo do autor não é orgânico nem espon tâneo. É crítico. O
herói é sempre um problema: não aceita o mundo, nem os outros,
nem a si mes mo.
4. (VUNESP-SP) – A partir da leitura dos seguintes poemas, assina -
le a alternativa incorreta com relação ao Modernismo. 
VÍCIO NA FALA 
Para dizerem milho dizem mio
Para melhor dizem mió
Para pior pió
Para telha dizem teia
Para telhado dizem teiado
E vão fazendo telhados.
(Oswald de Andrade) 
POEMA DO BECO 
Que importa a paisagem, a Glória, a baía, a linha do horizonte?
— O que eu vejo é o beco.
(Manuel Bandeira) 
FESTA FAMILIAR 
Em outubro de 1930
Nós fizemos — que animação!
Um pic-nic com carabinas.
(Murilo Mendes)
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COTA ZERO 
Stop
A vida parou
Ou foi o automóvel?
(Carlos Drummond de Andrade) 
a) Os poemas, quando não se fixam em uma cena da vida cotidiana,
podem refletir sobre a nossa história com muito humor e ironia.
b) Há predomínio do verso livre e cultivo de uma poesia sintética.
c) Introduzem-se a fala popular e elementos caracte rís ticos da prosa.
d) Os poemas mostram claramente uma ruptura, na forma, com os
códigos literários anteriores; no con te údo buscam penetrar mais
fundo na realidade brasileira.
e) As experiências de linguagem desses poemas mo dernistas tentam
resgatar o formalismo e a riqueza sonora da poesia parnasiana. 
�MÓDULO 10 – Literatura e Análise de Textos
Literários – VI
1. (FGV-SP) – Assim como Vinicius de Moraes e Murilo Men des,
Carlos Drummond de Andrade pertence a uma geração de poetas que
se caracterizou, principalmente, por ter
a) sido pioneira na formulação dos conceitos estéticos que orien ta -
ram a Semana de Arte Moderna, em 1922.
b) radicalizado, em suas regiões, as experiências estilísticas e temá -
ticas que marcaram os anos de 1920.
c) colhido, nos anos de 1930, os resultados da pesquisa estética da
década precedente, atenuando-lhe o caráter destruidor.
d) valorizado a linguagem regional, para, por meio dela, fazer a
crítica da política local.
e) repudiado o universalismo, sugerindo um caminho nacionalista
para a poesia brasileira do século XX.
Textos para os testes 2 e 3.
Texto 1
A FLOR E A NÁUSEA
Preso à minha classe e a algumas roupas,
vou de branco pela rua cinzenta.
Melancolias, mercadorias espreitam-me.
Devo seguir até o enjoo?
Posso,sem armas, revoltar-me?
Olhos sujos no relógio da torre:
Não, o tempo não chegou de completa justiça.
O tempo é ainda de fezes, maus poemas, alucinações e espera.
O tempo pobre, o poeta pobre
fundem-se no mesmo impasse.
(...)
Vomitar esse tédio sobre a cidade.
Quarenta anos e nenhum problema
resolvido, sequer colocado.
Nenhuma carta escrita nem recebida.
Todos os homens voltam para casa.
Estão menos livres mas levam jornais
e soletram o mundo, sabendo que o perdem.
(...)
Pôr fogo em tudo, inclusive em mim.
Ao menino de 1918 chamavam anarquista.
Porém meu ódio é o melhor de mim.
Com ele me salvo
e dou a poucos uma esperança mínima.
Uma flor nasceu na rua!
Passem de longe, bondes, ônibus, rio de aço do tráfego.
Uma flor ainda desbotada
ilude a polícia, rompe o asfalto.
Façam completo silêncio, paralisem os negócios,
garanto que uma flor nasceu.
Sua cor não se percebe.
Suas pétalas não se abrem.
Seu nome não está nos livros.
É feia. Mas é realmente uma flor.
Sento-me no chão da capital do país às cinco horas da tarde
e lentamente passo a mão nessa forma insegura.
Do lado das montanhas, nuvens maciças avolumam-se.
Pequenos pontos brancos movem-se no mar, galinhas em pânico.
É feia. Mas é uma flor. Furou o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio.
(Carlos Drummond de Andrade)
Texto 2
A ROSA DE HIROXIMA
Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas oh não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroxima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A antirrosa atômica
Sem cor sem perfume
Sem rosa sem nada
(Vinicius de Moraes)
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2. (PUC-SP) – O texto 1 integra o livro A Rosa do Povo, cujos
poemas foram escritos por Carlos Drummond de Andrade nos anos
sombrios da ditadura de Getúlio Vargas e da Segunda Guerra
Mundial. No contexto do poema, a flor encarna significados que a
tornam símbolo de um momento histórico e social. Assim, indique,
entre as alternativas abaixo, a que não condiz com as várias
possibilidades de sua caracterização.
a) Assume características que fazem dela uma exceção na ordem
natural das coisas.
b) Nascida em contexto adverso, representa a incerteza do futuro e
anuncia as perplexidades e o desconcerto do mundo.
c) Caracteriza-se como algo frágil e se configura pelo conjunto de
negativas e ausências.
d) Simboliza a imagem da poesia e do desabrochar revolucionário.
e) Representa a vitória sobre os bloqueios físicos do mundo e os
sentimentos negativos dos homens.
3. Considerando os textos 1 e 2, leia as afirmações a seguir e assinale
a alternativa correta.
I. A antirrosa do poema de Vinicius de Moraes representa a bomba
atômica. Como esta é destruidora de toda a vida e de toda a
beleza — ou seja, de todas as coisas belas tradicionalmente
associadas à imagem da rosa —, compreende-se que o poeta a
represente como uma “antirrosa”. 
II. A imagem da rosa, no poema de Vinicius de Moraes, tem o
mesmo significado que tem a flor no poema “A Flor e a Náusea”,
pois em ambos ela representa um acontecimento iminente,
prestes a acontecer. 
III. No poema de Drummond, o tema da esperança, da vida que
renasce, ainda que sob a forma de uma flor frágil e feia,
representa um alento contra a descrença produzida pelos
horrores da Segunda Guerra Mundial e pelo momento por que
passava o Brasil, com a Ditadura de Getúlio Vargas. 
IV. O poema de Vinicius, referindo-se à bomba atômica lançada
sobre a cidade de Hiroxima em 6 de agosto de 1945, evoca a
imagem da rosa ou, mais adequadamente, da antirrosa, para
representar a eclosão da bomba e a forma que ela assume,
semelhante a uma flor (um cogumelo).
Está correto o que se afirma em
a) I, II, III e IV.
b) II, III e IV.
c) I, II e III.
d) I, III e IV.
e) III e IV, apenas.
4. (PUC-SP) – Carlos Drummond de Andrade escreveu a obra Claro
Enigma. Sobre ela é correto afirmar que
a) os temas aí expostos se referem, apenas, às cintilações e
fulgurâncias da luz.
b) a obscuridade e as imprecisões luminosas não têm espaço nessa
obra de Drummond.
c) o oxímoro é a figura de retórica que dá suporte à obra e se
manifesta claramente em vários de seus poemas, como “Oficina
Irritada” e “Sonetilho do Falso Fernando Pessoa”.
d) a estrutura do poema preserva a forma livre da composição poética
e há um desprezo total às formas fixas e clássicas.
Texto para os testes 5 e 6.
CANÇÃO
Pus o meu sonho num navio
e o navio em cima do mar;
— depois, abri o mar com as mãos,
Para o meu sonho naufragar.
Minhas mãos ainda estão molhadas
Do azul das ondas entreabertas,
E a cor que escorre dos meus dedos
Colore as areias desertas.
O vento vem vindo de longe,
A noite se curva de frio;
Debaixo da água vai morrendo
Meu sonho, dentro de um navio...
Chorarei quanto for preciso,
Para fazer com que o mar cresça,
E o meu navio chegue ao fundo
E o meu sonho desapareça.
Depois, tudo estará perfeito:
Praia lisa, águas ordenadas,
Meus olhos secos como pedras
E as minhas duas mãos quebradas.
(Cecília Meireles)
5. (UFMT-MT – modificado) – Em relação à construção dos sen tidos
do poema, assinale V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) O emprego de verbos na primeira pessoa do singular — pus,
abri e chorarei — explica-se pela atitude lírica da poeta, que
fala de seus sentimentos e desejos.
( ) A recorrência aos possessivos — meu sonho, minhas mãos,
meu navio, meus olhos, minhas duas mãos — reforça a atitude
autocentrada do eu poético.
( ) O substantivo sonho deve ser entendido como uma manifes -
tação do estado onírico que ocorre durante o sono.
( ) A dimensão emocional, no poema, dá suporte a atitudes que
seriam inverossímeis fora do contexto poético ou artístico
(abrir o mar com as mãos, por exemplo).
Assinale a sequência correta.
a) V, V, V, F 
b) V, F, F, F 
c) F, V, V, F
d) F, V, F, V 
e) V, V, F, V
6. (UFMT-MT) – Da leitura do poema, pode-se afirmar:
a) As lágrimas do eu lírico guardam uma relação inversamente
propor cional às águas de um mar abstrato.
b) O emprego da palavra navio, essencialmente concreta, não se
presta de maneira adequada às especificidades de contextos
poéticos.
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c) A estrofe final denuncia uma secura pétrea do olhar, coerente com
a frieza marcante do eu lírico.
d) Os olhos secos como pedras são o resultado de um chorar hiper -
bólico, de um mar de lágrimas.
e) A aliteração em v (Vento Vem Vindo) sugere que a angústia que
domina o eu lírico é momentânea e, como o vento, irá passar.
Texto para o teste 7.
MURMÚRIO
Traze-me um pouco das sombras serenas
que as nuvens transportam por cima do dia!
Um pouco de sombra, apenas,
— vê que nem te peço alegria.
Traze-me um pouco da alvura dos luares
que a noite sustenta no teu coração!
A alvura, apenas, dos ares:
— vê que nem te peço ilusão.
Traze-me um pouco da tua lembrança,
aroma perdido, saudade da flor!
— Vê que nem te digo — esperança!
— Vê que nem sequer sonho — amor!
(Cecília Meireles)
7. (MACKENZIE-SP – corrigido) – Assinale a alternativa incor reta.
a) O tom dos três pedidos, bem representado pela expressão “um
pouco”, contextualiza-se na escolha lexical do título.
b) Instaura-se o interlocutor já na desinência de número e de pessoa
da primeira forma verbal do poema.
c) As estrofes bipartem-se em um pedido e em uma observação sobre
o pedido, ambos dirigidos ao mesmo interlocutor.
d) Há um paralelismo sintático na construção do apelo, marcando
uma regularidade rítmica, já evidenciada pelasrimas.
e) A materialidade do objeto do apelo emerge do verso 10, ratificada
pelos dois versos finais do poema.
�MÓDULO 11 – Literatura e Análise de Textos
Literários – VII
1. (FUND. CARLOS CHAGAS-SP) – O romance regionalista nor -
destino que surge e se desenvolve a partir de 1930, aproxi ma damente,
pode ser chamado “neorrealista”. Isso se deve a que esse romance 
a) retoma o filão da temática regionalista, descoberto e explorado
inicialmente pelos realistas do século XIX.
b) apresenta, através do discurso narrativo, uma visão realista e
crítica das relações entre as classes que estruturam a sociedade do
Nordeste.
c) tenta explicar o comportamento do homem nordestino, com base
numa postura estritamente científica, pelos fatores raça, meio e
momento.
d) abandona todos os pressupostos teóricos do Realismo do século
XIX, buscando as causas do comportamento humano mais no
indi vidual que no social.
e) procura fazer da narrativa a anotação fiel e minuciosa da nova
realidade urbana do Nordeste. 
2. (FUVEST-SP) – Um escritor classificou Vidas Secas como
“romance desmontável”, tendo em vista sua composição descontínua,
feita de episódios relativamente independentes e sequências parcial -
mente truncadas. Essas características da composição do livro
a) constituem um traço de estilo típico dos romances de Graciliano
Ramos e do Regionalismo nordestino.
b) indicam que ele pertence à fase inicial de Graciliano Ramos, quando
este ainda seguia os ditames do primeiro momento do Moder nismo.
c) diminuem o seu alcance expressivo, na medida em que dificultam
uma visão adequada da realidade sertaneja.
d) revelam, nele, a influência da prosa seca e lacunar de Euclides da
Cunha em Os Sertões.
e) relacionam-se à visão limitada e fragmentária que as próprias
personagens têm do mundo.
Texto para o teste 3.
A cada figura da novela — Fabiano, Vitória, sua mulher, o menino
mais velho, o menino mais novo — o romancista dedica um capítulo,
que é como que um retrato de caracterização, em que o próprio
personagem se apresenta ao leitor.
3. (PUC-SP) – O trecho transcrito é uma referência à obra de
Graciliano Ramos, Vidas Secas, feita por Álvaro Lins. Assim, da
personagem Sinha Vitória, pode-se afirmar que
a) tem uma relação conjugal pacífica com Fabiano, com o qual nunca
se desentendeu e de quem sempre mereceu elogios e estímulos
positivos.
b) domina os conhecimentos básicos da família e do meio e é capaz
de dar respostas corretas a todas as perguntas feitas pelos filhos.
c) protege os animais, o papagaio e a cachorra Baleia, colocando-se
contra Fabiano, que os ameaça, e evitando, assim, a morte de
ambos.
d) alimenta o sonho de ter uma cama de lastro de couro bem esticado
e bem pregado, como a do Seu Tomás da Bolandeira.
e) é marcada pela desesperança diante do infortúnio de nova seca e
não vê nenhum tipo de saída para ela, para os meninos e para
Fabiano.
Texto para o teste 4.
Tinha medo e repetia que estava em perigo, mas isto lhe pareceu
tão absurdo que se pôs a rir. Medo daquilo? Nunca vira uma pessoa
tremer assim. Cachorro. Ele não era dunga na cidade? Não pisava os
pés dos matutos, na feira? Não botava gente na cadeia?
Sem-vergonha, mofino.
4. (PUC-SP – modificado) – Do trecho transcrito, da obra Vidas
Secas, de Graciliano Ramos, é correto afirmar que
a) emprega o discurso direto para anunciar o contraste entre o riso e
o medo que acometem a personagem.
b) expressa o mundo interior da personagem, que atinge e magoa seu
interlocutor com expressões diretas e grosseiras.
c) deixa transparecer o desprezo do narrador diante da reação do
oponente, o Soldado Amarelo.
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d) confunde narrador, personagem e tipos de discurso, o que impede
o leitor de entender o texto com clareza.
e) envolve duas personagens em situação de conflito, Fabiano e o
Soldado Amarelo, que destratava pessoas em nome de sua
autoridade.
Texto para o teste 5.
