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teoria da psicanalise 2

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TEORIA DA PSICANÁLISE
EDUCAÇÃO FÍSICA
TURMA: 1ºA TARDE
ALUNOS: ALYSSON BATISTA 
 ITALO 
 MOAB
 PAULO FERNANDO
 THAYNÃ IASMIM
 VICTOR
EDUCAÇÃO FÍSICA
TURMA: 1º A TARDE
ALUNOS(A) PAULO FERNANDO, THAYNÃ IASMIM, VICTOR, MOAB, ALYSSON BATISTA, ITALO
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Introdução a Psicanalise
A psicanálise, apesar de ter surgido apenas como um método de tratamento das neuroses, se configurou posteriormente em uma teoria geral da mente, uma terapia para os problemas anímicos, um instrumento de investigação e uma profissão. Se trata de um complexo fenômeno intelectual, médico e sociológico. Como um teoria da mente humana, ela fornece uma topografia hipotética do aparelho psíquico dividido em três sistemas, a saber: inconsciente, pré-consciente e consciente. Mas como afirma Tallaferro (1996), eles não devem ser concebidos como estruturas rígidas e delimitada sem três planos distintos. Antes, devem ser considerados como forças, como investimentos energéticos que se deslocam de certa forma, que têm um tipo de vibração específico. Dentro desses campos ou “regiões”, encontram-se as três instâncias chamadas id, ego e superego.
Introdução a Psicanalise
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Instância Id
O id é a instância psíquica mais arcaica e se encontra totalmente no inconsciente. É onde se localizam as pulsões, e tem conexão íntima com o biológico. (TALLAFERRO, 1996). Segundo Mednicoff (2008), “o id está voltado a satisfazer nossas necessidades básicas desde o começo da vida. A atividade dele consiste em impulsos que buscam o prazer. Ele procura adquirir gratificação imediata e não suporta frustração. É aquele nosso lado instintivo que não mede as consequências dos atos para se satisfazer”
Instâncias Ego e Superego
Já o ego, assim como o superego, é formado a partir do id. Segundo Tallaferro (1996), o ego nada mais é, para Freud, “do que uma parte do id modificado pelo impacto ou a alteração das pulsões internas e dos estímulos externos”. De acordo com Mednicoff (2008), para compreender a formação do ego a partir do id devemos observar a vida dos bebês. Quando estão com fome, sujos ou com alguma necessidade, eles choram e quase que imediatamente seus cuidadores atendem aos seus pedidos. Mas à medida que crescem, percebem que nem sempre podem conseguir tudo o que desejam, e dessa forma precisam se adaptar às exigências e condições.
Freud distinguiu três níveis de consciência em sua inicial divisão topográfica da mente:
-Consciente;
-Pré-consciente;
-Inconsciente.
O consciente (al. das Bewusste), que abarca todos os fenômenos que em determinado momento podem ser percebidos de maneira conscientes pelo indivíduo;
O pré-consciente (al. das Vorbewusste), refere-se aos fenômenos que não estão conscientes em determinado momento, mas podem tornar-se, se o indivíduo desejar se ocupar com eles;
O inconsciente (al. das Unbewusste), que diz respeito aos fenômenos e conteúdos que não são conscientes e somente sob circunstâncias muito especiais podem tornar-se. (O termo subconsciente é muitas vezes usado como sinônimo, apesar de ter sido abandonado pelo próprio Freud.)
Primeiramente acreditava-se que o homem, sendo um ser racional, conseguiria controlar os seus impulsos através da vontade, negando a existência do inconsciente.
Esta teoria foi contestada por Freud cujo objetivo de estudo era o inconsciente, onde este acreditava estar a ligação entre todos os acontecimentos mentais.
O psiquismo humano é encarado por Freud como um icebergue, do qual apenas uma pequena parte emerge da superfície da água.
A parte emersa corresponde ao consciente. Nele estão os raciocínios, os pensamentos e as percepções que a pessoa é capaz de voluntariamente evocar e controlar segundo as suas necessidades ou desejos e conveniências do meio social.
Freud refere ainda o pré-consciente (faz a ligação entre o consciente e o inconsciente), o qual corresponde, no icebergue, a uma zona flutuante de passagem entre a parte visível e a oculta. É constituído por conteúdos psíquicos (memórias, conhecimentos armazenados) que podem ser recuperados de forma relativamente fácil. A sua função é impedir a manifestação de pulsões socialmente inaceitáveis, ocorrendo o recalcamento. O recalcamento é um processo normal e indispensável ao equilíbrio psicológico e social do indivíduo; porém, há limites para além dos quais pode ocasionar o aparecimento de comportamentos neuróticos. É em especial destes casos que a psicanálise se ocupa.
A parte submersa corresponde ao inconsciente, formado por instintos, pulsões e desejos, muitos dos quais são socialmente inaceitáveis. O inconsciente é como um vasto contentor, onde estão depositados impulsos e motivos de base biológica. As duas categorias de instintos existentes no inconsciente humano são Eros (deus grego do amor) e Thanatos (deus grego da morte). Eros simboliza o instinto de vida que assegura as necessidades básicas: alimento, bebida, sexo; Thanatos representa o instinto de morte que está presente em todos os comportamentos agressivos e destrutivos.
O conjunto de pulsões e desejos inconscientes, essencialmente os de natureza sexual, possuem um dinamismo próprio cujo papel na determinação do comportamento humano é superior aos dos fenômenos conscientes.