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FNP KABAT ISOSTRESTCHING editado

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FNP - KABAT - ISOSTRESTCHING
Cinesioterapia
DEFINIÇÃO
Facilitação: tornar fácil. 
Neuromuscular: envolve nervos e músculos. 
Proprioceptiva: diz respeito a qualquer receptor sensorial que envia informações relativas ao movimento e posicionamento do corpo. 
O FNP é um conceito de tratamento e sua filosofia baseia-se na ideia de que todo ser humano, incluindo aqueles portadores de deficiências, tem potencial existente não explorado (Kabat, 1950).
PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DO MÉTODO
 Método de tratamento global: cada tratamento é direcionado para o ser humano como um todo, e não para o problema ou segmento corporal específico; 
 O enfoque terapêutico é sempre positivo, além disso, reforça e utiliza o que o paciente pode fazer física e psicologicamente; 
 O objetivo primário de todo tratamento é fazer com que o paciente consiga alcançar o seu mais alto nível funcional
ORIGEM DO MÉTODO
O método Kabat está incluído no grupo de facilitação neuromuscular proprioceptiva e foi desenvolvido pelos norte-americanos Herman Kabat, médico, e Margaret Knott, fisioterapeuta, entre os anos de 1946 e 1951. 
Inicialmente o Dr. Herman Kabat, ainda na década de 40, começou com o termo “facilitação proprioceptiva”. Em 1954 Dorothy Voss adicionou a palavra “neuromuscular” para formar a expressão que conhecemos hoje: Facilitação Neuromuscular Proprioceptiva (FNP). 
O conceito do Dr. Kabat para FNP surgiu da sua experiência como médico e neurofisiologista. Seu objetivo era desenvolver um método de tratamento que empregasse resistência manual que permitisse aos clínicos analisar a avaliar os movimentos o paciente, ao mesmo tempo que facilitasse estratégicas mais funcionais.
OBJETIVo
O objetivo do método Kabat é promover um movimento funcional por meio da inibição, do fortalecimento e do relaxamento de grupos musculares. 
Através da realização desse movimento funcional o método Kabat é capaz de favorecer a contração muscular voluntária, controlar o tônus muscular, promover alongamento e fortalecimento muscular, melhorar a resistência, promover equilíbrio entre os músculos agonistas, antagonistas e sinergistas, melhorar a coordenação motora e estimular o aprendizado de padrões funcionais de movimento.
Esses procedimentos básicos para facilitação oferecem ao terapeuta o que é necessário para ajudar seus pacientes a atingir uma função motora eficiente, como: 
 Aumentar a habilidade do paciente em mover-se e permanecer estável 
 Guiar o movimento com a utilização de contatos manuais adequados e resistência apropriada 
 Ajudar o paciente a obter coordenação motora e sincronismo 
Aumentar a capacidade do paciente e evitar a fadiga
OS PRINCÍPIOS DA FNp
Os procedimentos básicos para a facilitação neuromuscular proprioceptiva são: Resistência 
A quantidade de resistência oferecida durante uma atividade deve ser adequada às condições do paciente e ao objetivo da atividade. Esse tipo de resistência é denominado resistência apropriada. 
Os objetivos terapêuticos da resistência são: 
 Facilitar a habilidade do músculo em se contrair; 
 Aumentar a aprendizagem motora; 
 Ajudar o paciente a adquirir a consciência de movimento e sua direção; 
 Aumentar a força muscular. 
A aplicação da resistência dependerá do tipo de contração muscular a ser resistido:
Concêntrica 
O encurtamento do agonista produz movimento. 
Excêntrica 
Uma força externa, a gravidade ou resistência produz o movimento. O movimento é restringido pelo alongamento controlado do agonista.
Irradiação e Reforço 
Irradiação é a propagação da resposta ao estímulo. Essa resposta pode ser vista como aumento da facilitação (contração) ou inibição (relaxamento) nos músculos sinérgicos e padrões de movimento. A resposta aumenta à medida que o estímulo aumenta em intensidade ou duração. Kabat escreveu que a resistência ao movimento é responsável pela produção da irradiação, e a difusão da atividade muscular ocorrerá em padrões específicos.
