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Universidade Católica de BrasíliaUniversidade Católica de Brasília
Curso de Arquitetura e UrbanismoCurso de Arquitetura e Urbanismo
Disciplina: Projeto de PaisagismoDisciplina: Projeto de Paisagismo
Professora: Iara ReginaProfessora: Iara Regina
 Aluna: Larissa C Aluna: Larissa Carneiro Leitearneiro Leite
O trabalho a seguir é um registro dos aprendizados adquiridos por meio dasO trabalho a seguir é um registro dos aprendizados adquiridos por meio das
aulas, trabalhos, visitas de campo e atividades realizados na disciplina de Projeto deaulas, trabalhos, visitas de campo e atividades realizados na disciplina de Projeto de
Paisagismo do 1º semestre de 2014 do Curso de Arquitetura e Urbanismo, complementadoPaisagismo do 1º semestre de 2014 do Curso de Arquitetura e Urbanismo, complementado
por meio de pesquisas, destacando-se os principais conteúdos estudados.por meio de pesquisas, destacando-se os principais conteúdos estudados.
ÇàÇà
O trabalho a seguir é um registro dos aprendizados adquiridos por meio dasO trabalho a seguir é um registro dos aprendizados adquiridos por meio das
aulas, trabalhos, visitas de campo e atividades realizados na disciplina de Projeto deaulas, trabalhos, visitas de campo e atividades realizados na disciplina de Projeto de
Paisagismo do 1º semestre de 2014 do Curso de Arquitetura e Urbanismo, complementadoPaisagismo do 1º semestre de 2014 do Curso de Arquitetura e Urbanismo, complementado
por meio de pesquisas, destacando-se os principais conteúdos estudados.por meio de pesquisas, destacando-se os principais conteúdos estudados.
ÇàÇà
ÍÍ
1.1. ResResenha enha MorMorfolfologiogia Va Vegeegetaltal..............................................................................................3..............................................................................................3
22.. HHeerrbbáárriioo..............................................................................................................................5..............................................................................................................................5
2.1. Gramíneas/Forragens..............................................................................................52.1. Gramíneas/Forragens..............................................................................................5
2.2. Arbustos...................................................................................................................62.2. Arbustos...................................................................................................................6
2.3 Árvores.....................................................................................................................82.3 Árvores.....................................................................................................................8
2.4 Palmáceas................................................................................................................92.4 Palmáceas................................................................................................................9
2.5 Trepadeiras.............................................................................................................112.5 Trepadeiras.............................................................................................................11
3.3. HiHiststórória ia dos dos JaJardrdininss.........................................................................................................13.........................................................................................................13
44.. PPaaiissaaggiisstatass.......................................................................................................................22.......................................................................................................................22
4.1. Paisagista Clássico4.1. Paisagista Clássico – – Frederick Law Olmsted........................................................22 Frederick Law Olmsted........................................................22
4.2. Paisagista Contemporâneo4.2. Paisagista Contemporâneo – – Rosa Kliass.............................................................26 Rosa Kliass.............................................................26
55.. VViissiittaass...................................................................................................................................30.............................................................................................................................30
5.1. Horto......................................................................................................................305.1. Horto......................................................................................................................30
5.2. Brasília...................................................................................................................345.2. Brasília...................................................................................................................34
 A introdução do  A introdução do livro livro Morfologia Vegetal, de Morfologia Vegetal, de Harri Harri Lorenzi e Lorenzi e Eduardo GonçalvesEduardo Gonçalves
aborda os assaborda os assuntos que seruntos que serão tratados no ão tratados no livro: tópicos relacilivro: tópicos relacionados onados a formas, estruturas,a formas, estruturas,
classificação das espécies botânicas e o vocabulário específico utilizado nessa área.classificação das espécies botânicas e o vocabulário específico utilizado nessa área.
 A origem  A origem de todas de todas as plantas as plantas terrestres aconteceu terrestres aconteceu em em um um ambiente aquático, ambiente aquático, ee
quando algumas delas foram se adaptando ao ambiente terrestre, há pelo menos 400quando algumas delas foram se adaptando ao ambiente terrestre, há pelo menos 400
milhões, começaram a surgir diferenças morfológicas e as várias espécies foram surgindo emilhões, começaram a surgir diferenças morfológicas e as várias espécies foram surgindo e
evoluindo.evoluindo.
 As  As estruturas estruturas vegetativas vegetativas das das plantas plantas vasculares vasculares incluem incluem o o estudo estudo do do sistemasistema
de caulinar, composto de caules e folhas, bem como o sistema radicular. As estruturasde caulinar, composto de caules e folhas, bem como o sistema radicular. As estruturas
reprodutivas são mais variadas, e são normalmente específicos para um determinado gruporeprodutivas são mais variadas, e são normalmente específicos para um determinado grupo
de plantas, como flores e sementes, esporos das piteridófitas, cápsulas das briófitas. Ode plantas, como flores e sementes, esporos das piteridófitas, cápsulas das briófitas. O
estudo detalhado das estruturas reprodutivas das plantas levou à descoberta da alternânciaestudo detalhado das estruturas reprodutivas das plantas levou à descoberta da alternância
de gerações encontrado em todas as plantas e maioria das algasde gerações encontrado em todas as plantas e maioria das algas..
Embora todos os animais produzam todas as partes do corpo que possuamEmbora todos os animais produzam todas as partes do corpo que possuam
desde cedo em sua vida, as plantas produzem constantemente novos tecidos e estruturas aodesde cedo em sua vida, as plantas produzem constantemente novos tecidos e estruturas ao
longo da sua vida. Uma planta viva sempre tem tecidos embrionários. A forma como as novaslongo da sua vida. Uma planta viva sempre tem tecidos embrionários. A forma como as novas
estruturas amadurecem a partir de sua produção pode ser afetada pelo ponto da vida dasestruturas amadurecem a partir de sua produção pode ser afetada pelo ponto da vida das
plantas em que elas começam a desenvolver, bem como pelo ambiente em que as estruturasplantas em que elas começam a desenvolver, bem como
pelo ambiente em que as estruturas
estão expostas.estão expostas.
 Através  Através da da evolução evolução das das folhas folhas e e raízes raízes o o caule caule (axial) (axial) tomou tomou uma uma posiçãoposição
central em relação aos outros órgãos, mantendo todo o sistema fotossintético e conectando-ocentral em relação aos outros órgãos, mantendo todo o sistema fotossintético e conectando-o
as regiões absortivo- fixadoras (raízes).as regiões absortivo- fixadoras (raízes).
