Sistema Imunologico
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Sistema Imunologico


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Sistema Imunológico 
Diariamente, contactamos com milhões de microrganismos. A maior parte desses 
microrganismos não é perigosa, mas muitos outros são agentes patogenicos \u2013 capazes de 
provocar doenças. 
O modo de transmissão destes agentes pode ser através de: 
\uf0ea Contacto; 
\uf0ea Espirros; 
\uf0ea Tosse; 
\uf0ea Expetoração; 
\uf0ea Picadas de animais; 
\uf0ea Relações sexuais; 
\uf0ea Inalação. 
Dos agentes patogenicos, focamos os vírus e as bactérias. 
Pontos comuns entre os vírus e as bactérias: 
*Reproduzem-se e são constituídos por moléculas que pertencem ao mundo vivo \u2013 
apresentam um património genético. 
 
Vírus 
São seres acelulares (não possuem estrutura 
celular e por isso necessitam de parasitar outra 
célula para reproduzir-se, utilizando o 
metabolismo da célula hospedeira). 
Um vírus não pode ser constituído 
simultaneamente por DNA e RNA. 
O ácido nucleico é rodeado por uma camada 
proteica chamada cápside, possuindo (por 
vezes) algumas 
enzimas. 
Muitos vírus 
possuem ainda um 
invólucro externo 
semelhante à 
membrana das 
células, produzido 
pela célula 
hospedeira onde 
eles se multiplicam. 
São parasitas 
intracelulares 
obrigatórios \u2013 só 
manifestam 
características vitais dentro de células vivas por eles invadidas. 
São incapazes de se reproduzir e realizar o metabolismo de modo autónomo. Invadem células 
e assumem o comando da sua maquinaria metabólica para se reproduzirem. Utilizam os 
organelos da célula invadida e as reservas bioquímicas da mesma para a produção de 
proteínas e ácidos nucleicos virais. 
Bactérias 
São células procarióticas. 
O DNA forma uma molécula (normalmente circular) no seio do citoplasma \u2013 não está rodeado 
pelo invólucro nuclear. 
Muitas bactérias têm também pequenos anéis de DNA \u2013 plasmídeos \u2013 que contêm genes 
acessórios. 
O seu material genético é designado por nucleoide \u2013 já que não forma um verdadeiro núcleo. 
As bactérias não possuem organelos membranares, mas sim ribossomas e todas as estruturas 
necessárias à realização de biossínteses e transformações energéticas. 
A reprodução das bactérias faz-se por divisão binária. (replicação do DNA. Separação das duas 
cópias, que se afastam em sentidos opostos. A membrana celular dobra-se para o interior e 
forma uma dupla camada a meio da célula, ocorrendo a divisão do citoplasma). 
LIQUIDOS CIRCULANTES DO ORGANISMOS E OS ÓRGÃOS DO SISTEMA IMUNITÁRIO 
Constituintes do sistema imunitário: 
Nos vertebrados, consideramos que fazem parte do sistema imunitário: 
\uf0ea Vasos linfáticos; 
\uf0ea Órgãos e tecidos linfoides; 
\uf0ea Células efectoras. 
 
