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EDEMA E EFUSÕES Patologia Distúrbios que afetam funções cardiovascular, renal ou hepática > acúmulo de líquido nos tecidos (edemas) ou nas cavidades corporais fechadas (efusões) Principais alterações que atuam formando edemas: Integridade vascular Desequilíbrio das forças de Starling Pressão hidrostática Pressão osmótica Pressão coloidosmótica Inflamações Obstruções linfáticas Aumenta pressão hidrostática ou diminui pressão coloidosmótica > aumento da saída de líquidos dos vasos Taxa de saída de líquido excede capacidade de drenagem linfática > acúmulo de líquido Os líquidos de edemas e efusões podem ser inflamatórios ou não Transudatos: Não inflamatório Baixo teor de proteínas Menos denso Líquido claro Permeabilidade vascular preservada Exudatos: Inflamatório Rico em proteínas Mais denso Inflamação > libera mediadores químicos > aumenta permeabilidade vascular Líquido turvo Aumento da pressão hidrostática > disfunções que impedem o retorno venoso Obstrução localizada > edema na parte afetada (ex> TVP) Aumento sistêmico da pressão venosa > edemas generalizados (ex: ICC) Redução da pressão osmótica plasmática > edema Albumina é a principal responsável por essa pressão > diminuição da albumina leva a redução da pressão > doenças hepáticas graves, desnutrição proteica, sd nefrótica Retenção de Na+ e H2O > aumenta pressão hidrostática Obstrução linfática > linfedema Ex: filariose Edema inflamatório: Provocado por inflamações, em especial agudas Liberação de mediadores químicos > vasodilatação > aumenta pressão hidrostática > aumenta permeabilidade Tipos de mediadores químicos: De ação rápida: Serotonina e histamina > vasodilatação e aumento da permeabilidade De ação prolongada: liberados durante todo o processo inflamatório, até que o agente seja eliminado totalmente Bradicinina e Prostaglandina > vasodilatação, aumento da permeabilidade, quimiotaxia Liberados principalmente pelos mastócitos DERRAME PLEURAL (slides 27 - 42) MORFOLOGIA Microscopicamente: clareamento e separação da MEC e discreta tumefação celular Mais comumente observado nos tecidos subcutâneos, pulmão e cérebro Distribuição geralmente influenciada pela gravidade > edema gravitacional Cacifo: sinal feito pela pressão digital sobre o tecido subcutâneo, que desloca o líquido intersticial e deixa uma depressão HIPEREMIA E CONGESTÃO É o aumento do volume sanguíneo em um órgão/tecido Hiperemia = aumento do suprimento sanguíneo arterial = ATIVA Causas: Aumento da demanda funcional Influência neurogênica Inflamação Congestão = aumento de sangue por redução da drenagem venosa = PASSIVA Causas: Alterações do coração Obstrução da circulação (ex: trombos) Compressão extrínseca das veias Consequências: Aumenta pressão hidrostática > edema Aumenta tamanho dos órgãos Crônico > hipóxia > morte/degeneração HEMOSTASIA e HEMORRAGIAS Hemostasia = processo em que o sangue coagula nos locais de lesão vascular Distúrbios hemorrágicos = sangramento excessivo decorrente de mecanismos hemostáticos insuficientes Distúrbios trombóticos = formação de coágulos/trombos no interior dos vasos ou nas câmaras cardíacas Fases da hemostasia: Primária = formação do tampão plaquetário Descontinuidade do endotélio > expões fator de von Willebrand (vWF) e colágeno > aderência e ativação plaquetária Plaquetas vão secretar produtos como o ADP (vai estimular a formação do tampão primário) e sintetizar tromboxane A2 (TXA2) Agregação plaquetária = plaquetas vão expor fosfolipídios importantes na via intrínseca da coagulação Ativação das plaquetas muda a conformação delas (discos arredondados para placas achatadas), aumentando sua área superficial Secundária = deposição de fibrina Fator tecidual (proteína pró-coagulante) > se liga e ativa o fator VII > cascata > formação de trombina Terciária = estabilização e reabsorção do tampão Fibrina + plaquetas > contraem > tampão permanente Mecanismos contrarreguladores limitam a coagulação Elementos da hemostasia: Endotélio Plaquetas Fatores de coagulação Inibidores da coagulação Sistema fibrinolítico A primeira reação à uma lesão vascular é a vasoconstrição arteriolar, para reduzir o fluxo sanguíneo na área lesionada Plaquetas: Formam o tampão primário Função dependente de: Receptores glicoproteicos Citoesqueleto contrátil Grânulos citoplasmáticos Grânulos contendo: Fibrinogênio Fator V vWF Fatores proteicos para a restauração das feridas - fibronectina, fator plaquetário, fator de crescimento derivado das plaquetas, fator transformante do crescimento-beta Adesão plaquetária é mediada por interações com vWF É uma "ponte" entre colágeno subendotelial e receptor plaquetário GpIb Deficiências genéticas do vWF > distúrbios hemorrágicos Doença de von Willebrand Sd de Bernard-Soulier Mudam a sua forma após a adesão Produzem TXA2 > indutor de agregação plaquetária > feedback positivo Aspirina > inibe agregação plaquetária > impede a síntese do TXA2 Agregação de uma plaqueta a outra é realizada por pontes de fibrinogênio entre receptores