Com o surgimento das folhas do tipo megafilo, os caules se modificam paraCom o surgimento das folhas do tipo megafilo, os caules se modificam para
receber ramificações regulares ao longo de seu crescimento, permitindo assim o surgimentoreceber ramificações regulares ao longo de seu crescimento, permitindo assim o surgimento
de uma das características diagnosticas do caule na maioria das plantas vasculares, que é ade uma das características diagnosticas do caule na maioria das plantas vasculares, que é a
presença de nós e entrenós voltados entre si, formando unidades repetitivas. Os nós são aspresença de nós e entrenós voltados entre si, formando unidades repetitivas. Os nós são as
regiões de onde as folhas e as gemas axilares saem, e os entrenós são regiões caulinaresregiões de onde as folhas e as gemas axilares saem, e os entrenós são regiões caulinares
afilas entre dois nós.afilas entre dois nós.
 Assim,  Assim, existe existe uma uma classificação classificação para para tipos tipos de de crescimento crescimento das das plantas plantas como como oo
monopodial e o simpodial. O monopodial é quando a planta tem apenas uma gema apical emmonopodial e o simpodial. O monopodial é quando a planta tem apenas uma gema apical em
atividade. Já quando as plantas tem um crescimatividade. Já quando as plantas tem um crescimento simpodial é quando possuem duas ouento simpodial é quando possuem duas ou
mais gemas em atividade simultânea gerando caules ramificados. Suas atividades definem a
arquitetura de uma planta.
 A fotossíntese é o principal processo autotrófico e é realizada pelas plantas e
demais seres clorofilados. É o processo pelo qual a planta sintetiza compostos orgânicos a
partir da presença de luz, água e gás carbônico. Ela é fundamental para a manutenção de
todas as formas de vida no planeta, pois todas precisam desta energia para sobreviver. Os
organismos clorofilados (plantas, algas e certas bactérias) captam a energia solar e a utilizam
para a produção de elementos essenciais, portanto o sol é a fonte primária de energia. Os
animais não fazem fotossíntese, mas obtém energia se alimentando de organismos
produtores (fotossintetizantes) ou de consumidores primários.Tratando-se de sistema
reprodutor, as novas plantas são obtidas pela divisão celular (mitose) através de vários órgãos
vegetativos. As plantas propagadas vegetativamente são caracterizadas pelo alto grau de
heterozigose. Quando propagadas por via sexual, sua descendência apresenta alta
segregação.
Um tipo de sistema reprodutor também é a apomixia, que é um tipo de
reprodução assexuada que consiste na produção de sementes sem que antes ocorra
fertilização, tendo como resultado sementes que são geneticamente idênticas à planta mãe.
2.1. Gramíneas/Forragens
2.1.1. Coast-cross
• Origem: Estados Unidos
• Espécie: Cynodon dactylon.
• Uso principal: Pastagem/ feno.
• Reprodução : Sementes e mudas
•  Adaptação: Rústica
• Produção: 8-12 tonelada/hectare/ano.
• Clima: tropical e subtropical
• Obs: É resistente ao frio e ao calor do
nordeste brasileiro tolerando bem as
geadas e a forte estiagens.
2.1.2.Palha-da-Guiné
• Nome científico: Andropogon hirtus L.
var. genuinus Hyparrhenia podotricha
 Andersson ex Romero Zarco .
• Sub-espécie: hirta
• Família: Poaceae
• Ordem: Poales
• Sub-classe: Commelinidae
• Classe: Magnoliopsida
• Sub-divisão: Magnoliophytina
(Angiospermae)
• Divisão: Spermatophyta
• Tipo Fisionómico: Hemicriptófito
• Distribuição Geral: Nativo Região
Mediterrânica, W e C Ásia, E e Sul da
 África.
• Habitat/Ecologia: Terrenos incultos
• Época Floração: Março - Novembro
2.1.3. Brachiarinha
• Nome científico: Brachiária decumbens
• Família: Gramínea
• Ciclo vegetativo: Perene
• Forma de crescimento: Decumbente
•  Altura: Até 1.00m
• Resistência a seca: Alta
• Resistência ao frio: Média
• Resistência a umidade: Baixa
• Resistência a cigarrinha: Baixa
• Indicação: Bovinos
• Fertilidade do solo: Baixa/Média
• Época do Plantio: Estação chuvosa
• Tempo de formação: 90 a 120 dias
•  Altura do corte: 30cm/ retirar os animais
2.2. Arbustos
2.2.1. Arbusto Lilás
• Nome Científico: Syringa vulgaris
• Nomes Populares: Lilás, Lilás-comum
• Família: Oleaceae
• Categoria: Arbustos, Árvores, Árvores
Ornamentais, Cercas Vivas
• Clima: Continental, Mediterrâneo, Subtr 
opical, Temperado
• Origem: Ásia, Europa
•  Altura: 2.4 a 3.0 metros, 3.0 a 3.6
metros, 3.6 a 4.7 metros, 4.7 a 6.0
metros
• Luminosidade: Sol Pleno
• Ciclo de vida: Perene
2.2.2. Rosa do Japão
• Nome Científico: Kerria japonica
• Nomes Populares: Rosa-do-japão,
Roseira-do-japão, Kerria, Querria, Rosa-
 japonesa
• Família: Rosaceae
• Categoria: Arbustos, Cercas Vivas
• Clima: Mediterrâneo, Subtropical,Tempe
rado
• Origem: Ásia, China, Japão
•  Altura: 1.2 a 1.8 metros
• Luminosidade: Meia Sombra, Sol Pleno
• Ciclo de Vida: Perene
2.2.3. Cica
• Nome Científico: Cycas revoluta
• Nomes Populares: Cica, Palmeira-sagu,
Sagu
• Família: Cicadaceae
• Tipo: Arbusto
• Categoria: Arbustos, Arbustos
Tropicais, Bonsai,Plantas Esculturais
• Clima: Equatorial, Oceânico, Subtropical
, Tropical
• Origem: Ásia, Indonésia, Japão
•  Altura: 3.0 a 3.6 metros
• Luminosidade: Meia Sombra, Sol Pleno
• Ciclo de Vida: Perene
2.3.1. Mangueira
• Nome científico: Mangifera indica l.
• Família: Anarcadiaceae
• Região Nativa: Ásia
• Clima: Tropical e subtropical
•  Altura: 5 a 30 metros
• Forma: arredondada baixa a piramidal
alta, variando de baixa e densa a ereta
e aberta, e com folhas sempre verdes.
• Tipo de solo: textura média, bem
drenado, com profundidade de 2m
permeáveis e pH de 5,5 a 6,5.