— Olha, rapariga. — A palavra rapariga magoa de leve Chinita,
que reconhece nela uma significação pejorativa. Mas a mágoa é um
pingo d’água naquele deserto escaldante. — Olha, rapariga — repete
ele — tu pensas que sempre vais ter dezoito anos? E esse corpo
bonito? E esses olhos? E esses seios? Não demora muito e estás
franzida, murcha, velha (Salu vai num crescendo), horrorosa! E que
fizeste da tua mocidade?
(VERÍSSIMO, Érico. Caminhos Cruzados.
30. ed. São Paulo: Ed. Globo, 1995, p. 237.)
5. No excerto, Salu, ciente de que Chinita é vaidosa e valoriza a
fantasia, utiliza como expediente para conquistá-la
a) a referência a ideais dionisíacos.
b) o tema clássico do carpe diem.
c) a visão biológica da função feminina.
d) o discurso racional do estilo realista.
Leia o trecho de Minha Vida de Menina, de Helena Morley, para
responder ao teste 6.
Quinta-feira, 23 de fevereiro
Leontino veio nos convidar para irmos assistir à inauguração do
telégrafo, que eles fizeram em casa, e que tia Aurélia esperava
mamãe e a família toda com muito carajé1, chocolate e sequilhos.
Fomos todos e Dindinha também. Ficamos, a metade das pessoas, na
sala de visitas e a outra metade na sala de jantar, no fim do corredor,
que é muito comprido. Os da sala passavam telegrama para os de lá
de dentro e a resposta era escrita com uns risquinhos, que a pena ia
fazendo numa tira de papel, que Sérgio lia, e estava certinho.
Dindinha, mamãe e as tias ficavam de boca aberta, de ver como eles
passavam direito, como se fosse no telégrafo. Comemos muito carajé.
Tivemos uma boa mesa de chocolate, café e sequilhos, e as tias
saíram falando da inteligência dos meninos de lá.
(Helena Morley, Minha Vida de Menina)
1 – Carajé: acarajé.
6. (FASM-SP) – Verifica-se que a autora escreve este trecho na
condição de uma criança que
a) ignora o comportamento dos adultos.
b) lembra os fatos com dificuldade.
c) chama a atenção dos adultos por ter feito um telégrafo.
d) avalia positivamente o encontro em família.
e) rememora os fatos sem descrever o espaço.
�MÓDULO 12 – Literatura e Análise de Textos
Literários – VIII
Texto para o teste 1.
... De repente, todos gostavam demais de Sorôco. 
Ele se sacudiu, de um jeito arrebentado, desacontecido, e virou,
pra ir-s’embora. Estava voltando para a casa, como se estivesse indo
para longe, fora de conta.
Mas, parou. Em tanto que se esquisitou, parecia que ia perder o
de si, parar de ser. Assim num excesso de espírito, fora de sentido. E
foi o que não se podia prevenir: quem ia fazer siso naquilo? Num
rompido — ele começou a cantar, alteado, forte, mas sozinho para si
— e era a cantiga, mesma, de desatino, que as duas tinham tanto
cantado. Can tava continuando.
A gente se esfriou, se afundou — um instantâneo. A gente... E foi
sem combinação, nem ninguém entendia o que se fizesse: todos, de
uma vez, de dó do Sorôco, principiaram também a acompanhar
aquele canto sem razão. E com as vozes tão altas! Todos caminhando
com ele, Sorôco e canta que cantando, atrás dele, os mais detrás
quase que corriam, ninguém deixasse de cantar. Foi o de não sair
mais da me mória. Foi um caso sem comparação.
A gente estava levando agora o Sorôco para a casa dele, de
verdade. A gente, com ele, ia até aonde que ia aquela cantiga.
(ROSA, João Guimarães. Primeiras Estórias. 
8. ed. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1975.) 
1. (UNIP-SP) – Uma característica marcante da linguagem de Gui -
marães Rosa que se pode verificar no texto transcrito é
a) a objetividade e a concisão, próximas dos autores realistas.
b) o caráter documental que se evidencia no acúmulo de pormenores
descritivos.
c) a despreocupação com o estilo, como demonstram as diversas
transgressões às normas gramaticais.
d) a recriação da fala sertaneja, o aproveitamento poético de sua
expressividade.
e) a aproximaçãocom o Neoclassicismo, com o bucolismo e com a
simplicidade dos autores árcades.
Texto para o teste 2.
Sim, que, à parte o sentido prisco1, valia o ileso gume do vocábulo
pouco visto e menos ainda ouvido, raramente usado, melhor fora se
jamais usado. Porque, diante de um gravatá2, selva moldada em jarro
jônico, dizer-se apenas drimirim ou amormeuzinho é justo; e, ao
descobrir, no meio da mata, um angelim que atira para cima
cinquenta metros de tronco e fronde, quem não terá ímpeto de criar
um vocativo absurdo e bradá-lo — Ó colossalidade! — na direção da
altura?
(João Guimarães Rosa,
“São Marcos”, in Sagarana)
1 – Prisco: antigo, relativo a tempos remotos.
2 – Gravatá: planta da família das bromeliáceas.
2. (FUVEST-SP) – Neste excerto, o narrador do conto “São Marcos”
expõe alguns traços de estilo que correspondem a características mais
gerais dos textos do próprio autor, Guimarães Rosa. Entre tais
características, só não se encontra 
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a) o gosto pela palavra rara.
b) o emprego de neologismos.
c) a conjugação de referências eruditas e populares.
d) a liberdade na exploração das potencialidades da língua
portuguesa.
e) a busca da concisão e da previsibilidade da linguagem. 
Texto para os testes 3 e 4.
Incompetente para a vida. Faltava-lhe o jeito de se ajeitar. Só
vagamente tomava conhecimento da espécie de ausência que tinha de
si em si mesma. Se fosse criatura que se exprimisse diria: o mundo é
fora de mim. (Vai ser difícil escrever esta história. Apesar de eu não
ter nada a ver com a moça, terei que me escrever todo através dela
por entre espantos meus. Os fatos são sonoros, mas entre os fatos há
um sussurro. É o sussurro o que me impressiona).
Faltava-lhe o jeito de se ajeitar. Tanto que (explosão) nada
argumentou em seu próprio favor quando o chefe da firma de
representante de roldanas avisou-lhe com brutalidade (brutalidade
essa que ela parecia provocar com sua cara de tola, rosto que pedia
tapa), com brutalidade que só ia manter no emprego Glória, sua
colega, porque quanto a ela, errava demais na datilografia, além de
sujar invariavelmente o papel. Isso disse ele. Quanto à moça, achou
que se deve por respeito responder alguma coisa e falou cerimoniosa
a seu escondidamente amado chefe:
— Me desculpe o aborrecimento.
(Clarice Lispector, A Hora da Estrela)
3. Com base na leitura do texto, assinale a alternativa incorreta.
a) O narrador se aproxima da personagem central, a moça,
construindo com ela uma cumplicidade, marcada, sobretudo, pelo
seu modo de narrar.
b) O narrador assume sua presença comentando o fato narrado, ideia
indicada pelo uso dos comentários entre parênteses.
c) A descrição da personagem é pretexto para o narrador refletir
sobre a própria linguagem e o seu ofício de narrar.
d) O narrador-observador descreve a personagem de modo idea -
lizado e cúmplice, denunciando os desníveis da relação patrão-
empregado.
e) O narrador constrói uma espécie de monólogo interior, atestando
sua cumplicidade permanente ao fato narrado.
4. “Apesar de eu não ter nada a ver com a moça, terei que me
escrever todo através dela por entre espantos meus (...)” – Tal atitude
do narrador em face da história que vai narrar só não encontra corres -
pon dência em:
a) “Por enquanto quero andar nu ou em farrapos, quero experimentar
pelo menos uma vez a falta de gosto que dizem ter a hóstia.”
b) “(...) eu não vou enfeitar a palavra, pois se eu tocar no pão da
moça se tornará em ouro — e a jovem (...) não poderia mordê-lo,
morrendo de fome.”
c) “(...) para falar da moça tenho que não fazer a barba durante dias
e adquirir olheiras escuras por dormir pouco (...)”
d) “(...) e ao escrever me surpreendo um pouco pois descobri que
tenho um destino. Quem já não se perguntou: sou um monstro ou
isto é ser uma pessoa?”
e) “Tenho então que falar simples para captar a sua delicada e vaga
existência.”
Texto para o teste 5.
CEMITÉRIO PERNAMBUCANO
Nesta terra ninguém jaz,
pois também não jaz um rio
noutro rio, nem o mar
é cemitério de rios.
Nenhum dos mortos daqui
vem vestido de caixão.
Portanto, eles não se enterram,
são derramados no chão.
Vêm em redes de varandas
abertas ao sol e à chuva.
Trazem suas próprias moscas.
O chão lhes vai como luva.
Mortos ao ar-livre, que eram,
hoje à terra-livre estão.
São tão da terra que a terra
nem sente sua intrusão.
5. (ITA-SP) – O poema transcrito consta do livro Paisagem com
Figuras, de João Cabral de Melo Neto, publicado em 1955. Este texto
mostra com clareza algumas das marcas mais recorrentes na obra de
João Cabral, entre elas:
a) a presença do realismo de cunho social, que se nota nas refe -
rências ao mundo nordestino, aliada à racionalidade típica de boa
parte da poesia moderna.
b) a presença do realismo de cunho social, mas associado a uma
visão do mundo ainda herdeira do Romantismo, o que se nota pela
presença das imagens naturais.
c) a preocupação em descrever a paisagem nordestina e a intenção
de reproduzir a fala popular.
d) o caráter mais racional e sóbrio da poesia, que evita o derrama -
mento emocional, aliado a certa herança realista no que diz
respeito à valorização da cultura brasileira.
e) o rigor construtivo do poema, que deixa de lado a emoção e as
convenções românticas, o que faz deste texto um bom exemplo de
poesia metalinguística.
6. (FUND. CARLOS CHAGAS-SP) – O Concretismo brasileiro
caracteriza-se pela(o)
a) renovação dos temas, privilegiando-se a revelação expressionista
dos estados psíquicos do poeta.
b) exploração estética do som, da letra impressa, da linha, dos espa -
ços brancos da página.
c) preocupação com a correção sintática, desinteresse pela explo -
ração de campos semânticos novos.
d) descaso pelos aspectos formais do poema.
e) preferência pela linguagem formalmente correta. 
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�MÓDULO 13 – Morfologia e Redação – I
As questões de números 1 a 5 focalizam uma passagem do romance
Água-Mãe, de José Lins do Rego (1901-1957).
1. (UNESP) – Com a expressão fugia das entradas, no primeiro
parágrafo, o narrador sugere que o jogador Joca manifestava em campo:
a) preguiça. b) covardia. c) despreparo.
d) esperteza. e) ingenuidade.
2. (UNESP) – No primeiro parágrafo, predominam verbos
empregados no
a) pretérito perfeito do modo indicativo.
b) pretérito imperfeito do modo indicativo.
c) presente do modo indicativo.
d) presente do modo subjuntivo.
e) pretérito mais-que-perfeito do modo indicativo.
3. (UNESP) – Quando entrava no cinema era reconhecido.
A língua portuguesa aceita muitas variações na ordem dos termos na
oração e no período, desde que não causem a desestruturação sintática
e a perturbação ou quebra do sentido. Assinale a alternativa em que a
reordenação dos elementos não altera a estrutura do período em
destaque e mantém o mesmo sentido.
a) Quando era no reconhecido cinema entrava.
b) Era reconhecido quando entrava no cinema.
c) Entrava quando no cinema era reconhecido.
d) Quando era reconhecido entrava no cinema.
e) Entrava reconhecido quando era no cinema.
4) (UNESP) – Atitude que, no último parágrafo, melhor sintetiza a
reação do antigo center-forward ao sucesso de Joca:
a) rancor. b) cavalheirismo. c) colaboração.
d) admiração. e) indiferença.
5. (UNESP) – No dia em que tivera que ceder a posição, a um
menino do Cabo Frio, fora para ele como se tivesse perdido as duas
pernas.
Segundo o contexto, a imagem como se tivesse perdido as duas
pernas revela, com grande expressividade e força emocional,
a) sensação de estar sendo injustiçado pela torcida.
b) certeza de que ainda era melhor jogador que o novato.
c) sentimento de impotência antea situação.
d) vontade e trocar o futebol por outra profissão.
e) receio de sofrer novas contusões e ficar incapacitado.
Tirinha para as questões 6 e 7.
O Estado de S. Paulo, 13/04/2016.
6. (FGV) – A variação do comportamento de Calvin, tal como
representada na tirinha, poderia receber, na vida política, o nome de
a) oportunismo. b) prevaricação. c) entreguismo.
d) alienação. e) peculato.
ÁGUA-MÃE
Jogava com toda a alma, não podia compreender como um
jogador se encostava, não se entusiasmava com a bola nos pés.
Atirava-se, não temia a violência e com a sua agilidade espantosa,
fugia das entradas, dos pontapés. Quando aquele back1, num jogo
de subúrbio, atirou-se contra ele, recuou para derrubá-lo, e com
tamanha sorte que o bruto se estendeu no chão, como um fardo. E
foi assim crescendo a sua fama. Aos poucos se foi adaptando ao
novo Joca que se formara nos campos do Rio. Dormia no clube,
mas a sua vida era cada vez mais agitada. Onde quer que
estivesse, era reconhecido e aplaudido. Os garçons não queriam
cobrar as despesas que ele fazia e até mesmo nos ônibus, quando
ia descer, o motorista lhe dizia sempre:
– Joca, você aqui não paga.
Quando entrava no cinema era reconhecido. Vinham logo
meninos para perto dele. Sabia que agradava muito. No clube
tinha amigos. Havia porém o antigo center-forward2 que se sentiu
roubado com a sua chegada. Não tinha razão. Ele fora chamado.
Não se oferecera. E o homem se enfureceu com Joca. Era um
jogador de fama, que fora grande nos campos da Europa e por
isso pouco ligava aos que não tinham o seu cartaz. A entrada de
Joca, o sucesso rápido, a maravilha de agilidade e de opor -
tunismo, que caracterizava o jogo do nova to, irritava-o até ao
ódio. No dia em que tivera que ceder a posição, a um menino do
Cabo Frio, fora para ele como se tivesse perdido as duas pernas.
Viram-no chorando, e por isso concentrou em Joca toda a sua
raiva. No entanto, Joca sempre o procurava. Tinha sido a sua
admiração, o seu herói.
(Água-Mãe, 1974)
1Beque, ou seja, o zagueiro de hoje.
2Centroavante.
E COMO DITADOR, SÓ
EU MANDO NO
GOVERNO!
E NÃO TOLERAREI
DISSIDENTES!
EU DECIDIREI O QUE É BOM!
EU DECIDIREI...
HORA DE
DORMIR.
NÃO PODEMOS
PÔR ISSO EM
VOTAÇÃO?