Contato Manual 
Os contatos manuais do terapeuta estimulam os receptores cutâneos e os de pressão do paciente. Esses contatos informam ao paciente a direção correta do movimento. As mãos do terapeuta devem ser posicionadas de uma forma que apliquem uma pressão oposta à direção do movimento. 
Os benefícios do contato manual são: 
 Uma pressão no músculo aumenta a sua habilidade de contração; 
 Uma pressão na direção oposta ao movimento, em qualquer parte do membro que está se movimentado, estimulará os músculos sinérgicos, que reforçarão o movimento; 
 O contato manual no tronco do paciente auxilia indiretamente no movimento de extremidade pois ajuda a estabilizar o eixo.
O tipo de contato que o terapeuta utiliza durante a realização da técnica para controlar o movimento e resistir à rotação é o contato lumbrical. 
No contato lumbrical a pressão surge da flexão das articulações metacarpofalangeanas, que permite adaptar os dedos do terapeuta à parte corporal que está sendo trabalhada. O contato lumbrical proporciona ao terapeuta um melhor controle do movimento tridimensional sem causar dor no paciente, por não apertar e nem exercer pressão excessiva em áreas com proeminências ósseas.
Comando Verbal 
O comando verbal é utilizado para que o terapeuta diga ao paciente o que deve ser feito e quando deve ser feito. 
O comando precisa ser dado ao paciente, e não para a parte do corpo que está sendo tratada. Os comandos precisam ser claros, diretos e concisos, sem o uso de palavras difíceis ou desnecessárias. 
As palavras devem ser combinadas com o movimento passivo, para que o paciente aprenda como ele deve se movimentar. 
A sincronia é importante para coordenar as reações do paciente junto com as mãos e resistência do terapeuta. A sincronia guia o início do movimento e as contrações musculares, ajudando a solicitar do paciente as correções para a realização do movimento ou manutenção da estabilidade.
A sincronia no comando de voz também é importante para quando o reflexo de estiramento é utilizado. O comando inicial deve ocorrer imediatamente antes do reflexo, para coordenar a tentativa consciente do paciente com a resposta reflexa. 
É importante repetir várias vezes o comando de ação para estimular o aumento do empenho e para ajudar a redirecionar o movimento. 
Já o volume do comando pode afetar a força do resultado da contração muscular. Quando o terapeuta deseja uma contração muscular de maior intensidade um comando de voz mais alto deve ser utilizado. Quando o objetivo é relaxar ou aliviar a dor, o comando deve ser utilizado com um tom de voz mais calmo e tranquilo.
O comando de voz é dividido em três partes: 
 Preparação: prepara o paciente para realizar a ação 
 Ação: diz o paciente para começar a ação 
 Correção: orienta o paciente sobre como corrigir ou modificar a ação. 
Visão 
A visão pode oferecer um feedback sensorial que pode promover uma contração muscular mais potente. 
Se um paciente olhar para seu braço durante o exercício, por exemplo, ele poderá alcançar uma contração muscular mais forte. Além disso, o uso da visão pode ajudar o paciente a controlar e corrigir a posição durante o movimento. 
A visão pode influenciar tanto o movimento da cabeça quanto do corpo. 
O contato visual entre o terapeuta e o paciente também estabelece uma via de comunicação, estabelecendo uma interação de cooperação e segurança entre os dois.
Tração e Aproximação 
A tração é um alongamento que ocorre no tronco ou em alguma extremidade. 
Os efeitos terapêuticos da tração são causados pela estimulação de receptores articulares e seus objetivos são: 
 Facilitar os movimentos 
 Auxiliar o alongamento do tecido muscular quando o reflexo de estiramento estiver sendo utilizado 
 Resistir a alguma parte do movimento.
Os objetivos terapêuticos da aproximação são: 
 Promover a estabilização 
 Facilitar a tomada de peso e contração de músculos antigravitacionais 
 Facilitar reações de endireitamento
Estiramento 
O estímulo de estiramento acontece quando um músculo é alongado. 