• Resistência a seca: Alta
• Resistência ao frio: Média
2.3. Árvores
2.3.2. Pau-brasil
• Nome Científico: Caesalpinia echinata
• Nomes Populares: Pau-brasil, Arabutá,
Brasileto, Ibirapiranga, Ibirapita,
Ibirapitanga, Imirá-piranga,
Muirapiranga, Orabutã, Pau- de-
pernambuco, Pau-de-tinta, Pau-
pernambuco, Pau-rosado, Pau-
vermelho, Sapão
• Família: Fabaceae
• Categoria: Árvores, Árvores
Ornamentais, Bonsai
• Clima: Equatorial, Subtropical, Tropical
• Origem: América do Sul, Brasil Altura:
acima de 12 metros
• Luminosidade: Sol Pleno Ciclo de Vida:
Peren
2.3.3. Flamboyant
• Nome Científico: Delonix regia
• Nomes Populares: Flamboyant, Acácia-
rubra, Árvore-flamejante, Flamboiant,
Flor-do-paraíso, Pau-rosa
• Clima: Equatorial, Subtropical, Tropical
• Origem: África, Madagascar
•  Altura: 6.0 a 9.0 metros, 9.0 a 12 metros
• Luminosidade: Sol Pleno
• Solo: fértil, com irrigações periódicas no
primeiro ano.
• Ciclo de Vida: Perene
2.4. Palmáceas
2.4.1. Palmeira Leque de Fiji
• Nome Científico: Pritchardia pacifica
• Família: Arecáceas
• Categoria: Palmáceas
• Clima: Tropical, Tropical de altitude,
Tropical úmido.
•  Ambiente: Pleno Sol.
• Origem: Ilhas Fiji , Tonga
•  Altura: de 10 a 12 metros de altura
• Fruto: esférico, pequeno, de coloração
vermelha e depois preta, quando
maduro.
2.4.2. Areca Bambu
Nome Científico: Dypsis lutescens
Nomes Populares: Palmeira-areca, Areca,
 Areca-bambu
Família: Arecaceae
Categoria: Arbustos, Arbustos Tropicais,
Palmeiras
Clima: Equatorial, Subtropical, Tropical
Origem: África, Madagascar
 Altura: 3.0 a 3.6 metros, 3.6 a 4.7 metros,
4.7 a 6.0 metros, 6.0 a 9.0 metros
Luminosidade: Meia Sombra, Sol Pleno
Ciclo de Vida: Perene
2.4.3. Palmeira Azul
• Nome Científico: Bismarckia nobilis
•  Sinonímia: Medemia nobilis
• Nomes Populares: Palmeira-azul,
Palmeira-bismarckia, Palmeira- de-
bismarck
• Família: Arecaceae
• Categoria: Palmeiras, Plantas
Esculturais
• Clima: Equatorial,
Mediterrâneo,Subtropical, Tropical
•  Origem: Madagascar
•  Altura: acima de 12 metros
• Luminosidade: Meia Sombra, Sol Pleno
• Ciclo de Vida: Perene
2.5.1. Cipó-vermelho
• Nome Científico: Pyrostegia venusta
• Nomes Populares: Cipó-de-são-joão,
Cipó-vermelho, Flor-de-são-joão
• Clima: Equatorial, Subtropical, Tropical
• Origem: América do Sul, Brasil
•  Altura: 9.0 a 12 metros
• Luminosidade: Sol Pleno
• Ciclo de Vida: Perene
2.5. Trepadeiras
2.5.2. Amarelinha
• Nome Científico: Thunbergia alata
• Nomes Populares: Amarelinha, Bunda-de-
mulata, Bunda-de-negro, Carólia, Cipó-
africano, Cu-de-cachorro, Erva-cabrita,
Erva-de-cabrita, Jasmim-da-itália,
Jasmim-sombra, Maria-sem-vergonha,
Olho-de- poeta, Olho-preto, Suzana-dos-
olhos-negros
• Família: Acanthaceae
• Categoria: Plantas Daninhas, Trepadeiras
• Clima: Continental, Equatorial,
Mediterrâneo,Oceânico, Subtropical,
Temperado, Tropical
• Origem: África, África do Sul
•  Altura: 1.8 a 2.4 metros
• Luminosidade: Sol Pleno
• Ciclo de Vida: Anual, Perene
2.5.3. Ipoméia
• Nome Científico: Ipomoea cairica
• Nomes Populares: Ipoméia,
Campainha, Corda-de-viola, Corriola,
Glória-da-manhã, Jetirana, Jitirana
•  Família: Convolvulaceae
• Categoria: Plantas Daninhas,
Trepadeiras
• Clima: Equatorial, Mediterrâneo,
Subtropical,Temperado, Tropical
•  Origem: América do Sul, Brasil
•  Altura: 2.4 a 3.0 metros
• Luminosidade: Sol Pleno
• Ciclo de Vida: Anual
2.5.4. Unha de Gato
• Nome Científico: Ficus pumila
• Nomes Populares: Unha-de-gato,
Herinha
• Clima: Equatorial, Subtropical, Tropical
• Origem: Ásia, China, Japão, Vietnã
•  Altura: 9.0 a 12 metros
• Luminosidade: Meia Sombra, Sol Pleno
• Ciclo de Vida: Perene
Desde o tempo das cavernas, o homem primitivo usava elementos da
natureza como gravetos, pedras para fazer armas, fogueiras e utensílios mas, observando
os animais, viu que estes alimentavam-se de certos vegetais e, ao imitá-los, descobriram
que certas plantas alimentavam, outras serviam para curar enfermidades e outras ainda,
eram tóxicas provocando males. Mais tarde, observou que o caroço dos frutos que comiam,
quando jogados fora, depois de certo tempo germinava criando espécies iguais as que eles
usavam. Aí então, começaram a selecionar e cultivar plantas.
Com isso, o homem vem através dos tempos, desde o surgimento dos jardins
da antigüidade, tentando resgatar o contato com a natureza e seus elementos. As
transformações ocorridas na sociedade que podem ser caracterizadas pelos estilos próprios
de cada época e cultura. É fundamental estudar a história dos jardins, porque ele é o reflexo
do relacionamento humano com a natureza.
Os jardins vieram junto com a criação do mundo. O primeiro jardim a ser
apresentado ao homem foi o "Jardim do Paraíso", criado por Deus, e no qual Adão e Eva
foram os primeiros habitantes. A composição de flores, folhas, vegetações e animais eram
perfeitas neste jardim, onde se cultivava árvores de todas as espécies tanto para se
contemplar, como para se alimentar.
 A ciência e a tecnologia aprimoraram-se com a evolução das civilizações e o
paisagismo ocupou lugar de destaque nas atividades. Podemos observar o surgimento
dessa prática através das civilizações antigas.
Mesopotâmia
 A história das civilizações relata que os assírios foram os mestres das
técnicas de irrigação e drenagem, criando vários pomares e hortas formados pelos canais
que se cruzavam, mas este trabalho foi abandonado em razão da invasão árabe. Os textos
mais antigos relatam os jardins sagrados, onde os bosques eram plantados sobre os
zigurates.
 Assim nasceu os Jardins Suspensos da Babilônia, obra marcante da
 jardinagem da época, que une arquitetura, espiritualidade e paisagismo, sendo até hoje
uma das 7 maravilhas do mundo.
Tamareiras amenizavam o clima árido
onde jasmim, rosas, tulipas e álamos
cresciam banhados por sofisticado sistema
de irrigação, onde a crença vigente era
que os jardins dependiam da vontade dos
deuses.