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7. (FGV) – A visão crítica, marcadamente cética, dos diferentes
sistemas de governo, que se pode subentender na tirinha, só NÃO está
presente na seguinte citação:
a) Como verdadeiro democrata, nunca nego a ninguém o direito de
concordar inteiramente comigo.
b) A diferença entre democracia e comunismo é que, na democracia,
o governo se proclama povo e, no comunismo, o povo se proclama
governo.
c) Democracia é quando eu mando em você, ditadura é quando você
manda em mim.
d) As democracias, embora respeitem a vontade da maioria,
protegem escrupulosamente os direitos fundamentais dos
indivíduos e das minorias.
e) A diferença entre uma democracia e uma ditadura consiste em
que, numa democracia, se pode votar antes de obedecer às ordens.
�MÓDULO 14 – Morfologia e Redação – II
As questões de números 1 a 5 tomam por base a letra da toada
Boiadeiro, de Armando Cavalcante (1914-1964) e Klecius Caldas
(1919-2002):
1. (UNESP) – A toada Boiadeiro, de Armando Caval can te e Klecius
Caldas, notabilizada pela interpretação de Luiz Gon za ga em 1950,
tem sua letra elaborada em versos de doze e de dez síla bas métricas. 
Observe com atenção os seguintes versos na letra da toada:
Dos versos indicados, os que apresentam dez sílabas métricas são
apenas:
a) I e II.
b) I e III.
c) II e III.
d) I, II e III.
e) II, III e IV.
2. (UNESP) – Embora em muitas versões da letra de Boiadeiro
apareça escrita no terceiro verso a palavra cabeças, no plural, no
canto essa palavra deve ser entoada no singular. Isso se deve à
necessidade de
a) eliminar o ruído sibilante do s, que é pouco musical.
b) informar que se trata de poucos bois.
c) deixar claro que, quando se trata de “gado”, cabeça só se usa no
singular.
d) manter a sequência do verso com doze sílabas.
e) fazer a concordância com pouco e nada.
3. (UNESP) – Um dos melhores recursos expressivos empregados
na letra de Boiadeiro é o processo de repetição da mesma estrutura
sintática com a mudança de apenas um vocá bulo, que faz progredir o
sentido, tal como se verifica, por exemplo, entre os versos 5, 11 e 17.
Tal recurso é conhe cido como
a) paralelismo.
b) metáfora.
c) comparação.
d) pleonasmo.
e) metonímia.
4. (UNESP) – São dez cabeças; é muito pouco, é quase nada – São
dez filinho, é muito pouco, é quase nada – É pequenina, é miudinha,
é quase nada.
O efeito de anticlímax observável nos três versos é expli cável pela
a) divisão de cada um dos versos indicados em três se quên cias sin -
táticas simétricas.
b) repetição da forma verbal “é” por três vezes nos versos men -
cionados.
c) acentuação regular na quarta, oitava e décima segunda sílabas nos
versos.
d) atenuação gradativa do sentido que se verifica do início ao fim de
cada um dos versos apontados.
e) referência a poucos objetos ou entidades nos três ver sos.
5. (UNESP) – Mas não tem outras mais bonitas no lugar.
O emprego da forma verbal tem em vez de há no verso mencionado
se deve
a) à necessidade de substituir um monossílabo tônico por um átono.
b) à exigência métrica de uma sílaba a mais.
c) à intenção de reforçar o sentido de “existir” nos versos.
d) à obediência ao disposto pela norma-padrão.
e) ao objetivo dos compositores de representar a fala regional, po -
pular.
BOIADEIRO
De manhãzinha, quando eu sigo pela estrada
Minha boiada pra invernada eu vou levar:
São dez cabeças; é muito pouco, é quase nada
Mas não tem outras mais bonitas no lugar.
5 Vai boiadeiro, que o dia já vem,
Leva o teu gado e vai pensando no teu bem.
De tardezinha, quando eu venho pela estrada,
A fiarada tá todinha a me esperar;
São dez filinho, é muito pouco, é quase nada,
10 Mas não tem outros mais bonitos no lugar.
Vai boiadeiro, que a tarde já vem
Leva o teu gado e vai pensando no teu bem.
E quando chego na cancela da morada,
Minha Rosinha vem correndo me abraçar.
15 É pequenina, é miudinha, é quase nada
Mas não tem outra mais bonita no lugar.
Vai boiadeiro, que a noite já vem,
Guarda o teu gado e vai pra junto do teu bem!
(CAVALCANTE, Armando e CALDAS, Klecius. Boiadeiro. 
In: Beth Cançado. Aquarela brasileira, vol. I. 
Brasília: Editora Corte Ltda., 1994. p. 59.)
I. Vai boiadeiro, que o dia já vem,
II. A fiarada tá todinha a me esperar;
III. Vai boiadeiro, que a tarde já vem
IV. É pequenina, é miudinha, é quase nada
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�MÓDULO 15 – Morfologia e Redação – III
Texto para as questões 1 e 2. 
1. (UNICAMP) – Indique a alternativa correta. No texto,
a) a informação numérica indica a desproporção entre o número de
homens e o de mulheres presentes no mun do da ciência.
b) o último período tem a finalidade de justificar a publicação do livro
Pioneiras da ciência no Brasil, estabelecendo os objetivos da obra.
c) a visão estereotipada de mulher cientista é exem pli fi cada pelos
modelos positivos das pioneiras brasileiras na ciência, tema da obra.
d) as informações sobre o envolvimento das mulheres nos afazeres do -
més ticos não constituem argumentos im por tantes para justificar a obra.
2. (UNICAMP) – Releia o período: “Assim, ainda que dividindo o
espaço doméstico com companheiros, as mulheres têm, na maioria
dos lares, maior necessidade de articular os papéis fami liares e
profissionais.” A expressão sublinhada
a) delimita a atmosfera de lares em que a mulher precisa articular
tarefas profissionais e domésticas.
b) restringeo universo das mulheres mencionadas no trecho ao das
que se dedicam à vida doméstica.
c) informa o local social em que circulavam as mulheres referidas no
trecho.
d) destaca o fato de que a maioria das mulheres vive com companheiros.
Texto para as questões 3 e 4. 
3. (UNICAMP) – A partir da leitura do texto, pode-se afirmar que:
a) O robô está presente tanto no lago congelado no ártico como na
gruta no trópicos.
b) O jovem engenheiro do JLP e a geomicrobióloga carregam
respiradores para ajudá-los a respirar.
c) O jovem engenheiro do JLP e a geomicrobióloga estão executando
suas pesquisas sozinhos.
d) O holofote do robô é ligado a partir de um sinal emitido pelo
laboratório JPL.
4. (UNICAMP) – Assinale a alternativa que resume adequa da mente
o texto.
a) Estudos sobre formas de vida em ambientes extremos podem
preparar os cientistas para enfrentar a questão da busca pela vida
fora da Terra.
b) A partir de uma caverna no Alasca, um robô revela pistas sobre
outras formas de vida no nosso sistema solar.
c) Os trabalhos científicos desenvolvidos em qualquer lugar da Terra
permitem compreender formas de vida em outros planetas.
d) Cientistas, trabalhando em ambientes extremos, desenvolveram
procedimentos capazes de detectar vida fora da terra.
O trecho a seguir foi retirado da apresentação da obra Pioneiras da
ciência no Brasil. O livro traz biografias de cientistas brasileiras
que iniciaram suas carreiras nos anos 1930 e 1940. 
Cabe uma reflexão sobre a divisão dos papéis masculino e
feminino dentro da família, para tentar melhor entender por que a
presença feminina no mundo científico mantém-se minoritária.
Constata-se que, no Brasil, ainda cabem às mulheres, fortemente,
as responsabilidades domésticas e de socialização das crianças,
além dos cuidados com os velhos. Assim, ainda que dividindo o
espaço doméstico com companheiros, as mulheres têm, na
maioria dos lares, maior necessidade de articular os papéis
familiares e profissionais. A ideia de que conciliar vida
profissional e familiar representa uma dificuldade é reforçada
pela análise da população ocupada feminina com curso superior,
feita por estudiosos, que constata que cerca de 46% dessas
mulheres vivem em domicílios sem crianças. Como as cientistas
são pessoas com diplomas superiores, elas estão compreendidas
nesse universo. Por outro lado, talvez a sociedade brasileira
ainda mantenha uma visão estereotipada – calcada num modelo
masculino tradicional – do que seja um profissional da ciência. E
certamente faltam às mulheres modelos positivos, as grandes
cientistas que lograram conciliar sucesso profissional com vida
pessoal realizada. Para quebrar os estereótipos femininos, para
que novas gerações possam se mirar em novos modelos, é
necessário resgatar do esque cimento figuras femininas que,
inadvertida ou delibera da mente, permaneceram ocultas na
história da ciência em nosso país. 
(Adaptado de Hildete P. de Melo e Ligia Rodrigues, Pioneiras da
ciência no Brasil. Rio de Janeiro: SBPC. 2006, p. 3-4.)
A BUSCA POR VIDA FORA DA TERRA
Um sinal eletrônico é emitido pelo Laboratório de Propulsão a
Jato (JPL, sigla em inglês) da NASA, em Pasadena, Califórnia, e
viaja até um robô fixado na parte inferior da camada de gelo de 30
centimetros de espessura em um lago do extremo norte do Alasca.
O holofote do robô começa a brilhar. “Funcionou!”, exclama Jonh
Leichty, um jovem engenheiro do JPL, que está em uma barraca
perto do lago congelado. Embora não pareça uma grande façanha
tecnológica, esse talvez seja o primeiro passo para a exploração
de uma lua distante.
Mais de sete mil quilômetros ao sul do Alasca, no México, a
geomicrobiológia Penelope Boston caminha por uma água turva que
bate em seus tornozelos, em uma gruta, cerca de 15 metros abai xo da
superfície. Como os outros cientistas que a acompa nham, Penelope
carrega um respirador pesado, além do tanque adicional de ar, de
modo que possa sobreviver em meio ao sulfeto de hidrogênio,
monóxido de carbono e outros gases venenosos da caverna. Aos seus
pés, a água corrente contém ácido sulfúrico. A lanterna no capacete
ilumina a gotícula de uma gosma espessa e semitranslúcida que
escorre da parede. “Não é incrível?”, exclama.
Esses dois locais (um lago congelado no ártico e uma gruta nos
trópicos) talvez possam fornecer pistas para um dos mistérios mais
antigos e instigantes: existe vida fora do nosso planeta? Criaturas
em outros mundos, seja em nosso sistema solar, seja em órbita ao
redor de estrelas distantes, poderiam muito bem ter de sobreviver
em oceanos recobertos de gelo, como os que existem em um dos
satélites de Júpiter, ou em grutas fechadas e repletas de gás, que
talvez sejam comuns em Marte. Portanto, se for possível
determinar um procedimento para isolar e identificar formas de
vida em ambientes igualmente extremos aqui na Terra, então
estaremos mais preparados para empreender a busca pela vida em
outras partes do Universo.
(Adaptada de Michael D. Lemonick. A busca por vida fora da
Terra. National Geographic, jul, 2014, p. 38-40.)
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Texto para a questão 5.
5. (UNICAMP) – Considerando a notícia transcrita acima, pode-se
dizer que a afirmação reproduzida no título (“Robótica não é filme de
Hollywood”)
a) reitera a baixa qualidade técnica das imagens da demonstração
com o exoesqueleto, depreciando a própria realização do
experimento com voluntários.
b) destaca a grande receptividade da demonstração com o exoes -
queleto junto ao público da Copa, superior à dos filmes produzidos
em Hollywood.
c) aponta a necessidade de maiores investimentos finan ceiros na
geração de imagens que possam valorizar a importância de
conquistas científicas na mídia.
d) sugere que os resultados desse feito científico são muito mais
com plexos do que as imagens veiculadas pela televisão permi -
tiram ver.
Texto para as questões de 6 a 8.
6. (FGV) – O autor inicia o texto pressupondo que o leitor tenha uma
reação motivada
a) pela discordância.
b) pelo estranhamento.
c) pela desinformação.
d) pelo autoritarismo.
e) pela desatenção.
7. (FGV) – Considere as seguintes afirmações relativas à
composição do texto:
I. Na frase “e plutocracia quer dizer ‘poder dos ricos’”, a expressão
destacada poderia ser substituída por uma vírgula, sem prejuízo
para o sentido e para a correção gramatical.
II. Na locução “vai se instalando”, o verbo auxiliar (“vai”) reforça
a ideia de ação durativa expressa pelo gerúndio (“instalando”).
III. Ao empregar a palavra “plutocracia”, o autor se per mi te fazer
uso da linguagem informal.
Está correto o que se afirma em
a) I, apenas.
b) I e II, apenas.
c) II, apenas.
d) III, apenas.
e) I, II e III.
8. (FGV) – Por ser composta de radicais de línguas diferentes, a
palavra “Facebookracia” é um exemplo de hibridismo, da mesma
forma que o termo sublinhado na seguinte frase:
a) Na sentença, o juiz optou por uma decisão monocrática.
b) Há países que são regidos por governos teocráticos.
c) Reclama-se muito das exigências burocráticas para se abrir uma
empresa no Brasil.
d) Para os gregos, aristocracia era o governo exercido pelos melhores
cidadãos da pólis.
e) O poder exercido por anciãos era chamado de gerontocracia.
“ROBÓTICA NÃO É FILME DE HOLLYWOOD’, 
DIZ NICOLELIS SOBRE O EXOESQUELETO.
Robô comandado por paraplégico foi mostrado na abertura da
Copa. Equipamento transforma força do pensamento em
movimentos mecânicos.
Em entrevista ao G1, o neurocientista brasileiro Miguel
Nicolelis comentou que inicialmente estava previsto um jovem
paraplégico se levantar da cadeira de rodas, andar alguns passos
e dar um chute na bola, que seria o “pontapé inicial” do Mundial
do Brasil. Mas a estratégia foi revista após a Fifa informar que o
grupo teria 29 segundospara realizar a demonstração científica.
Na última quinta-feira, o voluntário Juliano Pinto, de 29 anos,
deu um chute simbólico na bola da Copa usando o exoesqueleto.
Na transmissão oficial, exibida por emissoras em todo o mundo, a
cena durou apenas sete segundos.
O neurocientista minimizou as críticas recebidas após a rápida
apresentação na Arena Corinthians: “Tenham calma, não olhem
para isso como se fosse um jogo de futebol. Tem que conhecer
tecnicamente e saber o esforço. Robótica não é filme de
Hollywood, tem limitações que nós conhecemos. O limite desse
trabalho foi alcançado. Os oito pacientes atingiram um grau de
proficiência e controle mental muito altos, e tudo isso será
publicado”, garante.
(Adaptado de Eduardo Carvalho, ‘Robótica não é filme de
Hollywood”, diz Nicolelis sobre o exoesqueleto. Disponível em:
http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2014/06/robotica-
nao-e-filme-de-hollywood-diz-nicolelis-sobre-o-
exoesqueleto.html. Acessado em 18/06/2014.)