O estímulo de estiramentoé um movimento preparatório que tem como objetivo facilitar as contrações musculares. O estímulo facilita o alongamento muscular, o alongamento dos músculos sinérgicos da mesma articulação e de outros músculos sinergistas associados. 
Os objetivos do reflexo de estiramento são facilitar a iniciativa motora, aumentar a amplitude de movimento ativo, aumentar a força muscular, prevenir ou reduzir a fadiga e guiar o movimento na direção desejada.
Sincronização dos movimentos 
Um movimento normal requer que uma sequência suave de atividades e um movimento coordenado depende de um sincronismo preciso desta sequência. 
A atividade funcional requer um movimento coordenado e contínuo até que seu objetivo tenha sido alcançado. 
A sincronização nada mais é que a sequência dos movimentos. Porém, uma sincronização considerada normal de movimentos mais coordenados e eficientes ocorre de distal para proximal. 
Durante o desenvolvimento motor a evolução do controle e da coordenação ocorre de cranial para caudal e de proximal para distal. Na infância, é o braço que determina para onde vai a mão. 
Porém, após a maturação da preensão, é a mão que direciona o curso dos movimentos do braço. Para os adultos manterem o equilíbrio em pé, os pequenos movimentos ocorrem do tornozelo (distal) para quadril e tronco (proximal). 
Restaurar o sincronismo normal dos movimentos deve ser um dos objetivos do tratamento no método Kabat.
PADRÕES DE FACILITAÇÃO
Um movimento funcional considerado normal é formado por padrões de movimento em massa dos membros e músculos sinérgicos do tronco. 
Essas combinações de músculos sinérgicos formam os padrões de facilitação do método Kabat.
Os padrões do Kabat combinam movimentos em três planos: 
Sagital: flexão e extensão 
Frontal ou coronal: abdução e adução de membros ou flexão lateral de coluna 
Transversal: rotação 
As pessoas realmente possuem movimentos em espiral e diagonal. O estiramento e a resistência apenas reforçam a eficácia dos padrões, podendo ser constatado pelo aumento da atividade muscular. 
O aumento da atividade do músculo se espalha tanto distal quanto proximalmente dentro de um padrão, ou de um padrão para outros que se relacionam em movimento (irradiação). 
O tratamento utiliza a irradiação a partir da combinação de músculos sinérgicos (os padrões) para fortalecer um grupo muscular desejado ou reforçar movimentos funcionais desejados.
Técnicas do Método Kabat 
Existem técnicas específicas do método Kabat que tem como objetivo promover o movimento funcional por meio da facilitação, inibição, do fortalecimento e do relaxamento de grupos musculares. 
As técnicas utilizam contrações musculares concêntricas, excêntricas e estáticas, combinados com uma aplicação gradual de resistência e procedimentos facilitatórios adequados, todos ajustados de acordo com as necessidades de cada paciente. 
As técnicas específicas do método Kabat serão descritas a seguir:
Iniciação Rítmica 
Movimento rítmico de um membro ou corpo, realizado por meio da amplitude desejada. Começa com um movimento passivo e progride até um movimento ativo resistido. 
Objetivos: 
 Facilitar a iniciativa motora 
 Melhorar a coordenação e sensação de movimento 
 Normalizar o ritmo do movimento 
 Ensinar o movimento 
 Ajudar o paciente a relaxar
Indicações 
 Dificuldades em iniciar o movimento 
 Movimento muito rápido ou muito lento 
 Movimento incoordenado ou sem ritmo 
 Tensão geral
Combinação de Isotônicas 
Combina contrações concêntricas, excêntricas e de estabilização em um grupo muscular (agonistas) sem relaxamento. Necessário começar no local onde o paciente apresenta maior força ou melhor coordenação. 