Pérsia
Os persas construíram jardins de grande exuberância, com por árvores
frutíferas e flores aromáticas, recriando uma imagem do universo, constituindo-se de
bosques povoados por animais em liberdade, canteiros, canais e elementos monumentais,
formando os jardins-paraísos que se encontravam próximos aos palácios do rei. O jardim
persa cercado de altos muros feitos de tijolos, estritamente formal, as plantas utilizadas
eram: plátanos, ciprestes, palmeiras, pinus, rosas, tulipas, narcisos, jacintos, jasmins,
açucenas, etc.
Por meio da introdução de espécies floríferas no jardim, um novo conceito na
arte de construí-los foicriado, passando a vegetação a ser estimada pelo valor decorativo
das flores, sempre perfumadas, do que pelo aspecto de utilidade que possuíam
anteriormente.
O jardim era dividido em quatro zonas por dois canais principais em formato de
cruz e na intersecção deste se elevava uma construção que podia ser o pavilhão ou uma
fonte, representando as quatro moradas do universo, sim. Todo o conjunto possuía rosas e
outras flores perfumadas, como complemento de poesia, de introspecção e de muita beleza.
Egito
No Egito quando a
prosperidade deu espaço para as artes da
arquitetura e escultura, também o
paisagismo acompanhou o desenvolvimento.
O jardim egípcio desenvolvido de acordo
com a topografia do Rio Nilo era constituído
de grandes planos horizontais, sem
acidentes naturais ou artificiais. As
características dos monumentos egípcios -
com a rigidez retilínea e a geometria -
fizeram com que os jardins tivessem uma
simetria rigorosa e fossem e afinados com
os quatro pontos cardeais.
No Egito antigo, os jardins
repetiam as linhas retas e formas
geométricas em simetria do Oriente Médio.
Situavam-se próximos a templos e residências, formados por palmeiras,
sicômoros, figueiras e parreiras, tendo caráter mais prático que ornamental, tinham
principalmente a função de refrescar, por conta do clima quente e árido.
 As plantas usadas eram, em sua maioria, úteis e frutíferas. Eram organizados
em torno de uma ou mais piscinas. Elas serviam como viveiros de peixes, reservatórios de
água e como fonte de ar fresco para a casa, que se situava nas proximidades. As plantas
utilizadas eram: palmeiras, figueiras, videiras e plantas aquáticas. Osíris era o Deus da
reverenciada vegetação.
Grécia
Os gregos amavam a vida ao ar livre e mesmo tendo influências egípcias a
topografia acidentada fez em seus jardins ambientes assimétricos, mais próximos do que
encontramos na natureza.
Os jardins gregos, apesar de fortemente influenciados pelos jardins egípcios,
apresentaram diferenças notáveis em razão da topografia acidentada da região e o tipo de
clima. Os jardins possuíam características próximas das naturais, fugindo da simetria dos
egípcios. Desenvolviam-se em recintos fechados, onde eram cultivadas plantas úteis,
principalmente maçãs, pêras, figos, romãs, azeitonas, uva e até horta.
Colunas e esculturas faziam uma transação harmoniosa entre ambientes
internos e externos.
Os jardins também ficaram marcados por possuir esculturas humanas e de
animais mais próximas da realidade.
Seus jardins ocorriam em recintos fechados, onde cultivavam plantas
aromáticas e medicinais. Foi a partir deles que surgiu a ideia dos pomares.
Roma
Os jardins romanos são falhos quanto à
originalidade. Como características de tais jardins, pode-
se ressaltar a grandiosidade e a magnificência da
composição, as perspectivas vastas, que empregaram
como prioridade, a decoração pomposa, a valorização
para fins exclusivamente recreativos.
Eram principalmente santuários
sociais, onde se desfrutava de proteção frente às moléstias
do sol, vento, poeira e ruído das ruas. A sombra projetada pelas galerias com arcos reduzia
necessidade de arvoredo. As plantas eram colocadas em maciços elevados e os pátios se
ornamentavam com tanques para água, mesas de mármore e estátuas.
Os jardins romanos eram regulares ordenado e simples, com pequenas hortas.
Se desenvolviam em pequenos pátios e terraços com esculturas, fontes centrais, tanques,
piscinas e termas. Na parte externa, os jardins eram grandiosos, geralmente em terrenos de
nível irregular, compostos por vegetação suntuosa. Eles completavam a casa romana com
passeios e pórticos dispostos em todas as orientações
Jardins Medievais
Na idade média os jardins deram
lugar a igrejas rudes e pesadas. Tudo precisava
ser funcional e alamedas em cruz ditavam a
direção da religião dominante. Pomares em
mosteiros e ervas em praças era comum. O
estilo gótico retratava bem os jardins medievais.
O estilo de jardim desenvolvido nesta época
constitui da mistura desordenada e fragmentária
dos estilos anteriores. O que era bem
característico era a estrutura crucial da
composição. A interseção ortogonal das
alamedas e caminhos, nos jardins construídos
nos pátios internos das grandes construções
medievais, lembravam a cada momento o
símbolo da religião dominante.
Jardins Renascentistas
 A partir do século XVI, os jardins foram ganhando mais importância. Nessa fase
adquiriram valor estético e utilitário, principalmente na Itália, França e Inglaterra, onde se
transformaram em elementos fundamentais de composição da cidade renascentista e
barroca. No Renascimento, ocorre redescoberta da natureza, levando à criação dos primeiros
 jardins botânicos de plantas exóticas.
O Jardim Renascentista contava com uma simetria de arruamentos, talhe
geométrico de árvores alinhadas, jogos de água, canteiros geométricos de flores e dispunha-
se em terraços ligados por escadarias formando anfiteatros. Usavam-se materiais e
elementos imutáveis, plantas de folha persistente, esculturas de santos ou divindades,
escadarias e pérgolas em pedra, água parada ou em movimento provenientes de fontes,
cascatas ou repuxos.
Jardins Barrocos
 À semelhança do Jardim Renascentista, mas de uma forma mais exacerbada,
o Jardim Barroco era construído para evidenciar o poder do Homem e era dotado de uma
artificialidade extrema, funcionando o jardim como um palco. Através da ciência da óptica,
dispunham-se as plantas de modo a dirigirem o olhar do espectador e criarem ilusões para
as distâncias parecerem maiores ou menores.
 A topiária atinge, principalmente em França e com Versalhes, o auge com os
elaborados e complexos desenhos de sebes e de árvores e arbustos, com a função de criar
eixos e formas geométricas. As perspectivas alongam-se, rodeadas de fortes massas de
arvoredo sob declive ou terreno plano, sem prejudicar os diferentes pontos de vista.