GpIIb-IIIa de diferentes plaquetas Deficiência nele > distúrbio hemorrágico > trombastenia de Glanzmann Cascata de coagulação: Série de reações que resultam na deposição de um coágulo insolúvel de fibrina Enzima: fator de coagulação ativado Substrato: pró-enzima inativa de um fator de coagulação ativado Cofator: acelerador da reação Heparinas: Não-fracionada (HNF): Inibe trombina (IIa) e Xa Altera função plaquetária mediada por trombina e colágeno Exige monitoramento de TTPa Pode ser usada em paciente com insuficiência renal De baixo peso molecular (HBPM): Inibe Xa Altera menos a função plaquetária Não exige monitoramento Contraindicada em insuficiência renal Antídoto para ambos é o sulfato de protamina MoA de Anticoagulantes Orais: Antagonista de vitamina K > impede a formação completa de alguns componentes anticoagulantes (fatores II, VII, IX, X - dependentes de vitamina K), formando moléculas incompletas e biologicamente inativas Tempo de protombina = permite avaliar o funcionamento da via extrínseca da coagulação Referência: de 9,5 a 13,5 s Alargamento do TP: Deficiência de fatores da via extrínseca, protrombina ou fibrinogênio Coagulação Intravascular Disseminada (CIVD) Uso de varfarina Tempo de Tromboplastina Parcial Ativada (TTPa) = permite avaliar o funcionamento da via intrínseca da coagulação Referência: 30 a 40 s >70 s pode levar a sangramentos espontâneos Alargamento do TTPa: Deficiência de fatores da via intrínseca, protrombina ou fibrinogênio Coagulação Intravascular Disseminada (CIVD) Doença de von Willebrand Uso de heparina Relação Normatizada Internacional (RNI) = acompanhamento de paciente em uso de anticoagulante oral Referência: <1,3 Fatores de coagulação: O mais importante é a trombina > controla diversos aspectos da hemostasia, ligam a coagulação à inflamação e ao reparo tecidual Endotélio: Efeitos anti-trombóticos: Antiplaquetários: Barreira anatômica para MEC Prostaciclina - PGI Óxido nítrico Adenosina trifosfatase Anticoagulantes: Trombomodulina Moléculas semelhantes à heparina Fibrinólise: T-PA Efeitos pró-trombóticos: Produção basal de fator vWF Expressão de fator tecidual inibidores dos ativadores do plasminogênio Distúrbios hemorrágicos: Defeitos da hemostasia primária Defeitos hereditários do fator de vWF Defeitos plaquetários Assumem forma de petéquias Complicação > hemorragia cerebral Defeitos na hemostasia secundária Hemofilias (deficiências dos fatores de coagulação) Se apresentam como púrpura palpável e equimoses Pode ocorrer hemorragia intracraniana Uso de aspirina Uremia (insuficiência renal) Atenção durante anamnese: doença hepática, problemas gastrointestinais, deficiências dietéticas, pacientes etilistas, cirrose hepática, uso de AINES TROMBOSE Anormalidades que levam à trombose = Tríade de Virchow Lesõesendoteliais Leva à ativação plaquetária Exposição do vWF e do fator tecidual Estase ou fluxo sanguíneo turbulento Principal contribuinte da trombose venosa Promovem ativação endotelial Rompem fluxo laminar > permite que as plaquetas entrem em contato com o endotélio Reduz eliminação e diluição dos fatores de coagulação Hipercoagulabilidade do sangue = Trombofilia Qualquer distúrbio do sangue que predispões à trombose Distúrbios primários = genéticos Mutações do gene do fator V e da protrombina Deve ser considerada em pacientes <50 anos com trombose Distúrbios secundários = adquiridos Uso de contraceptivos orais Estado hiperestrogênico da gravidez Câncer Idade > redução progressiva da produção endotelial de PGI2 Tabagismo Obesidade Classificação dos trombos: Quanto à estrutura Vermelho > hemácias Brancos > plaquetas e fibrina Hialinos > fibrina Mistos > fibrina + hemácias Local Venoso Arterial Destino Reabertura > sofre lise pelos macrófagos Fragmentação > solta fragmentos formando êmbolos Cicatrização > incorporação à parede do vaso > não origina êmbolo, mas diminui o calibre Recanalização > dificilmente completa, órgão continua isquêmico Trombose venosa profunda (TVP) = formação de trombo nas grandes veias da perna, a nível ou acima do joelho Tromboembolismo pulmonar (TEP) = trombo no leito arterial pulmonar Geralmente se origina de trombos nas veias da perna D-Dímero: Produto de degradação da fibrina Ausência > forte evidência contrária à TEP Tromboflebite migratória = Sd de Trousseau: Aumento do risco de trombose e tromboembolismo no câncer avançado Pode ser provocada por: Processo inflamatório Presença de fatores de coagulação associado ao câncer Liberação de substâncias pró-coagulantes pelas células tumorais Trombose arterial e cardíaca: Principal causa > Aterosclerose IAM > predispões trombos murais cardíacos Principais alvos: Cérebro Rins Baço Coagulação Intravascular Disseminada (CIVD): Não é uma doença específica Complicação de várias condições associadas à ativação sistêmica da trombina Formação disseminada de trombos na microcirculação Pode evoluir para hemorragias > os pequenos trombos consomem as plaquetas e fatores de coagulação, além de ativar mecanismos fibrinolíticos Coagulação é o evento inicial