FACEBOOKRACIA
É isso mesmo que você leu: “Facebookracia”. Assim como
democracia quer dizer “poder do povo” e pluto cra cia quer dizer
“poder dos ricos”, a palavra Facebookracia é o poder controlado
pelo Facebook. Não é bem um regime ou um sistema político, não
é uma forma de governo estabelecida numa Constituição, como
acontece com o parlamentarismo ou o presidencialismo. A
Facebookracia vai se instalando aos poucos, de maneira mais ou
menos informal, até que, quando a gente olha, já tomou conta dos
processos pelos quais os eleitores tomam decisões. A
Facebookracia é a demo cra cia entregue à lógica das redes sociais.
Em sua exuberância cibernética até parece democracia, mas é uma
deformação da democracia.
O termo Facebookracia não é original, embora ainda seja
pouco difundido. Buscando na internet, a gente não o encontra em
português, mas ele já aparece em outras línguas (Facebookcracy,
por exemplo).
(Eugênio Bucci, Época, 28/11/2016)
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�MÓDULO 16 – Morfologia e Redação – IV
Para responder às questões de 1 a 4, leia o seguinte verbete do
Dicionário de comunicação de Carlos Alberto Rabaça e Gustavo
Barbosa: 
1. (UNESP) – Segundo o verbete, uma característica comum à
crônica e à reportagem é 
a) a relação direta com o acontecimento.
b) a interpretação do acontecimento.
c) a necessidade de noticiar de acordo com a filosofia do jornal.
d) o desejo de informar realisticamente sobre o ocorrido.
e) o objetivo de questionar as causas sociais dos fatos.
2. (UNESP) – De acordo com o verbete, o editorial representa
sempre 
a) o julgamento dos leitores.
b) a opinião do repórter.
c) a crítica a um fato político.
d) a resposta a outros veículos de comunicação.
e) o ponto de vista da empresa jornalística.
3. (UNESP) – O termo “dogmatismo”, no contexto do verbete,
significa:
a) desprezo aos acontecimentos da atualidade.
b) obediência à constituição e às leis do país.
c) ausência de ideologia nas manifestações de opinião.
d) opiniões assumidas como verdadeiras e imutáveis.
e) conjunto de verdades religiosas.
4. (UNESP) – De acordo com o verbete, o tema de uma crônica se
baseia em 
a) juízos de valor. b) anedotário popular.
c) fatos pessoais. d) eventos do cotidiano.
e) eventos científicos.
Texto para as questões de 5 a 7.
5. (UNIFESP) – Em suas considerações, o personagem Na tureza
Morta conclui que
a) as pessoas gostam de sair às ruas em dias de chuva.
b) a chuva em excesso teve o seu lado positivo.
c) o lado bom da chuva foi o comentário nos botecos.
d) as pessoas ficam alegres em dias chuvosos.
e) a chuva muito agradou aos vendedores de guarda-chu va.
6. (UNIFESP) – Analise as afirmações, com base na frase – Mas que
chuvarada, né?
Está correto o que se afirma em
a) I, apenas. b) III, apenas. c) I e II, apenas.
d) II e III, apenas. e) I, II e III.
7. (UNIFESP) – As expressões no texto utilizadas como equi va -
lentes são
a) óbvio e comentário (ambas no 1.º parágrafo).
b) teimou e bateu ponto (ambas no 1.º parágrafo).
c) sem parar (no título) e ininterrupta (no 3.º parágrafo).
d) chuvarada (no 2.º parágrafo) e águas (no 3.º parágrafo).
e) pelo excesso de uso e de maneira compulsória (ambas no 4.º
parágrafo).
CRÔNICA 
Texto jornalístico desenvolvido de forma livre e pessoal, a partir de
fatos e acontecimentos da atualidade, com teor literário, político,
esportivo, artístico, de amenidades etc. Segundo Muniz Sodré e Maria
Helena Ferrari, a crônica é um meio-termo entre o jornalismo e a
litera- tura: “do primeiro, aproveita o interesse pela atualidade
informativa, da segunda imita o projeto de ultrapassar os simples
fatos”. O ponto comum entre a crônica e a notícia ou a reportagem é
que o cronista, assim como o repórter, não prescinde do
acontecimento. Mas, ao contrário deste, ele “paira” sobre os fatos,
“fazendo com que se destaque no texto o enfoque pessoal (onde
entram juízos implícitos e explícitos) do autor”. Por outro lado, o
editorial difere da crônica, pelo fato de que, nesta, o juízo de valor se
confunde com os próprios fatos expostos, sem o dogmatismo do
editorial, no qual a opinião do autor (representando a opinião da
empresa jornalística) constitui o eixo do texto. 
(Dicionário de Comunicação, 1978.) 
CHOVE CHUVA, CHOVE SEM PARAR
O óbvio, o esperado. Nos últimos dias, o comentário que tei -
mou e bateu ponto em qualquer canto de Curitiba, principalmente
nos botecos, foi um só:
– Mas que chuvarada, né?
De olho no nível das águas do pequeno riacho que passa junto
à mansão da Vila Piroquinha, Natureza Morta procurou o lado
bom de tanta chuva ininterrupta.
Concluiu que, pelo excesso de uso, dispositivo sempre
operante, o tempo fez a alegria do pessoal que conserta limpador
de para-brisa. Desse pessoal e, nem tanto, de quem vende guarda-
chuva. Afinal, do jeito que a coisa andava, agravada pelo frio, a
freguesia – de maneira compulsória – praticamente desapareceu
das ruas.
(Gazeta do Povo, 2/8/2011.)
I. O termo chuvarada, conforme o sufixo que o compõe, indica
chuva em grande quantidade, da mesma forma como ocorre
com os substantivos papelada e crian çada.
II. No contexto, o termo Mas deve ser entendido como um
marcador de oralidade, sem valor adversativo.
III. A frase não é, de fato, uma pergunta, pois traz a cons tatação
de uma situação vivida. Portanto, funciona com valor fático,
principalmente.
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Texto para o teste 8.
8. (FGV) – As palavras do texto que exemplificam as defi nições são,
respectivamente:
a) poderosos e envelhecimento.
b) econômica e economicamente.
c) realizado e população.
d) especialistas e demográfico.
e) bônus e impressionantes.
�MÓDULO 17 – Redação – V
Texto para as questões de 1 a 6.
1. (FGV) – Das expressões latinas abaixo, todas de largo uso na
linguagem culta, a única que contribui para exprimir corretamente
uma afirmação presente no texto ocorre na frase:
a) Recomenda-se seguir a intuição, ao divulgar informações pelas
redes sociais ou, lato sensu, ao retuitá-las.
b) As pessoas devem replicar, ipsis litteris, relatos pré-concebidos
que circulam na rede.
c) O principal objetivo do terrorismo contemporâneo é manter o
status quo por meio de mensagens falsas.
d) Ao repercutir na internet fatos que causam grande comoção, os
internautas devem checá-los a posteriori.
e) O debate é uma condição sine qua non para que da tese e da
antítese resulte uma síntese.
2. (FGV) – Considerados no contexto, os termos sublinhados nos
trechos “com agendas políticas deletérias” e “mera ocupação de
espaço” podem ser substituídos, sem prejuízo do sentido, por:
a) dissimuladas; fortuita.
b) lesivas; plena.
c) perniciosas; simples.d) intencionais; trivial.
e) usurpadoras; efetiva.
3. (FGV) – Referem-se de forma crítica a um mesmo conceito
desenvolvido no texto as expressões dispostas em gradação
ascendente em:
a) “debate”; “síntese”; “antítese”.
b) “mensagem pré-fabricada”; “informações falsas”; “narrativas pré-
concebidas”.
c) “massivamente”; “congestionamento”; “sobrecarga”.
d) “veículos”; “agentes de disseminação”; “fantoches”.
e) “impacto”; “desinformação”; “repercussão social”.
4. (FGV) – A frase “tornando o acesso à internet móvel lento ou
inexistente” ganha em clareza e precisão se for assim reescrita:
a) Transformando em vagaroso o acesso à internet inexistente.
b) Transformando a internet móvel num acesso lento e inexistente.
c) Tornando a busca pela internet móvel lenta e impossível.
d) Tornando a pesquisa na internet móvel morosa e inexistente.
e) Tornando lento ou impossível o acesso à internet móvel.
5. (FGV) – Contrastam, quanto à variedade linguística a que
pertencem, as seguintes expressões do texto:
a) “onda de incerteza”; “sobrecarga nas linhas”.
b) “pegar carona”; “replicar qualquer informação”.
c) “agentes de disseminação”; “narrativas pré-concebidas”.
d) “informações falsas”; “terrorismo contemporâneo”.
e) “circular na rede”; “ocupar espaço”.
6. (FGV) – A única frase em que o emprego do pronome “lhe” está
de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa é:
a) O jogador estava convicto de que os torcedores iriam absolver-lhe.
b) O freguês foi logo dizendo ao vendedor: no momento, não posso
pagar-lhe.
c) O atleta supôs que aquele treinamento poderia prejudicar-lhe.
d) O réu entrou no tribunal, ciente de que o júri não lhe condenaria.
e) Os netos, ao saírem, gritaram: nós lhe amamos, vovó.
Por derivação sufixal formaram-se, e ainda se formam, novos
substantivos, adjetivos, verbos e, até, advérbios.
Os vocábulos formados pela agregação simultânea de prefixo e
sufixo a determinado radical chamam-se parassintéticos.
(Celso Cunha e Lindley Cintra, 
Nova Gramática do Português Contemporâneo)
NA CRISE, VIRAMOS FANTOCHES NA REDE
Quando um fato de grande repercussão social ocorre, o
primeiro impacto é o congestionamento. Todos buscam se
comunicar, gerando sobrecarga nas linhas de celular, tornando o
acesso à internet móvel lento ou inexistente.
Logo a seguir vem a onda de incerteza e desinformação. No
anseio da busca por notícias rápidas, começam a circular na rede
vários dados falsos ou imprecisos, que são replicados
massivamente. Estudos mostram que as informações falsas
circulam três vezes mais que as corretas, publicadas depois. O
dano é enorme.
A recomendação nesses casos é contraintuitiva: não replicar
qualquer informação sem checá-la antes. Evitar o desejo de
"participar" do acontecimento retuitando ou compartilhando
informações vindas de fontes não confiáveis, por maior que seja
o número de pessoas fazendo o mesmo. Nesses momentos de
grande comoção e agitação, extremistas com agendas políticas
deletérias aproveitam para fazer circular suas mensagens. Esse é
um dos principais efeitos desejados pelo terrorismo
contemporâneo: criar uma situação de grande agitação na
internet e pegar carona nela para disseminar sua mensagem. 
Situações como essas transformam as pessoas em veículos.
Viramos agentes de disseminação ampla de mensagens pré-
fabricadas, produzidas intencionalmente por algumas poucas
fontes que sabem exatamente o que estão fazendo.
O objetivo não é o debate, mas mera ocupação de espaço. São
teses e antíteses incapazes de produzir qualquer síntese. Não
passam de narrativas pré-concebidas com o objetivo de ocupar
espaço.
Ronaldo Lemos, Folha de S. Paulo, 28/03/2016. Adaptado.
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7. (UERJ-2018) –
A sequência das falas indica uma
compreensão do que seja esperança.
O recurso não verbal que reforça essa
compreensão é:
a) exposição da paisagem no primeiro
quadrinho.
b) representação do movimento no
segundo quadrinho.
c) duplicação dos personagens no
quarto quadrinho.
d) ausência do leitor no quinto
quadrinho.
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Os textos a seguir servirão de base para a realização das nove questões objetivas de Língua Portuguesa.
DESAFIO DA NOSSA ÉPOCA É LIDAR COM A ABUNDÂNCIA 
Leandro Narloch, Folha de S.Paulo 25.abr. 2018 às 9h06
A abundância, quem diria, se tornou um problema. A humanidade
passou milênios tentando sobreviver à fome, ao desabrigo e à escassez:
hoje precisa aprender a lidar com excesso.
Temos alimentos demais, bugigangas demais, roupas, carros,
embalagem, papéis, remédios, drogas, livros, filmes, eletrônicos e
diversões demais. Ainda estamos aprendendo a viver no meio de tantas
coisas.
É uma delícia de problema, é claro. Até o século 18, a teoria
malthusiana fazia sentido. O crescimento da população levava à
escassez de comida e assim à diminuição da poluição. Crises de fome
ceifavam multidões todos os séculos.
A Revolução Industrial nos fez escapar dessa armadilha. Produzindo
mais com menos esforço, operamos um milagre: a população explodiu
e a riqueza também. A fome, até então uma condição natural da humanidade, se tornou uma anomalia.
Luxos que antes eram reservados a reis ou milionários (chás ou janelas com vidros e cortinas, por exemplo) entraram na casa de trabalhadores
comuns. 
É claro que boa parte do mundo ainda enfrenta a fome e a escassez. Mas não é por falta de conhecimento que isso acontece. Pelo contrário, o
caminho da prosperidade já está até mais ou menos mapeado e pavimentado.
A abundância é um tipo de problema chique, que todo mundo gostaria de ter. Como o da grã-fina que está cansada de passar as férias em Paris.
Mas ainda assim é um problema.
Artista faz intervenção na avenida Paulista sobre consumismo
Marcus Leoni – 10.jan.2016/Folhapress
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Texto 2
Texto de Gilmar Machado, publicado em 8 jan. 2018. 
Disponível em: <https://www.humorpolitico.com.br/
tag/meio-ambiente/>. Acesso em: 12 mar. 2018.
Texto 3
CONSUMO E DESPERDÍCIO: 
AS DUAS FACES DAS DESIGUAL DADES 
Ana Tereza Caceres Cortez – Professora adjunta do Departamento
de Geografia Instituto de Geociências e Ciências Exatas –
IGCE/Unesp, Rio Claro
Um dos símbolos do sucesso das economias capitalistas modernas
é a abundância dos bens de consumo, continuamente produzidos
pelo sistema industrial. Essa fartura passou a receber uma
conotação negativa, sendo objeto de críticas que consideram o
consumismo um dos principais problemas das sociedades
industriais modernas.
Consumismo é o ato de consumir produtos ou serviços, muitas
vezes, sem consciência. Há várias discussões a respeito do tema,
entre elas o tipo de papel que a propa ganda e a publicidade
exercem nas pessoas, induzindo-as ao consumo, mesmo que não
necessitem de um produto comprado. Muitas vezes, as pessoas
compram produtos que não têm utilidade para elas, ou até mesmo
coisas desnecessárias apenas por vontade de comprar, eviden -
ciando até uma doença.
Segundo o Dicionário Hauaiss, consumismo é “ato, efeito, fato ou
prática de consumir (‘comprar em demasia’)” e “consumo
ilimitado de bens duráveis, especial mente artigos supérfluos”. 