Objetivos: 
 Controle ativo do movimento 
 Coordenação 
 Aumentar a amplitude ativa do movimento 
 Aumentar a força muscular 
 Treinar o controle excêntrico funcional do movimento 
 Indicações:
 Diminuição do controle excêntrico
 Perda da coordenação ou da habilidade em mover-se na direção desejada 
 Diminuição da amplitude ativa do movimento 
 Movimentação ativa precária dentro da amplitude de movimento
Reversão de Antagonistas 
Reversão Dinâmica
 Ocorre alternância de movimento ativo, de uma direção agonista para a direção oposta antagonista, sem interrupção ou relaxamento. 
Objetivos: 
 Aumentar a amplitude de ativa do movimento 
 Aumentar a força muscular 
 Desenvolver a coordenação 
 Evitar ou reduzir a fadiga 
 Aumentar a resistência
 Indicações:
 Diminuição da amplitude ativa de movimento 
 Fraqueza de músculos agonistas 
 Diminuição da habilidade de modificar a direção do movimento 
 Aparecimento de fadiga durante o exercício
Reversão de Estabilizações 
Contrações isotônicas alternadas, com resistência oposta o suficiente para evitar o movimento. 
Objetivos: 
 Aumentar a estabilidade e o equilíbrio 
 Aumentar a força muscular 
 Aumentar a coordenação entre agonista e antagonista 
 Indicações: 
 Diminuição da instabilidade 
 Fraqueza muscular 
 Inabilidade em realizar contrações musculares isométricas
Estabilização Rítmica 
Contrações isométricas alternadas utilizadas contra uma resistência, com ausência de intenção de movimento. 
Objetivos: 
 Aumentar as amplitudes ativa e passiva do movimento 
 Aumentar a força muscular 
 Aumentar a estabilidade e o equilíbrio 
 Diminuir a dor 
 Indicações:
 Dor 
 Instabilidade articular 
 Fraqueza de músculos antagonistas 
 Diminuição do equilíbrio
Estiramento Repetido 
Estiramento Repetido do Início da Amplitude 
Reflexo de estiramento provocado por músculos sob tensão de alongamento. 
Objetivos:
 Facilitar a iniciativa motora 
 Aumentar a amplitude de movimento ativo 
 Aumentar a força muscular 
 Prevenir ou reduzir a fadiga 
 Guiar o movimento na direção desejada 
 Indicações: 
 Fraqueza muscular 
 Inabilidade em iniciar o movimento devido à fraqueza ou rigidez 
 Fadiga 
 Diminuição da consciência do movimento 
Contraindicações:
 Instabilidade articular 
 Dor 
 Ossos instáveis devido à fratura ou osteoporose 
 Lesões musculares ou tendinosas
Estiramento Repetido Durante a Amplitude 
Reflexo de estiramento provocado por músculos sob tensão de contração. 
Objetivos: 
 Aumentar a amplitude ativa de movimento 
 Aumentar a força muscular 
 Prevenir ou reduzir fadiga 
 Guiar o movimento na direção desejada 
Indicações:
 Fraqueza muscular 
 Fadiga 
 Diminuição da conscientização do movimento desejado 
Contraindicações: 
 Instabilidade articular 
 Dor 
 Ossos instáveis devido à fratura ou osteoporose 
Contrair-relaxar: tratamento direto 
Contrações isotônicas resistidas dos músculos encurtados antagonistas, seguidas de relaxamento da amplitude adquirida. 
Objetivo:
 Aumentar a amplitude passiva do movimento 
 Indicação:
 Diminuição da amplitude passiva do movimento
Contrair-relaxar: Tratamento Indireto 
Contrações dos músculos agonistas em vez de contrações dos músculos encurtados. 
Indicação:
 A técnica indireta é utilizada quando a contração dos músculos encurtados é muito dolorosa ou fraca para produzir uma contração eficaz.
Manter-relaxar: Tratamento Direto 
Contração isométrica resistidas dos músculos antagonistas (músculos encurtados) seguida de relaxamento. 