\uf0ea Órgãos linfoides: 
\u2794 Primários: 
Estruturas envolvidas na produção e maturação de leucócitos. 
(Timo e Medula Óssea.) 
\u2794 Secundários: 
Órgãos envolvidos na captura e destruição de agentes agressores 
externos. Locais de circulação e armazenamento das células 
imunitárias. (Adenoides, amígdalas, gânglios linfáticos, baço, 
apêndice, tecido linfático associado a mucosas.) 
\uf0ea Células efectoras: 
\u2794 Granulares: 
Células com núcleo POLILOBADO e grânulos citoplasmáticos 
específicos. 
Neutrófilos: células muito ativas que patrulham o corpo, fagocitando bactérias e outros 
corpos estranhos, constituindo a primeira linha de defesa contra a invasão de 
microrganismos; 
Basófilos: células produtoras de mediadores químicos de reações inflamatórias (como a 
histamina). Podem realizar fagocitose, mas de uma forma muito lenta. Têm um núcleo 
volumoso, irregular e retorcido, por vezes em forma de S. 
Eosinófilos: realizam fagocitose de forma mais lenta que os neutrófilos, já que são 
geralmente mais seletivos. A sua ação dirige-se especialmente contra parasitas, colocando-
se junto à sua parede, libertando enzimas que os destroem. Com núcleo, geralmente 
bilobado. 
\u2794 Agranulares: 
Células com núcleo grande, mais ou menos esférico ou em forma de rim, sem grânulos no 
citoplasma. 
Linfócitos: existem dois tipos principais destas duas células, os linfócitos B e os linfócitos 
T. Os primeiros podem diferenciar-se em plasmócitos que produzem anticorpos, 
enquanto que os segundos não libertam anticorpos, mas reconhecem e ajudam a destruir 
agentes patogénicos. Células com núcleos esféricos, que resultam da diferenciação de 
células da medula óssea, chamadas linfoblastos. 
Monócitos: são capazes de abandonar os vasos, migrando para os tecidos, nos quais se 
diferenciam em células fagocitárias de grandes dimensões: os macrófagos. São muito 
eficientes na fagocitose de protozoários, vírus e células em degenerescência. Apresentam 
o núcleo em forma de rim, ferradura ou ovoide. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
\uf0ea Os fagócitos são células com capacidade fagocitária, das quais se destacam os granulócitos e 
os monócitos. Os monócitos diferenciam-se em macrófagos, que se espalham por todo o 
organismo, prontos a atuar sobre corpos estranhos. 
 
\uf0ea Os linfócitos são células fundamentais na resposta imunitária. Existem dois tipos principais de 
linfócitos \u2013 os B e as T. Estas células atuam de diferente modo na defesa do organismo e 
distinguem-se por recetores membranares que possuem, q lhes permitem reconhecer corpos 
estranhos. 
Linhas de defesa do organismo 
 
Cada indivíduo é bioquimicamente único. 
Esta individualidade é definida pela presença na superfície das células de macromoléculas 
(glicoproteínas) que são diferentes das macromoléculas das células dos indivíduos de outra 
espécie, de outro indivíduo da própria espécie e por vezes mesmo de outras células do mesmo 
indivíduo q experimentaram mutações. 
Essas moléculas funcionam como marcadores celulares e são a expressão de genes que 
existem sob diferentes formas alélicas. 
As linhas de defesa do organismo são variadas. Algumas estão presentes em todos os seres 
multicelulares e constituem a imunidade inata. 
Outras foram adquiridas mais tardiamente na evolução das espécies, só aparecendo nos 
vertebrados, e constituem a imunidade adaptativa. 
Imunidade: diversos processos fisiológicos que permitem ao organismo reconhecer corpos 
estranhos ou anormais, neutralizá-los e eliminá-los. 
O sistema imunitário tem funções não só em relação a agentes estranhos, mas também na 
eliminação de células lesionadas ou já envelhecidas e na destruição de células mutantes ou 
anormais que se formam no organismo (vigilância imunitária \u2013 das principais defesas contra o 
cancro). 
Os mecanismos de defesa em relação a agentes estranhos 
(internos ou externos), independentemente do tipo de 
corpo e dão-se sempre do mesmo modo. 
Os mecanismos de defesa específica implicam células que 
têm uma ação específica sobre determinados agentes 
invasores. 
Defesa não específica 
Os mecanismos envolvidos na defesa 
não especifica fazem parte da 
IMUNIDADE INATA, pois não são 
intrinsecamente afetados pelo 
contacto prévio com o agente 
invasor. 
Impedem a entrada de agentes patogénicos ou destroem-nos quando estes penetram no 
organismo. 
\uf0ea Barreiras anatómicas 
São as primeiras linhas de defesa do organismo contra a entrada de corpos estranhos. 
\u2794 Pele: primeira barreira mecânica e química para os corpos estranhos. Tem uma 
camada de células mortas que constituem a camada córnea protetora. Também células que 
asseguram a imunidade cutânea \u2013 são muito ramificadas, e por isso captam corpos estranhos, 
degradam-nos e apresentam fragmentos moleculares dos constituintes aos linfócitos T; 
\u2794 Pelos das narinas; 
\u2794 Mucosas: forram as cavidades do corpo que abrem para o exterior e segregam muco 
que dificulta a fixação de microrganismos e a sua multiplicação nessas mucosas. 
\u2794 Secreções e enzimas: algumas glândulas segregam substâncias que são tóxicas para 
muitas bactérias, impedindo a sua progressão no organismo. Também existem células 
secretoras de muco que