Itália
Os Jardins Italianos foram
inspirados nos da Roma Antiga. Havia muito
contraste entre as formas naturais e as criadas
pelo homem. Possuíam flores como lírios,
roseiras e craveiros. Outras plantas
compunham os Jardins: violetas, túlipas,
gladíolos, mais tarde aparecem hortênsias e
petúnias e posteriormente magnólias,
gardénias e begónias. A topiária era de buxo e
constituía o elemento mais trabalhado do
 jardim. Possuía ainda canteiros de azevinho e
cipreste, pinheiros, oliveiras, loureiros e
limoeiro.
India
Na Índia, os jardins possuem
traçado geométrico e simétrico, composto por
canais, repuxos e canteiros de vegetação. Suas
características mais marcantes eram a
modulação, a decoração profusa e a temática
fantástica. Os jardins da Índia tiveram
inspiração nos jardins persas com a paixão
pelos jardins e o simbolismo, podendo ser
vistos pelo uso constante de lagos em formas
geométricas, fontes, percursos de água e plataformas de pedra.
 A Índia tem um clima tropical, o que influencia bastante no paisagismo, com
variadas topografias incluindo picos de montanhas, grandes rochas, rios, e vastas f lorestas. O
espaço ao ar livre é muito valorizado para o descanso, a meditação e a contemplação.
China
Na China as atividades
com jardinagem datam de 2.000 a.C,
onde se encontram paisagens muito
antigas de rara beleza e flora
riquíssima.
Os parques das casas
dos antigos imperadores valorizavam
a vegetação existente, sendo a tarefa
do jardineiro ordenar o que a natureza
oferece.
 Acreditava-se que no norte da China havia um lugar para os imortais.Como o
Imperador Wu não conseguiu encontrá-lo, decidiu então criá-lo na fantasia. Dessa maneira
surgiu o jardim “lago-ilha”. O “Lago ilha”  foi se multiplicando, se tornando conhecido pelo
continente até chegar no Japão em 607dc.Trata-se de uns dos jardins mais alegres e de
melhor traçado do mundo, com hortos de cerejeira, maciços imensos de azaleias e lírios,
rochas cobertas por flores e pinus, traduzindo o amor dos japoneses pela natureza.
França
 A princípio, o estilo francês se baseou nos jardins medievais, que utilizavam
canteiros com flores e ervas medicinais, sendo que havia também a horta que lhes concedia
o abastecimento. Mas, com o passar do tempo, novas ideias foram sendo introduzidas por
arquitetos italianos que trabalhavam na corte francesa. Com isso, pode-se dizer que os
 jardins franceses tiveram características semelhantes aos jardins italianos.
 As características desse estilo são a rígida distribuição axial, a simetria, a
perspectiva, o uso de topiárias e a sensação de grandiosidade. As formas geométricas
podiam ser percebidas tanto nos caminhos e passeios quanto na vegetação, admitindo-se
poucos desníveis. Os principais jardins foram construídos pelo famoso arquiteto/paisagista,
 André Le Notrê. Sua obra mais marcante foi o jardim do Palácio de Versalhes.
Jardim Inglês
O Jardim Paisagista Inglês do século XVIII surge com um conceito diferente em
relação à Natureza, no qual o Homem não se impõe, mas se harmoniza e admira; são feitas
relvadas e suaves modelações de terreno, permitindo a visão de belas perspectivas,
tornando-se dinâmico o traçado do jardim, sempre procurando imitar a natureza: disposição
orgânica de árvores e arbustos, caminhos sinuosos e água correndo naturalmente.
Utilizavam-se inúmeras plantas ornamentais, vindas de grandes expedições, e variedades
produzidas pelo Homem. Surgem os Jardins Paisagistas, que evocavam bosques e colinas
de formas harmoniosas. Com o Jardim Paisagista, as plantas deixam de possuir um
significado individual para possuir um significado coletivo.
Brasil
Na primeira metade do século XVII, em Pernambuco, durante a invasão
holandesa, por obra de Maurício de Nassau, da qual restou uma grande quantidade de
laranjeiras, tangerinas e limoeiros plantados, foi a mais antiga manifestação do paisagismo
no Brasil.
 A história documentada do paisagismo iniciou-se com a chegada de Dom João
VI em 1807, que destinou ao Jardim Botânico a vocação de fomentar espécies vegetais para
a produção de carvão, matéria-prima para a fabricação de pólvora.
Em 1809, Dom João VI invadiu a Guiana Francesa, revidando a ocupação de
Portugal pelos franceses. Como despojos dessa guerra, chegaram ao Brasil espécies
frutíferas como: abacateiro, lichieiro, caramboleira, jamboeiro, jaqueira, tamarindeiro, noz-
moscada, fruta-pão, dilênia e flor-de-abril.
Imigrantes portugueses, introduziram espécies exóticas e espécies nativas,
como: Alamanda, amarílis, birí, begônias, primaveras e petúnias.
O paisagismo ganhou forças com os preparativos para o casamento de D.
Pedro I com a arquiduquesa da Áustria. Surgiram, desta forma, os trabalhos do alemão
Ludwig Riedel, arquiteto paisagista que teve grande dificuldade para arborizar as ruas do Rio
de Janeiro, trabalho que ocupou o período de 1836 a 1860. Acreditava o povo que a sombra
formada pelas árvores era responsável pela
maleita, febre amarela, sarampo e até pelas
sarnas dos escravos.
Em 1858, D. Pedro I contratou o engenheiro agrônomo Glaziov que, pela
primeira vez, usou árvores floríferas no paisagismo. O efeito urbanístico do Rio de Janeiro
espalhou-se por outros estados porém, pela falta de técnicos especializados, nem sempre
com um estilo coerente. Assim, até hoje sobrevivem alguns arbustos tosados de diversas
formas.
4.1. Paisagista Clássico  – Frederick Law Olmsted
Frederick Law Olmsted é considerado o pai da arquitetura da paisagem norte
americana e um dos 10 Grandes Nomes da História do Paisagismo, sendo apreciado por
ser um teórico urbano muito importante, senão um dos mais influentes, nos finais do Séc.
XIX e início do Séc. XX.
Nasceu em 1822 em Connecticut, e durante a sua vida teve vários profissões
como marinheiro, escriturário, fazendeiro e etc.
Se mudou para NY em 1848 e em 1857, mesmo não possuindo diploma em
graduação, se tornou superintendente do Central Park, em seguida administrador e depois
arquiteto chefe da construção, sendo considerado pela história o primeiro profissional que
se dedicou à prática do desenho de paisagem.
Em 1885, Olmsted criou, em parceria com os filhos, o que foi considerado a
primeira firma de arquitetura paisagista a tempo inteiro. Em 1895, com 65 anos, forçado a
abandonar o negócio por senilidade, deixou os seus filhos
a continuar o seu legado. Morre em 1903, deixando um
importante trabalho sobre arquitetura paisagista.