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Muitas más notícias que os jornais publicam hoje são produtos da abundância: o trânsito, a obesidade, a poluição, o lixo, o tempo que crianças
gastam em frente a telas. Não só crianças, mas os adultos — que em média tocam 2600 vezes no celular por dia.
As pessoas parecem meio perdidas entre tanto conforto e atrações que desviam a atenção. Se perdem em realizações imediatas de consumo,
sem foco e força de vontade para perseguir grandes desejos ou objetivos mais ousados.
Se o problema já é grave hoje, imagine no futuro.O autocontrole será cada vez mais necessário. Nossos filhos e netos terão que aprender desde
cedo a se controlar diante do excesso de comida, de drogas, de opções de vida e de diversão. 
O mundo capitalista já resolveu o problema da escassez: precisa agora de uma educação para a abundância. 
Leandro Narloch – Jornalista, mestre em filosofia e autor do Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil, entre outros. Disponível em:
<https:/www1.folha.uol.com.br/colunas/leandro-narloch/20l8/04/desafio-da-nossa-epoca-e-lidar-com-a-abundancia.shtml>. Acesso em: 25 abr. 2018.
8. (PUC-junho-2018) – Qual o efeito de sentido da oração intercalada “quem diria”, no primeiro parágrafo do texto 1?
a) Pontuar o paradoxo observado atualmente entre o desabrigo, a escassez e a fome. 
b) Reforçar admiração pelo fato de o consumo contribuir para resolver a abundância. 
c) Demonstrar deslumbramento diante do antigo problema da abundância e do atual problema da escassez.
d) Assinalar perplexidade em relação à abundância, antes almejada, mas um problema nos dias atuais.
9. (PUC-junho-2018) – No terceiro parágrafo do texto 1, o autor alega que a teoria malthusiana fazia sentido ate o século XVIII com base na
ideia de
a) o crescimento demográfico gerar a falta de alimentos e a fome.
b) a escassa cadeia produtiva alimentícia promover aumento populacional.
c) a população mundial aumentar e, consequentemente, aumentar a quantidade de alimentos.
d) o aumento populacional ser o responsável pelo au mento da poluição.
10. (PUC-junho-2018) – Em “imagine no futuro”, a quem o autor do texto 1 se dirige no penúltimo parágrafo?
a) Ao cidadão adepto da teoria malthusiana. 
b) Ao leitor da coluna.
c) À grã-fina cansada de ir a Paris.
d) À população em descontrolado crescimento.
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11. (PUC-junho-2018) – Entre as várias acepções que o verbo
mudar abarca, a resposta do homem, no Texto 2, contempla a ideia
de
a) deixar o lugar onde eles vivem por outro. 
b) incitar que a relação conjugal deles tome outro rumo. 
c) alterar o local onde eles jogam o lixo.
d) modilicar o comportamento deles em relação ao lixo.
12. (PUC-junho-2018) – No terceiro parágrafo do texto 3, são
empregadas as seguinte notações especiais: itálico, aspas e
parênteses. Indique, respectivamente, as finalidades de tais usos.
a) Explicitar autoria, introduzir fala e indicar ironia. 
b) Assinalar título, fazer citação e apresentar explicação.
c) Demarcar citação, apontar autoria e revelar exemplificação.
d) Evidenciar título, externar explicação e sinalizar citação.
13. (PUC-junho-2018) – Qual a relação de sentido que os elementos
coesivos destacados no texto 3 estabelecem, de acordo com ordem em
que são empregados?
a) Eventualidade, concessão, contraste e abrangência. 
b) Exceção, temporalidade, contradição e esclarecimento 
c) Concessão, frequência, oposição e explicação.
d) Inclusão, frequência, contraste e temporalidade.
14. (PUC-junho-2018) – A pergunta retórica “Mas como fazer para
não aderir ao perfil consumista?”, presente no último parágrafo do
texto 3, tem função de
a) desencadear reflexão sobre algo que não se questiona, além de
estimular uma resposta imediata do interlocutor, ou seja, fazer que
o interlocutor responda à autora.
b) demandar uma resposta retórica dos leitores, isto é, que eles se
dirijam à autora com um discurso ornamentado com figuras de
linguagem.
c) criar interesse no leitor e levá-lo a refletir sobre algo que é inques -
tionável, ainda que não demande obtenção de resposta do leitor.
d) introduzir um apelo à leitura e impor uma resposta imediata do
interlocutor, que deverá atender ao que necessitam muitos
brasileiros.
15. (PUC-junho-2018) – Em relação à linguagem empregada na
construção dos textos:
a) no texto 1, predomina o registro formal, de modo a garantir a
credibilidade de quem escreve; no texto 3, a informalidade, pois o
assunto, por ser complexo, precisa ser facilitado.
b) no texto 1, sobressai-se a informalidade, por ser essa a marca dos
textos publicados na internet; no texto 3, prepondera o registro
informal, pois essa é uma das características dos textos acadêmicos.
c) no texto 1, há a presença de algumas ocorrências informais, a fim
de estabelecer mais proximidade com o leitor; no texto 3,
prevalece a formalidade, por causa do contexto acadêmico em que
circula o texto.
d) no texto 1, sobressaem características de regionalis mos; no texto
3, recorrem usos típicos da coloquia lidade, por se tratar de texto
retirado da internet.
16. (PUC-junho-2018) – A perspectiva temática comum nos três
textos diz respeito
a) ao consumismo ser um mal que vem para o bem. 
b) à presença da teoria malthusiana, que perdura até os dias atuais. 
c) à abundância do consumo e sua conotação positiva.
d) às consequências decorrentes de hábitos consumistas.
Texto para as questões de 17 a 19.
17. (INSPER-2018) – Considerando-se as informações
apresentadas, o seu contexto de produção e de circulação, conclui-se
que o texto da Folha é
a) uma crônica, em que se apresentam, com bom humor e parcialidade,
os acertos e erros na busca de energia nos dias de hoje.
ESTOCAR VENTO E LUZ
A cultura no setor elétrico se formou na abundância de recursos
hídricos, fonte renovável que fez da matriz nacional uma das mais
limpas do planeta. Só regrediu, em matéria ambiental, com a crise de
2001, quando nos agarramos às poluidoras termelétricas.
Desde então, as energias alternativas decolaram. Hoje, os
parques eólicos somam uma capacidade instalada equivalente à
potência de uma central hidrelétrica como a controversa Belo Monte.
Algo comparável deve acontecer com a eletricidade obtida da luz
solar por painéis fotovoltaicos. Neste ano, ela alcançará a marca de
1 GW implantado, o que fará o Brasil ingressar num clube com não
mais que duas dezenas de países.
São quase 10 mil conjuntos de placas disseminados pelo país,
quase 80% em telhados residenciais. Se a novidade se espalhar pelos
tetos de galpões industriais e comerciais, o potencial de investimento
é de R$ 6,8 bilhões, estima a associação do setor, ABSolar.
Há projetos para instalar até 5 GW nos próximos anos, mas a
crise econômica, que arrefeceu a demanda por energia, levou o
governo a suspender o leilão de 2016 para novas usinas solares e
eólicas.
O caderno especial da Folha [28/04/2017] traz um artigo do
físico José Goldemberg chamando a atenção para a necessidade de
otimizar o fornecimento de eletricidade não só com base no preço –
quesito em que hidrelétricas ainda são campeãs – mas também na
sustentabilidade, em que brilham a solar e a eólica.
Não deixaria de ser, aliás, uma maneira de estocarmos vento e luz
na forma de água, poupando-a nos reservatórios das hidrelétricas.
(Folha de S.Paulo, 01.05.2017. Adaptado)
O simples “consumo” é entendido como as aquisições racionais,
controladas e seletivas baseadas em fatores sociais e ambientais e no
respeito pelas gerações futuras. Já o consumismo pode ser definido
como uma compulsão para consumir. Mas como fazer para não aderir
ao perfil consumista? A fórmula clássica e aparentemente simples é
distinguir o essencial do necessário e o necessário do supérfluo. No
entanto, é muito difícil estabelecer o limite entre consumo e
consumismo, pois a definição de necessidades básicas e supérfluas
está intimamente ligada às características culturais da sociedade e do
grupo a que perten cemos. O que é básico para uns pode ser supérfluo
para outros e vice-versa.
Trecho de CORTEZ, Ana Tereza Caceres. Consumo e
desperdício: as duas faces das desigualdades. In: CORTEZ,
A.T.C.; ORTIGOZA, S.A.G. (Org.). Da produção ao consumo:
impactos socioambientais no espaço urbano. São Paulo: UNESP;
São Paulo: Cultura Acadêmica, 2009. Disponível em:
<http://books. scielo.org/id/n9brm/pdf/ortigoza-9788579830075-
03.pdf>. Accssoem: 20 abr. 2018. [Adaptado]
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b) um relato, em que se expõem, com humor e imparcialidade, as
perspectivas de adoção de tecnologias energéticas sustentáveis.
c) um editorial, em que se discutem opções de energia adotadas no
Brasil, destacando a ascensão das energias sustentáveis.
d) uma notícia, em que se detalham aspectos relevantes relacionados
ao potencial energético do Brasil na contemporaneidade.
e) uma reportagem, em que se discutem objetivamente fatos da
controversa disputa brasileira por energia sustentável.
18. (INSPER-2018) – É correto afirmar que a citação das ideias do
físico José Goldemberg
a) contradiz a tese do texto, segundo a qual o ingresso do Brasil num
grupo seleto de exploração de energia solar está por acontecer.
b) corrobora a tese do texto, segundo a qual as energias solar e eólica
podem gerar economia de energia de fontes hídricas.
c) refuta a tese do texto, segundo a qual o futuro das energias
sustentáveis ainda está indefinido no Brasil, por falta de
investimento.
d) enfatiza a tese do texto, segundo a qual energias alternativas são
incapazes de suplantar o potencial energético das termelétricas.
e) reformula a tese do texto, segundo a qual a crise econômica
responde pela suspensão de leilões de usinas solares e eólicas.
19. (INSPER-2018) – A passagem do texto em que o termo
destacado expressa um argumento do autor para reforçar uma ideia é:
a) São quase 10 mil conjuntos de placas disseminados pelo país...
b) Hoje, os parques eólicos somam uma capacidade instalada...
c) Não deixaria de ser, aliás, uma maneira de estocarmos vento e luz
na forma de água...
d) Algo comparável deve acontecer com a eletricidade obtida da luz
solar...
e) Há projetos para instalar até 5 GW nos próximos anos...
�MÓDULO 18 – Redação – VI
Texto para a questão 1.
1. (3.a Aplicação) – O poema de Jorge de Lima
sintetiza o percurso de vida de Maria Diamba e sua
reação ao sistema opressivo da escravidão. A
resistência dessa figura feminina é assinalada no texto pela relação
que se faz entre 
a) o uso da fala e o desejo de decidir o próprio destino. 
b) a exploração sexual e a geração de novas escravas. 
c) a prática na cozinha e a intenção de ascender socialmente. 
d) o prazer de sentir os ventos e a esperança de voltar à África. 
e) o medo da morte e a vontade de fugir da violência dos brancos.
Texto para as questões de 2 a 6.
2. (ESPM) – Conforme o autor:
a) Numa sociedade, em que as ligações são mais importantes do que
as leis universais, não existem hierarquias.
b) Os senhores e escravos se estimam quando há intimidade, confian -
ça e consideração e, portanto, não há discriminação social.
c) Hierarquia, intimidade, confiança e consideração não estão neces -
saria mente em oposição.
d) Só há discriminação social quando as leis que governam valem
menos que as ligações entre as pessoas.
e) Quando leis universalizantes são consideradas fundamentais,
então é possível haver intimidade, confiança e consideração.
3. (ESPM) – Segundo o texto:
a) O escravo nunca ameaçava o senhor quando havia intimidade,
confiança e consideração.
Numa sociedade fortemente hierar -
quizada, onde as pessoas se ligam entre si
e essas ligações são consideradas como
fundamentais (valendo mais, na verdade,
do que as leis universalizantes que
governam as instituições e as coisas), as
relações entre senhores e escravos podiam
se realizar com muito mais “intimidade, confiança e conside -
ração”. Aqui, o senhor não se sente ameaçado ou culpado por
estar submetendo um outro homem ao trabalho escravo, mas,
muito pelo contrário, ele vê o negro como seu “complemento
natural”, como um “outro” que se dedica ao trabalho duro, mas
complementar às suas próprias atividades que são as do espírito.
Assim a lógica do sistema de relações sociais no Brasil é a de que
pode haver intimidade entre senhores e escravos, superiores e
inferiores, porque o mundo está realmente hierarquizado, tal qual
o céu da Igreja Católica, também repartido e totalizado em esferas,
círculos, planos, todos povoados por anjos, arcanjos, querubins,
santos de vários méritos etc., sendo tudo consolidado na
Santíssima Trindade, todo e parte ao mesmo tempo; igualdade e
hierarquia dados simultaneamente. O ponto crítico de todo nosso
sistema é a sua profunda desigualdade.(...)
Neste sistema, não há necessidade de segregar o mestiço, o
mulato, o índio e o negro, porque as hierarquias asseguram a
superioridade do branco como grupo dominante. 
(Roberto da Matta, Relativizando –
Uma Introdução à Antropologia Social.)
MARIA DIAMBA 
Para não apanhar mais 
falou que sabia fazer bolos: 
virou cozinheira. 
Foi outras coisas para que não tinha jeito. 
Não falou mais: 
Viram que sabia fazer tudo, 
até molecas para a Casa-Grande. 
Depois falou só, 
só diante da ventania 
que ainda vem do Sudão; 
falou que queria fugir 
dos senhores e das judiarias deste mundo 
para o sumidouro. 
LIMA, J. Poemas negros. Rio de Janeiro: Record, 2007.
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b) As relações familiares criadas entre senhores e escravos acabaram
lançando as bases das leis universalizantes.
c) Em sistemas sociais fortemente hierarquizados, o trabalho escravo
substituía as atividades do espírito.
d) Em sociedade hierarquizada, senhores e escravos eram percebidos
naturalmente como complementares.
e) Hierarquia e complementaridade são formas naturais de relações
sociais.
4. (ESPM) – Depreende-se do texto que:
a) o sentimento de culpa do senhor, gerado pelo grau de intimidade
com o negro escravo, ficava escamoteado.
b) a ideia de trabalho escravo era relativizada pelas relações
existentes entre senhores e escravos.
c) a Igreja Católica possui um modelo hierárquico herdado de um
sistema escravocrata de relações.
d) dadas as relações amistosas, havia, embora de modo parcial,
igualdade entre senhores e escravos.
e) numa sociedade em que um grupo social é superior, justifica-se
manter a segregação de grupos considerados inferiores.
5. (ESPM) – “igualdade e hierarquia dados simultaneamente. O
ponto crítico de todo nosso sistema é a sua profunda desigualdade.”
