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Professor: Carlos Roberto Martins
Acadêmicas: Maísa Rabello e Tainara
Atividade Acadêmica: Introdução a Língua Brasileira de Sinais
HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO DE SURDOS
No passado os surdos eram considerados incapazes de serem ensinados, por
isso, não frequentavam escolas. Eram excluídos da sociedade, privados de seus
direitos básicos (como casar, herdar bens), ficando com a própria sobrevivência
comprometida.
Já no final do século XV, surge o italiano Giralamo Cardamo que utilizava sinais
e linguagem escrita; após surge também um monge espanhol que utilizava sinais,
treinamento da voz e leitura dos lábios.
A partir de então, surgiram outros professores que se dedicaram à educação de
surdos, tais como:
Ovide Decroly Alexandre Gran Bell Samuel Heinicke
(Bélgica) (Canadá e EUA) (Alemanha)
Abbé Charles Michel de I'Epée Ivan Pablo Bonet
(França) (Espanha)
Quanto a educação, estes
professores se divergiram quanto ao
método de ensinar surdos. Alguns
davam primazia ao método oral puro
(língua falada), outros a língua de
sinais, e ainda outros ao método
combinado (ensino da fala).
Porém em 1880 ocorreu em Milão
o Congresso Mundial de Professores
Surdos, ao qual, votaram pelo ensino
para os surdos através do Método
Oral Puro.
Um pouco antes, em 1857 chega
ao Brasil a pedido de D. Pedro II, o
professor Hernest Huet (surdo e que
usava o Método Combinado), para
fundar a 1ª escola especializada
para surdos hoje conhecida como:
Instituto Nacional de Educação de
Surdos (INES).
A partir de então os surdos
passaram a contar com esta escola,
tendo a oportunidade de criar a
Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS)
HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO DE SURDOS NO BRASIL
Posteriormente surgiram muitas outras escolas, que se expandiram principalmente no século
XX aqui no Brasil, entre as quais estão: Instituto Santa Terezinha para meninas surdas (SP), a
Escola Concórdia (POA-RS), a Escola de Surdos de Vitória, o Centro de Audição e Linguagem
“Ludovico Pavoni” - CEAL/LP - Brasília-DF e várias outras que, assim como a INES e a maioria das
escolas de surdos do mundo, passaram a adotar o Método Oral.
No Brasil, as Secretarias de Educação Estadual e Municipal passaram a coordenar o ensino
das crianças denominadas até então portadoras de deficiências. Assim, surgiram as Sala de
Recursos e Classes Especiais para surdos, como também as escolas especializadas.
Por conquistarem seus direitos como cidadãos as pessoas portadoras de necessidades
especiais passaram a reivindicar seus direitos, sendo os dos surdos: respeito à língua de sinais, a
um ensino de qualidade, acesso aos meios de comunicação (legendas e uso do TDD) e serviços de
intérpretes, entre outras; com os estudos sobre surdez, linguagem e educação.
Na década de 70, com a visita de Ivete Vasconcelos, educadora de surdos da - Gallaudet
University Library - Washington – EUA, chegou ao Brasil a filosofia da Comunicação Total. Na
década seguinte, a partir das pesquisas da Professora Linguista Lucinda Ferreira Brito sobre a
Língua Brasileira de Sinais e da Professora Eulalia Fernandes, sobre a educação dos surdos, o
Bilinguísmo passou a ser difundido. Atualmente, estas três filosofias educacionais ainda
persistem paralelamente no Brasil.
Em 1994, passa-se a utilizar a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS), como legal de
comunicação e expressão; criada pela ´própria comunidade surda.
Em 4 de Abril de 2002, cria-se a Lei nº 10.436 que reconhece a Língua Brasileira de Sinais.
Com isto, surge após o reconhecimento do uso da LIBRAS, as seguintes leis:
* 22 de dezembro de 2005, a lei Nº 5.626: Lei que obriga o uso da LIBRAS em lugares
educacionais, entre outros.
* 03 de setembro de 2010, a lei Nº 12.319: Lei que oficializa o interprete.
- O Alfabeto de Libras (Língua
Brasileira de Sinais) teve sua origem
ainda no Império. Em 1856, o conde
francês Ernest Huet desembarcou no
Rio de Janeiro com o alfabeto manual
francês e alguns sinais. O material
trazido pelo conde, que era surdo, foi
adaptado e deu origem à LIBRAS.
- A oficialização em lei da LIBRAS só
ocorreu um século e meio depois do conde ter
desembarcado, em abril de 2002 - nesse
período, o Brasil trocou a monarquia pela
república, teve seis Constituições e viveu a
ditadura militar.
- A Libras só voltou a vigorar em 1991, no
Estado de Minas Gerais, com uma lei estadual.
Só em agosto de 2001, com o Programa
Nacional de Apoio à Educação do Surdo, os
primeiros 80 professores foram preparados
para lecionar a Língua Brasileira de Sinais.
CURIOSIDADES SOBRE O ENSINO DA LIBRAS NO BRASIL
*HTTP://PT.WIKIPEDIA.ORG/WIKI/L%C3%ADNGUA_BRASILEIRA_DE_
SINAIS
* HTTP://WWW.PORTALSAOFRANCISCO.COM.BR/ALFA/ALFABETO-
LIBRAS/ALFABETO-LIBRAS.PHP 
* HTTP://WWW.CRMARIOCOVAS.SP.GOV.BR/EES_A.PHP?T=001 
* HTTP://WWW.VS5ENERGIA.COM.BR/EDUCACAO1.HTM 
* HTTP://ENSINODELIBRAS.BLOGSPOT.COM/2009/01/HISTORIA-DO-
ENSINO-DE-LIBRAS-NO-BRASIL.HTML 
* HTTP://MEUARTIGO.BRASILESCOLA.COM/EDUCACAO/LINGUA-
BRASILEIRA-SINAIS.HTM 
HTTP://WWW.LIBRAS.ORG.BR/LEILIBRAS.PHP 
* HTTP://EDUCACAODESURDOSNOBRASIL.BLOGSPOT.COM/
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