Seu trabalho como paisagista começou em
1857 com o projeto do Central Park, em Nova York. Suas
belas paisagens reúnem o Prospect Park, em Brooklyn,
Esmeralda de Boston Colar, Biltmore Estate na Carolina
do Norte, Mount Royal, em Montreal, os motivos do
Capitólio dos EUA e da Casa Branca, Washington Park,
Park Jackson e Exposição Universal de 1893- Chicago.
Liderou o “Park  Moviment”,  onde adotou de modo significativo a presença de
parques nas cidades americanas. Para o arquiteto, o parque urbano representava ar puro, ou
seja, os “pulmões” da cidade. Nesse contexto, os parques foram construídos para atender  
necessidade de criação de espaços que se contrapunham as estruturas urbanas.
O arquiteto-paisagista buscou melhorar a qualidade de vida da sociedade norte-
americana defendendo a utilização econômica dos espaços livres, criando oportunidades de
recreação e também de preservação dos recursos naturais, controle de enchentes, proteção
os mananciais, utilização dos parques como locais de harmonia, onde se vai para escapar da
vida e repor a sanidade.
Utilizou em seus projetos corredores inseridos na paisagem, geralmente
baseados no saneamento das linhas de água e nas formas naturais do terreno,
acompanhados por vegetação natural, ou dispondo de características mais naturalizadas do
que o espaço envolvente, dispondo por vezes de acesso, a vistas cénicas ou históricas,
sendo denominados “corredores verdes”.
para o Central Park. A sua concepção central norteava-se em torno da ideia de igualdade
social. Para Olmsted, o espaço verde comum deve ser acessível a todos os cidadãos,
independentemente da classe. Era uma ideia à parte e revolucionária, de ordem tal que o
mandato de Olmsted como comissário do parque se transformou numa luta para o preservar.
O Central Park em Nova York
nasceu em 21 de Julho de 1853, quando o
legislativo estadual autorizou a cidade a
comprar mais de 323 ha de terra no centro de
Manhattan. Foi projetado pelo mais famoso
paisagista americano Frederick Olmsted e pelo
arquiteto inglês Calvert Vaux, que se
associaram e venceram o concurso do projeto
4.1.2. O Central Park
O parque possui muitos lagos artificiais, extensivas pistas para caminhada,
trilhas para cavalos, dois ringues de patinação no gelo (um dos quais se transforma em
piscina durante o verão), um zoológico, uma estufa, um santuário de vida selvagem, uma
grande área de bosques, um reservatório de água com 4 ha envolto em uma pista de corrida
entre outras atrações. Além disso, há 7 grandes gramados, campos e áreas menores;
O projeto de Olmstead e Vaux integra
elementos formais e pastorais através do parque e sua
concepção segue o pinturesco, onde a cada momento se
tem uma surpresa ao caminhar, pelo fato dos caminhos
serem curvos e a composição ter sido planejada para criar
ambientes variados, oferecendo aos visitantes desde
caminhos formais como The Mall e Literary Walk até os mais
selvagens, como o Ramble (caminho campestre).
4.1.3. Prospect Park, Brooklyn
Prospect Park é um
parque público na cidade de New
York City de Brooklyn. Foi projetado
por Olmsted e Calvert Vaux depois
de terem completado o Central Park
de Manhattan. O parque ocupa uma
área de 585ha e possui diversas
atrações. Olmstead dirigiu o projeto
total enquanto Vaux concentrou
suas atenções em pontes , edifícios
e outras estruturas do parque.
  Frederick
Olmstead escreveu: “Cada
metro da superfície do parque,
cada árvore e arbusto, assim
como cada arco, estrada, e
caminhar e foi colocado onde
está por um propósito.”  
 Abaixo o mapa de Prospect Park, Brooklyn, emitido logo após a sua conclusão
em 1867. Descreve o parque como um todo e inclui caminho , lagos, prédios, árvores, pedras
e medidas de elevação. As ruas e avenidas que cercam o parque também são observadas.
Este mapa revela o Prospect Park assim como concebido pelos arquitetos paisagistas, Vaux
e Olmstead.
4.2. Paisagista Contemporâneo  – Rosa Grena Klias
Rosa Grena Kliass é paulista de São Roque, formada pela FAU-USP em 1955.
Presidente da ABAP (Associação Brasileira de Arquitetos Paisagistas), e vice-presidente da
Região Ocidental (Américas) da IFLA - Federação Internacional de Arquitetos Paisagistas,
Rosa tem inúmeros projetos premiados de arquitetura, arquitetura paisagística,
planejamento ambiental e desenho urbano, e é autora de vários trabalhos publicados no
país e no exterior.
Quando Rosa se formou, não havia um campo profissional esperando por ela
do outro lado dos portões, mas sua turma foi a primeira a receber aulas de paisagismo na
faculdade. Do professor Roberto Coelho Cardoso, recém-chegado da Califórnia, adquiriu a
linguagem do desenho urbano. De Roberto Burle Marx, captou a intuição da arte. Então
inventou. Fez jardins de residências, foi buscar o poder público e, a partir de 1966, trabalhou
no desenho de parques e praças no que foi o primeiro plano paisagístico de São Paulo.
Rosa sempre foi uma mulher que lutou muito para a valorização dos espaços
urbanos e trabalhava para a valorização da mudança paisagística nos meios urbanos. Foi a
primeira arquiteta paisagista a projetar os térreos dos edifícios após a liberação dos espaços
para uso comum.
Para Kliass, o paisagista é um
criador de espaços. Assim como a arquitetura
cria espaços construídos, o paisagismo cria os
espaços em geral, que consistem na paisagem,
em tudo aquilo que podemos ver, ofrecendo
lugares saudáveis, locais agradáveis e trazendo
bem-estar para as pessoas.
O projeto paisagístico desenhou a alameda principal , margeada por pau-ferro,
que corta toda a extensão do parque. Ela é pavimentada com solo-cimento, que ajuda na
absorção do calor, contribuindo para a formação de uma ilha de temperaturas mais amenas.
Os demais passeios receberam cobertura com pedriscos.
4.2.1  – Parque da Juventude, São Paulo.
 A intervenção de Rosa Kliass no Parque da Juventude abrangeu a porção
central do solo, cuja topografia redesenhada oferece diferentes perspectivas de
contemplação do verde e do skyline da cidade.
O parque foi dividido em três partes: a Área Central, o Parque Esportivo e o
Parque Insitucional. “Nossa proposta era criar um oásis urbano , onde os visitantes
pudessem sentar à sombra das árvores para ler um livro ou descansar”, resume José Luiz
Brenna, co-autor do paisagismo, sobre a Área Central do parque. Essa intenção justifica a
ausência de infra-estrutura para atividades
físicas no local. Os únicos equipamentos
existentes ali são os bancos de concreto com encosto de madeira e os cestos de lixo em aço
inoxidável. No parque Esportivo, na porção sul do caminho central, foi criado um trajeto
secundário, definido por linha sinuosa, onde estão implantadas áreas de estar e recreação
infantil. Além dessas duas áreas, há o Parque Institucional, onde se encontram a biblioteca,
ponto de acesso a internet e escolas técnicas.