No contexto, ao fazer essa afirmação, o autor dá a entender que:
a) caiu em contradição nos seus postulados.
b) hierarquia e desigualdade são antônimos.
c) hierarquia deveria ser simultânea a desigualdade.
d) o ponto crítico da igualdade é a desigualdade.
e) a igualdade a que se refere é apenas aparente.
6. (ESPM) – O vocábulo Aqui no segundo período se reporta a:
a) “relações entre senhores e escravos”
b) “sociedade fortemente hierarquizada”
c) “leis universalizantes”
d) “instituições e coisas”
e) “trabalho duro”
Leia o texto de Ruy Castro para responder às questões de 07 a 10.
7. (SÃO CAMILO-2018) – Na opinião do autor, 
a) as facilidades das casas do futuro não são garantia de que os
homens se dediquem a atividades de cunho intelectual.
b) os avanços disponibilizados nas casas do futuro farão com que as
pessoas disponham de menos tempo para realizar novas tarefas
cotidianas.
c) os moradores das casas do futuro continuarão a dedicar parte de
seu tempo à execução de tarefas domésticas, porque isso não lhes
diminui a inteligência.
d) as casas do futuro levarão os indivíduos a executar tarefas
domésticas que os tornarão seres mental e espiritualmente mais
elevados.
e) as habilidades cognitivas dos proprietários das casas do futuro
serão constantemente ampliadas para acompanhar a renovação
tecnológica.
8. (SÃO CAMILO-2018) – No contexto do terceiro parágrafo, o
pronome destacado em “o bicho o leva até lá” refere-se ao
a) número selecionado ao se acionar o elevador.b) botão acionado, que faz o elevador se mover.
c) elevador, que é também chamado de “bicho”.
d) usuário do elevador, identificado pela palavra “você”.
e) andar até o qual se deseja subir ou descer.
9. (SÃO CAMILO-2018) –“No futuro, a porta da casa dispensará a
chave — abrirá ao contato com a sua impressão digital.” (2.o parágrafo)
Preservando-se o sentido original da frase, o travessão pode ser
substituído por vírgula seguida da conjunção
a) “como”. b) “pois”. c) “porém”.
d) “senão”. e) “embora”.
começará a funcionar automaticamente, de acordo com a
temperatura; as músicas da sua vida surgirão de alguma fonte no
volume que você achar ideal.
As mãos serão reservadas a práticas mais nobres, porque muita
coisa que, até há pouco, ainda dependia delas será resolvida pelo
comando de voz. Hoje, ao tomar certos elevadores,você já não
precisa apertar um botão — basta dizer o número do andar e o
bicho o leva até lá. Em breve, poderá fazer isto também com os
eletrodomésticos, do aspirador, que, obedecendo à sua ordem
verbal, sairá cafungando por conta própria pelo seu apartamento,
ao chuveiro, que ficará pelando, gelado ou médio de acordo com
o seu tom de voz.
Enfim, será um admirável mundo novo, como nem Aldous
Huxley4 ousou imaginar. Liberados das tarefas prosaicas, resta
ver de que se ocuparão nossas poéticas cabeças. Francamente,
não faço muita fé.
(www.folha.uol.com.br, 22.05.2017. Adaptado.)
1Platão (427 a.C.?-347 a.C.?): filósofo da Grécia Antiga.
2Miguel de Cervantes (1547-1616): escritor espanhol, criador do
personagem D. Quixote.
3Humphrey Bogart (1899-1957): ator estadunidense.
4Aldous Huxley (1894-1963): escritor inglês, autor do romance
Admirável mundo novo.
ADMIRÁVEL MUNDO NOVO
Os jornais deram: a casa do futuro será fabulosamente
inteligente. Pelo que entendi, ela dispensará seu morador de ter de
decidir se espana ou passa um pano nos móveis, fecha ou abre uma
torneira e dá ou não descarga no vaso.Ou seja, cada vez menos esse
morador precisará usar a própria inteligência na intimidade do lar.
Isso não será de todo mau. O ser humano, descendente de Platão1,
Cervantes2 e Humphrey Bogart3, nasceu para coisas mais
importantes do que escolher entre lavar ou deixar de lavar as
caçarolas.
No futuro, a porta da casa dispensará a chave — abrirá ao
contato com a sua impressão digital. As luzes se acenderão assim
que você adentrar o recinto e se apagarão à medida que for
mudando de aposento. E não só. O ar condicionado ou a calefação
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10. (SÃO CAMILO-2018) – Assinale a alternativa cuja frase está
de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa.
a) Desde as funções do aspirador às temperaturas do chuveiro, tudo
serão regulados automaticamente, a partir das ordens verbais com
que receberem de nós.
b) Platão, Cervantes e Humphrey Bogart são inspiração aos homens
modernos, que partilha uma série de preocupações que
ultrapassam lavar ou não as caçarolas.
c) Tendo em vista que muito do que ainda depende das mãos passará
a ser realizado por comando de voz, será possível reservá-las a
práticas mais nobres.
d) Espanar ou passar um pano nos móveis, fechar ou abrir uma
torneira, dar ou não descarga no vaso são escolhas as quais não
teremos de nos preocupar.
e) Nas casas do futuro, tudo leva a crer de que o volume das músicas
da sua vida serão reguladas de acordo com o que você considerar
ideal.
Leia o poema de Mario Quintana para responder às questões 11 e 12.
11. (SÃO CAMILO-2018) – Na representação da casa, o eu lírico
faz uso
a) da personificação, evidente em: “A casa escuta… Meu Deus! a
casa está louca, ela não sabe”.
b) da antítese, evidente em: “em seu lugar se ergue um monstro de
cimento e aço”.
c) do pleonasmo, evidente em: “e esse eterno desentendido entre o
Espaço e o Tempo”.
d) da hipérbole, evidente em: “a coitadinha da velha casa!”.
e) do eufemismo, evidente em: “a casa é um fantasma”.
12. (SÃO CAMILO-2018) – A temática abordada no poema diz
respeito
a) aos benefícios que o progresso pode trazer aos que viveram em
casas velhas.
b) ao redimensionamento do tempo, que não se mostra adequado ao
espaço da casa.
c) à solidão das casas velhas, que cria fantasmagorias nas noites
insones do eu lírico.
d) ao convívio harmônico entre crianças e pássaros que deixaram de
habitar a casa velha.
e) à nostalgia devida às transformações que os lugares sofrem com o
passar do tempo.
Texto para as questões 13 e 14.
13. (UNIFEV-2018) – É correto atribuir esses versos a
a) Ricardo Reis, heterônimo de Fernando Pessoa, pela linguagem
erudita e pela aceitação resignada da adversidade.
b) Bernardo Soares, heterônimo de Fernando Pessoa, pelo discurso
pessimista e intimista e pela linguagem fragmentária.
c) Alberto Caeiro, heterônimo de Fernando Pessoa, pela afirmação
da realidade tal como se apresenta aos sentidos.
d) Fernando Pessoa, ele mesmo, pela insatisfação diante das coisas e
pelo emprego excessivo de antíteses e paradoxos.
e) Álvaro de Campos, heterônimo de Fernando Pessoa, pela temática
futurista e pelo espírito aflito diante das transformações imediatas.
14. (UNIFEV-2018) – Um tema evocado pelo poema, que perpassa
a obra de Fernando Pessoa e de seus heterônimos, diz respeito à
a) exaltação da estética clássica.
b) sujeição da natureza aos desígnios humanos.
c) perda da experiência lúdica na infância.
d) defesa dos valores da filosofia tradicional.
e) transitoriedade das coisas.
As bolas de sabão que esta criança
Se entretém a largar de uma palhinha
São translucidamente uma filosofia toda.
Claras, inúteis e passageiras como a Natureza,
Amigas dos olhos como as cousas1,
São aquilo que são
Com uma precisão redondinha e aérea,
E ninguém, nem mesmo a criança que as deixa,
Pretende que elas são mais do que parecem ser.
Algumas mal se veem no ar lúcido.
São como a brisa que passa e mal toca nas flores
E que só sabemos que passa
Porque qualquer cousa se aligeira em nós
E aceita tudo mais nitidamente.
(www.dominiopublico.gov.br)
1cousa: coisa.
A CASA FANTASMA
A casa está morta?
Não: a casa é um fantasma,
um fantasma que sonha
com a sua porta de pesada aldrava1,
com os seus intermináveis corredores
que saíam a explorar no escuro os mistérios da noite
e que as luas, por vezes,
enchiam de um lívido2 assombro…
Sim!
agora
a casa está sonhando
com o seu pátio de meninos pássaros.
A casa escuta… Meu Deus! a casa está louca, ela não sabe
que em seu lugar se ergue um monstro de cimento e aço:
há sempre uma cidade dentro de outra
e esse eterno desentendido entre o Espaço e o Tempo.
Casa que teimas em existir
a coitadinha da velha casa!
Eu também não consegui nunca afugentar meus pássaros.
(Baú de espantos, 1986.)
1aldrava: tranca.
2lívido: pálido.
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� MÓDULO 1
1) A prática social mencionada é a do reconhecimento “de um
conjunto de bens materiais ou imateriais fruto de uma
decisão que partiu da identificação de algo que merecia ser
destacado, retirado de certo fluxo corriqueiro das coisas, da
rotina cotidiana: um bem tido como especial. A esse bem
chama-se bem patrimonial.”
Resposta: A
2) O fato de que há grupos sociais que atribuem valores
diferenciados aos seus bens materiais e imateriais permite que
seja possível que algo tido como patri mô nio histórico por certo
grupo social possa ser revisto por outro. Assim uma estátua de
um herói pode ser descaracterizada a partir do ponto de vista
de um grupo social diferente, em diverso momento histórico.
Resposta: E
3) O reconhecimento do vilarejo chamado “Javé” como
“patrimônio” foi a solução encontrada para que elanão fosse
submersa.
Resposta: A
4) Solicita-se a “reivindicação de posse”, ou seja, há a demanda
pelo reconhecimento de que o vilarejo se torne um patri -
mônio, para que não ocorra o seu esquecimento, o seu não
reconhecimento, expresso pela metáfora “submersão”.
Resposta: D
5) Trata-se da relação entre termos, partindo-se do particular
para o geral.
Resposta: A
6) Nos parágrafos 2 e 3, a palavra “patrimônio” pode ser
entendida como algo relevante para dada comunidade,
relevância atribuída de forma consensual e merece dora de
ser transmitida a gerações futuras.
Resposta: C
7) A locução “precisa ser” evidencia uma ordem a ser seguida,
a necessidade de cumprimento de uma exigência.
Resposta: B
8) A conjunção “contudo” expressa ideia de oposição (restrição)
ao que foi dito no período anterior.
Resposta: C
9) Segundo o texto, não houve debate sobre um patri mô nio que
estava prestes a ser perdido, porque houve, desde a Primeira
República (1889-1930), interesse em se desfazer de
construções antigas.
Resposta: D
10) A paráfrase apresentada condiz com o significado do trecho
do texto.
Resposta: A
11) O emprego do artigo indefinido “uma” indica uma nova
informação, recuperada pela expressão “dessa fala”.
Resposta: B
12) Em I, os termos lugar e comum (lugar-comum) não
pertencem à mesma classe gramatical: o primeiro é
substantivo e o segundo, adjetivo. Em II, ambos os termos,
imaterial e intangível, são formados pelo prefixo negativo -in.
Em III, guarda-chuva não foi empregado em sentido literal,
mas um sentido figurado, significando tudo que abrange ou
faz parte da “cultura”.
Resposta: A
� MÓDULO 2
1) Os versos em que está o verbo deixar estão em ordem indireta
(hipérbato) e para analisar as relações sintáticas é necessário
colocá-los em ordem direta: o tempo deixou uma oferenda ao
velho paredão num cacto em flor ensan guentado. Assim, “o
tempo” é sujeito; “uma oferenda”, objeto direto; “a que”
(pronome relativo que retoma “velho paredão”) funciona com
objeto indireto e “num cacto em flor ensanguentado” é
adjunto adverbial. A mesma estrutura sintática ocorre em
“Emprestei por dois dias minha namorada ao inimigo”, em
que “minha namorada” é objeto direto; “a um inimigo” é
objeto indireto e “por dois dias” é adjunto adverbial.
Resposta: D
2) Segundo o texto, o cânhamo pode ser considerado benéfico,
pois “entra na produção de 20 mil produtos importantes
para a humanidade”. Já a maconha, de acordo com
cientistas da Califórnia “dá câncer”. Sobre ela, há no texto
também a menção de produção de “maus sonhos”. Daí ser a
maconha, não o cânhamo, potencialmente perigosa.
Resposta: C
3) O trecho escolhido evidencia nítido contraste entre as
conclusões cien tíficas relativas à maconha. Enquanto os
cientistas californianos afirmam que ela provoca câncer, os
ingleses dizem que ela cura esse mal.
Resposta: A
RESOLUÇÃO DOS EXERCÍCIOS-TAREFA
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4) A primeira oração do enunciado é adverbial condicional,
seguida da oração principal. O mesmo ocorre na alternativa d,
em que a ideia de hipótese ou condição é dada pelo verbo no
pretérito imperfeito do subjuntivo (fosse) em correlação verbal
com o futuro do pretérito (teria).
Resposta: D
5) O texto separa os conceitos de “desenvolvimento econômico”
e de “desenvolvimento”. O primeiro é referente ao “aumento
da capacidade de uma sociedade produzir mais bens e de
uma maneira melhor”. É meramente capitalista. O segundo
leva em conta a finalidade social, trazendo uma mudança
para melhor a todos os membros da sociedade, não é um
enfoque apenas nos bens materiais que servem à classe social
hegemônica.
Resposta: B
6) O verbo entronizar é derivado de trono e significa “se tornar
elevado, sublime, glorioso”.
Resposta: A
7) A conjunção logo é coordenativa conclusiva, assim como
portanto e por conseguinte.
Resposta: C
8) “Melhores” é a forma plural do grau comparativo de
superioridade do adjetivo bom. É uma forma irregular que
indica algo que é muito bom, superior aos demais.
Resposta: E
� MÓDULO 3
1) Segundo Tião Rocha, “todo processo eletivo é um processo de
exclusão e tudo que exclui não é edu ca ti vo”. Esse processo
discrimina aquele que não acom panha essa pedagogia,
caracterizada por ser eletiva e excludente, afastando os que
não a acompanham.
Resposta: D
2) Há a elipse da palavra “pergunta”: “Pergunta seguida da
resposta certeira”.
Resposta: A
3) A conjunção coordenativa adversativa porém foi empregada
entre as orações para estabelecer uma oposição entre a
valorização benigna e a maligna da malandragem.
Resposta: D
4) A publicidade pretende mostrar que os verdadeiros
problemas não são o número de outdoors, mas ques tões
sociais mais importantes, como a miséria extrema.