Objetivos: 
 Aumentar a amplitude passiva do movimento 
 Diminuir a dor 
 Indicações:
 Diminuição da amplitude passiva do movimento 
 Dor 
 Quando as contrações isotônicas do paciente são fortes demais para o terapeuta controlar 
 Contraindicação:
 Quando o paciente é incapaz de realizar uma contração isométrica
Manter-relaxar: Tratamento Indireto 
O manter-relaxar resiste-se aos músculos sinérgicos dos músculos encurtados ou com dor, e não os músculos ou movimentos dolorosos. 
Indicação:
 Quando a contração dos músculos encurtados é muito dolorosa 
 Técnica que serve para facilitar a aprendizagem motora de atividades funcionais. 
Objetivos:
 Ensinar ao paciente a posição final (resultado) do movimento 
 Avaliar a habilidade do paciente de sustentar uma contraçãoquando os músculos agonistas estão em encurtamento.
EXERCÍCIOS DO MÉTODO KABAT
Membro superior 
Flexão-abdução-rotação externa 
Contatos manuais 
 Distal 
 Mão direita apoia a superfície dorsal da mão do paciente. Seus dedos estão do lado radial (1º e 2º metacarpos) e o polegar exerce uma contrapressão na borda ulnar (5º metacarpo). Não há nenhum contato na palma da mão. Não apertar a mão do paciente 
 Proximal 
 Por baixo do membro, apoie as faces ulnar e radial do antebraço do paciente proximais ao punho. O contato lumbrical permite ao terapeuta evitar qualquer pressão na superfície palmar do antebraço. 
Posição de alongamento 
Posicione o punho em flexão ulnar e o antebraço em pronação. Mantenha o punho e a mão em posição enquanto move o ombro para extensão e abdução. Pode-se usar uma leve tração para alongar os músculos do ombro e da escápula. O úmero cruza a linha média para a direita, e a palma está voltada para o ílio direito. A tração leva a escápula para ântero-depressão. A continuação desse movimento poderá trazer o paciente para uma flexão de tronco para a direita. 
Biomecânica corporal
 Fique em pé com as pernas afastadas, na altura do ombro do paciente ou acima dele, com o seu pé esquerdo na frente. Volte-se para a linha do movimento. Comece colocando o seu peso corporal no pé posicionado à rente e deixe que o movimento do paciente leve seu peso para o pé de trás. Continue voltando para a linha de movimento. 
Estiramento
 Aplique o estiramento no ombro e na não simultaneamente. Seu contato proximal realiza uma tração rápida, com rotação de ombro e da escápula, e o contato distal traciona o punho.
Comando de voz 
“Mão para cima, levante seu braço. Eleve seu braço”.
 Movimento 
Os dedos e o polegar se estendem à medida que o punho move-se para extensão radial. A face radial da mão lidera enquanto o ombro se move em flexão, abdução e rotação externa. A escápula se move para póstero-elevação. A continuação do movimento é um “alcançar acima”, com alongamento do lado esquerdo do tronco. 
Resistência
 A mão distal combina uma tração, durante a extensão do punho, com uma resistência rotatória do desvio radial. A resistência à supinação do antebraço e à abdução e rotação externa do ombro surgem da resistência à rotação exercida no punho. A força de tração resiste ao movimento de extensão do punho e de flexão do ombro. A mão proximal combina uma força de tração com a resistência em rotação. A linha da resistência é para trás, em direção à posição incial. A manutenção da força de tração guia a resistência em um arco apropriado. Utilize aproximação por meio do úmero no final da amplitude do ombro para resistir à elevação escapular e estabilizar o ombro. 
Posição final 
O úmero encontra-se em total flexão (aproximadamente a três dedos da orelha esquerda) e a palma está voltada em torno de 45º para o plano coronal. A escápula está em póstero-elevação. O cotovelo se mantém em extensão. O punho está em total extensão radial e dos dedos e polegar estão estendidos para o lado radial.
Membro inferior 
Flexão-adução-rotação externa
Contatos manuais 
 Distal Mão esquerda se posiciona no pé do paciente, com os dedos na borda medial e polegar fazendo pressão contrária na borda lateral. Segure nas laterais do pé, sem fazer contato na região plantar. Mantenha o contato próximo às articulações metatarsofalangeadas para evitar o bloqueio dos dedos. 