O contraste com o cenário preexistente foi feito com o plantio de 25 espécies de
árvores, como pata-de-vaca, paineiras, jerivás e sibipirunas, organizadas em pequenos
maciços. O complemento fica por conta de grandes áreas gramadas e canteiros com
forrações de fácil manutenção, como vedélia, agapanto, neomárica e íris-da-praia.
Outro acréscimo do paisagismo são três escadas com estrutura de aço corten
e degraus vazados de madeira. Elas dão acesso ao passadiço, de onde se tem interessantes
pontos de vista do conjunto.
4.2.2- Reforma Vale do Anhangabaú, SP
O projeto paisagístico é composto por desenhos bastante geometrizados, tanto
dos pisos quanto dos recantos. Destaca-se no projeto o uso misto de vegetação como
elemento escultórico e compositivo nas áreas de grande circulação e tratamento de jardim
nas áreas próximas aos edifícios.
No início da
década de 1980 a prefeitura de
São Paulo promoveu um
concurso público para a
remodelação do Vale do
 Anhangabaú. Os arquitetos
Jorge Wilheim, Jamil José
Kfouri e Rosa Grena Kliass
foram os vencedores, propondo
a criação de uma grande laje
sobre as avenidas existentes no
local em altura suficiente para
ligar os dois lados do Vale, com
o tráfego de automóveis abaixo
e recriando a área verde entre
os viadutos do Chá e Santa
Ifigênia. É ele o que atualmente
existe no local.
5.1. Horto
No dia 19 de fevereiro de 2014, foi realizada uma
visita ao horto botânico da Universidade Católica de Brasília,
construído há 10 anos, com a presença do coordenador do horto,
biólogo, ex-curador do instituto Inhotim e doutor em botânica,
Eduardo Gonçalves. Durante o percurso até o horto, a
professora Iara foi nos apresentando algumas das espécies
vegetais encontradas na universidade, citadas abaixo.
5.1.1- Pata de Vaca (Bauhin ia foticata)
 Arbusto ou árvore pequena, de até 9 m de altura. Tronco
tortuoso e ramos jovens com espinhos. Folhas compostas,
com 2 folíolos germinados com forma que lembra o casco
de boi. Inflorescência em cacho terminal, com flores
grandes, longas, estreitas estriadas, rugosas e brancas.
Fruto vagem alongada, pontiaguda, que se abre, liberando
as sementes. É uma planta medicinal, muito utilizada para
complementar o tratamento medicamentoso da diabetes.
5.1.2- Guapuruvu (Schizolobium parahyba)  Árvore da
família das fabáceas, notável pela sua velocidade de
crescimento que pode atingir 3m por ano. Planta
decídua, heliófita, pioneira e exclusiva da Mata Atlântica.
De tronco elegante, majestoso, reto, alto e cilíndrico,
casca quase lisa, de cor cinzenta muito característica.
Flores grandes, vistosas, amarelas.
5.1.3- Bromélia (Bromeliacea)
Caule reduzido, folhas longas, estreitas e curvas,
dispostas em camadas circulares. Resistente e de fácil
adaptação, graças ao seu sistema de absorção de água e
nutrientes, que ocorre pelas folhas cobertas de escamas
ou nas rosetas que armazenam água.
5.1.4- Boldo de jardim (Plectranthus barbatus)
 Arbusto originário da África. Atinge de 1 a 2 metros de
altura, apresenta folhas aveludadas e produz flores
azuladas. Indicado como analgésico, estimulante da
digestão e combate azias. eu uso é eficaz no combate a
males hepáticos.
5.1.5- Pata de elefante (Beaucarnea recur vata)
É um tipo de planta arbustiva, possui textura
semilenhosa e com um aspecto escultural. Quando se
torna adulta pode chegar a medir em torno de 5 metros.
Trata-se de um tronco ornamental que possui a base
dilatada para poder fazer o armazenamento de água,
característica desenvolvida para que ela pudesse
sobreviver a grandes períodos de estiagem.
5.1.6- Cica (Cycas revolu ta)
O gênero cyca tem mais de 50 variedades. Pode
desenvolver uma altura de 2,0 metros ou mais, mas seu
crescimento é muito lento, cerca de 4 cm ao ano.
O tronco lembra uma palmeira, lenhoso a semilenhoso,
com ou sem ramificações. As folhas são dispostas em
coroa, grandes e podem atingir de 1,20 a 1,50 de
comprimento por 15 ou 20 cm de largura. Os folíolos
numerosos são finos e rígidos de ponta aguçada.
5.1.7- Ginkgo biloba (Ginkgo bi loba L.)
Nativa da Coréia, China e Japão, a Ginkgo biloba é uma
árvore que chega a 40m de altura e pode viver 4 mil anos”.
Sua longevidade deve-se à grande capacidade de suportar
insultos tóxicos e à resistência a infecções. Extratos de
suas folhas encontram-se na farmacopéia chinesa antiga e
atual para o tratamento de disfunções cardiopulmonares,
bem como para promover a longevidade.
São árvores caducas, isto é, que perdem todas as folhas
no inverno. As folhas ficam amareladas no verão.
O horto da Universidade Católica de Brasília foi construído para o estudo de
plantas para o curso de biotecnologia. No entanto, acabou virando quase um jardim botânico,
servindo para vários outros cursos como Biologia, Química e Farmácia. Agora ele está sendo
pensado e repensado no campo do Paisagismo.
O conceito do horto hoje é a introdução de novas espécies, testes com as
antigas e a introdução de uma nova maneira de trabalhar.
Segundo o biólogo Eduardo, o Paisagismo é uma arquitetura mais complexa,
por lidar com seres vivos. As plantas são estruturas construtivas que não param de crescer e
se transformar ao longo do tempo e a função do Paisagismo é direcionar essa força da
maneira certa.
O elemento construtivo tem que trabalhar a seu favor, adaptando a espécie as
suas necessidades. Nenhuma planta nasceu doméstica, todas elas um dia foram espécies
selvagens, até um dia alguém resolver utilizá-la para ornamentação e assim elas foram se
adaptando.
Hoje em dia, por exemplo, utilizar-se de uma espécie que não precise ser
irrigada, é muito importante para se evitar o desperdício de água. Essa é uma das obrigações
do paisagista: entender as necessidades do cliente e oferecer a ele algo diferente.
No horto encontramos algumas espécies vegetais incomuns, como a planta do
cerrado mostrada na figura abaixo, de coloração esbranquiçada e que está sendo utilizada
para testes.
O Eduardo nos apresentou a novas plantas que ainda são pouco utilizadas,
como a Efedra, uma planta do sul do Brasil, que adquire o formato de bola e é uma opção
mais econômica para ornamentação, por precisar ser podada apenas uma vez por ano. Além
disso ela necessita de pouca água, porém é esquecida nos projetos paisagísticos.