Resposta: C
5) O enunciado está mal formulado, porque a preposição por,
que o inicia, refere-se à causa de o texto ser um artigo de
divulgação científica. O que se espera desse gênero textual é
que a linguagem seja técnica e impessoal, mas pelo contrário,
ela é “acessível e divertida”, segundo o gabarito oficial. Por
isso, o enunciado deveria ter-se iniciado com uma concessiva:
“embora seja um artigo de divulgação científica…” Isso
pode ter induzido o candidato a erro.
Resposta: C
6) O trecho tem teor irônico, pois, obviamente, tal quantidade
de grãos não seria para consumo pessoal.
Resposta: E
7) O verbo conjugado no imperfeito do indicativo era, passa
para o presente do indicativo sou, na transposição do
discurso indireto para o direto, pois desse modo se mantém o
aspecto durativo.
Resposta: E
8) A única alternativa em que não há ideia de função
exponencial ou progressão geométrica é a d.
Resposta: D
9) O eufemismo ocorre na frase indicada na alternativa a, pois
fica implícita a ideia da morte do grão-vizir na palavra
“vizirmat”, construída por aglutinação de “vizir” (grão-
vizir) e “mat” (morto), mesmo processo de formação de
“shakhmat”: “shakh” (rei) e “mat” (morte). 
Resposta: A
10) É paradoxal a ideia de que um rei fique extasiado com um
jogo que tem como objetivo a morte do rei.
Resposta: B
� MÓDULO 4
1) Ambos os especialistas defendem a gravidade da quebra de
sigilo médico. Mauro Aranha, presidente do CREMESP,
afirma que não é pela falta de cassações nos últimos anos que
se trata de falha menos grave, e o estudo de Diego Adão Fanti
Silva afirma que é ilegal e antiética a divulgação de imagens
de pacientes, ainda que haja autorização e mesmo sem
identificar o paciente.
Resposta: C
2) São ambos casos de zeugma de expressões utilizados nos
parágrafos anteriores: 39 processos éticos foram inocentados
e 48 (processos éticos) julgados culpados. A maioria (26
processos éticos)... e 22 (processos éticos).
Resposta: C
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3) A primeira ocorrência de aspas destaca citação de fala do
desembargador Diaulas Costa Ribeiro, e a segunda, o título
da mesa-redonda “Panorama atual das mídias sociais e
aplicativos na medicina contemporânea”.
Resposta: B
4) O médico e professor da UnB sustenta suas ideias como apoio
ao Código de Ética Médica (CEM) da Lei do Ato Médico, ou
seja, usa argumentos de autoridade para fundamentar sua
opinião.
Resposta: D
5) A alternativa correta traz uma paráfrase do trecho: “ ‘Dr.
Google’ – termo que utiliza para indicar as buscas por
informações médicas na internet – gerou um novo tipo de
paciente, que passou a conhecer mais sobre as doenças e por
isso, exige um novo relacionamento com seu médico”.
Resposta: A
6) Em um texto dissertativo, considera-se tese o primeiro
parágrafo que, no caso, se refere ao aumento de violência
contra médicos e enfermeiros. Ao longo do texto, o autor
especificaas causas políticas e sociais que desencadeiam
ações agressivas por parte dos pacientes. Nos parágrafos
finais, o autor exorta mé dicos e pacientes a serem tolerantes. 
Resposta: C
7) De acordo com o terceiro parágrafo, haverá um plano piloto
de intervenção, que será multiplicado pelo Estado de São
Paulo, caso o resultado desse plano inicial dê resultados
promissores.
Resposta: A
8) As causas da violência contra médicos e enfermeiros não
dizem respeito exclusivamente à relação entre eles e os
pacientes, mas estão ligadas à negligência gover na mental, à
falta de leitos e medicamentos, ao sucateamento dos hospitais
entre outras.
Resposta: C
9) O pronome “lhes” retoma “ao pacientes”, já mencio nado no
início do período. “Aos pacientes” é objeto indireto do verbo
caber, assim como o pronome lhes, objeto indireto
pleonástico.
Resposta: C
10) A preposição “para” estabelece relação de finalidade com a
oração anterior. O advérbio “simultaneamente” apresenta
circunstância de tempo simultâneo (“con co mitância”). A
conjunção “se” estabelece relação de condição com a oração
seguinte. A conjunção coorde nativa “contudo” estabelece
relação de oposição com o período anterior.
Resposta: D
� MÓDULO 5
1) Os poemas de Sá de Miranda, tanto na medida velha como na
medida nova, põem à mostra as inquietações oriundas da
transição do mundo medieval para o mundo moderno. Seus
versos, portanto, já expressam a passagem do mundo teocên -
trico para o mundo antropocêntrico.
Resposta: B
2) Camões aponta para o conflito entre razão — a consciência
que o eu lírico tem de que está perdido de amor — e senti -
mento — um mal que ele sente, mas não entende.
Resposta: D
3) O “jogo” amoroso assemelha-se às vezes a um naufrágio em
mar bravio. O amante, que muitas vezes “ignora” a razão,
perde o “lenho” e naufraga no “mar do amor”.
Resposta: C
4) Em “flores canoras, pássaros fragrantes”, mesclam-se as
sensações auditiva (“canoras” = cantantes) e olfativa
(“fragrantes” = perfumados).
Resposta: A
5) A frase “O céu não vestia seus horizontes de mil cores” está
em ordem direta, isto é, apresenta a seguinte organização:
sujeito + verbo + complemento verbal.
Resposta: C
6) A linguagem barroca marca-se por inversões, faz uso de
alegorias, símiles, contrariando, portanto, o que se afirma na
alternativa a.
Resposta: A
7) Cláudio Manuel da Costa enquadra-se no Arcadismo
brasileiro, período que se caracteriza pela retomada dos
valores clássicos, o que permite também a nomeação de
Neoclassismo para esse movimento literário.
Resposta: E
8) O Arcadismo resgata os temas clássicos do locus amoenus
(“lugar ameno”), inutilia truncat (“corta o inútil”) e fugere
urbem (“fugir da cidade”), que estabelecem com a vida
campesina o ideal de harmonia, simplicidade e tranquilidade
possíveis longe dos centros urbanos.
Resposta: D
9) O movimento da Conjuração Mineira coincide com o
Arcadismo brasileiro, período em que a exploração das minas
desloca o centro econômico, político e artístico do Nordeste
para o Sudeste brasileiro.
Resposta: A
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� MÓDULO 6
1) C 2) C
3) Iracema está triste, pois sente-se abandonada por Martim,
que partira com Poti para lutar nas guerras contra o europeu
invasor. Assim, tem dificuldade em alimentar-se, o que
complica seu restabelecimento no pós-parto e dificulta o
processo de amamentação de seu filho, Moacir.
Resposta: B
4) O romance Iracema, de José de Alencar, é tido como “um
verdadeiro poema em prosa” pela profusão de elementos
característicos do texto chamado poético: figuras de estilo e
exploração da musicalidade. A alternativa d apresenta
impropriedade reducionista, pois considera apenas a anáfora
como recurso poético utilizado, ignora uma série de
procedimentos estilísticos poéticos.
Resposta: D
5) O comentário feito por José Paulo Paes e Massaud Moisés
refere-se a José de Alencar, autor de destaque do Romantismo
brasileiro. Alencar é considerado pela crítica “fundador da
literatura brasileira”, por ter realizado uma vasta obra a
respeito dos tipos humanos do Brasil, suas regiões e diferentes
momentos históricos, criando assim um vasto panorama da
formação nacional.
Resposta: C
6) Como afirmou o linguista russo Roman Jakobson, a função
poética faz da linguagem um espetáculo, pondo em relevo a
sua construção.
Resposta: A
7) Nas Memórias de um Sargento de Milícias, o narrador é de
terceira pessoa e onisciente, pois ele sabe tudo sobre o
passado, presente e futuro das personagens.
Resposta: A
8) A resposta a este teste pode ser comprovada na passagem: “E
este nascimento [o de Leonardo] é certamente de tudo o que
temos dito o que mais nos interessa, porque o menino de quem
falamos é o herói desta história.”
Resposta: C
� MÓDULO 7
1) O que se afirma na alternativa c é o oposto do que propôs o
Realismo, que procurou realizar crítica social e de alcance
universal.
Resposta: C
2) O emprego da metalinguagem, a proposta autorreflexiva, a
conversa com o leitor, o qual se torna “participante ativo e não
passivo”, são marcas da narrativa machadiana em Memórias
Póstumas de Brás Cubas.
Resposta: E
3) É de feitio realista — de um realismo irônico, típico do autor
— o retrato que o narrador esboça de Cotrim, avarento e
contrabandista de escravos.
Resposta: A
4) O erro da afirmação II está em que os escravos só figuram
marginalmente no romance em questão.
Resposta: D
5) Tratar-se-ia de uma exageração da parcimônia, ou seja, do
hábito de fazer economia.
Resposta: B
6) D
7) O estudo dos temperamentos das personagens “dominadas
pelos nervos e pelo sangue”, arrastadas “pelas fatalidades da
própria carne”, é base de proposta naturalista, iniciada na
França por Émile Zola.
Resposta: C 
8) A classificação dos comportamentos humanos como patologias é
um traço típico do Naturalismo. No trecho transcrito de O
Cortiço, a com pulsão do capitalista primitivo na busca obsessiva
do dinheiro é chamada “febre”, “moléstia nervosa”, “loucura”.
Resposta: A
� MÓDULO 8
1) Em I, o Simbolismo é aproximado do antirracionalismo ro -
mân tico; em II, do formalismo parnasiano.
Resposta: E
2) A
3) Em Os Sertões, Euclides da Cunha faz uso de termos eruditos
e científicos, além de regionalismos e neologismos que em
nada comprometem o “valor literário” do romance,
considerado, por muitos, como uma epopeia da Língua
Portuguesa. Além disso, o livro segue o esquema do
Determinismo de Taine, associado a teses e princípios
científicos em destaque à época da criação da obra.
Resposta: B
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4) As informações constantes no excerto de História Concisa da
Literatura Brasileira fazem referência ao “livro singular” Os
Sertões (1902), que aborda a Guerra de Canudos (1897),
analisando, a partir desse fato, a realidade geográfica, política
e cultural do Brasil. Os Sertões oscilam “entre a literatura e a
sociologia”, apresentam divisão tripartite, rigidamente
determinista: A Terra, o Homem, a Luta.
Resposta: E
5) A alternativa c contém um fragmento do poema “Flores da
Lua”, de Cruz e Sousa, autor que inaugura o Simbolismo bra -
sileiro com seus livros Missal e Broquéis (1893). Não se exigia
a identificação da autoria, mas das características notórias do
estilo simbolista, como as imagens vagas e mais sugestivas do
que descritivas, as sinestesias (“frios de nostalgia e sono lên -
cia”, “sonhos brancos”), as maiúsculas alego rizantes etc.
Resposta: C
6) Os Sertões exprimem a paixão “barroca” de Euclides da
Cunha pela palavra, pelas metáforas e pelas antíteses. É o
oposto, portanto, do que se afirma na alternativa c.
Resposta: C
7) C 8) D 9) C
� MÓDULO 9
1) B 2) C 3) E 4) E
� MÓDULO 10
1) Drummond, como Vinicius de Moraese Murilo Mendes, é
arrolado entre os poetas da “Geração de 1930” (ano em que
estreou em livro) ou “Segunda Geração Modernista”, que
desenvolveu e ampliou tendências inauguradas pelos autores
que promoveram a Semana de Arte Moderna, em 1922.
Resposta: C
2) Por mais que seja feia e frágil, a flor que irrompe é um
símbolo de esperança no futuro. Portanto, é incorreto associá-
la à “incerteza do futuro” e tomá-la como anúncio das
“perplexidades” e do “desconcerto do mundo”, sendo ela,
antes, uma resposta a eles. 
Resposta: B
3) O erro do item II consiste em que o poema de Vinicius foi
escrito em 1954, sendo posterior, portanto, ao lançamento da
bomba (como afirma o item IV, a bomba atômica fora lançada
em 1945). Não se trata, pois, de um acontecimento “iminente,
prestes a acontecer”, uma vez que o poema faz referência a
um fato já ocorrido. Por outro lado, no poema de Drummond,
a flor pode, sim, ser considerada como o anúncio de algo
iminente, uma mudança renovadora da esperança.
Resposta: D
4) Oxímoro é a figura de linguagem que consiste na aproximação
de dois termos de sentidos opostos e que se excluem
mutuamente. Tal processo ocorre no título do livro de
Drummond, Claro Enigma (o que é claro não pode ser
enigmático...).
Resposta: C
5) E 6) D
7) O erro da alternativa e está na referência à “materialidade do
objeto do apelo”, quando se trata de um apelo por coisas
imateriais, impalpáveis (“sombras serenas”, “alvura dos
luares”, “tua lembrança”).
Resposta: E
� MÓDULO 11
1) B
2) A estrutura fragmentária de Vidas Secas, o “romance
desmontável”, que pode ser lido como livro de contos e como
romance, é adequada ao universo que retrata seres de tal
modo brutalizados pela natureza e pelas instituições sociais,
que são incapazes de articulação verbal; vivem em “silêncio
introspectivo, limitados a gestos, sons guturais, monossílabos,
frases truncadas, muitas vezes desprovidas de sentido. Os
capítulos guardam entre si certa autonomia, pois as notações
temporais são mínimas, sugerindo o movimento circular dos
“viventes”, tangidos pelo Sol, em um permanente nomadismo.
Acresce que alguns daqueles que vieram a ser capítulos de
Vidas Secas foram anteriormente publicados como contos. 
Resposta: E
3) O “sonho” de Sinha Vitória era ter uma cama como a de Seu
Tomás da Bolandeira.
Resposta: D
4) A cena corresponde ao reencontro de Fabiano com o Soldado
Amarelo.
Resposta: E
5) Salu lembra Chinita de que um dia ela ficará velha e não
poderá mais aproveitar a vida. Utiliza-se, portanto, de tema
do carpe diem, vindo do universo clássico e que passou a
integrar os ideais do neoclassicismo árcade. Esse é o
expediente utilizado por Salu para conquistar sua amada. 
Resposta: B
6) D
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� MÓDULO 12
1) Uma das características que singularizam a obra de Gui -
marães Rosa é a “invenção” de uma linguagem lastreada na
pesquisa erudita das raízes do idioma e no aproveitamento da
melopeia da fala sertaneja. 
Resposta: D
2) Concisão não é característica da prosa luxuriante de
Guimarães Rosa, voltada antes para a abundância, à qual não
repugna, por exemplo, a sinonímia e outros tipos de repetição.
Previsibilidade é o oposto do efeito produzido por esse estilo
inovador e arrojado, tanto no léxico quanto na sintaxe. 
Resposta: E
3) D 4) D
5) A “racionalidade típica (...) da poesia moderna” pode ser
notada na secura lin guística e emocional do poema, no es que -
ma formal preciso que enquadra o texto prosaico em versos
redondilhos de dureza singular, nada cantan tes, bali zados por
rimas ora toantes, ora consoantes. 