 Proximal Posicione sua mão direta na superfície ântero-medial da coxa, imediatamente acima do joelho 
 Posição de alongamento
 Tracione o membro como um todo enquanto posiciona o pé em plantiflexão e eversão. Continue a tração e mantenha a rotação interna, enquanto posiciona o quadril em hiperextensão e abdução. O tronco alonga-se na diagonal, da direita para a esquerda. 
Biomecânica corporal
 Posicione-se com os pés afastados e com o pé mais próximo da maca na frente. Volte-se para o ombro direito do paciente, com seu corpo alinhado com a linha do movimento padrão. Durante o estiramento, transfira o seu peso corporal do pé da frente para o de trás. Enquanto o paciente se move, deixe que a resistência transfira seu peso para o pé posicionado na frente. Se o membro do paciente for muito longo, dê um passo à medida que seu peso se transferir para frente. Continue voltado para a linha do movimento. 
Estiramento 
Rápido alongamento e rotação de quadril, do joelho e do pé exercidos por ambas as mãos, simultaneamente. 
Comando 
“Pé para cima, leve a perna para cima e para dentro. Levante!”. 
Movimento 
Os dedos se estendem enquanto o pé e o tornozelo movem-se em dorsiflexão e inversão. A inversão promove a rotação interna do quadril e esses movimentos ocorrem simultaneamente. O hálux lidera o movimento à medida que o quadril move-se em flexão com adução e rotação externa. A continuação do movimento produz flexão de tronco para a direita. 
Resistência 
A mão distal combina resistência à inversão com tração através do pé dorsifletido. A resistência à adução e rotação externa do quadril vem da resistência à inversão. A tração resiste tanto à dorsiflexão quanto à flexão do quadril. Sua mão proximal combina a tração ao longo da linha femoral com uma força rotatória para resistir à rotação externa e adução. Manter a força de tração guia a resistência em um arco apropriado.
Posição final 
O pé está em dorsiflexão com inversão e o joelho em total extensão. O quadril está em total flexão com adução e rotação externa suficientes para posicionar o joelho e calcanhar em uma linha, na diagonal, com o ombro direito. 
ISOSTRESTCHING
Foi criado e desenvolvido por Bernard Redondo, na cidade de Albi na França em 1974. É comum ser denominado também de Cinesioterapia do Equilíbrio. Pois visa um "achado" do seu centro de equilíbrio através dos exercícios que adiante exemplificarei. 
Se faz respeitosa pela sua definição: ele é de fato no sentido próprio uma “arte de abrandar e fortificar o corpo, através de exercícios propostos” (Lê Rolert), uma ginástica postural, global e ereta. 
Os autores à consideram postural, porque a maioria dos exercícios são executados dentro de uma posição vertebral correta (encaixada), por alguns segundos (tempo de uma longa expiração). Global ou total, porque o corpo todo trabalha à cada exercício, contração e relaxamento são incluídos em cada postura, dando prioridade aos músculos da coluna vertebral, ou seja os tônicos ou anti gravitacionais, fonte de queixas álgicas. E ereto, porque ao contrário das ginásticas em cifose ou em extensão ele solicita a coluna vertebral em auto engrandecimento (sensação de crescer durante os exercícios propostos), afim de trabalhar mais especificamente a musculatura paravertebral profunda.
Dessa forma utilizam-se contrações isométricas (com pequenos ou nenhum grau de movimento), dos abdominais, glúteos, músculos da coxa e cintura escapular, além dos alongamentos, autocrescimento e trabalho respiratório. A musculatura profunda é possuidora das fibras verticais, ou seja, os componentes paralelos ao eixo do corpo enquanto a musculatura superficial é a do movimento, composto de fibras oblíquas em relação ao eixo do corpo. 
A contração dos músculos abdominais solicita grande equilíbrio da coluna lombar. Quanto aos glúteos, músculos esquecidos, pouco a pouco revelam-se firmes e estabilizam a estática de base da coluna. A contração dos músculos da coxa também contribuem para esta estabilização. 