Encontramos no horto inúmeros tipos de espécies vegetais, inclusive plantas
aquáticas, mostradas na figura abaixo. Entre elas, a que mais chamou atenção foi a Planta
Mosaico.
5.1.8- Efedra (Ephedra sinic a)
Planta da família das Ephedraceae, usada na China
há mais de 5000 anos para tratar problemas de asma
e infeções respiratórias. Cresce 30 a 50 cm em altura,
tem caules longos e finos, e pequenas folhas
reduzidas a escamas nas ligações. Propaga-se a
partir da semente no outono, ou pela divisão das
raízes na primavera ou no outono. Cresce sobretudo
em áreas desérticas e requer solo seco.
 A visita foi muito importante e esclarecedora para a matéria de Projeto de
Paisagismo, sendo apresentadas aos alunos uma grande variedade de plantas que podem
ser estudadas mais afundo. No horto há mais de 1.000 espécies, e conhecendo algumas
delas a turma já pôde expandir seus horizontes para a elaboração de futuros projetos
paisagísticos.
5.1.9- Planta Mosaico (Ludwigia sedioid es)
Planta flutuante, em forma de mosaico e coloração que
pode variar entre vermelho e verde. Bastante utilizada
em lagos para cobertura de superfície e eliminação de
algas.
Encontrada na Amazônia, dá graciosas flores
amarelas com 5 cm de diâmetro, que produzem
pequenos frutos com muitas sementes. A Planta Mosaico
atinge o tamanho de 10 a mais de 50cm. Desenvolve-se
livre ou enraizada ao solo e a pleno sol.
5.2. Brasília
No dia 12 de março de 2014, foi realizada uma visita por Brasília, na quadra
201 sul, no Setor Bancário Sul, Eixo Monumental e Setor Militar Urbano com o intuito de
conhecermos mais sobre o projeto paisagístico da cidade.
 As fotos abaixo mostram o cinturão verde de cada quadra, feito com espécies
vegetais arbóreas de grande porte para dar a impressão de ser uma floresta contínua.
 A quadra comercial (comércio local que faz parte da escala residencial), divide
a escala gregária (plataforma rodoviária e setores de diversões, comerciais, bancários,
hoteleiros, médico-hospitalares, de autarquias e de rádio e televisão Norte e Sul), da escala
residencial (superquadras).
Em direção ao Setor Bancário Sul, notamos um espaço limite entre as escalas
em que o arquiteto e o paisagista não trabalharam, mostrado nas imagens abaixo. Olhando
pra ele não o reconhecemos como pertencente ao Plano Piloto, pode ser qualquer outro
local.
Vegetação de forragem - gramas, cicas e gramíneas no jardim do Edifício
Matriz da Caixa Econômica Federal:
Notamos no
Setor Bancário uma
configuração espacial de
defesa típica dos castelos
medievais: uma única
entrada , rodeada por
água para dificultar o
acesso que se dá através
da rampa, usando uma
plataforma.
Existem
passagens subter-
râneas entre as escalas
gregária e residencial,
porém os pedestres não
as utilizam, devido as
péssimas condições em
que se encontram .
 A escala
gregária é construída em
locais impermeáveis,
portanto a vegetação
existente são arbustos e
gramíneas, como
podemos notar no jardim
do Banco Central.
 A característica da escala gregária é ser extremamente edificada, e para
realizar o conforto térmico não é necessário ser usada somente a vegetação, mas também
a cobertura dos edifícios.
No edifício do FNDE, encontramos um paisagismo que não conversa com a
arquitetura do prédio: palmeiras que não tem a menor relação com o local, servindo apenas
para marcar a sua entrada . Por serem elementos que indicam verticalidade, estão fora do
contexto do edifício que tem a predominância de elementos horizontais.
Deve-se tomar bastante cuidado com esse tipo de vegetação desassociada
do edifício no paisagismo.
 A figura abaixo mostra o jardim ornamental do edifício Banco do Brasil, sem
nenhuma funcionalidade, em que não se foi pensado em assentos, ou proteção solar, tendo
função meramente estética.
Na  transição entre a
escala gregária e o Eixo
Monumental, a diferença entre
vegetação e área construída fica
mais acentuada.
No Palácio do Itamaraty, encontramos um paisagismo feito com vegetação
específica de locais úmidos, jardins aquáticos, um cenário de vegetação de vereda e do
seu lado esquerdo uma vegetação símbolo do cerrado e da caatinga.
Uma das espécies vegetais que compõem o paisagismo do Itamaraty são a
Espatódea e a Caliandra.
Chegamos a Praça dos Três Podres,
que é uma praça mineral e vegetal ao fundo, que é
composto por vegetação do cerrado, formada por
um amplo espaço aberto.
 A praça propriamente dita demonstra
existência apenas do próprio revestimento do piso,
sem vegetação, assumindo um aspecto “seco”,
sinal da filiação estética a arquitetura européia.
5.2.1- Espatódea (spathodea
campanu lata )
 Árvore exótica muito comum no
paisagismo de espaços públicos
no Brasil. De crescimento rápido,
seu porte pode atingir 24 metros.
 As folhas são grandes, opostas e
são compostas por numerosos
folíolos alongados e oval-
lanceolados. As flores são
vermelho-alaranjadas.
5.2.2- Caliandra (Call iandra tweedii)
Planta arbustiva, lenhosa e muito florífera.
 Apresenta caule ramificado e folhas compostas,
bipinadas e opostas, com folíolo pequenos, de
cor verde escura. As inflorescências são do tipo
umbela, com flores pentâmeras e vermelhas. É
uma espécie muito ornamental, excelente para
formar cercas vivas topiadas.
Deve ser cultivada a pleno sol, em solo fértil,
drenável, sem cuidados especiais pois é
bastante rústica.
O renque de palmeiras imperiais localizadas no canteiro lateral do espelho
d’água  no anexo do Congresso Nacional foi trazido por Juscelino Kubitschek do Rio de
Janeiro e é um elemento que imprime verticalidade ao conjunto, O seu uso, sugerido por
Le Corbusier, acaba por assumir um importante caráter simbólico.
 A praça tem monumentalidade por ter um só tipo de piso e pele.
5.2.2- Palmeira Imperial (Roystonea
oleracea)
Palmeira originária das Antilhas, Colômbia e
Venezuela, destaca-se entre as palmeiras mais
imponentes, majestosas e notáveis.
É uma palmeira de porte grande podendo
chegar até 40 m de altura e o diâmetro da copa
de 5m. É cultivada em pleno sol e requer
lugares espaçosos. Folhas pinadas, arqueadas,
de 2-4 m de comprimento, dispostas na copa
de forma algo pendente, com pinas numerosas,
estreitas, inseridas em planos diferentes
formando duas fileiras.

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