Erros: b) “visão do mundo ainda herdeira do Romantismo”;
c) “intenção de reproduzir a fala popu lar”; d) “herança rea -
lis ta no que diz respeito à valorização da cultura bra sileira”;
e) “poesia metalinguística” (não há metalinguagem no poema,
em bora esta compareça assiduamente na obra de João Cabral
de Melo Neto).
Resposta: A
6) B
� MÓDULO 13
1) “Fugir das entradas” significa evitar, com destreza (ou
esperteza), os avanços violentos de jogadores adversários.
Resposta: D
2) Embora também compareçam verbos no perfeito do
indicativo (“atirou-se”, “recuou”, “estendeu”), pre domina
no trecho o imperfeito (“jogava”, “podia”, “encostava”,
“entusiasmava” etc.), como convém ao teor narrativo do
texto. 
Resposta: B
3) A diferença entre a frase do texto e sua versão alterada, mas
equivalente quanto à sintaxe e ao sentido, está na posição,
inicial ou final, da oração subordinada adverbial temporal
(“quando entrava no cinema”).
Resposta: B
4) “Rancor” é o sentimento que equivale à reação do jogador
antigo diante do novo: “irritava-o até ao ódio”. 
Resposta: A
5) Para um jogador de futebol, a sensação de “perder as duas
pernas” sugere, “com grande expressividade e força
emocional”, o “sentimento de impotência ante a situação”.
Resposta: C
6) A atitude de Calvin oscila entre o tiranismo e o processo
eletivo, típico de um governo democrático, o que evidencia o
oportunismo da personagem de proceder de acordo com o
que lhe convém.
Resposta: A
7) A única que não condiz com o comportamento oportunista
de Calvin é a que define a democracia como um sistema de
governo que não só respeita a vontade da maioria, mas
também protege “os direitos fundamentais dos indivíduos e
das minorias”.
Resposta: D
� MÓDULO 14
1) Os versos I e III apresentam 10 sílabas métricas, ou seja, são
decassíla bos:
Vai / bo / ia / dei / ro / queo / di / a / já / vem
Vai / bo / ia / dei / ro / quea / tar / de / já / vem
Resposta: B
2) Para que o verso tenha doze sílabas, é necessário que haja
elisão ou sinalefa da última sílaba da palavra “cabeças” com
a vogal da palavra seguinte “é”. Deve-se, portanto, excluir
na pronúncia o -s final para que ocorra o encontro das
vogais. Escandindo-se o verso, sem o -s, tem-se um
dodecassílabo (não um alexan dri no, pois falta a cesura da
sexta sílaba e a elisão entre os hemistíquios):
São / dez / ca / be / ça; é / mui / to / pou / co, é / qua / se / na(da)
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12
Resposta: D
3) A repetição de estruturas sintáticas chama-se para le lismo.
Nos versos citados, repete-se a frase, alterando-se apenas os
sujeitos: “dia”, “tarde” e “noite”. 
Resposta: A
4) Atenuação, em geral, consiste em “perda da força ou
intensidade; enfraquecimento, redução, limitação”
(dicionário Houaiss); no caso, atenua-se, enfraquece-se o
sentido no desenvolvimento do verso.
Resposta: D
5) O coloquial tem é mais adequado não só à letra da canção
popular como também ao tema regional nela abordado.
Resposta: E
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� MÓDULO 15
1) O texto deixa claro que “faltam às mulheres modelos
positivos” relativamente ao desempenho feminino na ciência
e de conciliação da vida profissional de cientista com a
pessoal. O livro visa a suprir essa falta. 
Resposta: B
2) “Na maioria dos lares” indica o espaço em que as mulheres
têm “maior necessidade de articular os papéis familiares e
profissionais”. 
Resposta: A
3) A informação de que trata a questão encontra-se no primeiro
período do texto: “Um sinal eletrônico é emitido pelo
Laboratório de Propulsão a Jato (JPL, sigla em inglês) ... O
holofote do robô começa a brilhar”.
Resposta: D
4) A resposta encontra-se no último período do texto, em que o
autor sugere que a pesquisa com formas de vida em
ambientes extremos favoreça a busca pela vida em outras
partes do Universo. 
Resposta: A
5) A citação do cientista Nicolelis, no final do texto, deixa claro
que apenas a publicação dos resultados dará conta do que foi
alcançado no trabalho em questão.
Resposta: D
6) No iníciodo texto, o autor usa a função conativa para
chamar a atenção do leitor para um neologismo que começou
a circular na internet: “facebookracia”. O leitor se sente
motivado a ler o texto pelo estranhamento que que lhe causa
o título, como também a primeira frase da crônica: “É isso
mesmo que você leu: ‘facebookracia’”.
Resposta: B
7) Em I, a oração “quer dizer” poderia se omitida e substituída
por vírgula, fazendo que “poder dos ricos” passasse a aposto
explicativo de “plutocracia”. Em II, tanto o verbo no presente
“vai” quanto a forma nominal no gerúndio “instalando”
indicam ação durativa. Em III, “plutocracia” (do grego
ploutos: riqueza; kratos: poder) não é de uso informal.
Resposta: B
8) A palavra “burocracia” é híbrida, formada do francês
"bureau” (escritório) e do grego “cracia” (administração).
Resposta: C
� MÓDULO 16
1) Os acontecimentos são indispensáveis tanto na reportagem
quanto na crônica, sendo que nesta última se destaca a
interpretação do autor sobre os fatos.
Resposta: A
2) Editorial é “um artigo em que se discute uma questão
apresentando o ponto de vista da empresa jorna lística”,
segundo o dicionário Houaiss.
Resposta: E
3) O editorial é dogmático porque segue os preceitos próprios
desse gênero discursivo.
Resposta: D
4) O verbete afirma que a crônica “aproveita o interesse pela
atualidade informativa”, baseia-se, portanto, em eventos do
cotidiano.
Resposta: D
5) O “lado positivo” da chuva excessiva é associado no texto
àqueles que podem lucrar com ela, pois a chuva teria feito “a
alegria do pessoal que conserta limpador de para-brisa” e,
menos, “de quem vende guarda-chu va”. 
Resposta: B
6) I. O sufixo –ada tem diversas funções e significados; no caso,
forma substantivos de sentido coletivo, geralmente com
matiz pejorativo (o que não ocorre necessariamente nos
exemplos dados). II. Mas é usado, na linguagem coloquial,
para introduzir afirmações ou encadear frases que não têm
sentido adversativo. III. Trata-se, de fato, de pergunta
retórica, que na verdade vale como afirmação. 
Resposta: E
7) Ininterrupta é justamente a chuva que cai sem parar. Fora
essas duas, as demais expressões que as alternativas
aproximam não são equivalentes, como facilmente se percebe
da leitura do texto. 
Resposta: C
.
8) A palavra “poderosos” é formada por derivação sufixal,
provém do substantivo poder. Em “envelhe cimento”, houve
agregação simultânea do prefixo en- e do sulfixo -mento à
palavra velho. 
Resposta: A
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� MÓDULO 17
1) A única expressão latina corretamente empregada é “sine
qua non”, que pode ser traduzida por “sem a qual não pode
ser”, ou seja, é imprescindível que haja debate para que a
tese e a antítese possam chegar a uma síntese.
Resposta: E
2) Segundo o dicionário Houaiss, tanto deletérias quanto
perniciosas podem ser substituídas por “nocivas” e
“danosas”. Por sua vez, mera, segundo o mesmo dicionário,
significa “sem complexidade, sem importância, banal”, o que
também pode ser sinônimo de “simples”.
Resposta: C
3) Segundo o texto, as falsas mensagens são replicadas
massivamente, o que provoca o congestionamento das linhas
de telefonia móvel. Essa sobrecarga torna o serviço de
internet “lento ou inexistente”.
Resposta: C
4) A única clara e precisa é a alternativa e, que ordena
adequadamente o verbo tornar-se e os adjetivos que
classificam o substantivo “acesso”.
Resposta: E
5) As expressões que contrastam entre si são “pegar carona”, de
uso popular, e “replicar qualquer informação” em que
replicar é de uso erudito.
Resposta: B
6) O pronome oblíquo lhe exerce função sintática de objeto
indireto, estando sua utilização correta apenas em b “não
posso pagar-lhe”, em que pagar é transitivo indireto quando
se refere a pessoa. Em todas as outras o pronome lhe
substitui objetos diretos, sendo correto o emprego do
pronome “o”: em a, absolvê-lo; em c, prejudicá-lo; em d, não
o condenaria; em e, nós a amamos.
Resposta: B
7) A percepção de que a esperança está nele mesmos, ou seja,
em nós mesmos, é mostrada pela duplicação das
personagens.
Resposta: C
8) A oração intercalada “quem diria” expõe a admiração do
autor diante da realidade de abundância do século XXI, que
contraria a teoria malthusiana, do século XVIII, a respeito
da escassez que o crescimento da população provocaria.
Resposta: D
9) Segundo a teoria de Thomas Malthus, a população cresce em
progressão geométrica e a produção de alimentos em
progressão aritmética, portanto ele acreditava que haveria
escassez de alimentos no futuro.
Resposta: A
10) A forma verbal “imagine” no imperativo, na 3ª pessoa do
singular, refere-se ao leitor do texto.
Resposta: B
11) A charge do texto 2 refere-se à necessidade de se alterar os
hábitos de consumo, isso comprovado não só pelo entulho
que quase cobriu a casa, mas também pela publicação que
está sendo lida pela personagem, que tem na capa o título
“Lei do Lixo”.
Resposta: D
12) O itálico assinala o título do dicionário (Dicionário Houaiss);
as aspas demarcam a citação sobre o significado da palavra
“consumismo”; o trecho entre parênteses (‘comprar em
demasia’) explica o sentido de “prática de consumir”.
Resposta: B
13) A locução conjuntiva “mesmo que” estabelece relação de
concessão com a oração anterior; a expressão temporal
“muitas vezes” indica algo que ocorre com frequência; a
conjunção adversativa “no entanto” estabelece relação de
oposição ao que foi dito no período anterior; a conjunção
“pois” explica que é difícil estabelecer limites entre o que é
básico e o que é supérfluo.
Resposta: C
14) A autora faz uma pergunta que provoca no leitor a reflexão
sobre seus hábitos consumistas, parecendo óbvio que
percebam que é fácil distinguir entre o que é essencial e o que
é supérfluo.
Resposta: C
15) O primeiro texto é de um jornalista e foi publicado na
internet. Apresenta linguagem espontânea e informal, frases
curtas e tom humorístico, que o aproxima da crônica. São
exemplos de informalidade o emprego de “quem diria”, a
repetição da palavra “demais” no segundo parágrafo, o
trecho “É uma delícia de problema, é claro.”
O terceiro texto é trecho de um livro sobre consumo
publicado pela Unesp, por isso apresenta linguagem formal,
pois tem finalidade didática.
Resposta: C
16) Os três textos tratam dos hábitos de consumo excessivo e
suas consequências.
Resposta: D
17) O texto sobre as alternativas de energia usadas no país é um
editorial, ou seja, um artigo que expressa a opinião, o
posicionamento crítico do veículo em que é publicado.
Resposta: C
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18) Segundo o físico José Goldemberg, o fornecimento de
energia elétrica pode ser otimizado, no que diz respeito à
sustentabilidade, pelas energias solar e eólica. Esse
posicionamento fortalece a tese do editorial que afirma que
as termoelétricas poluem o meio ambiente e devem ser
substituídas por energias alternativas.
Resposta: B
19) A palavra “aliás” equivale, no texto, a além disso, além do
mais, e reforça o posicionamento do autor.
Resposta: C
� MÓDULO 18
1) A figura feminina deixa de falar, pois compreende sua
situação de objeto de exploração de seus senhores.
Resposta: A
2) Segundo o autor do texto, “ as relações entre senhores e
escravos podiam se realizar com muito mais intimidade,
confiança e consideração”, não pela igualdade entre ele, mas
pela desigualdade, pela crença de que “o mundo está
realmente hierarquizado “.
Resposta: C
3) O escravo era visto como um complemento natural do senhor
por se tratar de uma sociedade hierarquizada: “ele vê o
negro como seu complemento natural, como um outro que se
dedica ao trabalho duro, mas complementaràs suas próprias
atividades que são as do espírito “.
Resposta: D
4) Nesse sistema, o senhor não sente culpa e não segrega o
escravo em razão da estratificação da sociedade. Essa
estrutura relativiza a ideia de trabalho escravo, que é visto
como algo natural: “Aqui, o senhor não se sente ameaçado
ou culpado por estar submetendo um outro homem ao
trabalho escravo .
Resposta: B
5) A proximidade entre senhor e escravo não ocorre em razão
da igualdade, mas da desigualdade, uma vez que o senhor
considera o escravo como seu complemento natural. O autor
compara essa hierarquização com a da Igreja Católica em
que a divisão forma um todo.
Resposta: E
6) O vocábulo Aqui retoma “relações entre senhores e escravos”
que aparece no período anterior.
Resposta: A
7) No último parágrafo do texto, Ruy Castro escreve:
“Liberados das tarefas prosaicas, resta ver de que se
ocuparão nossas poéticas cabeças. Francamente, não faço
muita fé”. Esse trecho evidencia o ceticismo do autor quanto
à dedicação das pessoas à atividade intelectual caso as casas
do futuro proporcionem mais facilidade O ócio, portanto,
não garantiria o empenho mental. 
Resposta: A
8) O pronome oblíquo “o” refere-se àquele que porventura
utilize o elevador. Esse pronome é retomado anaforicamente
por você, pronome de tratamento.
Resposta: D
9) A conjunção “pois” substitui adequadamente o travessão por
ser causal, devido à relação de sentido estabelecida entre as
orações.
Resposta: B
10) Corrigindo-se: 
a) “tudo será regulado”
b) “homens modernos que partilham uma série de
preocupações.”
e) “o volume das músicas da sua vida será reguladas” “são
escolhas com as quais não teremos de nos preocupar”.
Resposta: C
11) À casa são atribuídas características humanas. Há, portanto,
personificação ou prosopopeia.
Resposta: A
12) No poema, há referência à nostalgia provocada pela
destruição da casa em que se passou a infância.
Resposta: E
13) Além da métrica irregular, do ritmo próximo à prosa e da
linguagem simples, percebe-se a temática recorrente de
Caeiro: a da negação da racionalização. Isso se nota na
passagem: “São translucidamente uma filosofia toda. /
Claras, inúteis e passageiras.../ São aquilo que são...”.
Resposta: C
14.) A efemeridade da vida e de tudo que nela habita é evidente
na poética de Ricardo Reis e de Alberto Caeiro, como
evidencia-se na passagem: “São como a brisa que passa e mal
toca nas flores / e que só sabemos que passa / porque
qualquer cousa se aligeira em nós”.
Resposta: E
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