O trabalho respiratório é feito com uma expiração resistida (mas não forçada) e prolongada; desta forma os músculos da caixa torácica proporcionam o equilíbrio da cintura escapular e coluna dorsal. Também há a ação da respiração sobre o diafragma fixando a coluna vertebral e proporcionando um relaxamento da parte alta do corpo (músculos do pescoço e ombro), que estão freqüentemente contraturados, pois se encontram sobrecarregados pela falta de ancoragem abdominal.
O isostretching se propõe a manter e controlar o corpo no espaço, não é traumatizante e é suficientemente completo para flexibilizaras partes rígidas e fortalecer as debilitadas, solicitando o máximo de comandos musculares induzindo ao cérebro a percepção das posturas corretas, assegurando ainda, o controle da respiração e participação ativa do paciente. Gerando portanto mudanças não só paliativas dos sintomas álgicos. 
Os resultados que se apresentam são: 
 Diminuição das dores; 
 Aumento da flexibilidade; 
 Melhora nas alterações posturais; 
 Aumento da capacidade respiratória; 
 Melhora da forma física; 
 Manutenção da massa muscular.
Esta técnica se adapta a todas as idades e capacidades físicas, inclusive à gestação, uma vez que as forças de contrações isométricas ou alongamento serão controladas em função do potencial muscular de cada individuo. Os exercícios realizados de forma ativa somente pelo paciente promovem ganho de consciência corporal. 
Segundo a fonte, na prática devem ser realizadas 2 sessões semanais, com séries de 3, 6 ou 9 repetições nos exercícios simétricos e 2, 4 ou 8 repetições nos assimétricos. O tempo de manutenção da postura é regido pela expiração profunda e prolongada, durando em média 6 segundos podendo chegar a 10 segundos com o treino. Cada sessão deve ter em média 12 posturas, utilizando colchonetes, bastão e bolas de 1 a 3 kg. 
Após cada expiração, relaxa-se simplesmente a tensão, a contração isométrica sem modificar a posição da base. Ao final da série de repetições, haverá relaxamento total.
Exercício 1 (Básico) 
Em pé: 
 Os pés paralelos, afastados na largura da pelve, garantindo uma boa estabilidade ao solo. 
 As pernas semi-flexionadas permitem que a pelve se posicione em retroversão, diminuindo a lordose lombar. 
 Os braços ao longo do corpo, realizando ligeira extensão de ombro e extensão de punho mantendo os dedos estendidos e abertos. 
Correção: 
 Alinhar a pelve, manter a coluna vertebral ereta e a cabeça alinhada. 
Ação: 
 Contrair fortemente os glúteos e os músculos dos membros. 
 Realizar a depressão das escápulas para aproximar os ângulos inferiores das mesmas. 
 Manter a coluna ereta. 
 Expirar profundamente.
Exercício 2
 Em pé: 
 Os pés paralelos, afastados na largura da pelve, garantindo uma boa estabilidade ao solo. 
 As pernas se encontram estendidas, colocar uma bola entre as coxas acima do joelho. 
 Os braços são estendidos acima da cabeça, cruzar as mãos e aproximando as faces palmares. 
Correção: 
 Manter os pés bem apoiados no solo, deixar a pelve em posição neutra e manter os braços ao nível das orelhas. 
Ação: 
 Empurrar os braços superiormente. 
 Deprimir as escápulas. 
 Comprimir a bola apertando-a entre os joelhos. 
 Contrair os músculos dos membros. 
 Expirar profundamente. 
Exercício 3 (posição intermediária e final) 
 Decúbito Dorsal. 
 Membros inferiores unidos e flexionados, com os pés apoiados no solo, com os braços estendidos ao lado das pernas. 
Correção: 
 Manter a retroversão pélvica. 
Ação: 
 Fletir o tronco lentamente e progressivamente começando pela cabeça até chegar na posição sentada, durante a expiração. 
 As mãos se projetam para frente. 
 Manter esta posição, realizando a contração isométrica dos abdominais e paravertebrais. 
 Expirar profundamente.

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